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Neve

 

Neve
Neve

Não há dois flocos de neve exatamente iguais. Cada um é uma coleção de cristais de gelo, de vapor de água gelado, congelados juntos. As formas do cristal são divididas em aproximadamente 80 categorias. Podem ter a forma de agulhas, prismas, lâminas, hexágonos e colunas. A forma depende da temperatura, altura e água contida na nuvem na qual se formam.

A neve pode ser "úmida" ou "seca". A neve úmida é feita de grande flocos e se forma quando a temperatura está quase zero. É perfeita para fazer bolas de neve, mas difícil de limpar.

A neve seca é poeirenta e fácil de limpar; forma-se quando a temperatura está bem abaixo de zero. O granizo é normalmente neve derretida, mas pode ser chuva semicongelada formada quando as gotas de chuva evaporam e esfriam ao cair.

COMO SE FORMA A NEVE

Cristais de gelo formam-se nas nuvens em que a temperatura está entre -20°C e -40°C. Para formar flocos de neve, os cristais se juntam enquanto caem e se tornam úmidos; então, congelam novamente. Só chegarão ao solo como neve se o ar estiver gelado em todo o percurso atmosfera abaixo. Se o ar estiver muito quente, os cristais podem evaporar tornando-se vapor de água outra vez ou derreter e cair como granizo ou chuva. Às vezes, pode nevar no alto de um arranha-céu enquanto apenas chove na rua abaixo dele.

AVALANCHES

Em montanhas inclinadas a mais de 22°, há risco de avalanches. A neve se acumula, até que pequena quantidade escorega e junta mais neve à medida que desce.

Os motivos são diversos: forte queda de neve, aumento da temperatura, um esquiador ou um barulho forte.

NEVE PERMANENTE

As geleiras e as calotas de gelo são feitas de neve que nunca derrete. Os cristais e flocos de neve são compactados pelo peso de mais neve caindo no topo. As calotas de gelo e geleiras formam-se no topo de montanhas e perto dos pólos.

MONTES DE NEVE

Quando a neve forma montes, as pessoas ficam nos carros ou mesmo em suas casas. Animais ou pessoas enterrados na neve podem sobreviver por um longo tempo. É que a neve recente contém ar nas falhas entre os cristais de gelo. Os animais usam esse ar para respirar.

NEVE COR DE ROSA

A neve nem sempre é branca. Pode ser cor-de-rosa, marrom ou mesmo vermelha.

A neve é cor de rosa na Groelândia: a cor se deve a algas que vivem na neve. O pigmento que torna as algas vermelhas também as protege nas condições extremamente frias.

Fonte: www.trabalhoescolar.hpg2.ig.com.br

Neve

A Formação da Neve

A neve desempenha importante papel na preservação das plantas e constitui frequentemente a única fonte de água para irrigação de vastas regiões montanhosas.

Neve é a água que se solidifica na atmosfera, frequentemente sob a forma de cristais hexagonais. Algumas vezes os cristais de neve aparecem com céu aberto, uma vez que podem ser gerados espontaneamente ou em presença de núcleos de sublimação convenientes, antes que a quantidade de vapor d'água na atmosfera seja suficiente para formar nuvens.

Olaus Magnus, arcebispo de Upsala, Suécia, foi quem observou pela primeira vez, em 1555, a simetria hexagonal dos cristais de neve. O britânico Robert Hooke, um dos principais cientistas a realizar observações ao microscópio, publicou vários desenhos dos cristais de neve em sua Micrografia (1665).

As partículas de neve que chegam ao solo têm formas e tamanhos diversos. A variedade estrutural dos cristais de neve depende de diversos fatores. O mais importante deles é a quantidade de moléculas d'água existentes no ar. Se a umidade do ar for grande, os cristais se formarão rapidamente, com formas dendríticas e tamanho considerável, agrupados em flocos de cinquenta cristais ou mais.

Outros fatores que influem na formação dos cristais são a temperatura do ar, a presença ou ausência de ventos e a existência de partículas submicroscópicas (de 0,01 a 10 micrometros) que atuem como núcleos de condensação. Alguns dos mais belos cristais têm o feitio de estrela e formam-se em nuvens baixas, que se situam em níveis onde há pouca umidade e o vento sopra fraco. Cristais assimétricos são gerados quando a partícula já formada atravessa regiões onde existe quantidade adicional de moléculas de vapor d'água, que aderem a seus lados, dando-lhes as mais diversas formas.

As partículas de neve que caem no solo apresentam-se algumas vezes sob a forma de um pó fino. Acredita-se que esse pó seja constituído de pequenos cristais que tenham sido parcialmente modificados ao passarem por camadas atmosféricas com temperatura superior a 0º C.

O aumento da temperatura superficial do solo derrete a neve, que, contudo, se mantém de forma perpétua nas regiões polares e montanhosas.

As neves eternas das cordilheiras variam com a latitude: são encontradas acima dos 2.700m nas regiões alpinas, por exemplo, e acima de 4.800m nos trópicos.

Neve
Neve

Fonte: www.emdiv.com

Neve

PRECIPITAÇÃO

Neve
Neve

As gotículas de água que se formam por condensação crescem porque há núcleos de condensação que são higroscópicos (atraem água). (A simples saturação do ar não garantiria o seu crescimento. Só se o ambiente estiver supersaturado (humidade relativa maior do que 100%) - o que é raro acontecer - as gotículas crescem. Mas, mesmo assim, só ao fim de 20 a 120 minutos os processos de condensação e deposição podem gerar uma gotícula de nuvem (de 1 a 30 mícron de diâmetro). E ter-se-ia de esperar quase eternamente para que estes processos gerassem uma partícula de precipitação suficientemente pesada para cair (de 0,2 a 5 mm de diâmetro). São o efeito combinado da colisão e fusão de gotículas e do processo de crescimento de cristais de gelo que asseguram o crescimento das partículas de precipitação a partir das gotículas.

PROCESSO DE CRESCIMENTO DE CRISTAIS DE GELO

A maioria da precipitação tem origem em nuvens cumuliformes onde a temperatura está abaixo de 0ºC. Mesmo a essas temperaturas, existem pequenas gotículas de água (dita superarrefecida). Isto deve-se ao fato de as moléculas de vapor de água precisarem de superfícies sobre as quais condensar (ou gelar) e haver poucos núcleos de congelação numa nuvem típica. As gotículas de água superarrefecida andam «à procura» de algo sobre que gelar. (Só se a temperatura descer até pelo menos uns -40º C se poderá dar a chamada nucleação expontânea e elas gelarão sem a presença de núcleos de congelação.)

Os cristais de gelo numa nuvem fria vão crescendo muito rapidamente à custa das gotículas superarrefecidas. É um processo muito eficiente porque há muitas mais gotículas superarrefecidas do que cristais numa nuvem típica e, por isso, há muitas gotículas para «alimentar» cada cristal.

Neve

À medida que crescem, os cristais vão ficando mais pesados e, quando o seu peso já não pode ser suportado pelo movimento da coluna ascendente de ar, caiem em direção ao solo. Se ao caírem atravessarem zonas em que a temperatura do ar esteja acima de 0ºC, transformar-se-ão em gotas de chuva que irão crescendo, por colisão e a fusão.

TIPOS DE PRECIPITAÇÃO

O tipo de precipitação que chega ao solo (chuva, granizo, chuva gelada, neve, etc.) depende do tipo de processos dentro da nuvem mas também da temperatura do ar entre a base da nuvem e o solo. Pequenas variações de temperatura (décimos de grau) podem implicar a diferença entre chuva, chuva gelada, saraiva ou neve.

Se, no seu caminho para o solo, os cristais de gelo encontrarem sempre temperaturas negativas até à superfície, a precipitação no solo será geralmente sob a forma de neve.

Os flocos de neve são compostos por cristais de gelo parcialmente derretidos (ao entrarem em contato com ar mais quente) e colados uns aos outros .

Se, no seu caminho para o solo, as temperaturas ficarem positivas, os flocos de neve derretem e transformam-se em gotas de chuva.

Se as temperaturas continuarem positivas até à superfície e o ar estiver suficientemente húmido, a precipitação no solo será chuva. Se entre a base da nuvem e a superfície o ar estiver pouco húmido, as gotas de chuva podem-se evaporar antes de chegar ao solo, formando aquilo a que se chama uma virga, que é um véu de chuva por baixo de uma nuvem que não chega ao solo. No entanto, nem sempre a chuva tem origem em cristais de gelo; a chuva pode desenvolver-se a partir de gotículas de nuvem que crescem e se tornam demasiado pesadas para permanecerem na nuvem e caiem.

Se, numa camada de ar perto da superfície, a temperatura estiver abaixo de 0ºC, a gota congelará outra vez, formando chuva gelada, na qual, desde que a camada de ar frio não seja demasiado fina, estarão misturados alguns flocos de neve ou gotas de chuva parcialmente congeladas que saltam ao baterem no solo ou noutros objetos - a chamada saraiva.

À medida que os cristais de gelo caiem através de uma nuvem contendo gotículas de água superarrefecida, estas podem congelar em cima deles por um processo de acumulação (acreção). As partículas que resultam desse processo podem eventualmente chegar ao solo se as temperaturas forem muito baixas (graupel) mas, nas trovoadas mais intensas, acabam por ser transportadas para o topo dos cumulonimbos pelas fortes correntes ascendentes, caindo depois de novo, em direção ao solo. Ao caírem, crescem de novo por acumulação até chegarem à base da nuvem e algumas voltam então a ser transportadas para o topo pelas correntes ascendentes de ar. Este ciclo pode-se repetir várias vezes e os grânulos resultantes vão crescendo camada a camada. Quanto mais fortes forem as correntes ascendentes, mais vezes este ciclo se repetirá para cada grânulo e mais ele crescerá. Quando um grânulo se torna demasiado pesado, cai da nuvem e acelera sob a ação da gravidade em direção à superfície.

Mesmo que a temperatura do ar esteja relativamente elevada, os grânulos não se chegam a derreter porque o tempo curto em que atravessam o ar quente debaixo da trovoada não é suficiente para poderem derreter antes de cair no solo. Por isso, o que acaba por cair na superfície são grânulos de gelo, no estado amorfo, que se precipitam com violência no solo - o chamado granizo.

Se as temperaturas de uma nuvem até ao solo forem todas negativas (abaixo de 0ºC), cairá geralmente neve. No entanto, se as temperaturas no interior das nuvens estiverem a cima de -10ºC (o que se pode dever eventualmente ao crescimento da temperatura por cima da nuvem por chegada de uma massa de ar quente), a nuvem geralmente não terá cristais de gelo e cairá chuva gelada resultante do processo de crescimento de gotas superarrefecidas por colisão e fusão (coalescência) - o chamado processo de superarrefecimento de chuva quente. (Quando existem cristais de gelo, as partículas de precipitação crescem pelo processo de crescimento de cristais de gelo, produzindo neve e não chuva gelada).

GEADA

A Geada é uma camada, fina e opaca, composta por cristais de gelo formados por sublimação, quando o vapor d'água entra em contato com uma superfície muito fria.

NOTA: Por vezes, ouve-se dizer que chove porque o ar arrefece e o ar frio «não consegue carregar» tanto vapor de água como o ar quente.

O que é verdade é que "o ar quente contem mais vapor de água na saturação do que o ar frio". Se ar húmido (ou seja, ar que contem muito vapor de água) arrefecer e a sua temperatura descer abaixo do chamado «ponto de orvalho» (que corresponde à situação em que o vapor que já contém corresponde ao máximo que pode existir a essa temperatura e pressão), a humidade (o vapor) tem que ser removida por condensação ou sublimação e podem começar a formar-se nuvens. Chove quando o peso das moléculas agregadas por ligações químicas (na fase líquida ou sólida) é suficiente para vencer a sua energia cinética e as faz precipitarem-se para o solo.

Fonte: to-campos.planetaclix.pt

Neve

Avalanche

Neve
Avalanche de Neve

Hoje em dia, as montanhas atraem cada vez mais turistas e alpinistas.

Muitos dos turistas, no Inverno vão passar mini-férias na montanha como entretenimento com os filhos ou até mesmo para descansar e estar em contato com uma paisagem completamente branca mas por vezes, estas curtas férias podem acabar mal.

No mês de Inverno ouvimos por vezes na televisão como notícia do dia: “ Férias na montanha acaba mal para alpinistas e turistas devido a terem sido apanhados por uma avalanche” ou “ Avalanche arrasa uma povoação inteira”.

Mas afinal o que é uma avalanche?

As avalanches são deslocamentos rápidos e violentos de massas de neve que se precipitam das encostas das montanhas descendo a uma velocidade incrível, arrastando tudo a sua passagem, casas, florestas, fragmentos de rochas.

As avalanches são distintas uma das outras, esta distinção é feita através do tipo de neve que a constituem.

Temos três tipos de avalanches:

De neve recente
De neve húmida
De Placa

Como ocorrem avalanches?

Nas montanhas, a queda de neve é mais persistente do que nas cidades devido a altitude das montanhas e a temperatura que se faz sentir e podendo permanecer durante vários dias sem parar. Os flocos de neve que se acumularam nas vertentes das montanhas devido a fatores ambientais ( temperatura, humidade, vento, etc...) .acabam por se consolidar em diferentes tipos de camadas de neve. Nas vertentes das montanhas, a neve tem tendência a descer devido ao efeito da gravidade.

Quando a neve entra em desequilíbrio devido a este efeito, acontece que as diferentes densidades entre as camadas que se formaram, originam com que umas camadas sirvam de superfície de deslizamento das outras dando origem as avalanches.

As avalanches não são todas iguais, estas são caracterizadas tendo em conta o tipo de neve que às constituem. Temos avalanches de neve recente, neve húmida e de neve Placa.

As avalanches de neve recente dão-se logo depois dos grandes nevões, com temperaturas muitas baixas (-5ºC ) em que a acumulação da neve nas vertentes mais inclinadas das montanhas, a neve não se segura e deslize rapidamente, dando origem a uma avalanche destrutiva. Estas avalanches constituem cerca de 80% das avalanches existentes. Cerca de 12,5% é o total de fatalidade que origina esta avalanche.

As avalanches de neve húmida resultam das altas temperaturas e chuvas que provocam a separação das partes superiores e inferiores das camadas de neve. Estas são geralmente constituídas por blocos de neves que deslizam das vertentes sul das montanhas.

Estas constituem cerca de 10% das existentes e resultam delas 14,5% das fatalidades.

As avalanches de placa tem origem nas vertentes abertas ou convexas e ocorrem quando há a perda de coesão interna entre as placas dando devido as sobrecargas exercidas sobre elas pelos esquiadores e alpinistas. Estas avalanches são aquelas que provocam mais acidentes. Existem cerca de 10% destas avalanches e resulta dela 73% das fatalidades.

As pessoas que vivem perto das montanhas aprenderam a temer a “ morte branca”. Em poucos minutos, a neve pode absorver uma povoação inteira , deixando quase nenhuma esperança de entrar sobreviventes. É impossível impedir que as avalanches ocorrem, o aviso de que a avalanche esta preste a atacar, chega através de um simples estrondoso ruído, que foi desencadeado por um simples esquiadores que dá origem a uma avalanche. Muitos são das pessoas que põem a sua vida em perigo para tentar preveni-la.

Fonte: adsl.esb3-fernaomagalhaes.edu.pt

Neve

Por que a neve é branca?

Neve
Neve

Uma das razões pela qual várias pessoas adoram a neve é porque ela envolve tudo com uma camada de gelo clara e "pura". No fim de ano é muito comum ouvir falar em "Natal Branco". Há até mesmo uma canção de mesmo nome que toca várias vezes nesse período. Mas, se você pensar sobre isso, pode parecer estranho que a neve seja branca, já que ela não passa de um monte de cristais de gelo grudados uns aos outros. Então de onde vem essa cor característica?

Para entender de onde vem a cor branca, primeiro precisamos ver por que coisas diferentes têm cores distintas. A luz visível é composta por várias freqüências diferentes de luz. Nossos olhos detectam freqüências diferentes como cores distintas. Objetos diferentes têm cores distintas porque partículas específicas (átomos e moléculas) que formam o objeto possuem freqüências de vibração diferentes. Basicamente, os elétrons da partícula irão vibrar em uma certa freqüência em resposta à energia, dependendo da freqüência da energia. No caso da energia luminosa, as moléculas e os átomos absorvem uma determinada quantidade dessa energia dependendo da freqüência da luz, e depois emitem essa energia absorvida na forma de calor. Isso significa que alguns objetos absorvem mais determinadas freqüências de luz do que outros.

