
A palavra "presépio" significa "um lugar onde se recolhe o gado, curral, estábulo". Contudo, esta também é a designação dada à representação artística do nascimento do Menino Jesus num estábulo, acompanhado pela Virgem Maria, S. José e uma vaca e um jumento, por vezes acrescenta-se outras figuras como pastores, ovelhas, anjos, os Reis Magos, entre outros. Os presépios são expostos não só em Igrejas mas também em casas particulares e até mesmo em muitos locais públicos.
A característica mais importante de um presépio e a que mais facilmente permite distingui-lo das restantes representações da Natividade, é a sua mobilidade, o presépio é modificável, neste com as mesmas peças pode recriar-se os diferentes episódios que marcam a época natalícia.
A criação do cenário que hoje é conhecido como presépio, provavelmente, deu-se já no século XVI. Segundo o inventário do Castelo de Piccolomini em Celano, o primeiro presépio criado num lar particular surgiu em 1567, na casa da Duquesa de Amalfi, Constanza Piccolomini.
Atualmente, o costume de armar o presépio, tanto em locais públicos como particulares, ainda se mantém em muitos países. Contudo, com o surgimento da árvore da Natal, os presépios, cada vez mais, ocupam um lugar secundário nas tradições natalícias. Porém não perderam o seu encanto.

Historiadores afirmam que não há evidências históricas da existência dos Três Reis Magos. Eles são mencionados apenas em um dos quatro evangelhos, o de Mateus. Ademais, o evangelista não especifica quantos são, nem afirma que sejam Reis; presume-se que eram mais de um porque a citação está no plural.
Diversos estudiosos vêem os Reis Magos como personagens criados pelo evangelista Mateus para simbolizar o reconhecimento de Jesus por todos os povos.
A tradição vingou e permaneceu viva, mas foi apenas no século III que eles receberam o título de reis - possivelmente como uma maneira de confirmar a profecia contida no Salmo 72: "Todos os reis cairão diante dEle".

A Árvore de Natal é um pinheiro enfeitado e iluminado na noite de Natal, geralmente nas casas.
A tradição da Árvore de Natal tem raízes muito mais longínquas do que o próprio Natal.
Os romanos enfeitavam árvores em honra de Saturno, deus da agricultura, mais ou menos na mesma época em que hoje preparamos a Árvore de Natal. Os egípcios traziam galhos verdes de palmeiras para dentro de suas casa no dia mais curto do ano (que é em Dezembro), como símbolo de triunfo da vida sobre a morte. Nas culturas célticas, os druidas tinham o costume de decorar velhos carvalhos com maças douradas para festividades também celebradas na mesma época do ano.
Segundo a tradição, São Bonifácio, no século VII, pregava na Turíngia (uma região da Alemanha) e usava o perfil triangular dos pinheiros com símbolo da Santíssima Trindade (Pai, Filho e Espírito Santo). Assim, o carvalho, até então considerado como símbolo divino, foi substituído pelo triangular abeto.
A primeira referência a uma "Árvore de Natal" surgiu no século XVI.
Dizem que foi Lutero (1483-1546), autor da reforma protestante, que após um passeio, pela floresta no Inverno, numa noite de céu limpo e de estrelas brilhantes trouxe essa imagem à família sob a forma de Árvore de Natal, com uma estrela brilhante no topo e decorada com velas, isto porque para ele o céu devia ter estado assim no dia do nascimento do Menino Jesus.
O costume começou a enraizar-se. Na Alemanha, as famílias, ricas e pobres, decoravam as suas árvores com frutos, doces e flores de papel (as flores vermelhas representavam o conhecimento e as brancas representavam a inocência). Isto permitiu que surgisse uma indústria de decorações de Natal, em que a Turíngia se especializou.
No início do século XVII, a Grã-Bretanha começou a importar da Alemanha a tradição da Árvore de Natal pelas mãos dos monarcas de Hannover. Contudo a tradição só se consolidou nas Ilhas Britânicas após a publicação pela "Illustrated London News", de uma imagem da Rainha Vitória e Alberto com os seus filhos, junto à Árvore de Natal no castelo de Windsor, no Natal de 1846.
Esta tradição espalhou-se por toda a Europa e chegou aos EUA aquando da guerra da independência pelas mãos dos soldados alemães. A tradição não se consolidou uniformemente dada a divergência de povos e culturas. Contudo, em 1856, a Casa Branca foi enfeitada com uma árvore de Natal e a tradição mantém-se desde 1923.
A Igreja Católica sempre deu muita importância à música. As músicas de Natal surgiram devido aos esforços católicos de retirar importância às músicas e danças pagãs As primeiras músicas de Natal surgiram no século IV e ainda hoje são cantadas. No século XIX, surgiram muitas melodias de Natal de origem pagã.
Cada país tem as suas próprias canções, uma das mais populares é a canção inglesa "White Christmas" escrita por Irving Berlin em 1942, mas não é a única temos ainda o exemplo de "Silent Night, Holly Nigth" composta na Áustria por Franz Grubet no século XIX, "Jingle Bells", entre muitas outras.
Fonte: www.belasmensagens.com.br

A decoração é ditada pela moda
Apesar do consumismo e do sufoco dos preparativos, o Natal ainda continua sendo uma festa de tradições na Alemanha. As igrejas ficam mais cheias, ouvem-se canções natalinas em todas as partes, velhos costumes são revividos. Uma das tradições mais cultivadas é a da árvore de Natal: antes um símbolo pagão que a Igreja só adotou após muita relutância.
Todos os anos, cerca de 22 milhões de árvores de Natal enfeitam as residências alemãs. Na maioria dos casos são pinheiros naturais de vários tipos, formatos e tamanhos. Sempre decorados com velas de cera ou modernas correntes de luzinhas elétricas, além de bolas coloridas de vidro fino espelhado e enfeites de todos os tipos.
Para os alemães, independentemente da religiosidade de cada um, a árvore de Natal é um símbolo de paz, tranqüilidade e introspecção. Quando se pergunta às pessoas sobre o motivo de tal ligação com o pinheiro natalino, a resposta é quase sempre a mesma: o Natal é uma festa das crianças. E dela faz parte a árvore, que alegra as crianças. Para os adultos, o pinheiro enfeitado suscita ternas recordações da infância
Existem muitas histórias para explicar a tradição secular da árvore de Natal. Uma delas diz respeito à festa de Santa Bárbara, comemorada no dia 8 de dezembro. Era uma antiga tradição cristã cortar galhos de macieira ou cerejeira nessa data, para que florescessem antes do tempo como enfeite dentro das casas aquecidas. Posteriormente, o pinheiro enfeitado teria assumido o lugar dos galhos com flores de maçã e de cereja.
A etnóloga Christel Köhle-Hetzinger, da Universidade de Jena, conhece toda uma série de histórias que tentam explicar a origem da tradição medieval: "Sabe-se também que árvores verdes eram postas nas igrejas na época de Natal. Era, sem dúvida, uma alusão à árvore do paraíso, que desempenha um papel próprio em toda a liturgia cristã. Ou seja, uma árvore cristã da vida. Como na história de Adão e Eva. Hoje, nós acreditamos que a árvore é o ponto central do Natal cristão.
Mas não é bem assim. Ao pé da letra, esse papel caberia ao presépio com o Menino Jesus. A árvore de Natal é na verdade um produto e um objeto leigo."

Árvore de Natal enfeita até mesmo a praça de São Pedro, no Vaticano
No início, a Igreja refutou inteiramente a tradição de origem pagã. Somente há cerca de 100 anos é que o pinheiro natalino passou a enfeitar também os templos cristãos. Até então, ele estava mais ligado a costumes dos povos germânicos, anteriores à cristianização: no inverno, eles penduravam galhos de pinheiro sobre as portas das casas, no estábulo e nos tetos das moradias.
Com suas folhas em forma de agulha, o pinheiro devia espantar maus espíritos, raios e doenças. Além disso, o verde dos ramos simbolizava então a expectativa em relação à chegada da primavera e ao fim do inverno.
Na Idade Média, árvores enfeitadas faziam parte de todas as grandes festas por exemplo, das festas da cumeeira. A origem dos pinheiros natalinos também pode ser atribuída a tal costume. Sua primeira menção data de documentos do ano de 1419.
O surgimento da ferrovia também contribuiu para consolidar a tradição da árvore de Natal: através da nova possibilidade de transporte, os pinheiros puderam ser levados em grande quantidade para as grandes cidades. Com isto, o costume passou a ser também uma tradição urbana.
Foram os agricultores da região do Harz e da Turíngia que iniciaram tal processo: eles passaram a plantar pinheiros especialmente para a venda nas feiras de Natal em Berlim.
A partir de 1851, os jornais berlinenses ofereceram um novo serviço a seus leitores, anunciando a chegada de novas partidas de árvores de Natal nas estações ferroviárias da cidade.
Antes do final do século 19, os pinheiros de Natal já tinham conquistado definitivamente o seu lugar nas residências alemãs. Só então é que a Igreja cedeu à realidade e passou a adotar o costume também nas suas festas natalinas.
Hoje, a decoração da árvore de Natal varia de ano para ano, estando submetida a um verdadeiro ditado de moda. Mas raramente uma família alemã abre mão de um pinheiro natural na sala de visitas: sem ele, o espírito do Natal não é o mesmo
Fonte: www.dw-world.de
O natal é a festa cristã na qual se comemora o nascimento de Jesus Cristo. De acordo com os evangelhos Cristãos, Jesus nasceu da Virgem Maria em Belém da Judeia, para onde Maria e o seu marido José se tinham dirigido para se registarem nos censos Romanos.
Segundo os crentes, o nascimento de Cristo estava já previsto nas escrituras judaicas, segundo as quais o Messias viria da casa de David.
A maioria das igrejas cristãs celebra o natal no dia 25 de dezembro. A Igreja Ortodoxa adota o 7 de janeiro, em virtude de não ter aceite o calendário gregoriano.
É o evento cristão socialmente mais importante, junto com a Páscoa, embora do ponto de vista litúrgico e canônico não seja uma celebração fundamental. Na verdade, a sua instituição no ano 354 pelo Papa Libério talvez se tenha devido à necessidade de cristianizar as festas que vários povos pagãos celebravam por altura do Solstício de Inverno. Assim, em vez de proibir as festas pagãs, forneceu-lhes um pretexto cristão.
Nas línguas latinas o vocábulo natal provém de "natividade", ou seja, nascimento. Já nas línguas anglo-saxónicas o termo utilizado é Christmas, literalmente "missa de Cristo". Em alemão, Weihnachten tem o significado "noite bendita".
Em países predominamente cristãos, o natal tornou-se o feriado mais rentável para lojas e outros estabelecimentos, e também é celebrado como feriado secundário em países onde cristãos são minoria. É altamente caracterizado pela troca de presentes entre família e amigos, e presentes que são trazidos pelo Papai Noel ou outros personagens.
Tradições locais de natal ainda são ricas e variadas, apesar da alta influência dos costumes natalinos de estado-unidenses e britânicos através da literatura, televisão, e outros modos.
Entre as várias versões sobre a procedência da árvore de natal, a maioria delas indicando a Alemanha como país de origem, a mais aceita atribui a novidade ao padre Martinho Lutero (1483-1546), autor da Reforma protestante do século XVI. Ele montou um pinheiro enfeitado com velas em sua casa. Queria, assim, mostrar as crianças como deveria ser o céu na noite do nascimento de Cristo.
Na Roma antiga, os romanos penduravam máscaras de Baco em pinheiros para comemorar uma festa chamada de "Saturnália", que coincidia com o nosso natal.
Por causa do foco na celebração, amigos, família, as pessoas que não têm nenhum desses ao seu lado, ou que recentemente sofreram perdas, possuem uma tendência mais forte para ficarem em depressão durante o natal. Isto aumenta a demanda por serviços de conselho durante o período.
Acredita-se muito que suicídios e assassinatos aumentam durante a época de natal. Apesar disso, os meses em que suicídios são mais intensos são maio e junho.
Por causa de celebrações envolvendo álcool, acidentes com motoristas alcoolizados também aumentam.
Pessoas não-cristãs que vivem aíses predominantemente cristãs podem ser deixados para trás sem entretenimento no natal, já que as lojas fecham e os amigos viajam. A recreação clichê para esses é "filmes e comida chinesa"; alguns cinemas permanecem abertos para ganharem algum dinheiro no natal e estabelecimentos chineses (sendo alguns na sua maioria budistas) são menos prováveis de fecharem no "grande dia".
Fonte: pt.wikipedia.org