Facebook do Portal São Francisco Twitter do Portal de Educação Curtir
Home  Pablo Neruda  Voltar

Pablo Neruda

Pablo Neruda
Pablo Neruda

Pablo Neruda obteve o Prêmio Nobel de Literatura de 1971 "por sua poesia, cuja ação e força elementar oferecem uma perspectiva vital aos sonhos e destino de todo um continente".

Nasceu o 12 de julho de 1904 em Parral (Chile). Filho de um ferroviário, começou a escrever poesia muito cedo. Ainda que seu nome original era Neftalí Reyes, adotou o pseudônimo de Pablo Neruda para não molestar a seu pai, e o converteu em nome oficial em 1946.

Em 1927, com apenas 23 anos, foi nomeado cônsul honorário do Chile em Rangún (Birmania). Em 1933 passou a desempenhar idêntico posto em Buenos Aires, cidade na qual conheceu a Federico García Lorca. Depois seria sucessivamente destinado a Batavia, Java, Espanha (onde coincidiu com o desenvolvimento da Guerra Civil), França e México. Foi Senador pelo partido comunista em 1944. Em 1948 a ruptura do comunismo chileno com o governo de Gabriel González Videla lhe obrigou a viver oculto durante um ano e depois exiliar-se. Em 1949 visitou a União Soviética com motivo do sexto centenário de Pushkin.

Emancipado cedo do modernismo, sua poesia de maturidade, de grande conteúdo social, é ponto de partida de uma tendência nova que os críticos chegaram a qualificar como "nerudismo". Entre suas obras destacam: La canción de la fiesta (com a qual ganhou o prêmio do certame poético dos estudantes chilenos, em outubro de 1921), Crepusculario (publicado em 1923 por sua conta), Veinte poemas de amor y una canción desesperada (1924, para o qual já encontrou editor), Tentativa del hombre infinito (1925), Residencia en la tierra (primero volume, 1933), El hondero entusiasta (1933), Residencia en la tierra (segundo volume em 1935), España en el corazón (1937), Canto de amor a Stalingrado (1942), Tercera residencia (1947) Canto general (México, 1950), Que despierte el leñador (Prêmio Stalin da Paz, 1950), Todo el amor (1953), Las uvas y el viento (1954), Odas elementales (1954; o quarto tomo, Navegaciones y regresos é de 1959), Canción de gesta (1960) e Cantos ceremoniales (10 poemas inéditos, 1962).

Neruda estabeleceu, nos seus últimos anos, residência em Ilha Negra, ainda que continuou viajando freqüentemente, e foi nomeado embaixador em França pelo governo de Salvador Allende. Enfermo de leucemia, Pablo Neruda morreu em Santiago de Chile em 23 de setembro de 1973, algumas semanas depois do golpe de estado de Pinochet.

Fonte: www.ciberamerica.org

Pablo Neruda

Neftalí Ricardo Reyes, poeta chileno. Autor de obra marcada pela emotividade e as preocupações sociais. Prêmio Nobel de 1971.

Poeta muito marcado pela emotividade, o chileno Pablo Neruda realizou uma obra de crescente pendor humanitário e, em suas últimas fases, pôs o talento a serviço da justiça social. Em 1971 recebeu o Prêmio Nobel de literatura. Neftalí Ricardo Reyes, que adotou o pseudônimo Pablo Neruda, em homenagem ao poeta tcheco Jan Neruda, nasceu em Parral em 12 de julho de 1904. Passou a infância em Temuco, no sul do país, onde aprendeu a amar a natureza. Em 1921 mudou-se para Santiago, começou a estudar francês no Instituto Pedagógico da Universidade do Chile e escreveu os primeiros poemas, reunidos em Crepusculario (1923), em que já assinou o nome Pablo Neruda, adotado legalmente em 1946.

O livro seguinte, Veinte poemas de amor y una canción desesperada (1924), de lirismo arrebatado, fez de Neruda, com apenas vinte anos, um dos mais famosos poetas chilenos. Tentativa del hombre infinito (1925), em que transparece uma intensa atmosfera de angústia, constituiu progresso decisivo na criação de uma linguagem poética pessoal. Nomeado em 1927 cônsul-geral do Chile em Rangum (hoje Yangon), na Birmânia (atual Myanmar), durante os cinco anos seguintes Neruda representou seu país em diversos pontos do Sudeste Asiático.

