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Orientação Sexual

O que é orientação sexual?

Orientação sexual refere-se a um padrão persistente de emocional, romântico e / ou sexual atrações para homens, mulheres ou ambos os sexos. A orientação sexual também se refere à sensação de uma pessoa de identidade com base nessas atrações, comportamentos relacionados e participação em uma comunidade de pessoas que compartilham as atrações. Investigação ao longo de várias décadas, tem demonstrado que a orientação sexual varia ao longo de um continuum, de atração exclusiva para o outro sexo a atração exclusiva do mesmo sexo. No entanto, a orientação sexual normalmente é discutida em termos de três categorias: heterossexuais (tendo emocionais atrações, romântico ou sexual para os membros do outro sexo), gay / lésbica (tendo emocionais atrações, romântico ou sexual para os membros do próprio sexo) e bissexuais (tendo emocionais atrações, romântico, ou sexual para homens e mulheres). Esta gama de comportamentos e atrações tem sido descrita em várias culturas e nações em todo o mundo. Muitas culturas usam etiquetas de identificação para descrever pessoas que expressam essas atrações. Nos Estados Unidos, os rótulos mais freqüentes são lésbicas (mulheres atraídos por mulheres), gays (homens atraídas por homens) e bissexuais (homens ou mulheres atraídas por ambos os sexos). No entanto, algumas pessoas podem usar diferentes rótulos ou nenhum.

Orientação sexual é diferente de outros componentes de sexo e gênero, incluindo o sexo biológico (as características anatômicas, fisiológicas e genéticas associadas com ser homem ou mulher), a identidade de gênero (o sentido psicológico do ser masculino ou feminino), * e papel social de gênero (as normas culturais que definem o comportamento feminino e masculino).

Orientação sexual é comumente discutido como se fosse apenas uma característica de um indivíduo, como o sexo biológico, a identidade sexo ou idade.

Esta perspectiva é incompleta, porque a orientação sexual é definida em termos de relações com os outros.

As pessoas expressam sua orientação sexual através de comportamentos com os outros, incluindo as ações simples como de mãos dadas ou se beijando.

Assim, a orientação sexual está intimamente ligada aos relacionamentos pessoais íntimos que atendam às necessidades sentidas por amor, apego e intimidade.

Além de comportamentos sexuais, esses títulos incluem afeto físico não sexual entre os parceiros, objetivos e valores compartilhados, apoio mútuo e compromisso contínuo. Portanto, a orientação sexual não é apenas uma característica pessoal dentro de um indivíduo.

Pelo contrário, a orientação sexual define o grupo de pessoas em que é provável encontrar a satisfação e realização relacionamentos românticos que são um componente essencial da identidade pessoal para muitas pessoas um.

Como as pessoas sabem se eles são gays, lésbicas ou bissexuais?

De acordo com o entendimento científico e profissional atual, as atrações principais que formam a base para a orientação sexual adulto surgem tipicamente entre meia infância e início da adolescência. Estes padrões de atração sexual, romântico, emocional e pode surgir sem qualquer experiência sexual anterior.

As pessoas podem ser celibatária e ainda conhecer a sua orientação sexual - seja lésbica, gay, bissexual ou heterossexual.

Lésbica diferente, gays e bissexuais têm experiências muito diferentes em relação à sua orientação sexual. Algumas pessoas sabem que são gays, lésbicas, bissexuais ou por um longo tempo antes que eles realmente buscar relacionamentos com outras pessoas. Algumas pessoas se envolver em atividade sexual (com pessoas do mesmo sexo e / ou parceiros de outro sexo) antes de atribuir um rótulo claro a sua orientação sexual. Preconceito e discriminação tornam difícil para muitas pessoas a entrar em acordo com suas identidades de orientação sexual, alegando que uma lésbica, gay, bissexual ou identidade pode ser um processo lento.

O que leva uma pessoa a ter uma orientação sexual particular?

Não há consenso entre os cientistas sobre as razões exatas que um indivíduo desenvolve um bissexual orientação heterossexual, gay ou lésbica. Apesar de muita pesquisa analisou as possíveis influências genéticas, hormonais, de desenvolvimento, social e cultural sobre a orientação sexual, não houve descobertas surgiram de que os cientistas permitem concluir que a orientação sexual é determinada por qualquer fator ou fatores particular. Muitos pensam que a natureza e cultivar as duas funções complexas do jogo, a maioria das pessoas experimentam pouco ou nenhum senso de escolha sobre sua orientação sexual.

Qual o papel que o preconceito ea discriminação brincar na vida das pessoas lésbicas, gays e bissexuais?

Lésbicas, gays e bissexuais nos Estados Unidos encontram extensa preconceito, discriminação e violência por causa de sua orientação sexual. Prejuízo intensa contra lésbicas, gays e bissexuais foi generalizada em grande parte do século 20. Estudos de opinião pública ao longo dos anos 1970, 1980 e 1990 rotineiramente mostrou que, entre os grandes segmentos da população públicas, lésbicas, gays, bissexuais e foram alvo de atitudes negativas fortemente arraigadas. Mais recentemente, a opinião pública cada vez mais contra a discriminação por orientação sexual, mas expressões de hostilidade contra lésbicas e gays continuam a ser comuns na sociedade norte-americana contemporânea. Preconceito contra bissexuais parece existir em níveis comparáveis.

Na verdade, as pessoas bissexuais podem enfrentar discriminação de algumas pessoas gays e lésbicas, bem como de pessoas heterossexuais.

Discriminação por orientação sexual assume muitas formas. Grave preconceito antigay se reflete na alta taxa de assédio e violência direcionada para pessoas lésbicas, gays e bissexuais na sociedade americana. Inúmeras pesquisas indicam que o assédio e abuso verbal são experiências quase universais entre as pessoas lésbicas, gays e bissexuais. Além disso, a discriminação contra as pessoas lésbicas, gays, bissexuais e no emprego e habitação parece permanecer generalizada.

A pandemia do HIV / SIDA é outra área em que o preconceito ea discriminação contra lésbicas, gays e bissexuais tiveram efeitos negativos. Logo no início da pandemia, a hipótese de que o HIV / AIDS é uma "doença gay" contribuiu para o atraso no tratamento da enorme convulsão social que a AIDS iria gerar.

Homens gays e bissexuais foram desproporcionalmente afetados por esta doença. A associação do HIV / AIDS com homens gays e bissexuais ea crença incorreta de que algumas pessoas considerou que todos os homens gays e bissexuais foram infectados servido para estigmatizar ainda mais as pessoas lésbicas, gays e bissexuais.

Qual é o impacto psicológico de preconceito e discriminação?

