
O Naturalismo foi uma tendência artística prevalecente em toda a Europa, na segunda metade do século XIX.
O Naturalismo pretende imitar a Natureza com exatidão, opondo-se ao idealismo e ao simbolismo.
Os pintores foram-se interessando cada vez mais pela representação da vida quotidiana e dos seus acontecimentos triviais. Foi uma tendência que também teve expressão na literatura, especialmente nas novelas de Zola e dos Goncourts.
Esta escola procura a inspiração na observação direta da Natureza, que é pintada no local, e com toda a autenticidade.
A sua temática é portanto determinada pela pintura ao ar livre (plein air): a paisagem, cenas da vida e do trabalho no campo. A pintura é executada no local e observando diretamente o motivo a representar, bem como a luz e a cor local.
A Escola do Barbizon, dá inicio a uma pintura que abandona as formas tradicionais de pintar, a pintura de Atelier.
A PINTURA NATURALISTA
Pintar a Natureza na Natureza, as praias da Normandia, a floresta, o artista itinerante permitido pela nova invenção dos tubos de tinta a óleo, a cor natural ou local, a pintura do plein air. Temática rural e despretensiosa.
A Escola do Barbizon, toma o seu nome, de um grupo de pintores franceses paisagistas que viviam e trabalhavam na aldeia de Barbizon, nos arredores da floresta de Fontainebleau de 1835 a 1870. Os seus pintores de maior importância foram Théodore Rousseau, Corot, Millet e Daubigny.
O seu estilo era Naturalista e marca a transição entre o Romantismo e o Impressionismo.
Em Portugal o Naturalismo chega tardiamente em 1879, por influencia da obra dos bolseiros de Paris, especialmente Silva Porto (e Marques de Oliveira), que tinha estado no Barbizon, tendo assimilado aí o método de pintura ao ar livre e a sua temática característica. Este estilo impõe-se e domina o gosto em Portugal até muito mais tarde do que no resto da Europa.
São representantes do Naturalismo: Silva Porto, Marques de Oliveira, José Malhoa, João Vaz, Sousa Pinto e Columbano (este com uma obra de características muito pessoais e especificas). São temas predominantes as paisagens rurais e marinhas, cenas bucólicas, cenas de costumes rurais (especialmente Malhoa), ambientes urbanos e, principalmente em Columbano, cenas da vida urbana burguesa e o retrato.
Fonte: www.esec-josefa-obidos.rcts.pt
A expressão d`après nature designa toda obra de arte calcada ou mesmo copiada diretamente da natureza. Por extensão, o naturalismo pode ser definido como "a doutrina estética que busca inspiração direta na natureza e a reproduz com fidelidade. Não implica, porém, em cópia fiel da natureza, mas a sua interpretação através da sensibilidade do artista". Não se deve, também, confundi-lo com realismo.
Este se opõe tanto ao naturalismo quanto ao neoclassicismo, sendo a representação artística das coisas da natureza tais como se apresentam na realidade, em oposição ao idealismo que se esforça por apresentá-las como as concebe o espírito ou a imaginação. Com alguma freqüência, sobretudo na Itália, o termo naturalismo tem um significado próximo ao de verismo.
No Brasil, os principais naturalistas reuniram-se em torno de Grimm, o qual era, no entanto, mais um realista.
Artistas mais destacados: Zeferino da Costa, Castagneto, Baptista da Costa, Telles Jr. , Pedro Weingartner, Pinto Bandeira, Delfim da Câmara, Garcia y Vasques, Hipólito Caron, Alfredo Andersen.
Frederico Morais
Referências
MORAIS, Frederico. Panorama das artes plásticas séculos XIX e XX. Apresentação Ernest Mange. 2. ed. rev. São Paulo: Itaú Cultural, 1991.
Fonte: www.itaucultural.org.br