Uma profissão versátil, que lida com a alimentação, mas passa longe do estereótipo do cozinheiro de luxo.
Embora muita gente ainda confunda nutrição com gastronomia, a coordenadora do curso na Universidade Metodista, Vera Lúcia de Salvo, lembra que o foco do nutricionista é, em primeiro lugar, a saúde.
Durante quatro anos, o estudante passa por várias disciplinas idênticas a outros cursos da área de saúde, permitindo, de acordo com Vera, que o profissional possa trabalhar até mesmo genética. "Há também a idéia de que é uma profissão só para mulheres.
De fato, elas estão em maioria, mas com dedicação os homens também se destacam", diz a professora.
A preocupação cada vez maior com a alimentação e seus reflexos no corpo e na qualidade de vida traz boas perspectivas à profissão.
Mas além do trabalho em clínicas, atendendo pacientes que procuram uma dieta saudável, o nutricionista também pode atuar em áreas como administração de serviços de alimentação (coordenando o fornecimento de refeições para empresas ou famílias), hospitais, creches, bancos de alimentos e vigilância sanitária.
A área esportiva, de acordo com Vera, está em franca expansão, assim como a educação nutricional em escolas.
Como em outras profissões, a falta de experiência é a principal dificuldade para quem está entrando no mercado. Por isso, não deixe de fazer estágios e contatos ainda durante o curso.
"Acredito também que ser recém-formado representa uma vantagem, pois o profissional pode ser moldado na filosofia do local que o empregou", afirma Vera.
A média salarial para quem está começando é muito variável. Há profissionais que começam ganhando pouco mais que R$ 1.000, enquanto outros começam com R$ 3.000.
Se você se interessa por alimentos, saúde e pessoas, nutrição pode ser a sua área. Como é uma ciência recente, também atrai profissionais que gostam de experimentar e descobrir novas possibilidades. Se você tem perfil empreendedor, também pode ser dar bem, abrindo o próprio negócio na área.
As áreas de nutrição esportiva, segurança alimentar e nutrigenética (que estuda a influência dos genes na absorção de nutrientes), além da associação de nutrição e fitoterapia (uso de ervas e outros vegetais no tratamento de doenças), devem ser o futuro da nutrição.
Para a professora Vera, o aluno que quer se destacar durante o curso deve participar de todas as atividades curriculares não-obrigatórias, fazer estágio o quanto antes e estudar muito. "Sem esquecer de manter uma postura pró-ativa, sempre", diz ela.
Fonte: noticias.terra.com.br
Cenas comuns, hoje, no Brasil
Na entrada do restaurante de uma fábrica de peças para automóveis estão afixados dois menus – um baixo em gorduras e açúcares para quem está em dieta; outro com mais calorias e mesmo assim devidamente balanceado em carboidratos, proteínas e gorduras.
Em uma academia de São Paulo, os clientes marcam horário para obter orientações sobre uma alimentação saudável e, ao mesmo tempo, que os ajude a emagrecer.
Nos dois casos, o personagem principal das histórias é o nutricionista, profissional da área de saúde que se encarrega de ajustar hábitos alimentares às necessidades específicas individuais ou de determinados grupos.
Como aumenta a consciência da importância dos cuidados com a alimentação, os nutricionistas ampliam seu mercado de trabalho. Até mesmo os hospitais – tradicionais campos de atuação – têm aumentado a incorporação desse profissional a seus quadros de funcionários.
“A nutrição tem interface com muitas áreas e a cada dia se descobre uma novidade”, conta a presidente da Associação Mineira de Nutrição, Jussara Passos. “Há dez anos, por exemplo, ninguém relacionava essa ciência ao esporte.” Hoje, essa é uma das áreas mais procuradas pelos recém-formados, que precisam ter aptidão para bioquímica e fisiologia se quiserem se dar bem nesse setor.
As atividades do nutricionista são exercidas também por formados em biologia e medicina com especialização em nutrologia. Mas, mesmo bastante concorrido, o mercado de Nutrição é amplo e vem incorporando aspectos da vida moderna aos desafios profissionais. Em Alagoas, por exemplo, 16,29% das crianças são subnutridas.
Porém, a obesidade infantil cresce a uma velocidade assustadora. Acrescente-se a isso o aumento de doenças cujas causas podem estar relacionadas a fatores dietéticos. Evitar doenças provocadas pela desnutrição e hábitos alimentares incorretos está, portanto, na pauta dos nutricionistas.
Por causa de fregueses mais exigentes, empresas de alimentação têm usado o nutricionista para coordenar pesquisas de produtos e testar receitas, promover degustações e avaliação sensorial. “Essa é a atuação em marketing, uma das mais promissoras”, diz a presidente da Associação Brasileira de Nutrição (ABN), Albaneide Peixinho.
Outras tarefas que podem ser desempenhadas em indústrias alimentícias envolvem a supervisão e a gerência do processo de produção de alimentos como comprar e armazenar a matéria-prima ou produtos acabados, além da observação rigorosa dos procedimentos higiênicos.
A área da nutrição clínica também está crescendo bastante, segundo Albaneide. O trabalho é feito em conjunto com médicos – em geral pediatras ou endocrinologistas – que encaminham pacientes ao nutricionista. Sua incumbência é prescrever dietas, adaptando a alimentação a cada tratamento. O nutricionista tem capacitação para participar de programas de saúde pública – seja orientando a população sobre a melhor maneira de aproveitar os alimentos, ou em programas de merenda escolar, alimentação em creches etc.
A Associação Brasileira de Nutrição e o Ministério da Saúde estão elaborando, desde 1997, um projeto para a avaliação da formação dos nutricionistas. O curso inclui disciplinas básicas – bioquímica, biologia, patologia – e profissionalizantes – de bramatologia e tecnologia de alimentos até nutrição clínica, social passando por técnicas de higiene. As aulas práticas acontecem não apenas em laboratórios, mas também em cozinhas experimentais.
Quatro anos
O nutricionista planeja, administra e coordena programas de nutrição e regimes alimentares em empresas, escolas, hospitais, hotéis e presídios. De acordo com as estações do ano, define os cardápios das refeições, sugerindo pratos em que os alimentos supram as necessidades nutricionais e calóricas das pessoas. Seleciona fornecedores e matérias-primas, e acompanha a elaboração da comida.
Orienta dietas individuais ou de grupos, supervisionando a preparação dos alimentos. O aumento do número de empresas de fornecimento de comida industrial amplia as chances de trabalho do profissional, que tem de se registrar no Conselho Regional dos Nutricionistas para poder trabalhar.
Interesse por questões sociais, atenção para detalhes, concentração, capacidade de análise, atualização, facilidade de trabalhar em equipe, liderança
Fonte: www1.uol.com.br