Preconceito e discriminação têm impacto social e pessoal. No plano social, o preconceito ea discriminação contra as pessoas lésbicas, gays, bissexuais e são refletidas nos estereótipos comuns dos membros desses grupos. Esses estereótipos persistem, embora eles não são apoiadas por provas, e elas são muitas vezes utilizados para justificar o tratamento desigual de pessoas lésbicas, gays e bissexuais. Por exemplo, as limitações de oportunidades de emprego, pais e reconhecimento de relacionamento são muitas vezes justificadas por suposições estereotipadas sobre lésbicas, gays e bissexuais.

Em um nível individual, como o preconceito ea discriminação também pode ter consequências negativas, especialmente se as pessoas lésbicas, gays, bissexuais e tentar esconder ou negar a sua orientação sexual. Apesar de muitos gays e lésbicas aprender a lidar com o estigma social contra a homossexualidade, este padrão de preconceito podem ter sérios efeitos negativos sobre a saúde e bem-estar. Indivíduos e grupos podem ter o impacto do estigma reduzida ou agravada por outras características, tais como raça, etnia, religião ou deficiência. Algumas pessoas lésbicas, gays, bissexuais e pode enfrentar menos de um estigma.

Para outros, raça, sexo, religião, deficiência, ou outras características podem agravar o impacto negativo do preconceito e da discriminação.

O preconceito generalizado, a discriminação ea violência a que lésbicas e gays são muitas vezes sujeitos são preocupações importantes de saúde mental.

Preconceito sexual, discriminação por orientação sexual e violência antigay são as principais fontes de estresse para as pessoas lésbicas, gays e bissexuais.

Embora o apoio social é fundamental para lidar com o stress, as atitudes antigay e discriminação pode tornar difícil para as pessoas lésbicas, gays, bissexuais e para encontrar esse apoio.

A homossexualidade é uma doença mental?

Não, orientações lésbicas, gays e bissexuais não são doenças. A investigação não encontrou nenhuma associação inerente entre qualquer uma destas orientações sexuais e psicopatologia. Tanto o comportamento heterossexual e comportamento homossexual são aspectos normais da sexualidade humana.

Ambos foram documentados em diversas culturas e épocas históricas. Apesar da persistência de estereótipos que retratam pessoas lésbicas, gays, bissexuais e como perturbado, várias décadas de pesquisa e experiência clínica levaram todas as principais organizações médicas e de saúde mental no país a concluir que estas orientações representam formas normais da experiência humana. Relações lésbicas, gays e bissexuais são formas normais de ligação humana.

Portanto, essas organizações tradicionais há muito tempo abandonado classificação da homossexualidade como um transtorno mental.

E quanto a terapia pretende mudar a orientação sexual de gays para em linha reta?

Todas as grandes organizações nacionais de saúde mental têm manifestado oficialmente preocupações sobre as terapias promovidas para modificar a orientação sexual. Até o momento, não houve nenhuma pesquisa científica adequada para demonstrar que a terapia que visa mudar a orientação sexual (às vezes chamado de terapia reparadora ou de conversão) é seguro ou eficaz. Além disso, parece provável que a promoção de terapias de mudança reforça estereótipos e contribui para um clima negativo para as pessoas lésbicas, gays e bissexuais. Este parece ser mais provável para as pessoas lésbicas, gays e bissexuais que crescem em ambientes religiosos mais conservadores.

Respostas úteis de um terapeuta tratar um indivíduo que está preocupado com ela ou sua atração pelo mesmo sexo incluem ajudando a pessoa a lidar ativamente com os preconceitos sociais contra a homossexualidade, resolver com êxito problemas associados e resultantes de conflitos internos, e ativamente levar uma vida feliz e satisfatória. Organizações profissionais de saúde mental chamar os seus membros a respeito de uma pessoa (cliente de) direito à auto-determinação, ser sensível a corrida do cliente, cultura, etnia, idade, gênero, identidade de gênero, orientação sexual, religião, situação socioeconômica, idioma e estado de incapacidade quando se trabalha com esse cliente e eliminar preconceitos com base nesses fatores.

O que é "sair do armário" e por que é importante?

A expressão "sair do armário" é usado para se referir a vários aspectos das experiências das pessoas lésbicas, gays e bissexuais: auto-consciência de atração pelo mesmo sexo, a narração de uma ou algumas pessoas sobre essas atrações, ampla divulgação do mesmo atrações sexuais e identificação com a comunidade lésbica, gay e bissexual. Muitas pessoas hesitam em sair por causa dos riscos de prejuízo reunião e discriminação. Alguns optam por manter sua identidade em segredo, alguns optam por sair em circunstâncias limitadas, alguns decidem sair de forma muito pública.

Sair do armário é muitas vezes um passo psicológico importante para as pessoas lésbicas, gays e bissexuais. A pesquisa mostrou que o sentimento positivamente sobre sua orientação sexual e integrando-os em sua vida promove um maior bem-estar e saúde mental. Essa integração muitas vezes envolve a divulgação da identidade de um para os outros, mas também pode envolver a participação da comunidade gay. Ser capaz de discutir a orientação sexual com outras pessoas também aumenta a disponibilidade de apoio social, o que é crucial para a saúde mental eo bem-estar psicológico. Como heterossexuais, lésbicas, gays, bissexuais e pessoas se beneficiam de poder compartilhar suas vidas com e receber apoio da família, amigos e conhecidos. Assim, não é de estranhar que as lésbicas e gays que sentem que devem esconder sua orientação sexual relatam problemas de saúde mentais mais freqüentes do que os gays e lésbicas que estão mais abertos, eles podem até ter mais problemas de saúde física.

E sobre orientação sexual e saindo durante a adolescência?

A adolescência é um período em que as pessoas separar de seus pais e familiares e começar a desenvolver autonomia. A adolescência pode ser um período de experimentação, e muitos jovens podem questionar seus sentimentos sexuais. Tornar-se consciente dos sentimentos sexuais é uma tarefa de desenvolvimento normal da adolescência. Às vezes, os adolescentes têm sentimentos do mesmo sexo ou experiências que causam confusão sobre sua orientação sexual.

Esta confusão parece diminuir ao longo do tempo, com resultados diferentes para pessoas diferentes.

Alguns adolescentes desejam e se envolver em comportamento do mesmo sexo, mas não se identificam como lésbicas, gays, bissexuais ou, às vezes, por causa do estigma associado com uma orientação não heterossexuais. Alguns adolescentes experimentam contínuas sentimentos de atração pelo mesmo sexo, mas não se envolver em qualquer atividade sexual ou pode se envolver em comportamento heterossexual por diferentes períodos de tempo. Por causa do estigma associado com atração pelo mesmo sexo, muitos jovens experimentam a atração pelo mesmo sexo, durante muitos anos antes de se tornarem sexualmente ativos com parceiros do mesmo sexo ou divulgar suas atrações para os outros.

