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Nova Zelândia

PEQUENO UNIVERSO

Nova Zelândia é como um pequeno universo com todas as atrações do mundo. Aqui pode-se caminhar nas ladeiras de vulcões ativos ou nas remotas selvas virgens; através de géisers e fontes termais de barro ou de bosques kauri, com as árvores mais velhas da terra. Pode-se nadar com golfinhos, avistar baleias, ver como um glaciar desce sobre a selva, pescar trutas em igarapés cristalinos e contemplar pingüins e focas em volta de embarcações, enquanto adentram-se em fiordos escondidos.

Se é você um aventureiro, pode fazer rafting em águas rápidas, escalar, saltar em paraquedas, esquiar e, sobretudo, pular desde qualquer altitude com uma corda elástica amarrada aos tornozelos: o bugy jumping. Pode também sentir a fascinante cultura maorí e o calor da amistosa população da Nova Zelândia.

E também existem cidades, claro, cheias de museus e uma vida cultural cada dia mais onipresente. Todas as povoações importantes têm uma animada vida noturna com teatro, dança e música ao vivo à vontade. Arte e artesanato são muito apreciados, e em qualquer canto surgem magníficas galerias para admirar e fazer compras.

O país está cada vez mais orientado para o turismo, desde o mais alto standing ao chamado "mochileiro", havendo ofertas para todos os gostos e economias.

ALFÂNDEGA E DOCUMENTAÇÃO

Para ingressar na Nova Zelândia é necessário o passaporte com uma validez mínima de três meses, e visto para estadias que superem os 90 dias e passagem de saída.

CLIMA

A posição oceânica da Nova Zelândia em latitudes temperadas, entre os 34 e os 47 graus de latitude Sul, constitui o fator determinante do variado clima do país. Ele é, em geral, uniforme, mas vai desde o clima sub-tropical, o qual apresenta-se no verão do norte até um clima polar, presente nos invernos dos Alpes do Sul.

O tempo é variável e ventoso; aliás, as variações estacionais não são tão marcadas como em outros países. Os verões raras vezes são demasiados calorosos e, nas regiões costeiras, os invernos são curtos mas não muito duros. Apresentam-se precipitações chuvosas durante o ano todo, mais no inverno do que na primavera. A neve do inverno limita-se às montanhas e aos terrenos montanhosos, e a maior parte do país tem ao menos 2.000 horas de luz solar no ano.

IDIOMA

O inglês é o idioma comum falado pela maior parte da população, mas o maorí é um idioma oficial reconhecido pelo Parlamento e que está adquirindo um significado cada vez maior a escala nacional.

RELIGIÃO

Embora não possua uma religão oficial, o Cristianismo é a professada pela maior parte da população. As três principais são: a Anglicana (Igreja da Inglaterra), com 25% da população, a Presbiteriana, com 18% e a Católica, com 16%. Existem outros muitos grupos com menor representação, como os Metodistas, Batistas, Mormons, Testemunhas de Jeová, Pentecostais e Adventistas do Sétimo Dia. As religiões Ratana e Ringatu têm também um amplo seguimento (são adaptações maoríes do cristianismo).

ELECTRICIDADE

A corrente elétrica em Nova Zelândia é de 230 volts, a 50 Hz.

MOEDA E CÂMBIO

A moeda oficial é o Dólar de Nova Zelândia, igual a 100 centavos. Existem moedas de 1, 5, 10 e 25 centavos. Notas de 1, 2, 5, 10, 20, 50 e 100 dólares. >

Podem ser introduzidas no país a quantidade de divisas que o viajante desejar, e do mesmo jeito pode-se tirar o dinheiro ou cheques de viajante não utilizados.

Pode-se mudar moeda facilmente em qualquer banco, e obter melhores tarifas nos cheques de viajante, sem nenhum recargo na operação de câmbio. Aceitam-se todos os cartões importantes em bancos, lojas e restaurantes de certa entidade.

CORREIOS E TELEFONIA

O serviço de correios é muito eficiente. Existem escritórios na maioria das povoaões.

Quanto a telefones, há cabinas públicas para realizar ligações locais. Para ligações de longa distância pode fazer-se de forma direta. Para ligar a Nova Zelândia deve marcar 00, o indicativo do país 64, prefixo da cidade e número desejado.

FOTOGRAFIA

Encontram-se sem problemas as marcas mais utilizadas de filme, assim como, o material necessário para a fotografía. Os preços são interessantes.

GORJETAS

Na Nova Zelândia não é muito bem visto deixar gorjeta. E mais, ao entrar no país há cartazes indicando que dar gorjetas não é uma costume popular e aconselhando ao viajante não dá-las.

TAXAS E IMPOSTOS

noexiste

Flora

A derruba tem reduzido consideravelmente a extensão dos bosques de Nova Zelândia porém, ainda pode-se contemplar mais de seis milhões de hectares de bosques de pinhos kauri, rimu e totara, que às vezes ultrapassam altitudes de mais de 35 metros. Também na Ilha do Sul há extensas selvas de faias e abundam os fetos, como o pohutukawa de flor escarlata e o kowhai amarelo intenso. O feto prateado é um símbolo nacional.

A vegetação desta ilha constitui uma mistura variada de espécies próprias do clima temperado; quer dizer, as grandes e exuberantes plantas tropicais não existentes em nenhum outro lugar do mundo. Não deve-se que esquecer, aliás, que Nova Zelândia possui bosques nativos de folha perene, dos que derivam algumas das espécies vegetais mais antigas conhecidas no planeta.

Fauna

Quanto à fauna deste país, destaca especialmente o tuatara, um lagarto ou espécie de dinossauro moderno de uns 60 centímetros, que habita algumas ilhas perto da costa. É a única espécie sobrevivente de uma família de répteis extinguida há mais de cem milhões de anos.

Por outra parte, o único mamífero nativo é o morcego. Em contraste, a diversidade de aves é aplastante (umas 300), devido ao longo isolamento das ilhas, que dera a estas espécies a oportunidade de reproduzir-se sem nenhum perigo. Porém, a maioria delas são incapazes de voar, é por isso que ocupam o lugar dos mamíferos na terra. O kiwi, o pássaro nacional, convive com o tui ou pássaro pastor, o weka (galinha selvagem ) e o kakapo (coruja-loro).

LOCAIS TURÍSTICOS

Iremos fazer um primeiro percurso pela Ilha Norte, onde visitaremos as principais cidades: Auckland, Whangarei, Hamilton, Rotorua, a zona das águas termais, e a capital, Wellington, no extremo sul da ilha. Após cruzaremos à Ilha do Sul e percorreremos os centros turísticos de maior interesse: Nelson, Christchurch e Queenstown, entre outros.

ILHA DO NORTE

AUCKLAND

É a maior cidade do país e a quarta em extensão do mundo. Tem uma população de mais de um milhão de habitantes, a quarta parte do total de Nova Zelândia. "A cidade das Velas" adora os esportes náuticos, em especial a vela, a qual congrega multidão de visitantes.

O marco dominante da cidade é a bela silueta da ponte, as brilhantes águas das duas baias Waitemata e Manukau, e o cone da ilha de Rangitoto, o último dos vulcões da cidade a entrar em erupção, fazem apenas 600 anos.

Entre os museus que oferece a cidade destacam o Museu de Auckland, exibindo uma completíssima coleção de cultura e objetos maoríes, e o Museu Marítimo de Hobsom Wharf situado frente ao mar, explorando mais de mil anos da história marinheira de Nova Zelândia.

O Kelly Tarltom Underwater World & Antartic Encounter oferece uma das mais impressionantes vistas do mundo sub aquático a serem experimentadas no mundo, enquanto que o Zoo de Auckland conta com uma extensa representação da fauna local, e nele pode-se observar o esquivo kiwi e o pré-histórico tuatara.

Auckland tem-se preocupado por manter intacto o seu passado urbanístico, e assim hoje pode-se apreciar vários edifícios da era colonial preservados e restaurados. Alberton Homestead, Ewelme Cottage e Howick House estão abertas para os visitantes. Howick colónial Village, no bairro de Howick, ao leste da cidade, é uma pequena vila de meados do XIX totalmente restaurada. Na mesma linha, o bairro de Parnell Village tem mantido o sabor histórico de suas lojas e casas, mas não como peças de museu, mas como elementos ativos de uma das zonas com mais vida de Auckland.

Auckland assenta-se sobre as crateras de uns 50 vulcões extintos, hoje aproveitados para zonas de lazer e proporcionar magníficas vistas da cidade e seus arredores. O mais alto e espetacular deles é o Mt Eden, a outra opção para obter uma magnífica vista é a de One Tree Hill.

Tamaki drive e Orakel são o reduto dos milionários neo-zelandeses, a culminar em Bastiom Point, seu luxuoso porto.

Missiom Bay é uma espécie de equivalente à Santa Mônica californiana, muito popular no verão, com sua tranquila praia e o passeio marítimo cheio de coquetos cafés.

Como reflexo da preocupação dos neo-zelandeses pelo meio ambiente, Auckland tem uma abundante e variada oferta de parques e jardins. Entre eles destacamos o Auckland Domain, o Cornwall Park e o Edem Garden.

LOCAIS DE TURISMO

O Golfo de Hauraki, na beira de Auckland, está cheio de ilhas, algumas delas a uns minutos da cidade, o que as converte em um destino ideal para excursões de um dia.

Pela estrada SH1, justo à saída de Auckland encontra-se a Península Whangaparoa, ideal para os esportes aquáticos. No extremo norte da península o Parque Regional Shakespeare oferece uma ampla gama, além da possibilidade de observar uma rica coleção da fauna e flora neo-zelandesa.

WHANGAREI

Whangarei, com seus 40.000 habitantes, é a maior cidade ao norte de Auckland e um paraíso para os amantes das regatas. As praias em Whangarei Heads, a 35 quilômetros da cidade, são de uma beleza impressionante. Muito perto Bay of Islands é uma das principais atrações turísticas do país.

HAMILTON

A principal cidade interior do país, é atravessada pelo rio Waikato, o mais longo de Nova Zelândia. Entre as principais atrações encontra-se o Museu Waikato de História e Arte, o National Agricultural Heritage Complex, com vários museus a explicar a riqueza agrícola e a criação de gado da região, edifícios históricos e uma granja autêntica na que pode-se interagir com os animais. O imenso Hamiltom Gardens contém mais de 100 jardins temáticos diferentes.

Os Arredores de Hamilton

Muito perto de Hamiltom encontra-se Waingaro Hot Springs, um complexo de descanso e diversão surgido em torno a três piscinas de águas termais. Para a costa, à 48 quilômetros de Hamiltom está Raglan, a vila de praia por excelência da região. Suas imemoráveis condições atraem numerosos surfistas, especialmente nas praias de Te Manu Bay e Whale Bay, sobretudo, no verão, quando celebram-se prestigiosas competições internacionais.

ROTORUA

É o ponto turístico mais importante da ilha do Norte. Tem sido rebatizada como a "Cidade do Enxofre", devido à intensa atividade termal registrada nela. Rotorua é também a capital da Bay of Plenty (Baia da abundância), conhecida pela enorme cabana, as trutas de seus rios, as excelentes praias e os produtos horto-frutícolas (não muito longe, em Tauranga, organizam-se visitas para conhecer os cultivos do kiwi) e suas principais atividades de gado ovino e bovino.

Em Hinemoa St. estão as fontes termais e o Jardim de Orquídeas. Trata-se de uma estufa (com uma rica variedade de insetos e répteis) com um grande órgão de água. A zona termal mais importante de Rotorua e de toda Nova Zelândia é a Reserva de Whakarewarewa, onde encontra-se o géiser Pohutu.

Em toda a zona há áreas termais, embora na Reserva de Hell's Gate, as cascatas termais maiores do hemisfério sul irão enche-lo de admiração. Um cruzeiro pelo Lago Rotorua, irá leva-lo ao povoado maorí de Ohinemutu, onde não deixe de ver a Igreja Maorí Anglicana da Santa Fé, maravilhosamente talhada e decorada com pinturas de artistas nativos.

Um pouco mais para o sul, o Lago Taupo, com a maior colônia de alcatrazes do mundo. A cidade de Turangi separa-o do Parque Nacional de Tongariro, a residência dos deuses segundo as crenças maoríes.

WELLINGTON

Está situada no ponto mais meridional da ilha do Norte e é a capital da Nova Zelândia. Entre seus maiores atrativos destaca Port Nicholson. Os edifícios de madeira constituem um marco distintivo de Wellington, que gaba-se de possuir um dos maiores edifícios feitos deste material, o Velho Edifício do Parlamento. Entre os edifícios religiosos destaca a Catedral de St Paul, uma formosa mostra do gótico temprano inglês em madeira.

Entre os numerosos museus da cidade distingue-se o Museu Marítimo, muito ligado à história marinheira da cidade, e com um magnífico maquete tri-dimensional do porto. A Wellingtom City Art Gallery oferece estupendas coleções de arte contemporânea, igual que o Capitol Discovery Place. As melhores coleções da arte e cultura maorís e das ilhas do Pacífico irá encontrará-las no Museu Nacional, que também aloja a Galeria Nacional da Arte e a Academia Neo-zelandesa das Belas Artes.

A melhor vista de Wellingtom e seu porto deve-se apreciá-la desde o mirante no cume do Monte Vitória. Vale também uma visita aos jardins botânicos e ao zoo.

A ILHA DO SUL

O Estreito de Cook separa as ilhas do Norte e do Sul, e a alguns podem parecer até dois mundos diferentes. A primeira região a atingir é a de Malborough. A melhor base para explorar o impressionante Parque Nacional de Marlborough Sounds é Picton. A esta cidade chega o transbordador da Ilha do Norte, concretamente ao Queen Charlote Sound, um dos tramos de terra firme do parque. A cidade tem certa atividade no verão e quando chegam as embarcações, mas é muito tranquila nas outras ocasiões.

Marlborough Sounds compõe-se de numerosas baias, ilhas, grutas e canais. As águas formaram profundos vales após as últimas glaciações. Grande parte destas águas estão hoje incluidas no Parque Marítimo Nacional, constituido por pequenas reservas separadas por terras de propriedade privada.

A uma hora e meia de estrada desde Blenheim, para o oeste, chega-se a Nelson City, capital da circundante região de Nelson, a qual é hoje o lar de grande parte dos melhores artesãos do país, atraídos pela riqueza dos materiais que lá pode-se encontrar (pedra, madeira, barro, vidro) e o magnífico clima. Nelson City é uma das cidades mais antigas do país, fundada em 1840 por imigrantes luteranos alemães, adquirindo o status de cidade graças à construção da catedral. É uma cidade muito bem dotada de instituções educativas e artísticas, destacando a Suter Art Gallery, com uma magnífica coleção de afrescos do século XIX. Nas partes antigas da cidade abundam as grandes mansões vitorianas. É especialmente recomendável a visita a Broadgreen, no subúrbio de Stoke, pois esta mansão restaurada está rodeada de um impressionante jardim de flores. Muito perto, o Parque Isel exibe magníficas espécies de árvores, alojando além o Museu Provincial.

A costa de Nelson está cheia de baias protegidas e praias muito seguras.

No sul da região, entre os cumes boscosos do Parque Nacional de Nelson Lakes, encontram-se formosos lagos como Rotori e Rotoroa. Neles pode-se desfrutar relaxadamente de uma maravilhosa paisagem virgem.

CHRISTCHURCH

Descendo pela costa chega-se a Christchurch, a maior urbanização da Ilha do Sul. Com um terço da superfície dedicada a parques, reservas ou campos de esportes, Christchurch é chamada com razão a "cidade jardim". Dando uma volta por qualquer um dos enormes parques; no do Hagley achará um dos melhores jardins botânicos do mundo. Poderá também percorrer em barca o rio Avon durante quase uma hora e desfrutar de todo o percurso.

A Praça da Catedral segue sendo o coração da cidade. Em Christchurch a arquitetura é um espetáculo. O antigo edifício do Governo Provincial de Canterbury reflete a distintiva arquitetura gótica do século passado. Em Lyttelton, o porto de Christchurch, existe um original farol em forma de castelo que data do século passado.

"Sigm of the Tahake" hoje convertido em café restaurante é um impressionante edifício gótico de pedra nas Colinas de Cashmere, desde onde domina-se a cidade e as planícies de Canterbury.

A Catedral Anglicana é uma boa mostra do gótico inglês, e tem uma formosa vidraçaria. A catedral católica é a melhor obra de arquitetura renascentista do país, e seu interior é igualmente soberbo.

Entre os excelentes museus da cidade destacam a Maori and maori-bird Gallery e a Robert McDougal Gallery. Não deixe também de ir ao "Pólo Sul" no International Antartic Center. Se ainda é pouco, no Canterbury Museum poderá engrandecer sua informação sobre o tema, além de desfrutar de lembranças dos primeiros habitantes da cidade, a reconstrucção de uma rua do século passado.

No teleférico pode subir ao Monte Cavendish, desde onde a vista abrange a baia e as planícies de Canterbury até os Alpes do Sul. Nestes últimos vale a pena visitar o Parque Nacional de Mount Cook, o cume mais alto dos Alpes Meridionais.

QUEENSTOWN

Seguindo para o sul e para o interior chega-se a Queenstown, nas beira do lago Wakatipu em uma das paisagens mais belas do mundo. É um pequeno povoado de pouco mais de 2.500 habitantes, vivendo para o turismo. Pode-se começar a conhecer Queenstowm começando pelo mais alto, tomando a Skyline Gondola que leva ao cume da colina a dominar a cidade, e oferece umas inacreditáveis vistas sobre o lago. Um pouco mais abaixo do cume encontra-se o curioso Museu do Motor, onde pode-se contemplar uma boa coleção de carros e motos antigos. Perto, o Kiwi and Birdlife Park apresenta o tradicional espetáculo do kiwi em seu habitat noturno.

Arredores de Queenstown

Desde Queenstowm pode-se visitar Fiordland, o qual, com 1,2 milhões de hectares, é o maior parque nacional do país e uma das maiores reservas naturais do planeta.

Na costa, ao leste de Queenstown, encontra-se Dunedin, uma cidade de pouco mais de 100.000 habitantes, onde 10% são estudantes, pelo qual abundam cafés, pubs e centros artísticos e culturais.

O Parque Nacional Abel Tasmam é uma das áreas de senderismo mais populares de Nova Zelândia, e tem várias rotas, a mais formosa encontra-se em volta da costa. O parque está localizado no extremo setentrional de uma cadeia montanhosa a extender-se desde o Parque Nacional de Kahurangi. Ao norte, o Farewell Spit, consiste em uma língua de terra de 26 quilômetros de largura, considerada seu lar por focas, albatrozes e outras aves.

Existe também a possibilidade de realizar uma excursão à Ilha de Tonga para tomar banho com as focas, uma experiência inesquecível, sobretudo para os menores.

Costumes da Nova Zelândia

POPULAÇÃO E COSTUMES

A população de Nova Zelândia ronda os 3,5 milhões de habitantes, uma população relativamente pequena para sua extensão, pois representa uma densidade de pouco mais de 12 habitantes por quilômetro quadrado. Apesar de ser um país com um importante setor agrícola, a maioria da população -em volta do 70%- vive em áreas urbanas. Destes, 75% concentra-se na ilha norte, estimulada pelo clima mais suave, a expansão da indústria florestal e a horticultura especializada, e pelo estabelecimento de empresas comerciais e fábricas perto dos grandes mercados nacionais.

78% dos neo-zelandeses são descendentes de europeus, 13 % são nativos maoríes, e 5% compõem polinésios das ilhas do Pacífico. Além disso, 1.3% é chinês e 1% índio. Atualmente, a população ocidental tende a decrescer, enquanto ganham peso demográfico o resto das raças. Embora nos últimos anos as imigrações diminuiram devido às duras condições econômicas, nestes dias Nova Zelândia recebe novas ondas de imigração, especialmente da Ásia e das ilhas da Polinésia.

Todo mundo coincide em qualificar os neo-zelandeses como amistosos e abertos e, curiosamente, igual que seus vizinhos australianos, também são considerados relaxados. Os neo-zelandeses gostam de desfrutar da vida e suas paisagens, e vivem sem pressa, mais sem pausa, pois em muito pouco tempo tem colocado o seu país entre as nações mais desenvolvidas. Valorizam muito a autosuficiência e a iniciativa particular valendo-se de recursos limitados (o chamado "engenho kiwi").

O rítmo de vida na Ilha do Sul é claramente mais pausado e tranquilo que a do Norte, onde a maior densidade demográfica e o desenvolvimento urbanístico impõe uma forma de viver mais apressada. As pessoas do sul são amáveis com os turistas, mas sua generosidade não é obstáculo para conservarem suas raízes e um grande amor pela terra onde vivem.

Os neo-zelandeses, em geral, cuidam muito de seus lares. Não costumam ser alugados, pelo qual gastam muito tempo e dinheiro em mante-los em bom estado e embeleza-los.

CULTURA

ARTE E CULTURA

Acultura maorí conhece-se como Maoritanga e o seu estilo de vida e concepção de mundo, constituem uma parte mutante e crescente da vida de Aotearoa (Nova Zelândia). Aliás, os maoríes têm adotado como próprios muitos aspectos da cultura ocidental, e um número crescente de neo-zelandeses partilha na atualidade as riquezas do patrimônio maorí.

O "marae" a casa de reunião e o terreiro circundante constitui o núcleo da vida comunitária maorí. O marae completo funciona conforme princípios democráticos que tem evoluido à partir dos restritos códigos de comportamento que regiam cada aspecto da vida tradicional.

Hoje em dia, a maioria dos maoríes vive longe do seu marae. Muitos vivem e trabalham na cidade e devem fazer um esforço especial para manter os laços sociais e culturais com seu patrimônio maorí.

Entre o mais caraterístico dos trabalhos de Maoritanga destacam as talhas em madeira de pinho kauri, de profundo significado espiritual. Mas se deseja levar uma boa lembrança aconselhamos que não despreze os tecidos maoríes e, claro, suas elaboradas tatuagens.

Na nefrita (uma pedra verde) os maoríes acharam um material ótimo para enxós, maças pequenas, seus primeiros utensílios para trabalhar a terra e pingentes. Os pingentes mais conhecidos são os heitiki, os quais conferia-se grande valor; sua longitude oscilava entre os 6 e os 20 centímetros e consistiam em uma figura humana com a cabeça inclinada sobre o homo, como um feto, pindurada em um cordão.

Uma das tradições mais arraigadas neste país é a música, que os melanésios acompanham de danças e cerimônias sagradas com cânticos e sons musicais produzidos com ajuda de um tambor de couro em forma de relógio de areia. Este primitivo instrumento era utilizado pelos primeiros povoadores destas ilhas para transmitir-se mensagens através da selva. Junto convivem outros como a flauta de bambú, o ukeke, um tipo de cítara e o ukelele, um laúd de isolado. Das canções maoríes é de ressaltar que concentram-se em uma nota de recital chamada "ouro", e o conteúdo de cada canção resulta muito importante.

A dança e o teatro estão também muito desenvolvidas e o cinema neo-zelandês colhe sucessos internacionais (O Piano ou Guerreiros de Antanho, por exemplo). Na ópera, a cantora Kiri Te Kanawa é uma das mais prestigiosas do mundo todo. A Orquestra Sinfônica de Nova Zelândia oferece 120 concertos anualmente e é acompanhada por figuras de primeira fila como solistas.

Se é amante da leitura não esqueça de conseguir algum dos livros dos escritores mais conhecidos, como Janet Frame ou o maorí Witi T. Ihimaera.

Geografia

LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA

Nova Zelândia emerge a uns 2.000 quilômetros ao sudeste da Austrália, do outro lado do Mar de Tasmânia, justo nas antípodas da Espanha. Formada por um grupo de ilhas que extendem-se a 1.600 quilômetros através do Pacífico Sul, equidistantes por sua vez da Linha do Equador e do Pólo Sul. O seu território inclui as ilhas de Chatham, Kermadec, Tokelau, Auckland, Antipodes, Snares, Solander, Bounty e a dependência de Ross no Antártico.

Nova Zelândia tem duas ilhas principais, a do Norte (North Island, 115.000 quilômetros quadrados) e a do sul (South Island, 151.000 quilômetros quadrados), separadas pelo Estreito de Cook. Apenas as separam 32 quilômetros na distância mais curta e não há mais de 120 quilômetros desde qualquer ponto da ilha ao mar. No extremo mais meridional encontra-se a Ilha de Stewart, de 1.700 quilômetros quadrados. A superfície total do país é de 286.05 km quadrados. A costa, com numerosas baias, portos e fiordos é muito longa com relação à massa de terra que abarca a superfície das ilhas.

A ilha meridional está percorrida de norte a sul pelos Alpes Neo-zelandeses. Na Nova Zelândia, além de vulcões apagados como o famoso monte Egmont, ainda conservam-se outros em plena atividade como o Ruapehu. As glaciações do Quaternário cortaram profundos vales cobertos depois com lagos ou fiordos, e daquelas épocas na ilha conservam-se extensos glaciares.

Entre os rios mais importantes encontram-se o Waikato (425 quilômetros), o Clutha (322 kms.) e o Wanganui (290 kms.). Neste país de grandes riquezas naturais não deve-se esquecer os grandes lagos. Há que destacar o Taupo, o de maior extensão, com 60.606 hectares, o Te Anau e o Wakapitu.

Algo que caracteriza este país é cuidar muito de seu entorno natural, também rico em formosos bosques de coníferas austrais nos arrecifes de coral, os quais costumam desenvolver-se perto das massas

Turismo

Iremos fazer um primeiro percurso pela Ilha Norte, onde visitaremos as principais cidades: Auckland, Whangarei, Hamilton, Rotorua, a zona das águas termais, e a capital, Wellington, no extremo sul da ilha. Após cruzaremos à Ilha do Sul e percorreremos os centros turísticos de maior interesse: Nelson, Christchurch e Queenstown, entre outros.

ILHA DO NORTE

AUCKLAND

É a maior cidade do país e a quarta em extensão do mundo. Tem uma população de mais de um milhão de habitantes, a quarta parte do total de Nova Zelândia. "A cidade das Velas" adora os esportes náuticos, em especial a vela, a qual congrega multidão de visitantes.

O marco dominante da cidade é a bela silueta da ponte, as brilhantes águas das duas baias Waitemata e Manukau, e o cone da ilha de Rangitoto, o último dos vulcões da cidade a entrar em erupção, fazem apenas 600 anos.

Entre os museus que oferece a cidade destacam o Museu de Auckland, exibindo uma completíssima coleção de cultura e objetos maoríes, e o Museu Marítimo de Hobsom Wharf situado frente ao mar, explorando mais de mil anos da história marinheira de Nova Zelândia.

O Kelly Tarltom Underwater World & Antartic Encounter oferece uma das mais impressionantes vistas do mundo sub aquático a serem experimentadas no mundo, enquanto que o Zoo de Auckland conta com uma extensa representação da fauna local, e nele pode-se observar o esquivo kiwi e o pré-histórico tuatara.

Auckland tem-se preocupado por manter intacto o seu passado urbanístico, e assim hoje pode-se apreciar vários edifícios da era colonial preservados e restaurados. Alberton Homestead, Ewelme Cottage e Howick House estão abertas para os visitantes. Howick colónial Village, no bairro de Howick, ao leste da cidade, é uma pequena vila de meados do XIX totalmente restaurada. Na mesma linha, o bairro de Parnell Village tem mantido o sabor histórico de suas lojas e casas, mas não como peças de museu, mas como elementos ativos de uma das zonas com mais vida de Auckland.

Auckland assenta-se sobre as crateras de uns 50 vulcões extintos, hoje aproveitados para zonas de lazer e proporcionar magníficas vistas da cidade e seus arredores. O mais alto e espetacular deles é o Mt Eden, a outra opção para obter uma magnífica vista é a de One Tree Hill.

Tamaki drive e Orakel são o reduto dos milionários neo-zelandeses, a culminar em Bastiom Point, seu luxuoso porto.

Missiom Bay é uma espécie de equivalente à Santa Mônica californiana, muito popular no verão, com sua tranquila praia e o passeio marítimo cheio de coquetos cafés.

Como reflexo da preocupação dos neo-zelandeses pelo meio ambiente, Auckland tem uma abundante e variada oferta de parques e jardins. Entre eles destacamos o Auckland Domain, o Cornwall Park e o Edem Garden.

LOCAIS DE TURISMO

O Golfo de Hauraki, na beira de Auckland, está cheio de ilhas, algumas delas a uns minutos da cidade, o que as converte em um destino ideal para excursões de um dia.

Pela estrada SH1, justo à saída de Auckland encontra-se a Península Whangaparoa, ideal para os esportes aquáticos. No extremo norte da península o Parque Regional Shakespeare oferece uma ampla gama, além da possibilidade de observar uma rica coleção da fauna e flora neo-zelandesa.

WHANGAREI

Whangarei, com seus 40.000 habitantes, é a maior cidade ao norte de Auckland e um paraíso para os amantes das regatas. As praias em Whangarei Heads, a 35 quilômetros da cidade, são de uma beleza impressionante. Muito perto Bay of Islands é uma das principais atrações turísticas do país.

HAMILTON

A principal cidade interior do país, é atravessada pelo rio Waikato, o mais longo de Nova Zelândia. Entre as principais atrações encontra-se o Museu Waikato de História e Arte, o National Agricultural Heritage Complex, com vários museus a explicar a riqueza agrícola e a criação de gado da região, edifícios históricos e uma granja autêntica na que pode-se interagir com os animais. O imenso Hamiltom Gardens contém mais de 100 jardins temáticos diferentes.

Os Arredores de Hamilton

Muito perto de Hamiltom encontra-se Waingaro Hot Springs, um complexo de descanso e diversão surgido em torno a três piscinas de águas termais. Para a costa, à 48 quilômetros de Hamiltom está Raglan, a vila de praia por excelência da região. Suas imemoráveis condições atraem numerosos surfistas, especialmente nas praias de Te Manu Bay e Whale Bay, sobretudo, no verão, quando celebram-se prestigiosas competições internacionais.

ROTORUA

É o ponto turístico mais importante da ilha do Norte. Tem sido rebatizada como a "Cidade do Enxofre", devido à intensa atividade termal registrada nela. Rotorua é também a capital da Bay of Plenty (Baia da abundância), conhecida pela enorme cabana, as trutas de seus rios, as excelentes praias e os produtos horto-frutícolas (não muito longe, em Tauranga, organizam-se visitas para conhecer os cultivos do kiwi) e suas principais atividades de gado ovino e bovino.

Em Hinemoa St. estão as fontes termais e o Jardim de Orquídeas. Trata-se de uma estufa (com uma rica variedade de insetos e répteis) com um grande órgão de água. A zona termal mais importante de Rotorua e de toda Nova Zelândia é a Reserva de Whakarewarewa, onde encontra-se o géiser Pohutu.

Em toda a zona há áreas termais, embora na Reserva de Hell's Gate, as cascatas termais maiores do hemisfério sul irão enche-lo de admiração. Um cruzeiro pelo Lago Rotorua, irá leva-lo ao povoado maorí de Ohinemutu, onde não deixe de ver a Igreja Maorí Anglicana da Santa Fé, maravilhosamente talhada e decorada com pinturas de artistas nativos.

Um pouco mais para o sul, o Lago Taupo, com a maior colônia de alcatrazes do mundo. A cidade de Turangi separa-o do Parque Nacional de Tongariro, a residência dos deuses segundo as crenças maoríes.

WELLINGTON

Está situada no ponto mais meridional da ilha do Norte e é a capital da Nova Zelândia. Entre seus maiores atrativos destaca Port Nicholson. Os edifícios de madeira constituem um marco distintivo de Wellington, que gaba-se de possuir um dos maiores edifícios feitos deste material, o Velho Edifício do Parlamento. Entre os edifícios religiosos destaca a Catedral de St Paul, uma formosa mostra do gótico temprano inglês em madeira.

Entre os numerosos museus da cidade distingue-se o Museu Marítimo, muito ligado à história marinheira da cidade, e com um magnífico maquete tri-dimensional do porto. A Wellingtom City Art Gallery oferece estupendas coleções de arte contemporânea, igual que o Capitol Discovery Place. As melhores coleções da arte e cultura maorís e das ilhas do Pacífico irá encontrará-las no Museu Nacional, que também aloja a Galeria Nacional da Arte e a Academia Neo-zelandesa das Belas Artes.

A melhor vista de Wellingtom e seu porto deve-se apreciá-la desde o mirante no cume do Monte Vitória. Vale também uma visita aos jardins botânicos e ao zoo.

A ILHA DO SUL

O Estreito de Cook separa as ilhas do Norte e do Sul, e a alguns podem parecer até dois mundos diferentes. A primeira região a atingir é a de Malborough. A melhor base para explorar o impressionante Parque Nacional de Marlborough Sounds é Picton. A esta cidade chega o transbordador da Ilha do Norte, concretamente ao Queen Charlote Sound, um dos tramos de terra firme do parque. A cidade tem certa atividade no verão e quando chegam as embarcações, mas é muito tranquila nas outras ocasiões.

Marlborough Sounds compõe-se de numerosas baias, ilhas, grutas e canais. As águas formaram profundos vales após as últimas glaciações. Grande parte destas águas estão hoje incluidas no Parque Marítimo Nacional, constituido por pequenas reservas separadas por terras de propriedade privada.

A uma hora e meia de estrada desde Blenheim, para o oeste, chega-se a Nelson City, capital da circundante região de Nelson, a qual é hoje o lar de grande parte dos melhores artesãos do país, atraídos pela riqueza dos materiais que lá pode-se encontrar (pedra, madeira, barro, vidro) e o magnífico clima. Nelson City é uma das cidades mais antigas do país, fundada em 1840 por imigrantes luteranos alemães, adquirindo o status de cidade graças à construção da catedral. É uma cidade muito bem dotada de instituções educativas e artísticas, destacando a Suter Art Gallery, com uma magnífica coleção de afrescos do século XIX. Nas partes antigas da cidade abundam as grandes mansões vitorianas. É especialmente recomendável a visita a Broadgreen, no subúrbio de Stoke, pois esta mansão restaurada está rodeada de um impressionante jardim de flores. Muito perto, o Parque Isel exibe magníficas espécies de árvores, alojando além o Museu Provincial.

A costa de Nelson está cheia de baias protegidas e praias muito seguras.

No sul da região, entre os cumes boscosos do Parque Nacional de Nelson Lakes, encontram-se formosos lagos como Rotori e Rotoroa. Neles pode-se desfrutar relaxadamente de uma maravilhosa paisagem virgem.

CHRISTCHURCH

Descendo pela costa chega-se a Christchurch, a maior urbanização da Ilha do Sul. Com um terço da superfície dedicada a parques, reservas ou campos de esportes, Christchurch é chamada com razão a "cidade jardim". Dando uma volta por qualquer um dos enormes parques; no do Hagley achará um dos melhores jardins botânicos do mundo. Poderá também percorrer em barca o rio Avon durante quase uma hora e desfrutar de todo o percurso.

A Praça da Catedral segue sendo o coração da cidade. Em Christchurch a arquitetura é um espetáculo. O antigo edifício do Governo Provincial de Canterbury reflete a distintiva arquitetura gótica do século passado. Em Lyttelton, o porto de Christchurch, existe um original farol em forma de castelo que data do século passado.

"Sigm of the Tahake" hoje convertido em café restaurante é um impressionante edifício gótico de pedra nas Colinas de Cashmere, desde onde domina-se a cidade e as planícies de Canterbury.

A Catedral Anglicana é uma boa mostra do gótico inglês, e tem uma formosa vidraçaria. A catedral católica é a melhor obra de arquitetura renascentista do país, e seu interior é igualmente soberbo.

Entre os excelentes museus da cidade destacam a Maori and maori-bird Gallery e a Robert McDougal Gallery. Não deixe também de ir ao "Pólo Sul" no International Antartic Center. Se ainda é pouco, no Canterbury Museum poderá engrandecer sua informação sobre o tema, além de desfrutar de lembranças dos primeiros habitantes da cidade, a reconstrucção de uma rua do século passado.

No teleférico pode subir ao Monte Cavendish, desde onde a vista abrange a baia e as planícies de Canterbury até os Alpes do Sul. Nestes últimos vale a pena visitar o Parque Nacional de Mount Cook, o cume mais alto dos Alpes Meridionais.

QUEENSTOWN

Seguindo para o sul e para o interior chega-se a Queenstown, nas beira do lago Wakatipu em uma das paisagens mais belas do mundo. É um pequeno povoado de pouco mais de 2.500 habitantes, vivendo para o turismo. Pode-se começar a conhecer Queenstowm começando pelo mais alto, tomando a Skyline Gondola que leva ao cume da colina a dominar a cidade, e oferece umas inacreditáveis vistas sobre o lago. Um pouco mais abaixo do cume encontra-se o curioso Museu do Motor, onde pode-se contemplar uma boa coleção de carros e motos antigos. Perto, o Kiwi and Birdlife Park apresenta o tradicional espetáculo do kiwi em seu habitat noturno.

Arredores de Queenstown

Desde Queenstowm pode-se visitar Fiordland, o qual, com 1,2 milhões de hectares, é o maior parque nacional do país e uma das maiores reservas naturais do planeta.

Na costa, ao leste de Queenstown, encontra-se Dunedin, uma cidade de pouco mais de 100.000 habitantes, onde 10% são estudantes, pelo qual abundam cafés, pubs e centros artísticos e culturais.

O Parque Nacional Abel Tasmam é uma das áreas de senderismo mais populares de Nova Zelândia, e tem várias rotas, a mais formosa encontra-se em volta da costa. O parque está localizado no extremo setentrional de uma cadeia montanhosa a extender-se desde o Parque Nacional de Kahurangi. Ao norte, o Farewell Spit, consiste em uma língua de terra de 26 quilômetros de largura, considerada seu lar por focas, albatrozes e outras aves.

Existe também a possibilidade de realizar uma excursão à Ilha de Tonga para tomar banho com as focas, uma experiência inesquecível, sobretudo para os menores.

Fonte: www.rumbo.com.br

Nova Zelândia

A História

A Nova Zelândia- Aotearoa, "a terra da longa nuvem branca"- foi colonizada há mais de 1000 anos por viajantes do Leste da Polinésia. Esses colonizadores, antepassados dos atuais maoris, viviam em "iwi" (tribos) formadas por consanguinidade. Adaptaram-se rapidamente ao novo meio-ambiente e, por volta de 1200, haviam colonizado as Ilhas do Norte e do Sul. Utilizando-se dos abundantes recursos naturais para sua alimentação e comércio, os maoris desenvolveram uma cultura rica; as tradições orais passadas de pai para filho através de gerações, preservaram essa cultura.

Quando os primeiros navegantes europeus chegaram em 1642, a maior parte dos maoris vivia no clima quente da parte de cima da Ilha do Norte. O holandês Abel Tasman ancorou nas praias naquele ano, dando à terra o nome de Staten Landt, e, mais tarde, Nieuw Zeeland. O inglês James Cook visitou-a em1769, circum-navegando a costa, negociando com os maoris e reivindicando a terra para os ingleses.

Vieram depois os pescadores de focas e baleias, e, em 1814, os missionários cristãos. Por volta de 1840, 2000 europeus (pakehas) viviam entre a população maori de 100.000 habitantes. Naquele ano, mais de 500 chefes assinaram o Tratado de Waitangi, retendo a propriedade dos recursos naturais, mas abdicando do direito de governar, em favor da Coroa Britânica. Tanto os maoris como os pakehas continuam respeitando esse Tratado até hoje.

Os colonizadores britânicos chegaram nos anos de 1840 e 1850, fundando cidades e preparando a terra para as fazendas. Os interesses dos maoris o dos colonizados entraram algumas vezes em choque culminando com a guerra nos anos de 1860. Seguiu-se a perda de terras pelos maoris, e, em seu rastro, a população maori caiu para 42,000 habitantes (1896).

A sociedade criada pelos colonizadores floresceu com a corrida do ouro em 1860. Estradas de rodagem, ferrovias e prédios públicos foram construídos, e a educação a nível nacional foi introduzida. Uma nova onda de imigrantes europeus e australianos chegou para povoar as cidades e desenvolver a lavoura.

A depressão econômica, ocorrida em nos de 1880, gerou mudanças sociais e econômicas. A Nova Zelândia tornou-se o primeiro país a conceder o voto às mulheres (1893), os salários foram regulamentados e a pensão para idosos foi instituída(1898). Os líderes políticos maoris promoveram o renascimento maori, iniciado iniciado anteriormente sob a influência do Rei Maori e dos profetas religiosos. A saúde e o bem-estar social foram melhorados e a população maori cresceu. Os soldados maoris e pakehas lutaram ao lado da Grã-Bretanha durante a Primeira Guerra Mundial (1914-1918) e, também durante a Segunda Guerra (1939-1945).

A depressão econômica mundial atingiu a Nova Zelândia no final dos anos 20: o desemprego aumentou e a pobreza piorou. O desenvolvimento da previdência social no final dos anos 30- pensões mais elevas, auxílio - desemprego e auxílio - doença, além de assistência médica subsidiada- criaram melhores condições.

A urbanização, principalmente dos maoris, e a prosperidade econômica caracterizaram a Nova Zelândia do pós-guerra. As taxas de natalidade subiram e a população também aumentou em função da imigração procedente da Grã-Bretanha e da Europa nos anos 50, e, mais tarde, das Ilhas do Pacífico e da Ásia.

Um maior número de mulheres passou a trabalhar fora de casa e a igualdade de remuneração foi introduzida em 1972. Um novo renascimento maori começou nos anos 70, quando os maoris se concentraram em reaver terras perdidas duas gerações antes; a língua, a cultura e a arte reviveram novamente.

A inflação e o desemprego aumentaram nos anos 70 e o dispêndio do governo com a previdência cresceu com a introdução da Pensão Nacional (1976) e uma série de outras medidas de apoio à renda familiar.

Os meados dos anos 80 trouxeram mudanças profundas nas relações internacionais e na economia. A política anti - nuclear alterou suas relações com outros países, as políticas de mercado aberto desenvolveram a economia e o papel do governo foi reformulado.

Desde sua colonização, há 1000 anos atrás, a Nova Zelândia é a única mescla de culturas do Pacífico Sul e europeia com uma identidade própria.

Idioma oficial: Inglês

Localização: Polinésia

Resultado da mistura: É no mínimo fascinante. As saudações por exemplo vão desde a formal reserva britânica até o extrovertido "Gidday"( adaptação de Good Day!), dependendo da pessoas e da circunstâncias. Já os maoris(povo nativo) não recusam os abraços ou o tradicional "Hongi", carinhosa aproximação dos narizes, com os olhos fechados e uma exclamação baixinha("mm-mm")!

A SOCIEDADE MAORI

No censo de 1991, os que se identificaram como maoris formaram um grupo significativamente mais jovem que o total da população. De todos os maoris somente 4,4% tinham mais de 60 anos, cerca de 37,5% eram menores de 15. As mulheres maoris tendem a Ter filhos mais cedo e em maior quantidade do que as não - maoris.

Te Puni Kokiri- o Ministério de Desenvolvimento Maori- busca facilitar e apoiar realizações maoris nas áreas de saúde, educação, treinamento e desenvolvimento de recursos econômicos.

PESSOAS DAS ILHAS DO PACÍFICO

Existem 167.073 pessoas na Nova Zelândia que se identificam como sendo oriundas das Ilhas do Pacifico. No censo de 1991, 38,7% dessas pessoas eram menores de 15 anos e somente 3,8% tinha mais de 60. Os índices de natalidade na Nova Zelândia passaram a registrar um aumento somente a partir da última década.

O Ministério da Negociação das Ilhas do Pacífico auxilia as pessoas a alcançar as aspirações que as fizeram, e os seus antepassados, a irem para a Nova Zelândia. As prioridades são educação, saúde, treinamento e participação nas decisões públicas.

IDIOMAS

O inglês e o maori são os idiomas oficiais, sendo que o inglês é falados pela maioria dos neozelandeses. Maori é a língua materna para cerca de 50,000 pessoas. Vários nomes de lugar, plantas e pássaros são maoris.

Os "kanhanga reo"9 berço da língua maori) e os centros das Ilhas do Pacífico, bem como escolas e centros comunitários proporcionam aulas noturnas ou de fim- de –semana de forma a propiciar às crianças de outros grupo étnicos a oportunidade de compartilhar a herança cultural e idiomática de seus ancestrais.

A RELIGIÃO

Na Nova Zelândia a religião é questão da consciência de cada um. O Cristianismo é a fé mais amplamente professada. Seus representantes são anglicanos, metodistas, presbiterianos e católicos romanos. Outras religiões também estão representadas- budismo, hinduismo, islamismo e judaísmo.

DIREITOS HUMANOS

Na Nova Zelândia, é ilícita a discriminação em razão de idade, incapacidade física, cargo, condições de família, sexo, estado civil, opinião política, raça ou origem étnica, religião ou atitude sexual. Sob a orientação do Ministério da Justiça, o governador-geral nomeia um Comissário de Direitos Humanos e um Conciliador de Relações Raciais para promover os direitos humanos através da educação e de atos de conciliação, e, para investigar as queixas sobre o desrespeito a esses direitos.

A Nova Zelândia foi o primeiro país no mundo a conceder direito de voto às mulheres(1893). Hoje, o Ministério dos Negócios da mulheres orienta o governo no estabelecimento de normas relativas à igualdade dos direitos das mulheres.

PADRÃO DE VIDA

Analisando em termos de educação e emprego, igualdade e oportunidades, saúde e segurança, moradia e meio ambiente, opções de lazer e medidas para o bem-estar social, o padrão de vida neozelandês é relativamente alto. Verificando indicadores tais como educação, saúde, mortalidade infantil, expectativa de vida e estabilidade de preços, nota-se que a situação da Nova Zelândia é comparável à da Austrália, Canadá, Japão, Suécia, Grã-Bretanha e Estados Unidos.

AS ARTES, O ESPORTE E O LAZER

O governo apoia essa atividade, subsidiando o setor de artes e patrimônio cultural com aproximadamente NZ$109 milhões durante o ano financeiro1993-94. Rendimentos provenientes das loterias estaduais são destinadas a dar assistência às galerias de arte, museus e a organizações culturais e seus projetos. Existe um Ministério de Esportes e também um Ministério da Artes.

MUSEUS

O mais notável dentre os 250 museus públicos e galerias de arte é o Museu da Nova Zelândia, "Te Papa Tongarewa" em Wellington. Possui uma coleção de "toanga" maoris (tesouros culturais) de relevância mundial, incluindo a mais velha construção maori existente. Outras coleções mostram a arte e a cultura Polinésia, micronésia e melanésia, bem como trabalhos feitos por artistas neozelandeses, como Francês Hodgkins, Raymond McIntyre e Colin McCahon. Os acervos dos museus variam de grandes coleções municipais até pequenas coleções enfocando um tema particular, como a extração do ouro ou látex.

A ORQUESTRA SINFÔNICA DA NOVA ZELÂNDIA

Noventa músicos profissionais cobrem atualmente 40,000 quilômetros viajando e levando o repertório até a população. Sua apresentação ocorre por ocasião do Festival Internacional das Artes em Wellington. Em 1992, apresentaram-se na Seville Expo, a Dama Kiri Te Kanawa.

O CINEMA

Os filmes "The Piano", Once Were Warriors" e "Havenly Creatures" são obras importantes e internacionalmente aclamadas, produzidas recentemente na Nova Zelândia. Os últimos dois estão entre os 50 filmes feitos com a ajuda da "New Zeland Commission" durante os últimos 15 anos. Os filmes de curta metragem neozelandeses estão também criando fama internacional.

OS LIVROS E AS BIBLIOTECAS

Leitores ávidos e escritores prolíferos, os neozelandeses deixaram sua marca na literatura local e mundial com escritores como Katherine Mansfield, James K. Baxter, Frank Sargeson, Janet Frame, Paricia Grace, Witi Ihamaera e Keri Hulme, que conseguiu o prestigiado "Booker Prize", pelo livro "The Bone People". Ceca de 400 milhões de livros são vendidos anualmente, 35% destes publicados na Nova Zelândia.

As bibliotecas são muito procuradas e o Fundo de Autores recompensa os escritores pelo empréstimo de seus livros, tornando-os acessíveis a todos. A Biblioteca Nacional em Wellington é uma fonte de informações e de cultura com interessantíssimas coleções de documentos.

O TEATRO E A ÓPERA

Companhias profissionais excursionam pelo país apresentando as produções mais conhecidos e o teatro profissional está desabrochando, mas é o setor amador que tem conquistado maior sucesso. Sociedades teatrais e de ópera, apresentando-se nos grandes centros do país, dividem entre si, um repertório completo, que vai de Aristophanes a Lloyd Webber.

A DANÇA

O "Royal New Zeland Ballet" apresenta um repertório completo de danças clássicas e modernas, tanto na Nova Zelândia como em excursões pelo Exterior. Há um número de pequenas companhias profissionais de dança contemporânea, entre as quais a inovadora e empolgante Companhia de Dança Douglas Wright, que levantou calorosos aplausos nas apresentações em festivais de dança na Europa e Austrália..

Danças contemporâneas maoris e das Ilhas do Pacífico estão desenvolvendo-se rapidamente, com um estilo próprio particularmente vibrante e dinâmico. E "New Zeland School of Dance" é uma instituição de nível terciária que treina os alunos para todas as formas de dança.

OS ESPORTES

O neozelandeses são fãs apaixonados de esportes. Por isso, 85% da população pratica alguma atividade física ou de lazer, e 47% pertencem a pelo menos um clube de esporte, ginástica ou lazer.

O bom clima da Nova Zelândia e a variedade de paisagens propiciam todas as formas de esportes e de recreação ao ar livre. O espore nacional masculino é o rugby e o feminino é a bola ao cesto. Os times de rugby league têm cada vez mais seguidores. A Nova Zelândia é talvez mais conhecida pelo seu time de rugby "All Blacks".

Outros esportes que trouxeram medalhas olímpicas e sucesso internacional são o "cricket", o atletismo, "squash", remo, canoagem, "softball" e competições eqüestres. Os iatistas neozelandeses, homens e mulheres- inovadores em projetos de embarcações e em técnicas de navegação- colocam-se entre os primeiros lugares em todos os eventos internacionais tais como a "Admiral’s Cup", a "America’s Cup"e a Whitbread Round the World Race". As corridas de cavalo têm muitos apreciadores. A venda de animais de corrida puro sangue neozelandeses atrai compradores do mundo inteiro.

ATIVIDADES AO AR LIVRE

A população esparsa significa que há muitos cenários ainda não explorados a serem compartilhados. A pesca em água doce ou salgada pode ser compartilhada em todo o país. Observar baleias, alpinismo e excursões a pé são atividades muito populares.

Aqueles que gostam de emoções fortes podem tentar "bungy jump"(ioiô humano), balonismo, barcos a jato, ou navegação em corredeiras. A prática do esqui vai de junho até fins de outubro em ambas as ilhas, e há muitos campos dotados de equipamentos de fazer neve.

O setor de esportes e lazer constitui também uma indústria importante, contribuindo significativamente nos aspectos sociais e para a economia da nação- criando 22.745 empregos, pagando NZ$300 milhões em impostos e beneficiando-se de NZ$200 milhões resultantes de esforço voluntário gratuito cada ano. Em resumo o esporte e o lazer são um negócio de NZ$4,5 milhões por dia.

Fonte: www.facom.ufba.br

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