Facebook do Portal São Francisco Twitter do Portal de Educação Curtir
Home  Paolo Ruffini  Voltar

Paolo Ruffini

Paolo Ruffini, médico e matemático, nasceu em Valentano, Papal States (agora Itália) em 22 de setembro de 1765, e morreu no dia 10 de maio de 1822 em Modena (agora Itália). No princípio ele pretendeu entrar em ordens Santas e foi tão longe como receber a tonsure, mas mudando sua mente, ele começou o estudo de matemática e medicina na Universidade de Modena onde ele recebeu o grau de doutor. Aos vinte e três anos ele foi designado professor de análise depois de ter substituído durante um ano o seu professor Cassiani. Em 1791, a cadeira de matemática elementar foi confiada a ele. Enquanto isso, ele não negligenciou o estudo e prática de medicina. No tempo da invasão francesa da Itália (1796), ele foi inesperadamente designado um membro do Juniori no corpo legislativo de Milan. Não foi sem dificuldade que ele teve sucesso no retorno às suas conferências em Modena. Por ter recusado levar o juramento republicano sem a declaração condicional ditada pela sua consciência, ele foi despedido da sua posição como um conferencista público; mas com o retorno dos austríacos em 1799 ele foi restabelecido ao seu posto anterior e mantido lá pelos governos seguintes.

Ruffini recusou uma chamada para a cadeira de matemática mais alta em Pavia, porque ele não desejou deixar a sua prática médica. O universitário tinha sido degradado ao grau de lyceum, ele aceitou (1806) a cadeira de matemática aplicada na escola militar recentemente estabelecida. Em 1814 Franceso IV restabeleu a universidade e designou Ruffini reitor para vida, e ao mesmo tempo professor de medicina prática e matemática aplicada. Pelas suas conferências com os pacientes da época, ele reavivou os estudos clínicos que tinham sido abandonado durante vários anos. Durante a epidemia de tifo de 1817 ele se sacrificou para os seus concidadãos, e finalmente sucumbiu. Embora recuperado, ele nunca recuperou toda sua força. Ele foi enterrado na Igreja de Santa Maria di Pomposa, entre os túmulos de Sigonio e Muratori.

O tratado médico exclusivo de Ruffini é uma "Memoria sul tifo contagioso". Como um matemático o nome dele é inseparavelmente associado com a prova da impossibilidade de resolver algebricamente a equação de grau 5, na qual ele escreveu vários tratados (" Teoria generale delle equazioni, in cui si dimostra impossibile la soluzione algebraica delle equazioni generali di grado superiore al 4° ", 2 volumes., Bolonha, 1798,; " Della soluzione delle equazioni alg. determinate particolari di grado sup. al 4° " em " Mem. Soc. Ital "., IX, 1802 que foi premiado pelo Instituto Nacional de Milan,; " Della insolubilità etc. qualunque metodo si adoperi, algebraico esso sia o trascendente " em " Mem. Inst. Naz. Ital "., eu, 1806). Ele também provou a impossibilidade do quadratura do círculo (" Riflessioni intorno alla rettificazione ed alla quadratura del circolo " em " Mem. Soc. Ital "., IX, 1802). Menos conhecido, porém, é o fato que Ruffini publicou o agora familiar "o método de Horner" de aproximação para as raizes de equações numéricas quinze anos antes do primeiro papel de Horner. Em 1802 a Italian Society of Forty ofereceu uma medalha de ouro para o melhor método de determinar a raiz de uma equação numérica de qualquer grau. Em 1804 a medalha foi premiada a Ruffini, e a dissertação foi publicada debaixo do título " Sopra la determinazione delle radice nelle equazioni numeriche di qualunque grado ".

Em um papel lido antes da Seção Do sudoeste da Soc.Matemática americana (26 Nov., 1910), o professor Florian Cajori mostrou que a computação exigida por Ruffini é idêntica com aquela no "método de Horner", e que este método é elaborado por Ruffini com uma clareza e eficácia não ultrapassada na própria exposição de Horner em 1819. Devido a este fato, insiste o Professor Cajori, que o nome de Ruffini devesse ser associado com o de Horner na designação do método. Ruffini escreveu novamente sobre este assunto em 1807 (Álgebra elementar, cap. iv, v), e em 1813 (Memorie Soc. It., XVI, XVII). Ruffini foi durante sua vida inteira um católico zeloso. As suas convicções acham expressão nos seus trabalhos apologéticos: " Dell' immortalità dell' anima " (Modena, 1806), dedicado a Pius VII que lhe enviou uma medalha de ouro; " Riflessioni critiche sopra il saggio filosofico intorno alle probabilità del Sig. Conte de la Place " (Modena, 1821), no qual ele prova que é tão familiar com metafísica como com questões de religião.

Fonte: www.professorrobson.hpg.ig.com.br

Paolo Ruffini

Médico e matemático italiano nascido em Valentano, no Ducado do Castro, Estados Papais, que estudou, pioneiramente (1799-1815) e demonstrou a impossibilidade da solução algébrica para equações quíntuplas ou superiores - teorema Abel-Ruffini e, também, deu contribuições para soluções práticas para o estudo dos polinômios.

Estudou matemática e medicina na Universidade de Modena, onde recebeu o grau de doutor. Na mesma universidade, aos 23 anos, tornou-se professor de análise matemática, após substituir por um ano ao professor Cassiani. Sem negligenciar sua atividade de médico, assumiu também a cadeira titular de matemática elementar (1891) e reitor (1814).

Durante a invasão francesa (1796-1799) foi demitido de suas funções acadêmicas, mas as recuperou com o retorno dos austríacos (1799), inclusive declinando de um convite para um cargo superior na Universidade de Pávia, para não se afastar de sua clientela médica. Mesmo com a universidade rebaixada para o nível de liceu (1806), ele continuou com a cadeira de matemática aplicada.

Com a ascensão de Franceso IV e o reestabelecimento da universidade, foi nomeado reitor vitalício (1814) ao mesmo tempo em que continuou a ensinar medicina prática e matemática aplicada. Com o início de uma epidemia de tifo (1817) ele dedicou-se inteiramente ao tratamento de seus concidadãos até que ele mesmo contaminou-se, e finalmente morreu em Modena, sendo enterrado na Igreja de Santa Maria di Pomposa, emtre as tumbas de Sigonio e Muratori.

Suas principais publicações foram Teoria generale delle equazioni, in cui si dimostra impossibile la soluzione algebraica delle equazioni generali di grado superiore al 4°, 2 vols., Bologna (1798), Della soluzione delle equazioni alg. determinate particolari di grado sup. al 4°, em Mem. Soc. Ital., IX (1802), texto que lhe deu o prêmio do National Institute of Milan, Riflessioni intorno alla rettificazione ed alla quadratura del circolo em Mem. Soc. Ital., IX (1802), Sopra la determinazione delle radice nelle equazioni numeriche di qualunque grado (1804), que lhe valeu uma medalha de ouro, Della insolubilità etc. qualunque metodo si adoperi, algebraico esso sia o trascendente em Mem. Inst. Naz. Ital., I, (1806), Algebra elementare (1807), Philosophical Transactions (1819) e os religiosos Dell' immortalità dell' anima, em Modena (1806), dedicado ao papa Pio VII, que lhe premiou com uma medalha de ouro, e Riflessioni critiche sopra il saggio filosofico intorno alle probabilità del Sig. Conte de la Place, em Modena (1821).

Fonte: www.brasilescola.com

Paolo Ruffini

Médico e matemático italiano nascido em Valentano, no Ducado do Castro, Estados Papais, que estudou, pioneiramente (1799-1815) e demonstrou a impossibilidade da solução algébrica para equações quíntuplas ou superiores - teorema Abel-Ruffini e, também, deu contribuições para soluções práticas para o estudo dos polinômios. Estudou matemática e medicina na Universidade de Modena, onde recebeu o grau de doutor. Na mesma universidade, aos 23 anos, tornou-se professor de análise matemática, após substituir por um ano ao professor Cassiani. Sem negligenciar sua atividade de médico, assumiu também a cadeira titular de matemática elementar (1891) e reitor (1814).

Durante a invasão francesa (1796-1799) foi demitido de suas funções acadêmicas, mas as recuperou com o retorno dos austríacos (1799), inclusive declinando de um convite para um cargo superior na Universidade de Pávia, para não se afastar de sua clientela médica. Mesmo com a universidade rebaixada para o nível de liceu (1806), ele continuou com a cadeira de matemática aplicada.