Para alguns jovens, este processo de explorar a atração pelo mesmo sexo leva a uma identidade lésbica, gay ou bissexual. Para alguns, reconhecendo esta identidade pode trazer um fim à confusão. Quando estes jovens recebem o apoio de pais e outras pessoas, eles são capazes de viver uma vida satisfatória e saudável e se mover através do processo normal de desenvolvimento do adolescente. Quanto mais jovem a pessoa é quando ela ou ele reconhece uma identidade não heterossexuais, os recursos menos internas e externas que ele ou ela é susceptível de ter. Por isso, os jovens que saem cedo são particularmente na necessidade de apoio dos pais e outros.

Os jovens que se identificam como lésbicas, gays, bissexuais ou podem ser mais propensos a enfrentar alguns problemas, inclusive sendo intimidado e ter experiências negativas na escola. Essas experiências estão associados com resultados negativos, tais como pensamentos suicidas, e atividades de alto risco, como sexo desprotegido e uso de álcool e drogas. Por outro lado, muitos jovens lésbicas, gays, bissexuais e parecem experimentar nenhum nível maior de riscos de saúde mental ou saúde. Quando ocorrem problemas, eles estão intimamente associados com as experiências de preconceito e discriminação em seus ambientes.

Apoio de pessoas importantes na vida do adolescente pode fornecer uma contrapartida muito útil para preconceito e discriminação.

Apoiar na família, na escola e na sociedade em geral ajuda a reduzir os riscos e promover o desenvolvimento saudável. Juventude precisa carinho e apoio, de forma adequada grandes expectativas, eo incentivo para participar ativamente com seus pares. Lésbica, a juventude gay, bissexual e que fazem bem, apesar de estresse, como todos os adolescentes que fazem bem, apesar de estresse tendem a ser aqueles que são socialmente competente, que tem boas habilidades de resolução de problemas, que têm um senso de autonomia e de propósito, e que olhar para o futuro.

Da mesma maneira, alguns jovens se presume ser lésbica, gay ou bissexual, porque eles não cumprem os papéis de gênero tradicionais (ie, as crenças culturais sobre o que é apropriado "masculino" e "feminino" aparência e comportamento). Se esses jovens se identificam como heterossexuais ou como lésbica, gay ou bissexual, eles encontram o preconceito ea discriminação com base na presunção de que eles são gays, lésbicas ou bissexuais. O melhor suporte para esses jovens é escolares e sociais climas que não toleram uma linguagem discriminatória e comportamento.

Em que idade deve lésbicas, jovens homossexuais, bissexuais ou sair?

Não há uma resposta simples ou absoluta para esta pergunta. Os riscos e benefícios de sair são diferentes para jovens em diferentes circunstâncias.

Alguns jovens vivem em famílias onde o apoio a sua orientação sexual é clara e estável, esses jovens podem encontrar menos risco em sair, mesmo em uma idade jovem. Os jovens que vivem em famílias menos favoráveis podem enfrentar mais riscos em sair. Todos os jovens que vêm de fora podem ter preconceito, discriminação, ou mesmo a violência em suas escolas, grupos sociais, locais de trabalho e comunidades de fé. Famílias de apoio, amigos, e as escolas são buffers importantes contra os impactos negativos dessas experiências.

Qual é a natureza das relações de pessoas do mesmo sexo?

A pesquisa indica que muitas lésbicas e gays querem e têm um relacionamento afetivo. Por exemplo, os dados da pesquisa indicam que entre 40% e 60% dos homens gays e entre 45% e 80% das lésbicas estão atualmente envolvidos em um relacionamento romântico. Além disso, os dados do censo 2000 nos EUA indicam que dos 5,5 milhões de casais que viviam juntos, mas não casados, cerca de 1 em 9 (594.391) tiveram parceiros do mesmo sexo. Embora os dados do censo são quase certamente uma subestimação do número real de coabitação casais do mesmo sexo, eles indicam que há 301.026 homens das famílias do mesmo sexo e 293.365 do sexo feminino famílias do mesmo sexo nos Estados Unidos.

Estereótipos sobre as pessoas lésbicas, gays, bissexuais e têm persistido, apesar de estudos descobriram que eles sejam enganadoras. Por exemplo, um estereótipo é que as relações de lésbicas e gays são disfuncionais e infeliz. No entanto, estudos descobriram casais do mesmo sexo e heterossexuais para ser equivalente a outro em medidas de satisfação com o relacionamento e compromisso.

Um segundo estereótipo é que as relações de lésbicas, gays e bissexuais são instáveis. No entanto, apesar da animosidade social contra as relações do mesmo sexo, a pesquisa mostra que muitos gays e lésbicas formam relações duradouras. Por exemplo, os dados da pesquisa indicam que entre 18% e 28% dos casais de gays e entre 8% e 21% dos casais de lésbicas viveram juntos 10 anos ou mais. Também é razoável sugerir que a estabilidade dos casais do mesmo sexo pode ser melhorada se os parceiros de casais do mesmo sexo desfrutaram os mesmos níveis de apoio e reconhecimento de suas relações como os casais heterossexuais fazem, isto é, direitos legais e responsabilidades associados ao casamento.

Um terceiro equívoco comum é que as metas e os valores dos casais de lésbicas e gays são diferentes daqueles dos casais heterossexuais. De fato, a pesquisa constatou que os fatores que influenciam a satisfação com o relacionamento, compromisso e estabilidade são muito semelhantes para ambos os casais que coabitam pessoas do mesmo sexo e casais heterossexuais.

Muito menos pesquisa está disponível nas experiências de relacionamento de pessoas que se identificam como bissexuais. Se essas pessoas estão em um relacionamento do mesmo sexo, é provável que enfrentam o mesmo preconceito e discriminação que os membros de casais de gays e lésbicas enfrentam.

Se eles estão em uma relação heterossexual, suas experiências podem ser muito semelhantes aos de pessoas que se identificam como heterossexuais, a menos que eles escolhem para sair como bissexual e, nesse caso, provavelmente eles vão enfrentar alguns dos mesmos preconceitos e discriminação que gays e lésbicas indivíduos encontram.

Gays e lésbicas podem ser bons pais?

Muitos gays e lésbicas são pais, outros desejam ser pais. No censo 2000 nos EUA, 33% das mulheres casal do mesmo sexo famílias e 22% dos homens casal do mesmo sexo famílias relataram pelo menos uma criança com idade inferior a 18 anos que vivem na casa. Embora os dados comparáveis não estão disponíveis, muitas lésbicas solteiras e homens gays também são pais, e muitos casais do mesmo sexo são os pais a tempo parcial para crianças cuja residência principal é em outro lugar.

Como a visibilidade social e estatuto jurídico dos pais gays e lésbicas têm aumentado, algumas pessoas levantaram preocupações sobre o bem-estar das crianças dessas famílias. A maioria dessas questões são baseadas em estereótipos negativos sobre gays e lésbicas. A maioria das pesquisas sobre este tema pergunta se as crianças criadas por pais gays e lésbicas estão em desvantagem quando comparadas a crianças reaised por pais heterossexuais.

