
No início da segunda metade deste século, os grandes centros urbanos já estavam recuperados dos danos causados pela Segunda Guerra Mundial, a indústria já com sua capacidade de produção redobrada e neste contexto social ganha força a expressão artística conhecida como Op-Art, uma abreviatura de Optical Art ou ainda Arte Ótica.
O termo foi usado pela primeira vez em 1964 na revista americana Time e relaciona-se com sensações puramente visuais. Normalmente a crítica considera a Op-Art uma derivação da Arte Cinética (esculturas movidas a motores, a mão e posteriormente correntes de ar) pois as pesquisas de sugestões do movimento a partir das sensações ópticas desenvolveram-se principalmente na década de 60.

É um tipo de pintura, desenho ou obra tridimensional que se apoia nos estudos da percepção visual. Apresentam diferentes figuras geométricas, em preto e branco (melhores obras) ou coloridas que combinadas de tal forma provocam no espectador as sensações de movimento, suas cores e formas se movem pelos efeitos óticos (as cores com freqüências de ondas muito distantes não são captadas simultaneamente pelo olho humano, ocorre então uma excitação e a acomodação da retina, dando sensação ótica de movimento rápido da superfície) permitindo ao espectador participar efetivamente, tendo uma ilusão de movimento. Além disso, se o observador mudar de posição, terá a impressão de que a obra se modifica, os traços se alteram e as figuras se movimentam formando um novo conjunto pictórico.

A obra não é vista como reflexão sobre a vida, mas uma ação sobre a vida.
Transmitindo sentimentos em simples fenômenos físicos da percepção visual ou em puras sensações óticas sem pretender interpretações subjetivas da natureza e do homem. Enfim, trata-se de uma arte que, da mesma forma que a vida contemporânea está em constante alteração.

Victor Vasarely
É o artista mais divulgado desta corrente. Partindo da pintura "suprematista" de Malevich, desenvolveu as noções de movimento e espaço-tempo na pintura , este movimento almejado por Vasarely era velocidade, mutação, uma das características do nosso tempo.
Em 1950 publicou o Manifesto pelo Movimento, suas idéias se inspiram na necessidade de uma arte capaz de satisfazer a massa, pois segundo ele, o quadro sobre cavalete era privilégio das elites e a massa ficava com a arte criada pela tecnologia industrial como o cinema, o rádio, a televisão.
Em lugar de se apreciar um único quadro, Vasarely era a favor de se apreciar cem quadros iguais, recriados em milhares de exemplares e difundidos nas creches, escolas, bibliotecas, moradias. São os chamados múltiplos, onde o valor da obra não reside na raridade do objeto, mas na raridade da qualidade de seu significado.
Fonte: www.she.art.br
A expressão op-art vem do Inglês optical art e significa arte óptica ¬ a arte que envolve o estudo da percepção.
Apesar de ter ganhado força na metade da década de 50, a Op Art passou por um desenvolvimento relativamente lento que culminou na década de 60.
Os artistas op usam formas geométricas como tema principal de seus trabalhos, incluindo composições simétricas, ilusionismo e discrepâncias ópticas.
A chamada
A expressão op-art vem do Inglês optical art e significa arte óptica ¬ a arte que envolve o estudo da percepção. Apesar de ter ganhado força na metade da década de 50, a Op Art passou por um desenvolvimento relativamente lento que culminou na década de 60. Os artistas op usam formas geométricas como tema principal de seus trabalhos, incluindo composições simétricas, ilusionismo e discrepâncias ópticas.
A chamada Arte Óptica não tem o ímpeto atual e o apelo emocional da Pop Art; parece, excessivamente cerebral e sistemática mais próxima das ciências do que das humanidades. Suas possibilidades parecem ser tão limitadas quanto as da ciência e tecnologia.
Entre as obras que alcançaram maior destaque, podemos citar: Mach-C, do artista Vassarely, e Pintura com Movimento Transformável, do artista Jacob Agam.
A Arte Óptica utiliza a repetição de formulários e de cores simples para criar efeitos vibrantes e um sentido exagerado de profundidade.
Toda a pintura é baseada em truques da percepção visual: perspectivas que criam uma ilusão do espaço tridimensional e de cores se misturando para dar a impressão de luz e sombra.
Fonte: www.acrilex.com.br