Na translineação (quebra de palavra em final de linha), alguns cuidados são necessários:
Em situações mais formais, evitar que a divisão resulte em palavras ridículas ou obscenas: acu-MULA, após-TOLO, CÚ-bico.
Não se deve deixar uma vogal isolada do resto da palavra em princípio ou fim de linha: a-proveitamento, a-manhã, Mari-a, Ri-o.
A norma faculta a repetição do hífen quando a translineação ocorre com o hífen que divide palavras compostas ou prefixadas: terça-/feira ou terça-/-feira.
Em caso de palavra estrangeira, segue-se a norma do respectivo idioma.
Diferentemente de outras línguas (inglês, por exemplo), em que o critério de divisão é morfológico, no português é a fonética que determina a correta divisão das sílabas, a começar pelo conceito de sílaba: toda emissão de voz completa é uma sílaba. Portanto, são tantas as sílabas de uma palavra quantas forem suas emissões de voz completas: ad-mi-nis-tra-ção, a-gen-da.
Mas atenção! No critério de divisão fonético separam-se as sílabas de acordo com a sua pronúncia natural, espontânea, não vale forçar a pronúncia. Assim, por exemplo, se o primeiro S da palavra desesperado é pronunciado na segunda sílaba, é lá que ele deve ficar: de-ses-pe-ra-do. É também o caso do B da palavra suboficial: su-bo-fi-cial. Outros exemplos: tran-so-ceâ-ni-co, su-bes-ta-ção, in-tran-si-gen-te, des-trui-ção, sub-tra-ir. Nos casos de letras repetidas (SS, RR, CC) e nos conjuntos CÇ, SC, SÇ e XC, deixe-se uma consoante com cada sílaba: ses-são, ter-ra, oc-ci-pi-tal, cres-cer, cres-ça, ex-ce-ção.
Na prática, pode-se afirmar, sem medo de errar, que há tantas sílabas na palavra quantas forem suas vogais. Basta excluir as semivogais, que são as de pronúncia mais fraca dos ditongos e tritongos. Para ficar ainda mais fácil de entender, pode-se afirmar que as semivogais têm sempre pronúncia deformada (de U para O, como em á-gua, em que o U é pronunciado como se fosse O), ou incompleta (como o I da palavra sé-rio, que serve mais como ligação entre o R e o O, não tendo pronúncia completa, como o I de viu, rio, etc.). Portanto, não se separam as vogais dos ditongos e tritongos : ar-má-rio, á-gua, Sér-gio, se-cre-tá-ria, cai, Pa-ra-guai, quais. Já as vogais dos hiatos se separam. Por definição, ocorre hiato quando duas vogais se desencontram, ou seja, estão juntas mas em sílabas diferentes: ca-í, se-cre-ta-ri-a, ba-ú, sa-ú-de, bo-a.
Fonte: www.icmc.usp.br

Fonte: www.priberam.pt
A divisão silábica deve ser feita a partir da soletração, ou seja, dando o som total das letras que formam cada sílaba, cada uma de uma vez.
Usa-se o hífen para marcar a separação silábica.
Não se separam os ditongos e tritongos: Como ditongo é o encontro de uma vogal com uma semivogal na mesma sílaba, e tritongo, o encontro de uma vogal com duas semivogais também na mesma sílaba, é evidente que eles não se separam silabicamente. Por exemplo:
Ex. Au-las / au = ditongo decrescente oral. Guar-da / ua = ditongo crescente oral. A-güei / uei = tritongo oral.
Separam-se as vogais dos hiatos: Como hiato é o encontro de duas vogais em sílabas diferentes, obviamente as vogais se separam silabicamente. Cuidado, porém, com a sinérese ee e uu, conforme estudamos em encontros vocálicos. Por exemplo:
Ex. Pi-a-da / ia = hiato Ca-ir / ai = hiato Ci-ú-me / iú = hiato Com-pre-en-der ou com-preen-der (sinérese)
Não se separam os dígrafos ch, lh, nh, qu, gu:
Ex. Cho-ca-lho / ch, lh = dígrafos inseparáveis. Qui-nhão / qu, nh = dígrafos inseparáveis. Gui-sa-do / gu = dígrafo inseparável.
Separam-se os dígrafos rr, ss, sc, sç, xc e xs:
Ex. Ex-ces-so / xc, ss = dígrafos separáveis. Flo-res-cer / sc = dígrafo separável. Car-ro-ça / rr = dígrafo separável. Des-ço / sç = dígrafo separável.
Separam-se os encontros consonantais impuros: Encontros consonantais impuros, ou disjuntos, são consoantes em sílabas diferentes.
Ex. Es-co-la E-ner-gi-a Res-to
Separam-se as vogais idênticas e os grupos consonantais cc e cç: Lembre-se de que há autores que classificam ee e uu como sinérese, ou seja, aceitam como hiato ou como ditongo essas vogais idênticas.
Ex. Ca-a-tin-ga Re-es-tru-tu-rar Ni-i-lis-mo Vô-o Du-un-vi-ra-to
Prefixos terminados em consoante:
Ligados a palavras iniciadas por consoante: Cada consoante fica em uma sílaba, pois haverá a formação de encontro consonantal impuro.
Ex. Des-te-mi-do Trans-pa-ren-te Hi-per-mer-ca-do Sub-ter-râ-neo
Ligados a palavras iniciadas por vogal: A consoante do prefixo ligar-se-á à vogal da palavra.
Ex. Su-ben-ten-di-do Tran-sal-pi-no Hi-pe-ra-mi-go Su-bal-ter-no
Translineação é a mudança, na escrita, de uma linha para outra, ficando parte da palavra no final da linha superior e parte no início da linha inferior.
a) Não se deve deixar apenas uma letra pertencente a uma palavra no início ou no final de linha.
Por exemplo: em translineações são inadequadas as separações: "pesso-a", "a-í", samambai-a", "a-meixa", "e-tíope", "ortografi-a".
b) Não se deve, em final ou início de linha, quando a separação for efetuada, deixar formar-se palavra estranha ao contexto. Por exemplo: em translineações são inadequadas as separações: "presi-dente", "samam-baia", "quero-sene", "fa-lavam", "para-guaia".
c) Na translineação de palavras com hífen, se a partição coincide com o fim de um dos elementos, não se deve repetir o hífen na linha seguinte.
Por exemplo:
Fonte: www.algosobre.com.br
Conjunto de sons que pode ser emitido numa só expiração. Pode ser aberta ou fechada se terminada por vogal ou consoante, respectivamente.
Na estrutura da sílaba existe, necessariamente, uma vogal, à qual se juntam, ou não, semivogais e/ou consoantes. Assim, não há sílaba sem vogal e esse é o único fonema que, sozinho, forma sílaba.
A maneira mais fácil para separar as sílabas é pronunciar a palavra lentamente, de forma melódica.
Toda consoante precedida de vogal forma sílaba com a vogal seguinte. Merece a lembrança de que m e n podem ser índices de nasalização da vogal anterior, acompanhando-a na sílaba.
(ja-ne-la, su-bu-ma-no, é-ti-co, tran-sa-ma-zô-ni-ca; mas bom-ba, sen-ti-do)
Consoante inicial não seguida de vogal fica na sílaba seguinte:
(pneu-má-ti-co, mne-mô-ni-co)
Se a consoante não seguida de vogal estiver dentro do vocábulo, ela fica na sílaba precedente:
(ap-to, rit-mo).
Os ditongos e tritongos não se separam, porém no hiato cada vogal está numa sílaba diferente.
Os dígrafos do h e do u também são inseparáveis, os demais devem ser separados:
(cha-ve, ne-nhum, a-qui-lo, se-gue)
Em geral, os grupos consonantais onde a segunda letra é l ou r não se separam:
(bra-ço, a-tle-ta)
Em sufixos terminados por consoante + palavra iniciada por vogal, há união dessa consoante final com a vogal, não se considerando a integridade do elemento mórfico:
(bi-sa-vô ? bis-ne-to, tran-sa-cio-nal ? trans-pa-ren-te)
As letras duplas e os encontros consonantais pronunciados disjuntamente devem ser separados. (oc-cip-tal, ca-a-tin-ga, ad-vo-ga-do, dig-no, sub-li-nhar, ab-ro-gar, ab-rup-to)
Na translineação, devem-se evitar separações que resultem no fim de uma linha ou no início da outra vogais isoladas ou termos grosseiros . (i//déi//a, cus//toso, puta//tivo, fede//ral)
Dependendo da quantidade de sílabas, as palavras podem ser classificadas em:
Fonte: www.graudez.com.br