As perguntas e respostas a eles mais comuns são estes:

As crianças de pais gays e lésbicas têm mais problemas com a identidade sexual do que os filhos de pais heterossexuais? Por exemplo, é que estas crianças desenvolvem problemas de identidade de gênero e / ou no comportamento do papel de gênero? A resposta da pesquisa é clara: as identidades sexuais e de gênero (incluindo a identidade de gênero, comportamento papel de gênero e orientação sexual) desenvolver da mesma forma entre as crianças de mães lésbicas como eles fazem entre os filhos de pais heterossexuais. Poucos estudos estão disponíveis sobre filhos de pais homossexuais.

As crianças criadas por pais gays ou lésbicas têm problemas no desenvolvimento pessoal em outras áreas do que a identidade sexual? Por exemplo, os filhos de pais gays ou lésbicas mais vulneráveis ??ao colapso mental, é que eles têm mais problemas de comportamento, ou são menos psicologicamente saudável que as outras crianças? Mais uma vez, estudos de personalidade, auto-conceito, e problemas de comportamento mostram algumas diferenças entre filhos de mães lésbicas e filhos de pais heterossexuais. Poucos estudos estão disponíveis sobre filhos de pais homossexuais.

São filhos de pais gays e lésbicas possam ter problemas com relacionamentos sociais? Por exemplo, eles serão alvo de chacotas ou maltratadas por seus pares? Mais uma vez, as evidências indicam que as crianças de pais gays e lésbicas têm relações sociais normais com seus pares e adultos. O quadro que emerge a partir desta pesquisa mostra que filhos de pais gays e lésbicas desfrutar de uma vida social que é típico da sua faixa etária em termos de envolvimento com os colegas, pais, familiares e amigos.

São estas crianças mais susceptíveis de serem abusadas sexualmente por um dos pais ou por amigos ou conhecidos de um pai? Não há suporte científico para os temores sobre os filhos de pais gays ou lésbicas sendo abusadas sexualmente por seus pais ou de seus pais gay, lésbica ou bissexual amigos ou conhecidos.

Em resumo, a ciência social tem mostrado que as preocupações frequentemente levantadas sobre filhos de gays e lésbicas pais e preocupações que são geralmente baseadas em preconceito contra gay e estereótipos sobre as pessoas são infundadas. No geral, a pesquisa indica que os filhos de pais gays e lésbicas não diferem marcadamente dos filhos de pais heterossexuais em seu desenvolvimento, ajuste ou bem-estar geral.

O que as pessoas podem fazer para diminuir o preconceito ea discriminação contra lésbicas, gays e bissexuais?

Pessoas lésbicas, gays e bissexuais que querem ajudar a reduzir o preconceito ea discriminação pode ser aberto sobre sua orientação sexual, mesmo que eles tomar as precauções necessárias para ser o mais seguro possível. Eles podem examinar os seus próprios sistemas de crenças para a presença de estereótipos antigay. Eles podem fazer uso do lésbicas, gays, bissexuais e comunidade, bem como de apoio heterossexual pessoas de apoio.

Pessoas heterossexuais que queiram ajudar a reduzir o preconceito ea discriminação podem examinar sua própria resposta aos estereótipos e preconceito antigay.

Eles podem fazer um ponto de vir a conhecer pessoas lésbicas, gays e bissexuais, e eles podem trabalhar com indivíduos e comunidades para combater o preconceito ea discriminação de lésbicas, gays e bissexuais. Indivíduos heterossexuais são muitas vezes em uma boa posição para pedir a outras pessoas heterossexuais considerar a natureza prejudicial ou discriminatória de suas crenças e ações. Aliados heterossexuais pode incentivar políticas de não-discriminação, que incluem orientação sexual. Eles podem trabalhar para fazer sair a salvo. Quando lésbicas, gays, bissexuais e pessoas à vontade para tornar pública sua orientação sexual, os heterossexuais têm a oportunidade de ter contato pessoal com pessoas abertamente gays e percebê-los como indivíduos.

Estudos de preconceito, incluindo o preconceito contra gays, mostram consistentemente que o preconceito diminui quando os membros do grupo majoritário interagir com os membros de um grupo minoritário. De acordo com este padrão geral, uma das mais poderosas influências sobre a aceitação de gays 'heterossexuais está tendo contato pessoal com uma pessoa abertamente gay. Atitudes antigay são muito menos comuns entre os membros da população que têm um amigo ou membro da família que é gay ou lésbica, especialmente se a pessoa gay tem diretamente sair com a pessoa heterossexual.

Fonte: www.apa.org

Orientação Sexual

Organização Mundial de Saúde (OMS) preconiza a sexualidade como um aspecto do ser humano que não se pode separar dos outros aspectos da vida. Ela influencia nossos pensamentos, sentimentos e ações, bem como a saúde física e mental e, portanto, deve ser considerada um direito básico do ser humano. Sendo assim, a sexualidade é indissociável da educação, da saúde e da cidadania. A escola tem como responsabilidade prezar pela saúde de seus alunos e, sobretudo, formar cidadãos conscientes, críticos e responsáveis, tanto em uma dimensão individual quanto social. A educação sexual, no meio escolar, é um componente primordial para a construção desse cidadão, bem como na prevenção de agravos à saúde e à integridade física e mental dos estudantes, desconstruindo mitos, tabus e preconceitos.

Uma abordagem abrangente

Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), visando uma educação voltada para a construção da cidadania, propõem, em forma de temas transversais, a inclusão da orientação sexual no currículo escolar. Neles, a sexualidade é considerada como algo inerente à vida e à saúde e deve ser entendida como um processo de intervenção pedagógica, que tem como objetivo transmitir informações e problematizar questões a ela relacionadas, incluindo posturas, crenças, tabus e valores. A proposta de orientação sexual dos PCN caracteriza-se por trabalhar o esclarecimento e a problematização, a fim de favorecer a reflexão e a ressignificação das informações, emoções e valores recebidos e vividos no decorrer da história de cada um. Ela ressalta, ainda, a importância de se abordar a sexualidade não somente do ponto de vista biológico mas, principalmente, em relação aos seus aspectos sociais, culturais, políticos, econômicos e psíquicos.

Segundo os PCN, a orientação sexual deve fazer parte do Plano Político Pedagógico da escola, sendo desenvolvida de forma continuada por todas as disciplinas, não apenas com ações pontuais e/ou isoladas. Ela deve contribuir para a construção de seres livres, capazes de desenvolver e exercer sua sexualidade com prazer e responsabilidade, bem como para garantir o acesso à saúde, ao conhecimento e à informação, direitos fundamentais de todo cidadão. Contudo, pesquisas revelam que outra é a realidade encontrada em grande parte das instituições de ensino no Brasil. Apesar da visível e urgente necessidade de abordar o tema da sexualidade, deparamo- nos com instituições e/ou profissionais de educação que não se comprometem, não se importam e/ou não se sentem capazes ou à vontade para tratá-lo de forma adequada e aberta com seus alunos. A sexualidade, como um aspecto inerente ao ser humano, acompanha o indivíduo em cada fase da vida e se manifesta sob formas multifacetadas, portanto não é possível ignorar as diversas maneiras de expressá-la por parte de crianças e adolescentes no âmbito escolar. É através de comportamentos, que muitas vezes ignoramos, reprovamos, criticamos ou repreendemos, que o estudante expresse seus anseios, suas angústias, seus medos, suas necessidades e suas dúvidas sobre a sexualidade.

Por uma educação libertadora

O educador, atento às manifestações anteriormente citadas, pode, ainda, ajudar a criança e o adolescente a se prevenirem ou se libertarem de uma situação de violência ou de abuso sexual. Pois certas atitudes do estudante são como um grito de socorro, que grande parte dos educadores não consegue ouvir, devido aos preconceitos e à ignorância diante de determinados comportamentos relacionados sexualidade. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) trata o abuso sexual como uma violação dos Direitos Humanos e, segundo ele, a prevenção contra esse tipo de abuso deve acontecer por meio de um trabalho educativo global, enfocando a educação para a saúde sexual. Assim sendo, o educador compromissado com o processo educativo, precisa saber observar, diagnosticar e ajudar aqueles que se encontram em situação de vulnerabilidade. O ECA, no Artigo 245, afirma que é obrigação do professor e da instituição de ensino comunicar à autoridade competente os casos de que tenham conhecimento, envolvendo suspeitas ou confirmação de maus-tratos contra criança ou adolescente.

O não cumprimento implica pena de multa de três a 20 salários mínimos, ou o dobro, em caso de reincidência. A escola deve estar preparada para apreender e compreender todas as manifestações do educando, a fim de orientá-lo em suas buscas, ajudá-lo a sanar dúvidas e superar medos, incitá-lo a refletir, questionar e descobrir o melhor caminho a ser trilhado. Pois a sexualidade na escola visa principalmente levar aos alunos, a partir dos seus conceitos e vivências, as informações e conhecimentos que permitirão compreender as diferentes dimensões da sexualidade, suscitando a reflexão e o desenvolvimento de atitudes de responsabilidade individual, familiar e social. Para isso, é necessário que a sexualidade na escola seja trabalhada de forma transversal, integral e imparcial, considerando a necessidade e a realidade de cada indivíduo. É fundamental que todos os envolvidos no processo educativo considerem a importância do tema e aprendam a lidar com ele, despindo- se de preconceitos, tabus e resistências, pois acreditamos que este é um dos caminhos para uma educação libertadora e transformadora.

Políticas públicas e ONG

Existem políticas públicas para auxiliar a escola na formação integral do estudante, como o projeto Saúde e Prevenção nas Escolas, que tem por objetivo a prevenção eficiente com jovens. Ele recomenda que a educação e a assistência saúde, relacionadas à vivência da sexualidade, devem incorporar as dimensões de gênero, de orientação e identidade sexual, erotismo, emoção e reprodução, bem como o reconhecimento da diversidade étnico-racial, a assunção de conjuntos de valores éticos e o exercício da cidadania. Portanto, se os gestores, em todas as instâncias, assumissem o compromisso de fortalecer a implantação e implementação dos projetos preconizados pelas políticas públicas em educação e saúde, haveria a garantia de uma educação libertadora baseada na cidadania, na democracia, na igualdade e na justiça social.

Os educadores não deveriam, porém, esperar as condições ideais de trabalho para impulsionar as transformações na abordagem integral do educando e a escola deve buscar meios de desenvolver com êxito o seu importante papel na formação do estudante. A parceria com a sociedade civil é outro caminho possível para concretizar a proposta de abordar a sexualidade no âmbito escolar. Diante da dificuldade da maioria dos educadores em lidar com o tema e de desenvolver projetos relacionados à educação sexual, devese buscar as ONGs para promover a capacitação de professores ou atividades periódicas com os alunos e a comunidade - uma alternativa que a escola não deve negligenciar.

Letícia Érica Gonçalves Ribeiro

Fonte: www.cnte.org.br

Orientação Sexual

Abrir a cabeça dos jovens, acabar com as desigualdades sociais, enterrar a hipocrisia.

Será que o orientador sexual pode compreender e atingir todas pessoas para consertar o mundo?

Orientação Sexual
Orientação Sexual

Ao exercer sua função, o orientador é o porta-voz de uma ideologia, entendida, segundo a professora de história e filosofia política da USP Marilena Chauí, como "um conjunto lógico, sistemático e coerente de representações (idéias e valores) e de normas ou regras (de conduta) que indicam e prescrevem aos membros da sociedade o que devem pensar, o que devem valorizar e como devem valorizar, o que devem fazer e como devem fazer". O próprio termo orientador sexual já embute a idéia de que ele sabe o que é certo o que é errado. O orientador sexual é escolhido para esse trabalho por ter um quadro de valores éticos, morais e religiosos coerente com a visão dominante na sociedade.

Há 40 anos atrás, por exemplo, a orientação sexual era muito simples: não pode! Tudo era pecado. Esta era a crença reinante naquele momento. Até mesmo nas informações aparentemente mais imparciais e objetivas, a ideologia está presente. Por exemplo, ao esclarecer sobre um método contraceptivo, ele parte da crença de que a outra pessoa não deve conceber. Portanto, a ideologia sustenta todo trabalho de orientação sexual.

Assim, o orientador não deve se iludir: o que ele expressa e acredita ser correto, embora aceito pela maioria da sociedade, não representa valores universais.

No máximo são os valores do segmento social ao qual ele pertence. Não é por acaso que os orientadores vindos das classes média e alta têm dificuldades para realizar seu trabalho em favelas, saindo-se muito melhor em colégios com valores semelhantes aos seus, onde a população reage pouco contra a ideologia dominante. Será que alguém já se perguntou, por acaso, por que lutamos tanto contra a Aids? Por ser uma doença para a qual não existe cura ainda, responderiam alguns. Cuidar de quem tem Aids e combater a doença são valores dominantes no nosso meio. Atualmente no Brasil, uma pessoa soropositiva recebe, por parte do governo e principalmente das ONGs, muito mais atenção, medicação e cuidados do que, por exemplo, um menino de rua que passa o dia fumando crack ou um doente mental que perambula embaixo dos viadutos. Isso não quer dizer que devemos parar de lutar contra a Aids. De modo algum! Mas precisamos sempre questionar o que estamos fazendo, refletir sobre a nossa ação, ter os olhos abertos e uma postura crítica perante a realidade. Será que um garoto que cheira cola na rua, embaixo da ponte, não está tendo uma resposta absolutamente adequada? É o modo que encontrou de lidar com a miséria. Cheirar cola disfarça a fome, faz dormir... e assim ele não sente a condição subumana em que (sobre)vive. Precisamos parar e discutir essas questões. O trabalho de prevenção às drogas para um garoto de rua é completamente diferente do trabalho realizado em escolas particulares. O que determina essa diferença são as condições social, econômica e ideológica. Temos que nos ater ao contexto dos orientados. É impossível abarcar todas as diferenças, porque a realidade é muito diversa.

Mas o objetivo do trabalho pode ser amplo: a educação sentimental.

Esse conceito que já existia desde a antigüidade, antes mesmo de Sócrates, na Grécia, foi encarado como absurdo nos anos 60: como é possível educar os sentimentos? A finalidade não é fazer as pessoas pensarem ou sentirem igual, para que fique tudo padronizado. A idéia é educar os adolescentes para não se machucarem, nem machucarem outro. Isto, sim, é fundamental!

Fonte: www.kaplan.org

Orientação Sexual

Orientação sexual na Escola Pública

Orientação Sexual
Orientação Sexual

Este trabalho acadêmico tem como objetivo explorar: as formas como são trabalhadas as questões sobre sexualidade dentro das instituições escolares públicas; a relação professor–aluno frente aos temas da sexualidade; as dificuldades que o professor tem diante do tema; verificar se os professores se apóiam em materiais específicos para abordar o tema, ou se recebem orientação pedagógica para abordar a sexualidade com os alunos; os procedimentos dos professores em situações que envolvam sexualidade dentro do ambiente escolar.

Introdução A sociedade interfere constantemente no desenvolvimento sexual ao longo de nossas vidas, mostrando que o corpo não é propriedade exclusiva do sujeito, muitas vezes impondo, através dos meios de comunicação, um padrão de beleza a ser conquistado e desejado. “A obsessão por enquadrar o corpo no paradigma do ser belo aliena a pessoa de si mesma, submete o indivíduo a idéias desvirtuadas do bem-estar, do ser feliz.” (Amparo Caridade, 1999). “A sexualidade do indivíduo também vai sendo comprimida para caber nessas regras e em outras como: “tem de gozar”, “tem de ter tesão”, “tem de ter ereção”, “tem de gostar de sexo.” (Amparo Caridade, 1999). Deve ser possível trabalhar questões sobre sexualidade dentro da escola, porém é importante que o educador repense seu papel na escola e na sala de aula, aceitando algumas vezes a idéia do “não saber”, e entrando em contato com as necessidades reais do grupo alvo para trabalhar sempre em cima do que é trazido para discussão.

Na educação sexual, o vínculo assume um papel de extrema importância para o andamento do trabalho, e cabe ao professor escolher o caminho que melhor estabeleça este vínculo com os seus alunos.“(...) O vínculo é apontado como mola propulsora desse processo cabendo a nós a descoberta do caminho da construção desse vínculo ou, melhor dito, da rede de vínculos.” (Ricardo de Castro, 1999).

Sabe-se que, na década de 80, as DSTs se disseminaram pela sociedade, não se restringindo apenas aos chamados “grupos de risco” ( homossexuais, prostitutas e usuários de drogas injetáveis). A partir daí, fizeram-se necessários programas que habilitassem profissionais tanto das áreas da saúde como da educação, para trabalhar questões que envolvessem estes temas com os jovens. A escola foi um dos espaços escolhidos para que estes temas fossem debatidos entre pais, professores e alunos.

“A utilização de uma metodologia participativa possibilitou identificar conhecimentos prévios, atitudes e crenças e trabalha-lo de modo a explorar com os jovens as soluções adequadas ao manejo de situações e instrumentalizá-los para a adoção de condutas seguras.” (Cledy Eliana dos Santos, 1999).

O trecho acima enfatiza que o trabalho de educação sexual deve ser construído por todos: se o educador se impuser de forma a acreditar ser ele o único dono dos “conhecimentos”, será difícil implantar novas idéias de transformação social ou adoção de novas condutas por parte dos jovens. As regras que a própria sociedade impõe aos indivíduos quanto ao sexo fazem por aumentar a gravidez indesejada e DSTs.

Na escola, é possível encontrar regras que fazem com que sejam caladas dúvidas, transformando desejos em alvos de valores como “certo” ou “errado” na vida sexual: normatizam-se alguns comportamentos e anormatizam-se outros.

“O que se busca é a veiculação de informações solicitados pelos alunos, além das trocas e discussões tão importantes no momento em que as transformações corporais, emocionais e sociais são vivenciadas com intensidade.” (Cordélia de Souza, 1999).

Ao abordar temas como estes na escola é necessário que se fale sobre o “corpo” como fonte de prazer. E para que isso aconteça, o professor não deve ter preconceitos, receio ou tomar atitudes repreensivas com relação à sexualidade. As atividades que são escolhidas para serem trabalhadas com grupos de jovens devem colaborar para o melhor aproveitamento e assimilação dos conteúdos discutidos.

“Importa dizer que a escolha por um trabalho lúdico produz vantagens bastante desejáveis. Primeiro porque resgata o prazer a quem tem direito ao corpo. Depois porque é um modo de trabalhar o corpo numa dimensão integrada, fazendo entender que a anatomia, a fisiologia, os sentimentos e a história de vida do corpo se intercomunicam e promovem interferências entre si.” (Cordélia de Souza, 1999).

De acordo com Marcos Ribeiro (1999), o tema deve ser abordado conforme as dúvidas forem surgindo, e não há necessidade de um horário específico para a discussão sobre sexualidade no caso de crianças. O assunto deve ser tratado dentro das técnicas educativas e não de forma terapêutica, utilizando sempre um vocabulário que seja compreendido por todos e depois seguido dos nomes técnicos, por exemplo “xoxota – vagina”, “pinto – pênis”, etc. A masturbação faz parte do desenvolvimento sexual da criança e:

“Se ocorrer na sala de aula , o professor deve chegar perto da criança e dizer que, apesar de acreditar que aquela “cosquinha” esteja sendo muito gostosa para ela, a sala de aula não é o local indicado, que aquela “brincadeira” se faz num local mais privativo. E, em seguida, chamá-la para outra atividade.” (Marcos Ribeiro, 1999).

Alguns comportamentos delicados por parte de um menino, por exemplo, podem ser interpretados como indícios de homossexualidade, o que é um erro: cada aluno possui suas características e particularidades que devem ser respeitadas e não rotuladas. No caso dos jovens entre 5ª e 8ª série do Ensino Fundamental e todos os jovens do Ensino Médio, de acordo com Antonio Carlos Egypto (1999), a orientação sexual deveria estar no currículo escolar de forma sistematizada, com professores capacitados para este trabalho. Seria interessante que fossem trabalhados alguns assuntos escolhidos pelos próprios alunos e que estes fossem complementados pelos professores, respeitando o grupo quanto aos seus interesses, faixa etária, classe social, contexto cultural, diferentes opiniões e atitudes. “Não se busca mais uma verdade, mas se preocupa ensinar a pensar, debatendo as diferentes visões e pontos de vista, estimulando a reflexão.” (Antonio Carlos Egypto, 1999). “Combatem-se os preconceitos, procura-se vencer os tabus e tratar com seriedade a sexualidade, sem vulgariza-la nem transforma-la em “sacanagem”, mas com humor e abertura.” (Antonio Carlos Egypto, 1999). A orientação sexual deveria ter este espaço como disciplina nas escolas, porém sem a necessidade de ser cumprido planejamento de aulas, ou que fossem atribuídas notas às atividades desenvolvidas. Qualquer educador que tenha o interesse pode se preparar para ser professor desta disciplina.

Não se trata de igualar esta disciplina às outras, mas sim de considerá-la um espaço onde:

“É o auto-conhecimento, a melhor compreensão de si mesmo e do outro que está em jogo. Implica trabalhar a auto-estima e possibilitar a apreensão da realidade sócio-cultural em que a sexualidade se insere, como fator potencialmente transformador da sociedade.” (Antonio Carlos Egypto, 1999).

O orientador sexual pode utilizar alguns materiais como instrumentos facilitadores de seus trabalhos, mas não existe um material didático específico, afinal:“(...) um bom material sobre sexualidade não é aquele que dá respostas prontas, mas aquele que incentiva a discussão e a possibilidade do uso de uma metodologia participativa.” (Silvani Arruda e Sylvia Cavasin, 1999). De acordo com a pesquisa divulgada no Jornal da Unicamp em 2004, onde foram investigadas 65 produções brasileiras entre dissertações e teses de pós-graduação que tratam da educação sexual no espaço escolar, a psicodramatista Regina Célia Pinheiro da Silva pôde perceber que existe um grande despreparo por parte dos profissionais que são responsáveis pela orientação sexual dentro das escolas. Infelizmente ainda fazem parte da conduta de alguns destes profissionais a falta de conhecimento, preconceitos, a falta de flexibilidade, postura discriminatória, opiniões que estão baseadas em seus próprios valores, atitudes controladoras e repressivas.

“Ainda é preciso sensibilizar alguns educadores para a abordagem da educação sexual, mas, pelo que a autora da dissertação pôde observar nos relatos das produções, vários professores se encontram dispostos a ultrapassar seus limites, suas dificuldades e falta de preparo. Regina acredita que a colaboração da mídia na divulgação de experiências e pesquisas na área seria muito importante para a desmistificação do trabalho” (Jornal da Unicamp, 03 à 09 de maio de 2004).

O artigo escrito por Renata Cafardo no ano de 2006 para o site do “Grupo de Trabalho e Pesquisa em Orientação Sexual” (GTPOS) informa que:“(...) apenas 5,5% das escolas trabalham semanalmente o tema aids e doenças sexualmente transmissíveis (DST).” Ela também concorda com a falta de preparo dos profissionais tanto das áreas da saúde como da educação para lidar com a sexualidade nas escolas e cita alguns dados importantes como:

“Na pesquisa feita pelo Ministério da Saúde no ano passado, 43% dos professores se declararam capacitados para trabalhar a sexualidade em sala de aula. Apesar de 52% das escolas responderem que falam sobre gravidez na adolescência, 60% sobre DST/aids e 45% sobre saúde sexual e reprodutiva, a freqüência que esses assuntos aparecem derrubou os números que pareciam positivos. Só 29% fazem atividades mensais. As escolas fazem uma palestra uma vez e acham que é suficiente.”

Sabe-se que existem escolas que já adotaram estes temas em sua grade curricular, como é o caso do Colégio Bandeirantes, que desde os anos 90 possui como obrigatória a disciplina Convivência em Processo de Grupo (CPG), que fala basicamente de sexo e drogas. "É a aula que eu mais gosto, a gente tira dúvidas. É mais fácil falar desse assunto na escola do que em casa.” (Rafael Spinola, de 13 anos, da 7ª série, aluno do Colégio Bandeirantes). Método A partir do embasamento teórico, realizamos pesquisas de campo entrevistando quatro professores ou coordenadores de escolas públicas do ensino fundamental diferentes.

Utilizamos um questionário contendo cinco perguntas abertas, relacionadas ao tema. As entrevistas foram gravadas e transcritas para que pudéssemos compilar os dados coletados. Resultados gerais das entrevistas Das quatro escolas visitadas, apenas uma possui um projeto estruturado que envolve a “Orientação sexual”. Duas escolas afirmaram trabalhar a orientação sexual dentro da escola, porém não de forma fixa, mas conforme as questões que aparecem no ambiente escolar envolvendo os alunos. Uma escola afirma ter interesse em um projeto de orientação, mas por falta de profissionais capacitados não pode realizá-lo. Três escolas enfatizam existir muito material sobre o assunto como livros e filmes. Uma escola diz ter materiais sobre o tema, mas com foco biológico apenas; quando necessitam de um material ligado à “Orientação sexual” procuram na internet. Uma das escolas afirma existir muito material cedido pelo governo para trabalhar o assunto. Nas escolas onde não há projeto fixo de orientação, o assunto é debatido dentro das aulas de ciências, ou seja, por professores de biologia, onde é enfatizado o aspecto biológico da relação sexual. Uma das escolas disse trabalhar estas questões até mesmo nas aulas de Língua Portuguesa e outra nas aulas de Inglês, diariamente, porém em duas escolas não houve resposta quanto à existência de pessoal qualificado para fazer a orientação. Duas escolas mencionaram o fato de muitos professores se sentirem desconfortáveis em falar sobre o assunto. Há conhecimento da existência de cursos para os professores cedidos pelo governo. As quatro escolas afirmaram ser importante a existência de uma matéria específica onde sejam abordados os temas sexuais. Uma das escolas coloca que uma disciplina que discutisse este assunto seria tão importante quanto uma disciplina que discutisse outros assuntos como “Orientação Profissional”, “Drogas”, “Cidadania”, etc. Foi dado alto quesito de importância por duas das coordenadoras. Uma disse ser assunto de discussão diária. Outra afirma ser questão para discussão semanal. Na escola onde existe o projeto estruturado são realizadas oficinas na parte da tarde. Mais uma vez foi lembrada a importância de pessoal qualificado especificamente para esta questão, ao invés de usar qualquer um dos professores do quadro. Uma das escolas salientou que um projeto como este deveria ser dirigido para grupos de jovens de acordo com suas idades. E com relação às crianças, que o tema deveria ser discutido apenas nas aulas de Ciências, conforme fossem surgindo dúvidas por parte das crianças. As quatro escolas disseram haver situações que envolvem a sexualidade dentro do ambiente escolar.

As situações mencionadas foram em comum a todas as instituições: basicamente, namoro dentro da escola e gravidez de alunas jovens. Nestes casos, as escolas disseram que orientam estes alunos conversando com o “casal” em particular, explicando-lhes que o ato não é adequado para o ambiente escolar. Uma das escolas disse que em apenas em último caso os pais são chamados. Em uma das escolas, a gravidez adolescente foi tratada como um problema sério, mas de forma individual. Nesta questão, algumas repostas mostram a preocupação com a prevenção das DSTS. Com relação às escolas que não apresentam um projeto fixo, as respostas apontam para o fato de que tratar o assunto apenas nas aulas de ciências não é suficiente. A orientação sexual deve ter presença maior na vida dos estudantes. Os entrevistados tocam nas questões de prevenção gravidez e doenças sexualmente transmissíveis.

Foi mencionado também o preconceito dos pais quanto à educação sexual: um assunto que não é trabalhado em casa e deve ser restrito na escola também, nas palavras dos coordenadores. Não foi sugerida nenhuma outra alternativa, bem como ponto de vista acerca da questão. Com relação à única escola que apresenta um projeto fixo, a professora disse estar satisfeita com o projeto, não propondo nenhuma mudança. Conclusão As entrevistas parecem ter “assustado” os coordenadores das instituições, que apesar de se mostrarem muito preocupados com a orientação sexual, trataram o assunto com certo pudor. As respostadas evidenciam a falta de preparo e dificuldade que as instituições escolares enfrentam em tratar da sexualidade. A maneira como foi tratado o tema evoca a repressão sexual inerente a nossa cultura. A coordenação das escolas transpareceu o desconforto com que é tratado não apenas a orientação sexual, mas também o próprio sexo. Apareceram depoimentos em que professores recusam-se a dar aulas sobre o tema, alegando desconforto em falar sobre o assunto.

Em outro testemunho, vemos que o sexo, quando é abordado nas aulas, vira “uma festa”. Outro aspecto evidenciado foi a contradição entre o pensamento do coordenador e o que acontece de fato na escola. Todos os coordenadores disseram reconhecer a importância de um trabalho voltado para as questões da sexualidade. Três dos entrevistados disseram que, apesar de não contar com o programa de orientação estruturado, realizam atividades na escola neste sentido.

Porém, quando questionados sobre situações que envolvem sexualidade no ambiente escolar, revelam que a reação da instituição é chamar a atenção do (a) aluno(s) problema individualmente, como caso isolado.

A mesma situação é observada nos casos onde a gravidez adolescente ocorre na instituição: nessas situações, a adolescente é chamada para um dialogo em particular. A única entrevista onde o assunto não foi tratado dessa forma é o depoimento onde existe um programa fixo de orientação sexual. Neste caso, o coordenador disse que antes haviam muitos problemas nesse sentido, mas após a abertura de espaço para os estudantes colocarem suas duvidas, o assunto ficou mais bem resolvido. O conteúdo das respostas mostra que o sexo é visto com excessiva moralidade e talvez até como fonte de “pecado”, por professores e pais, tendo conseqüência na vida dos adolescentes que estão por descobri-lo. De acordo com nossa fundamentação teórica, deve ser enfatizada a discussão, a conversa aberta, sem oferecer uma cartilha a ser decorada. Ou ainda, sem colocar mais bloqueios, para que as dúvidas surjam naturalmente. Porém não é dessa maneira que o assunto é tratado. Os problemas quando surgem, são tratados com conversas individuais, sendo que todos os alunos vão enfrentar, ou estão enfrentando, as mesmas situações. Podemos observar que o problema não é simples para os professores, que enfrentam as questões referentes a sua própria sexualidade, os maus olhos com que os pais dos alunos vêem o assunto e também a dificuldade de expor os problemas para os jovens. Quando questionados sobre uma matéria voltada para orientação sexual, os entrevistados dizem ser isso de grande importância. Que melhor maneira de causar maior repressão entre os alunos, abordando o sexo como algo que necessite de uma matéria escolar em que se trabalhar? Ou ainda fonte de conflitos com pais que acreditam na repressão dos desejos sexuais de seus filhos? Tanto quanto nossa própria pesquisa faltou em sutileza para tocar no assunto, estas instituições também sofrem com a pouca naturalidade a respeito da sexualidade. Isto é produto dos tabus da visão de toda sociedade sobre a sexualidade. Para piorar, na maior parte do tempo, a importância da orientação sexual na escola é tida apenas como uma matéria voltada para a prevenção de doenças ou gravidez, que na idade dos adolescentes também é vista como doença.

Em apenas uma entrevista foi mencionado o corpo ser fonte de prazer. A questão da sexualidade então se torna uma educação de saúde, para sua manutenção e se torna um problema por causa da moralidade. Sobre a existência de materiais de auxilio ao professor, a pesquisa confirma: há livros de apoio e filmes, que são cedidos pelo governo. Porém, não indagamos a fundo que materiais seriam e nem qual seu conteúdo; então, não sabemos se são cartilhas de respostas prontas ou materiais que estimulam a discussão. A mais importante constatação a respeito dos materiais de apoio é que eles não estão em uso. Uma das entrevistadas afirma não se lembrar do nome. Outra disse que pesquisou em outras fontes sobre sexualidade para se preparar para diálogos com alunos. Este é um estudo que termina com mais perguntas do que respostas: contando com apenas 4 depoimentos não temos uma base representativa que permita uma conclusão sólida. Talvez em com uma amostra maior encontrássemos um cenário diferente.

O que pode ser encontrado neste trabalho é parte daquilo que todos já conhecemos desde a infância: ninguém quer falar “naquilo”. Os pais preferem passar o problema para a escola, e a escola quer devolver de volta para os pais.

Porque há tanta resistência em se falar do assunto, se é o sexo que perpetua a espécie, se é instintivo, natural e fonte de prazer? Dos “problemas” descritos pelos coordenadores, o namoro em ambiente escolar é reprimido, então sexualidade é algo feio, proibido. Uma das respostas trouxe como solução dividir o grupo escolar por gênero, pelo assunto virar “festa” em sala de aula. Isso mostra a transformação da sexualidade em coisa vulgar, e revela como é reforçada a vulgarização, colocando o sexo como “segredo”. Não é possível construir uma casa sem que suas bases estejam firmes e bem assentadas. Não é por falta de assunto, nem por falta de conhecimento. Nas situações escolares há assuntos transbordando para serem debatidos, há muito conhecimento disponível, e até mesmo de graça, para serem trabalhadas estas questões. O problema é mesmo o pudor que paira como neblina quando é necessário falar abertamente e sem vergonha com os adolescentes. Tratando o assunto como batata-quente, vai ficar difícil. Sexo é algo que todos querem, apenas não querem falar sobre.

Igor Enkim

Camila Machado

Emília Silva

Mark Otterloo

Milena Oliveira

Vanessa Coutinho

Fonte: www.arscientia.com.br

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