Facebook do Portal São Francisco Twitter do Portal de Educação Curtir
Home  Palmito - Página 2  Voltar

Palmito

Palmiteiro Juçara

Euterpe edulis mart.

Palmiteiro

O palmiteiro, nativo do Brasil, ocorre principalmente no complexo atlântico, com exceção do mangue, e com menor intensidade nas formações florestais interioranas, desde a Bahia até o Rio Grande do Sul. Também conhecido como JUÇARA, PALMITO-DOCE e IÇARA, é típico de locais úmidos e sombreados. O termo edulis significa comestível e se refere, nesta espécie, ao palmito. Seu estipe é reto, com 10 a 20 m de altura e 10 a 20 cm de diâmetro (DAP).

Palmiteiro

As folhas, de 1 a 1,5 m de comprimento, são pinadas, com bainhas de coloração acastanhada e folíolos longos, estreitos e geralmente pendentes. Esta palmeira monóica possui uma inflorescência infrafoliar muito ramificada, de 60 cm de comprimento, e espata acanoada que se desprende da planta com a inflorescência ainda jovem. Depois de maduros, os frutos esféricos são de coloração preta.

Palmiteiro

Floresce na primavera e a maturação dos frutos ocorre no outono e inverno.O estipe pode ser usado em construções rústicas e suas fibras na fabricação de vassouras. As folhas podem servir de alimentação para o gado. A extração do palmito, que resulta na morte da planta, é feita, na maioria das vezes, de maneira predatória, eliminando-se inclusive plantas muito jovens. Para que não haja nenhum prejuízo à regeneração natural dessa espécie, deve ser mantido, no mínimo, 1 palmiteiro, em fase de frutificação, a cada 200 m2 de mata.

Fonte: www.esalq.usp.br

Palmito

Palmito Juçara ( Euterpe edulis )

Palmito

I. Características

O palmito juçara é uma planta nativa da Mata Atlântica pertencente à família das palmeiras e ao gênero Euterpe, do qual fazem parte 28 espécies encontradas entre as Antilhas e a América do Sul.

Espécie de sombra, principalmente em sua fase jovem, necessita de cobertura florestal para o seu desenvolvimento, elevado teor de umidade do solo e extensa camada orgânica em decomposição. Depois de crescida, precisa de sol. Enfim, um ambiente típico de mata nativa.

II. Área de Ocorrência

Com distribuição natural entre o sul da Bahia e o norte do Rio Grande do Sul, o palmito juçara é encontrado em abundância na Floresta Ombrófila Densa e na maior parte das Florestas Estacional Decidual e Semidecidual. Na Floresta Ombrófila Mista, sua ocorrência está restrita às áreas ciliares.

Comum em regiões com altitudes entre 700 e 900 metros e com precipitação anual entre 1 mil e 2,2 mil milímetros, ocorre também em áreas de estacionalidade, com déficit hídrico de até três meses, freqüentes no sul da Bahia e do Mato Grosso do Sul. Apresenta melhor desenvolvimento, entretanto, em áreas com precipitações médias de 1,5 mil milímetros/ano.

Desenvolve-se bem em temperaturas médias de 17ºC a 26ºC, tolerando até sete geadas durante o ano. É encontrado geralmente em solo fértil, com textura arenosa e argilosa e drenagem de boa a regular, mas deve ser evitado em solos secos, pois a ausência de água e o solo arenoso são prejudiciais à espécie. Solos encharcados e de argila pesada também não são recomendados.

III. Importância

A preservação do palmito juçara está diretamente ligada à manutenção da biodiversidade da Mata Atlântica, uma vez que sua semente e seu fruto servem de alimento para diversos animais, como tucanos, sabiás, macucos, periquitos, maritacas, jacus, jacutingas, porcos do mato, antas, marsupiais, ratos-de-espinho, esquilos, tatus e capivaras.

A importância da conservação da espécie também está relacionada ao período de sua frutificação. Por ocorrer no inverno, quando a maioria das outras árvores está sob estresse hídrico devido ao período seco, é um alimento fundamental na mata.

Além disso, o palmito juçara serve de alimento para o homem e suas palmeiras fornecem frutos, açúcar, óleo, cera, fibras, material para construções rústicas, matéria-prima para a produção de celulose, entre outros.

IV. Plantio

Devido às características ecológicas do palmito juçara, é inviável plantá-lo como uma cultura agrícola convencional. As formas de cultivo indicadas são o sombreamento definitivo (mata nativa), o sombreamento temporário e o consórcio com outras plantas.

Recomenda-se o plantio em áreas onde já ocorram o Euterpe edulis, com a utilização do sistema de semeadura direta e o remanejamento de mudas formadas em viveiros. Normalmente, o sombreamento temporário é feito com bananeiras, leguminosas arbustivas ou cultivares de porte baixo, pois a partir do seu terceiro ano a palmeira deve ser exposta ao sol.

Do cultivo consorciado, até hoje só foi estudada a combinação do açaizeiro com seringueiras (Hevia brasiliensis), onde apresentaram viabilidade em regiões com baixa deficiência hídrica.

O espaçamento médio utilizado entre os palmiteiros é de 2m x 1m. Os maiores rendimentos por planta são obtidos nos maiores espaçamentos e os maiores rendimentos por área, nos menores espaçamentos.

V. Reprodução

O período de produção de sementes acontece entre 8 e 15 anos após o plantio, com florescimento durante a primavera e amadurecimento dos frutos entre abril e novembro. Apesar da frutificação abundante, com a produção de aproximadamente três mil sementes por ano, apenas 20% desse total transforma-se em árvores.

VI. Sementes

As sementes estão perfeitamente maduras quando apresentam uma coloração roxa-escura e a planta é considerada adulta quando atinge entre 12 e 15 metros de altura e cerca de 15 centímetros de diâmetro.

Fonte: www.sosribeira.org.br

voltar 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 avançar
Sobre o Portal | Politica de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal