Primários e secundários
Na aviação existem dois tipos de radares: os primários e os secundários. Os primários fazem o serviço que já conhecemos ao enviar um pulso para a atmosfera, que retorna ao bater no objeto e mostra o local em que se encontra aquela aeronave. Entretanto ele não mede dados como altitude ou elevação daquele avião.
Já os radares secundários medem, para o controle de tráfego aéreo, informações como a altitude das aeronaves. Entretanto, é necessário que o avião possua um aparelho chamado “transponder”, que recebe e envia dados entre torre de comando e aeronave. Sem ele, a aeronave simplesmente não é detectada pelo radar.

Por isso, na imensa maioria dos casos na aeronáutica nacional e internacional, os aeroportos são equipados com os dois tipos de radar.
Existem também os radares instalados no solo para controlar o movimento das aeronaves, principalmente em locais em que a condição climática tende a não ser favorável, como no caso de Guarulhos, São Paulo.
Ainda outro radar existente em aeroportos são os de precisão (PAR), que levam o avião de um local até a ponta da cabeceira da pista. Usados também em condições de mau tempo, eles mostrasm informações completas sobre altitude e distância.

Os controladores também ficam sempre de olho nos satélites para recepção de informações meteorológicas, além de sensores que recebem informações de temperatura, pressão e umidade atmosféricas.
Computadores
Não podem ficar de fora das tecnologias de voo os computadores que recebem toda essa informação. Cada dado é processado e apresentado para os Centros de Controle e para a Defesa Aérea. Os computadores realizam tarefas de estudo e análise de planos de voo, visualização dos radares para saber o posicionamento dos aviões no ar e muito mais.
Toda essa rede é interligada de forma que não haja problemas na troca de informações entre os diversos centros, o que deixa a viagem muito mais segura. Tanto através de dados ou pelo rádio, é preciso que a comunicação seja constante e qualquer problema possa ser enviado para os órgãos rapidamente.
Portanto, a comunicação é muito importante antes, durante e após qualquer voo. Para que avião e os locais de controle estejam em contato, o rádio é um instrumento fundamental.
A comunicação se dá não apenas entre piloto e torre de comando, através de dispositivos móveis, mas também dentro da própria torre, entre controladores. Há também a troca de informações com órgãos internacionais, para que as informações em relação à aeronave sejam enviadas e recebidas quando chega ao espaço aéreo internacional.
Antigamente, as aeronaves se comunicavam através de ondas de Alta Frequência (High Frequency ou HF), entretanto, o aumento de companhias e aeronaves no céu foi crescendo. Exatamente por isso, foi preciso organizar melhor o tráfego.

A aviação moderna atualmente se utiliza não apenas da Alta Frequência, mas também de ondas de Frequência Muito Alta (Very High Frequency ou VHF). As ondas VHF operam em variações de 118 a 138 MHz, através de frequência modulada (em comparação, uma rádio FM opera entre 87 e 108 MHz no mesmo tipo de frequência modulada).
Todavia, a comunicação em VHF pode ser prejudicada em condições meteorológicas desfavoráveis ou em locais com muitos arranha-céus, por exemplo. É preciso que a linha entre torre de controle e aeronave esteja desimpedida. Por isso, a Frequência Muito Alta é usada em comunicações mais próximas.
Já a comunicação em Alta Frequência é usada para cobrir grandes distâncias, quando a aeronave está em alto-mar, por exemplo. Mas assim como a VHF, a Alta Frequência está fadada a não ser infalível, principalmente em condições atmosféricas não favoráveis. Nessas condições, a comunicação pode ter “chiados” e falhas.
Por isso, assim como no seu rádio de casa, os Centros de Controle possuem várias frequências alternativas que podem ser usadas para uma propagação melhor do sinal.

Apesar de contar com sistemas organizados para o recolhimento de informações, a aviação é conservadora em termos de novas tecnologias. Entretanto, algumas novidades tendem a surgir na área para melhorar não apenas a comunicação, mas também em termos de navegação e localização de aeronaves.
A força aérea americana estuda melhorias como satélites de posicionamento global, redes digitais de comunicação e maior possibilidade de acertos na hora de prever as mudanças meteorológicas.
A menina dos olhos, entretanto, é chamada de Automatic Dependant Surveillance (ADS-B). A tecnologia se utiliza de sistemas de posicionamento global, o GPS, para fornecer informações seguras sobre a posição da aeronave. Com isso as informações são recolhidas sem a necessidade de instalação de radares no solo ou transmissões da torre de controle.
O ADS-B conta com pontos positivos e negativos. Entre os bons, o baixo custo de instalação e a simplicidade. Já entre os ruins, a perda de sinal do GPS, que pode ser até mesmo fatal.

O Brasil também possui várias iniciativas para melhorar a segurança em relação ao tráfego aéreo. Uma delas já está sendo implantada no aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Um sistema mais moderno de pouso por instrumentos (ILS – Instrument Landing System) denominado de ILS-Cat 1.
O instrumento trará não apenas mais segurança no pouso de aeronaves em condições climáticas desfavoráveis, mas também agregará funcionalidades como supervisão técnica a distância.
Para conferir mais informações sobre o assunto, acesse o site do DECEA – Departamento de Controle do Espaço Aéreo. Além disso, confira imagens de aviões e radares que fazem parte da aviação do país.
Fonte: www.baixaki.com.br