Nesse período casou-se com Maria Haagenar e escreveu uma de suas obras principais, Residencia en la tierra (1933), em que emprega imagens e recursos próprios do surrealismo dentro de uma perspectiva original. O tom do livro é de profundo pessimismo em torno dos temas do tempo, da ruína, da desintegração e da morte, e exprime a visão de um mundo caótico.

Depois de breve estada em Buenos Aires, Neruda serviu como cônsul na Espanha, primeiro em Barcelona, depois em Madri, e tornou-se figura indispensável nos meios intelectuais. Uniu-se então, em seu segundo casamento, a Delia del Carril. A guerra civil espanhola, que lhe inspirou a obra España en el corazón (1937), determinou uma mudança profunda na atitude do poeta, que aderiu ao marxismo e decidiu consagrar sua obra e sua vida à defesa dos ideais políticos e sociais inspirados pelo comunismo.

Em 1938 regressou ao Chile e, após novo período no México como embaixador, em 1945 foi eleito senador pelo Partido Comunista. Três anos depois, porém, o governo pôs o partido na ilegalidade. Com o mandato cassado, o poeta abandonou o país e visitou vários países da Europa, inclusive a União Soviética, que em 1953 lhe concedeu o Prêmio Lenin da paz. Neruda terminou nesses anos de exílio outra de suas obras maiores, Canto general (1950), exaltação épica da América Latina.

Quando, em 1952, o governo chileno restabeleceu as liberdades políticas, Neruda regressou ao país com sua terceira mulher, Matilde Urrutia, e fixou residência em Isla Negra, no Pacífico. Fez numerosas viagens. Sua poesia adquiriu uma grande diversidade e, se nas Odas elementales (1954) cantava a vida cotidiana, em Cien sonetos de amor (1959) e em Memorial de Isla Negra (1964) evocava o amor e a nostalgia do passado em imagens expressivas, enquanto em La espada encendida (1970; A espada incendiada) o autor reafirmava seu compromisso com a ideologia político-social.

Em 1971 Neruda foi novamente nomeado embaixador do Chile em Paris. Passados 12 dias do golpe de estado que sepultou o governo popular de Salvador Allende e deu início a um negro período na história chilena, Pablo Neruda morreu em Santiago, em 23 de setembro de 1973. Sua autobiografia, Confieso que he vivido, publicada postumamente em 1974, é extraordinário testemunho sobre o poeta e seu tempo.

OUTRA BIOGRAFIA DE PABLO NERUDA

Pablo Neruda(1904-1973) é o pseudônimo usado por Ricardo Eliecer Neftalí Reyes Basoalto, poeta chileno, considerado um dos mais importantes do século XX. Filho de um ferroviário, e órfão de mãe quando havía vivido apenas um mês, escrevia poesia desde muito jovem (Com 16 anos começou a usar o pseudônimo).

Estudou para converter-se em professor de francês, sem chegar a lograr êxito. Seu primeiro livro, foi Crepusculario (1923). No ano seguinte, seu Veinte poemas de amor y una canción desesperada se converteu em um êxito de vendas (superou 1 milhão de exemplares), e o colocou como um dos poetas mais destacados da América Latina.

Entre as numerosas obras que seguiram destacam-se Residencia en la tierra (1933), que contém poemas impregnados de trágico desespero ante a visão da existência do homem em um mundo que se destrói, e Canto general (1950), um poema épico-social no qual retrata a América Latina desde suas origens precolombinas.

A obra foi ilustrada pelos famosos pintores mexicanos Diego Rivera y David Alfaro Siqueiros. Como obra póstuma publicaram, no mesmo ano de seu falecimento, suas memórias, com o nome Confieso que he vivido. Poeta enormemente imaginativo, Neruda foi simbolista no início, para unir-se posteriormente ao surrealismo e derivar, finalmente, até o realismo, substituindo a estrutura tradicional da poesia por uma forma expressiva mais acessível.
Sua influência sobre os poetas de idioma hispânico foi incalculável e sua reputação internacional superou os limites da língua.

Em reconhecimento ao seu valor literário, Neruda foi incorporado ao corpo consular chileno e, entre 1927 e 1944, representou seu país em cidades da Ásia, América Latina e Espanha. De idéias políticas esquerdistas, foi membro do Partido Comunista chileno e senador entre 1945 e 1948.

Em 1970 foi designado candidato à presidência do Chile por seu partido e, entre 1970 e 1972, foi embaixador na França. Em 1971 recebeu o Prêmio Nobel de Literatura e o Prêmio Lenin da Paz. Antes havia conquistado o Prêmio Nacional de Literatura (1945).

MORTE

Pablo Neruda estava gravemente doente de um câncer de próstata, mas estável dentro de sua enfermidade.

11 de setembro: Golpe de Estado. O poeta sofre um agravamento inesperado na evolução de sua doença, atribuído à ansiedade dos acontecimentos políticos. Começa com febre alta. Seu médico lhe aconselha umas injeções e que não tome conhecimento das notícias.

14 de setembro: Neruda parece restabelecido, chama sua mulher e lhe dita o último capítulo de suas memórias. Nesse momento chegam caminhões militares para vistoriar a casa. Matilde esconde os papéis, que conseguem ser salvos da inspeção.

18 de setembro: Neruda volta a ter febre. Seu médico é localizado em Santiago e se encarrega de mandar uma ambulância para seu traslado a uma clínica.

19 de setembro: ingressa na Clínica Santa María. O embaixador do México vem lhe oferecer exílio, deixando um avião a sua disposição. O poeta se nega a sair de seu país.

20 de setembro: Matilde vai a Isla Negra buscar uns livros que lhe havia pedido Neruda. Quando ali estava, é avisada de uma piora de seu marido.

22 de setembro: Neruda toma conhecimento dos horrores da repressão política e entra em um estado febril ao saber sobre todos os seus amigos que haviam morrido. Nessa mesma noite a enfermeira lhe dá um calmante e Neruda passa a noite toda dormindo placidamente.

23 de setembro: Pela manhã continua dormindo, sua mulher se alarma quando transcorre toda a manhã e Neruda não desperta. Às 22:30 exala o último suspiro.

Parece que suas últimas palavras, ditas em um sussurro, foram: "Los fusilan! Los fusilan a todos! Los están fusilando!" (fato não comprovado). Morre de um infarto do coração.

Informação tirada das memórias de Matilde Urrutia ("Mi vida junto a Pablo Neruda")

Fonte: br.geocities.com

Pablo Neruda

" De otro. Será de otro. Como antes de mis besos.

Su voz, su cuerpo claro. Sus ojos infinitos.

Ya no la quiero, es cierto, pero tal vez la quiero.

Es tan corto el amor, y es tan largo el olvido.

Porque en noches como esta la tuve entre mis brazos,

mi alma no se contenta con haberla perdido.

Aunque éste sea el último dolor que ella me causa,

y éstos sean los últimos versos que yo le escribo."

(do "Poema 20" de "Veinte poemas de amor y una canción desesperada)

Biografia Sucinta

Neftalí Ricardo Reyes Basualto - nasceu em Parral, no Chile, em 12 de julho de 1904. O nome Pablo Neruda, que adotara como escritor, tornou-se seu nome oficial em 1946.

Seus primeiros trabalhos literários foram publicados na cidade de Temuco. Em 1921 foi para Santiago, continuar seus estudos como professor de francês, e ganhou o seu primeiro prêmio literário Ali publicou o seu primeiro livro, "Crepusculario", que se seguiu, em 1924, por "Veinte Poemas de Amor y una Cancion Desesperada", sua obra mais conhecida e um dos mais lindos conjuntos de poemas de amor que já se escreveu. Em 1927 foi nomeado Consul em Rangún (Birmânia), indo depois para Colombo (Ceilão) e para Batavia (Java) e, finalmente, Singapura. Depois de cinco anos, regressou ao Chile, onde escreve "Residencia en la Terra" e, em 1933 "El Hondero Entusiasta". Em 1934 tornou-se consul em Barcelona e, em 1935 foi transferido para Madrid. Com a guerra civil espanhola foi para Paris e escreve "España en el Corazón", seguida, em 1939 por "Las Furias y las Penas". Em 1940 foi nomeado consul geral no México, onde ficou até 1943. Regressando ao Chile, recebeu, em 1945, o "Premio Nacional de Literatura". Pelo fato de participar ativamente de atividades políticas e pelo fato do Partido Comunista, ao qual pertencia, ter sido declarado ilegal, teve que sair do Chile. Em 1950, no México, publicou "Canto General". Depois de passar pelo México, pela França e pela Itália, voltou ao Chile em 1952 recebendo, em 1953, o "Premio Stalin da Paz". A seguir publica "Odas Elementales" e "Las Uvas y el Viento". A partir passou a proferir diversas palestras pelo mundo, tendo publicado, em 1956 "Nuevas Odas Elementales" e "El Gran Oceano". Em 1957 "Tercer Libro de Odas", em 1958 "Navegaciones y Regreso", em 1959 "Cien Sonetos de Amor", em 1960 "Cancion de Gesta", em 1961 "Las Piedras de Chile" e "Cantos Ceremoniales", e em 1962 "Plenos Poderes". Em 1964 publica "Memorial de Isla Negra", seguida de "Arte de Pajaros", em 1966, "Las Manos del Dia" em 1968, "Fin del Mundo" e "Aun", em 1969. Em 1969 foi indicado pré-candidato à presidência do Chile, fato que não chegou a se concretizar e publicou, em 1970 "La Espada Encendida" e "Las Piedras del Cielo". Ainda em 1970, é designado embaixador na França, recebendo, em 21 de outubro de 1971, o "Prêmio Nobel de Literatura". Em 23 de setembro de 1973, sucumbe à doença e, certamente, à amargura do golpe de estado vitorioso de Pinochet contra o governo de Salvador Allende.

De uma forma geral, pode-se dizer que a poesia de Pablo Neruda tem quatro vertentes. A primeira refere-se aos seus poemas de amor, como em "Veinte Poemas de Amor y una Cancion Desesperada". A Segunda vertente é representada pela poesia voltada para a solidão e a depressão, como em "Residencia en la Tierra". A poesia épica, política, como por exemplo, em "Canto General" representa a terceira vertente e a poesia do dia a dia, como em "Odas Elementales", a Quarta.

2- Algumas Obras

Fonte: www.todas.com.br

Pablo Neruda

( DIPLOMATA, CONSUL E ESCRITOR 1904-1973 )

Filho de um operário ferrroviário e de uma professora primária, nasceu em 12 de julho de 1904, na cidade de Parral (Chile). Seu nome era verdadeiro era Neftalí Ricardo Reyes Basoalto. Perdeu a mãe no momento do nascimento.Em 1906, a família muda-se para a cidade de Temuco. Começa a estudar por volta dos sete anos no Liceu para Meninos da cidade. Ainda em fase escolar, publica seus primeiros poemas no jornal “ La Manãna”. No ano de 1920, começa a contribuir com a revista literária “Selva Austral”, já utilizando o pseudônimo de Pablo Neruda (homenagem ao poeta tcheco Jan Neruda e ao francês Paul Verlaine).

Em 1921, passa morar na cidade de Santiago e estuda pedagogia no Instituto Pedagógico da Universidade do Chile. Em 1923 publica ‘Crepusculário” e no ano seguinte “Vinte poemas de amor e uma canção desesperada”, já com uma forte marca do modernismo.

No ano de 1927, começa sua carreira diplomática, após ser nomeado cônsul na Birmânia. Em seguida passa a exercer a função no Sri Lança, Java Singapura, Buenos Aires, Barcelona e Madrid. Nesta viagens, conhece diversas pessoas importantes do mundo cultural. Em Buenos Aires, conheceu Garcia Lorca, e em Barcelona Rafael Alberti.
Em 1930, casa-se com María Antonieta Hagenaar, divorciando-se em 1936. Logo após começou a viver com Delia de Carril, com quem se casou em 1946, até o divórcio em 1955. Em 1966, casou-se novamente, agora com Matilde Urrutia.

Em 1936, explode a Guerra Civil Espanhola. Comovido com a guerra e com o assassinato do amigo Garcia Lorca, compromete-se com o movimento republicano. Na França, em 1937, escreve “Espanha no coração”. Retorna neste ano para o Chile e começa a produzir textos com temáticas políticas e sociais.

No ano de 1939, é designado cônsul para a imigração espanhola em Paris e pouco tempo depois cônsul Geral do México. Neste país escreve “Canto Geral do Chile”, que é considerado um poema épico sobre as belezas naturais e sociais do continente americano.

Em 1943, é eleito senador da República. Comovido com o tratamento repressivo que era dado aos trabalhadores de minas, começa a fazer vários discursos, criticando o presidente González Videla. Passa a ser perseguido pelo governo e é exilado na Europa.

Em 1952, publica “Os versos do capitão” e dois anos depois “ As uvas e o vento”. Recebe o prêmio Stalin da Paz em 1953. Em 1965, recebe o título honoris causa da Universidade de Oxford (Inglaterra). Em outubro de 1971, recebe o Prêmio Nobel de Literatura.

Durante o governo do socialista Salvador Allende, é designado embaixador na França. Doente, retorna para o Chile em 1972. Em 23 de setembro do ano seguinte, morre de câncer de próstata na Clínica Santa Maria de Santiago (Chile).

