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Cavalo Pantaneiro

Cavalo Pantaneiro

História

Sua origem está ligada à história da colonização de uma grande região da América Latina. Os índios Guaicurus habitantes da região do pantanal, conquistaram em batalhas com os espanhóis alguns cavalos de origem Bérbere que posteriormente foram cruzados com cavalos Célitos Lusitanos e Andaluzes dando origem a estes maravilhosos animais.

Caracterísitcas

Porte médio e extraordinária sobriedade e resistência ao trabalho extremo e contínuo. Possue uma extraordinária dureza dos cascos e capacidade de pasteio de forragens submersas, durante o período de cheia.

Aptidão

Reúne as principais características de um cavalo de sela. O andamento é o trote, macio e confortável, com tração predominantemente dianteira.

No Brasil

A Associação Brasileira de Criadores do Cavalo Pantaneiro conta hoje com aproximadamente 80 criadores associados, distribuídos em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Fonte: www.mercadodecavalos.com.br

Cavalo Pantaneiro

Por muito tempo esquecido e desvalorizado pela maioria, inclusive como um representante histórico e cultural do território matogrossense – e já quase extinto no passado, pela incidência da anemia infecciosa equina e pela mistura genética com outras raças, o cavalo da raça pantaneiro ressurge agora chamando a atenção no Brasil e até na América do Norte.

Considerado no passado só um animal excelente para o trabalho, para a lida em ambientes inóspitos, como a região pantaneira, o cavalo pantaneiro acabou sendo descoberto também como excelente animal para competições.

E isso acabou ficando comprovado, surpreendentemente, no ano passado: em 2006, pela primeira vez, o cavalo pantaneiro Jaceguay da Vazante do Castelo foi inscrito na conceituada Prova Nacional de Rédea, realizada anualmente em São Paulo, e da qual participam raças especializadas na lida com animais bovinos, como a raça crioula, do Rio Grande do Sul, e quarto-de-milha.

E o cavalo pantaneiro criado na Fazenda São Bento da Marajoara, de Fernando César Bacchi de Araújo, de Mato Grosso do Sul, sagrou-se grande campeão nacional da prova aberta light.

Além da participação surpreendente e vitoriosa da raça, nessa que é uma das maiores provas de rédea do Brasil, os criadores do pantaneiro começaram a participar de outros eventos, como o enduro realizado anualmente pela Fazenda Engenho, em MS. Em 2005, ao ser inscrita para participar desse enduro, a égua Milionária da Rancharia, de propriedade de Luciano Barros, foi a vencedora, num percurso de aproximadamente 40 quilômetros.

As qualidades da raça ficaram mais conhecidas, realçadas, e hoje o cavalo pantaneiro passou a ser respeitado por todos os grandes criadores de equinos no Brasil. E com esse destaque, suas características acabaram chamando a atenção, inclusive de grandes criadores de cavalos dos Estados Unidos. Tanto que, durante a Expogrande 2007, um grupo de criadores de equinos norte-americanos passará cinco dias em Campo Grande, visitando a feira e conhecendo de perto a raça originária do Pantanal.

O diferencial do cavalo Pantaneiro para animais de outras raças é, principalmente, o fato de ter exigência alimentar menor, por ser um animal de médio porte, com musculatura não exuberante como a de outras raças, o árabe, por exemplo.

Conforme explica o criador Luciano Barros, da Fazenda Rancharia, do Condomínio Abílio Leite de Barros, outro fator importante que chama atenção para a raça é o fato de o cavalo pantaneiro ter um "cow sence" (gosto e facilidade para trabalhar com bovinos) muito grande.

Fonte: www.portaldoagronegocio.com.br

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