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Observando o Céu

Observação de Marte

Marte visto com uma luneta ou telescópio de médio porte
Marte visto com uma luneta ou telescópio de médio porte

Uma modesta luneta de 50 a 60 mm com aumentos de 50 a 60 vezes, será suficiente para observação da calota polar, como um ponto branco muito protuberante sobre a borda do disco avermelhado do planeta. Só com um instrumento de 100 mm de abertura será possível acompanhar as variações da calota e visualizar as manchas na superfície do planeta. Com um instrumento de 15 a 20 cm de abertura, será possível o estudo da calota polar e o reconhecimento de quase todas as configurações da superfície de Marte.

Observação de asteróides

Existem duas maneiras de se observarem os asteróides: visualmente e por fotografia. O primeiro caso não envolve mistério algum bastando seguir esta orientação: determinar a área do céu em que as efemérides (efeméride: tabela que fornece, em intervalos de tempo regularmente espaçados, as coordenadas que definem a posição de um astro) que assinalem a presença de algum asteróide. Confrontando o campo de visão com o mapa estelar, constata-se que o planetóide procurado é precisamente a “estrela” que não se encontra no mapa.

A observação telescópica direta com instrumentos de amadores é muito precária e não mostra nem o disco de Ceres, que subtende um ângulo de somente 0,7 segundo. Para uma observação mais profunda, o método fotográfico constitui a melhor solução, pois amplia o campo de investigação. Uma teleobjetiva de 300 mm alcança asteróides de magnitude 13, ao passo que um de 200 mm detecta asteróides de magnitude 15.

Observação de “estrelas cadentes” e “chuvas de meteoros”

Quando estamos observando o céu vemos estrias luminosas que atravessam o céu rapidamente, o fenômeno dura algumas frações de segundo, e é popularmente conhecido como “estrela cadente” , trata-se de um “meteoro” luminoso, meteoro é qualquer fenômeno atmosférico, como chuva, vento, granizo, etc.. Ocorre quando um fragmento de matéria proveniente do espaço penetra na atmosfera terrestre. Ao atravessar a parte da atmosfera, essas pequenas partículas se aquecem, devido ao atrito com o ar, tornando-se luminescentes.

Ao contrário do que muitos podem pensar, a melhor maneira de observar essas quedas de meteoros é com a vista desarmada, uma vez que o campo visual abrange 180 graus.

A terminologia para designar esses corpos celestes, que muitas pessoas confundem, deve ser entendida assim: define-se como “meteoro” o fenômeno luminoso; “meteorito” constitui a partícula ou fragmento que consegue chegar ao solo; e “meteoróide” é o mesmo fragmento quando situado no espaço antes de a Terra encontrar sua órbita.

Observação de cometas


Cometa registrado em fotografias de longo tempo de exposição

Um cometa tem sempre uma aparência difusa e a maioria dos cometas têm brilho fraco, aspecto esférico e não apresentam cauda. Cometas com até magnitude 7 são visíveis a olho nu, com magnitude entre 7 e 11 podem ser observados com um binóculo e além disso só podem ser visualizados com telescópios de grande abertura ou ainda só aparecem em fotografias de longo tempo de exposição.

Ao contrário da observação à vista desarmada, que permite uma visualização panorâmica de todo o cometa, com um binóculo será possível observar suas particularidades. Os melhores binóculos para observação de cometas são 7x50 e 10x50 que possuem grande campo de visão. Os telescópios devem ter grande abertura, 150 mm ou mais, será aconselhável utilizar uma ocular de pequeno aumento, ou seja, de grande distância focal.

Observação Júpiter

Júpiter visto com luneta ou telescópio
Júpiter visto com luneta ou telescópio

Depois de Vênus, Júpiter é o planeta mais fácil de ser identificado, em virtude de seu brilho. Por outro lado, depois da Lua, é o astro mais fácil de ser estudado através de uma luneta, pois seu diâmetro aparente é suficiente para que se observe, com um modesto instrumento, os principais detalhes de seu disco. Um binóculo permite visualizar os quatro principais satélites de Júpiter.

Júpiter apresenta, visto de um telescópio, numerosas faixas paralelas ao equador. As listras escuras recebem o nome de faixas; as luminosas ou claras são chamadas de zonas.

Observação de Saturno

Saturno visto com luneta ou telescópio
Saturno visto com luneta ou telescópio

Saturno é sem dúvida o mais belo e interessante dos planetas. Quem o observa com um bom telescópio dificilmente deixa de ficar fascinado pelo espetáculo oferecido pelo globo e seus anéis. A utilização de binóculos para observação de Saturno não mostra detalhes do planeta, no máximo pode permite observar o formato ovalado do planeta devido aos anéis. Com uma luneta de 60 mm de diâmetro já se vê os anéis, mas só a partir de 150 mm de abertura será possível ver divisões nos anéis e faixas muito tênues no globo.

Observação de Urano

Não é preciso um instrumento muito potente para se perceber o disco de Urano. Um telescópio refrator de 80 mm já o define, cinza esverdeado muito pequeno. Alguns observadores afirmam que o disco se torna bem perceptível com uma ampliação de apenas 40 vezes.

Para se avistarem detalhes do disco, porém, o aumento requerido chega a 500 vezes, com abertura de pelo menos 250 mm. Dessa forma, Urano surge bem nítido. Percebem-se, então, paralelas ao equador, faixas semelhantes às de Júpiter e Saturno, que pouco contrastam com o resto do disco, devido ao fraco brilho do planeta.

Observação de Netuno

Netuno aparecerá como um astro de magnitude 7,6. O astrônomo amador poderá, entretanto, acompanhar com prazer o seu lento movimento entre as estrelas com o auxílio de um binóculo.

Aos instrumentos de grande potência o corpo achatado de Netuno revelará apenas faixas semelhantes às de Júpiter e Saturno, embora com um aumento de 150 a 200 vezes seja possível reconhecer o pequeno disco de aspecto planetário entre as estrelas. Um telescópio de 250 mm permitirá observar o satélite Tritão.

Observação de Plutão

Será necessária pelo menos uma objetiva de 250 a 300 mm de abertura para observar Plutão como uma fraca estrela de magnitude 14,5. A fotografia registrará sua imagem se observado com um refrator de 100 mm e f/4,5 ou f/6,3 numa exposição de uma hora com um filme muito sensível.

Observação de eclipses solares

Eclipse tal como é visto a olho nu
Eclipse tal como é visto a olho nu

As fases sucessivas de um eclipse parcial e anular do Sol podem ser acompanhados a olho nu, com o cuidado de se proteger a vista com um vidro de soldador n.º 14, utilizado em máscaras de soldador. Na fase de totalidade no caso do eclipse total do Sol é possível observar o eclipse sem qualquer proteção. Se for utilizado um telescópio para observação do eclipse, isso deve ser feito apenas por meio de projeção.

Observação de eclipses lunares

Eclipse tal como é visto a olho nu
Eclipse tal como é visto a olho nu

Para observar um eclipse lunar com o auxílio de um telescópio convém utilizar a ocular de mais fraco aumento, para obter, se possível, uma imagem de toda a Lua num mesmo campo de visão. A observação de um eclipse lunar com um binóculo também proporciona resultados muito bons.

Observação de estrelas duplas

Podemos encontrar muitas estrelas que parecem estar muito próximas umas das outras, são as chamadas estrelas duplas. As duplas podem estar muito próximas uma da outra, isto é, uma estrela orbita outra estrela ou podem ser duplas por paralaxe, isto é, uma esta muito mais distante que a outra, mas se encontram quase na mesma direção, quase na mesma linha de mira.

Para observar uma estrela dupla o ideal é utilizar um telescópio, uma pequena luneta já permite identificar muitas delas. Quanto maior a abertura do telescópio maior será seu poder de resolução, ou seja, maior será sua capacidade de separar estrelas duplas cuja distância angular é muito pequena, desse modo os telescópios de grande abertura facilitam a observação de estrelas duplas.

Observação de nebulosas, aglomerados de estrelas e galáxias

Abaixo você pode ver como nebulosas, aglomerados de estrelas e galáxias aparecem em fotografias de longo tempo de exposição.


M42 Nebulosa e Aglomerado Aberto

A observação de nebulosas requer telescópios de grande luminosidade, isto é, grande abertura, distância focal pequena e pequenos aumentos, isso também é válido para aglomerados globulares, aglomerados abertos e galáxias. Os binóculos também se prestam para observação desses objetos.

A nebulosa de melhor visibilidade é M42, a Grande Nebulosa de Orion, é a mais fácil de se observar e fotografar, quando observa por um telescópio apresenta aparência de uma nuvem esbranquiçada e nas fotografias aparece vermelha devido a emissão de radiação eletromagnética na faixa do infra vermelho.

Uma nebulosa também pode emitir ultra violeta, que não é visível e também é difícil de registrar em filmes fotográficos e além de tudo isso é absorvido pela atmosfera, quando registrado em fotografias dá aparência azulada a fotografia.

Nebulosas, galáxias e aglomerados globulares têm aparência difusa e apresentam fraco brilho, aglomerados globulares são conjuntos formados por centenas de estrelas e de aspecto esférico. Objetos difusos são melhor percebidos em fotografias de longo tempo de exposição.


M31
Galáxia

A observação de nebulosas requer telescópios de grande luminosidade, isto é, grande abertura, distância focal pequena e pequenos aumentos, isso também é válido para aglomerados globulares, aglomerados abertos e galáxias. Os binóculos também se prestam para observação desses objetos.

A nebulosa de melhor visibilidade é M42, a Grande Nebulosa de Orion, é a mais fácil de se observar e fotografar, quando observa por um telescópio apresenta aparência de uma nuvem esbranquiçada e nas fotografias aparece vermelha devido a emissão de radiação eletromagnética na faixa do infra vermelho.

Uma nebulosa também pode emitir ultra violeta, que não é visível e também é difícil de registrar em filmes fotográficos e além de tudo isso é absorvido pela atmosfera, quando registrado em fotografias dá aparência azulada a fotografia.

Nebulosas, galáxias e aglomerados globulares têm aparência difusa e apresentam fraco brilho, aglomerados globulares são conjuntos formados por centenas de estrelas e de aspecto esférico. Objetos difusos são melhor percebidos em fotografias de longo tempo de exposição.

Fonte: www.fernando.tavares.nom.br

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