Chamamos Região Central às províncias de Buenos Aires e La Pampa. É a zona que define o espírito do "gaúcho" argentino: grandes e extensas planícies de grande riqueza para a produção agrícola e de gado. É a tão conhecida "pampa" que com seu horizonte sem limite, convida a ser percorrida livremente como o fazem ainda hoje estes "homens a cavalo".

Gaúcho em Estância Necochea
É o coração produtivo do país e onde reinam as "fazendas", com seus cascos
-antigos casarios de finais do século XIX e começos dos XX- que ultimamente
se abriram ao turismo para que todos possam desfrutar das atividades própias
do campo.
Outro destino é a Costa Atlântica. As localidades balneárias se iniciam desde
San Clamente del Tuyú, (onde funciona Mundo Marino, o único oceanário do país)
passando por Pinamar, Cariló e Villa Gesell até chegar a Mar del Plata, o
porto pesqueiro mais importante e a cidade com maior desenvolvimento turístico
da costa sul da privíncia de Buenos Aires. A imponente beleza do mar se completa
com, uma variada vida cultural, divertimentos, danceterias, cassinos, espetáculos
e uma tentadora proposta gastronômica.
lhanura pameana é uma das zonas mais ricas da Argentina e oferece a magia de um vasto espaço de longes horizontes. É a terra dos gauchos, homens de a cavalo, e das tradições.
As estâncias da Pampa argentina se destacam por sua variada arquitetura. Foram construídas seguindo estilos tão diversos como o colonial hispano-americano, o Tudor inglês ou o clássico francês. Muitas delas foram adaptadas para servir como alojamento para o turismo.
Para o noroeste desta lhanura surgem as serras de Córdoba. Alcançam os 2.790 metros de altura no cerro Champaquí. Seus vales férteis, seus desertos e salinas outorgam ao conjunto uma especial atração. Dispersas seguindo o caminho para o norte, vão aparecendo as capelas e estâncias -do século XVII e XVIII- construções muitas delas legadas pelos jesuítas.
Fonte: www.argentour.com
Nas aforas de Buenos Aires extende-se A Pampa, uma imensa planície rica em cereais e pastos. Um mar de cultivos sobre terra de gaúchos, uma fonte verdadeira de mitos e lendas. A tão só uma hora da capital é possível adentrar-se de perto na vida do gaúcho e nas tarefas da fertilíssima planície argentina, horizonte de espertos jinetes destros com o laço e casas senhoriais convertidas em lugares de excursão, visita e alojamento para o viajante. A pampa significa em quechua, "campo raso", e assim de lisa e plana é.
Santa Rosa, a capital da província encontra-se a 600 quilômetros de Buenos Aires capital e a 80 quilômetros da fronteira da província. É uma pequena cidade, tranquila e hospitalera. Nela podem-se visitar dois museus interessantes, o Museu de Ciências Naturais e Antropológicas e o Museu de Artes. O Teatro Espanhol, do século passado, é também muito interessante. O primeiro fim de semana de novembro Santa Rosa conta com um festival de jaz. No Centro Recriativo Dom Tomás pode-se admirar a zona construida da Estância La Malvina, que têm uma extensão de 350 hectares e conta com um grande tanque. Os arredores da capital estám povoados de bosques de caldén, a árvore provincial.
O Parque Luro é uma das maiores Reservas Naturais do mundo. Ocupa uns 7500 hectares. No interior introduziram-se espécies europeias como a queixada, o viado roxo e o faisão. Também conta com espécies autóctones e exóticas. Os cáldenes centenários e uma colônia de flamingos reposando na lagoa aumentam a cor e o atrativo deste parque.
O Parque Nacional Lihué Calel é um paisagem de rochas da cor rosa salmão salpicado de cactáceas de belas flores amarelas. Esta antiga formação serrana alberga vales com espécies como pumas, guanacos, raposos, vizcachas e numerosas aves como a ema. Nas canhadas ainda podem-se ver as pinturas dos primeiros homens que povoaram estas terras. Em uma roca denominada Conquista do Deserto, os índios araucanos defenderam com sucesso o asédio dos europeus invasores. Este lugar foi o último refúgio de Namuncurá, um chefe araucano, antes de ser preso pelas forças argentinas. Dentro do parque pode-se fazer uma excursão ao Cerro da Sociedade Científica Argentina, onde a paisagem é impressionante, o Vale das Pinturas e o Velho Casco, a mansão da Estância Santa María. Outro lugar interessante são As Salinas de Calfucurá, povoadas de minúsculos crustáceos.
Na região o viajante poderá desfrutar de numerosas festas crioulas, entre elas a Festa Nacional de Doma e Folclore em Intendente Alvear. Nesta mesma cidade, têm lugar exibições do melhor polo do mundo. Desfrutar de comidas típicas, passeios em carroças, cabalgadas, safaris fotográficos e exibições de destreza crioila é algo do que poderá esperimentar na Estância Vilaverde. Os amantes da caça e a pesca podem praticar a caza do viado roxo, o puma e a queixada e a pesca nas Lagoas Dom Tomás e Chadilauquen, e no Río Colorado.
Esta província reúne duas das cidades mais representativas da Argentina: Santa FÉ, a capital, e Rosário, a cidade onde por primeira vez astiou-se a bandeira nacional da Argentina.
Em Santa Fé foi concebida a Constitução de 1853 e modificada posteriormente em 1994. Durante o período e o meio século posterior à independência, o seu comércio foi muito ativo por ser enlace entre os caminhos de Buenos Aires a Chile, Paraguai e Peru. Posteriormente viu-se eclipsada pela cidade de Rosario. Existe um túnel de pouco mais de dois quilômetros que transcurre sob o Rio Paraná e que comunica Santa Fe com a cidade de Paraná, capital da província vizinha de Entre Ríos.
A cidade de Santa Fé é uma das mais antigas do país. Muitos dos prédios coloniais têm-se convertido em museus, embora as igrejas conservam suas funções. Em volta à Praça São Martím e a Praça de Maio, centro da cidade velha reúnem-se os edifícios de herança colonial. Pelas ruas, praças e cantos de Santa Fe respiram-se ainda os azarentos começos da colonização hispana. Entre os centros religiosos destacam a Igreja da Companhia e a Igreja da Merced, com uma pintura no interior da Virgem dos Milagros, considerado a mais antiga obra pintada no país. O Convento de São Francisco custódia a imágem do Nazareno e alberga o Museu Histórico de São Francisco. Dol lado dele acha-se o Museu Histórico Províncial, que exibe objetos relacionados com as misões jesuíticas. Outros museus interessantes são o Museu Histórico Províncial Brigadier General Estanislao López e o Museu Etnográfico e Colónial João de Garay. É visita obrigada a Casa dos Aldao e o Templo do Santo Domingo, do século XVII. E por último pode visitar a Casa do Governo e o Palácio Legislativo. Nas aforas encontra-se a Granja A Esmeralda, onde poderá admirar animais muito curiosos, entre eles os tucães, pumas e onças.
Nos arredores de Santa Fe há dois museus que valem uma visita, trata-se do Museu de Santo Tomé, desde onde pode-se chegar a degostar os morangos mais maravilhosos na vecina Coronda, e o Museu da Costa del Rincón.
Rosário é a segunda cidade em importância da República. Nela foi astiada por primeira vez, à beira do rio Paraná, a bandeira nacional argentina. A cidade descansa na ribeira do rio e conta com um rico passado histórico refletido nas edificações. O Parque Independência alberga um impressionante lago artificial, um hipódromo, um zoológico, o Museu Histórico Províncial e as Fontes de Lola Mora. A cidade têm uma magnífica costaneira onde levanta-se o Monumento à Bandeira Nacional em cujo interior se exiben, na Galeria de Honra das Bandeiras da América, os símbolos nacionais dos países da Organização de Estados Americanos e uma mostra da atividade argentina na Antártida.
A oferta de museus da cidade é ampla, destacando o Museu do Paraná e As Ilhas, o Museu Histórico Províncial Doctor Julho Marc, o Museu da Cidade, o Museu da Arte Decorativa Firma e Odilio Estévez e o Museu Províncial de Ciências Naturais Doctor Angel Gallardo. Outro lugar de interesse cultural é o Complexo Municipal Astronómico Educativo Rosario.
Nos arredores também pode visitar o Convento São Carlos Borromeo em São Lorenzo, considerado Monumento Histórico Nacional, junto ao Campo da Gloria, cenário da Batalha de São Lorenzo; e a vila de Rufino, importante centro agrícola e ganadero.
Um dos lugares mais pitorescos e curiosos da província é o chamado Alto Verde, o lar do cantautor Horacio Guaraní, que fez uma bela canção sobre a aldeia. Pode-se chegar ao Alto Verde tomando uma lancha desde o Porto do Piojo, ou de ônibus desde Santa Fe. A vila tem-se construído na Ilha Sirgadero, muitos de seus habitantes vivem da pesca e outros têm ido fazendo suas moradias à beira de um rio que com excessiva frequência desborda suas águas e arruina as casas; então a história volta a começar e os habitantes o construem de novo.
Em Santa Fé têm lugar no verão o Festival do Río do Salado, onde concentram-se os músicos mais representativos do folklore argentino.
Em Cayastá a 78 quilômetros ao nordeste de Santa Fé, está o Museu da Colonização e população do Virreinado da Plata. Vale a pena fazer uma visita para admirar os objetos que ali exibem-se, alguns deles encontrados como resultado das excavações realizadas na zona.
Em toda o estado existe uma paisagem natural digna de ser admirada. Pelas extensas planícies, velhas estâncias continúam com a tradicional criança de cavalos de raça. O visitante poderá realizar safaris fotográficos, desfrutar da caça e pesca, fazer excursões em embarcações pelos rios ou simplesmente contemplar a natureza à sombra de uma árvore, se viaja no verão, pois o mesmo é ali muito quente.
Fonte: www.rumbo.com.br