Duas coisas diferentes podem acontecer com as freqüências de luz que não foram absorvidas. Em alguns materiais, quando uma partícula emite novamente os fótons, eles continuam a passar para a partícula seguinte. Nesse caso, a luz viaja por todo o material, então ele é transparente. Na maioria dos materiais sólidos, as partículas emitem novamente a maior parte dos fótons não absorvidos para fora do material, então nenhuma luz (ou pouca luz) passa pelo objeto, o que o torna opaco. A cor de um objeto opaco é apenas a combinação da energia luminosa que as partículas do objeto não absorveram.

Então, como a neve é água congelada e todos nós sabemos que a água congelada é transparente, por que a neve tem uma cor característica? Para entender isso, precisamos voltar e observar um único cubo de gelo. O gelo não é transparente, na verdade ele é translúcido. Isso significa que os fótons de luz não atravessam o material em uma linha reta - as partículas do material alteram a direção da luz. Isso acontece porque as distâncias entre alguns átomos na estrutura molecular do gelo estão próximas do nível dos comprimentos de ondas da luz, o que significa que os fótons de luz irão interagir com as estruturas. O resultado é que o caminho do fóton de luz será alterado e ele sai do gelo por uma direção diferente da que entrou.

A neve é um monte de cristais de gelo colocados ao lado uns dos outros. Quando um fóton de luz entra em uma camada de neve, ele passa por um cristal de gelo no topo, que altera um pouco a direção do fóton de luz e o envia para um outro cristal de gelo, que faz a mesma coisa. Basicamente, todos os cristais rebatem a luz ao redor para que ela saia do monte de neve.

Acontece a mesma coisa com todas as freqüências de luz diferentes, então todas as cores de luz são rebatidas para fora. As "cores" de todas as freqüências no espectro visível combinadas igualmente se tornam a cor branca, então essa é a cor que vemos na neve, embora não seja a cor que vemos nos cristais de gelo individuais que a formam.

Fonte: www.hsw.uol.com.br

Neve

Neve
Neve

A formação da neve

A neve é formada nas camadas mais altas das nuvens, quando a temperatura lá em cima está abaixo de zero.

As gotas de água congelam-se e transformam-se em flocos de neve. Isto é comum em grandes altitudes, mas nem toda a neve chega ao chão.

À medida que os flocos se aproximam do solo, a temperatura aumenta e eles derretem.

Nas montanhas é comum nevar mesmo com a temperatura perto dos 4 graus positivos, pois a grande altitude e pressão inferior à atmosférica impede que a neve se derreta.

Fonte: www.unac.org.br

Neve

A neve é um fenômeno meteorológico que consiste na queda leve, moderada ou forte de cristais de gelo.

É possível usar os termos nevasca, para uma tempestade de neve, ou nevisco, para uma precipitação de neve rarefeita, dependendo de sua intensidade. A queda de neve costuma ser denominada como nevada.

Cada cristal de gelo é uma precipitação de uma forma cristalina de água congelada. Acontece com freqüência nas regiões de clima frio e temperado do planeta Terra.

Neve
Florestas na Lourinhã, Portugal, após uma queda de neve

Neve
Florestas do Colorado, EUA, após uma queda de neve

Disposição física

A forma e disposição do cristal de gelo depende das condições de temperatura e pressão de sua formação. Se o cristal viaja através da nuvem, como em uma nuvem de tempestades, Cumulus nimbus, diferentes condições de formação e de agregação (colisão e fusão, coalescência) são encontradas, resultando em cristas complexos, deformados e amorfos. Cristais de neve sao obtidos sob condições especiais de uma sequência de estados para formação sucessiva contendo etapa de formação dendritica.

Neve
Neve ampliada em microscópio eletrônico.

Neve
Um floco de neve deformado ampliado.

Neve
Flocos de neve vistos ao microscópio eletrônico.

Tipos de neve

A meteorologia reporta inúmeros tipos de neve e de precipitação de gelo, além da clássica forma de cristais de gelo em flocos, de formato hexagonal, parecidos com pequenas estrelas, sendo que nem toda a neve vem na forma dos tradicionais flocos. Assim, há diferenças entre neve granular, chuva congelada e granizo (ou saraiva).

Os conceitos abaixo são da Sociedade Norte-Americana de Meteorologia (American Meteorological Society):

Flocos de neve

Consistem na forma mais conhecida e tradicional de precipitação de neve.

É o cristal de gelo em forma de floco, de formato hexagonal e com o aspecto de uma pequena estrela.

