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Noruega

A Noruega é um país do Norte da Europa.

A capital é Oslo.

A principal religião é o Cristianismo (Protestantismo, a Igreja Evangélica Luterana é a igreja oficial).

A língua nacional é o Norueguês.

Dois séculos de invasões Viking na Europa se reduziram na sequência da adoção do Cristianismo pelo Rei Olavo TRYGGVASON em 994. A conversão do reino Norueguês ocorreu ao longo das décadas seguintes. Em 1397, a Noruega foi absorvida em uma união com a Dinamarca que durou mais de quatro séculos.

Em 1814, os Noruegueses resistiram à cessão de seu país para a Suécia e aprovaram uma nova Constituição. A Suécia, em seguida, invadiu a Noruega, mas concordou em deixar a Noruega manter a sua constituição em troca da aceitação da união sob um rei Sueco. O crescente nacionalismo ao longo do século 19 levou a um referendo de 1905 concedendo a independência da Noruega. Apesar de a Noruega se manter neutra na Primeira Guerra Mundial, ela sofreu pesadas perdas em suas embarcações. A Noruega proclamou sua neutralidade no início da Segunda Guerra Mundial, mas mesmo assim foi ocupada por cinco anos pela Alemanha Nazista (1940-45). Em 1949, a neutralidade foi abandonada e a Noruega tornou-se membro da OTAN.

A descoberta de petróleo e gás em águas adjacentes na década de 1960 impulsionou as fortunas econômicas da Noruega. O foco atual está na contenção dos gastos com o extenso sistema de previdência social e o planejamento para o momento em que as reservas de petróleo estejam esgotadas. Em referendos realizados em 1972 e em 1994, a Noruega rejeitou a adesão à União Européia. As principais questões domésticas incluem a imigração e a integração das minorias étnicas, manter a extensiva rede de segurança social do país com o envelhecimento da população, e preservar a competitividade da economia.

A Noruega é um dos países Nórdicos do norte da Europa. Mil anos atrás Vikings da Noruega percorriam as costas da Europa em seus longos botes com cabeça de dragão, saqueando e invadindo terras onde quer que eles tocavam. Eles penetravam o interior por via fluvial, saqueando cidades como Londres e Paris e fundando o estado Russo original, o Kievan Rus. Os Vikings ainda atravessaram o Oceano Atlântico para a América do Norte. As pessoas em toda a Europa temiam os Vikings e oravam pedindo proteção da "ira dos Escandinavos". Hoje os Noruegueses tendem a levar uma vida tranqüila em um canto tranquilo da Europa. Os descendentes dos Vikings vivem em uma sociedade conhecida por seu forte senso de responsabilidade social.

Pela maior parte de sua história a Noruega foi um membro desfavorecido das uniões políticas com a Dinamarca e a Suécia, a última terminando apenas em 1905.

Entre 1855 e 1920, cerca de 800.000 Noruegueses deixaram seu país para os Estados Unidos porque eles não podiam ganhar a vida em sua terra natal. Hoje, no entanto, a Noruega é um país feito próspero pelo petróleo do Mar do Norte. Ele possui um dos mais altos padrões de vida no mundo.

Terra

Grosseiramente falando, a Noruega é uma longa e maciça cadeia de montanhas de frente para o Atlântico Norte. Ela constitui a parte ocidental da península Escandinava, que ela compartilha com a Suécia. A Noruega também inclui Spitsbergen (Svalbard), cerca de 400 milhas (640 km) para o norte; a Ilha Jan Mayen, cerca de 640 milhas (1.030 km) a oeste; e as Ilhas Bouvet e Pedro I, perto da Antártica.

A área continental da Noruega de cerca de 125.000 milhas quadradas (324.000 km²) a torna uma das maiores nações Europeias. Sua longa costa é cortada por profundos fiordes, estreitos braços de mar atingindo por vezes 100 milhas (160 km) no interior, com montanhas imponentes subindo em cada lado. Férteis vales verdes se estendem no interior ao longo dos rios que fluem as altas montanhas em direção ao litoral.

A distância real entre o extremo sul da Noruega ao seu Cabo do Norte é de mais de 1.000 milhas (1.600 km). Mas se o fiordes pudessem ser alinhados, o litoral Norueguês chegaria do outro lado do equador. Ao longo desta costa estão espalhados mais de 150.000 ilhas e recifes de pequenas ilhas rochosas desabitadas. Estas ilhas servem como barreiras que protegem a costa das tempestades do Atlântico.

Cerca de um terço da Noruega fica ao norte do Círculo Ártico. No Cabo do Norte, cerca de 71 graus ao norte do equador, o sol brilha o dia e a noite a partir de meados de Maio até o final de Julho e está completamente ausente por cerca de 2,5 meses no inverno. Mas apesar de sua alta latitude, a Noruega não tem um clima Ártico.

As águas quentes da Corrente da Noruega do sistema da Corrente do Golfo dão às áreas costeiras do país um clima temperado, com portos livres de gelo mesmo no extremo norte. Para o interior e nas montanhas as temperaturas de inverno são mais severas. Mas esse não é onde a maioria dos Noruegueses vivem.

Apenas cerca de 3 por cento do país podem ser cultivados, enquanto 25 por cento é coberto por florestas. Montanhas, lagos, rios, florestas, e terra devastada - incluindo o Jostedalsbre de 340 milhas quadradas (880 km²) - ocupam quase toda a terra. Não é de estranhar que a Noruega é o segundo país mais escassamente povoado na Europa (após a Islândia), ou que a maioria de sua população vive ao longo das costas, perto do mar.

População

A Noruega tem cerca de 5 milhões de pessoas, a maioria das quais são de etnia Norueguesa. Uma pequena minoria são Sami ou Lapões. Eles são um povo tradicionalmente nômade que mora no extremo norte da Escandinávia e partes adjacentes da Rússia. Iniciando no final do século 20, a Noruega tem admitido um número de refugiados e requerentes de asilo de diversas partes conturbadas do mundo. A migração de países não Europeus, o maior número vindo do Paquistão, Iraque e Somália, deu origem ao racismo e à discriminação. Tem havido crescente apoio para restringir a imigração. Em uma demonstração de tal sentimento, um jovem realizou dois ataques terroristas em 22 de Julho de 2011, matando 77 pessoas. Culpando o governo pela imigração Muçulmana, que ele acreditava estava destruindo a cultura Norueguesa, ele primeiro bombardeou um prédio do governo em Oslo e em seguida, passou à um tiroteio em um acampamento da juventude do Partido Trabalhista. A tragédia veio como um choque profundo para uma sociedade que se orgulha da abertura e da tolerância.

Mais de 80 por cento da população pertence à Igreja da Noruega, uma igreja estatal Luterana. Uma pequena porcentagem de pessoas são Muçulmanos.

A maioria dos Noruegueses mora em casas unifamiliares ou apartamentos nas grandes cidades. No entanto, muitas famílias também têm uma cabana simples nas montanhas, onde passam fins de semana e férias. Caminhar é uma atividade muito popular, e a lei garante o direito de todos de acesso (através do cruzamento de terras privadas, se necessário) para as áreas desertas.

No inverno o esqui assume a vez, tanto cruzando o interior como abaixo das montanhas. Pistas de esqui há muito atravessam o interior. E resorts de esqui (para o esqui montanha abaixo) estão se tornando generalizados. A Noruega também é excelente em esportes de inverno competitivos. Ela ganhou mais medalhas Olímpicas de inverno do que qualquer país, exceto a antiga União Soviética. Em Holmenkollen, nos arredores de Oslo, está a segunda mais antiga plataforma de esqui do mundo. Ela já hospedou muitas competições internacionais, incluindo os Jogos Olímpicos de Inverno de 1952. O Festival de Ski de Holmenkollen, realizado anualmente desde 1892, atrai mais visitantes do que qualquer outro evento de desportos de inverno.

Cultura

A Noruega tem uma rica herança cultural que antecede os Vikings. Os primeiros vestígios arqueológicos datam de 12.000 anos atrás, e algumas das gravuras rupestres em Alta, um Patrimonio Mundial da UNESCO, têm 6.000 anos de idade. Os Vikings deixaram muitos vestígios, incluindo ricos enterros de navios, como os de Oseberg e de Gokstad; os navios e os conteúdos das sepulturas desses e de outros locais estão agora no Museu do Navio Viking em Oslo. Datando de 1130 está a Igreja Aberta da Urna, o exemplo mais bem preservado de um estilo de arquitetura de igreja de madeira, uma vez difundido no norte da Europa; a Igreja da Urna também é um Patrimônio da Humanidade.

Tão distante como o século 9 A.D., uma forma de literatura oral floresceu na Noruega. Isso foi mais tarde desenvolvido e escrito na Islândia, incluindo as sagas dos reis da Noruega, que contêm a maior parte do que é conhecido da história Viking. No entanto, o que é conhecido no exterior hoje da literatura Norueguesa data principalmente do século 19, quando as peças de Henrik Ibsen e Bjørnson Bjørnstjerne foram introduzidas na literatura mundial.

No século 20, os escritores Sigrid Undset e Knut Hamsun cada um ganhou o Prêmio Nobel de literatura. O compositor do século 19 Edvard Grieg e o pintor expressionista do século 20 Edvard Munch também ganharam fama internacional. O escultor Gustav Vigeland criou um enorme complexo escultórico em Frogner Park, em Oslo.

Uma Norueguêsa que tem capturado a imaginação de jovens em todo o mundo é Jostein Gaarder. Seu "romance sobre uma história da filosofia", O Mundo de Sofia, rapidamente se tornou um best-seller internacional quando pela primeira vez foi publicado em Inglês em 1995. O livro foi traduzido para cerca de 40 outras línguas. Outros escritores do crime Norueguês, incluindo Karin Fossum e Jo Nesbø, também têm seguidores internacionais.

Educação e Bem-Estar Social

A educação na Noruega é obrigatória da idade de 6 a 16. Depois dos 16 anos ela é opcional. Mas a maioria dos estudantes continuam por mais três anos de ensino secundário. Aqueles que completam os três anos de estudos gerais recebem um certificado autorizando-os à admissão na universidade. Existem dois tipos de instituições públicas de ensino superior, universidades e faculdades. Além disso, há instituições privadas. Não há pagamento de taxas para a educação pública em qualquer nível.

A Noruega tem um sistema de escolas secundárias populares. Elas são destinadas a prover os adultos jovens com um curso de um ano de estudos gerais. A filosofia do ensino é aprender fazendo. Os estudantes estrangeiros são incentivados a participar destas escolas.

Todos os cidadãos Noruegueses e estrangeiros que trabalham na Noruega são membros do Regime de Seguro Nacional Norueguês. Este esquema, financiado através de impostos, presta cuidados de saúde, pensões, subsídios de desemprego, e outros benefícios. A maioria dos médicos de cuidados primários são independentes e sob contrato com os governos municipais, que administram a maior parte do sistema de saúde. Alguns médicos também têm práticas privadas.

Mas quase todos os serviços de saúde prestados no âmbito do regime do governo são gratuitos.

Cidades

Oslo

A capital da Noruega e o seu centro industrial, comercial e cultural é Oslo. Ela tem todas as características de uma movimentada cidade moderna, bem como alguns dos aspectos de uma pacífica cidade do interior. Isto é principalmente devido à sua localização no final do fiorde de Oslo e por causa da proximidade de matas e colinas.

A maioria dos edifícios públicos estão agrupados em torno da rua principal de Oslo, a Karl Johans Gate, que leva da principal estação ferroviária até o Palácio Real. Neste centro da cidade se encontram a Catedral Luterana, o Storting (parlamento), o Teatro Nacional, a Galeria Nacional de Artes, o Museu de História, e os velhos prédios da universidade. Os principais edifícios do governo e o Supremo Tribunal estão por perto, como está o porto, que é guardado pelo medieval Castelo de Akershus de Oslo e a moderna Câmara Municipal.

Entre as atrações da cidade estão as esculturas de Vigeland no Frogner Park, uma coleção de mais de 150 grupos de esculturas em bronze e granito encomendadas por Oslo ao mais conhecido escultor da Noruega, Gustav Vigeland. Através do porto da cidade está a península de Bygdøy, com um número de museus. Talvez o mais famoso seja o Museu do Navio Viking, onde três navios Viking de 1.000 anos de idade são preservados, juntamente com muitos artefatos Viking. Os navios parecem como se pudessem navegar hoje. Bygdøy também é a localização do Museu do Folclore Norueguês; o seu museu ao ar livre contém autênticos edifícios antigos de fazenda, bem como uma pauta de igreja datando de 1200.

No Museu de Exploração Polar está o Fram, o navio usado em expedições pelo explorador-estadista da Noruega Fridtjof Nansen, e por Roald Amundsen, em 1911, quando ele se tornou a primeira pessoa a chegar ao Pólo Sul. Ao lado fica o Museu Kon-Tiki, que mostra a famosa balsa em que Thor Heyerdahl atravessou o Pacífico em 1947.

Outras Cidades Norueguesas

Durante a história antiga da Noruega, Bergen e Trondheim competiam umas com as outras pela designação como capital da nação. Hoje elas classificam como segunda e terceira maiores cidades da Noruega. A pitoresca cidade de Bergen está na costa sudoeste, a cerca de 190 milhas (300 km) de Oslo, em um pequeno fiorde rodeado por sete montanhas. Ela tem sido um centro de comércio por quase 1.000 anos e se orgulha de sua história, que pode ser sentida em todos os lugares - de Haakonshallen, a sala do banquete medieval dos reis da Noruega, ao Bryggen (Quay) do período Hanseático.

A Universidade de Bergen inclui o Instituto Geofísico, que é um dos principais centros de pesquisa oceanográfica e climática. Outras instituições de ensino superior enfocam em estudos profissionais, incluindo a Faculdade da Universidade de Bergen e a Escola Norueguesa de Economia e Administração de Empresas. A Orquestra Filarmonica de Bergen, que remonta a 1765, é baseada no Grieg Hall na cidade. A casa de Edvard Grieg, Troldhaugen ("troll's hill"), fica perto da cidade. Ambos os locais estão entre os pontos de encontro para o festival internacional anual de música e cultura de Bergen, que atrai milhares de visitantes. Bergen é também o ponto de partida para passeios pelos grandes fiordes.

Na Idade Média, Trondheim, mais ao norte, foi o centro religioso da Noruega. O céu da cidade ainda é dominado pela Catedral de Nidaros, que é considerada a mais bela igreja Gótica da Escandinávia. Trondheim é a casa da Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia e da Universidade de Trondheim. Outra universidade está em Tromso, no extremo norte, há muito um ponto de partida para a exploração do Ártico.

Uma série de vilas e cidades charmosas ficam ao longo da costa Norueguesa. Stavanger, no sudoeste, é a capital do petróleo do país. É o local da mais antiga catedral da Noruega (1125) e de uma de suas mais recentes universidades (2005). Ålesund, ao norte de Bergen, é o maior porto de pesca da Noruega. Foi uma vez conhecida como a capital mundial do arenque. Hammerfest reivindica ser a cidade mais setentrional do mundo (apesar de algumas comunidades menores também poderem reivindicar o título).

Economia

Começando no início do século 20, os milhares de rios, cachoeiras e riachos que correm abaixo das altas cadeias de montanhas da Noruega foram aproveitados para produzir energia elétrica para as residências e indústrias. Devido a isso, os centros industriais cresceram em todo o país. Produtos químicos, metais refinados, navios, produtos de papel e celulose, e produtos acabados de alta-qualidade foram e são produzidos.

O mar permaneceu importante, no entanto. A Noruega tem uma grande frota mercante. Além disso, como nos dias Viking, a pesca ainda é um importante fator econômico. O número de pescadores é relativamente pequeno, mas o peixe e o marisco constituem uma exportação significativa. Bifes de baleia são uma iguaria Norueguesa tradicional. Mas a maioria das capturas hoje são exportadas para o Japão.

Acima de tudo, o mar é a fonte da enorme riqueza de petróleo e gás natural da Noruega. Explorados desde a década de 1970, estes produtos representam uma grande parcela das exportações da Noruega. O país é um exportador de classe-mundial de petróleo e de gás natural. As receitas do petróleo permitiram ao governo expandir o sistema de bem-estar social já generoso da Noruega. Ele também criou um fundo de petróleo (o Fundo Global de Pensões do Governo) para poupar e investir os ganhos de petróleo e de gás do Estado. Isso vai servir o país em boa hora quando as reservas estiverem esgotadas. Dado o eventual esgotamento de seus recursos do Mar do Norte, a Noruega vê uma necessidade de longo prazo para a diversificação economica. Ela está se concentrando em indústrias de alta tecnologia, como a tecnologia dos softwares e das comunicações, as tecnologias relacionadas com a indústria espacial, a indústria da construção, e a biotecnologia.

Porque tão pouco da terra da Noruega pode ser cultivada, a agricultura perdeu importância. A Noruega deve importar a maioria de seus grãos do exterior. Uma extensiva pecuária leiteira doméstica, no entanto, fornece um excedente de produtos lácteos.

Outra indústria Norueguesa tradicional é a silvicultura. As florestas da Noruega são mantidas por um programa de reflorestamento (plantio de árvores e semeio).

História

O mar sempre foi um desafio para os Noruegueses. Nos primeiros dias do estabelecimento, as comunicações por terra eram praticamente impossíveis e as terras agrícolas eram ainda mais escassas do que são hoje. Os Noruegueses logo aprenderam a dominar o mar - o fator mais importante em seu ambiente. Foi a habilidade superior dos construtores navais e marinheiros Viking da Noruega que fizeram possível o seu impacto no resto da Europa, começando em cerca de 800. No entanto, apesar do medo causado pelos Vikings onde quer que fossem, eles foram mais do que invasores. Eles também foram descobridores e colonizadores, e os reinos Viking existiram fora da Escandinávia durante centenas de anos.

Durante os séculos 9 e 10, os Noruegueses descobriram e se estabeleceram distante na Islândia, e da Islândia, a Groenlândia foi estabelecida mais tarde. Por volta do ano 1000 Leif Ericson e seus homens zarparam da Groenlândia para a costa da América do Norte. Lá, eles estabeleceram uma colônia que chamaram Vinland. Os restos de um assentamento da Era-Viking datados dessa época foram descobertos na Terra Nova nos 1960s. Os Vikings Noruegueses também invadiram e se estabeleceram em muito da Irlanda, norte da Inglaterra, Escócia e as ilhas circundantes.

Em cerca de 885-890 os dispersos reinos e províncias que tinham feito o país foram reunidos em um só reino por Harold o Justo, que se tornou o primeiro rei da Noruega. Harold tentou substituir o sistema de things locais, ou assembleias, com uma assembleia central, e ele coletou impostos dos chefes menores. (Alguns que não estavam dispostos a viver sob seu domínio emigraram para a Islândia). As invasões e conquistas Viking no resto da Europa continuaram. Mas a conversão ao Cristianismo no início do século 11 foi um fator importante para acalmar a ira dos Escandinavos.

Gradualmente, em vez de pilhagem, os Noruegueses foram ao exterior para comerciar. As influências culturais da Europa atravessaram a Noruega e misturaram-se com a herança Viking. Durante a última Idade Média, a Noruega entrou em um período de grande expansão e prosperidade.

Mas a prosperidade não era para durar. Conflitos entre governantes locais estouraram, levando à guerra civil. A população estava crescendo rápido demais para ser suportada pela terra, e a Noruega teve de importar todos os seus grãos. No século 14 a grande praga conhecida como a Peste Negra varreu toda a Europa. Quase a metade da população Norueguesa morreu. A agricultura, o artesanato e o comércio chegaram a um impasse.

A poderosa Liga Hanseática, um grupo de cidades do norte da Alemanha que controlavam muito do transporte Europeu, assumiu o comércio exterior da Noruega - sua principal fonte de renda. O domínio do mar pela Noruega foi perdido, e o país afundou na pobreza. A Islândia e a Groenlândia, adquiridas um século antes, já não podiam mais ser abastecidas. A população da Islândia sobreviveu, mas a colônia da Groenlândia pereceu.

Em 1397, a Rainha Margrethe da Dinamarca criou a União de Kalmar, unindo a Suécia, Dinamarca, e Noruega sob o seu domínio. A união durou até 1523, mas a dependência da Noruega na Dinamarca continuou por quase outros 300 anos.

A perda da independência nacional não significou a perda das liberdades pessoais. Embora quase todo o resto da Europa fosse dominado pelo sistema feudal, a maioria dos Noruegueses permaneceu livre. O fazendeiro Norueguês em especial se tornou um símbolo do passado da Noruega e da independência nacional. As forestas do país tornaram-se uma nova fonte de renda quando os Britânicos e Holandeses atravessaram os oceanos em navios construídos da madeira Norueguesa. Uma classe média independente surgiu nas cidades, a economia prosperou, e o transporte foi revivido.

O movimento pela independência ganhou impulso no século 18. A virada veio com as Guerras Napoleônicas no início do século 19. A Dinamarca ladeou com a França, enquanto que a maioria do comércio e de outros interesses da Noruega ficaram com a Inglaterra, que de repente foi chamada de inimigo. Os Noruegueses se ressentiam da política Dinamarquesa que tanto negligenciara os interesses da Noruega.

Em 17 de Maio de 1814, em Eidsvoll, perto de Oslo, uma assembleia eleita declarou a independência da Noruega e assinou uma Constituição. Inspirada na Declaração de Independência Americana e nos ideais da Revolução Francesa, ela foi a Constituição mais liberal da Europa na época. Com algumas emendas, ela ainda está em vigor hoje.

Mais tarde, em 1814, a Noruega foi forçada a aceitar uma união com a Suécia. Mesmo assim, ela continuou a manter a sua constituição, e o Norueguês médio desfrutava de liberdades políticas que eram desconhecidas no resto da Escandinávia. Em 1905, a união com a Suécia foi pacificamente dissolvida por mútuo consentimento, e um príncipe Dinamarquês, Carl, foi eleito rei (como Haakon VII) de uma Noruega independete.

Durante o longo reinado do Rei Haakon VII (1905-1957), a moderna Noruega tomou forma. A legislação social foi aprovada, com pensões de velhice e outros benefícios para os trabalhadores. O sistema educacional foi expandido para incluir mais escolas profissionalizantes e técnicas. A vida na Noruega cresceu próspera e estável.

Então, em Abril de 1940, apesar da declarada neutralidade da Noruega, a Alemanha invadiu em um ataque de surpresa. O Rei Haakon se recusou a se render, e, finalmente, fugiu para Londres para estabelecer um governo no exílio. Vidkun Quisling, um Norueguês cujo nome veio a significar "traidor", liderou o governo na ocupação Nazista da Noruega.

Ao longo dos cinco anos da ocupação Alemã, quase todos os Noruegueses participaram do movimento de resistência. Seus protestos começaram com greves e a rejeição passiva do regime Nazista, mas depois tomaram a forma de sabotagem industrial em larga-escala. No final da guerra, o Rei Haakon foi alegremente recebido de volta ao seu país recém-libertado.

A reconstrução do pós-guerra foi eficiente e rápida. O padrão de vida da Noruega continuou a subir, e durante os anos 1950s e 1960s, uma série de leis aumentou grandemente os benefícios sociais. Grandes depósitos de petróleo e de gás natural no Mar do Norte também acrescentaram à prosperidade da Noruega. Graças a esses depósitos, a Noruega entrou no século 21 como um dos países mais ricos do mundo.

Após a Segunda Guerra Mundial, os Noruegueses abandonaram a sua neutralidade e, em 1949, a Noruega entrou para a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). O país, no entanto, não é atualmente um membro da União Europeia (UE). Em 1994, os eleitores Noruegueses rejeitaram a adesão à UE. Apesar disso, a Noruega mantém extensos contatos com a maioria das nações Européias. Ela também pertence à Área Economica Europeia (EEA), criada em 1991, o que representa o maior mercado comum do mundo.

Governo

A Noruega é uma monarquia constitucional com um governo com base na Constituição de 1814 e alterações posteriores (a alteração mais recente foi aprovada em 1884). A casa real está intimamente relacionada com as da Dinamarca e da Suécia. O atual monarca, o Rei Harald V, subiu ao trono em 1991. O poder executivo do rei é efetivamente exercido por um gabinete chefiado por um primeiro-ministro.

Os membros do gabinete, embora nomeados pelo rei, governam com a aprovação do Parlamento, ou Storting - o legislativo de 169-membros da Noruega. Este órgão é eleito a cada quatro anos por um processo conhecido como representação proporcional. Em vez de selecionar candidatos individuais, os cidadãos de 18 anos de idade e mais velhos votam em um partido político. Os vários partidos, em seguida, recebem cadeiras no Storting em proporção ao número de votos que receberam. Isso resultou em até nove partidos detendo assentos ao mesmo tempo. Desde 1961 nenhum partido foi capaz de formar um governo de maioria. De fato, muitos governos, mesmo quando formados por coligações de partidos, não comandam uma maioria de votos no Storting.

Para determinados fins, o Storting se divide em duas câmaras separadas, elegendo 25% de seus membros para a Lagting (câmara alta) e colocando o resto na Odelsting (câmara baixa). O poder judiciário é a Suprema Côrte da Noruega, ou Høyesterett.

Maior partido político da Noruega é o Partido Trabalhista. Ele estave no poder de 1935-1965 (exceto pelo período da ocupação Alemã durante a Segunda Guerra Mundial). Ele também liderou os governos em 1971-72, 1973-81, 1986-89, 1990-97, 2000-01 e, desde 2005.

A líder Trabalhista Gro Harlem Brundtland foi primeira mulher primeiro-ministro da Noruega; ela dirigiu três governos nos anos 1980s e 1990s. O atual primeiro-ministro Trabalhista é Jens Stoltenberg, que foi reeleito em 2009. O Partido Conservador foi de longe o segundo maior partido e tem liderado um número de governos de coalizão. Desde 2005 ele tem sido deslocado como segundo maior partido da Noruega pelo Partido Progressista. É um partido libertário que favorece mais restrições à imigração.

Noruega
Uma vista da cidade de Oslo

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O Teatro Nacional em Oslo, inaugurado em 1899

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O Navio Gogstad, escavado em 1880, data do final do século 9, que está alojado no Museu do Navio Viking em Oslo.
Construído em grande parte de carvalho, o navio é de 24 m de comprimento e 5 m de largura e foi construído para transportar 32 remadores

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Construída entre 1839 e 1854, o que foi o ex-Universidade Nacional, em Oslo é hoje a Faculdade de Direito

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O Palácio Real (Slottet) em Oslo, construída entre 1825 e 1849

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O edifício do Parlamento (Stortinget) em Oslo, construída entre 1861 e 1866

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A Câmara Municipal (Radhus) em Oslo. Embora a construção começou em 1931, a conclusão foi adiada por causa da Segunda Guerra Mundial.
O edifício foi finalmente inaugurado em 1950. O Prêmio Nobel da Paz cerimônia acontece na Câmara Municipal a cada ano em 10 de Dezembro

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Fortaleza de Akershus é um castelo medieval construído para proteger a cidade de Oslo, construção remonta ao final 1290

Lars Langaker

Fonte: Internet Nations

Noruega

Noruega, o caminho do Norte

A Noruega é uma estreita e comprida faixa de terra, onde o mar penetra e desenha uma infinidade de fiordes, arquipélagos e ilhotas, num perfil costeiro único no mundo. Esse fenômeno da natureza aumenta em muito o contato da terra norueguesa com o oceano.

Toda a vida na Noruega depende do perfeito equilíbrio entre o homem e a natureza.

O interior é muito frio: uma cadeia de montanhas, os montes Escandinavos, atravessa o país em todo o seu comprimento.

O clima da faixa litorânea e dos fiordes é temperado e agradável, amenizado pela Corrente do Golfo do México, vinda do Oceano Atlântico, que traz águas mornas para a costa norueguesa. Por isso, os noruegueses preferiram viver ao longo de seu recortado litoral e aprenderam a aproveitar ao máximo os recursos do mar, desenvolvendo a indústria da pesca, que é uma das principais atividades econômicas do país.

Os principais produtos exportados são: petróleo bruto, gás, barcos, metais, produtos químicos, maquinaria, peixe, ligas metálicas, papel e transportes marítimos.

Os fiordes penetram por toda a Noruega e formam um cenário de muita beleza. Estes profundos golfos, que começaram a ser formados na era glacial, são antigas depressões escavadas nas montanhas pelas grandes geleiras e posteriormente invadidas pelo mar. O fiorde de Geiranger é um dos mais belos do mundo, e penetra quase 20 km entre montanhas de mais de 1,5 mil metros de altura. É possível passear de barco em todo o seu trajeto e ver as cascatas batizadas de Sete Irmãs, que descem pelas montanhas. Um espetáculo da natureza maravilhoso, que atrai turistas de todo o mundo.

Uma das únicas regiões do mundo onde se pode ver o "sol da meia-noite", devido à sua proximidade com o Pólo Norte, a Noruega - cujo nome significa "caminho do norte" - é o local onde os primitivos habitantes do sul achavam que o mundo acabava. Até o fim do século IX a Noruega não era mais que uma vaga referência geográfica. Este quadro se modificou inteiramente quando do período de expansão marítima dos povos nórdicos que se estendeu até fins do século XI e ficou conhecido como época viking.

Oslo - A capital e o estilo de vida

Oslo, capital da Noruega, foi fundada muito tempo depois da era viking.

Com mais de 900 anos de história, a cidade foi construída na cabeceira de um fiorde e goza de uma situação geográfica muito boa: os dias são agradáveis no verão, quando a noite não chega antes das 22 horas. E o céu estrelado às 3 horas da tarde no inverno é sempre convite para o descanso e o lazer, quando os esquiadores praticam seu esporte predileto nas florestas de Oslomarka. O esqui é praticado pelos norugueses ainda na infância e é muito popular neste país.

Oslo é uma cidade com intensa vida cultural, onde existem 53 museus. É conhecida como a cidade dos grandes parques e seus habitantes demonstram muito orgulho desta fama.

O mais visitado é o Vigeland Park (foto), um verdadeiro museu ao ar livre com 32 hectares de superfície, onde se encontram mais de 150 grupos de esculturas em bronze, ferro e granito inteiramente criadas, a partir de 1924, pelo famoso artista Gustav Vigeland.

São figuras humanas em todas as idades e de inspiração erótica que formam um hino à vida; no centro do parque ergue-se um monolito de dezessete metros de altura onde se misturam 121 figuras sem formas muito definidas.

Cerca de 4,5 milhões de pessoas povoam a Noruega (Oslo tem aproximadamente 480 mil). A previdência estatal se preocupa com cada indivíduo durante toda a sua vida. As famílias que têm filhos recebem apoio financeiro e o ensino nas escolas oficiais é gratuito, bem como o tratamento nos hospitais. Todos os cidadãos têm garantida uma pensão mínima.

Uma família norueguesa típica consiste dos pais e dois filhos. No entanto há muitas famílias sem filhos e muitas pessoas solteiras. As casas são, na sua maioria, construídas em madeira. Muitos noruegueses têm casas de férias na costa ou na montanha e muitos dos que vivem perto do mar possuem barcos de recreio. Há um automóvel para cada 2,6 habitantes.

Os noruegueses de uma maneira geral apreciam muito a vida ao ar livre. Todos têm direito às terras não cultivadas sem necessitarem pedir autorização ao proprietário para acampar ou colher frutos silvestres para seu próprio consumo. Existe no país uma vida de clube muito ativa e variada.

Os noruegueses também são grandes leitores: vende-se por ano na Noruega 40 milhões de livros - quase 10 por habitante.

A cultura norueguesa também é identificada na dramaturgia com Henrik Ibsen (1828-1906), e na música com Edvard Grieg (1843-1907), compositor que criou harmonias e sons de música folclórica norueguesa, de quem podemos ouvir a sequência midi de "Anitra Dance".

Na pintura seu expoente maior é Edvard Munch (1863-1944), um dos pioneiros do expressionismo, que com sua técnica arrojada e com um colorido muito especial pintou a angústia e a solidão que podem assolar o homem, mas também a alegria e o amor, a vida e a morte. Ao lado pode-se ver uma reprodução de O grito, sua obra-prima expressionista, de 1893, uma imagem densa e dramática da angústia moderna.

A Noruega é um país que encanta seus visitantes pela originalidade de sua natureza, pela cultura e nobreza de sua gente e pelo nível de desenvolvimento político-social, um dos mais altos do mundo.

Fonte: www.bacalhau.com.br

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