Papa da Igreja Católica Romana (1281-1285) nascido na França,
que eleito em 23 de março (1281) como sucessor de Nicolau III (1277-1280),
durante todo o seu pontificado, esteve sujeito aos interesses da Casa de Anjou.
De origem francesa, foi nomeado cardeal (1261) e cumpriu várias missões
na França. Passou a integrar (1264) a corte do rei Carlos de Anjou,
cujo prestígio favoreceu sua eleição papa o trono papal,
em Viterbo, depois de seis meses de vacância do trono pontifício.
Estabeleceu relações muito tensas com a administração
de Roma, cidade na qual residiu muito pouco. Sob seu pontificado, estourou
a rebelião na Sicília. Durante essa sublevação,
foi obrigado a fugir para Montefiascone e ali, excomungou o rei Pedro III
de Aragão, na tentativa de confiar seu reino a um príncipe francês,
sempre por suas simpatias para com os Anjou. O papa de número 190,
faleceu em 28 de março (1285), em Perúgia e foi sucedido por
Honório IV (1285-1287).
OBS: Lembrar que Martinho é o nome de somente três papas católicos,
apesar de a numeração ascender a cinco; não existiram
papas antecessores com o nome de Martinho II ou III. Quando este papa ascendeu
a trono papal e escolheu seu nome de sagração, acreditava-se
que já teria havido três papas com esse nome e foi proclamado
como o de número IV. Na realidade tratavam-se de papas com o nome de
Marino ou Marinho. Assim a seqüência de nomes foi a seguinte:
- Papa Martinho I, papa de número 74 (649-655), o São Martinho
I;
- Papa Marino I, papa de número 109, o Marino I (882-884) e confundido
erroneamente como Papa Martinho II;
- Papa Marino II, papa de número 129.(942-946), o Marino II (942-946)
e confundido erroneamente como Papa Martinho III;
- Papa Martinho IV, papa de número 190 (1281-1285);
- Papa Martinho V, papa de número 207 (1417-1431).
Fonte: www.dec.ufcg.edu.br