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Palmito

PALMITO JUÇARA

Euterpe edulis

Palmito Juçara

Ocorrência

Da Bahia ao Rio Grande do Sul

Outros nomes

Jiçara, juçara, palmito doce, içara, ripeira, ensarova, palmiteiro, ripa, palmiteiro, inçara, iiçara, palmito branco, palmito vermelho, açaí do sul

Características

Espécie com estipe simples, reto, com 10 a 20 m de altura e 10 a 20 cm de diâmetro.

Folhas de 1 a 1,5 m de comprimento, em número de 20 contemporâneas, pinadas, com bainhas de coloração acastanhada e folíolos longos, estreitos e geralmente pendentes, com a base das folhas formando o palmito.

Esta palmeira monóica possui uma inflorescência infrafoliar muito ramificada, de 60 cm de comprimento, e espata acanoada que se desprende da planta com a inflorescência ainda jovem. Depois de maduros, os frutos esféricos são de coloração preta. Raízes bem visíveis na base do tronco. Sua dispersão natural é feita por vários mamíferos (morcegos, porcos-do-mato, serelepes) e aves (sabiás, jacus, tucanos, macucos, jacutingas).

Habitat

Locais úmidos e sombreados da Mata Atlântica exceto em áreas de manguezais

Propagação

Sementes

Utilidade

O estipe pode ser usado em construções rústicas e suas fibras na fabricação de vassouras. As folhas podem servir de alimentação para o gado e coberturas.

O principal produto é o palmito, alimento requintado, saboroso e valioso, preparado em conserva e consumido no mercado interno e externo. A palmeira é esbelta com ótimo potencial para paisagismo. Seus frutos são muito apreciados pela fauna silvestres.

Florescimento

Setembro a dezembro

Frutificação

Abril a agosto

Cuidados

Para que não haja nenhum prejuízo à regeneração natural dessa espécie, deve ser mantido, no mínimo, 1 palmiteiro, em fase de frutificação, a cada 200 m 2 de mata.

Ameaças

Extração indiscriminada e destruição do habitat apesar da proteção da legislação ambiental.

A extração do palmito, que resulta na morte da planta, é feita, na maioria das vezes, de maneira predatória, eliminando-se inclusive plantas muito jovens.

PALMITO PUPUNHA

Bactris gasipaes

Palmito Pupunha

Ocorrência

Região amazônica

Outros nomes

Pupunheira, pirajá pupunha, pupunha marajá

Características

Espécie monóica com troncos múltiplos (touceira) com 10 a 20 m de altura, de 15 a 25 cm de diâmetro, cilíndricos, divididos por anéis com espinhos (os entrenós) e anéis sem espinhos (os nós), que são cicatrizes deixadas pela queda das folhas. Os espinhos, geralmente largos, pretos e fortes. Há grande variação quanto à presença de espinhos, existindo plantas completamente desprovidas dos mesmos.

Folhas pinadas, em número de 20 a 30 contemporâneas, de 3 a 4 m de comprimento e de coloração verde-clara, os folíolos apresentam o terço final pendente, podendo ou não apresentar espinhos menores, em ambos os lados. A inflorescência é infrafoliar, com cerca de 50 cm de comprimento, podendo ter espata espinhosa ou não, e flores de coloração creme. Frutos ovóides, amarelo-avermelhados, nutritivos e muito procurados por várias espécies de animais.

Habitat

Mata de terra firme

Propagação

Sementes

Utilidade

Palmeira elegante de grande valor paisagístico, tem sido muito cultivada para extração de palmito.

Seu estipe pode ser empregado na confecção de bengalas e os frutos são usados na fabricação de farinhas ou consumidos após o cozimento.

Florescimento

Agosto a dezembro

Frutificação

Dezembro a julho

Fonte: www.vivaterra.org.br

Palmito

Palmito

É uma espécie mesófita, higrófita ou seja, que vive em ambiente úmido. É encontrado em florestas Fluviais- Atlântica, gosta de clima quente e úmido, principalmente em matas ciliares


O Palmito Juçara tem nome científico euterpe edulis, pertence à família das palmae. Sua maior incidência ocorre do Sul da Bahia ao Rio Grande do Sul em toda a Mata Atlântica.

Seu maior interesse está na exploração de palmito.

É também usado em paisagismo, mas sua aplicação principal se dá em áreas de plantio de monocultura visando a exploração comercial.

Esta palmeira mede de 10 a 15 metros de altura, com estirpe de 10 a 20cm de diâmetro, regularmente anelado na fase adulta. Floresce nos meses de setembro a dezembro e seus frutos amadurecem de abril a agosto.

Ela tem sido explorada de forma predatória desde a década de 70, o qual encontra-se hoje sob o risco de extinção, retirando sem a realização e a aprovação de um plano de manejo sustentado.

Ela possui um palmito de altíssima qualidade, mas um ciclo de produção longo, tendo uma exploração predominantemente extrativista.

O palmito demora de oito a doze anos para crescer e atingir o tamanho comercial de corte. A noite os palmiteiros entram na mata, cortam e carregam feixes de até 50 palmitos .

Um palmiteiro pode cortar até 200 palmeiras por dia. Estas plantas não rebrotam na base, como é o caso do açaí e pupunha, implicando na morte da planta e sua extinção.

A maioria do palmito-juçara encontrado nos supermercados e restaurantes vem de corte ilegal, feito geralmente dentro das Unidades de Conservações (Parques Estaduais, nacionais, Estações Ecológicas); cortados dentro da mata e cozidos na hora sob péssimas condições de higiene, podendo trazer graves riscos à saúde do consumidor (botulismo).

Várias espécies de aves e mamíferos dependem dos frutos do palmito para sobreviver. Sabemos que arapongas, sabiás, tucanos, jacus, catetos, queixadas, veados, esquilos, cutias, antas, e outros animais da floresta consomem os frutos e dispersam as sementes pela mata, repovoando novamente a floresta, as quais para germinarem, precisam de sombra e umidade, não germinando a pleno sol, mas com a extinção da mesma podemos perceber a ausência da fauna.

Para uma maior conscientização e preservação das espécies que são exploradas para palmito merece algumas considerações a saber:

a) Elaboração e divulgação de campanhas de educação ambiental.

b) Criar sistema de fiscalização efetiva nas Unidades de Conservação da Floresta Atlântica

c) Incentivar planos de manejo sustentável do palmito em áreas particulares.

d) Fornecer alternativas de renda para a população tradicional e do entorno das Unidades de Conservações.

e) Guia de autorização fornecida por órgão competente, acompanhada de um plano de corte, um mapa do terreno e a quantidade a ser cortada.

f) Estabelecimento de áreas e de retiradas máximas anuais, observando-se o ciclo de corte das espécies manejadas.

g) Manutenção de níveis populacionais do recurso florestal de forma a assegurar a função protetora da flora e fauna ameaçadas de extinção.

h) Identificação,análise e controle dos impactos ambientais, atendendo a legislação pertinente, etc....

A euterpe edulis por ser uma planta que é nativa da Mata Atlântica, sua exploração está amparada em várias leis, como:

Decreto lei 750 – previne a exploração sustentada das espécies da Mata Atlântica.
A resolução SMA 16 de 16/05/94 – prevê a exploração da palmeira juçara (Euterpe Edulis) com base no PMS (Plano de Manejo Sustentado).
Lei Federal Nº 4771/65 – alterada pela lei 7803/89 – código florestal
Lei Nº 9605 de 12/02/99 – Lei dos Crimes Ambientais.

Fonte: www.jornalimpacto.inf.br

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