Facebook do Portal São Francisco Twitter do Portal de Educação Curtir
Home  Dia Nacional do Livro - Página 9  Voltar

Dia Nacional do Livro

29 de Outubro

A importância do livro no Brasil do século XXI

O texto abaixo faz parte da antologia " A importância do livro no Brasil do século 21 ", prêmio para os professores autores das 100 melhores redações enviadas para o concurso de redação realizado pela Academia Brasileira de Letras e Folha Dirigida. Fiquei em vigésimo lugar.

A importância do livro no Brasil do século XXI

Atualmente o acesso à informação é feito de diversas formas, desde o livro eletrônico ao livro impresso. Não é preciso memorizar um livro com medo de que ele suma do mercado. Professores dão aulas com o apoio de livro e bombeiros apagam incêndios.
Mas os bombeiros incendeiam e os professores não têm livros em “Farenheit 451”, livro de Ray Bradbury, escrito na década de 50 e virou filme pelo cineasta François Truffaut na década de 60.

Nas sociedades utópicas dos livros e filmes a sonhada reforma social é realidade. A perfeição é conseguida com a eliminação dos excessos e da propriedade privada. Em “Farenheit 451” o excesso é o livro. Qualquer leitura é proibida e as pessoas vêem televisão com programação controlada.

Quando o controle dessa sociedade ideal é corruptível e a tecnologia que controla as normas criadas para o bem comum é opressiva, temos uma distopia. O bombeiro que queimava livros um dia leu um livro por curiosidade e sua vida mudou. Nada é a mesma coisa quando se conhece.

Em uma sociedade onde os livros são queimados, o conhecimento sobrevive quando há homens que guardam e transmitem o conhecimento. Em “Farenheit 451”, os homens-livro se dedicam a guardar na mente seu livro predileto. Eles se apresentam com o nome e o autor do livro decorado. O conhecimento que os homens carregam é um bem precioso, por isso, sua tarefa era perpetuar a memória dos livros passando o que sabia para os mais jovens.

Uma frase atribuída ao político romano Caio Graco diz "Livros não mudam o mundo, quem muda o mundo são as pessoas. Os livros só mudam as pessoas". Em todas as épocas, as sociedades reais ou utópicas temem os livros pela mudança que muitas leituras podem provocar nas pessoas. E são as pessoas que modificam o mundo com seus atos bons e maus. Na mitologia, Prometeu roubou o fogo do conhecimento dos deuses. Na Bíblia, Adão e Eva comeram o fruto da árvore do conhecimento. Fomos todos punidos por esses atos “simbólicos”. O conhecimento é perigoso para a ordem do mundo porque ele pode transformar quem somos e nós transformamos tudo ao nosso redor.

Na Idade Média, o Santo Ofício da Inquisição queimou livros, além de seres humanos, e criou um Índice de livros proibidos. Hoje a Igreja não proíbe abertamente livros polêmicos para sua doutrina, como “O Código da Vinci” de Dan Brown, mas aconselha aos fiéis na verdade sobre Jesus Cristo.

Perdemos livros na destruição da biblioteca de Alexandria e em saques e incêndios durante vários séculos de existência do livro. Não existem mais os livros secretos que podiam contar sobre civilizações desaparecidas e temas como alquimia, magia, ciência e extraterrestres.

Livros sempre foram considerados perigosos, mas muitos sobreviveram depois das guerras, ditaduras e fogueiras. Pessoas foram perseguidas e mortas, bibliotecas foram saqueadas, mas as memórias dos livros e das histórias que os homens viveram sobrevivem de uma forma ou de outra, impressas, manuscritas, em bytes ou na memória daqueles que lembram.

Dos tijolos de barro aos dígitos eletrônicos, o livro tem muita história para contar. Nem sempre as escritas foram em papel, ou tivemos computador para armazenar informações. Os povos antigos usavam materiais disponíveis, como vegetais, animais e minerais. O papel substituiu o pergaminho, os bytes substituíram os manuscritos, as telas substituíram o papel. Os meios audiovisuais são muitos. Os livros de papel perderam a novidade, mas não a importância.

O escritor brasileiro Monteiro Lobato falou sobre a importância do conhecimento produzido pelo homem, armazenado nos livros, quando disse que “um país se faz com homens e livros”. Claro que não são os livros que constroem uma nação, mas os pensamentos, as idéias e vontades dos homens que lêem o mundo, lembremos a citação de Caio Graco.

