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Oftálmica

Esse tecnólogo aplica exames oculares complementares para ajudar o oftalmologista na prevenção, no tratamento e no diagnóstico de problemas e alterações dos olhos e da visão. Opera equipamentos de fotografia, ultra-sonografia ocular para medir a percepção e a amplitude visual, o desempenho de cada um dos olhos e a capacidade de identificação das cores. Trabalha sob a supervisão de um oftalmologista, em consultórios e clínicas especializadas. Também é possível atuar em unidades hospitalares de cirurgia ocular.

MERCADO DE TRABALHO

O tecnólogo encontra trabalho em setores dedicados ao tratamento das doenças oculares de grandes hospitais, clínicas e consultórios especializados. Em parceria com o oftalmologista, faz instrumentação em cirurgias oculares e realiza exames como retinografia e tomografia. Empresas de equipamentos oftalmológicos, como Alcon, também costumam contratá-lo. Os estados de São Paulo e do Rio de Janeiro e a cidade de Brasília, no Centro-Oeste, são os melhores mercados, embora existam vagas no interior do país. O profissional pode ainda optar pela carreira acadêmica depois da pós-graduação.

O CURSO

Os estudos começam com disciplinas básicas da área da saúde, como anatomia, fisiologia endócrina e neurofisiologia, que fornecem os conhecimentos fundamentais sobre o corpo humano. Do núcleo específico fazem parte matérias como instrumentação cirúrgica oftalmológica, morfofisiologia da visão e óptica clínica. O currículo abrange disciplinas que fornecem ao aluno o conhecimento técnico e operacional dos aparelhos oftalmológicos e a habilidade no seu manuseio. Na Unifesp, em São Paulo, boa parte do curso é dedicada às atividades práticas. Cerca de metade da carga horária é cumprida em seminários e estágios. Além disso, desde o início do curso, o estudante pode participar de atividades de iniciação científica.

Duração média

Três anos.

Fonte: www.cemab.com.br

Oftálmica

Oftalmologista

O que é ser um oftalmologista?

O oftalmologista é o médico que estuda, diagnostica e trata doenças do sistema visual. Esta especialidade médica dedica-se ao estudo e tratamento das doenças e erros de refração apresentados pelo olho, trabalho este também realizado por optometristas. Este médico é capacitado para o tratamento médico e cirúrgico de todas as doenças oculares.

Quais as características necessárias para ser um oftalmologista?

Para ser um oftalmologista, além de todo o conhecimento adquirido na faculdade de medicina, as características abaixo são interessantes para o profissional desta área:

gosto pela medicina e pelas ciências biológicas
capacidade de observação
capacidade de organização
responsabilidade
metodologia
facilidade para lidar com as pessoas
pró-atividade
dinâmica
sensibilidade
paciência
disponibilidade permanente para o estudo
autocontrole

Qual a formação necessária para ser um oftalmologista?

Para ser um oftalmologista é necessário possuir diploma de curso superior em Medicina, com duração de seis anos, e posterior especialização (equivalente à pós-graduação) e residência na área de Oftalmologia de alguma instituição de saúde, de no mínimo dois anos ou realizar estágio em instituição reconhecida, com duração de três anos. É imprescindível que o curso escolhido seja de qualidade e reconhecido pelo MEC (Ministério de Educação e Cultura). O curso de Medicina engloba matérias como: anatomia e fisiologia dos diferentes sistemas do corpo humano, biologia, bioquímica, biologia molecular, genética, patologia, medicina preventiva, farmacologia, epidemiologia, psicologia médica, ente muitas outras matérias que tratam de todos os sistemas do corpo e especializações da medicina. É importante que o profissional se atualize constantemente por meio de cursos, congressos, palestras e workshops, para se manter sempre informado sobre novos métodos e técnicas de tratamentos e diagnóstico.

Principais atividades

realizar consultas

fazer perguntas sobre a história familiar

pesquisar os hábitos e condições de vida do paciente

acompanhar o desenvolvimento de doenças

examinar o funcionamento do sistema ocular

realizar o exame "para óculos": exame que avalia não só da saúde ocular, mas também da saúde de todo o organismo, e este exame permite a detecção precoce de doenças que oportunamente tratadas evitam a perda funcional do olho

verificar queixas, dores de cabeça

receitar óculos ou lentes de contato apropriados para compensar a falta de vista, e pelo tratamento das mesmas

solicitar exames detalhados

prescrever tratamentos adequados em cada caso e correções para os distúrbios da visão

acompanhar o tratamento, verificando melhora do quadro clínico e mudanças necessárias no método de tratamento

acompanhar tratamentos mais específicos com outros médicos

realizar cirurgias

Áreas de atuação e especialidades

O oftalmologista trabalha na área clínica ou hospitalar, seja da rede pública ou privada.

Algumas das principais sub-especialidades que este profissional pode seguir:

Oftalmo-pediatria

É a área voltada para o tratamento e acompanhamento da saúde ocular infantil

Plástica ocular
Doenças orbitárias
Doenças das vias lacrimais
Estrabismo
Glaucoma
Catarata
Retina
Cirurgia refrativa
Oftalmoacupuntura

Mercado de Trabalho

O mercado de trabalho para o profissional da saúde sempre é amplo. A precariedade da saúde pública faz com que haja constante necessidade de profissionais para servir a população. A rede particular também demanda muitos profissionais, principalmente na área de estudos e pesquisas. O importante para se destacar no mercado é a constante atualização por meio de cursos, pois a área da saúde apresenta grande campo de trabalho e especializações sempre são um diferencial.

Curiosidades

A oftalmologia foi um dos primeiros ramos da medicina a ser tratado como especialidade independente. Os antigos egípcios já estudavam o órgão da visão, mas a oftalmologia clínica começou realmente com os gregos. Hipócrates e seus alunos estudaram minuciosamente as doenças oculares. Datam dessa época as primeiras descrições anatômicas do olho. A oftalmologia romana foi herdeira direta da medicina grega e, particularmente, da escola de Alexandria. Entre os árabes, teve grande importância a obra Dez tratados sobre o olho, de Hunayn ibn Ishaq.

Na Idade Média, a oftalmologia era praticada principalmente de forma itinerante, por indivíduos com conhecimentos rudimentares sobre o assunto. No século XVII, os progressos na área se aceleraram. Kepler, Descartes e Christoph Scheiner descobriram as características da refração ocular, em especial a acomodação e a inversão da imagem retiniana. No século XVIII, descobriu-se que o cristalino era a sede da catarata. Outros progressos cirúrgicos realizaram-se no mesmo século: o primeiro cateterismo das vias lacrimais foi feito em 1714 por Dominique Anel, e em 1737 John Taylor praticou a primeira intervenção cirúrgica para corrigir o estrabismo. As primeiras descrições de deficiências visuais incluíam o glaucoma (1750), a cegueira noturna (1767), a cegueira para as cores (1794) e o astigmatismo (1801).

O primeiro curso formal de oftalmologia foi ministrado na Universidade de Göttingen, em 1803, dois anos antes de ser aberta a primeira clínica de olhos, com ênfase no ensino. A invenção do oftalmoscópio (1851), aparelho que serve para observar o interior do olho, atribuída a Hermann Von Helmholtz, permitiu relacionar deficiências visuais a estados patológicos internos. Os avanços ópticos obtidos pelo médico holandês Frans Cornelis Donders, em 1864, permitiram criar o moderno sistema de prescrição e adaptação de óculos para deficiências visuais específicas.

A primeira metade do século XX foi marcada por inovações no campo cirúrgico, como a criada por Jules Gonin para corrigir o descolamento de retina. Allvar Gullstrand e Alfred Vogt inventaram uma lâmpada que permite observações microscópicas do segmento anterior do olho (córnea, íris e outros componentes). Após a segunda guerra mundial, os progressos se aceleraram. Novos métodos de exame, como o eletrorretinograma, a ecografia, a gonioscopia e a tonografia eletrônica, forneceram diagnósticos mais seguros. Os avanços se deram principalmente no campo da prevenção de doenças oculares por meio da realização de exames regulares e do tratamento precoce de deficiências visuais congênitas. Criaram-se também os bancos de olhos, que facilitaram a obtenção de córneas para transplantes.

No final do século XX, as técnicas microcirúrgicas obtiveram resultados satisfatórios em intervenções antes complexas, como a queratoplastia (cirurgia plástica da córnea) e a goniotomia, operação que possibilita a correção do glaucoma em grande número de casos. Entre os progressos mais notáveis da moderna oftalmologia estão também os métodos de colocação de lentes acrílicas na córnea e as cirurgias corretivas que utilizam ecografia e raios laser.

Fonte: www.brasilprofissoes.com.br

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