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Origem da Terra

A idade da Terra é calculada a partir da idade das Origem da Terra mais antigas que foram encontradas na superfície terrestre. O processo de cálculo da idade das Origem da Terra é realizado através de medições radiométricas. Através dos dados colhidos nestas pesquisas, remonta-se a origem de nosso planeta em torno de 4,6 bilhões de anos.

Composição e movimentos

A Terra é formada basicamente por três camadas: crosta, manto e núcleo. A crosta é a parte mais superficial, onde vivem as pessoas. O manto, região intermediária, constitui-se principalmente de silício, ferro e magnésio. O núcleo, camada mais interna, compõem-se por ferro e níquel e localiza-se a cerca de 6. 500 km abaixo da superfície. O movimento de rotação da Terra em torno do próprio eixo é feito no sentido oeste para leste. Dura cerca de 23h 56min 4s e é responsável pelo dia e pela noite. O de translação ao redor do Sol é feito em aproximadamente 365 dias 5h 48min 45,97s. O eixo de rotação é inclinado em relação ao plano da órbita (chamada elíptica) em 23º 27'. Essa inclinação provoca alterações na insolação dos diferentes hemisférios terrestres ao longo do ano, produzindo o fenômeno das quatro estações.

Núcleo

O núcleo, com cerca de 3400 km de raio, é formado por Origem da Terra e por uma liga metálica constituída principalmente de ferro e níquel a uma temperatura por volta de 3500º C. Sua consistência é líquida, mas supõe-se que mais no interior exista um núcleo sólido.

Manto

O manto é uma grossa camada rochosa, com cerca de 2900km de espessura, que envolve o núcleo e que compõe a maior parte da massa terrestre. É formado principalmente por silício e magnésio. Sua consistência é pastosa e está em constante movimentação. A lava que sai dos vulcões é constituída pelo magma (Origem da Terra derretidas) proveniente do manto.

Crosta Terrestre

É a parte externa consolidada do globo terrestre.

É reconhecida duas zonas que formam a crosta nas regiões continentais. A primeira zona é a superior, chamada de sial (devido ao predomínio de Origem da Terra graníticas, ricas em silício e alumínio). A zona inferior é conhecida por sima, pelo fato de se acreditar que nesta porção da crosta haja a predominância de silicatos de magnésio e ferro.

Acredita-se que a espessura da crosta (sial + sima) se encontre numa profundidade média de 35 - 50 Km. Esse dado foi conseguido indiretamente, através de estudos modernos na área da geofísica.

Supõe-se que os substratos dos oceanos sejam compostos pelo sima, devido ao fato do sial granítico se adelgar até desaparecer nas margens dos continentes.

As extensas porções de água - a hidrosfera - isolam regiões mais elevadas da crosta, formando os continentes.

A crosta terrestre é subdividida em placas - as placas tectônicas. Sobre elas estão apoiados os continentes. Essas placas estão em constante movimento, impulsionadas pelas correntes do manto. Portanto, os continentes se deslocam sobre o magma, como se estivessem flutuando. Esse fenômeno é chamado deriva continental.

No passado essa movimentação provocou a formação de cordilheiras e grandes conjuntos montanhosos. Atualmente, nos limites que separam as placas tectônicas em movimento situam-se regiões sujeitas a terremotos e erupções vulcânicas.

A deriva continental é quase imperceptível: poucos centímetros por ano. Mas como a Terra existe há muitos milhões de anos, a posição dos continentes mudou várias vezes no decorrer desse tempo.

Há evidências que indicam a inexistência da crosta em determinados planetas. Isso é mostrado através de observações sísmicas realizadas à superfície da Lua e Marte.

A crosta terrestre é formada por Origem da Terra, ou seja, agregados naturais de um ou mais minerais, incluindo vidro vulcânico e matéria orgânica. Observa-se três tipos de Origem da Terra de acordo com sua gênese: Origem da Terra magmáticas, metamórficas e sedimentares. A petrologia responsabiliza-se pelo estudo sistemático das Origem da Terra.

Através de pesquisas, realizou-se um balanço sobre a percentagem em que são encontradas as Origem da Terra (magmáticas, metamórficas e sedimentares) na crosta terrestre.

Proporção aproximada das Origem da Terra que ocorrem na crosta terrestre, segundo A. Poldervaart

Sedimentos............................................6,2%

Granodioritos, granitos, gnaisses............. 38,3 %

Andesito................................................ 0,1 %

Diorito....................................................9,5%

Basaltos.................................................45,8%

Origem da Terra

As Origem da Terra de origem magmáticas, juntamente com as Origem da Terra metamórficas originadas a partir da transformação de uma rocha magmática, representam cerca de 95% do volume total da crosta, ocupando porém 25% da superfície da mesma. As Origem da Terra sedimentares mais as Origem da Terra metassedimentares, representam apenas 5% do volume, mas no entanto cobrem 75% da superfície da crosta. Essas Origem da Terra formam uma delgada película que envolve a Terra em toda a sua superfície, originando a litosfera.

Embora exista uma enorme variedade de Origem da Terra magmáticas (cerca de 1000), seus minerais constituintes se apresentam em pequenas quantidades, e a participação desse tipo de rocha na formação da crosta é bem reduzida.

Os dados discutidos anteriormente referem-se a toda crosta. No entanto, se fossem pesquisados separadamente continentes e oceanos, ter-se-iam, quanto a derivação das Origem da Terra magmáticas, dados interessantes como: 95% das Origem da Terra intrusivas pertencem à família dos granitos e granodioritos e se encontram nos continentes; já 95% das Origem da Terra efusivas são basálticas e mais freqüentemente presentes no fundo dos oceanos. Com isso, pode-se concluir que as Origem da Terra magmáticas existentes nos continentes possuem essencialmente material granítico, e que as Origem da Terra magmáticas existentes no fundo dos oceanos são formadas basicamente de material basáltico, sendo quase isentos da camada de material granítico (sial).

O basalto é uma rocha derivada do manto superior (regiões profundas da crosta).

Os granitos são Origem da Terra formadas em profundidade, através da transformação de Origem da Terra que já estiveram na superfície. As Origem da Terra de superfície de alguma forma vão se acumulando em grossas camadas nas profundezas da crosta e, sob o efeito de grandes pressões e aquecimento, transformam-se em Origem da Terra metamórficas e posteriormente em granitos, seja por refusão ou por metamorfismo granitizante. Esse fenômeno ocorre nos geossinclinais.

A constituição química da crosta diz respeito aos vários elementos químicos que a compõem. Para se ter conhecimento de tais elementos, é necessário identificar o volume e a composição das Origem da Terra presentes na crosta.

Para a identificação dos componentes químicos da crosta, é lançado mão de algumas técnicas, como exemplo, a metodologia de Clark e Washington, que consiste em se tirar a média ponderada de numerosas análises de Origem da Terra e em seguida montar uma tabela dos elementos encontrados e suas respectivas percentagens.

Placas tectônicas

Nome pelo qual são conhecidas as placas litosféricas – camadas rochosas superficiais que formam a crosta terrestre – e que estão em constante, embora lento, movimento, chamado de tectonismo. O deslocamento dá origem a novas estruturas de relevo e provoca abalos sísmicos, conhecidos como terremotos. As principais placas são: a Sul-Americana, a Eurasiática, a Indo-Australiana, a do Pacífico, a Africana, a Antártica e a Norte-Americana.

Algumas dessas placas estão separadas por fendas vulcânicas, que permanecem em atividade constante no fundo do mar. Através dessas fendas, o magma (matéria viscosa com temperatura de até 1.200º C) sobe do manto, a camada logo abaixo da crosta terrestre, adicionando novos materiais à superfície.

A solidificação do magma que transborda ao longo das fendas forma grandes cordilheiras conhecidas como dorsais oceânicas. A maior dorsal do mundo é a Meso-Atlântica, que se estende de norte a sul sob o Oceano Atlântico. Tem 73 mil km e possui picos submersos de até 3.800 m de altura.

O magma que se eleva para a crosta provoca uma expansão do fundo oceânico, movimentando as placas. Tal movimento faz com que elas se afastem e se choquem, causando alterações no relevo, como, por exemplo, a formação de fossas abissais – áreas de profundas depressões no fundo dos oceanos e mares, caso da Fossa do Japão, de 6 mil metros de profundidade. Quando as placas se chocam nas bordas dos continentes, formam cadeias montanhosas, caso da Cordilheira dos Andes, na América do Sul.

Terremotos

Tremores de terra causados geralmente pela movimentação das placas, os terremotos acontecem principalmente nas regiões de atividade vulcânica, como nas margens ocidentais da América; centro, oriente e sul-oriente da Ásia; e na região mediterrânica – áreas que coincidem com as fronteiras entre as placas. Quando os abalos acontecem no fundo dos oceanos, movimentam grande quantidade de água. Nas proximidades das costas continentais provocam ondas de até 20 m de altura, conhecidas como maremotos.

No Brasil não ocorrem grandes terremotos porque as Origem da Terra que compõem a crosta são terrenos estáveis que não sofrem grandes acomodações no decorrer do tempo. Apesar disso, está sujeito a pequenos tremores, só registrados por sismógrafos.

Fonte: www.biomania.com.br

Origem da Terra

Origem e Formação da Terra

De acordo com os cientistas, nosso planeta deveria ter sido uma enorme massa pastosa incandescente que ao longo do tempo se resfriou, desprendendo gases e vapores. Uma parte desses vapores, que deveria ser o vapor-d'água, à medida que se afastava da massa incandescente, resfriava-se e se transformava em água líquida, caindo em forma de chuva. Assim, repetindo-se por muitas vezes, a superfície da Terra foi se esfriando lentamente e grandes quantidades de água foram nela se acumulando.

Ao longo do tempo, ela sofreu muitas outras transformações. Os continentes, os oceanos e até a composição do ar mudaram para a Terra ser o que é hoje.

A Biosfera

A visão que se tem da Terra é mesmo fantástica!

A biosfera (bio = vida), a nossa "esfera de vida", é o ambiente onde vivemos, onde a vida surge e se mantém, brotando dos solos, penetrando nas águas e flutuando no mar. Ela é formada por três grandes porções: a atmosfera, a hidrosfera e a litosfera.

A atmosfera (atmo = gás, vapor) é uma grossa camada de ar que abriga as nuvens e dá calor ao céu. Fornece o ar que respiramos e atua como um "cobertor", protegendo e cobrindo a Terra.

A hidrosfera (hidro = água) é formada por grandes quantidades de água na forma líquida: os rios, lençóis de água subterrâneos, lagos e oceanos. Esta porção fornece a água de que tanto precisamos. A hidrosfera apresenta também água no estado sólido (gelo) localizada nas regiões onde a temperatura é abaixo de zero graus Celsius, como nos pólos.

As montanhas, os desertos, as planícies, outras áreas de terra firme e até alguns quilômetros abaixo da superfície do solo fazem parte da litosfera (lito = pedra) ou crosta terrestre. Nossas riquezas naturais (ex: ouro, ferro, alumínio, petróleo, etc.) e outras matérias-primas para diversos fins nas indústrias são retiradas desta porção.

No entando, o ar, a água e o solo não são suficientes para nos manter vivos. Há outros fatores importantes para a vida, como a temperatura, a luz, a salinidade, a pressão, etc. É importante saber que, a quantidade de cada um desses fatores e o tempo de exposição aos mesmos variam em cada ambiente da Terra, proporcionando as mais variadas formas de vida. É só você imaginar os animais ou plantas que vivem em um deserto e compará-los com os que vivem nas florestas, que notará grandes diferenças de hábitos e características.

A forma e estrutura da Terra

Forma

Durante muito tempo, o homem teve dúvidas quanto ao formato da Terra. Somente depois de observar fenômenos naturais, como os navios que sumiam lentamente no horizonte, as posições das estrelas no céu e eclipses, o homem constatou que a Terra é "arredondada". Atualmente, fotos da Terra registradas por satélites, ônibus espaciais, ou pelos próprios astronautas da Apollo 11, que chegaram pela primeira vez à Lua em 20 de julho de 1969, não deixarm dúvidas quanto à sua forma.

O que há dentro da Terra? E lá bem no centro dela? Como descobrir isto se perfurações feitas pelo homem, com sondas, só chegaram a treze quilômetros de profundidade, quando a distância até o seu centro é de aproximadamente seis mil quilômetros?

Estrutura

Foi observando os vulcões e os terremotos, que o homem ficou sabendo o que havia no interior da Terra. Por enquanto, não se conseguiu efetivamente chegar ao seu centro. A dureza de certas rochas sob pressão e as altas temperaturas são as maiores dificuldades encontradas.

Então, para se saber o que há no interior da Terra, foram analisadas as amostras retiradas de perfurações e a própria lava dos vulcões. Mas, isso não foi suficiente. Os cientistas tiveram, então, que fazer estudos mais complexos. Passaram a estudar as vibrações produzidas pelos terremotos ou provocadas por explosivos ou, ainda, simulações feitas em laboratórios.

A viagem ao centro da Terra nos revela primeiramente uma casca que a envolve, a crosta terrestre ou litosfera. Esta primeira camada tem em média quarenta quilômetros de espessura, e é formada por várias placas, de onde surgem os continentes.

A segunda camada chamada manto ou pirosfera (piro = fogo), que está mais para dentro, é formada por rochas derretidas que formam o magma. Esta massa pastosa e em altíssima temperatura, quando expelida pelos vulcões, chama-se lava.

O núcleo ou barisfera (bari = pressão) é a camada mais interna. É formada por ferro em três formas. A primeira de ferro derretido (núcleo externo), a segunda por ferro em forma de vários cristais pequenos (zona de transição) e, bem no centro, em forma de um enorme cristal de ferro, (o núcleo interno).

Fonte: www.trabalhoescolar.hpg2.ig.com.br

Origem da Terra

Para conhecimento do interior da Terra é preciso efetuar muitas observações e consequentes estudos. Sabe-se que a Terra tem, em média, 6.400 Km de raio e, portanto, um estudo direto não poderá ir além de pequenas profundidades.

De fato, para além das milhares de sondagens que se tem feito para prospecção de jazigos de petróleo e outros minerais as quais não excedem geralmente a profundidade de 2.500 metros (quando ultrapassam esta profundidade dizem-se ultraprofundas e não ultrapassam os 9.000 metros), efetuaram-se algumas sondagens ultraprofundas com o objetivo de se conhecer a constituição do interior da Terra.

Contudo, a perfuração mais profunda atingiu a profundidade de 12.023 metros, realizada, em 1984, na Península de Kola (ex-URSS), o que corresponde a 0,19% do raio da Terra.

A perfuração de poços de grande profundidade permite que se realizem importantes investigações no domínio da petrologia, paleontologia, geoquímica e geofísica. As minas que se destinam à exploração de recursos minerais não excedem os 4 Km de profundidade.

Origem da Terra

O estudo aprofundado dos afloramentos rochosos à superfície são de grande importância para o conhecimento da estrutura interna da Terra. Algumas rochas que têm a sua origem em profundidade podem aflorar à superfície. Para isso é necessário que sejam submetidas a forças que as façam ascender e, posteriormente, sejam postas a descoberto pela erosão.

O vulcanismo, no seu sentido limitado, é um fenómeno superficial, pois os produtos emitidos na superfície e a formação do aparelho vulcânico podem ser observadas diretamente. Mas as causas do vulcanismo são de origem profunda. A matéria fundida (magma) que alimenta os vulcões forma-se no interior da Terra em consequência de perturbações do equilíbrio normal.

Para as zonas que ultrapassam os processos de observação direta, há que recorrer a outros métodos, chamados indiretos, como por exemplo o magnetismo, a sismicidade, o estudo dos meteoritos e a astrogeologia, a fim de conhecer o que se passa naquelas zonas do nosso planeta. Nas páginas seguintes, a título de exemplo, tentaremos dar uma ideia do contributo da Sismologia para o conhecimento do interior da Terra.

A análise sismológica dos muitos sismos ( tremores de terra ) que ocorrem em todo o planeta Terra, em regiões, atualmente, bem conhecidas, foi um dos principais métodos que levou à concepção de um modelo para a estrutura da Terra. Para que possamos perceber, não só como foi concebido o referido modelo mas também o próprio modelo, teremos que ter em conta alguns conceitos básicos de sismologia.

Representação gráfica das duas características fundamentais de uma onda: T-Período da onda e A-Amplitude da onda.

Na figura do lado esquerdo está representado, de forma muito simplificada, um bloco diagrama representativo de um sismo.

Sismos são abalos naturais da crosta terrestre que ocorrem num período de tempo restrito, em determinado local, e que se propagam em todas as direções ( Ondas Sísmicas ), dentro e à superfície da crosta terrestre, sempre que a energia elástica ( movimento ao longo do plano de Falha ) se liberta bruscamente nalgum ponto ( Foco ou Hipocentro ).

Ao ponto que, na mesma vertical do hipocentro, se encontra à superfície terrestre dá-se o nome de Epicentro, quase sempre rodeado pela região macrossísmica, que abrange todos os pontos onde o abalo possa ser sentido pelo Homem.

Origem da Terra

A energia libertada no foco de um sismo propaga-se em todas as direções sob a forma de ondas elásticas, designadas por ondas sísmicas, que se deslocam com uma velocidade determinada (velocidade de propagação),e segundo a direção de propagação.

Em meios de composição homogénea, que não é o caso da Terra, as ondas sísmicas são, em todos os pontos equidistantes, sendo um raio sísmico, por analogia com um raio luminoso, toda e qualquer normal à superfície da onda. Deste modo é possível admitir que a energia sísmica se propaga ao longo dos raios sísmicos. Na Terra, devido à sua composição heterogénea, o trajeto (raio sísmico) das ondas sísmicas é, regra geral, curvilíneo.

As ondas sísmicas propagam-se através dos corpos por intermédio de movimentos ondulatórios, como qualquer onda, dependendo a sua propagação das características físico-químicas dos corpos atravessados.

Esquema que mostra o movimento e a forma de propagação dos quatro tipos de ondas sísmicas: 1-ondas primárias (P); 2-ondas secundárias (S); 3-ondas de Love (L); 4-ondas de Rayleigh (R). A direção do movimento das partículas está indicado por setas vermelhas.

Sismograma mostrando o registo da chegada das ondas P, as de maior velocidade, chegada das ondas S, de menor velocidade que as ondas P, o intervalo de tempo decorrido entre a chegada das ondas P e S, e a seguir a amplitude das ondas L.

A interpretação dos sismogramas permite aos especialistas em sismologia retirarem informações muito úteis sobre as características das zonas terrestres atravessadas pelas ondas sísmicas.

Fonte: domingos.home.sapo.pt

Origem da Terra

Origem da Terra

A formação da Terra deu-se ao mesmo tempo que a formação dos planetas do Sistema Solar e do sol, à cerca de 4.600 M. Anos. Pensa-se que:

1º Uma nébula com poeiras e gases contraiu-se pelas forças de atração gravítica das partículas que dela fazem parte. Assim a sua velocidade de rotação aumentou muito, tal que a nébula ficou sujeita a duas forças: uma dirigida ao centro e outra perpendicular ao eixo de rotação, ou seja, respectivamente, a força de gravitação e a força centrífuga.

2º De forma lenta esta massa teria começado a arrefecer e a ter um aspecto achatado em torno de uma massa muito densa e luminosa de gás, ao centro.

3º Com este arrefecimento condensaram-se os materiais da nébula a grãos de acordo com a sua distância ao espaço intersideral.

4º A força de gravitação dos corpos foi fazendo com que chocassem entre si os corpos maiores e se fundissem com outros mais pequenos, de forma a aumentarem de tamanho tal como existem hoje no Sistema Solar.

5º Na Terra, mais concretamente, os materiais mais pesados e densos agruparam-se no centro da terra perfazendo 1/3 da massa da terra. Para o exterior da terra ficaram os mais leves.

6º Para a formação dos continentes, a solidificação constante de lava, camada sobre camada, permitiu criar zonas de densidade diferentes. As águas das chuvas iriam fragmentar esta “crosta primitiva”. Estas chuvas eram provenientes dos gases libertados pelos vulcões (vapor de água). Estas chuvas arrefecendo os materiais iam acumulando-se, criando os oceanos primitivos. Estes gases provenientes do interior da terra deram início à formação da atmosfera primitiva.

Características essenciais à vida existentes no Planeta Terra:

distância ao sol adequada à formação e manutenção de água no estado líquido, permitindo a reciclagem contínua de Dióxido de carbono.

estabilidade das condições climatéricas (Efeito estufa),

a Terra tem um volume e densidade suficiente para reter a atmosfera.

Hipótese Oparin-Haldane – Origem da Vida

Esta hipótese é a mais provável para explicar a origem da vida.

Segundo esta hipótese a atmosfera primitiva era constituída por hidrogénio (H2), metano (Ch2), amoníaco (Nh2) e vapor de água (H2O), sujeita á ação de fontes de energia como o sol, o calor da crosta terrestre, a atividade vulcânica a radioatividade e as descargas elétricas (tempestades),os seus constituintes reagiam entre si originando os primeiros compostos orgânicos.

Estes compostos eram arrastados para os oceanos, onde se acumulavam dando origem à “sopa primitiva”.

Uma evolução química conduzia á formação de moléculas orgânicas mais complexas.

Estas moléculas agrupavam-se constituindo unidades individualizadas do meio, os coacervados, e que em condições ambientais próprias poderiam dar origem a seres vivos, seres procariontes, heterotróficos pois alimentavam-se de moléculas do exterior e anaeróbios pois não respiram oxigénio.

Estas moléculas referidas eram aminoácidos que se juntavam a outros aminoácidos e davam origem a proteínas ainda não biológicas.

A competição iria aumentando no meio, poderiam ocorrer alterações do metabolismo (reações químicas existentes nas células, de forma a degradar moléculas para obter energia, transformação de matéria em moléculas que permitem a reparação de estruturas, o crescimento e a divisão celular).

Destes seres que passavam a utilizar a luz solar para fabricar o seu alimento (Autotróficos), anaeróbios fotossintéticos.

Com o aparecimento destes seres, começou a produzir-se o oxigénio, O2.

Cronologia do desenvolvimento de seres vivos:

3.800 M.a. – Vestígios de vida com heterotróficos anaeróbios.

3.000 M.a. – Bactérias autotróficas fotossintéticas

2.800 M.a. – Cianobactérias

2.000 M.a. – Acumulação de oxigénio atmosférico

1.800 M.a. – Bactérias heterotróficas / autotróficas aeróbias (utilizam oxigénio)

1.450 M.a. – Eucariontes sem clorofila

1.400 M.a. – Eucariontes com clorofila

670 M.a. – Pluricelulares eucariontes de corpo mole

550 M.a. – Pluricelulares eucariontes com concha

350 M.a. – Saída das águas destes animais para viverem na terra

1 - INTRODUÇÃO

Porque se estuda a Terra?

A curiosidade natural do homem em desvendar os mistérios da natureza levou-o ao estudo da Terra.

Perguntas tais como: de onde vêm as lavas dos vulcões; o que causa os terremotos; como se formaram os planetas e as estrelas, e muitas outras, sempre foram enigmas que o homem vem tentando decifrar.

O principal fator que impulsiona o homem a melhor conhecer a Terra é o fato de ter que usar materiais extraídos do subsolo para atender as suas necessidades básicas.

Na Idade Média, acreditava-se que a Terra era o centro do Universo e que todos os outros astros, como o Sol , a Lua, os planetas e as estrelas giravam em torno dela. Com o desenvolvimento da ciência e da tecnologia, o homem pôde comprovar que a Terra pertence a um grupo de planetas e outros astros, que giram em torno do Sol, formando o Sistema Solar.

Descobriu-se também que a própria Terra se modifica através dos tempos. Por exemplo, áreas que hoje estão cobertas pelo mar, há 15 mil anos eram planícies costeiras, semelhantes à baixada de Jacarepaguá; regiões que estavam submersas há milhões de anos, formam agora montanhas elevadas como os Alpes e os Andes. Lugares onde existiam exuberantes florestas estão hoje recobertas pelos gelos da Antártica ou transformaram-se regiões desérticas.

O material que atualmente constitui montanhas, como o Pão de Açúcar e o Corcovado, formou-se a centenas ou milhares de metros abaixo da superfície terrestre, há muitos milhões de anos.

Estas transformações são causadas por gigantescos movimentos que ocorrem continuamente no interior e na superfície da Terra. Por serem transformações muito lentas, o homem não pode acompanhá-las diretamente, pois ele só apareceu há cerca de dois milhões de anos. Isso quer dizer que, se toda a evolução da terra fosse feita em um ano, o homem só teria aparecido quando faltasse dois minutos para a meia-noite do último dia do ano.

Além disso, o homem só tem acesso à camada superficial do nosso planeta. A distância da superfície até o centro da Terra mede 6.370 km - dois mil quilômetros a mais que a distância entre o Oiapoque e o Chuí, pontos localizados nos extremos norte e sul do Brasil - e a maior perfuração já feita só alcançou 10 km de profundidade

Então, como se pode saber o que existe dentro da Terra em tão grandes profundidades e como descobrir a idade de cada período da história da Terra? Isto é possível através do estudo das rochas, dos terremotos, dos vulcões, dos restos dos organismos preservados nas rochas e das propriedades físicas terrestres, tais como o magnetismo e a gravidade.

As rochas são formadas por minerais, que por sua vez são constituídos por substâncias químicas que se cristalizam em condições especiais. O estudo dos minerais contidos em uma determinada rocha pode determinar onde e como ela se formou.

Para medir o tempo geológico, utiliza-se elementos radioativos contidos em certos minerais. Esses elementos são os "relógios da Terra". Eles sofrem um tipo especial de transformação que se processa em ritmo uniforme, século após século, sem nunca se acelerar ou retardar.

Por este processo - chamado RADIOATIVIDADE - algumas substâncias se desintegram, transformando-se em outras. Medindo-se a quantidade dessas substâncias em uma rocha, pode-se saber a sua idade.A Terra atrai os corpos pela força da gravidade e pela força magnética. Estas forças variam de local para local, devido a diferenças superficiais e profundas dos materiais que constituem a Terra. A análise dessas diferenças é outra forma de interpretar o que existe no subsolo terrestre.

Todos esses estudos fazem parte da GEOLOGIA - a ciência que busca o conhecimento da origem, composição e evolução da Terra. Outras ciências da Terra, como a GEOGRAFIA, a OCEANOGRAFIA e a METEOROLOGIA, ocupam-se de outros aspectos do nosso planeta.

2 - A TERRA

Origem, evolução e constituição interna

Pela teoria mais aceita estima-se que a formação do Sistema Solar teve início há seis bilhões de anos, quando uma enorme nuvem de gás que vagava pelo Universo começou a se contrair. A poeira e os gases dessa nuvem se aglutinaram pela força da gravidade e, há 4,5 bilhões de anos, formaram várias esferas de gás incandescente que giravam em torno de uma esfera maior, que deu origem ao Sol. As esferas menores formaram os planetas, dentre os quais a Terra.

Devido à força da gravidade, os elementos químicos mais pesados como o ferro e o níquel, concentraram-se no seu centro, enquanto que os gases foram, em seguida, varridos da superfície do planeta por ventos solares.

Assim, foram separando-se camadas com propriedades químicas e físicas distintas no interior do Globo Terrestre. Há cerca de 4 bilhões de anos, formou-se o NÚCLEO - constituído por ferro e níquel no estado sólido, com um raio de 3.700 km. Em torno do núcleo, formou-se uma camada - o MANTO - que possui 2.900 km de espessura, constituída de material em estado pastoso, com composição predominante de silício e magnésio.

Em torno de 4 bilhões de anos atrás, gases de manto separaram-se, formando uma camada de ar ao redor da Terra - a ATMOSFERA - já naquela época muito semelhante à atual.

Finalmente, há aproximadamente 3,7 bilhões de anos, solidificou-se uma fina camada de rochas - a CROSTA. A crosta não é igual em todos os lugares. Debaixo dos oceanos, ela tem mais ou menos 7 km de espessura e é constituída por rochas de composição semelhante à do manto. Nos continentes, a espessura da crosta aumenta para 30-35 km, sendo composto por rochas formadas principalmente por silício e alumínio e, por isso, mais leves que as do fundo dos oceanos.

3 - DINÂMICA INTERNA

Movimentos do interior da Terra

Sabe-se hoje em dia que os continentes se movem. Acredita-se que há muitos milhões de anos, todos estavam unidos em um único e gigantesco continente chamado PANGEA. Este teria se dividido em fragmentos, que são os continentes atuais. Foi o curioso encaixe de quebra-cabeça entre a costa leste do Brasil e a costa oeste da África que deu origem a esta teoria, chamada de DERIVA CONTINENTAL.

Ao estudar o fundo do Oceano Atlântico , descobriu-se uma enorme cadeia de montanhas submarinas, formada pela saída de magma do manto. Este material entra em contato com a água, solidifica-se e dá origem a um novo fundo submarino, a medida que os continentes africano e sul americano se afastam. Este fenômeno é conhecido como EXPANSÃO DO FUNDO OCEÂNICO.

Com a continuidade dos estudos, as teorias da Deriva Continental e da Expansão do Fundo Oceânico foram agrupadas em uma nova teoria, chamada TECTÔNICA DE PLACAS: imagine os continentes sendo carregados sobre a crosta oceânica, como se fossem objetos em uma esteira rolante. É como se a superfície da Terra fosse dividida em placas que se movimentam em diversas direções, podendo chocar-se umas com as outras. Quando as placas se chocam, as rochas de suas bordas enrugam-se e rompem-se originando terremotos, dobramentos e falhamentos.

Embora a movimentação das placas seja muito lenta - da ordem de poucos centímetros por ano - essas dobras e falhas dão origem a grandes cadeias de montanhas como os Andes, os Alpes e os Himalaias.

Outro fenômeno causado pelo movimento de placas é o vulcanismo, que pode originar-se pela saída de rochas fundidas - MAGMA - em regiões onde as placas se chocam ou se afastam. Quando o magma que atinge a superfície se acumula em redor do ponto de saída, formam-se VULCÕES.

No Brasil também ocorrem terremotos e vulcões. Os terremotos felizmente são muito raros e de pequena intensidade e somente são encontrados restos de vulcões extintos. Isto ocorre devido ao fato do nosso país situar-se distante de zona de choque e de afastamento de placas.

Origem da Terra

4 - DINÂMICA EXTERNA

Modificações da Superfície da Terra

A ação da água, dos ventos, do calor e do frio sobre as rochas provoca o seu desgaste e decomposição, causando o que se denomina INTEMPERISMO. O intemperismo implica sempre na desintegração das rochas, que pode se dar de vários modos, pelos agentes químicos, físicos e biológicos. Esta desintegração gera areias, lamas e seixos, também denominados SEDIMENTOS. 
O deslocamento desses sedimentos da rocha desintegrada é chamado EROSÃO.

O transporte desse material para as depressões da crosta, (oceanos, mares e lagos) pode ser realizado pela água (enxurradas, rios e geleiras) ou pelo vento, formando depósitos como areias de praias e de rios, as dunas de desertos e as lamas de pântanos.

Origem da Terra

5 -TIPOS DE ROCHA

O ramo da Geologia que estuda as rochas chama-se PETROLOGIA. As rochas são de três tipos principais: ígneas, sedimentares e metamórficas.

Origem da Terra

Como visto anteriormente, a fusão do material do manto e da crosta, dá origem a um líquido denominado MAGMA. O resfriamento e a solidificação do magma formam as rochas ÍGNEAS. Estas rochas mantêm as marcas das condições em que se formaram. Se, por exemplo, elas têm todos os minerais bem cristalizados, do mesmo tamanho, isto indica que o magma se consolidou no interior da Terra, dando tempo para os minerais crescerem de modo uniforme.

As rochas ígneas que se consolidam no interior da Terra chamam-se INTRUSIVAS ou PLUTÔNICAS. O granito é uma delas. Quando os minerais encontrados na rocha são muito pequenos - nem chegam a formar cristais – significa que o magma se resfriou subitamente. Isto acontece, por exemplo, quando o magma extravasa no fundo do mar. Ele resfria tão rapidamente que os cristais não tem tempo de crescer. As rochas ígneas que se formam na superfície da Terra são chamadas EXTRUSIVAS ou VULCÂNICAS. Um exemplo típico é o basalto.

A medida que os sedimentos erodidos vão se acumulando nas depressões, chamadas de BACIAS SEDIMENTARES, eles vão se compactando, transformando-se nas rochas SEDIMENTARES. Elas se formam, geralmente, na superfície, a temperaturas e pressões muito baixas. As rochas sedimentares podem indicar os ambientes nos quais elas foram depositadas.

Assim, os arenitos podem ser indicativos, por exemplo, de desertos ou praias; os folhelhos– rochas argilosas folheadas – de pântanos ou mares calmos e, os conglomerados, de rios ou geleiras. Outros tipos de rochas sedimentares, principalmente os calcários, são formados pela precipitação de elementos químicos dissolvidos nas águas, ou por conchas e esqueletos de organismos que se depositam uns sobre os outros.

As rochas METAMÓRFICAS são formadas a partir de modificações de rochas ígneas, sedimentares ou de outras rochas metamórficas, pelo aumento da temperatura e da pressão, porém sem chegarem a se fundir. Isso ocorre, por exemplo, em regiões de choque de placas, onde as rochas são comprimidas ou em regiões em que massas de magma entram em contato com outras rochas, transformando-se por aquecimento.

As rochas metamórficas mais comuns são os gnaisses, os xistos e os quartzitos. Cada uma delas, por suas próprias características, pode indicar as condições de temperatura e pressão nas quais se formaram.

6 - OS FÓSSEIS

Restos de seres vivos petrificados

Quando ocorre a deposição dos sedimentos em um determinado ambiente, restos de animais e vegetais que vivem nesses ambientes podem depositar-se junto com eles. Sendo soterrados rapidamente, esses restos orgânicos poderão ser conservados. A medida que a camada de sedimentos vai passando pelas transformações para se tornar uma rocha sedimentar, esses restos ficarão petrificados. Assim eles se transformam em FÓSSEIS.

A parte da Geologia que estuda os fósseis é chamada de PALEONTOLOGIA. Os fósseis são muito importantes para determinar o ambiente no qual os sedimentos se depositaram, para o estudo da evolução dos seres vivos, e para determinar a idade de formação das rochas.

A idade indicada pelos fósseis é, entretanto, uma idade relativa. Os geólogos dividiram a história da Terra em eras e períodos que são representados pela abundância dos fósseis encontrados nas rochas formadas em um dado período.

Através do estudo dos fósseis, combinado com a determinação da idade das rochas, descobriu-se que as primeiras formas de vida apareceram há 3,5 bilhões de anos. Porém, só há 600 milhões de anos, no início do Paleozóico, houve o desenvolvimento explosivo de seres vivos.

Durante a era Paleozóica, a vida evoluiu dos invertebrados primitivos e das plantas.

7 - APLICAÇÕES DO CONHECIMENTO GEOLÓGICO

O conhecimento geológico é aplicado principalmente na procura de substâncias minerais úteis para o homem, os MINÉRIOS.

Quando um minério existe em grande quantidade numa determinada localidade, ele constitui uma JAZIDA MINERAL. Essas concentrações só se formam em condições muito especiais, e muitas vezes é necessário um estudo muito aprofundado para localizar tais ocorrências. As jazidas podem ser constituídas, de rochas, como o calcário, de sedimentos, como a areia, de solo, como a bauxita (de onde é extraído o alumínio); e de combustíveis fósseis, como o carvão e o petróleo.

Outros minérios, como o ouro, as pedras preciosas e a cassiterita (estanho) podem ser extraídos tanto das rochas nas quais se formaram, quanto sedimentos nos quais se depositaram depois de terem sido retirados das rochas pelo intemperismo e pela erosão.

O estudo do subsolo, com o objetivo de perfurar poços para obtenção de água subterrânea constitui a HIDROGEOLOGIA. Esta é outra importante aplicação da Geologia que pode solucionar graves problemas de escassez de água em regiões como os desertos e a Região Nordeste do Brasil.

A ocupação do solo é outro importante campo de atuação do geólogo. Nesta atividade, ele trabalha em conjunto com engenheiros e arquitetos, fornecendo-lhes as necessárias informações sobre os terrenos onde estes profissionais irão implantar seus projetos – sejam pequenos loteamentos ou grandes obras de engenharia, como edifícios, usinas hidrelétricas, represas, estradas, túneis ou aeroportos.

O conhecimento geológico é de grande importância para prevenir a ocorrência de problemas futuros, que poderão afetar as obras e causar acidentes, como deslizamentos de terra e rocha, afundamento de terrenos e enchentes.

A prevenção de catástrofes ocasionadas por fenômenos naturais, como terremotos e erupções vulcânicas, também poderá tornar-se realidade em futuro não muito distante. Isto será possível porque o conhecimento sobre suas causas vem se acumulando através do estudo do funcionamento dos processos internos do planeta.

Ultimamente, vem se desenvolvendo a Geologia Ambiental que se preocupa com efeitos da intervenção do homem no meio ambiente. Esses efeitos podem ser causados pelos desmatamentos em grande escala, pela extração irracional dos recursos minerais e pela poluição. Os grandes desmatamentos desprotegem a terra propiciando, então, a sua erosão, e mesmo a sua desertificação.

A exploração contínua e desenfreada de jazidas causa inúmeros problemas ecológicos às regiões minerais, como a destruição das matas, a poluição causada pelo beneficiamento dos minérios e, finalmente, quando a jazida se exaure, o resultado final da exploração: uma enorme cratera, onde antes havia uma montanha.

A Terra leva muito tempo para formar e concentrar os minerais. Portanto, os recursos minerais devem ser utilizados da maneira mais racional possível, para trazer um real benefício para a população atual e futura. As explorações minerais devem promover um desenvolvimento social e econômico progressivo e constante, pois "MINÉRIO NÃO DÁ DUAS SAFRAS", ou seja, é um bem não renovável.

Fonte: www.sbgeo.org.br

Origem da Terra

A Origem da Terra

Terra e o Sistema solar começaram a existir há 5 ou 6 bilhões de anos. É um fato, não uma suposição. Já não restam nem dúvidas nem discussões, o cálculo é correto, a Ciência possui o método que lhe pemitiu formular a cifra. Como o conseguiu? qual é esse método? Façamos um pouco de história: são acontecimentos de nosso tempo e merecem ser conhecidos.

Uma tarde de abril - faz isso vinte anos - o diretor da seção de egiptologia do Museu de História Natural de Chicago recebeu uma ordem que produziu-lhe perplexidade e indignação: tinha que serrar vandalicamente um pedaço da barca funerária do faraó Sesostris III, uma das peças mais esplêndidas da coleção e enviar o pedaço de madeira ao professor Willard F. Libby, prêmio Nobel, catedrático da Universidade da Califórnia e um dos pais da era atômica.

O invento de um fantástico relógio

De má vontade e resmungando o diretor obedeceu, e qual não foi seu desespero quando soube que o precioso e insubstituível fragmento foi carbonizado em um forno pelo dito supersábio, que, naturalmente, não estava louco. Resultava que o professor Libby, célebre por seus estudos e pesquisas no campo da química radioativa, havia idealizado, um método para medir o tempo transcorrido por reações nucleares. Havia inventado um fantástico "relógio" que, segundo sua teoria, teria pemitido cronometrar com rigorosa exatidão os milênios do passado, da mesma maneira que o nosso cronômetro de pulso nao informa da passagem dos segundos do presente.

O que Libby pretendia, destruindo esse fragmento arqueológico, era comprovar se seu método funcionava, e posto que os especialistas em egiptologia haviam calculado que a barca de Sesostris III tinha 3.750 anos, quis ver se com seu invento chegava à mesma conclusão.

E efetivamente, assim foi, ainda que o cronômetro do passado corrigiu ligeiramente aos arqueólogos: a barca não tinha 3.750, mas exatamente 3.621. O método de Libby é baseado na degradação do carbono radioativo absorvido pelas plantas e que, portanto, devia estar contido também na madeira que haviam usado os carpinteiros do faraó. Por isso havia requerido a amostra. No entanto, a conta atrás de Libby tinha um topo: setenta mil anos. Como se chegou pois aos 6 bilhões de anos?

Buscando a idade da terra

A resposta é relativamente simples. A barreira dos setenta mil anos corresponde ao período de vida média do carbono 14. O que fazia falta para medir mais além de seu limite as idades, era empregar isótopos radioativos de vida média mais longa. E isso precisamente foi o que fizeram depois de Libby outros cientistas, obtendo a idade da Terra e do Sistema Solar mediante a análise da radioatividade das rochas mais antigas e de meteoritos, respectivamente. O elemento chave foi o isótopo do urânio 238, o metal que após uma série de transmutações acaba sendo chumbo; e precisamente devido a sua alta radioatividade, dentro de alguns milhões de anos todo o urânio presente da terra terá desaparecido, e seu lugar não restará mais que chumbo.

Eis aqui o procedimento para calcular a idade da Terra: dando-se uma relação entre o urânio e o chumbo, se pode concluir com toda exatidão dentro de quanto tempo será transmutado o urânio; mas também se pode,analizando as rochas que o contém, averiguar quanto tempo transcorreu desde que não havia mais que urânio e não urânio e chumbo, ou somente chumbo.

Montes Urais: 300 milhões de anos

Por exemplo, foi falado que a das jazidas dos montes Urais têm uma idade compreendida entre os 270 e 300 milhões de anos. Outros minerais da Noruega arrastam uma cifra de 900 milhões de anos e, até a data, a rocha mais antiga, detectada na península de Kola, resultou ter a venerável idade de 3.500 milhões de anos.

Os meteoritos são os que permitiram chegar aos 6 bilhões de que falamos. Se ressuscitasse Maomé tiraria suas barbas e rasgaria as vestimentas ao ver como os cientistas, sem respeito algum, se permitem manipular as pedras que do céu nos lançou Alá. A título de aviso: a famosa pedra negra da Kaaba de Meca, segundo revelou o profeta, quando Alá a jogou, era branquíssima, e tornou-se negra por causa dos pecados dos homens.

e cada vez mais baixo e tosco quando está longe: eis aqui todo o mistério do "efeito Doppler", que é manifestado na mudança do tom do som.

As ondas sonoras emitidas por um corpo que se distância do lugar onde se encontra o observador, chegam aos ouvidos deste com uma freqüência mais baixa da que na realidade possuem no instante de sua emissão; enquanto que o mesmo som, aproximando-se o emissor ao observador, é percebido com uma freqüência mais alta que a real. Pois bem, algo semelhante acontece com as radiações eletromagnéticas, entre as quais é encontrada a luz.

Os 6 bilhões de anos dos meteoritos

Em resumo: posto que os meteoritos contém essencialmente os mesmos materiais dos quais está feita a Terra, se considera que como esta pertence ao sistema solar; e tendo alguns quantos deles revelado a análise a idade de 6 bilhões de anos de existência, foi concluído que todo o sistema, como mínimo, existe desde então, salvo nos caia outra mensagem de Alá todavia mais antiga.

Fonte: www.esoterikha.com

Origem da Terra

Até onde se sabe o planeta em que vivemos é o único do nosso sistema solar em condições de abrigar vida da forma como a conhecemos. A Terra está à uma distância adequada do Sol, tem uma atmosfera rica em oxigênio e possui grandes quantidades de água. É o primeiro planeta, a partir do Sol, que tem um satélite natural, a Lua.

A princípio, é dispensável dar explicações sobre a Terra, pois é o planeta do Sistema Solar que mais conhecemos, mas por isso mesmo, ela serve como base para compararmos com os dados obtidos de outros planetas. Isso perrmite o estudo comparado dos planetas ou formalmente a Planetologia.

Devido ao maior conhecimento em relação aos outros planetas, faremos referências somente a dados pouco conhecidos sobre nosso planeta, tais como: campo magnético, atmosfera e estrutura interna do planeta.

Origem da Terra

O campo magnético terrestre é de origem interna e bem semelhante ao produzido por uma barra imantada, colocada no centro terretre. O eixo desse campo tem uma inclinação de onze graus com o eixo de rotação terrestre. Nas altas temperaturas do interior da Terra não existem magnetos permanentes, e por isso, só as correntes elétricas, podem constituir uma fonte para o campo magnético global.

A intensidade desse campo vem diminuindo em cerca de 0,05% ao ano e, nesse rítimo, o campo estará anulado antes do ano 4.000. Durante a solidificação de certas rochas elas são magnetizadas segundo a intensidade e direção do campo existentes.

Com isso fez-se o estudo do magnetismo fóssil de rochas antigas e a partir daí descobriu-se que o campo se anulou diversas vezes por períodos de até alguns milhares de anos e até inverteu sua direção, ficando o polo sul sendo o polo norte e vice-versa.

Existem hoje cronologias bem detalhadas, que narram as sucessões das inversões do campo magnético.

Idade da Terra

Os cálculos para determinação da Idade da Terra são feitos através de rochas radioativas, encontradas na crosta. De uma amostra de rocha contendo traços de elementos radioativos que se solidificou em certa época, basta conhecer as meias-vidas desses elementos para saber o intervalo de tempo decorrido. A amostra não pode ter sido contaminada com amostras estranhas de elementos radioativos.

As mais antigas encontradas até hoje datam de 3,8 bilhões de anos, encontradas na Groenlândia. Isso implica que a Terra se formou antes disso, pois nessa época a Terra já havia se solidificado. De análises de meteoritos, foi concluído que datam de 4,5 a 4,6 bilhões de anos. Acredita-se ser a época em que se formaram os primeiros corpos sólidos do sistema solar

Estrutura Geológica

Até hoje não se conseguiu informações diretas sobre o que há no interior terrestre, pois a perfuração mais profunda, conseguida na década de 80 na então URSS, não chega a 13 km. É uma distância infima, em relação ao raio terrestre, que nem se quer atravessa a crosta.

Os estudos sobre o interior terrestre são feitas de formas indiretas, pesquisando-se principalmente os abalos sísmicos (terremotos), que chegam a 300.000 por ano, dos quais não mais do que 100 são perceptíveis no mundo todo e pelas rochas trazidas pelas erupções vulcânicas. Mas foi pelo estudo da propagação das ondas sísmicas é que se concluiu quase todo o estudo estrutura geológica existente hoje.

Crosta: Pode ser crosta continental e oceânica. A crosta oceânica com expessura média de cinco quilometros, é composta principalmente de rochas basálticas e ricas em sílicio, alumínio, ferro e magnésio. A continental com uma espessura que varia de 20 a 65 km, rica em granito e pobre em sílicio na parte superior, é separada pela descontinuidade de Conrad da parte inferior, que contém rochas ricas em sílicio.

A densidade na crosta é de 2,8 g/cm3 em média, chega a 3,3 no manto superior e aumenta com a profundidade até 5,7 g/cm3 antes da transição manto-núcleo, onde passa bruscamente a 9,7 g/cm3 , até chegar a 15 g/cm3 o centro da Terra. Lá a pressão é de 3,6 milhões de atmosferas e a temperatura é estimada em torno de 3500 K, no mínimo.

Forma: É um elipsóide de revolução com achatamento de 1/300 do raio equatorial. Essa forma é uma aproximação bastante boa, porém na realidade a forma é bem mais complexa, devido a ação de várias forças: a gravidade e a força centrípeta, (devido a rotação) é que dão a forma de elipsóide e as outras forças que são bem menores provocam um desvio mínimo dessa forma.

Mantos: Tanto a crosta continental como a oceânica são separadas do manto pela descontinuidade de Mohorovic. O manto ocupa 80% do volume terretre e é divídido em manto superior (com 1000 km de espessura) e o inferior ( com 1900 km de espessura), totalizando 2900 km de espessura total.

Núcleo Externo: Com 2100 km de espessura é formado por uma liga líquida de ferro e níquel.

Núcleo Interno: com raio de 1370 km, é de composição idêntica ao núcleo externo, porém em estado sólido. A sua existência não é totalmente comprovada, mas é uma teoria bem aceita na comunidade científica, principalmente por aqueles que estudam as origens do campo magnético da Terra e se baseiam na existência do núcleo metálico dessa forma, para explicarem suas teorias. Existe uma camada de transição entre os núcleo externos e internos que não chega a 100 km.

Atmosfera

Na troposfera (nome da camada atmosférica nos dez primeiros quilômetros a partir da superfície terrestre), é onde ocorrem os principais fenômenos meteorológicos e abriga 75% da massa total da atmosfera. A temperatura nesta camada cai com a altitude em cerca de 6,5oC por quilômetro.

A tropopausa é a zona limite de transição entre a troposfera e a estratosfera, que é a segunda camada atmosférica. Nessa camada há uma queda de temperatura com a altitude, mas esse quadro se inverte, ou seja a temperatura se estabiliza e depois passa a aumentar chegando a assumir valores de superfície, com máximos de 0oC. Isso se deve a não presença de vapor d'agua e ãs reações químicas que transformam ozônio em oxigênio diatômico, provocadas pela incidência do ultravioleta.

Após a estratopausa, outra zona limite de transição está a mesosfera, onde a temperatura volta cair bruscamente até (-80oC a cerca de 80 km de altitude). A partir daí a atmosfera restante não tem influência nos fenômenos meteorológicos.

A camada superior (ionosfera), é carregada eletricamente devido a incidência elevada dos raios solares, e que por isso reflete ondas de rádio (como foi citada, na parte anterior, a respeito das explosões solares). Nessa região onde as pressões são baixissimas e o ar bem rarefeito, é difícil determinar o limite da atmosfera.

Ainda assim distinguiu-se outra camada a termosfera, a acima dela ainda temos a exosfera, na qual estão os satélites artificiais que sofre um decréssimo no raio de sua órbita devido aos choques com as partículas desses gases, e pouco a pouco tendem a cair sobre a Terra.

Origem da Atmosfera

A atmosfera de Vênus, Terra e Marte tem origem secundária, ou seja, não se formaram da nebulosa primitiva que deu origem ao sistema solar. Acredita-se que tenha se formado a partir dos gases que emanaram dos vulcões após o planeta já ter se formado. Essa atmosfera substituiu a anterior existente, que provavelmente foi resquícios da nebulosa planetária e constituida principalmente de hidrogênio e hélio e traços de metano, vapor d'água, amoníaco, nitrogênio e os gases nobres.

Essa atmosfera secundária que teve origem vulcânica, deve ter se formado nos primeiros 500 milhões de anos após a formação da Terra, numa fase de intensas atividades vulcânicas, e com a composição inicial sendo CO ou anidrído carbônico. Ainda hoje os vulcões emitem em e com a composição incial sedo de CO e anidrido carbônico. Ainda hoje os vulcões emitem em suas erupções grandes quantidades de CO2 e vapor d'agua.

Origem da Terra

A Lua é um satélite que tem ¼ do diâmetro da Terra, e está apenas a 380 mil Km de distância da Terra. A superfície da Lua é rica em alumínio e titânio e seu interior é rochoso. Há possibilidades de existir na Lua (em pequena quantidade), mas não atmosfera. A falta de água líquida e de atmosfera que forme ventos, impede qualquer erosão, por isso a Lua tem grande quantidade de crateras visíveis. Qualquer buraco formado na Lua não desmancha pois não há erosão.

A quantidade de meteoritos que caem na Terra é muito maior do que a quantidade que cai na Lua, só que na Terra a erosão causada pela chuva e vento desmancha as crateras produzida por eles.

Ela é um dos maiores satélites relativo ao seu planeta, com uma relação 1/81 da massa terrestre. Por isso o sistema Terra-Lua pode ser considerado um sistema planetário duplo. Por ser o objeto celeste mais próximo da Terra, foi possível, através de missões tripuladas, trazer para a Terra amostras de sua superfície.

Da análise dessas amostras, verificou-se que sua composição é muito semelhante à da Terra, contendo praticamente os mesmos minerais. Porém não foi encontrado nenhum traço de água nem erosão atmosférica, apesar das amostras trazidas serem mais antigas que as terretres. Concluiu-se que a Lua, no início de sua formação era recoberta por uma espessa camada de lava fundida, que se resfriou gradualmente formando a crosta uniforme e de rochas claras.

Essa crosta recém formada foi submetida a um intenso bombardeio de meteoritos que deu origem ãs crateras conhecidas. O choque de meteoritos com dimensões quilômétricas provocaram as grandes depressões. A energia gerada e a contração provocada pelos impactos, fizeram com que o interior lunar ainda quente voltasse a se aquecer e fundir o magma. Esse magma fundido (de origem basáltica) aflorou à superfície nos locais enfraquecidos pelo impacto.

O magma espalhou e formou as regiões baixas, vista da Terra como manchas escuras, os mares lunares. Isso aconteceu até cerca de dois bilhões de anos depois de sua formação. Desta época até agora, a Lua tem estado praticamente inativa, ocorrendo poucos impactos de grande porte que terminaram por fragmentar as rochas superfíciais, fazendo com que toda a superfície ficasse recoberta por minúsculos grãos de poeira.

Devido a baixa gravidade lunar, (que permite maior espalhamento das partículas) os últimos impactos de grande porte fizeram com que toda essa poeira se misturasse tornando possível se colher num único local, amostras de diversas regiões da Lua.

Como aconteceu com todos os planetas terrestres em sua formação, quando ainda estavam na fase líquida, os materiais mais densos vão para o centro e os menos densos ficam na crosta. Isso aconteceu na Lua também, porém foi modificado posteriormente pelo bombardeio de meteoros. As análises feitas revelam que os continentes (regiões claras) são formadas por um tipo de rocha a base de óxido de cálcio, alumínio e silício. Já os mares (regiões escuras) apresentam grande quantidade de ferro e titânio, que se afloraram das regiões bem escuras mais profundas.

Crateras lunares

As crateras lunares são bem diversificadas quanto ao tamanho, variando de algumas centenas de quilômentros até alguns micrometros. Estas últimas existem, porque não há erosão na superfície lunar e são encontradas tanto nas rochas como na própria superfície recoberta de poeira. As crateras podem ser classificadas como:

Primárias - dispostas geralmente de modo aleatório, havendo alguns alinhamentos determinados pela queda simultanea de um grupo de meteoros.

Secundárias - Localizadas em torno das primárias. São menores e pouco profundas. Geralmente caracterizadas pelas raias (formadas pela expulsão de matéria no momento do impacto e que fizeram sulcos no solo em forma de raios), pricipalmente as maiores. São superpostas sobre as primárias.

Vulcânicas - em número muito menor que as de impacto. O material que forma essas crateras e a região ao seu redor são particulas sólidas e finas.

Interior

Baseado nas análises feitas, elaborou-se uma teoria sobre o interior lunar, formado pela crosta composta de basaltos; mais abaixo o manto médio, que é formado pelo mesmo material da crosta, mas que sofre alterações devido ao aquecimento provocado pelos grandes impactos que deram origem aos mares; o manto inferior é composto de material no estado plástico; e o núcleo que é constituído basicamente de ferro, pouco níquel e talvez enxofre.

Fonte: www.cdcc.usp.br

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