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Neocolonialismo

Nos séculos XV ao XVII houve a expansão colonial causada pela era das navegações. Entre 1880 e 1914, as nações europeias começaram a expandir seu poder industrial dividindo entre si a maior parte das terras do planeta (sim… isso é extremamente sem noção, pois já existiam pessoas morando nessas áreas). Essa expansão industrial deu espaço para surgir uma nova forma de exploração conhecida como Imperialismo ou Neocolonialismo.

Esse nome de “NEO” significa que era uma nova roupagem para o colonialismo, inaugurada na época das grandes navegações. No primeiro colonialismo, o objetivo era buscar ouro e prata para os cofres reais das metrópoles, já o neocolonialismo era motivado pelo capitalismo industrial e financeiro. Esse crescimento fez com que pequenas empresas fechassem, e as grandes enfrentassem problemas de falta de compradores para seus produtos e de matérias primas, a solução para isso era dominar novos territórios, procurando unificar a economia.

Neocolonialismo
Charge mostrando o imperador alemão brigando com a rainha da
Grã-Bretanha pelos territórios por ela conquistados.

Já o termo imperialismo, designa justamente essa política de dominação do governo de um país sobre o outro. Essa dominação, pode ocorrer de duas formas, a primeira é a dominação territorial, quando um país ocupa o outro por meio de intervenção militar. Já a outra forma, é a dominação econômica, onde um país interfere na vida econômica do país dominado. Legal destacar que esse segundo, é a forma mais desejada pelos países imperialistas e que para justificar essa divisão do mundo pelos países ricos, é obvio que existiram justificativas furadas:

Fatores econômicos

Como as empresas estavam esmagando umas as outras nos países industrializados, a solução foi buscar mercados consumidores nos países não industrializados. Além disso, buscavam nesses países fontes de energia para as linhas de montagem das empresas. Como era o caso do carvão e do petróleo.

Fatores políticos

O governo usava o imperialismo para aumentar o orgulho dos cidadãos pela nação. O cidadão ficava orgulhoso de fazer parte da nação que estava progredindo frente as demais nações. Algo… sem noção também…

Fatores culturais

Mais sem noção ainda era a justificativa que o homem branco estava em uma missão civilizadora que levaria aos povos “atrasados” as ciências e as indústrias. Desse sentimento de superioridade, obviamente vinha junto um sentimento de racismo sobre os povos dominados.

Charge mostrando o imperador alemão brigando com a rainha da Grã-Bretanha pelos territórios por ela conquistados.

O colonizador sentia-se a vontade de trabalhar da maneira que quisesse sobre a população dos locais dominados, motivo pelo qual eles sentiam-se tranquilos em usar e violência para obrigar os colonos a cooperarem com a dominação do território. Uma boa estratégia era utilizar inimigos das lideranças locais para administrar os territórios conquistados desde que eles os ajudassem de alguma forma na conquista do território. O principal império colonial existente na época era o Britânico, obviamente, teremos outras nações que vão querer arranjar, à força, uma parcela da África para si, tal como o império francês. Mas teremos alguns exemplos de colonialismo que são desdobramentos da primeira época colonial, tal como Portugal e a Espanha, mas França e o Reino Unido eram donas das maiores porções e terras na África.

Abaixo segue uma breve explicação dos principais casos de imperialismo que serão importantes para entender a Primeira Guerra Mundial:

Grã-bretanha

Antes de 1870 a Inglaterra já tinha concessões coloniais na América, na Ásia e na África. Depois disso foi fácil dominar outros territórios. A Grã-Bretanha dominava territórios como a Austrália, Nova Zelândia, O Egito, o Sudão, África do Sul, China e Índia. Em todas essas colônias eles dominavam a produção econômica a força, sempre protegidos pelo seu exército. Se já existia alguma forma de produção industrial eles procuravam derrubar, como foi o caso da Índia que era uma grande produtora de tecidos que teve que parar de produzir para ceder lugar às máquinas têxteis inglesas.

França

Era o segundo maior império colonial. Ela começou dominando a Argélia, o Norte da África e com o passar do tempo dominou quase todo o noroeste do continente africano e a Indochina (atual Vietnã). A única diferença dela para as demais nações é que procurava administrar diretamente suas colônias, tentando assimilar os colonizados, por isso ensinava a língua e os costumes para eles.

Alemanha

A Alemanha era um aglomerado de reinos independentes que se unificaram muito tarde. Somente em 1879 nasceu a Alemanha e por isso entrou tarde na disputa do Neocolonialismo pegando poucos territórios na África. Apesar de chegar tarde o ritmo de crescimento da Alemanha era assustador, preocupando muito a França e a Grã-Bretanha.

Itália

Por fim, a Itália segue o mesmo quadro da Alemanha. O problema é que não estava tão bem em ritmo de crescimento nem de territórios. Ela chegou muito tarde dominando apenas o litoral da Líbia, Eritréia e Somália.

Fonte: www.jurassico.com.br

Neocolonialismo

O neocolonialismo e a partilha da África

A ocupação territorial, a exploração econômica e o domínio político do continente africano têm início no século XV e estende-se até o século XX. No século XIX, após a Revolução Industrial, outras potências européias, além de Portugal e Espanha, iniciam um nova corrida colonial: Reino Unido, Bélgica, França, Alemanha, Estados Unidos, Japão, Rússia e Itália. O objetivo era encontrar matérias – primas para abastecer suas economias, mão – de – obra barata e novas regiões para investir o capital excedente, construindo ferrovias ou explorando minas. Havia ainda o crescimento acelerado da população européia e a conseqüente necessidade de novas terras para se estabelecer. No plano político ter colônias significava ter prestígio.

Entre os missionários havia quem considerasse um dever dos europeus difundir sua cultura e civilização entre os povos gentios, verdadeiros selvagens sem alma. Na verdade, as ações dos evangelizados preparavam o terreno para o avanço do imperialismo no mundo afro-asiático.

O movimento intelectual e científico teve um papel determinante nesse processo, pois desenvolveram - se teorias racistas,a partir, a partir das teorias evolucionistas de Darwin, que afirmavam a superioridade da raça branca.

A competição entre as metrópoles na disputa por novos mercados e os conflitos gerados pelos interesses colonialistas criam tensões e instabilidades que determinam a partilha da África e desembocam a Primeira Guerra Mundial (1914 – 1918).

A Conferência de Berlim (1884/85). Realizada em Bruxelas, na Bélgica, oficializa a divisão; a Europa fica com o domínio de 90% das terras africanas até 1914, assim distribuídas:

França

Tunísia, Argélia, Marrocos, parte do Saara, Senegal, Guiné, Costa do Marfim, Daomé (atual Benin), Gabão, Mali, Congo, Níger, Chade, Madagáscar (trocada com o Reino Unido por Zanzibar, atual Tanzânia) e Dijbuti.

Reino Unido

Egito, Gâmbia, Serra Leoa, Costa do Ouro (atual Gana), Nigéria, Rodésia (atuais Zâmbia e Zimbabwe), Quênia, Somália, Maurício, Uganda, Zanzibar (atual Tanzânia), Nassalândia (atual Malaw), União Sul-Africana, incluindo a antiga Colônia do Cabo e as ex –repúblicas Bôeres de Natal, Orange e Transvaal, África do Sul, a atual Botswana, Basutolândia (atual Lesoto) e Suazilândia.

Alemanha

Togo, Camarões, Tanganica, Ruanda, Burundi e Namíbia.

Itália

Eritréia, Somália e o litoral da Líbia.

Portugal e Espanha mantêm as antigas colônias, conquistadas no período da expansão marítima. A Espanha fica com parte do Marrocos, Ilhas Canárias, Ceuta, Saara Ocidental e Guiné – Equatorial. Portugal continua em Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Guiné – Bissau e Moçambique.

As terras africanas assim ocupadas passam a demonstrar grande resistência após a partilha mas acabam sendo vencidas pela grande capacidade de manipulação européia. A ocidentalização do mundo africano arrasa com suas estruturas tradicionais, deixando um rastro de miséria e, acima de tudo, a perda da identidade cultural da raça.

Fonte: www.ihu.unisinos.br

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