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Oceanografia

Um dos profissionais-chave na equipe de recuperação da Baía da Guanabara – afetada pelo vazamento de óleo dos dutos da Petrobras, em março de 2000 – foi o oceanógrafo. Por conhecer profundamente os diferentes ecossistemas marinhos, esse especialista tem presença garantida em grupos multidisciplinares que trabalham com oceanos. Por isso mesmo, ninguém estranhou as dez vagas previstas para oceanógrafos no concurso da Petrobras deste ano, embora a profissão ainda não esteja regulamentada. “Esse profissional não se encarrega da exploração do petróleo. Mas da preservação da região em que o petróleo vai ser explorado, uma vez que essa atividade pode provocar alterações no meio ambiente marinho”, avisa Luiz Carlos Krug, coordenador do curso de Oceanologia d a Fundação Universidade do Rio Grande.

A preservação ambiental representa, portanto, um dos campos de atividades em expansão para o oceanógrafo. “Prefeituras de cidades litorâneas, por exemplo, começam a dar mais atenção ao meio ambiente”, diz Krug. O gerenciamento ambiental pode ser feito pelo oceanógrafo em grandes indústrias ou até mesmo como consultoria – nesse trabalho ele emite laudos e pareceres sobre o impacto de atividades humanas e industriais no ambiente marinho. Embora seja um campo em alta, a preservação ambiental é também a área onde os oceanógrafos encontram um dos grandes problemas da profissão: a concorrência com ecologistas e biólogos.

A aqüicultura é outra atividade promissora. A exemplo do que acontece com o cultivo de camarões no Nordeste brasileiro, outros Estados – Paraná e Santa Catarina – vêm investindo no cultivo de peixes. Além disso, proliferam os estabelecimentos “pesque e pague”, atividade de lazer que pode contar com a colaboração do oceanógrafo para a definição das espécies a serem criadas, seu manejo etc. O setor de educação ambiental – seja em secretarias de meio ambiente ou em escolas – também emprega oceanógrafos e as universidades necessitam de profissionais capacitados para atuar na pesquisa científica de reservas biológicas.

Uma ciência abrangente, a Oceanografia está dividida em quatro grandes ramos: física, geológica, química e biológica. A oceanografia física estuda as relações entre o mar e a atmosfera, o fenômeno das correntes marítimas e a influência das ondas e dos mares sobre os processos que ocorrem na costa. Na oceanografia química, o profissional analisa a composição e os nutrientes da água do mar e trabalha, entre outras coisas, para recuperar ambientes aquáticos degradados. A oceanografia biológica está voltada aos estudos da biodiversidade e ecossistemas marinhos, enquanto a oceanografia geológica pesquisa a composição do solo do fundo do mar e seus fenômenos geofísicos.

Geralmente, esses aspectos são estudados a partir do segundo ano do curso e, no quarto, são aplicados em disciplinas como tecnologia pesqueira, criação de pescado em água doce e salgada, gerenciamento ambiental etc. Há poucos cursos de graduação em oceanografia, no Brasil. E para quem se interessar pela área vai um aviso: a carreira faz parte da área de ciências exatas e não de biológicas, como muitos imaginam. Estuda-se biologia, sim, mas a carga de matemática (cálculo, álgebra, estatística etc.), física, química e geologia ensinadas no primeiro ano é grande – o que pode decepcionar os desavisados.

Duração média do curso

Quatro anos

A profissão

O oceanógrafo estuda os seres animais e vegetais, o ambiente e os processos marinhos. Coleta e interpreta informações sobre as condições físicas, químicas, biológicas e geológicas de lagos, rios, mares e oceanos. Analisa a composição da água e atua em projetos de saneamento de áreas costeiras, monitorando e gerenciando obras e instalações para a preservação ambiental. Desenvolve técnicas de exploração dos recursos naturais e minerais dos mares, e avalia os efeitos das atividade humanas sobre o ecossistema, buscando preservar a flora e a fauna oceânicas. Também supervisiona o cultivo de organismos aquáticos em cativeiro.

Características que ajudam na profissão

Interesse por atividades científicas, senso de observação, capacidade de análise, atenção para detalhes, gosto por atividades ao ar livre

Fonte: www1.uol.com.br

Oceanografia

Hoje em dia "Oceanógrafo" é um termo em que incluem-se cientistas que estudam os oceanos, engenheiros oceânicos e técnicos oceânicos.

Todos Cientistas que estudam os oceanos (cientistas do mar) investigam como os oceanos trabalham. Geralmente possuem uma graduação em Oceanografia ou podem ter estudado um dos campos fundamentais da ciência na graduação, como física, química, biologia ou geologia. A grande diferença entre estes dois tipos de Oceanógrafos é geralmente o ponto de vista (mas isso não deve sere levado como regra) ou seja, geralmente, um Oceanógrafo com graduação em Oceanografia vai aprender todas as áreas da oceanografia, tendo a capacidade de relaciona-las e trabalhar mais holisticamente com o mundo, já os cientistas que fizeram sua graduação em uma destas áreas fundamentais e depois fez pós-graduação em uma das áreas da Oceanografia, possuem um grande conhecimento em geralmente apenas uma área, o que torna seu trabalho grandioso, porém muito mais específico. Este último tipo é mais comum nas escolas Norte-americanas, enquanto que o primeiro nas escolas Européias, na Austrália e Brasil. Os cientistas do mar fazem medidas e amostras nos oceanos, obtém dados de sensoriamento remoto por satélites artificiais, fazem análises laboratoriais nas amostras coletadas, fazem experimentos laboratoriais, analisam dados e fazem simulações de fenômenos oceânicos com modelos numéricos em computadores.
Principais Áreas

A Oceanografia pode ser subdivida em quatro áreas principais: Oceanografia física, Oceanografia biológica, Oceanografia química e Oceanografia geológica e geofísica.

Oceanografia física

Se preocupa com o estudo das massas de água e as correntes oceânicas, como as massas de água são formadas, e as forças que dão forma e energia aos movimentos d´água como correntes e ondas. O estudo da interação de muitas formas de energia com os oceanos: Luz, radiação, calor, som e vento. Além disso estudam também a interação entre oceano e atmosfera, e na relação entre os oceanos, tempo e o clima, como no caso do estudo do el niño.

Oceanografia química

Estudam a distribuição e comportamento dos compostos químicos e as muitas interações químicas que ocorrem nos oceanos. As interações entre a energia solar, compostos atmosféricos, material orgânico e inorgânico dissolvido ou suspenso dos oceanos, a vida marinha e o fundo dos oceanos são estudados. Também investiga o impacto na química dos oceanos de substâncias naturais (como petróleo) e substâncias artificiais feitas pelo homem (como esgoto e poluição por componentes de origens diversas).

Oceanografia biológica

Procura descrever as mais diversas formas de vida dos oceanos, os padrões em suas densidades populacionais e no ambiente natural. Tenta compreender como que estes animais e plantas existem em complexas interrelações com outras formas de vida marinha, substâncias orgânicas e inorgânicas, e energia e fontes de energia na água do mar e no fundo dos oceanos. Também se interessam pelo impacto das modificações humanas no ambiente nestas comunidades oceânicas vivas.

Oceanografia geológica e geofísica

Entre diversas coisas, estuda a forma e o material do fundo dos oceanos. Tenta entender a origem dos sedimentos e rochas do fundo dos oceanos e as causas para os padrões os quais estes existem. Procuram relacionar suas observações a fenômenos tão diversos como o movimento de sedimentos suspensos por correntes nas águas dos oceanos, a criação de um novo fundo oceânico nas cadeias meso-oceânicas e o movimento das vastas placas tectônicas com suas crostas e continentes através dos milhões de anos, e a modificação do fundo dos oceanos por processos biológicos e interações químicas, assim como pressão e calor.

Os Oceanógrafos raramente trabalham em isolamento, conhecendo e trabalhando apenas em uma limitada especialidade. Muitos oceanógrafos são especialistas (como dito no início do texto) devido a grande diversidade de assuntos que são abordados dentro do termo Oceanografia. Inevitavelmente, um oceanógrafo tem de seguir uma das principais áreas pelo menos em uma grande parte de seu trabalho. O importante é que a visão de interdisciplinaridade do profissional seja grande, assim como deve ter sido sua formação. A distribuição de substâncias e propriedades, qualquer tipo de forma de vida, qualquer fenômeno ou reação que ocorre nos oceanos, estão intimamente relacionados, ou até mesmo controlados por diversos outros fatores nos oceanos. Portanto, para a compreensão de uma pequena parte do todo é necessário um conhecimento muito amplo, o qual um oceanógrafo pode ter uma visão disso, mas não conhecer tudo, o que é naturalmente impossível. Neste ponto aparece uma característica não só dos Oceanógrafos, mas de qualquer outro cientista que trabalhe com a natureza, o fato de ter de trabalhar em conjunto, geralmente com as pessoas das mais diversas áreas relacionadas, que possuem uma compreensão grande das pequenas partes, que quando juntas, expressam melhor (mas nunca exatamente) a natureza.

Os engenheiros oceânicos possuem funções muito importantes na Oceanografia. Eles continuam com suas tarefas usuais, como desenhar estruturas, mas o ambiente no qual eles desenham tem função no oceano. Por exemplo, o desenhista de uma ponte para ficar de pé no fundo do oceano sobra a plataforma continental longe da costa para suportar um equipamento de perfuração de procura de óleo pode ter muitos dos mesmos procedimentos de desenho que podem ser usados pra projetar uma torre como esta em terra. Entretanto, o engenheiro que estiver desenhando esta estrutura pode ter de adicionar ou modificar uma série de estruturas nesta torre para suportar as forças das correntes, corrosão pela água marinha, fouling por organismos marinhos (cracas, por exemplo, que formam crostas em tubulações) e outros fatores similares. tais engenheiros também projetam equipamentos e procedimentos para serem usados na aquisição de medidas oceanográficas. Este trabalho é mais eficiente se feito em cooperação a oceanógrafos das mais diversas áreas. São tais engenheiros os responsáveis por aplicar a tecnologia de ponta nos estudos oceanográficos. Muitas vezes estes engenheiros oceânicos estão diretamente ligados à pesquisa oceanográfica, como estudos de hidrodinâmica e dinâmica de sedimentos no fundo dos oceanos.

Os técnicos em oceanografia são vitais para os estudos oceanográficos. São responsáveis pela preparação e calibração dos equipamentos, medições e amostragens no mar, manutenção e reparos dos equipamentos, e processamento dos dados. Tais técnicos geralmente são bacharéis em alguma área específica, ou possuem treinamento especializado.

Apesar de muitos oceanógrafos possuírem seu treinamento inicial em uma das áreas básicas da ciência ou em engenharia, muitos vem de áreas diversas, como matemática e meteorologia. Portanto diversas oportunidades de trabalho existem envolvendo os oceanos por fora do campo de trabalho que é a oceanografia. Advogados, administradores, cientistas sociais, economistas, especialistas em recreação, transporte, alimento, remédios, defesa e esgotos podem e contribuem para o conhecimento e uso dos oceanos.

Fonte: www.oceanografiaonline.com

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