Obras de Pablo Neruda

Crepusculario.
Veinte poemas de amor y una canción desesperada.
Tentativa del hombre infinito.
El habitante y su esperanza. Novela.
Residencia en la tierra (1925-1931).
España en el corazón. Himno a las glorias del pueblo en la guerra: (1936- 1937).
Tercera residencia (1935-1945).
Canto general.
Todo el amor.
Las uvas y el viento.
Odas elementales.
Nuevas odas elementales.
Tercer libro de las odas.
Estravagario.
Cien sonetos de amor (Cem Sonetos de Amor).
Navegaciones y regresos.
Poesías: Las piedras de Chile.
Cantos ceremoniales.
Memorial de Isla Negra.
Arte de pájaros.
La Barcaola.
Las manos del día.
Fin del mundo.
Maremoto.
La espada encendida.
Invitación al Nixonicidio y alabanza de la revolución

Fonte: biografias.netsaber.com.br

Pablo Neruda

Pablo Neruda
Pablo Neruda

1904-1974

Neftalí Ricardo Reyes, poeta chileno. Autor de obra marcada pela emotividade e as preocupações sociais. Prêmio Nobel de 1971.

Poeta muito marcado pela emotividade, o chileno Pablo Neruda realizou uma obra de crescente pendor humanitário e, em suas últimas fases, pôs o talento a serviço da justiça social. Em 1971 recebeu o Prêmio Nobel de literatura. Neftalí Ricardo Reyes, que adotou o pseudônimo Pablo Neruda, em homenagem ao poeta tcheco Jan Neruda, nasceu em Parral em 12 de julho de 1904. Passou a infância em Temuco, no sul do país, onde aprendeu a amar a natureza. Em 1921 mudou-se para Santiago, começou a estudar francês no Instituto Pedagógico da Universidade do Chile e escreveu os primeiros poemas, reunidos em Crepusculario (1923), em que já assinou o nome Pablo Neruda, adotado legalmente em 1946.

O livro seguinte, Veinte poemas de amor y una canción desesperada (1924), de lirismo arrebatado, fez de Neruda, com apenas vinte anos, um dos mais famosos poetas chilenos. Tentativa del hombre infinito (1925), em que transparece uma intensa atmosfera de angústia, constituiu progresso decisivo na criação de uma linguagem poética pessoal. Nomeado em 1927 cônsul-geral do Chile em Rangum (hoje Yangon), na Birmânia (atual Myanmar), durante os cinco anos seguintes Neruda representou seu país em diversos pontos do Sudeste Asiático.

Nesse período casou-se com Maria Haagenar e escreveu uma de suas obras principais, Residencia en la tierra (1933), em que emprega imagens e recursos próprios do surrealismo dentro de uma perspectiva original. O tom do livro é de profundo pessimismo em torno dos temas do tempo, da ruína, da desintegração e da morte, e exprime a visão de um mundo caótico.

Depois de breve estada em Buenos Aires, Neruda serviu como cônsul na Espanha, primeiro em Barcelona, depois em Madri, e tornou-se figura indispensável nos meios intelectuais. Uniu-se então, em seu segundo casamento, a Delia del Carril. A guerra civil espanhola, que lhe inspirou a obra España en el corazón (1937), determinou uma mudança profunda na atitude do poeta, que aderiu ao marxismo e decidiu consagrar sua obra e sua vida à defesa dos ideais políticos e sociais inspirados pelo comunismo.

Em 1938 regressou ao Chile e, após novo período no México como embaixador, em 1945 foi eleito senador pelo Partido Comunista. Três anos depois, porém, o governo pôs o partido na ilegalidade. Com o mandato cassado, o poeta abandonou o país e visitou vários países da Europa, inclusive a União Soviética, que em 1953 lhe concedeu o Prêmio Lenin da paz. Neruda terminou nesses anos de exílio outra de suas obras maiores, Canto general (1950), exaltação épica da América Latina.

Quando, em 1952, o governo chileno restabeleceu as liberdades políticas, Neruda regressou ao país com sua terceira mulher, Matilde Urrutia, e fixou residência em Isla Negra, no Pacífico. Fez numerosas viagens. Sua poesia adquiriu uma grande diversidade e, se nas Odas elementales (1954) cantava a vida cotidiana, em Cien sonetos de amor (1959) e em Memorial de Isla Negra (1964) evocava o amor e a nostalgia do passado em imagens expressivas, enquanto em La espada encendida (1970; A espada incendiada) o autor reafirmava seu compromisso com a ideologia político-social.

Em 1971 Neruda foi novamente nomeado embaixador do Chile em Paris. Passados 12 dias do golpe de estado que sepultou o governo popular de Salvador Allende e deu início a um negro período na história chilena, Pablo Neruda morreu em Santiago, em 23 de setembro de 1973. Sua autobiografia, Confieso que he vivido, publicada postumamente em 1974, é extraordinário testemunho sobre o poeta e seu tempo.

OUTRA BIOGRAFIA DE PABLO NERUDA

Pablo Neruda(1904-1973) é o pseudônimo usado por Ricardo Eliecer Neftalí Reyes Basoalto, poeta chileno, considerado um dos mais importantes do século XX. Filho de um ferroviário, e órfão de mãe quando havía vivido apenas um mês, escrevia poesia desde muito jovem (Com 16 anos começou a usar o pseudônimo).

Estudou para converter-se em professor de francês, sem chegar a lograr êxito. Seu primeiro livro, foi Crepusculario (1923). No ano seguinte, seu Veinte poemas de amor y una canción desesperada se converteu em um êxito de vendas (superou 1 milhão de exemplares), e o colocou como um dos poetas mais destacados da América Latina. Entre as numerosas obras que seguiram destacam-se Residencia en la tierra (1933), que contém poemas impregnados de trágico desespero ante a visão da existência do homem em um mundo que se destrói, e Canto general (1950), um poema épico-social no qual retrata a América Latina desde suas origens precolombinas. A obra foi ilustrada pelos famosos pintores mexicanos Diego Rivera y David Alfaro Siqueiros. Como obra póstuma publicaram, no mesmo ano de seu falecimento, suas memórias, com o nome Confieso que he vivido. Poeta enormemente imaginativo, Neruda foi simbolista no início, para unir-se posteriormente ao surrealismo e derivar, finalmente, até o realismo, substituindo a estrutura tradicional da poesia por uma forma expressiva mais acessível.

Sua influência sobre os poetas de idioma hispânico foi incalculável e sua reputação internacional superou os limites da língua. Em reconhecimento ao seu valor literário, Neruda foi incorporado ao corpo consular chileno e, entre 1927 e 1944, representou seu país em cidades da Ásia, América Latina e Espanha. De idéias políticas esquerdistas, foi membro do Partido Comunista chileno e senador entre 1945 e 1948. Em 1970 foi designado candidato à presidência do Chile por seu partido e, entre 1970 e 1972, foi embaixador na França. Em 1971 recebeu o Prêmio Nobel de Literatura e o Prêmio Lenin da Paz. Antes havia conquistado o Prêmio Nacional de Literatura (1945).

MORTE

Pablo Neruda estava gravemente doente de um câncer de próstata, mas estável dentro de sua enfermidade.

11 de setembro

Golpe de Estado. O poeta sofre um agravamento inesperado na evolução de sua doença, atribuído à ansiedade dos acontecimentos políticos. Começa com febre alta. Seu médico lhe aconselha umas injeções e que não tome conhecimento das notícias.

14 de setembro

Neruda parece restabelecido, chama sua mulher e lhe dita o último capítulo de suas memórias. Nesse momento chegam caminhões militares para vistoriar a casa. Matilde esconde os papéis, que conseguem ser salvos da inspeção.

18 de setembro

Neruda volta a ter febre. Seu médico é localizado em Santiago e se encarrega de mandar uma ambulância para seu traslado a uma clínica.

19 de setembro

Ingressa na Clínica Santa María. O embaixador do México vem lhe oferecer exílio, deixando um avião a sua disposição. O poeta se nega a sair de seu país.

20 de setembro

Matilde vai a Isla Negra buscar uns livros que lhe havia pedido Neruda. Quando ali estava, é avisada de uma piora de seu marido.

22 de setembro

Neruda toma conhecimento dos horrores da repressão política e entra em um estado febril ao saber sobre todos os seus amigos que haviam morrido. Nessa mesma noite a enfermeira lhe dá um calmante e Neruda passa a noite toda dormindo placidamente.

23 de setembro

Pela manhã continua dormindo, sua mulher se alarma quando transcorre toda a manhã e Neruda não desperta. Às 22:30 exala o último suspiro.

Parece que suas últimas palavras, ditas em um sussurro, foram: "Los fusilan! Los fusilan a todos! Los están fusilando!" (fato não comprovado). Morre de um infarto do coração.

Informação tirada das memórias de Matilde Urrutia ("Mi vida junto a Pablo Neruda")

Fonte: br.geocities.com

Pablo Neruda

Pablo Neruda
Pablo Neruda

Pablo Neruda, pseudônimo de Neftalí Ricardo Reyes Basoalto, nasceu a 12 de julho de 1904, em Parral, no Chile. Prêmio Nobel de Literatura em 1971, sua poesia transpira em sua primeira fase o romantismo extremo de Walt Whitman. Depois vieram a experiência surrealista, influência de André Breton, e uma fase curta bastante hermética. Marxista e revolucionário, cantou as angústias da Espanha de 1936 e a condição dos povos latino-americanos e seus movimentos libertários. Diplomata desde cedo, foi cônsul na Espanha de 1934 a 1938 e no México.

Pablo Neruda havia chegado à Espanha em 1934, primeiro em Barcelona, nos albores da chamada República dos Trabalhadores, proclamada em 1931. Logo ligou-se ao mundo boêmio e literário de Madri, freqüentando poetas como Garcia Lorca, Rafael Albert, Vicente Aleixandre e Cernuda, - a “Geração de 27” - que, em nenhum momento, fizeram-lhe qualquer restrição por ele vir lá de um fundão como o Chile (“com a cabeça quase enfiada no Polo Sul”, como ele dizia).

Eclodido o golpe do general Franco, Neruda, ainda diplomata, esqueceu-se de manter-se neutro e engajou-se na guerra ao lado do governo republicano acossado, usando como arma palavras e estrofes, compondo o impressionante “Espanha no Coração (“olhem para a minha casa morta/ olhem para a Espanha rota/ mas de cada casa morta sai metal ardendo em vez de flores”). Antes de retirar-se para Paris, ainda aparceirou-se com o peruano César Vallejo para organizar o Grupo Hispano-americano de ajuda à Espanha. Por fim , com a república em colapso, destruída pelo golpe fascista, nada mais lhe restou senão que salvar o que podia.

Correndo até Marselha, Neruda conseguiu fretar um navio, o “Winnipeg”. Em seguida, tratou de carrega-lo com os refugiados que quisessem ir para o Chile. Homens, mulheres e crianças, num total de 2.500 passageiros, uma autêntica nau de desesperados esperançosos, zarpando do porto francês de Trompeloup-Pauillac, no dia 4 de agosto de 1939, partiu então para Valparaiso, lá do outro lado do mundo. Um mês depois, no cais do porto chileno, quando desembarcaram em 3 de setembro de 1939, em meio ao regozijo geral, esperava-os um jovem médico de nome Salvador Allende. Neruda, que sempre foi discreto a respeito da sua atuação nesse episódio, confessou que aquilo, ter salvo aquela gente, fora o seu "mais belo poema".

Enquanto os que entraram na lista do poeta se salvavam, milhares de outros espanhóis que não tinham para onde ir, continuaram detidos nos campos de Argéles sur Mer e de Saint Cyprién. Um número impressionante deles apresentou-se como voluntários para ir lutar ombro a ombro ao lado dos franceses, quando a França entrou em guerra e foi invadida pelos nazistas em 1940. Desbaratada a resistência, feitos prisioneiros de guerra, os voluntários espanhóis foram classificados pelos nazistas como “terroristas” e remetidos para campos de concentração. Sete mil deles morreram no campo de Mauthausen.

Desenvolveu intensa vida pública entre 1921 e 1940, tendo escrito entre outras as seguintes obras: "La canción de la fiesta", "Crepusculario", "Veinte poemas de amor y una canción desesperada", "Tentativa del hombre infinito", "Residencia en la tierra" e "Oda a Stalingrado". Indicado à Presidência da República do Chile, em 1969, renuncia à honra em favor de Salvador Allende. Participa da campanha e, eleito Allende, é nomeado embaixador do Chile na França. Outras obras do autor: "Canto General", "Odas elementales", "La uvas y el viento", "Nuevas odas elementales", "Libro tercero de las odas", "Geografía Infructuosa" e "Memorias (Confieso que he vivido — Memorias)".

Seus primeiros trabalhos literários foram publicados na cidade de Temuco. Em 1921 foi para Santiago, continuar seus estudos como professor de francês, e ganhou o seu primeiro prêmio literário Ali publicou o seu primeiro livro, "Crepusculario", que se seguiu, em 1924, por "Veinte Poemas de Amor y una Cancion Desesperada", sua obra mais conhecida e um dos mais lindos conjuntos de poemas de amor que já se escreveu. Em 1927 foi nomeado Consul em Rangún (Birmânia), indo depois para Colombo (Ceilão) e para Batavia (Java) e, finalmente, Singapura. Depois de cinco anos, regressou ao Chile, onde escreve "Residencia en la Terra" e, em 1933 "El Hondero Entusiasta". Em 1934 tornou-se consul em Barcelona e, em 1935 foi transferido para Madrid. Com a guerra civil espanhola foi para Paris e escreve "España en el Corazón", seguida, em 1939 por "Las Furias y las Penas". Em 1940 foi nomeado consul geral no México, onde ficou até 1943. Regressando ao Chile, recebeu, em 1945, o "Premio Nacional de Literatura". Pelo fato de participar ativamente de atividades políticas e pelo fato do Partido Comunista, ao qual pertencia, ter sido declarado ilegal, teve que sair do Chile. Em 1950, no México, publicou "Canto General". Depois de passar pelo México, pela França e pela Itália, voltou ao Chile em 1952 recebendo, em 1953, o "Premio Stalin da Paz". A seguir publica "Odas Elementales" e "Las Uvas y el Viento". A partir passou a proferir diversas palestras pelo mundo, tendo publicado, em 1956 "Nuevas Odas Elementales" e "El Gran Oceano". Em 1957 "Tercer Libro de Odas", em 1958 "Navegaciones y Regreso", em 1959 "Cien Sonetos de Amor", em 1960 "Cancion de Gesta", em 1961 "Las Piedras de Chile" e "Cantos Ceremoniales", e em 1962 "Plenos Poderes". Em 1964 publica "Memorial de Isla Negra", seguida de "Arte de Pajaros", em 1966, "Las Manos del Dia" em 1968, "Fin del Mundo" e "Aun", em 1969. Em 1969 foi indicado pré-candidato à presidência do Chile, fato que não chegou a se concretizar e publicou, em 1970 "La Espada Encendida" e "Las Piedras del Cielo". Ainda em 1970, é designado embaixador na França, recebendo, em 21 de outubro de 1971, o "Prêmio Nobel de Literatura". Em 23 de setembro de 1973, sucumbe à doença e, certamente, à amargura do golpe de estado vitorioso de Pinochet contra o governo de Salvador Allende.

De uma forma geral, pode-se dizer que a poesia de Pablo Neruda tem quatro vertentes. A primeira refere-se aos seus poemas de amor, como em "Veinte Poemas de Amor y una Cancion Desesperada". A Segunda vertente é representada pela poesia voltada para a solidão e a depressão, como em "Residencia en la Tierra". A poesia épica, política, como por exemplo, em "Canto General" representa a terceira vertente e a poesia do dia a dia, como em "Odas Elementales", a Quarta. Allende e Neruda iriam encerrar suas vidas quase que juntos. Gravemente doente, refugiado na sua morada da Ilha Negra, Neruda não resistiu à notícia do golpe de 11 de setembro de 1973. Seu amigo Allende se suicidara e os tanques governavam o país. Dois golpes militares violentos, o de Franco, em 1936, e o de Pinochet, em 1973, eram demais para um poeta. No dia 23 de setembro de 1973 – há trinta anos passados - removeram-no para um clínica, mas de nada adiantou. As geladas mãos da morte fizeram-no parar de viver.

Morreu a 23 de setembro de 1973 em Santiago do Chile, oito dias após a queda do Governo da Unidade Popular e da morte de Salvador Allende.

A notícia do falecimento dele correu de boca em boca por Santiago. Quem iria se atrever, com aqueles tiros todos nas ruas, com os cadáveres jogados nas calçadas e nas sarjetas, a ir aos funerais de Neruda? Pois foram. Quando o modesto caixão foi levado para o cemitério, a multidão foi se ajuntando ao redor do esquife. Murmurando versos dele, as ruas foram se enchendo de gente, recitando trechos da “Canção Desesperada” , ou ainda a estrofe “Abandonado como um cais ao amanhecer/ É a hora de partir, oh abandonado! ” Durante os quinze anos seguintes nenhum chileno ousou sair á ruas em protesto.

Em nome daqueles espanhóis, deserdados de tudo, que entraram na providencial lista de Neruda - cujos descendentes se tornaram “os filhos de Neruda” - , foi que o juiz espanhol Baltasar Garson entrou em ação. Em outubro de 1998, quando o ex-ditador estava em Londres para um tratamento de saúde, o juiz enviou um requerimento solicitando ao governo britânico que detivesse e, em seguida, extraditasse o general Augusto Pinochet para a Espanha. Não consegui o intento, mas expôs Pinochet frente ao mundo. Foi a maneira dos espanhóis poderem manifestar, ainda que tardiamente, a sua solidariedade a Neruda.

Fonte: www.beatrix.pro.br

voltar 12avançar

Sobre o Portal | Politica de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal