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Padre Antônio Vieira

Padre Antônio Vieira
Padre Antônio Vieira

António Vieira nasceu em Lisboa a 6 de Fevereiro de 1608, na rua dos Cónegos, junto à Sé de Lisboa. O pai, Cristóvão Vieira Ravasco, era de origem alentejana, enquanto a mãe, Maria de Azevedo, era natural de Lisboa. Tratava-se de uma família burguesa e modesta.

A comprovar a origem popular da família havia o casamento do avô paterno com uma mulata ao serviço do conde de Unhão, de quem ele próprio foi serviçal. É possível que esse antecedente familiar tenha, de algum modo, contribuído para a formação psicológica e moral de António Vieira, que viria a manifestar ao longo da sua vida uma sensibilidade invulgar para a situação dos oprimidos, nomeadamente índios, escravos e judeus.

Embora a Inquisição tenha suspeitado da origem judaica da sua família, tal facto nunca veio a ser confirmado, nem na época, nem posteriormente.

Pelo casamento, o pai conseguiu ser nomeado para a Relação da Baía, há pouco criada, tendo primeiro exercido as funções de «escrivão das devassas dos pecados públicos da cidade de Lisboa». Seguiu para São Salvador da Baía em 1609, deixando a mulher e o filho em Lisboa. Em 1612 regressou a Portugal, retornando ao Brasil dois anos depois, acompanhado, desta vez, pela família. O jovem António tinha então seis anos.

Bibliografia

Sermões

Cartas

Clavis Prophetarum

História do Futuro

Esperança de Portugal, V Império do Mundo Em São Salvador da Baía (Brasil), António Vieira frequentou o colégio dos jesuítas até aos 15 anos. Nessa altura, por força de um sermão mais impressivo, e contra a vontade da família, ingressou como noviço na Companhia de Jesus, de que viria a ser um dos membros mais ilustres.

Toda a escolaridade de Vieira decorreu, portanto, sob a orientação dos jesuítas, que, na altura, se destacavam já como os principais educadores, ao menos em Portugal. A acção pedagógica dos jesuítas era sistemática e, a seu modo, eficaz. Sobretudo àqueles, como Vieira, que ingressavam na ordem, os jesuítas impunham uma obediência total; mas, simultaneamente, promoviam nos educandos um forte espírito de emulação pessoal e uma atitude aguerrida. Tudo junto, fez com que a Companhia ganhasse um prestígio e um poder notáveis. No entanto, as circunstâncias em que a educação jesuítica em Portugal era exercida condicionavam a sua acção.

Portugal e Espanha, na altura governados pelo mesmo rei, estavam notoriamente afastados do resto da Europa, por razões de natureza política e religiosa. A Contra-reforma tridentina isolara o país do movimento intelectual europeu iniciado no Renascimento. Lá fora, a matemática e as ciências da natureza, de raiz experimental, ganhavam prestígio. Na península ibérica estavam excluídas dos currículos escolares. De igual modo, o grego e o hebraico, línguas de incontestável interesse para o estudo dos textos religiosos fundamentais, eram quase ignorados na península ibérica.

Desse modo, António Vieira foi submetido a uma educação tradicional, praticamente reduzida à retórica, filosofia e teologia, com as duas primeiras submetidas ao primado da última, bem no espírito da escolástica medieval, que tardava em morrer. E, naturalmente, o latim, simultaneamente língua de religião e cultura.

Da sua formação inicial, fez igualmente parte a chamada língua geral, designação dada à língua dos tupis-guaranis. O seu domínio era essencial para os missionários brasileiros, empenhados na tarefa de evangelização da população indígena. É possível que António Vieira tivesse mesmo aprendido um pouco de quimbundo, uma língua banto falada pelos escravos oriundos de Angola, nessa época o principal fornecedor de mão-de-obra para as plantações brasileiras. A interdependência económica entre Angola e Brasil está historicamente documentada e prova dela é a ocupação simultânea, por parte dos holandeses, de zonas agrícolas do nordeste brasileiro e do porto de Luanda, em Angola.

De qualquer modo, Vieira parece ter sido um estudante invulgarmente capaz. A atestá-lo está o facto de, com apenas 16 anos (1624), ter sido incumbido de redigir a Charta Annua, espécie de relatório que a Companhia enviava periodicamente ao geral da ordem, em Roma. Já nesse primeiro texto, António Vieira revela a sua atenção aos problemas do meio envolvente, pois encontramos aí o relato do ataque vitorioso dirigido pelos holandeses contra a capital da colónia brasileira.

Aos 18 anos é indicado como professor de retórica no colégio de Olinda. Mas, aparentemente, a tranquilidade da vida académica não o seduz, pois, pouco depois, encontramo-lo como missionário na aldeia do Espírito Santo, a sete léguas de Salvador, dedicado à conversão dos índios.

Como vimos, esta permanência de António Vieira no Brasil coincide com o assédio dos holandeses a colónia portuguesa. Em Maio de 1624, uma armada flamenga ataca e ocupa São Salvador. Vieira está presente e regista o acontecimento na Charta Annua por ele redigida. Nessa altura, os habitantes, com o bispo à frente, vêem-se obrigados a procurar refúgio nas aldeias do sertão. Um ano depois, os holandeses sentem-se incapazes de enfrentar os reforços entretanto chegados e abandonam a cidade. Mas, em 1630, voltam à carga e instalam-se em Pernambuco, de onde ameaçam permanentemente a capital da colónia.

É nesse contexto que Vieira se revela como pregador. Em 1633 profere o seu primeiro sermão em São Salvador da Baía, logo seguido de outro. Nesses sermões iniciais aparecem já dois aspectos da sua acção futura: a intervenção na vida pública, exaltando o patriotismo, criticando, aconselhando... e a defesa dos índios contra a opressão dos colonos.

Em 1635 (ou Dezembro de 1634?) é finalmente ordenado sacerdote. Três anos depois, em 1638, é nomeado professor de teologia no colégio de Salvador. Entretanto, os holandeses, instalados em Pernambuco, não desistem dos seus objectivos. Atacam São Salvador da Baía, mas, desta vez, os defensores, mais prevenidos, conseguem resistir. A vitória é comemorada por Vieira em dois sermões.

Em 1641, o vice-rei decide mandar o seu filho a Lisboa, para manifestar a adesão da colónia ao recém-aclamado rei D. João IV. Da comitiva fazem parte dois jesuítas, sendo um deles o nosso conhecido P. António Vieira.

Os seus sermões em Lisboa fizeram sucesso, tendo sido nomeado confessor do rei e pregador da corte, além de conselheiro. Graças aos seus dotes oratórios e, certamente, à sua capacidade de sedução, rapidamente se impõe na Corte e os seus sermões são ouvidos pela melhor sociedade lisboeta. Defende uma política de tolerância para com os cristãos-novos, de forma a garantir o seu apoio à causa portuguesa, na luta contra Espanha. Em 1646 foi incumbido de diversas acções diplomáticas, tendo passado por várias capitais europeias, só regressando a Lisboa em 1648.

O prestígio adquirido por Vieira em Lisboa e o acolhimento favorável que o rei lhe fez estão, em parte, relacionados com a importância que a oratória sacra assumia na época. Os sermões proferidos pelos padres diante dos seus fiéis eram praticamente a única forma de comunicação social e, portanto, a melhor maneira de divulgar entre a população as ideias favoráveis à restauração da independência.

Entre 1646 e 1650 o P. António Vieira foi incumbido de várias missões diplomáticas no estrangeiro, tendentes a conseguir o reconhecimento da nova situação portuguesa entre os principais países europeus, por um lado, e o estabelecimento de um entendimento amigável com a Holanda, relativamente às possessões coloniais, por outro. A preocupação de fortalecer a coroa portuguesa leva-o a defender uma política de tolerância face aos judeus de origem portuguesa espalhados pela Europa. Vieira pretende envolvê-los nos projectos portugueses, garantindo-lhes uma relativa segurança face às perseguições da Inquisição. Para esse efeito, conta com o apoio do rei D. João IV. Como resultado dessa política, surge uma companhia para a exploração das colónias brasileiras com a participação de vultosos capitais hebraicos.

As suas posições em defesa dos cristãos-novos valeram-lhe a desconfiança da Inquisição, que, em 1649, tentou obter a sua expulsão da Companhia de Jesus. Em 1650 é-lhe confiada nova missão diplomática em Roma. Continua a denunciar os abusos da Inquisição e a sua presença torna-se incómoda.

Em 1652 regressa ao Brasil, tendo desembarcado em São Luís do Maranhão, em Janeiro de 1653. Volta a dedicar-se à evangelização dos índios no Maranhão. Entra em conflito com os colonos portugueses por tentar defender os indígenas da violência dos europeus. Fica famoso o Sermão de Santo António aos Peixes, proferido naquela cidade.

Coincidindo com o regresso de Vieira ao Brasil, chegou uma carta real que proibia a escravidão dos índios. Ora, toda a economia do nordeste brasileiro dependia da mão de obra escrava. A carência de escravos negros levava muita gente a escravizar os índios. Desse modo, é fácil compreender que a determinação real não fosse acatada, o que não impediu os colonos de responsabilizar os jesuítas pela decisão.

Por esse motivo, Vieira volta a Lisboa em 1654, para tentar obter do rei protecção mais eficaz para os índios brasileiros, o que consegue. É aqui que profere um dos seus sermões mais conhecidos, o Sermão da Sexagésima. De novo no Brasil, continuou a desenvolver esforços para proteger os indígenas. A hostilidade dos colonos foi crescendo e em 1661 expulsaram mesmo os jesuítas do Maranhão.

Vieira teve que voltar a Lisboa, mas entretanto o rei D. João IV havia morrido. O ambiente em Portugal é-lhe agora pouco propício. A Santa Inquisição aproveita as circunstâncias favoráveis e instaura-lhe um processo. A acusação de heresia apoiava-se nos escritos messiânicos de António Vieira — Esperanças de Portugal, V Império do Mundo. É mantido em prisão desde 1664 até 1668, quando é libertado, devido à alteração das condições políticas: D. Afonso VI havia sido interditado e seu irmão, o futuro D. Pedro II, assumira a regência do reino.

Os anos seguintes passou-os em Roma (1669-1675), lutando pela sua reabilitação e continuando a promover a causa dos cristãos-novos e a reforma do Santo Ofício. Adquire fama de grande pregador em Itália, sendo nomeado pregador da rainha Cristina, que se convertera ao cristianismo e abdicara do trono da Suécia, instalando-se em Roma.

Em 1675 regressa a Lisboa, protegido do Santo Ofício por um breve papal. Começa a preparar a edição dos seus Sermões, cujo primeiro volume sai em 1679.

Regresa definitivamente ao Brasil em 1681 e retoma a luta pela defesa dos índios. Em 1687 foi nomeado visitador-geral das missões do Brasil. Faleceu na Baía, a 18 de Julho de 1697.

Em Novembro de 2000 as salas de cinema começaram a exibir o filme de Manoel de Oliveira Palavra e Utopia, com Lima Duarte e Luís Miguel Cintra, inspirado na vida e obra do P. António Vieira.

Obras consultadas

Breve História da Literatura Portuguesa, Texto Editora, Lisboa, 1999
Lexicoteca, Vol. XII, Círculo de Leitores

Fonte: pwp.netcabo.pt

Padre Antônio Vieira

António Vieira ou Antônio Vieira (Lisboa, 6 de fevereiro de 1608 — Bahia, 17 de junho de 1697) foi um religioso, escritor e orador português da Companhia de Jesus. Um dos mais influentes personagens do século XVII em termos de política, destacou-se como missionário em terras brasileiras. Nesta qualidade, defendeu infatigavelmente os direitos humanos dos povos indígenas combatendo a sua exploração e escravização. Era por eles chamado de "Paiaçu" (Grande Padre/Pai, em tupi).

António Vieira defendeu também os judeus, a abolição da distinção entre cristãos-novos (judeus convertidos, perseguidos à época pela Inquisição) e cristãos-velhos (os católicos tradicionais), e a abolição da escravatura. Criticou ainda severamente os sacerdotes da sua época e a própria Inquisição.

Na literatura, seus sermões possuem considerável importância no barroco brasileiro e as universidades frequentemente exigem sua leitura.

Biografia de Padre Antônio Vieira

Nascido em lar humilde, e mulato, na Rua do Cónego, perto da Sé, em Lisboa. Seu pai serviu a Marinha Portuguesa e foi, por dois anos, escrivão da Inquisição, tendo mudado-se para o Brasil em 1609, para assumir cargo de escrivão em Salvador, na capitania da Bahia. Em 1614 mandou vir a família para o Brasil. António Vieira tinha seis anos. Aplica-se-lhe a frase que ele mesmo escreveu: "os portugueses têm um pequeno país para berço e o mundo todo para morrerem."

No Brasil

Estudou na única escola da Bahia: o Colégio dos Jesuítas em Salvador. Consta que não era um bom aluno no começo, mas depois tornou-se brilhante. Juntou-se à Companhia de Jesus com voto de noviço em maio de 1623. Obteve o mestrado em Artes e foi professor de Humanidades, ordenando-se sacerdote em 1634.

Em 1624, quando da Invasão Holandesa de Salvador, refugiou-se no interior, onde se iniciou a sua vocação missionária. Um ano depois tomou os votos de castidade, pobreza e obediência, abandonando o noviciado. Não partiu para a vida missionária. Estudou muito além da Teologia: Lógica, Física, Metafísica, Matemática e Economia. Em 1634, após ter sido professor de retórica em Olinda, foi ordenado e em 1638 já ensinava Teologia.

Quando da segunda invasão holandesa ao Nordeste do Brasil (1630-1654), defendeu que Portugal entregasse a região aos Países Baixos, pois gastava dez vezes mais com sua manutenção e defesa do que o que obtinha em contrapartida, além do facto de que os Países Baixos eram um inimigo militarmente muito superior na época. Quando eclodiu uma disputa entre Dominicanos (membros da inquisição) e Jesuítas (catequistas), Vieira, defensor dos judeus, caiu em desgraça, enfraquecido pela derrota de sua posição quanto à questão do Nordeste do Brasil.

Em Portugal

Após a Restauração da Independência em (1640), em 1641, iniciou a carreira diplomática pois integrou a missão que veio a Portugal prestar obediência ao novo monarca Impondo-se pela viveza de espírito e como orador, foi nomeado pelo rei pregador régio. Em 1646 foi enviado à Holanda no ano seguinte à França, com encargos diplomáticos. Era embaixador (o pai, antes pobre, foi nomeado pensionista real) para negociar com os Países Baixos a devolução do Nordeste. Caloroso adepto de obter para a coroa a ajuda financeira dos cristãos-novos, entrou em conflito com a Inquisição mas viu fundada a Companhia de Comércio do Brasil

No Brasil, outra vez

O povo de Portugal não gostava de suas pregações em favor dos judeus. Após tempos conturbados acabou voltando ao Brasil, de 1652 a 1661, missionário no Maranhão e no Grão-Pará, sempre defendendo a liberdade dos índios.

Diz o Padre Serafim Leite em "Novas Cartas Jesuíticas", Companhia Editora Nacional, São Paulo, 1940, página 12, que Vieira tem "para o norte do Brasil, de formação tardia, só no século XVII, papel idêntico ao dos primeiros jesuitas no centro e no sul», na «defesa dos Indios e crítica de costumes". "Manoel da Nóbrega e António Vieira são, efectivamente, os mais altos representantes, no Brasil, do criticismo colonial. Viam justo - e clamavam!"

Em Portugal, outra vez
Voltou para a Europa com a morte de D. João IV, tornando-se confessor da Regente, D. Luísa de Gusmão. Com a morte de D. Afonso VI, Vieira não encontrou apoio.

Abraçou a profecia sebástica e por isso entrou de novo em conflito com a Inquisição que o acusou de heresia com base numa carta de 1659 ao bispo do Japão, na qual expunha sua teoria do Quinto Império, segundo a qual Portugal estaria predestinado a ser a cabeça de um grande império do futuro. Expulso de Lisboa, desterrado e encarcerado no Porto e depois encarcerado em Coimbra, enquanto os jesuítas perdiam seus privilégios. Em 1667 foi condenado a internamento e proibido de pregar, mas, seis meses depois, a pena foi anulada. Com a regência de D. Pedro, futuro D. Pedro II de Portugal, recuperou o valimento.

Em Roma

Seguiu para Roma, de 1669 a 1675. Encontrou o Papa à morte, mas deslumbrou a Cúria com seus discursos e sermões. Com apoios poderosos, renovou a luta contra a Inquisição, cuja atuação considerava nefasta para o equilíbrio da sociedade portuguesa. Obteve um breve pontifício que o tornava apenas dependente do Tribunal romano.

Em Portugal

Regressou a Lisboa seguro de não ser mais importunado. Quando, em 1671, uma nova expulsão dos judeus foi promovida, novamente os defendeu. Mas o Príncipe Regente passara a protetor do Santo Ofício e o recebeu friamente. Em 1675, absolvido pela Inquisição, voltou para Lisboa por ordem de D. Pedro, mas afastou-se dos negócios públicos.

No Brasil, pela última vez

Decidiu voltar outra vez para o Brasil, em 1681. Dedicou-se à tarefa de continuar a coligir seus escritos, visando à edição completa em 16 volumes dos seus Sermões, iniciada em 1679, e à conclusão da Clavis Prophetarum. Possuía cerca de 500 Cartas que foram publicadas em 3 volumes. Suas obras começaram a ser publicadas na Europa, onde foram elogiadas até pela Inquisição.

Já velho e doente, teve que espalhar circulares sobre a sua saúde para poder manter em dia a sua vasta correspondência. Em 1694, já não conseguia escrever de próprio punho. Em 10 de junho começou a agonia, perdeu a voz, silenciaram-se seus discursos. Morre a 17 de Julho de 1697, com 89 anos, na cidade de Salvador, Bahia

Obra

Deixou obra complexa que exprime suas opiniões políticas, sendo não propriamente um escritor e sim um orador. Além dos Sermões redigiu o Clavis Prophetarum, livro de profecias que nunca concluiu. Entre os inúmeros sermões, alguns dos mais célebres: o "Sermão da Quinta Dominga da Quaresma", o "Sermão da Sexagésima", o "Sermão pelo Bom Sucesso das Armas de Portugal contra as de Holanda", o "Sermão do Bom Ladrão", entre outros.

Lendas

Existem muitas lendas sobre o padre António Vieira, incluindo a que afirma que, na juventude, a sua genialidade lhe fora concedida por Nossa Senhora, e a que, uma vez, um anjo lhe indicou o caminho de volta à escola quando estava perdido.

Fonte: pt.wikipedia.org

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