Com a ascensão de Franceso IV e o reestabelecimento da universidade, foi nomeado reitor vitalício (1814) ao mesmo tempo em que continuou a ensinar medicina prática e matemática aplicada. Com o início de uma epidemia de tifo (1817) ele dedicou-se inteiramente ao tratamento de seus concidadãos até que ele mesmo contaminou-se, e finalmente morreu em Modena, sendo enterrado na Igreja de Santa Maria di Pomposa, emtre as tumbas de Sigonio e Muratori. Suas principais publicações foram Teoria generale delle equazioni, in cui si dimostra impossibile la soluzione algebraica delle equazioni generali di grado superiore al 4°, 2 vols., Bologna (1798), Della soluzione delle equazioni alg. determinate particolari di grado sup. al 4°, em Mem. Soc. Ital., IX (1802), texto que lhe deu o prêmio do National Institute of Milan, Riflessioni intorno alla rettificazione ed alla quadratura del circolo em Mem. Soc. Ital., IX (1802), Sopra la determinazione delle radice nelle equazioni numeriche di qualunque grado (1804), que lhe valeu uma medalha de ouro, Della insolubilità etc. qualunque metodo si adoperi, algebraico esso sia o trascendente em Mem. Inst. Naz. Ital., I, (1806), Algebra elementare (1807), Philosophical Transactions (1819) e os religiosos Dell' immortalità dell' anima, em Modena (1806), dedicado ao papa Pio VII, que lhe premiou com uma medalha de ouro, e Riflessioni critiche sopra il saggio filosofico intorno alle probabilità del Sig. Conte de la Place, em Modena (1821).

Fonte: www.dec.ufcg.edu.br

Paolo Ruffini

Paolo Ruffini
Paolo Ruffini

Paolo Ruffini, matemático e médico nasceu na Itália, em 22 de setembro de 1765 e morreu no dia 10 de maio de 1822. No início, ele tinha o desejo de entrar em ordens Santas, mas mudou de idéia e começou a estudar matemática e medicina na Universidade de Modena. Aos vinte e três anos, ele se tornou professor de análise depois de substituir o seu professor Cassiani. Em 1791, a cadeira de matemática elementar lhe foi confiada, mas ele não recusou a prática da medicina.

Ruffini recusou um convite para a cadeira de matemática mais alta em Pavia, pois ele não queria deixar de praticar a medicina. Em 1814, Franceso IV restabeleceu a universidade e designou Ruffini reitor da mesma, e ao mesmo tempo professor de matemática aplicada e medicina prática. Durante as conferências com os pacientes da época, ele reiniciou os estudos clínicos que tinham sido abandonados por anos. Durante a epidemia de tifo de 1817, Paolo se sacrificou por seus concidadãos e sucumbiu.

Embora recuperado, ele nunca recuperou todas as suas forças. Ele foi enterrado na Igreja Santa Maria di Pomposa, entre os túmulos de Muratori e Sigonio.

Fonte: uniblog.com.br

Paolo Ruffini

Paolo Ruffini
Paolo Ruffini

Nasceu: 22 Set 1765 em Valentano, Estado Papal (agora Itália)
Faleceu: 10 Maio 1822 em Modena, Duchy of Modena (agora Itália)

Paolo Ruffini - médico e matemático, nasceu em valentano, Estado Papal - actualmente Itália a 22 de setembro de 1765. Filho de Basilio Ruffini, um médico da cidade de valentano.

Quando Ruffini era um adolescente sonhava em seguir a carreira eclesiástica e para isso esforçou-se o bastante, todavia, o tempo foi passando e ele mudou de ideia. Sua família mudou-se para uma cidade chamada Reggio, perto de Modena na região de Emília - Romagna na Itália do Norte.

Em 1783, ele matriculou-se na Universidade de Modena onde estudou matemática, medicina, filosofia e literatura. Entre os vários professores renomeados estavam Luigi Fantini que ensinava geometria e Paolo Cassiani, cálculo.

Em 1787, Ruffini, quando ainda era estudante, assumiu interinamente o cargo de professor de fundamentos de análise e em 15 de outubro de 1788, com apenas vinte e três anos, foi designado professor de análise, após ter substituído durante um ano o seu professor Cassiani. Em 9 de junho de 1788 Ruffini se formou em filosofia, medicina e cirurgia. Em seguida, ele se graduou em matemática.

Fantini que tinha ensinado geometria a Ruffini, quando ele era um estudante universitário, apresentou problemas com a sua visão e, em consequência, renunciou, em 1791, ao cargo de professor de matemática elementar na Universidade de Modena, que foi ocupado por Ruffini no mesmo ano quando de sua designação. No entanto, Ruffini precisava de tempo para poder praticar a medicina e, em virtude de sua necessidade, foi concedida uma licença para que ele pudesse clinicar no Tribunal Médico Colegial de Modena.

Nessa época a Europa atravessa momentos difíceis, tanto que a Revolução Francesa, foi um dos grandes acontecimentos, liderada pela burguesia e por vários grupos sociais que adquiria cada vez mais consciência da necessidades de mudanças. O processo revolucionário francês que começou em 1789 e terminou em 1799 era complexo e contraditório.

Para solucionar a grave crise económica da França como também, recuperar seus privilégios tradicionais, o Rei Luís XVI viu-se obrigado a criar impostos, convocar as Assembleias dos Estados Gerais e fechar salas de reuniões com o intuito de dissolver a Assembleia Nacional Constituinte.

A agitação política e social, no país, continuava, pois, o Rei não conseguiu dominar a revolta que se instalara em toda França, obrigando-o a reconhecer a legitimidade da Assembleia Nacional Constituinte.

O Rei Luís XVI, não aceitando a perda do poder, conspirou contra a revolução e estabeleceu contacto com os nobres emigrados e com os monarcas da Áustria e da Prússia cuja finalidade era a de organizar um exército para invadir a França e restabelecer a velha monarquia absolutista.

Em julho de 1791, Luís XVI tentou fugir da França a fim de juntar-se às forças contra-revolucionárias no exterior. Durante a fuga, foi preso e reconduzido à capital francesa. Contando com o apoio da família real, o exército austro-prussiano invadiu a França, mas em 20 de setembro de 1792 foi derrotado pelas tropas francesas.

O Rei Luís XVI foi levado a julgamento por traição à pátria e no dia 21 de janeiro de 1793 foi guilhotinado. A sua execução provocou emoção nos contra-revolucionários gerando, em consequência, uma reorganização das forças estrangeiras e revoltas internas, instalando-se uma verdadeira ditadura liderada por Robespierre.

Durante o seu governo, Robespierre conseguiu conter o ataque das forças estrangeiras. As tensões decorrentes da ameaça externa tinham sido aliviadas. No entanto, outros grupos se uniram contra o governo de Robespierre e sem apoio popular, foi preso em 27 de julho de 1794 e logo depois guilhotinado.

Com o fim do governo de Robespierre a Convenção Nacional passou a ser controlada pelos representantes da alta burguesia. Elaboraram uma nova Constituição, sendo concluída em 1795 a qual estabelecia a continuidade do regime republicano, controlado pelo Directório, órgão composto por cinco membros eleitos pelo legislativo.

O Directório teve um período de governo, que começou em 1795 e findou em 1799, muito conturbado pelas oposições políticas tanto dos grupos dos monarquistas quanto pelos populares, ambos conspiravam contra o Diretório.

O golpe de Estado de 18 Brumário, ocorrido em 10 de novembro de 1799, marcou o final do processo revolucionário na França e o início de um novo período: a Era Napoleônica.

A Europa viveu esse período de grande intranquilidade durante o processo revolucionário, tanto que o exército do general Napoleão Bonaparte foi enviado à Itália pelo Diretório , e no início, foi aclamado pela população. Após suas vitórias, Bonaparte impôs à Áustria em 1797 o tratado de Campoformio que marcou o fim do Antigo Regime na península e a criação de repúblicas transitórias calcadas no modelo francês ( Repúblicas Cisalpina, Liguriana, Partenopéia e Romana ).

No ano de 1796 a Itália era invadida pelos franceses e designaram Ruffini para ser um dos representantes do Conselho de Junior da República de Cisalpina, criado por Napoleão Bonaparte que consistiu em Lombardy, Emilia, Modena e Bolonha. No entanto, ele foi dispensado e em 1798 retornou ao seu trabalho científico na Universidade de Modena. Em seguida, lhe exigiram que fizessem um juramento de obediência para com a República. Por ter se recusado de fazer o juramento em solo religioso, Ruffini foi destituído do cargo de professor e a partir daquele momento não podia mais leccionar.

Ruffini não parecia muito intranquilo pela perda da cadeira na universidade, porém, pelo fato de ser um homem bastante calmo, os acontecimentos dramáticos que giravam ao seu redor, não o perturbaram. O fato dele não poder ensinar matemática significava que tinha mais tempo para se dedicar à prática da medicina e então ajudar os seus pacientes para com que Ruffini era extremamente delicado.

Por outro lado, ele empenhou-se trabalhando em seu projectos criativos nas ciências matemáticas, e um deles era provar que a equação do quinto grau não pode ser resolvida por radicais. Resolver uma equação polinomial por radicais significa achar uma fórmula para suas raízes em termos de seus coeficientes de forma que a fórmula envolva as operações de adição, subtracção, multiplicação, divisão, potenciação e radiciação.

Desde os tempos dos babilónios já era conhecida a equação quadrática, ou seja, equação do 2º grau ou de grau 2, que é solúvel por radicais. A equação cúbica tinha sido resolvida por radicais através de Cardan e Tartaglia. A equação do quarto grau ou biquadrada por radicais tinha sido em 1540 por Ferrari e assim duzentos e cinquenta anos tinham passado sem que qualquer um conseguisse resolver a de quinto grau por radicais, apesar das tentativas de muitos matemáticos. Entre os que tentaram resolver o problema estavam Bézout, Euler, Lagrange, Vandermonde, Waring e Tschirnhaus.

Parece que ninguém antes de Ruffini acreditava que a equação do quinto grau não pudesse ser resolvida por radicais. Certamente nenhum matemático publicou tal reivindicação.

Lagrange em seu famoso documento " Reflexões sobre a resolução das equações algébricas " diz que retornará a questão da solução da equação do quinto grau e, claramente, ele ainda tem esperança de resolvê-la por radicais. Em 1798 Ruffini publicou uma obra em dois volumes sobre a teoria da equações intitulado " Teoria generale delle equazioni, in cui si dimostra impossibile la soluzione algebraica delle equazioni generali di grado superiore al 4º ". A introdução da obra começa com o famoso teorema que diz o seguinte:

A solução algébrica de equações gerais de grau maior do que quatro sempre é impossível.

Para Ruffini a razão principal da publicação da obra era não só a prova do referido teorema, como também, o provimento pelo imortal Lagrange que com suas reflexões sublimes proveu a base da prova dele.

Ruffini usou a teoria dos grupos em seu trabalho, mas teve que submetê-lo à Lagrange que já tinha trabalhado com permutações. Ruffini foi o primeiro a introduzir a noção de ordem de um elemento, conjugado, decomposição de ciclo de elementos de grupos de permutações e noções de polinómios primitivos.

Em 1801 Ruffini enviou à Lagrange uma cópia do seu tratado na esperança de que ele respondesse. Por não receber resposta, Ruffini remeteu uma outra cópia do tratado juntamente com outra carta que dizia o seguinte:

" Pelo fato da incerteza de você não ter recebido o meu tratado eu lhe envio outra cópia. Se eu errei na minha prova ou se disse alguma coisa, que eu acreditava ser nova, que na realidade não o era e, finalmente, se eu escrevi um tratado inútil, eu rezo para que você me diga com toda sinceridade. "

Novamente, Ruffini não recebeu resposta de Lagrange e em 1802 resolve escrever mais outra carta na qual dizia o seguinte:

" Ninguém tem mais direito........receber o tratado que eu tomo a liberdade de enviar.
Você..... escrevendo este tratado, eu tive principalmente em mente dar uma prova da impossibilidade de resolver equações de grau maior do que quatro. "

Nesse mesmo ano, Ruffini publicou mais uma obra intitulada " Della soluzione delle equazioni algebraica determinate particolari di grado superiore al 4º " em ' Mem. Soc. Ital. ', IX, que foi premiada pelo Instituto Nacional de Milan. O principal objetivo desta publicação era fazer com que a comunidade científica daquela época se manifestasse à respeito da prova cujo desenvolvimento estava menos confuso e com mais rigor. Ele também provou a impossibilidade da quadratura do círculo em sua obra publicada também em 1802 com o título " Reflessioni intorno alla rettificazione ed alla quadratura del circolo " em ' Mem. Soc. Ital.', IX.

A partir de então, Ruffini recebeu comentários de Malfatti apesar dele não ter entendido os argumentos apresentados.

Em 1804 Ruffini foi premiado com uma medalha de ouro pela Italian Society Forty em virtude de ter apresentado através de sua obra publicada naquele ano com o titulo " Sopra la determinazione delle radice nelle equazioni numeriche di qualunque grado " o melhor método para determinação da raiz de uma equação numérica de qualquer grau. Ademais, ele publicou uma obra denominada " O método de Horner " que consiste na determinação dos coeficientes da fórmula de Egoon Brook Taylor ou no desenvolvimento de polinômios segundo suas potências.

Em 1806 ele publicou uma obra intitulada " Della insolubilità etc. qualunque metodo si adoperi, algebrico esso sia o trascendente " em ' Mem. Inst. Naz. Ital.' Ruffini era muito católico cuja vida foi dedicada inteiramente. Suas convicções acharam expressões em sua obra intitulada " Dell'immortalità dell' anima " publicada em Modena no ano de 1806 e dedicada ao Papa Pio VII que lhe enviou uma medalha de ouro. Ademais, ele aceitou convite para leccionar matemática aplicada na escola militar em Modena, onde passou sete anos lecionando.

Em face de praticamente não haver pronunciamento da comunidade matemática com respeito à prova do teorema que diz numa terminologia moderna:

Em 1807 um professor mostrou que o desenvolvimento usado por Ruffini para elaborar o " método de Horner " era idêntico ao de Horner, pois Ruffini desenvolveu-o com clareza e eficácia. Sendo assim, o professor insistiu, em 1819 quando da exposição de Horner, que o nome de Ruffini deveria ser associado ao dele na designação do referido método. Ruffini ainda escreveu sobre o assunto em 1807 cuja denominação do livro foi " Álgebra Elementar " onde aborda o assunto nos capítulos IV e V.

Teorema de Abel-Ruffini:

O polinómio geral de grau 'n' não é solúvel por radicais se n ³ 5,

Ruffini solicitou à Sociedade Real que se pronunciasse com precisão, pois, ele tinha consciência de que existia uma falha em sua prova. Ele recebeu uma resposta um pouco mais amável, embora a Sociedade Real não tenha aprovado todo o seu trabalho.

Cauchy foi um dos matemáticos que reconheceu a importância e a precisão do trabalho. ele escreveu à Ruffini em 1821 o seguinte:

".........sua memória na resolução geral de equações é um trabalho que sempre achei merecedor da atenção dos matemáticos e, em meu juízo, provou a impossibilidade de resolver equações algébricas de grau maior do que quatro.

Vale ressaltar que Cauchy escreveu um trabalho entre 1813 e 1815 voltado para permutações que generaliza alguns dos resultados de Ruffini. Certamente ele foi influenciado pelas ideias de Ruffini e esta influência foi talvez o único modo pelo qual o trabalho de Ruffini fosse trazer um impacto muito grande no desenvolvimento da matemática.

Observemos que foi associado ao teorema supracitado, o nome de Niels Henrik Abel pelo fato de alguns estudiosos afirmarem que em 1824, portanto, após a morte de Ruffini, Abel mostrou a impossibilidade de resolver as equações do quinto grau em termos de radicais. No entanto, cabe indagar por que foi dado crédito à Abel para provar o teorema, enquanto Ruffini não teve esse crédito.

Segundo alguns matemáticos afirmava-se que:

"...... a comunidade matemática não estava preparada para aceitar uma revolucionária ideia.

Enquanto Ruffini não conseguia convencer a comunidade matemática com respeito ao teorema já mencionado, Napoleão Bonaparte, em face dos sucessos de seu governo que entusiasmavam as classes dominantes francesas, recebia como prémio, em 1802, a aclamação de cônsul vitalício. Em 1804 foi realizado um plebiscito que confirmou o estabelecimento da monarquia e a indicação de Napoleão para Imperador. Após a aclamação tornou-se Rei da Itália.

A partir de 1810 começou a decadência do Império onde a política militarista recebeu fortes contestação havendo praticamente em 1812, quando da invasão pelos franceses à Rússia, uma derrota que serviu de estímulo para que outros países europeus reagissem contra a dominação napoleônica e em 6 de abril de 1814 um grande exército composto por ingleses, russos, austríacos e prussianos invadiu Paris.

Derrubado do poder, Napoleão recebeu como principado a ilha de Elba, no mar Mediterrâneo. O trono francês foi assumido por Luís XVIII, irmão de Luís XVI.

Após a queda do império, o Congresso de Viena restabeleceu, na Itália, os soberanos depostos, havendo restauração das universidades através de Francesco IV que designou Ruffini, em 1814, Reitor da Universidade de Modena e, ao mesmo tempo, professor de medicina prática, clínica e matemática aplicada. A situação política ainda era extremamente complexa mas devido às suas habilidades, conseguiu resgatar o respeito e a sua reputação.

Em 1817, houve uma epidemia de tifo e Ruffini continuou tratando seus pacientes até que adquiriu a doença. Após tratamento teve uma recuperação parcial e em 1819 deixou de leccionar medicina clínica. No entanto, os trabalhos científicos continuaram, tanto que, elaborou o método de W. G. Horner com clareza e eficácia não ultrapassada na própria exposição de Horner ocorrida naquele ano. Ademais, publicou um artigo científico sobre tifo, baseando-se em sua própria experiência; escreveu vários trabalhos sobre filosofia um dos quais discute contra algumas ideias filosóficas de Laplace; escreveu, também, trabalhos relacionados com estudos probabilísticos e a sua aplicação para comprovar casos no tribunal.

Em 1821 Ruffini publicou a sua última obra intitulada " Riflessioni critiche sopra il saggio filosofico intorno alle probabilità del Sig. Conte de la Place " na qual prova a sua familiaridade com a metafísica.

No dia 10 de maio de 1822 em Modena, Itália, faleceu esse génio que lutou com todas as garras de um vencedor, tanto no campo das ciências quanto no político.

Fonte: www.educ.fc.ul.pt

Paolo Ruffini

Paolo Ruffini, médico e matemático, nasceu em Valentano, Papal States (agora Itália) em 22 de setembro de 1765, e morreu no dia 10 de maio de 1822 em Modena (agora Itália). No princípio ele pretendeu entrar em ordens Santas e foi tão longe como receber a tonsure, mas mudando sua mente, ele começou o estudo de matemática e medicina na Universidade de Modena onde ele recebeu o grau de doutor. Aos vinte e três anos ele foi designado professor de análise depois de ter substituído durante um ano o seu professor Cassiani. Em 1791, a cadeira de matemática elementar foi confiada a ele. Enquanto isso, ele não negligenciou o estudo e prática de medicina. No tempo da invasão francesa da Itália (1796), ele foi inesperadamente designado um membro do Juniori no corpo legislativo de Milan. Não foi sem dificuldade que ele teve sucesso no retorno às suas conferências em Modena. Por ter recusado levar o juramento republicano sem a declaração condicional ditada pela sua consciência, ele foi despedido da sua posição como um conferencista público; mas com o retorno dos austríacos em 1799 ele foi restabelecido ao seu posto anterior e mantido lá pelos governos seguintes.

Ruffini recusou uma chamada para a cadeira de matemática mais alta em Pavia, porque ele não desejou deixar a sua prática médica. O universitário tinha sido degradado ao grau de lyceum, ele aceitou (1806) a cadeira de matemática aplicada na escola militar recentemente estabelecida. Em 1814 Franceso IV restabeleu a universidade e designou Ruffini reitor para vida, e ao mesmo tempo professor de medicina prática e matemática aplicada. Pelas suas conferências com os pacientes da época, ele reavivou os estudos clínicos que tinham sido abandonado durante vários anos. Durante a epidemia de tifo de 1817 ele se sacrificou para os seus concidadãos, e finalmente sucumbiu. Embora recuperado, ele nunca recuperou toda sua força. Ele foi enterrado na Igreja de Santa Maria di Pomposa, entre os túmulos de Sigonio e Muratori.

O tratado médico exclusivo de Ruffini é uma "Memoria sul tifo contagioso". Como um matemático o nome dele é inseparavelmente associado com a prova da impossibilidade de resolver algebricamente a equação de grau 5, na qual ele escreveu vários tratados (" Teoria generale delle equazioni, in cui si dimostra impossibile la soluzione algebraica delle equazioni generali di grado superiore al 4° ", 2 volumes., Bolonha, 1798,; " Della soluzione delle equazioni alg. determinate particolari di grado sup. al 4° " em " Mem. Soc. Ital "., IX, 1802 que foi premiado pelo Instituto Nacional de Milan,; " Della insolubilità etc. qualunque metodo si adoperi, algebraico esso sia o trascendente " em " Mem. Inst. Naz. Ital "., eu, 1806). Ele também provou a impossibilidade do quadratura do círculo (" Riflessioni intorno alla rettificazione ed alla quadratura del circolo " em " Mem. Soc. Ital "., IX, 1802). Menos conhecido, porém, é o fato que Ruffini publicou o agora familiar "o método de Horner" de aproximação para as raizes de equações numéricas quinze anos antes do primeiro papel de Horner. Em 1802 a Italian Society of Forty ofereceu uma medalha de ouro para o melhor método de determinar a raiz de uma equação numérica de qualquer grau. Em 1804 a medalha foi premiada a Ruffini, e a dissertação foi publicada debaixo do título " Sopra la determinazione delle radice nelle equazioni numeriche di qualunque grado ".

Em um papel lido antes da Seção Do sudoeste da Soc.Matemática americana (26 Nov., 1910), o professor Florian Cajori mostrou que a computação exigida por Ruffini é idêntica com aquela no "método de Horner", e que este método é elaborado por Ruffini com uma clareza e eficácia não ultrapassada na própria exposição de Horner em 1819. Devido a este fato, insiste o Professor Cajori, que o nome de Ruffini devesse ser associado com o de Horner na designação do método. Ruffini escreveu novamente sobre este assunto em 1807 (Álgebra elementar, cap. iv, v), e em 1813 (Memorie Soc. It., XVI, XVII). Ruffini foi durante sua vida inteira um católico zeloso. As suas convicções acham expressão nos seus trabalhos apologéticos: " Dell' immortalità dell' anima " (Modena, 1806), dedicado a Pius VII que lhe enviou uma medalha de ouro; " Riflessioni critiche sopra il saggio filosofico intorno alle probabilità del Sig. Conte de la Place " (Modena, 1821), no qual ele prova que é tão familiar com metafísica como com questões de religião.

Fonte: www.clinicadematematica.com.br

Paolo Ruffini

Matemático italiano, dedicou-se à Álgebra, publicando em Bolonha (1799) um livro com vários trabalhos apresentando a demonstração de que a equação geral de seu superior ao quarto não pode ser resolvida por meio de radicais (essa demonstração tem muitas lacunas).

Seu nome está associado à divisão de um polinômio por x - b.

Fonte: www.vestibular1.com.br

Paolo Ruffini

Paolo Ruffini
Paolo Ruffini

Paolo Ruffini (Valentano, 22 de setembro de 1765 — Modena, 10 de maio de 1822) foi um médico e matemático italiano.

Biografia

Quando jovem Ruffini pretendia se tornar um religioso porém iniciou-se nos estudos da matemática e da medicina, ingressando na Universidade de Modena onde recebeu o grau de doutor. Após substituir seu professor Cassiani durante um ano foi designado professor de análise aos vinte e três anos. Em 1791, assumiu também a cadeira de matemática elementar. Contudo não negligenciou o estudo e a prática de medicina. Quando da invasão francesa da Itália (1796), foi designado membro do Juniori no corpo legislativo de Milão. Nessa época, por ter se recusado a prestar o juramento republicano foi despedido do cargo de conferencista público, que exercia em Modena. Quando os austríacos retomaram o poder em 1799 foi readmitido ao seu posto, onde permaneceu nos governos seguintes.

Ruffini recusou a cadeira de matemática mais alta em Pavia, porque não desejava deixar a sua prática médica. Em 1806 aceitou a cadeira de matemática aplicada na recém criada escola militar. Em 1814 Franceso IV designou-o reitor e ao mesmo tempo professor de medicina prática e matemática aplicada. Em suas conferências com os pacientes da época, ele resgatou e aprofundou estudos clínicos que tinham sido abandonado durante vários anos. Durante a epidemia de tifo de 1817 sacrificou sua saúde atendendo seus concidadãos. Embora tenha se recuperado da doença, havia perdido o vigor e acabou por falecer. Foi enterrado na Igreja de Santa Maria di Pomposa, entre os túmulos de Sigonio e Muratori.

Realizações

Como matemático, o nome dele está associado com a prova da impossibilidade de resolver algebricamente a equação de grau 5 sobre a qual escreveu vários tratados.[1][2][3] Demonstrou também a impossibilidade da quadratura do círculo[4] Quinze anos antes deste, publicou o método de aproximação para as raízes de equações numéricas conhecido como método de Horner e recebeu em 1804 a medalha de ouro oferecida pela "Italian Society of Forty" por sua dissertação.[5] Retornou a esse tema em 1807[6] e posteriormente em 1813.[7] Seu gosto pela matemática não reduziu seu zelo religioso, que está expresso em duas[8][9] obras, uma delas reconhecida pelo Papa Pio VII, que o condecorou com uma medalha.

Referências

  1. Teoria generale delle equazioni, in cui si dimostra impossibile la soluzione algebraica delle equazioni generali di grado superiore al 4°. 2 volumes. Bolonha. (1798).
  2. Della soluzione delle equazioni alg. determinate particolari di grado sup. al 4°(1802).
  3. Della insolubilità etc. qualunque metodo si adoperi, algebraico esso sia o trascendente.(1806).
  4. Riflessioni intorno alla rettificazione ed alla quadratura del circolo. (1802).
  5. Sopra la determinazione delle radice nelle equazioni numeriche di qualunque grado
  6. Álgebra elementar, cap. iv, v
  7. Memorie Soc. It., XVI, XVII
  8. Dell' immortalità dell' anima. Modena. (1806)
  9. Riflessioni critiche sopra il saggio filosofico intorno alle probabilità del Sig. Conte de la Place. Modena. (1821)

Fonte: pt.wikipedia.org

Sobre o Portal | Politica de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal