Duas pinças da Reforma Agrária: MST - legislação socialista
A Reforma Agrária passou a atuar então à maneira de uma tenaz com duas pinças. Uma pinça agressiva, extra-oficial, violenta, que invade, destrói, ameaça, era o MST. A outra pinça, oficial, que utiliza uma legislação agrária socialista e confiscatória para vistoriar e desapropriar aquilo que foi previamente invadido e depredado. Feita a desapropriação, montado o assentamento, tratava-se de manter aquela situação permanentemente irrigada com dinheiro abundante, em parte para que ela não acabasse dissolvida no marasmo de seu próprio artificialismo, em parte para que o movimento extra-oficial pudesse continuar crescendo e exercendo seu papel assustador.
Esse papel não se limitava a desejar uma Reforma Agrária para o Brasil. Os objetivos do MST são muito mais ambiciosos. Deseja ele que a esquerda tome as rédeas do poder político em condições muito favoráveis à realização de suas utopias comuno-socialistas. Mostra-se aparentado aos zapatistas do México e as semelhanças com o sanguinário movimento guerrilheiro da Colômbia são evidentes (8). Aliás, diga-se de passagem, o MST nunca escondeu que a isso visava. Iludiu-se quem quis.
Os próprios meios de comunicação de esquerda e centro-esquerda, que tão grande papel representaram na propagação do MST, ora o apresentavam como um movimento de aglutinação de pobres camponeses desejosos de terra, ora mostravam-no com sua verdadeira face comuno-socialista. Mesmo este último tipo de propaganda - menos freqüente - tem sido precioso para o MST. De um lado, ele necessita mostrar-se como é na realidade, para poder impor-se, mas de outro precisa absolutamente amortecer as resistências da maioria da população: como o médico que diz ao paciente que vai extrair-lhe o pulmão, mas antes dessa bárbara operação lhe aplica um anestésico.
Houve, é claro, ao longo de todo o processo, bate-bocas entre o Ministro encarregado da Reforma Agrária e os líderes sem-terra, houve alguns sem-terra presos, até condenados. Incidentes de percurso. Mas no total, o processo se desenvolveu inexorável. E o MST ganhou até, da mídia e de setores do Governo, o apelido de movimento social, com o qual procura enfeitar-se como uma prima-donna de opereta.
Fez parte da dialética em meio à qual veio sendo conduzido esse show, a divisão dos agro-reformistas em duas alas. Uma que apoiava integralmente o MST. É o caso, por exemplo, da Comissão Pastoral da Terra (CPT), braço da CNBB para fazer a revolução no campo (9). A outra ala, legalista, queria uma Reforma Agrária sem violência.
Com isso, sorrateiramente os termos do problema foram modificados. E em lugar de se discutir Reforma Agrária, sim ou não, passou-se a discutir Reforma Agrária, com violência ou sem violência.
A entrada do MST em cena também facilitou enormemente que certas lideranças dos proprietários rurais, inexplicavelmente favoráveis às leis confiscatórias de Reforma Agrária, pudessem passar a defendê-las livremente junto a seus liderados, a pretexto de deblaterar contra a ação do MST, de sua violência intolerável. “Reforma Agrária, sim, mas dentro da lei”, passou a ser o slogan preferido dos partidários do “ceder para não perder”.
Acerto das previsões da TFP
É claro que a Reforma Agrária foi um fracasso em matéria de produção. Portanto, também em matéria social, pois que melhora social pode ter quem está condenado a viver num assentamento de miséria?
O fracasso dos assentamentos foi o último tema referente à Reforma Agrária do qual se ocupou o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira antes de seu falecimento. Há muita gente iludida, dizia ele, achando que a Reforma Agrária é feita de fato para produzir e ajudar o agricultor pobre. Temos obrigação perante Deus e perante nossas consciências de alertar essa gente para seu engano e tentar evitar assim que sejam arrastadas ladeira abaixo do socialismo. Por isso, incumbiu ele dois valorosos integrantes da TFP, os Srs. Paulo Henrique Chaves e Nelson Ramos Barretto, para que fizessem uma ampla reportagem, com toda objetividade, sobre a situação dos assentamentos.
