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Pais Separados

A sinceridade ajuda a criança no momento da separação

O processo de separação é sempre doloroso, tanto para os pais quanto para a criança. É fundamental que os pais continuem a desempenhar os seus papéis, não deixando que as transformações desta fase interfiram no relacionamento com a criança. ?É importante que a mãe continue sendo mãe e o pai continue sendo pai. Nesse sentido, não deve haver separação nem alteração de comportamento?, afirma a psicanalista infantil e terapeuta familiar, professora Anelise Sandoval Scapaticci.

Segundo ela, muitas vezes a criança acha que está sendo a causa da separação e passa a desenvolver algumas doenças para camuflar o conflito. Quando o casal, que está vivendo um momento de dor e frustração, puder conversar com o filho e dizer que a relação deles vai continuar a mesma e que não vão deixar de ser pais, será melhor para a criança. "O melhor é sempre contar a verdade, porém, isso não quer dizer que seja necessário expor a intimidade do casal. Explicar que não estão se dando bem e procurar confortar a criança, nesse sentido é o caminho", salienta.

Nessa fase, é normal a criança se sentir impotente, porém, se o processo de separação for conduzido de forma transparente, a criança entenderá. Colocar a situação de uma forma bem sincera e verdadeira é a chave para auxiliar a criança a entender esta mudança.

Fonte: www.bebe2000.com.br

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Separar ou não separar?

Nunca é fácil tomar essa decisão - principalmente quando a união entre homem e mulher já rendeu frutos e formou uma bela família. Você já questionou o casamento um monte de vezes, tentou conversar com o marido e não deu muito certo ou simplesmente sabe que o relacionamento já acabou faz tempo, mas a palavra separação ainda dá arrepios.

Só que aquela idéia-clichê de que mais valem pais separados e um ambiente calmo do que uma verdadeira guerra dentro de casa ainda é pertinente, não saiu de moda. Optar pela separação e se empenhar para que ela transcorra da maneira mais pacífica possível pode ser a chave para alcançar o principal objetivo dos ex-cônjuges: o bem-estar dos filhos.

Nos Estados Unidos, cerca de 40 a 50% dos casamentos terminam em separação, sendo que dessas separações, aproximadamente 60% envolvem os filhos. O resultado dessas estatísticas é que mais de um milhão de crianças, por ano, passam pela experiência de ter pais separados, nos EUA.

No Brasil, uma pesquisa do IBGE indica que, de 1991 a 2002, as separações aumentaram 59,6%, e que a média de duração dos casamentos é de 10 anos. "E hoje, por conta da cada vez maior independência das mulheres, elas são responsáveis por 72% dos pedidos de separação. Em algumas cidades americanas, hoje vivem mais casais separados do que casados.

Ou seja, a separação deixou há muito de ser uma exceção, já é vista como algo comum em grandes centros.", acrescenta o empresário Marcos Wettreich, criador do portal iBest e autor do livro "Manual de mães e pais separados - Guia para a educação e felicidade dos filhos" (Ediouro).

Lidar com a separação como algo normal pode parecer impossível, afinal o casamento era uma promessa de amor eterno, dedicação e felicidade ao lado do parceiro e da nova família. Aceitar que esse sonho realmente acabou costuma ser doloroso. "Eu fiz de tudo o que se possa imaginar para evitar a separação. A gente sempre batia boca, fugíamos de casa para conversar e não brigar na frente das crianças. Era um arranca-rabo só! Até que eu percebi que realmente não tinha mais jeito: ele estava em outra e eu, me desgastando, lutando para acertar as coisas, mas sem retorno nenhum", revela a cirurgiã plástica Glória A. J., separada há 23 anos e mãe de três filhos.

A objetividade frente aos problemas do dia-a-dia e a capacidade de negociá-los podem fazer a grande diferença na reconstrução de um lar feliz de pais separados

Se tomar a decisão pela separação tira um certo peso das costas por dar fim à tentativa desgastante de reaver o casamento, por outro lado traz uma porção de novos medos e angústias.

O que Marcos Wettreich defende em seu "Manual de mães e pais separados" é justamente que o processo de separação seja levado adiante da maneira mais racional possível, em prol da saúde psicológica das crianças e do relacionamento dos pais com as mesmas.

Para isso, o autor aplica técnicas aprendidas no mundo dos negócios, principalmente desenvolvidas na Universidade de Harvard, onde estudou. "As técnicas de negociação têm muito a ver com o sucesso na criação de filhos de pais separados.

A objetividade frente aos problemas do dia-a-dia e a capacidade de negociá-los podem fazer a grande diferença na reconstrução de um lar feliz de pais separados.

Quando decidi escrever este livro, entendi que a minha relação positiva com a mãe de meus filhos era uma das maiores razões para a paz e o entrosamento que eu conseguira no convívio com as crianças. Alcancei essa relação positiva negociando com bom senso", escreve Wettreich, na apresentação de seu livro.

Investir na separação

Por mais difícil que possa ser a opção pela separação, uma vez tomada a decisão, é importante fincar o pé e seguir em frente. Para Anand Rao, editor do Portal Informativo de Pais Separados e diretor de comunicação da Participais (Associação Pela Participação de Pais e Mães Separados na Vida de Seus Filhos), a determinação é fundamental para construir boas relações tanto entre os ex-cônjuges quanto desses com seus filhos. "Um casal determinado tem uma separação estável. Um casal que está em dúvida, uma separação conflituosa", afirma Rao, que é pai de três filhas. "Tenho a guarda de duas filhas por opção delas e sou amigo da mãe.

Tenho outra filha oriunda de um namoro e sou amigo da mãe dela também. Ou seja, ser separado é ser amigo do ex-cônjuge", decreta Rao, que disponibiliza no Portal Informativo de Pais Separados o canal Fala Pai, onde pais apresentam suas questões sobre o relacionamento com os filhos e com suas ex-esposas.

Tanto Anand Rao quanto Marcos Wettreich pregam uma mudança de postura diante da situação da separação. Ao encarar essa experiência com boas doses de determinação, razão e otimismo, evita-se que ela se transforme em uma tragédia familiar - o que ainda é bastante comum. Para que a relação desgastada com o ex-cônjuge dê lugar a um relacionamento amistoso, Wettreich orienta os pais separados a investirem na separação.

"Assim como os namorados investem quase todo o seu tempo em conquistar e seduzir o outro, fazendo surpresas e arquitetando viagens inesquecíveis, investir na separação significa reservar tempo, energia e, sobretudo, boa vontade para a maratona de atividades que os pais separados passarão a cumprir.

Este investimento será feito no maior bem comum que os ex-cônjuges continuam a ter, e é a felicidade, o caráter e o amor que os filhos têm pelos seus pais. Investir na separação, então, é como investir num bem capaz de conferir lucros por toda a vida, uma vez que a sua relação com o pai ou a mãe de seus filhos é até que a morte os separe, e este bem não tem preço ou prazo de validade", explica Wettreich.

Abaixo aos mitos

Alguns mitos que envolvem a relação separação-crianças - como, por exemplo, a idéia de que os pais devem sempre ficar juntos em benefício das crianças, ou que a separação sempre traz conseqüências horríveis e irreversíveis para a vida dos filhos - devem ser desfeitos. "Uma relação turbulenta, cheia de brigas e violência verbal é mais prejudicial às crianças do que uma separação", afirma o autor. E também não é regra que a separação resulte em experiências danosas para os filhos. "Como tudo na vida, depende de como a separação é conduzida. Se houver cooperação entre os pais e os acordos forem respeitados, é provável que as crianças passem por uma fase de tristeza, mas não desenvolvam grandes traumas ao longo dos anos", acrescenta.

Temos que lembrar que, em uma separação, normalmente não há certo e errado, culpado e inocente, vítima e algoz

Com o objetivo de que seus filhos compreendam e aceitem a separação da melhor maneira possível, o primeiro passo é você estar bem consigo mesma. Para conseguir acalmar as emoções - tarefa bastante complexa, convenhamos - Wettreich sugere que a pessoa procure terapia, converse com amigos de confiança e com profissionais ligados à área de separações (mas evite desabafar com advogados; eles estão mais aptos a tratar dos aspectos legais do processo do que de seus problemas íntimos e pessoais). Para o autor, libertar-se do estupor da separação em si é fundamental para manter o equilíbrio emocional. "O mais aconselhável é ir a um bom terapeuta, que irá ajudar a resgatar o equilíbrio do solteiro ou solteira que acaba de nascer", sugere.

A culpa por estar desfazendo a família é um dos sentimentos que mais atrapalham a estruturação de uma nova relação dos pais separados com seus filhos.

Pais se culpam por não oferecer aos pequenos uma família completa, nos moldes tradicionais. "A culpa prejudica em várias frentes. Primeiro, temos que lembrar que, em uma separação, normalmente não há certo e errado, culpado e inocente, vítima e algoz. Um casamento pode não dar certo simplesmente porque a química entre duas pessoas bem-intencionadas não funcionou. Por isso sugiro que se tire o peso da culpa das costas. Melhor é estancar a perda ao invés de deixar que ela se acumule.", frisa Marcos Wettreich, que ainda mostra em seu manual como esse sentimento pode criar problemas na educação dos filhos. "É comum os pais deixarem que a culpa pela separação afrouxe os limites da educação. Ir dormir mais tarde, comer doces em excesso ou fora de hora e escapar do banho não fará com que as crianças entendam e aceitem melhor a separação. Ao contrário, dará a elas uma sensação ainda maior de insegurança", conclui o autor.

Fonte: www.bolsademulher.com

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