No Brasil importa mais vender livros e não formar leitores. Programas de leitura distribuem livros para ganhar espaço na mídia. Nesse contexto, é mais urgente que tenhamos não os livros, mas a depreensão dos seus conteúdos. Em um período em que a exclusão digital pode deixar de lado quem não exercer a prática da leitura e escrita, é indispensável atribuir a devida importância ao livro.

Aqueles homens-livro esperam que um dia os livros sejam impressos e que cada um seja chamado para recitar o que aprendeu. O que você tem aprendido? Que livros você tem incorporado? Qual o seu nome? Prazer, meu nome é “Cem anos de solidão”, de Gabriel García Márquez.

Fonte: recantodasletras.uol.com.br

Dia Nacional do Livro

29 de Outubro

A Crescente Importância do Livro na Atualidade

Ele, em quaisquer circunstâncias de tempo e espaço, jamais deixou de ser protagonista na odisséia do aperfeiçoamento e conhecimento humano.

Ele ainda goza de uma área mística em torno da sua real origem ( atribuída ao fenício Cadmus), sobremaneira pelo fato de que em todas as ditas avançadas civilizações se fez presente com assaz e notável distinção, mesmo quando só uma minoria dele beneficiava-se como a nobreza e o clero.

Chineses, indianos, egípcios, gregos, romanos e outros povos, já lhe dispensava um tratamento “sui generis”; logo quem o escrevia construía um castelo e quem o lia passava a habitá-lo. O nome dele: LIVRO.

No Brasil, no início, os livros eram provenientes de países como Portugal, Espanha, França ou Alemanha. A crescente importação justificava-se pela circunstância de que não havia no território nacional quaisquer editoras, mesmo com pouca aptidão, para imprimir livros e afins.

Os autores tupiniquins criavam obras, mas contratavam a confecção delas junto aos europeus. Verdade, que mesmo com tamanha dificuldade técnica, o livro foi atingido uma notável demanda.

Com a vinda da família real portuguesa para o Brasil (em 1808), a imprensa nacional começou, de fato, a pulsar.

Todavia, coube ao escritor paulista Monteiro Lobato, o papel de fundador da primeira editora brasileira - a Editora Monteiro Lobato - no primeiro quartel do século XX.

Nos primórdios do século vigente, percebeu-se claramente a nova importância do livro no país, outrora famoso por figurar nas estatísticas em posições nada animadoras. Reforçando a fama de sermos “a república dos sem-livro”, também.

Sem a perspectiva sequer de aumento nas taxas indicativas da formação de novos leitores.

Ainda há que se avançar no “ranking”, entretanto houve uma demanda crescente.

Essa novidade é o quesito mais importante, pois constitui-se no ponto de intercessão entre o conhecimento globalizado e o negócio multi-empresarial.

Todos os alunos das escolas públicas brasileiras (inclusive os do Ensino médio), passaram a receber todos os livros didáticos por meio de inéditos programas sociais. Isso sem gerar quaisquer ônus para as famílias, ofertando-se assim diversidade, qualidade, compromisso, inclusão social e aprendizagem.

É oportuno salientar o papel do livro, o mestre incansável, nos cursos a distância, recém reconhecido pelo MEC e ademais no aumento do preenchimento de vagas por alunos egressos da escola pública, nas universidades governamentais.

O livro, com o seu formato consagrado por ser portátil, “wireless”, leve e até e até sedutor, é agente multiplicador de competências diversas, assaz exigidas pelo dinâmico mercado de trabalho. É o mesmo exemplo da revolução educacional ocorrida na Coréia do Sul, há alguns anos.

Também, precioso indicador dessa transformadora “performance” do livro no Brasil, de hoje, são os resultados contabilizados nas diversas feiras de livro, em destaque as bienais, célebres pelos seu recordes de negócios e público. Além do mais, há a convicção de tantos brasileiros de que não há o livro, mas os livros.

O meu país já é sabedor e divulgador de que sem livros Deus emudece, a justiça adormece, a ciência pára, a filosofia tropeça, a literatura cala-se e todas as coisas ficam em volta na escuridão.

Fonte: www.folhape.com.br

voltar 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 avançar
Sobre o Portal | Politica de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal