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Níger

 

NÍGER, PAÍS DE CONTRASTES

Níger conta com numerosos contrastes que conseguem um efeito mágico no visitante.

De brilhantes desertos de areias douradas e impressionantes silêncios -onde dá de sentir a imensidade do vazio que desperta emocionantes sentimentos- à fertilidade do rio Níger com uma maravilhosa fauna e flora a lembrarmos que estamos no coração da África: leões, elefantes, hipopótamos, gazelas, girafas e aves de variadas espécies.

Neste fascinante país confluem diferentes etnias de variadas e exóticas culturas, haussas com sua acusada mestiçagem, tuaregs, esses impressionantes homens azuis que encontram-se no deserto do Saara, os Songhay-Djerma, tubus e peuls. Um formoso mosaico de raças que convivem em paz.

À espetacular natureza e a amabilidade da população deve somar belas cidades com construções elegantes, mercados barulhentos e coloridos, e bairros tipicamente africanos cheios de encanto. Níger oferece um ramalhete de possibilidades tão amplo e interessante que não pode-se deixar de conhecer.

ALFÂNDEGA E DOCUMENTAÇÃO

Passaporte em vigor, visto obrigatório e passagem de saída.

CLIMA

Clima árido com temperaturas altas e muito seco (na zona norte é desértico). As chuvas aparecem de julho a setembro e de novembro a janeiro sopra o Hamattan, vento do Saara com nuvens de areia que provocam a queda de temperatura.

EQUIPAMENTOS DE VIAGEM

Recomenda-se levar roupa de algodão e calçado cômodo, capa de chuva, óculos de sol, chapéu, protetor solar e repelente contra os insetos.

IDIOMA

O idioma oficial é o francês. Também fala-se o hausa, songhai, fulfulde, tamashek.

ELETRICIDADE

A corrente elétrica é de 220/380 volts à 50 Hz.

MOEDA E CÂMBIO

A moeda oficial é o Franco Centro-africano (CFA). Um CAF equivale a 100 céntimos. Notas de 500, 1.000, 5.000 e 10.000 francos. moedas de 1, 2, 5, 10, 25, 50, 100 e 500 francos

EMERGÊNCIA - SAÚDE - POLICIAMENTO

Precisa-se de vacina contra a febre amarela e é aconselhável a do tifo. É recomendável a profilaxia antimalária. Recomenda-se não beber água da torneira, não comer alimentos sem cozinhar e ter uma especial precaução com o sol. É aconselhável levar farmácia bem preparada e viajar com um seguro médico e de assistência.

CORREIOS E TELEFONIA

Para enviar e receber correio o mais adequado é faze-lo através dos hotéis que costumam contar com este serviço. Marcar 00-227, seguido do número de assinante (não existem prefixos de cidades). Os hotéis costumam oferecer a possibilidade de chamar desde suas instalações.

FOTOGRAFIA

É conveniente levar todo o material fotográfico desde o país de origem pois não é fácil encontrá-lo em Níger.

HORÁRIO COMERCIAL

Os horários comerciais são muito flexíveis. Os mercados costumam funcionar durante todo o dia, enquanto alguns estabelecimentos abrem pela manhã e tarde.

GORJETAS

Como na maioria dos países da África, a gorjeta é bem recebida. Aconselha-se dar com generosidade.

TAXAS E IMPOSTOS

Existe uma taxa de aeroporto para os vôos internacionais.

LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA

País da África Ocidental, Níger tem como países fronteriços ao norte Argélia e Líbia, ao oeste Mali e Burkina Faso, ao leste com Chade, e ao sul com Nigéria e Benim. Sua extensão é de 1.267.000 quilômetros quadrados e é considerada como uma das terras mais pobres do continente africano por serem a maior parte desérticas.

O norte está conformado pelo deserto do Saara que eleva-se em certa zona no Planalto do Djado. Ao oeste aparecem as montanhas do Air de origem vulcânica cujas máximas altitudes são o monte Tamgak com 1.801 metros e o monte Bagzane com 2.022 metros, mas o habitual é que a paisagem conte com depressões arenosas e planaltos de escassa altitude, entre 200 e 500 m., muito erosionados. No sul aparecem as escassas terras férteis do país por estarem irrigadas pelo rio Níger no oeste e o rio Yobe e o lago Chade ao leste; este lago forma fronteira com Chade e Nigéria.

FLORA E FAUNA

Níger oferece um formoso contraste entre a zona desértica do norte e o terreno mais fértil situado nas aproximidades do rio Níger e do Lago Chade.

O deserto deixa passagem nas zonas meridionais à vegetação do tipo sudanes com zonas florestais que dão passagem à savana herbáceo-arbustiva, campos de cultivo, sobretudo cereais, e flora montanhosa no Maciço do Air.

A fauna Nígeriana é surpreendente, búfalos, girafas, leões, antílopes, gazelas, elefantes, hipopótamos, panteras, zebras, entre outros muitos que pode-se contemplar no Parque Nacional de 300.000 hectares partilhado com Burkina Faso e Benim. Não pode-se esquecer um animal contemplado com fartura em todo o país, o camelo.

HISTÓRIA

A história de Níger está fortemente influenciada pela ocupação dos impérios sahelianos. O oeste do país esteve dominado por Mali e Songhay, o centro e parte do sul pelos Haussa, o sul e parte do leste pelos Bornu, o centro era território dos temidos tuaregs que formaram sociedades divididas em seu hierárquico sistema de castas e no norte habitavam tribos nômades dedicadas ao pastoreio. As povoações situadas na zona do lago Chade eram conhecidas por pertencer à rota das caravanas que uniam o Chade com o Mediterrâneo.

Do século XIX ao século XX

A exploração do país começou no princípio do século XIX uma vez que os aventureiros chegaram ao lago Chade. Durante todo o século ingleses e franceses disputaram o território até que em 1898 delimita-se a fronteira com a Nigéria inglesa e Níger passa a ser território militar, até que em 1922 constitui-se como colônia dentro da África Ocidental Francesa.

Em 1946 se estabelece a primeira Assembléia Territorial na colônia e doze anos depois constitui-se em República Autônoma dentro da Comunidade Francesa.

Em 3 de agosto de 1960 o primeiro ministro Hamani Diori proclama a independência do país e assume sua presidência.

Em 15 de abril de 1974, uma ano depois de uma terrível seca que assola o país, o Tenente General Seyni Kountché consegue o poder do país após um golpe de estado muito cruel, a Assembléia Nacional é dissolvida com violência e proibem-se os partidos políticos. Esta situação dura até 1893, quando em janeiro o presidente Kountché nomea primeiro ministro a um civil, Oumarou Mamane e em novembro constitui-se um conselho de ministros composto integramente por civis, que deve afrontar uma terrível fome no país e a seca do rio Níger pela primeira vez na história, em julho de 1985.

Em 1987 Kountché morre de uma hemorragia cerebral sendo substituido pelo Coronel Ali Saïbou. No seguinte ano o Governo começa a redação de uma nova constituição, suprime a proibição dos partidos políticos e anuncia a formação de um partido governante, o Movimento Nacional da Sociedade do Desenvolvimento, o MNSD. Estes câmbios não são bem vistos pelo Presidente Saïbou, reeleito em maio de 1989, provocando em dois anos depois a Conferência Nacional abole a Constituição, nomea chefe de governo a Amadou Cheiffou e que André Salifou seja eleito presidente do Alto Conselho da República.

Em 1993 é nomeado chefe do estado Mahamane Ousmane e chefe do governo Mahamadou Issoufou.

ARTE E CULTURA

A arte Nígeriana está bastante limitada pela religião oficial do país, o Islão. Aliás, podem-se encontrar interessantes mostras da arte tradicional variada, pois Níger oferece um colorido mosaico de raças em seu território. Pode-se apreciar elaborados artigos de cestaria, tecidos feitos a mão de brilhantes cores, jóias de diferentes desenhos e armas tradicionais como lanças, punhais e arcos. A isto deve-sem acrescentar as mostras do folclore do país como belos instrumentos musicais e restos arqueológicos encontrados neste desértico território.

GASTRONOMIA

A gastronomia de Níger é muito elementar com pratos simples que têm como base fundamental os vegetais, o peixe de água doce e a carne.

A especialidade do país são os peixes do rio Níger, preparados simplesmente à parrilha ou com um molho temperado com gergelim ou dáteis. A carne é principalmente de vaca, cabra e ovelha embora possa encontrar um saboroso bife de gazela ou de camelo, vale a pena experimentar. Estes pratos principais costumam ser acompanhados de arroz, milho, gergelim ou mandioca. Entre os pratos mais típicos menciona-se o fufú, mandioca fermentada e massacrada, as brochetas e o to, uma deliciosa pasta de milho. Como sobremesa fruta fresca ou doces preparados com maravilhosos dáteis do país.

Bebidas

É imprescindível beber água engarrafada e evitar outras bebidas. Encontrará chá e café.

COMPRAS

Níger conta com uma interessante mostra artesanal que faz deliciar os visitantes. No norte destacam-se os cuidadosos bordados de formosos desenhos e os trabalhos em couro e no país todo pode-se encontrar objetos de cestaria, tecidos de brilhantes cores, jóias de variado desenho dependendo da etnia que fez brincos, braçaletes, colares, etc., armas tradicionais como lanças, punhais e arcos, instrumentos musicais realmente curiosos, entre outros muitos.

Também pode-se adquirir produtos naturais procedentes dos cultivos do país como deliciosos dáteis, gergelim ou rangente amendoim.

Os mercados das cidades são barulhentos e alegres e passear por eles misturando-se com a população pode resultar uma verdadeira delícia. São especialmente curiosos os mercados de animais onde pode-se assistir aos emocionantes leilões de camelos, tudo um espetáculo.

POPULAÇÃO E COSTUMES

Em Níger habita um verdadeiro mosaico de grupos étnicos com diferentes costumes e cultura; no centro e sudeste os Haussa, com um alto índice de mestiçagem, nas fronteiras com Benim e Mali vivem os Songhay, os Tuaregs habitam o Maciço do Air, enquanto que nas planícies entre Tibesti e Chade moram os Tubu. Nas regiões meridionais os Peul.

Todas estas etnias têm em comum que são pessoas acostumadas a sobreviver em um dos territórios mais pobres do continente africano. De fato, a esperança de vida dos Nígerianos ronda os 46 anos, a mortalidade infantil é muito elevada e unicamente 15 habitantes de cada 100 estão alfabetizados.

ENTRETENIMENTO

Níger oferece diversos entretenimentos relacionados na maioria com a natureza do país.

Percorrer o Deserto do Saara no norte do país é uma verdadeira maravilha, pode-se realizar em veículos de terreno ou em um transporte mais tradicional, em camelos. Contemplar a imensidade das areias douradas e do impressionante silêncio que neste terreno respira-se é uma experiência única.

Tanto no rio Níger como no lago Chade pode-se praticar diferentes esportes náuticos como piragüismo, vela, etc. É conveniente ter cuidado com animais como os hipopótamos que costumam abundar nas águas do rio e podem resultar perigosos.

Os amantes da montanha podem desfrutar fazendo escalada ou trekking no maciço do Air.

Nas zonas de savana pode-se contemplar uma formosa mostra de natureza com animais como girafas, gazelas, leões, entre outros muitos.

Na capital, Niamey, é possível desfrutar de uma boa comida, o Museu Nacional, o Aquarium, o Zoo e o Jardim Botânico. Em todas as povoações visitar os mercados pode resultar uma experiência muito gratificadora.

TRANSPORTES

Avião

Pode-se chegar a Níger através de vôos oferecidos pelas companhias Sabena, UTA, Air Afrique, Ethiopiam Airlines, Air Algérie ou Air France que aterrizam no aeroporto da capital, Niamey.

Barco

Existe um serviço fluvial regular entre Niamey, a capital do Níger, e Benim. Na temporada de chuvas há canoas motorizadas entre Ayorou e Gaya.

Por Terra

As estradas do Níger se extendem ao longo de mais de 3.500 quilômetros dos quais 1.800 são utilizáveis o ano todo. O resto dependerá das condições climáticas, pelo o que é conveniente informar-se previamente. É necesário viajar com as provisões necessárias.

Existe, nas principais povoações, serviço de ônibus regulares e táxis. Nestes últimos deve acertar o preço antes de iniciar a viagem.

Fonte: www.rumbo.com.br

Níger

País praticamente desconhecido do turismo, o Níger deve o seu nome ao homônimo rio africano. Entre os principais motivos de interesse porque os turistas se aventuram em viagens ao Níger contam-se o sublime Deserto do Teneré, parte do Sahara, as montanhas Air, a arquitetura de lama em cidades como Agadez ou Zinder, as girafas de Kouré e a capital Niamey. E não consta que alguém se arrependa!

Níger
Níger

Poucos países possuem uma diversidade geográfica tão interessante como o Níger, em África. No entanto, a sua posição nos patamares superiores da lista dos países mais pobres do mundo e a falta de infra-estruturas turísticas (e outras) fazem dele pouco menos que um ilustre desconhecido.

NÍGER, NOME DE RIO

Todas as vezes que disse a alguém que ia para o Níger fui recebida com uma correcção: “Nigéria, não é?”.

Não era. O Níger é um grande país, que faz fronteira com a Nigéria, o Chade, a Líbia, a Argélia, o Mali e o Burkina Faso.

Apenas uma pessoa me perguntou: “Mas isso não é o nome de um rio?”

E é. Mas apenas uma pequena parte do país tem direito a esta bênção, sob a forma de um largo caudal de água pouco profunda (a maior parte do ano), onde se banham hipopótamos e vêm beber elefantes e leões; o resto é um imenso deserto onde a vida é precária, e que varia entre o desolador Sahel e o ainda mais extremo deserto do Tenere, onde se encontram as dunas mais altas do mundo.

Níger
Salinas, Teggida

Para além das diferenças geográficas, há diferenças étnicas visíveis, com a maior parte da população djerma-songhai e haussa (as duas principais etnias) a distribuir-se pelo Oeste e Sul, e o Norte (pouco) povoado por abundantes tribos, nomeadamente tuaregues.

Apesar do haussa ser mais uma identidade linguístico-cultural do que uma raça, a maior parte dos seus falantes personifica a ideia que temos do africano: de aspecto sólido e pele bem escura, uma criatividade invejável que vai do vestuário à música, o riso fácil.

Nada parece capaz de conter a alegria de viver dos Nígerinos, nem a mais absoluta pobreza; aliás, sobre o fato do Níger ser o segundo país mais pobre do mundo, um cidadão de Agadez disse-me de sorriso aberto: “Ora, ora, a Serra Leoa é o mais pobre porque estiveram em guerra. Se não, éramos nós os primeiros!”

Quanto aos tuaregues, são muito mais sóbrios, das atitudes às cores do vestuário, e mantêm a pose do nobre gentil nem que estejam a cair de fome (coisa que nunca estão); o lado mau destes cavalheiros do deserto, é que alguns continuam com a “tradição” de manter escravos. Muito às escondidas, claro, de tal modo que as organizações internacionais reclamam a existência de mais de trinta mil enquanto o governo diz, muito simplesmente, que não há.

PARQUE NACIONAL W - O W MAIS VERDE DO MUNDO

Como seria de esperar, Niamey, a capital, fica nas margens do Níger, e é vulgar podermos apreciar o contraste de uma típica piroga deslizando sobre a folha lisa da água em frente aos prédios altos do governo. E a única ponte sobre o rio, tanto é atravessada por grandes jipes como por camelos e vacas.

Os hipopótamos não andam muito longe, e basta fazer um passeio de piroga em Rio Bravo, a apenas quinze quilómetros, para avistarmos alguns. Também o último grupo de girafas da África Ocidental se encontra a apenas quarenta e cinco quilómetros, numa zona protegida que tem favorecido o seu aumento.

Mas para um encontro com a fauna africana, o melhor é ficar alguns dias no Parque Nacional W, assim chamado porque o rio descreve um W antes de continuar pelo Benim e pelo Burkina Faso.

Níger
Parque Nacional W, Níger

Esta é a África dos safaris (fotográficos), onde os encontros com elefantes, búfalos, variadíssimas espécies de antílopes, assim como com os grandes felinos (leões, chitas, leopardos) estão na ordem do dia. Para além do mais, mesmo que a sorte não nos bafeje estamos dentro da floresta africana, cheia de embondeiros e outras espécies exóticas, num emaranhado verde excelente para não percebermos que estamos mesmo ao lado de um grupo de babuínos do tamanho de pessoas, ou de uma mãe antílope com o seu bebé, que já nos miram há dez minutos.

Por razões de segurança e também para que esta pesquisa lenta dê frutos, é obrigatório percorrer o Parque de jipe e com um guia autorizado. Raras vezes podemos deixar a viatura - os búfalos e os elefantes são particularmente perigosos - mas nem por isso deixamos de mergulhar nesta área protegida, muitas vezes fustigados por ramagens mais baixas, balançados com força e em equilíbrio precário sobre o tejadilho.

Níger
Tuaregue em Agadez, Níger

O elefante é o mais impressionante de todos os animais que podemos avistar aqui. E digo isto não pelo seu tamanho, mas sua pela discrição. É difícil acreditar que um animal tão maciço pode surgir de repente, sem fazer barulho, de dentro de um matagal onde nós, pequenos e leves em comparação, fazemos um estrondo de ramos e folhas que se ouve a milhas ao mínimo movimento. Um dos paquidermes aproximou-se bastante, para temor do guia, que nos aconselhou a não nos mexermos, e ficou do outro lado do riacho a cheirar o ar com a tromba, antes de beber e de se afastar tranquila e majestosamente. E os crocodilos, mesmo ao lado, lagartixas enterradas na lama, limitaram-se a abrir a boca e a ficar imóveis, os olhos manhosos sempre alerta em todas as direções.

É bom ver que mesmo um país com profundíssimos problemas econômicos pode rentabilizar os seus espaços naturais, em vez de os desbaratar de uma vez, criando uma fonte de rendimentos permanente. O mesmo acontece na Reserva das Girafas, onde os aldeões são autorizados a permanecer desde que plantem árvores, recebendo alguma ajuda em sementes e outros apoios, que vem diretamente do dinheiro dos turistas. Se não fosse assim, provavelmente comiam bife de girafa durante dois anos e depois iam mendigar para Niamey, onde mendigos é coisa que não falta.

AREIA NO DESERTO DO TENERE, SAL NO OÁSIS DE BILMA

No Norte do Níger fica o Tenere, que não é um deserto normal; é maior, mais bonito e mais variado que os outros, e ainda tem as dunas mais altas do mundo, ali para os lados de Temet.

Agadez é um começo fantástico, uma confusão avermelhada de casas baixas de onde desponta o minarete da sua famosa mesquita, e as ruelas poeirentas são percorridas por uma maravilhosa invenção que, aliás, também existe no resto do país: o cabo-cabo.

Trata-se muito simplesmente de uma série de rapazolas de outro modo inúteis e desempregados que, montados em motoretas, nos levam onde quisermos pelo preço fixo de cem CFA. De noite e de dia, basta fazer um sinal com o queixo e aí está a mota ligada e nós aos saltos pelos buracos de Agadez. É pena que não seja assim tão fácil chegar às aldeias do deserto. Porque aqui, nem todo o deserto é deserto. Há até um camião de tração às quatro rodas que parte uma ou duas vezes por semana (conforme os clientes) para uma ligação Agadez-Bilma. Através do deserto traiçoeiro e com escolta armada do exército, por causa dos “escorpiões” armados que por vezes se escondem nas dunas...

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Deserto do Tenere

Bilma é um dos oásis que vivem das salinas e cujas casas são construídas nos mesmos blocos de sal que os seus habitantes retiram da terra, numa profusão de tinas cavadas no chão que vão tomando várias cores durante a decantação, até ficarem com aquele branco ofuscante do sal. Os seus habitantes são toubous, e perpetuam a tradição de vender o precioso minério aos tuaregues, que chegam em caravanas de várias dezenas ou centenas de camelos, vendendo-o depois pelos oásis das montanhas do Air e em Agadez.

Níger
Caravana de sal

Entre Bilma e Agadez ficam paisagens absolutamente espantosas, que alternam vastidões planas onde o céu se confunde com a terra (especialmente em dias de tempestade de areia), dunas rosadas, brancas ou amarelas, de areia fina como pó, montanhas negras de rocha vulcânica e formações espetaculares, acampamentos tuaregues e jazigos de dinossauros, assim como vales inteiros cobertos de pinturas rupestres pré-sarianas, onde é possível descobrir desenhos de girafas e antílopes. Um mundo à parte, tão diferente do verde húmido e colorido que vimos a Sul, que mais parece estarmos noutro país - ou mesmo noutro planeta.

QUANDO VIAJAR PARA O NÍGER

A melhor época é o Inverno, quando a temperatura baixa bastante à noite e há menos mosquitos. As temperaturas mais elevadas acontecem entre Maio e Setembro, embora o ar esteja mais seco no deserto.

COMO CHEGAR AO NÍGER

Não há voos diretos de Portugal. A hipótese mais fácil parece ser voar de Paris ou Marselha, e vale a pena consultar a Point-Afrique Voyages, que oferece os voos mais baratos do mercado, a partir de 230€.

HOTÉIS E RESTAURANTES

Em Niamey: Chez Tatayne é o melhor para as bolsas mais “apertadas”, com quartos a 12.000 CFA. Não tem número e aqui ninguém conhece os nomes das ruas, mas qualquer taxista sabe onde é - e o mesmo fica dito para os outros hotéis.

Os melhores são o Hotel Gaweye e o Grand Hotel, ambos com vista para o rio e quartos entre os 50.000 e os 75.000 CFA. Dois dos raros restaurantes que merecem ser mencionados são L'Hippopotame Bleu, na Corniche de Yantala, e o Le Diamangou, na Corniche de Gamkalé.

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Agadez, Níger

Em Agadez: o Hotel Tchintoulous, o Hotel Tellit e o Auberge d'Azel são os mais bonitos, construídos em banco (adobe) local, e praticam todos preços entre os 12.000 e os 30.000 CFA. O histórico Hotel de L'Air, onde ficaram os primeiros exploradores que aqui chegaram, está bastante decadente mas tem um fantástico terraço sobre a Grande Mesquita e a sua praça, e preços nos 10.000 CFA.

Há alguns bons restaurantes: o recente Tamgak, Le Pillier, perto da Grande Mesquita, e o L'Atlantide Chez Bibi, com comida africana e europeia. O bar do Nino tem ambiente garantido todas as noites.

Fonte: www.almadeviajante.com

Níger

Nome oficial: República do Níger (République du Níger).

Nacionalidade: Nígeriana.

Data nacional: 3 de agosto (Independência); 18 de dezembro (Proclamação da República).

Capital: Niamei.

Cidades principais: Niamei (391.876), Zinder (119.827), Maradi (110.005), Tahoua (49.948), Agadez (32.272) (1988).

Idioma: francês (oficial), tuaregue, hauçá, djerma, fulani.

Religião: islamismo 89% (sunitas), crenças tradicionais 11% (1995).

GEOGRAFIA

Localização: centro-oeste da África.
Hora local: + 4h.
Área: 1.186.408 km2.
Clima: árido tropical (N) e tropical (S).
Área de floresta: 26 mil km2 (1995).

POPULAÇÃO

Total: 10,7 milhões (2000), sendo hauçás 56%, djermas 22%, fulanis 9%, tuaregues 8%, berberes 4%, outros 1% (1996).
Densidade: 9,02 hab./km2.
População urbana: 20% (1998).
População rural: 80% (1998).
Crescimento demográfico: 3,2% ao ano (1995-2000).
Fecundidade: 6,84 filhos por mulher (1995-2000).
Expectativa de vida M/F: 47/50 anos (1995-2000).
Mortalidade infantil: 115 por mil nascimentos (1995-2000).
Analfabetismo: 84,3% (2000).
IDH (0-1): 0,293 (1998).

POLÍTICA

Forma de governo: República com forma mista de governo (ditadura militar desde 1999).
Divisão administrativa:
7 regiões e 1 municipalidade (Niamei).
Principais partidos:
Movimento Nacional pelo Desenvolvimento da Sociedade de (MNDS), Convenção Democrática e Social (CDS), Partido de Níger pela Democracia e Socialismo (PNDS), Reunião pela Democracia e pelo Progresso (RDP).
Legislativo:
unicameral - Assembléia Nacional, com 83 membros, eleitos por voto direto para mandato de 5 anos.
Constituição em vigor:
1999.

ECONOMIA

Moeda: franco CFA.
PIB: US$ 2 bilhões (1998).
PIB agropecuária: 41% (1998).
PIB indústria: 17% (1998).
PIB serviços: 42% (1998).
Crescimento do PIB: 2,1% ao ano (1990-1998).
Renda per capita: US$ 200 (1998).
Força de trabalho: 5 milhões (1998).
Agricultura: algodão em pluma, feijão-de-corda, amendoim, milhete, sorgo, arroz.
Pecuária: bovinos, ovinos, caprinos, aves.
Pesca: 6,3 mil t (1997).
Mineração: urânio, carvão, gipsita, cassiterita.
Indústria: alimentícia, têxtil, bebidas (cerveja), materiais de construção (cimento).
Exportações: US$ 270 milhões (1997).
Importações: US$ 424 milhões (1997).
Principais parceiros comerciais: França, Costa do Marfim.

DEFESA

Efetivo total: 5,3 mil (1998).
Gastos: US$ 25 milhões (1998).

Fonte: www.portalbrasil.net

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