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Abiogênese

"Sempre que o homem depara com o inesperado, o exuberante espectáculo das coisas vivas, considera-o uma instância da geração espontânea da vida". Afirmava Alexandre Oparin.

A expressão geração espontânea é a convicção de que algumas entidades físicas podem surgir espontaneamente, ao acaso, a partir da matéria inerte, sem progenitores naturais.

Aristóteles foi um dos cientistas que mais de evidenciou na defesa da teoria da geração espontânea, cujo pensamento influenciou os sábios do mundo ocidental durante muitos séculos. Há mais de 2.000 anos ele acreditava que a

vida podia originar-se espontaneamente da matéria bruta resolvendo, assim, o problema da origem da vida.

A sua hipótese baseava na existência de um "princípio activo", dentro de certas porções de matéria, que não era considerado uma substância, mas sim uma capacidade de fazer determinada coisa. Esse princípio podia organizar uma sequência de factos, os quais produziriam a vida, isto é, um ser vivo, a partir da matéria bruta, desde que tivesse condições favoráveis. Baseando-se no conceito deste princípio activo, Aristóteles explicou porque um ovo fecundado podia se transformar num ser vivo.

Tais são os factos, os seres se originam não somente do cruzamento de animais, mas também da decomposição da terra... E entre as plantas a matéria procede da mesma maneira, algumas desenvolvem-se de sementes de certas partes vegetativas, outras por geração espontânea através de forças naturais, entre as quais do apodrecimento da terra.

A teoria da geração espontânea ficou mais enriquecida com o apoio de outros cientistas, tais como William Harvey, célebre por seus trabalhos sobre circulação sanguínea, René Descartes e Isaac Newton.

Jean Baptiste Van Helmont, grande adepto da teoria da geração espontânea mostrou que substâncias não vivas podiam originar seres vivos, a partir da elaboração de uma receita para produzir ratos: num ambiente escuro, colocou camisas sujas e algumas espigas de trigo. Verificou, após 22 dias a presença de pequenos ratinhos.

Porém, não levou em conta que esses ratos podiam vir de fora!

Um caso particular aceite por muitos cientistas era o da geração espontânea dos micróbios.

Com o aperfeiçoamento do microscópio por um naturalista holandês, Anton Leeu Wenhoek, que observou e descobriu minúsculos organismos, cuja existência era até então ignorada, tornou-se possível a explicação da origem desses minúsculos organismos a partir de duas correntes de pensamento: Por um lado, alguns cientistas acreditavam que os microorganismos originavam-se

espontaneamente da matéria não viva que lhes servia de alimento; por outro

lado, outros, incluindo o Leeu Wenhoek, acreditavam que as "sementes" ou

"germes" dos micróbios encontravam-se no ar e, ao cair em ambientes propícios, cresciam e reproduziam-se. Para o primeiro grupo de cientistas, a teoria da geração espontânea foi suficiente para explicar a origem dos microorganismos.

As experiências continuaram, desta vez com o cientista francês Jablot. Na sua experiência surgiria uma origem externa dos micróbios que fecundam em soluções contendo matéria orgânica; concluiu que a origem desses microorganismos deve-se à existência de sementes no ar. Isto porque, se as infusões fossem fervidas por algum tempo e depositadas num recipiente fechado, elas permaneciam livres dos micróbios por vários dias. Bastava abrir esse recipiente para que os micróbios reproduzissem. O cientista John Needham descreveu que os microorganismos surgem em muitos tipos de infusões, independentemente do tratamento que recebem: fechados ou não fechados, fervidos ou não fervidos.

John Needham, depois de ter realizado inúmeras experiências, concluiu que a origem desses microorganismos era a abiogenese. Nessas experiências utilizou sucos vegetativos e outros líquidos que continham pequenas partículas de alimentos; colocou os líquidos dentro de tubos de ensaio fechados, a fim de impedir a entrada do ar e depois aqueceu a mistura. Passados alguns dias tornou a aquecê-la tendo verificado, de seguida, que estava cheia de pequenos organismos. "A hipótese da geração espontânea é possível" afirmara ele.

Vinte e cinco anos mais tarde, Lazaro Spalanzzani(padre)teceu severas críticas a essas conclusões de Needham. Elaborou experiências idênticas àquelas realizadas por este: arranjou frascos contendo várias soluções nutritivas preparadas com água e substâncias diversas, como grão de milho, cevada e ovos.

Após vertê-las nos frascos, selou as extremidades dos mesmos para impedir a entrada do ar e ferveu-os durante uma hora com o objectivo de destruir os organismos que pudessem conter. Em seguida, arrefeceu-os e manteve-os fechados por vários dias. Quando os abriu, não encontrou germes.

Como se vê, obteve resultados diferentes. Para Lazaro, Needham não tinha aquecido os tubos suficientemente para provocar a morte de todos os seres vi- vos neles existentes, pois, mesmo depois de aquecidos, poderia haver uma certa quantidade desses seres, que reproduziriam logo que os tubos arrefecessem.

Needham considerou um pouco absurda esta hipótese.

Como é que aquecendo um líquido a uma temperatura muito alta, poderiam existir ainda seres vivos, uma vez que a essa temperatura, a força vegetativa seria destruída? A abiogénese continuou a persistir pelo facto da opinião pública comungar da mesma ideia de Needham!

A descoberta do oxigénio levou com que os defensores desta teoria encontrassem mais um ponto de apoio. Sendo esse gás essencial à vida, eles explicaram os resultados da experiência de Lázaro da seguinte maneira: " a vedação hermética e o aquecimento prolongado recomendado por lázaro impedia a reprodução de micróbios, os germes aí existentes não eram destruídos, mas sim o oxigénio, que é importante à geração espontânea e à sobrevivência dos germes".

Uma crença tão firmemente arrugada que qualquer alegação da sua ocorrência seria encarada com total descrença. Esta descrença categórica é o produto de uma evolução muito lenta. Sem o conhecimento da doutrina da continuidade genética, a ideia de que larvas de insectos, ratos e vermes pudessem ser gerados de matéria não viva em ridiculamente exagerada. O que aconteceu ao longo do tempo foi que alegações para origem abiogenética de animais relativamente grandes e complexos como sapos e ratos foram completamente abandonadas até que, por fim, bactérias, fungos e microorganismos foram as únicas criaturas que se pensou que pudessem originar-se espontaneamente.

A geração espontânea foi desacreditada pelos trabalhos do cientista Louis Pasteur, apesar do galarim de apoiantes ilustres ao longo dos tempos. A ideia dessa hipótese foi limitada à possibilidade de que as bactérias pudessem originar-se de novo dos fluídos internos e em caldos de carne alimentícios.

A importância das famosas experiências de Pasteur foi mostrar que muitos exemplos da declarada geração espontânea da bactéria estavam sujeitos a uma outra interpretação nomeadamente à contaminação dos fluídos nutrientes contidos em frascos por microorganismos presentes no ar.

É hoje geralmente aceite que a geração espontânea não ocorre.

Fonte: www.geocities.com

Abiogênese

Esta teoria aborda as visões históricas da origem da vida. Foi elaborada há mais de 2.000 anos, e seu criador foi Aristóteles.

Ele afirmava que: a vida surge espontaneamente de uma matéria bruta e não-viva e que era possuidora de um “principio ativo” ou “força vital”.

Um dos argumentos usados por ele, por exemplo, era o das larvas e insetos que surgiam próximos de alimentos como carnes e frutas estragadas.

No ano de 1668, Francesco Redi contrariou a teoria de Aristóteles. Ele realizou pesquisas que provaram que a vida não surgia espontaneamente de matérias não-vivas.

A teoria de Redi é chamada de biogênese, e envolve a idéia de que a vida se origina de uma vida já preexistente.

A experiência de Redi foi feita com moscas, e ele provou que estas não se originavam da carne, mas sim de outras moscas já preexistentes.

Apesar desta descoberta, a teoria de Aristóteles voltou a vigorar com a evolução do microscópio e o descobrimento de micróbios e bactérias, pois ninguém acreditava que seres que não eram visíveis a olho nu poderiam se reproduzir, portanto a única forma de que estes organismos poderiam ser originados era a partir da abiogênese.

Aproximadamente em 1860, o francês Louis Pasteur, definitivamente conseguiu provar que a abiogênese não acontecia.

Para chegar a esta conclusão, Pasteur realizou uma experiência usando um frasco com “pescoço de cisne”, pois tinha um gargalo em forma de curva.
Ele preparou um caldo de carne muito nutritivo, e colocou dentro do frasco.

O caldo foi colocado sobre a chama por alguns minutos. E após o resfriamento, pôde ser verificado que este líquido permaneceu intacto, sem a presença de micróbios e bactérias, tudo isso graças á curvatura que segurava os micróbios vindos do ar, para que não se juntassem com o líquido estéril.

Quando o gargalo era quebrado, os micróbios que estavam presos na curvatura do gargalo apareciam dentro do caldo, com isso, foi possível perceber que mesmo depois de fervido, o líquido poderia sustentar os micróbios com vida.

Com esta experiência de Pauster, a teoria da biogênese foi aceita por todos, enquanto as idéias da abiogênese foram definitivamente descartadas.
Mas isso resultou em uma nova dúvida, quando e como surgiu a primeira vida?

Novas idéias foram criadas para esclarecer estas dúvidas: extraterrena, autotrófica e heterotrófica.

Fonte: www.colegioweb.com.br

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