Grãos de neve (também conhecidos como neve granular)

Precipitação na forma de partículas muito pequenas e opacas de gelo, ou equivalente à forma sólida de chuvisco. Lembram as pelotas de gelo na aparência externa, mas são mais achatadas e alongadas. Geralmente apresentam um diâmetro inferior a 1 milímetro. Não racham nem pipocam ao atingir uma superfície dura. É indiscutível que a neve granular cai em pequena quantidade e se origina de nuvens estratificadas ou até de um nevoeiro.[1]

Grãos de gelo (ou pelotas de gelo)

Tipo de precipitação consistente de pelotas de gelo de 5 mílimetros ou menos de diâmetro. Podem se apresentar na forma esférica, irregular ou até, raramente, no formato cônico. Os grãos de gelo geralmente pipocam ao atingir uma superfície dura e provocam barulho no impacto. Agora internacionalmente reconhecidas, as bolas de gelo incluem basicamente duas formas de precipitação, conhecidas nos Estados Unidos como sleet ou granizo miúdo.[1]

Graupel

Partículas de neve mais pesadas, geralmente chamadas de pelotas de gelo. É muito difícil distinguir do granizo miúdo, exceto pela convenção de que o granizo miúdo deve ter um diâmetro maior que 5 milímetros.[1]

Granizo (ou saraiva)

É uma precipitação composta por pedras sólidas de gelo, que podem medir de 5mm ao tamanho de uma laranja. Muitos meteorologistas não o consideram como uma forma de neve, principalmente por sua precipitação poder ocorrer com temperaturas elevadas.

Chuva congelada (freezing rain)

Chuva na forma líquida que congela após o impacto com a superfície. É necessário que as gotículas da chuva estejam super resfriadas e que a temperatura do solo se situe abaixo de zero para que se produza o congelamento.[1]

Aguaneve

Consiste na neve parcialmente fundida, que cai ao solo com traços de cristalização. Normalmente é transparente, não branca como a neve em sentido estrito, podendo conter uma certa quantidade de neve em seu interior.

Densidade

10 m (30 kg/ m3) Neve fresca = 1,5 m (200 kg/ m3) Neve velha = 0,33 m (900 kg/ m3) Gelo.

Densidade Nome Espessura de uma camada de 100 kg
30…50 kg·m-3 Neve fresca num m² ca. 2–3 m de altura
50…100 kg·m-3 Neve fresca, assentada num m² ca. 1–2 m de altura
100…200 kg·m-3 Neve fresca, bem assentada num m² ca. 0,5–1 m de altura
200…400 kg·m-3 Neve velha, seca num m² ca. 25–50 cm de altura
300…500 kg·m-3 Neve velha, molhada num m² ca. 20–35 cm de altura
150…300 kg·m-3 Neve “solta” num m² ca. 30–70 cm de altura
500…800 kg·m-3 Neve/ Gelo de Firn de muitos anos num m² ca. 12–20 cm de altura
800…900 kg·m-3 Gelo num m² ca. 11–12 cm de altura

Notas

Na Neve "solta" as camadas de cima "nadam" soltas, como uma tábua ("Schwimmschnee"), perigo de avalanches ("Schneebrett"). A Neve é recristalizada, tem a forma de cálice.

A Neve de Firn tem no mínimo por volta de 550 kg/ m3 no wikipedia em inglês, no wikipedia em alemão entre 400 e 800 kg/ m3.

Efeitos negativos

A neve é um problema de maior importância em vias públicas em geral, especialmente em temperaturas entre 2°C e -5°C, quando a neve que cai é húmida, ou derrete com relativa facilidade, sendo um agravante de acidentes, visto que facilita a derrapagem de veículos transitando nas vias públicas.

Em temperaturas mais baixas, a neve é seca, e não facilita a derrapagem, mas acumula-se com facilidade, e pode atrapalhar facilmente o trânsito de veículos em vias públicas, caso acumule-se. Por isto, regiões que recebem regularmente precipitação de neve possuem empresas com veículos adaptados para remover a neve de vias públicas primárias, como avenidas e rodovias movimentadas, bem como em aeroportos movimentados.

Por causa das mesmas razões mencionadas acima, a neve também é um causador de acidentes entre pedestres em geral, especialmente em temperaturas entre 2°C e -5°C, fazendo com que pessoas escorreguem ou dificultando sua locomoção. Muitos países que recebem neve regularmente possuem legislação que obrigam os proprietários de um dado estabelecimento (residências, comércio, etc) a removerem parte da neve que acumula-se à frente de suas calçadas, para permitir o trânsito seguro de pedestres. Caso um pedestre acidente-se por causa de neve não removida localizada na calçada à frente de um dado estabelecimento, o proprietário deste dado estabelecimento pode ser judicialmente processado por isto. Muitas escolas americanas e canadenses proíbem que crianças brinquem com neve, dentro de suas propriedades, em horário escolar ou desacompanhados de um adulto, primariamente por causa da falta de inspetores a garantir a devida segurança das crianças.

Outro problema causado pela acumulação de neve num dado local é que ela acumula lixo com facilidade. Neve, quando precisa ser removida, é removida através da adição de sais que derretem a neve, de máquinas que aquecem um dado local, derretendo a neve, ou removendo-a manualmente, através de pás e veículos adaptados.

No Brasil

A neve no Brasil ocorre de forma ocasional, mas todos os anos nas partes mais altas dos planaltos serranos do Rio Grande do Sul e Santa Catarina (mesmo que em mínima quantidade). Nessas localidades há o turismo no inverno devido ao frio, onde os visitantes desfrutam do belo interior catarinense e gaúcho. Na gélida onda de frio anormal de 1975, todo o sul se cobriu de neve, inclusive na capital paranaense Curitiba. Também já foi registrada em pontos isolados nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. No Brasil, acontece principalmente em junho, julho e agosto.

Os estados que registraram precipitação de neve em pelo menos uma ocasião foram:

1. Espírito Santo
2. Minas Gerais
3. Rio de Janeiro
4. São Paulo
5. Paraná

Os estados em que a precipitação de neve é mais comum:

1. Santa Catarina
2. Rio Grande do Sul

Em Portugal

Em Portugal, a neve ocorre com regularidade anual nos distritos da Guarda, Bragança, Vila Real, Viseu e Castelo Branco, no norte e centro do país, sendo este fenômeno bem mais raro na costa litorânea, pela elevada influência oceânica, e no extremo sul, na região de Algarve, onde a neve é quase inexistente, devido às temperaturas médias serem mais elevadas. Em 29 de janeiro de 2006, partes significativas do país receberam precipitações de neve. A localidade mais ao sul que registrou neve, nesta ocasião, foi a Serra de Monchique, na região do Algarve. Nevou também em Lisboa, algo que não ocorria desde 2 de fevereiro de 1954.

Exatamente um ano depois, em 28 de janeiro de 2007, nevou novamente na capital portuguesa, mas a neve outra vez foi de fraca intensidade, derretendo logo após chegar ao solo.

Covilhã, Seia, Guarda, Bragança e Montalegre estão entre as cidades mais frias de Portugal, registrando, com frequência, temperaturas negativas. A localidade mais fria de Portugal (e de todos os países lusófonos) é a Serra da Estrela, o ponto mais alto de Portugal Continental, onde temperaturas entre -15ºC e -20ºC, na localidade da Torre, não são muito raras. A Serra do Gerês, situada no município de Montalegre, extremo norte do país (próximo à fronteira espanhola com a Galiza), também é outro entre os poucos locais de Portugal onde podem ser registradas temperaturas inferiores a -10ºC e a ocorrência de precipitações de neve mais abundantes.

No arquipélago de Açores, a queda de neve também se faz presente na Ponta do Pico, a montanha mais alta em território português, com 2.351 m de altitude, localizada na Ilha do Pico. No mês de janeiro, a neve pode ser vista a partir da altitude de 1.200 metros. Ocasionalmente pode ocorrer queda de neve em outras ilhas, como aconteceu em 30 de janeiro de 2009. [2]

Quanto ao arquipélago da Madeira, as nevadas podem ocorrer nas partes mais elevadas da Ilha da Madeira, mais precisamente no Pico Ruivo, no Pico das Torres e no Pico do Arieiro, durante os meses mais frios.

Referências

1. 1,0 1,1 1,2 1,3 Defesa Civil do Rio Grande do Sul, visto em 17 de fevereiro de 2008.
2. RTP Neve nos Açores

Fonte: pt.wikipedia.org

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