Viajaram eles de norte a sul do País, percorreram 21.850 km em 49 dias, visitaram 44 assentamentos, de preferência os considerados modelos, nas cinco grandes regiões do Brasil, gravaram entrevistas de 369 pessoas (assentados, vizinhos, autoridades), em 67 horas de fitas magnéticas, tiraram mais de 1200 fotos. Desse trabalho cuidadoso resultou uma extensa reportagem sobre assentamentos, publicada em janeiro de 1996, em livro largamente difundido (10) e que foi enviado a todos os deputados e senadores e aos membros do Poder Executivo ligados à área rural.
O fracasso econômico e social dos assentamentos aí está fartamente documentado. Mas a Reforma Agrária prosseguiu. Como explicar isso, a não ser pelo fato de que a Reforma Agrária não é feita em função da produção nem do bem-estar social do agricultor, mas sim com objetivos outros, de índole ideológico-igualitária?
Ela prosseguiu e deu no que tinha que dar. Um tumor pode ser ocultado aos olhos de outrem durante algum tempo, mas, à medida que cresce, tende a explodir. A Reforma Agrária explodiu. E aquilo que o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira sempre afirmara, hoje é proclamado pela imprensa.
Um agro-reformista agredido pela realidade...
Como ex-presidente do INCRA e ex-secretário de Agricultura de São Paulo, o atual deputado federal Francisco Graziano Neto, professor e doutor em economia agrícola, fala com autoridade de quem conhece o assunto. Ademais, Graziano é inteiramente insuspeito para falar. Além de pertencer ao partido do Presidente da República (PSDB), ele confessa: “Eu sou um cara da esquerda, que continua de esquerda” (11).
Suas denúncias sobre o fracasso da Reforma Agrária versam sobre uma realidade que se tornou tão evidente, que dispensam demonstração.
Elas acabam também indiretamente provando - e quanto! - o acerto das análises e previsões de Plinio Corrêa de Oliveira, que hoje podem ser tidas como verdadeiramente proféticas, iniciadas quando o processo agro-reformista apenas engatinhava e depois reiteradas praticamente a cada passo dele. Publicamos em quadro à parte uma comparação - muito sumária, embora - entre algumas denúncias feitas agora por Graziano e as previsões anteriormente apresentadas pelo Prof. Plinio Corrêa de Oliveira e pela TFP.
Esse fracasso foi sendo evidenciado através de sucessivos “planos” com diferentes nomes: Plano Nacional de Reforma Agrária, Novo Mundo Rural etc. Agora, a palavra de ordem é descentralização. Mas, como diz bem Graziano, os agro-reformistas podem se “torcer e contorcer” que a Reforma Agrária não dá certo. Mesmo o mais propagandeado dos líderes sem-terra, o marxista João Pedro Stédile, declara “nós nos demos conta que só a terra e o crédito não resolvem” (12). E é claro que não resolvem, pois a Reforma Agrária socialista é um processo completamente anti-natural.
O próprio Presidente da República, através de seu porta-voz, ensaiou um desmentido às denúncias de Graziano (13), mas o fez em termos tão tímidos e tão pouco convincentes, que equivaleu a uma confissão.
Reforma Agrária: etapa intermediária rumo à utopia socialista
Assim descreve o jornalista Luís Nassif essa situação: “O MST fazia um muxoxo daqui, o Ministério da Reforma Agrária, de lá. Aí vinha a CNBB e fazia o meio-campo, sendo disputada por ambos. A bancada ruralista entrava na valsa, conseguindo passar adiante terras sem valor. .... Depois de um caldeirão de dinheiro sendo jogado fora, depois de se ter criado uma falsa ilusão em centenas de milhares de desvalidos, que serviam de massa de manobra, MST, Ministério da Reforma Agrária, CNBB e bancada ruralista confessam que o jogo era falso” (14).
Como correrão as coisas daqui para a frente? Diante de um futuro incerto, uma coisa entretanto parece certa: a esquerda revolucionária não vai parar. Todo esse aparato de ONGs, setores políticos e governamentais, movimentos ditos sociais, pressão da esquerda internacional, poderosos foles da mídia - sem que lhes falte “a bênção litúrgica do clero de esquerda” (15) - está aí e ameaça continuar sua investida. O fracasso da produção nos assentamentos não vai detê-la, porque ela verdadeiramente nunca quis a produção. As condições miseráveis em que a Reforma Agrária jogou o pequeno agricultor também não vai detê-la, porque ela nunca desejou de fato o bem do agricultor nem de ninguém.
A esquerda revolucionária corre atrás de uma utopia - o igualitarismo comuno-socialista - e a Reforma Agrária era apenas uma etapa de destruição da organização social do campo e não um fim em si. Nesse sentido, pode-se dizer que, em larga medida, a Reforma Agrária atingiu os objetivos da esquerda, pois a demolição que ela produziu no Brasil não foi pequena. Demolição no conceito de propriedade privada, demolição de restos de estrutura orgânica do Brasil real, demolição da classe dos fazendeiros, demolição do clima de paz e bem-estar social que havia no campo, em uma palavra, demolição dos restos ainda quentes da Civilização Cristã. É provável que durante algum tempo - difícil de prever - ainda se arraste a execução da Reforma Agrária. Mas poderão ir incorporando-se a ela elementos novos e mais radicais. Quais serão eles?
Virá a guerrilha, aliada ao banditismo e ao narcotráfico, como na Colômbia? As invasões urbanas tomarão vulto? Virá o caos generalizado, por meio de greves, arruaças e tomada de edifícios públicos e particulares? Procurarão nos impor um tribalismo-ecológico? Virá uma ditadura de tipo cubano ou russo? Esse leque de opções está aberto diante da esquerda, e ela não hesitará em enveredar pelo que julgar mais eficaz. Nesse contexto, é muito preocupante também o desarmamento da população civil, a qual fica assim à mercê dos ataques mais inesperados.
De modo que o fracasso da Reforma Agrária socialista e confiscatória pode ser comparado à agonia de um monstro, de cujos estertores podem sair os golpes mais inusitados, as rabanadas mais perigosas, ou mesmo, na hora da morte, gerar filhos piores que ele próprio.
Verdadeiras esperanças: Fátima e Aparecida
Há nesse quadro alguma saída para quem deseja um Brasil cristão, ordenado e pacífico?
Se tal foi o acerto do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira - como vimos - em prever os males que nos adviriam da socialização do País, não é o caso de dizer que a saída por ele apontada também é a melhor?
E essa saída ele a encontrava no conteúdo da Mensagem de Fátima. Estamos vivendo dias de controvérsia em torno do terceiro Segredo de Fátima. Nossa Senhora prometeu na Cova da Iria o triunfo de seu Imaculado Coração, após o qual o mundo teria algum tempo de paz. Entenda-se da “paz de Cristo no Reino de Cristo”. Ela descreveu castigos que se sucederiam sobre a Humanidade pecadora, antes que esse triunfo se desse.
Não estamos nós já em meio a esses castigos? Deverão eles ainda agravar-se? Seja como for, estejamos com o espírito pronto para os acontecimentos que virão e que podem surgir de improviso. Com fé, confiança na Providência Divina e sem nos deixar enganar por jogos e manobras de todo tipo que nos deglutirão irremissivelmente se não formos vigilantes.
Nossa Senhora Aparecida, Rainha do Brasil, vele por nossa Pátria, tão maltratada até por muitos de seus filhos.
1- Os outros autores foram: D.Geraldo Proença Sigaud, Bispo de Jacarezinho e posteriormente Arcebispo de Diamantina; D. Antonio de Castro Mayer, Bispo de Campos; e o economista Luiz Mendonça de Freitas.
2 - Seriam necessários vários volumes para historiar tão memorável luta. Aqui lembramos apenas os títulos de alguns outros de seus livros sobre o assunto: Declaração do Morro Alto (1964 - com os mesmos autores de RA-QC, assessorados por agricultores e técnicos); Diálogos Sociais (1971); Sou Católico, posso ser contra a Reforma Agrária? (1981 - com Carlos Patricio del Campo); Agitação Social, violência: produtos de laboratório que o Brasil rejeita (1984); A Reforma Agrária socialista e confiscatória - A propriedade privada e a livre iniciativa, no tufão agro-reformista (1985 - com Carlos Patricio del Campo); No Brasil: a Reforma Agrária leva a miséria ao campo e à cidade (1986).
3 -RA-QC, “Aviso Preliminar”, pág. XIX.
4 -RA-QC, págs. 9 a 12
5 - Plinio Corrêa de Oliveira, “A Reforma Agrária leva a miséria ao campo e à cidade”, Vera Cruz, 1986, pág. 35.
6- A Reforma Agrária socialista e confiscatória - A propriedade privada e a livre iniciativa, no tufão agro-reformista (1985 - com Carlos Patricio del Campo).
7 - Foi clara a advertência feita por João Paulo II: “Nem a Justiça nem o bem comum consentem em danificar alguém nem invadir sua propriedade sob nenhum pretexto”, disse o Sumo Pontífice, quando de sua visita ao Brasil em 1991. “Ao Estado - prosseguiu - cabe o dever principalíssimo de assegurar a propriedade particular por meio de leis sábias” (“Folha de S. Paulo”, 15-10-91). Advertência reiterada depois com ênfase: “Recordo as palavras do meu predecessor Leão XIII, quando ensina que ‘nem a justiça, nem o bem comum consentem em danificar alguém ou invadir a sua propriedade sob nenhum pretexto’ (Rerum Novarum, 55). A Igreja não pode estimular, inspirar ou apoiar as iniciativas ou movimentos de ocupação de terras, quer por invasões pelo uso da força, quer pela penetração sorrateira das propriedades agrícolas” (João Paulo II, ao receber, em 21-3-1995, os Bispos brasileiros da Regional Sul 1, do Estado de São Paulo).
8 - “Os choques armados do MST com a polícia, o Exército e os seguranças de fazendas invadidas ou ameaçadas de invasão podem arrastar o Brasil a um conflito armado como o que ensangüenta a Colômbia há mais de três décadas. O alerta vem de ninguém menos que um integrante do Estado-Maior Central das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia - Exército do Povo (Farc-EP). `Abram o olho com isso! Aqui começou assim’, avisou o comandante Iván Rios em entrevista exclusiva ao JT no povoado de Los Pozos, na zona desmilitarizada do sul do país .... o JT ouviu de uma fonte muito bem colocada no alto comando das Farc-EP a confidência de que a organização `mantém relações, no Brasil, com o MST e o partido do Lula’” (“Jornal da Tarde”, 24-5-2000”).
9 - O presidente da CPT, D. Tomás Balduíno, declarou que as invasões de terra são “uma maneira sadia de se modificar a estrutura fundiária nacional” (“O Globo”, 9-5-00). Para ele, “o nome reforma agrária é apenas aceitável; na verdade o que se busca é mais uma revolução agrária” (Jornal dos Sem-Terra, setembro/97).
10 - “Reforma Agrária semeia assentamentos - Assentados colhem miséria e desolação - A TFP revela a verdade inteira”, Artpress Editora, São Paulo, 1996.
11 - O Estado de S. Paulo, 22-5-2000.
12 - Folha de S. Paulo, 14-5-2000.
13 - Ver “FHC contesta críticas feitas por Graziano”, em “O Estado de S. Paulo”, 23-5-2000.
14 - Folha de S. Paulo, 24-5-2000.
15 - Expressão utilizada em entrevista pelo colombiano Ricardo Vélez Rodríguez, professor das Universidades Gama Filho, no Rio, e Federal de Juiz de Fora (MG), na qual denuncia “a estupidez das elites intelectuais brasileiras que fingem não perceber as semelhanças entre a tática de tomada do poder do MST e a dos guerrilheiros das FARC na Colômbia, do Sendero Luminoso no Peru e dos zapatistas no México” (“Jornal da Tarde”, SP, 14-5-2000).
O fracasso da Reforma Agrária previsto pela TFP
Fica patente o acerto das previsões de Plinio Corrêa de Oliveira se compararmos trechos de livros por ele escritos ou inspirados com as denúncias agora feitas pelo agrônomo Francisco Graziano. Vejamos alguns exemplos:
| Denúncias de Graziano “O Estado de S. Paulo” (22-5-2000) |
Textos da TFP (de anos anteriores) (Reforma Agrária = R.A.) |
| a) Desvios de verbas, venda de terras
pagas pelos contribuintes e desperdício de investimentos ultrapassam
R$ 12 bilhões a fundo perdido. |
a) Todos esses Programas de R.A.
são de uma elaboração dispendiosa. E mais dispendiosa
ainda é sua aplicação; o imenso vulto dos gastos
necessários para que o mecanismo burocrático dinossáurico
ponha em execução a R.A.; os gastos operacionais assumirão
por sua vez proporções faraônicas; e é nesse
mar de dívidas que a R. A. imergirá nosso País
já insolvável (*, pp. 71 e 84). |
| b) O MST cada vez mais rico e os
pequenos agricultores cada vez mais pobres; |
b) A R.A. se apresenta como uma
agressão aos trabalhadores rurais, os quais terão suas
condições de vida tornadas mais árduas e penosas
(***, p. 11). |
| b) O MST cada vez mais rico e os
pequenos agricultores cada vez mais pobres; |
b) A R.A. se apresenta como uma
agressão aos trabalhadores rurais, os quais terão suas
condições de vida tornadas mais árduas e penosas
(***, p. 11). |
| b) O MST cada vez mais rico e os
pequenos agricultores cada vez mais pobres; |
b) A R.A. se apresenta como uma
agressão aos trabalhadores rurais, os quais terão suas
condições de vida tornadas mais árduas e penosas
(***, p. 11). |
| c) O governo tem se torcido e contorcido
para provar que faz o maior programa de reforma agrária do mundo; |
c) Uma tão imensa reforma,
no ponto mais vital de nossa economia, uma transformação
total do País inteiro não pode deixar de levá-lo
ao abismo se não for acertada (*, p.45) |
| d) O governo não vai conseguir
fazer a reforma agrária funcionar, a reforma agrária acabou; |
d) A R.A. não resolve nem
o problema social, nem o econômico. Pelo contrário, ela
freqüentemente os agrava até o paroxismo, gerando miséria
e desolação (***, p. 59) |
| e) O governo já distribuiu
12 milhões de hectares. Qual foi a produção que
trouxe todo esse investimento? O programa tem mais terras do que a área
agrícola de São Paulo, Paraná e Minas Gerais somados,
mas não apresentou produção. |
e) É de se esperar que a
R.A. provoque uma diminuição da produção
e da produtividade na agropecuária .... diminuição
na oferta de alimentos para a população, diminuição
na produção de exportáveis etc (**, pp. 325/6) |
| f) O MST é apenas um movimento
político que quer tomar pela força os meios de produção
e o poder. |
f) Tem-se desenvolvido em todo o
País a atuação de minorias coligadas em prol da
implantação a curto prazo da R.A. Movimento esse nitidamente
igualitário, em cujo percurso se podem notar duas etapas: a)
a conquista do poder; b) a ação niveladora do Poder conquistado
(*, p. 28). Revisão agrária, Reforma Agrária e
socialização agrária não serão três
etapas de uma mesma revolução? (****, p.227). |
| g) Não se pode continuar
dando um sítio, um trator e um monte de dinheiro para o contemplado
fazer o que quiser; é melhor criar empregos e garantir a compra
da produção. |
g) É preciso dar curso a
uma política agrícola que crie novos empregos no campo,
favoreça os sistemas de parceria e arrendamento, estimule os
pequenos produtores, já legítimos proprietários
e facilite o acesso à terra a outros (***, p. 59). A escola católica
não participa do exclusivismo em favor da propriedade familiar
.... não se lhe afigura desejável que elimine o salariado,
o arrendamento e a parceria, que são formas de exploração
rural lícitas e muitas vezes insubstituíveis (**, p. 227) |
| h) Os números que refletem
os resultados da R.A. são trágicos. Estatísticas
mostram que 25% dos assentados abandonam seu lote no primeiro ano e
35% caem fora no segundo ano. |
h) O porvir certamente provocará
a evasão de muitos dos assentados dessa “camisa de força”
que serão os assentamentos (*****, 86/7). |
| i) Não dá para corrigir
os desvios porque hoje há mais de 2,3 mil assentamentos e o INCRA
perdeu o controle do barco. |
i) A R.A. constitui uma aventura
que muito provavelmente conduzirá o País a um verdadeiro caos econômico
e social (*, p. 147) |
| j) Jungmann fez um esquema com ONGs
e cooperativas do MST. Contratou técnicos ligados ao MST. Resultado:
o MST está rico, muito rico, com dinheiro de sobra para fazer
manifestações no Brasil inteiro, graças ao desvio
de recursos proporcionados pelo próprio INCRA. O Jungmann sabia
disso. |
j) Desde que um grupo de invasores
ataque uma propriedade, está criado o conflito. Isto feito, a
“solução” consiste em que o Poder público
se associe aos invasores para os “assentar” nas terras assim
arrancadas à força das mãos do proprietário,
e expulse a este da terra, metendo-lhe no bolso alguns títulos
públicos .... Em outros termos, será a revolução
agrária, tornada vitoriosa pelo Estado (*, p. 61). |
| k) É enorme a quantidade
de bandidos e marginais que se disfarçam de sem-terra para invadir
fazendas. |
k) Qual a vida de cada “invasor”
antes de se entregar à sua presente ocupação? Teve
passagens por delegacias criminais, ou de ordem política e social?
Foi processado? Condenado? Cumpriu integralmente a pena imposta? (******,
p. 26). Ninguém pode negar a existência de agitadores profissionais,
de membros do Clero esquerdista, de membros das CEBs que promovem artificialmente
a violência (*, p. 116). |
| l) Não adianta tirar os excluídos
da periferia das cidades para excluí-los na zona rural, criando
favelas no campo. |
l) Que a R.A. produz “favelas
rurais” é expressão lançado pela TFP em 1987
já no título do livro “Reforma Agrária: terra
prometida, favela rural ou kolkhozes?”, de autoria de Atílio
Guilherme Faoro. Nele está dito, por exemplo, que a R.A. conduz
“à formação de incontáveis `favelas
rurais’, frustrando os mesmos trabalhadores sem terra que ela
alega querer beneficiar” (*****. 98). |
(*) “A Reforma Agrária socialista e confiscatória - A propriedade privada e a livre iniciativa, no tufão agro-reformista” (1985).
(**) “Sou Católico, posso ser contra a Reforma Agrária?” (1981).
(***) “Reforma Agrária semeia assentamentos-Assentados colhem miséria e desolação” (1996).
(****) “Reforma Agrária - Questão de Consciência” (1960).
(*****) “Reforma Agrária: terra prometida, favela rural ou kolkhozes?” (1987).
(******) “No Brasil: a Reforma Agrária leva a miséria ao campo e à cidade”(1986) .
Fonte: www.lepanto.com.br

Nos séculos XVIII e XIX, houve movimentos sociais europeus cujo objetivo era a distribuição democrática de posse da terra, fato que mudou a face da Europa. Nos Estados Unidos, desde o período da ocupação dos territórios do Nordeste e do Centro-Oeste, também houve acesso à terra por parte dos seus cidadãos.
No século XX, as revoluções socialistas ocorridas na Rússia e na China motivaram alguns sociólogos e intelectuais brasileiros a abordar a problemática da reforma agrária brasileira teoricamente. Embora as guerras tenham impulsionado a reforma agrária na Itália e no Japão, bem como no México, mediante a revolução de bases camponesas, nada de concreto aconteceu no Brasil.
Vários projetos de lei, com vistas à reforma agrária, foram surgindo a partir do final da Segunda Guerra Mundial, sem, contudo, serem aprovadas pelo Congresso Nacional.
Em 1962, foi criada a Superintendência de Política Agrária, primeiro órgão oficial do governo para tratar desse assunto. O governo de 1964 desejava implantar essa reforma, mas foi deposto pelos militares, que incluíram a reforma agrária entre suas prioridades. Coube ao Ministério do Planejamento elaborar um projeto de lei de reforma agrária, que foi aprovado pelo Congresso Nacional e transformado na lei no 4.504, de 30/11/1964, chamada de Estatuto da Terra. Em seu artigo 1o, lê-se: "[...] regula os direitos e obrigações concernentes aos bens imóveis, rurais, para os fins de execução da Reforma Agrária e promoção da Política Agrícola".
O parágrafo 1o desse artigo considera reforma agrária "o conjunto de medidas que visem a promover melhor distribuição da terra, mediante modificação do regime de sua posse e uso, a fim de atender aos princípios de justiça social e ao aumento de produtividade".
Hoje, há no Brasil duas organizações de trabalhadores rurais que lutam pela reforma agrária e por melhores condições de trabalho e salário no campo: a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), cujo objetivo é mobilizar a sociedade para pressionar o governo a executar o Estatuto da Terra com rapidez e justiça social.
Fonte: quiosqueazul.blogspot.com