Começaremos o nosso percurso pela zona da capital do país, na península que encontra-se na parte oriental da ilha. Realizaremos seguidamente uma viagem (no sentido contrário aos ponteiros do relógio) pelas províncias da ilha principal. Daqui viajaremos para as outras províncias nos diferentes mares em volta de Papua Nova Guiné.
Está composta por uma fraca zona costeira nos pés da Serra Owem Stanley a qual eleva-se até 4.000 metros de altitude. O centro desta desértica zona é Port Moresby, no coração da Província Central.
É a capital do país, e está situada no Golfo de Papua, na costa do sudeste da ilha de Nova Guiné, dominada pelas montanhas e somada ao mar por uma formosa baia. O mais surpreendente da cidade é a perfeita combinação de culturas: a nativa e a do homem branco, compartilhando o espaço e respeitando suas próprias tradições. Nela habitam aproximadamente 170.000 habitantes e sua zona central abrange perto de 30.000 quilômetros quadrados de extensão, sendo uma península cuja entrada é o Porto de Fairfax. A cidade extende-se ao longo de uma baia costeira, entre esta e as colinas que existem por trás.
"Town", como é conhecida comumente, aloja alguns vestígios de sua história arquitetônica, embora a maior parte da fisionomia constituem os edifícios e blocos contemporâneos, dando mostra do crescente desenvolvimento.
Se quer admirar as melhores vistas de Port Moresby, Paga Hill, é o mirante favorito dos visitantes, desde onde poderá observar o panorama onde sobressaem as figuras das edificações do Pacific Place, a ANG House e o Travelodge. No fim da rua Douglas encontra-se o edifício do Banco Central de Papua Nova Guiné, cuja fachada tem sido decorada com motivos tradicionais.
Entre os edifícios mais destacados de Port Moresby encontra-se o Parlamento, cujos interiores celebrou-se a primeira sessão em 1984 da mão do Príncipe Carlos da Inglaterra. Outros lugares de interesse para o visitante são o Museu Nacional e a Galeria de Arte, muito perto. Ali exibem-se aparelhos representando a vida animal, a geografía, a história e a cultura do país.
O Paga Point situa-se no fim de uma elevada montanha e oferece formosas vistas da cidade. É um lugar de reunião popular na hora do almoço. Se está interesado em subir, pode fazer parte de um grupo, pela sua própria segurança. O prédio mais antigo de todo Moresby é a Igreja Ela United, na rua Douglas, aberta pela Sociedade Missionária de Londres em 1980.
No centro da cidade localiza-se Huanabada, um assentamento original dos motu. O nome oficial, embora menos conhecido, é Poreporena Villages.
Muito perto encontra-se o primeiro assentamento europeu no país, o Metoreai. A edificação, pertencente à Igreja Ela United, foi uma vez o quartel da Sociedade Missionária de Londres.
Nos arredores, no fim das ruas Musgrave ou Hunter pode-se chegar à Ela Beach, uma praia mais para descansar do que para tomar banho ou nadar, devido à pouca profundidade das águas. Muito perto levanta-se a Catedral Católica de Santa Maria, sobre a rua Musgrave desde onde destaca sua fachada do estilo sepik. Mais adiante encontrará a zona de Koki, é um centro de lojas cheio de atividade. Concorre com esta zona, a famosa Boroko, um ativo centro comercial com numerosos escritórios e bancos. Na saída, pela rua de Waigani Drive poderá chegar a Gordons, uma zona provavelmente não muito turística pelo ambiente mais industrial, mas onde é imprescindível chegar se está procurando uma boa mostra de artesanato e objetos elaborados à mão. Também pode-se percorrer os arredores do Gordom Market para realizar algumas outras aquisições.
Não pode-se deixar a cidade sem dar uma volta pelos recintos da Universidade de Papua Nova Guiné e a Escola Nacional de Arte, dois centros não apenas turísticos mas culturais, os quais definem de uma maneira muito clara a vida do país.
Desde Port Moresby até os campos de ouro de Yoda e Kokoda, extende-se uma rota usada em outros tempos pelos mineiros, beirada de serras escarpadas com estreitos e profundos barrancos de beleza indescritível. Pode-se chegar também, nas praias como Manubada Ilhand, na área de Bootless Bay ou na Idler's Bay na Península de Napa Napa, justo ao leste de Moresby.
Muito perto encontra-se também a Ilha Lolorua conhecida também como a "Ilha Dupla" porque foi quase dividida em duas a raíz do impacto de uma bomba, durante a Segunda Guerra Mundial. Pela mesma rota situa-se Tatana Ilhand justo no meio entre Huanabada e Napa Napa. Finalmente, recomenda-se o apetecível percurso por Basilik Passage, colindante com a entrada ao porto de Port Moresby. Ali pode-se visitar os arrecifes de Nateara e Sinasi, de esplendorosa beleza.
As duas províncias ocidentais da Papua são provavelmente as menos desenvolvidas do país, sendo preciso realizar o transporte entre suas povoações de barco ou de avião, pelas intrincadas vias de comunicações. Os habitantes destas zonas constroem suas casas sobre barrotes às beiras dos rios e ameude faz-se preciso move-las pelas mudanças contínuas nos cursos dos rios. O canibalismo teve uma importância ritual e religiosa, antes da chegada do cristianismo. Este outorga-lhe um atrativo singular.
Ao longo de todas suas costas pode-se encontrar infinidades de deltas de rios com grandes áreas de vegetação sob as saias dos Highlands. Esta região está dominada por planaltos, grandes pradarias e magníficos rios como o Fly e Strickland, correndo para o Golfo de Papua desde seus pontos de origem no interior.
Na Província do Golfo estão os rios Turama, Kikori e Vailala, os quais também desembocam no mesmo golfo. O primeiro ponto de visita é Kerema, uma pequena cidade onde se centra a atividade da área. Há limitadas facilidades para deslocar-se pelos arredores, mas vale a pena fazer o esforço para conhecer territórios como Malalalua.
Ihu é a estação principal entre a zona dos deltas e Kerema, e é o centro do projeto Purari River, adornado por suas estações virginais. Um formoso lugar para fazer uma parada é Kamina (entre Kerema e Kaintiba), rodeada de inacreditáveis vilas e povoações tradicionais. É possível percorrer a zona com um guia particular.
Kaintiba, nas montanhas atrás da costa, é o país Anga. Em suas estações naturais tem-se habilitado surpreendentes zonas para passeios a pé em volta das áreas das povoações tradicionais.
Já para o fim da zona do Golfo encontram-se as duas povoações mais importantes do país do delta ribeirinho. Nos referimos a Kikori e Baimuru. A primeira é uma das mais antigas estações em Papua e a segunda é a mais extensa da zona. Todas duas possuem pistas de aterragem para as conexões aéreas, mas também existem rotas comunicando-as por meio de balsas.
O percurso pela Província Ocidental começa por Daru, a principal cidade da zona, a qual conta também com uma pequena ilha do mesmo nome muito perto das costas. Muito próximo encontra-se Balimo uma cidade a beira do rio Aramia, a qual foi uma extendida zona missionária, que aloja hoje um importante centro cultural.
A uns quilômetros da zona, limite com Indonésia, localiza-se Bensbach, cujo principal atrativo turístico é o Bensbach Wildlife Lodge, na boca do rio Bensbach, com uma escassa população, porém grandes zonas de vida selvagem.
Nas redondezas fica Ok Tedi, uma zona mineira de crescente desenvolvimento. Também pode-se visitar os arredores do Lago Murray, o maior de toda a província e com imensa reserva de crocodilos.
Esta região é provavelmente a mais fascinante de Papua Nova Guiné. Conta com várias ilhas, uma longa e maravilhosa costa com magníficas praias e agradáveis povoados. O rio Sepik, com seus 1.126 quilômetros é um dos mais importantes do mundo, quanto o caudal de água. Sua exótica população determina um elo de incalculável valor se nos remontamos a suas antigas origens. Formam numerosos grupos e clãs totalmente dependentes do rio utilizando-o como uma rota comercial e como ponto simbólico de sua expressão artística.
A principal população da região de Sepik é Wewak, um território a oferecer um atrativo turístico singular de praias de areia dourada com formosas palmeiras dispostas quase no limite do território urbano. Wewak fincado aos pés de uma formosa colina e, a principal zona comercial, encontra-se entre a zona do Hotel New Wewak e o aeroporto. Na praia situada entre o Kreer Market e o hospital pode-se divisar algumas rústicas barcaças de origem japonesa.
As cidades mais importantes da região são Kainantu e Goroka, nas Terras Altas Orientais, onde poderá admirar o Museu JK McArthy, o qual exibe fotografias, relíquias e toda qualidade de documentos dos contatos entre os europeus e os habitantes desta região, e o Teatro Raum Raun, o qual é também um centro cultural onde pode-se comprar artesanato. Perto de lá, terá a oportunidade de conhecer os "homens de barro" (Mude Men) os quais habitam os povoados do vale de Asaro.
Nos arredores de Goroka encontra-se o Parque Provincial do Monte Gahavisuka, oferecendo uma formosa paisagem de montanha adornado com plantas exóticas. O parque, com uma extensão de 80 hectares, aloja um jardim botânico com plantas procedentes de todas as províncias do país.
Em Chimbu (Simbu) encontra-se Kundiawa, a capital da província. Na região poderá fazer rafting no rio Wahgi, uma das experiências mais excitantes, visitar cemitérios subterrâneos, onde descansam os restos de guerreiros ou fazer uma excursão à montanha mais alta do país, Wilhem.
Esta província tem uma população de 300.000 habitantes e uma área de 8.288 quilômetros quadrados. Hagen, a capital, encontra-se a 445 quilômetros. de Lae e a 115 quilômetros. de Goroka. Recomenda-se visitar o centro cultural, muito interessante e o mercado dos sábados, um dos mais importantes de toda Papua, pois é ponto de reunião dos habitantes da região
Aos arredores de Hagem extendem-se plantações de café e chá. E por último visite o impressionante Baiyer River Wildlife Sanctuary.
Nas Highlands do sul poderá admirar uma rica vegetação, realizar interessantes excursões espeleológicas, assim como, a oportunidade de conhecer a grande variedade de tribos e culturas que possui a região. O grupo mais importante assenta-se em Tari, são os "homens-peruca" (Huli Wigmen), chamados assim pela maneira esquisita de enfeitar as suas cabeças com perucas feitas de cabelos, flores, penas e pelo de cus-cus. As mulheres devem doar seu cabelo aos homems para que estes elaborem as pitorescas perucas.
A tribo dos Mendi, assentada na povoação do mesmo nome entre uma espessa vegetação, conserva antigas tradições e curiosas cerimônias. Durante as mesmas consomem uma substância chamada "betel nut", a qual leva-os a uma espécie de transe.
Ao sul de Mendi encontra-se uma estação natural de montanhas à beira de um rio, conhecido como Lago Rutubu.
O mais sobressaliente da província de Enga, menos desenvolvida que as outras, é Wabag, a capital, onde pode-se visitar o museu, o centro cultural, o lago vulcânico (à 3.000 metros de altitude), espetacular, assim como, conhecer os "pintores da areia", uma arte típica de Enga.
Na costa oriental do norte, encontra-se esta fértil região, a qual extende-se através de acidentadas cadeas montanhosas como as Adelbert e Schrader Ranges. Na frente da costa há numerosas ilhas, algumas delas com vulcões em atividade.
Madang, considerada como uma das cidades mais belas da zona e com uma população de 20.000 habitantes, oferece ao visitante um ambiente acolhedor. São aconselháveis as visitas ao museu e centro cultural, onde exibe-se uma modesta coleção de estátuas, jóias e diversos instrumentos musicais; ao cemitério alemão, a seus numerosos parques e ao colorido mercado. A cidade conta com um belo porto. Uma vez ali pode-se chegar à Ilha de Kranket, a Ilha de Manam e a Ilha de Karkar.
Ao sudeste de Madang fica Balek Wildlife Sanctuary, onde pode-se desfrutar de grutas sulforosas, realizar caminhadas pelos senderos da selva ou então mergulhar nas águas de suas fontes termais.
Morobe é um vasto arco de terra que encontra-se no Golfo de Huom e trata-se de uma inóspita selva tropical impenetrável.
Lae é a segunda cidade mais importante do país e está situada na desembocadura do rio Markham, constituindo um verdadeiro paraíso tropical muito colorido, assim como, uma moderna cidade com múltiplos comércios e instituições.
No coração da cidade encontra-se o Centro de Artes Melanesas onde poderá comprar artesanato típico, como objetos de arte das ilhas Trobriands e da região do Sepik. Se você quer ver curiosos animais vá para Maus Buang e Labu Tali, ao sul da cidade, onde tem os répteis mais longevos do mundo, assim como, tartarugas gigantes com mais de dois metros de comprimento e uns 500 kg. de peso, que oferecem um assombrador espetáculo.
Os arredores de Lae apresentam alguns lugares de interesse: Viajando para o leste encontra-se Bulolo, onde pode-se conhecer à tribo dos Anga de tradições ancestrais.
Em Wuau encontra-se o Instituto Ecológico, um museu e um zoológico aberto ao público. No Parque Nacional McAdam encontrará centenas de espécies de aves e pinheiros em extinção como os Flingkii e os Hoop.
O Vale de Aseki está habitado pela tribo do mesmo nome conhecida por uns costumes um tanto peculiares, pois cortavam as cabeças dos inimigos, para comer seus corpos após a batalha, na crença de pegarem a sua força e inteligência.
A província que extende-se ao norte da Província Central é conhecida localmente como Oro Province. Encontra-se ao norte da cadeia montanhosa central de Owem Stanley Tange. É uma bela extensão com vários pontos de interesse, entre os quais destacam Popondetta, a capital atual e desde onde pode-se ver o Monte Lamington.
Tufi é um porto construido em um belo lugar, perto do Cabo Nelson, e está rodeado por três altas montanhas: Tragalgar, Victory e Britania. Pode-se realizar excursões muito gratificantes pelos arredores dessa vila e realizar submarinismo nas impressionantes águas cristalinas.
Cabo Nelson formou-se por uma recente erupção dos três vulcões e a lavra deu origem à formação de uns magníficos fiordos, constituindo assim, um formoso espetáculo natural, sem dúvida, um dos principais atrativos turísticos da região.
A Rota do "Kikoda Trail" é uma das mais fascinantes da Papua Nova Guiné. São aproximadamente 90 quilômetros a serem percorridos entre cinco e dez dias. Originalmente este caminho era utilizado pelos mineiros que iam desde Port Moresby até os campos de ouro de Yoda e Kokoda. Nesta rota encontram-se escarpadas serras, estreitos e profundos barrancos.
A região compreende um conjunto de ilhas, arrecifes de coral e atolões sobre um área de 250.000 quilômetros quadrados de oceano, ao leste do país. Estão divididas em sete grupos, e são de formação montanhosa com altos cumes. A este grupo pertecem as Ilhas Trobriand no Mar Solomão.
O principal ponto de partida da província é Alotau (a capital), no extremo ocidental de Papua Nova Guiné (antigamente a capital era Samarai). Dali pode-se realizar vôos a diferentes ilhas, como a formosa Ilha de Woodlark, dona de uma beleza paisagística sem igual, de vales e colinas habitadas por moradores de origem melanesia.
Ao sul, no Arquipélago de Lausade, encontra-se a Ilha Misima, também muito montanhosa, com numerosas minas de ouro e grutas com restos arqueológicos muito interessantes. Outras ilhas da província são Normanby, Fergusson, Panaeate ou Tagula, a mais distante.
Os pescadores destas ilhas podem considerarem-se como um perfeito exemplo dos chamados "habitantes dos mares do sul". A beleza física dos moradores, assim como, de suas impressionantes terras combinam em uma pitoresca forma de pescar, conformando uma parada sem igual. Na principal ilha, Boyowa, nem todos os povoados têm acesso ao mar. A cada povoado corresponde um território situado em volta de um poço, árvores frutíferas e um palmeiral. O chefe de cada comunidade costuma ser o varão mais ancião pertecente ao clã mais dominante.
New Britaim é a maior das ilhas de Papua Nova Guiné, e oferece um curioso contraste entre suas duas províncias, New Britaim Oriental e a Ocidental. A oriental termina na muito densamente povoada península de Gazelle, onde habitam as pessoas mais ricas do país, fruto da fertilidade do solo vulcânico e à precocidade do seus contatos com europeus. Por outro lado, a Província Ocidental não chegou a contacar com os europeus há décadas, está pouco povoada e muito pouco desenvolvida.
Assentada em uma impressionante caldeira vulcânica, Rabaul é provavelmente uma das cidades mais belas da Papua e talvez do Pacífico. Tem enormes vulcões que dominam a cidade, o belo porto de Simpson, umas ruas e avenidas amplas e limpas, e uma população absolutamente amigável.
É também uma das cidades onde pode-se fazer mais coisas: escalar vulcões, examinar relíquias de guerra e mergulhar entre corais e barcos afundados. Tem além uma das melhores seleções de hotéis e restaurantes do país. Embora seja uma cidade relativamente grande (15.000) habitantes, é mais bem tranquila, agitada apenas pelas intermitentes sacudidas do vulcão Matupit, que a mantém em permanente estado de alerta.
Entre os lugares mais interessantes para visitar em Rabaul destacam: o Porto, que ainda serve de escala aos grandes mercadores que unem as ilhas de Papua com os grandes centros comerciais internacionais; a Roda de Moinho de Port Breton, de curioso valor histórico; o Mercado, o melhor da Papua, o mais colorido e o mais sortido; o Clube Nova Guiné, construido justamente antes da guerra, foi destruido e construido de novo, conservando intacto seu interessante estilo arquitetônico europeu e seu sentido da história; o Museu de Guerra, um pequeno museu instalado no que foi o búnker do almirante Onishi durante a guerra; as Relíquias da II Guerra Mundial, uma sucessão de túneis e grutas excavados pelos japoneses, durante a guerra; o Parque de Orquídeas, situado sobre uma colina, domina a cidade e oferece uma interessante coleção de orquídeas nativas e de variada fauna local, sobretudo loros e periquitos. Não deixe de ir ao Memorial de Guerra Japonês, o principal de seu tipo no Pacífico.
Os arredores de Rabaul são de frondosa vegetação, embora apenas exista selva virgem, pois foi erradicada em 1937, durante a ocupação da ilha. Há muitas ofertas para o entretenimento nesta zona como mergulho, snorkeling ou ascensões aos vulcões.
Esta zona está muito menos desenvolvida que a Oriental, e possui muito menos atrativo.
Talasea e a Península de Williamez
É uma região vulcânica de relativa atividade. O que é hoje o lago Dakataua data da grande erupção de 1884. Abundam os géisers e águas e barros termais, e há também um par de interessantes lembranças da II Guerra Mundial: os restos de dois bombardeiros norte-americanos.
A província de North Solomons está composta pelas ilhas de Buka, Bouganville e outras de menor extensão. Os principais pontos para se conhecer deste setor são Kieta e Arawa, muito próximas entre si e todas duas na ilha de Bouganville. Ali tem-se edificado instalações hoteleiras para fazer mais prazerosa a visita às áreas agrestes dos arredores.
Na parte mais alta do centro da ilha de Bouganville encontra-se Panguna, extenso território com o buraco artificial mais comprido do mundo. No sul da ilha localiza-se Buin. Pode-se realizar um bom percurso desde Aropa até o sul de Buin, para admirar a beleza do território.
Existe um singular mais agreste caminho pela costa leste da ilha de Bougainville desde Kieta a Buka Pasage, o estreito canal que separa a ilha de Bougainville da ilha de Buka. As paisagens desta zona são simplesmente encantadoras.
A principal população da ilha de Buka é Hutjena, na zona sul-oriental, cujo porto principal vale a pena se ver: o Queem Carola Harbour.
As outras ilhas da província Solomons estão conformadas pelos territórios de Nuguria (Fead), as ilhas de Nukimanu (Tasman), Kilinailau (Carteret), as do grupo Tau (Mortlock) e as conhecidas como Greem Ilhands.
New Ireland é uma longa e estreita ilha ao norte de New Britain. Embora seja um lugar que entrou cedo em contato com os europeus (princípios do XVII), tem-se mantido relativamente desconhecida e pouco visitada, embora o hospitaleiro caráter dos habitantes. É uma província muito tranquila e segura para o visitante.
Na costa oeste, a população de Kontu se fez famosa por um documental chamado "Os Chamadores de Tuburões", em referência à habilidade de alguns homens desta região para chamar os tuburões com sua voz ou com pedaços de coco e, assim pegá-los facilmente.
Com seus 5.000 habitantes, é a principal cidade da ilha. É pequena e tranquila e não há muito que fazer nela, mas é um lugar agradável para descansar. Tem um bonito porto, e tem reputação pela pesca, especialmente em volta da ilha de Edmago, também conhecida pelas magníficas praias brancas e corais. Outras ilhas que valem a pena fazer uma excursão são New Sulamam e Lisinung. Segundo as épocas e os ventos, a zona é ideal também para a prática do surfe.
Está mais desenvolvida que a costa do oeste, embora isto perceba-se só onde há mais povoados agradaveis, geralmente junto aos rios. A costa está bordeada pela estrada Boluminski, uma das melhores de Papua, embora suporta um trâfego muito rápido.
A população é extremadamente amistosa, e tendo poucos visitantes, desfazem-se em atenções para estes. O lugar mais interessante na costa é Matanasoi, célebre pela sua caverna de pedra caliça e água cristalina, a qual foi utilizada pelos japoneses durante a II Guerra Mundial como suministro de água potável.
Onde tem muitos rios cristalinos e tem que ter cuidado com os transbordamentos. Há uns povoados, a maioria dos quais vive da pesca e agricultura. Não há alojamento, mas dado a escassez de visitantes não é difícil encontrar uma cama livre em alguma escola, missão ou casa particular.
É a província mais isolada e menos visitada de Papua. Está formada por um grupo de ilhas chamado Admiralty e por vários atolões. Manus, que dá nome à província, é a maior das Admiralty. Embora não esteja muito desenvolvida, conta com um bom sistema educativo, e por outro lado, muitos de seus habitantes falam inglês.
A dois graus de latitude ao sul do Equador, Manus é um lugar caloroso, úmido e tranquilo, com um interior selvagem, enquanto que Ilha Os Negros é vulcânica e mais fértil que a terra firme. A zona atrai muito pouco turista, pelo que apenas há estabelecimentos pensados para eles. Entre os lugares para visitar destacam Lombrum, com restos da base norte-americana da II Guerra Mundial; Salamei, (em Ilha Os Negros), com uma interessante granja de crocodrilos; diversas praias, especialmente as de Salamei, Rarah Ilhand, Tulu Village e Andra Ilhand. Finalmente Buyang, no centro da ilha, o povoado ideal para contemplar uma dança típica de Manus.
POPULAÇÃO E COSTUMES
A população de Papua Nova Guiné beira aproximadamente os quatro milhões de habitantes e quase a terça parte se concentra nas províncias do Highland (terras altas). A taxa anual de crescimento demográfico é do 3,3% e à diferença da maioria de seus vizinhos asiáticos, a densidade é relativamente baixa, pois calcula-se uma média de seis habitantes por quilômetro quadrado.
Existem quatro grupos regionais, culturais e políticos: papuanos (ao sul), highlanders, guineanos, e ilhanders.
As autoridades dividem o povo em: papuanos, predominantemente descendentes dos primeiros habitantes chegados à ilha; melanésios, emparentados com a população do Pacífico. Os habitantes das outras ilhas estão mais perto de ser poliésios ou micronésios que dos papuanos
Em geral há uma grande diversidade de tipos físicos, desde os escuros Buka do norte de Salomão (diz-se que tem a pele mais escura da terra), até os mais claros habitantes polinésios da costa do sul de Papua. Esta amalgame particular de diversos tipos de raças mistura-se ainda mais com a crescente presença de imigrantes, entre os quais destacam os chineses, norte-americanos, australianos e britânicos.
A sociedade paupuana é individualista e competitiva na idade adulta. As unidades políticas são pequenas e as vezes reduzem-se às do povoado. Os chefes são chamados "Grandes Homens".
A cultura tradicional enfraqueceu-se com a chegada dos ocidentais e os missionários cristãos. Existe a crença que o cristianismo e o homem branco irão trazer riquezas em naves de carga, conhecida como o "culto dos cargueiros".
Ao abandono de certos costumes, o povo Sepik, tribos da zona do rio Sepik, conserva uma cultura original. Estes homems têm desenvolvido um inacreditável senso artístico, baseado na luta pelo prestígio da população masculina das tribos, o qual levava-os ao combate ou à realização de obras de arte.
Os Huli constituem um dos grupos indígenas mais peculiares do país. Sua população está composta por umas 80.000 pessoas morando nos arredores do rio Tagari e seus afluentes, a uma altitude que oscila entre os mil e os dois mil metros em uma zona conformada por territórios de origem vulcânica e muito fértil.
A onda de civilização chegou de maneira brusca, mas embora pareça inacreditável, não tem realizado muito efeito sobre eles.
Exceto em algumas ilhas como as Trobriand, toda a sociedade em Papua Nova Guiné carece de um sistema de chefia ou de castas hereditárias, mas um individualismo agressivo mantém a idéia da igualdade. Existe entre os homems adultos uma constante concorrência para ganhar prestígio, julgando cada um, segundo seus logros. As unidades políticas são pequenas e geralmente estão formadas por um povoado só ou em algumas zonas das terras altas, por uma simples agrupação de idéias muito dispersa.
Os chefes ativos destas unidades políticas recebem o nome de "Grandes Homens" cujas opiniões exercem grande influência dentro da comunidade. Na realidade, o prestígio de um "Grande Homem" ou "Bigman" costuma vir das relações com outros grupos, tanto amigos quanto inimigos. Nestas relações os Grandes Homens podem contar com o apoio incondicional de seus próprios grupos dos que são os únicos representantes. Por toda a ilha, as rivalidades não só manifiestam-se na luta entre povos, mas também nas trocas de porcos e produtos agrícolas.
Os indígenas costumam construir casas para seus espíritos. Utilizam madeira, fibras vegetais, casca e folhas da palmeira. A elaboração é complicada. Ali aparecem os espíritos de seus antepassados, considerados necessários para seu destino, para ter boas safras e sucesso em todos os terrenos. Estas construções de mais de 20 metros de altura, dão testemunha de uma técnica arquitetônica muito elaborada. Dentro destas casas costumam ter painéis de madeira onde os espíritos dos antepassados aparecem rodeados de cálaos de enorme bico e crocodilos mostrando os dentes.
LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA
Os territórios de Papua estão situados basicamente na metade oriental da ilha de Nova Guiné, a qual encontra-se a 4.000 quilômetros. de Auckland e a 1.274 quilômetros. de Sydney. Formando também outras 600 ilhas, cujo tamanho oscila desde os 37.736 quilômetros quadrados de Nova Bretanha, Ilhas Manus, Nova Irlanda, Trobriand, Bougainville, até as diminutivas ilhotas oceânicas.
Sua capital é Por Moresby e tem aproximadamente 152.100 habitantes, os quais vivem dos principais recursos do país, orientados à exploração de minerais como o cobre e o ouro na ilha de Bougainville.
A extensão total de Papua Nova Guiné é de 461.690 quilômetros quadrados e é o único país do Pacífico a partilhar fronteira terrestre com outra nação, neste caso com a província de Iriam Jaya (Indonésia), que ocupa a metade ocidental da ilha principal.
Os solos de Papua Nova Guiné estão cobertos por magníficos vales irrigados entre sistemas montanhosos, pelos quais percorrem centenas de rios de muito rápido curso. Entre estes destacam o Fly, Purariou Kikori, desembocando ao sul; enquanto que o Sepik, o Markham e o Ramu fazem o próprio para o norte.
No relevo de Nova Guiné descobre-se um grande sistema montanhoso que percorre por uns 2.000 quilômetros de um extremo a outro, que compreende os Montes Star, Kubor, Owem Stanley, etc. Também nas ilhas de Nova Bretanha, Nova Irlanda e Bouganville existem cadeas montanhosas de considerável altitude.
Em geral, o território está formado por montanhas e vales cobertos de rios, ilhas vulcânicas e costas de preciosas praias.
O clima é tropical e úmido ao longo de todo o ano. As temperaturas são elevadas e as chuvas quase constantes, fortes na costa mas reduzidas no interior. A precipitação média anual oscila entre 1.000 mm e 6.350 mm. A brisa modera o calor sufocante e a altitude tempera os graus. Outro detalhe particular do país é que geralmente há uma estação úmida muito comprida seguida por outra curta muito seca.
Fonte: www.rumbo.com.br
Poucos paises têm um nome tão longo e complicado quanto Papua Nova Guiné. Quando os primeiros exploradores portugueses chegaram na ilha a chamaram "Ilhas dos Papuas", "a ilha dos cabelo-enrolado", que vem da palavra malaia "papuwah". A ilha de Nova Guiné foi dividida em três partes: a britânica, a alemã e a holandesa. Quando os australianos passaram administrar a parte britânica chamaram-na território de Papua.
Papua Nova Guiné é um paraíso de culturas milenares submersas entre a espessa vegetação, alheia ao rítmo do ocidente, e as modernas e próximas cidades. É realmente o último canto do mundo aonde chegaram os europeus em seus percursos colonizadores. De fato, algumas partes de seu território ainda não tiveram contato com a cultura ocidental. Assim é como tem-se mantido o virginal estado natural em suas entranhas mais recônditas. Esta mistura de tradição e modernidade, de natureza e cultura, propõe ao viajante um atrativo singular. A viagem a este canto do mundo irá por-lhe em contato com tradições fascinantes, em um espaço natural que não poderá esquecer jamais.
Para ingressar a Papua Nova Guiné é necessário apresentar o passaporte e dispor de um visto. É provável que seja requerida sua passagem de saída, assim como, a demostração de posse de recursos financeiros suficientes para a estadia.
Recomenda-se levar roupa leve e especialmente para a chuva, assim como, uma roupa leve de abrigo.
Em Papua Nova Guiné há uma diferença horária de 10 horas a mais com respeito ao GMT. Por estar tão perto do Equador, as horas de sol são as mesmas que as horas da noite: amanhece às 6 da manhã e o sol se põe às seis da tarde.
O idioma oficial é o inglês, embora também fala-se outros idiomas como o inglês-pidgim e o motu; este último está muito propagado na parte sul da Papua Nova Guiné e Port Moresby. O pidgim é um idioma neo-melanésio muito parecido ao que fala-se em Vanuatu e nas Ilhas Salomão. Existem também outras numerosas línguas Papuas e melanésias (perto de 750).
A maioria da população é protestante (58,4%), embora conviva com outros habitantes que professam diversas religiões como os católicos (32,8%), os anglicanos (5,4%) e os animistas (2,5%); além disso há uma minoria de cristãos nativos e budistas.
A corrente elétrica é de 240 volts a 50 Hz. Alguns hotéis contam com corrente de 110 volts.
A moeda oficial é o Kina, dividido em 100 toea. Kina é o nome da moeda tradicional de concha do mar utilizada anteriormente e era o indicador comum da riqueza do indivíduo. Existem notas de 2, 5, 10, 20 e 50 kinas e moedas de 1, 2, 5, 10, 20 e 50 toea e de 1 kina.
Não está muito utilizado o uso dos cartões de crédito; aliás, se são recebidas por alguns locais, especialmente os mais turísticos. Os mais aceitos são o Americam Express e a Diners Club. Não é comum a utilização de cheques de viagem, pelo que recomendamos pensar em utilizar dinheiro em efetivo.
Não existem vacinas obrigatórias para ingressar no país. É aconselhável a vacina contra a febre amarela, a profilaxia contra a malária e viajar provido de um seguro médico e de assistência. O número telefônico gratuito para ambulâncias é o 000. O telefone do Hospital Geral de Port Moresby é o 24.81.00. Em geral os serviços médicos são bons, mas nas povoações mais longíquas podem ser escassos ou quase nulos. É aconselhável viajar tendo previsto a contratação de um seguro médico.
O serviço postal funciona através das escritórios, pois não há carteiros. Embora o serviço telefônico esteja limitado às principais povoações, este é bastante funcional. As conexões são automáticas e diretas entre as principais cidades. Não existem prefixos provinciais. Para ligar a Papua Nova Guiné da fora do país há que marcar 00, o indicativo do país 675 e o número do assinante (não existem prefixos de cidades).
É aconselhável ir provido de abundante material, pois não deixará de fazer fotografias, além de ser difícil em algumas zonas conseguir material fotográfico. Leve em conta na hora de fotografar que a luz solar é muito potente e as cores muito vivas.
Os escritórios estatais abrem às 8 horas e fecham às 16 horas. Atendem de segunda-feira à sexta-feira. O resto das escritórios tem um horário similar.
Os bancos abrem de segunda-feira a quinta-feira das 9 às 14 horas, e sexta-feira das 9 às 17 horas. Os comércios abrem de segunda-feira a sexta-feira entre às 7 e 8 horas às 17 horas. Alguns abrem aos sábados pela manhã. Os centros oficiais estão abertos entre 8 e 16 horas.
Como em alguns países da zona, gorjetas serão bem recebidas, embora não é costume oferece-la.
Existe uma taxa de aeroporto de 10 a 15 kinas, aproximadamente. Na maioria das províncias aplica-se um imposto entre o 2 e o 7 por cento sobre os preços dos artigos. Os hotéis mais caros e certos restaurantes são os únicos locais a incluir este tipo de taxa no total da conta do consumo.
Aproximadamente 85% de Papua Nova Guiné está coberta de extensos bosques. Das 9.000 espécies de plantas que são originárias do lugar, umas 200 são árvores que encontram-se sobretudo, nas terras baixas da selva úmida. A ilha é popularmente conhecida sobretudo pelas 700 espécies de aves de todas as cores e tamanhos. Ai encontram seu lar 38 das 43 espécies das maravilhosas aves do paraíso que há no mundo; desde enormes pássaros, pombas coroadas do sul, até as mais pequenas, os loros pygmy. O ambiente tropical também é própricio para a população de repteis, onde existem mais de 200 espécies, incluindo duas de crocodilos e 13 espécies de tartarugas, assim como, diferentes espécies de serpentes.
O brocho de ouro desta riqueza animal constituem os insetos, pois existem milhares de espécies incluindo as maiores borboletas do mundo, a famosa Queem Alexandra's Bridwing. Alguns insetos como o escaravelho verde costuma ser ultilizado como enfeite, por parte dos locais e estabelecimentos em geral.
Também pode-se encontrar as seguintes espécies: a águia de Nova Guiné, o cabeção ou a tartaruga boba; o canguru arborícola de Goodfellow; o crocodilo de estuário, sub espécie biporcatus; o dugong dugong, que é a única espécie viva da família Dodongidae; o falcão imitador; a coruja dourada; a pomba de Palau; o petrel das tormentas de Markham e a tartaruga verde.
Provavelmente, a vida deste país seja uma das que tem maiores significados em relação a dificuldades dadas aos historiadores e antropólogos, pois muitos dos vestígios originais tem sido arrasados pela força da impetuosa natureza. A inacreditável capacidade da exuberante vegetação tem sobrepovoado inclusive os efeitos deixado no solo pela Segunda Guerra Mundial. Ainda assim, existem dados argumentando que os primeiros habitantes da Papua chegaram provavelmente, há 30.000 anos, quando a terra da ilha ainda formava parte do continente.
Os malaios se estabeleceram para o ano 1350 na costa oeste da ilha, e os primeiros europeus chegariam no século XVI. Papua Nova Guiné, foi duas vezes batizada, e por isso seu nome é tão comprido. Primeiro os portugueses a chamaram a "ilha dos cabelo-enrolado", Ilhas dos Papuas, do malaio "papuwah", depois os alemães a denominaram Nova Guiné, por parecer com a Guiné africana. Posteriormente, espanhóis holandeses, e ingleses, também tomaram parte nesta conquista.
Ao longo dos anos tem-se propiciado numerosas ondas de imigrantes provenientes das regiões asiáticas e a prova clara disto é a mistura das línguas asiáticas, com as originárias da região.
Já no século XIX, a ilha foi dividida em três partes: A ocidental ocuparam os holandeses, ao norte os alemães e ao sul os ingleses. No século XX a parte britânica foi entregue a Austrália, a qual após a I Guerra Mundial ocupou a zona alemã. Durante a II Guerra Mundial Japão ocupou a maior parte da ilha. Após as guerras européias, Austrália administra o território sob o controle da ONU.
Após uma série de processos de autonomia Papua Nova Guiné consegue a Independência em 1975 dentro do marco da Mancomunidade britânica. O Tratado do Estreito de Torres de 1978 resolve as fronteiras marítimas, e em 1987 os governos de Papua Nova Guiné e Indonésia, dona da outra parte da ilha, assinaram um acordo que delimita suas fronteiras.
Além do taro, inhame e bananas, acompanhados de arroz ou peixe, a base da alimentação do país é o sagú ou o saksak. Trata-se de um extrato de fécula que costuma ir acompanhado do suco de palmeira. Nas Terras Altas se consome preferencialmente os kaukau, espécies de batatas doces que foram incorporadas à dieta da zona, após os espanhóis traze-las da América do Sul. Dentro dos pratos de melhor sabor, destaca o soto daging, uma deliciosa sopa de carne com especiarias. É costume cozinhar em uns fornos construidos dentro da terra chamados mumu, para guisados de carne. Na capital encontrará uma extensa oferta de restaurantes, onde servem comidas francesas, vietnamita, chinesa, japonesa, tailandesa, indonésia, filipina e hindú.
Consomem-se sobretudo sucos de frutas. Porém, na capital do país pode-se beber, não sem certa dificuldade, as principais marcas das bebidas internacionais. Embora a água é potável, é aconselhável beber só água engarrafada.
Na maioria das povoações poderá comprar artesanato. O aconselhável é dirigir-se aos centros culturais. Entre os produtos mais típicos encontram-se os bilums, bolsas típicos feitos de corda e as máscaras rituais, especialmente das Ilhas Trobriand, criadas em madeira talhada com diversos motivos e adornos de ébano. Outros dos produtos mais solicitados são a olaria do povoado de Aibom, perto dos Lagos Chambri, os instrumentos musicais, especialmente tambores como os garamuts e os kundus, cestaria como a de Buka, tecidos com tintas naturais e algumas armas tradicionais, como flechas e lanças.
Numerosas tribos irão convidá-lo a participar ou assistir a seus rituais de danças e cânticos. Não perca. Poderá também fazer numerosas excursões e ascensões, especialmente no famoso caminho de Kokoda. Para quem gosta do rafting, Papua Nova Guiné conta com excitantes rápidos, como o de Watut, perto de Bulolo e ocasionalmente no rio Waghi, na Província de Simbu.
Os amantes do submarinismo encontrarão um paraíso de águas transparentes e belos arrecifes de coral, entre as numerosas ilhas. Existem instrutores nos principais lugares. E continuando com os esportes náuticos, no país pode-se praticar desde pesca, surfing, windsurfing até navegação a vela. Outra das atividades mais recomendadas são as excursões para descobrir e acercar-se aos misteriosos vulcões. Em Papua Nova Guiné há determinados lugares propícios para o campismo.
Os dias festivos oficiais são o 1 de Janeiro Ano Novo, Sexta-Feira da Paixão, Segunda-Feira da Páscoa, 13 de Junho Aniversário da Rainha, 21 de Julho Dia da lembrança, 16 de Setembro Dia da Independência, 25 e 26 de Dezembro Natal. Além destes eventos "oficiais", no país celebram-se diversos Festivais e Eventos Folclóricos de grande colorido, música e ambiente.
Cada uma das províncias de Papua tem o seu próprio dia provincial instaurado oficialmente.
O dia 22 de Fevereiro celebra-se o Dia provincial de Nova Irlanda, e o Kaveing Show. O dia 20 desse mesmo mês leva-se a cabo o Dia provincial do Ouro. Entre junho e agosto celebram-se festas tradicionais como o Yam Harvest Festival (Trobriand Ilhands), o Port Moresby Show (meados de junho), os Dias oficiais da Província Central (meados de junho), Morobe (julho), Milne (7 de Julho), Madang (começo de agosto), Manus (agosto), Simbu (agosto), Highlands (agosto).
Também levam-se a cabo as festividades do Remembrance Day (principalmente em Port Moresby), o Rabalul Frangipani Festival, comemorando o crescimento das primeiras flores, após a erupção do Matupit o dia 23 de Julho de 1937.
No outro meio ano tem lugar festas como o Goroka Show (começo de setembro), os dias provinciais de East Sepik (16 de Setembro), Enga (outubro), Nova Bretanha do Oeste (outubro), Província do Golfo (1 de Dezembro) e Província do Oeste (6 de Dezembro). Também festeja-se o Hiri Moale (um festival onde vêem-se aparecer canoas de comércio papuano), o Malangam Festival e o Milne Bay Show (todos estes, no dia 16 de Setembro). Finalmente, o Tolai Waragira (Rabaul) faz um convite entre outubro e novembro e é um festival de duas semanas de sing-sings e outros eventos.
Há várias companhias aéreas que garantem as conexões locais dentro das diferentes regiões da Papua Nova Guiné, incluindo as ilhas. As conexões entre as ilhas são realizadas Air Niugini, Talair, Douglas Airwais e MAF.
Existe uma extensa rede marítima para percorrer a região e os serviços são regulares. As principais cidades da costa estão ligadas entre si e com as ilhas mediante serviços regulares de barcos (Lutheram Shipping, Burns Philp Shipping, Pacific New Guinea Line e Coastal Shipping Company Pty Ltd
As estradas não são, em geral, muito boas embora as que ligam os centros mais importantes estejam em melhor estado. Poderá alugar um veículo através das companhias operantes no país. Em determinadas zonas é necessário utilizar veículos de terreno. Lembre que em Papua Nova Guiné circula-se pela esquerda e o limite de velocidade no país é de 50 quilômetros por hora, em territórios da cidade e de 100 quilômetros. por hora, em províncias.
Encontrará pelas ruas com facilidade, e nos aeroportos. É conveniente acertar o preço antes de iniciar o trajeto, caso o táxi não tenha taxímetro.
Fonte: www.genteviajera.es