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Paracatu

Paracatu - MG

Histórico

São várias as versões relativas ao descobridor de Paracatu e à época em que teria o mesmo ocorrido. Uma delas atribui o descobrimento a Bartolomeu Bueno da Silva, o Anhangüera, na sua passagem em demanda dos sertões de Goiás, o que teria sido entre 1717 e 1718; outra faz referências a Felisberto Calseira Brant, em 1734 ou ainda entre 1743 e 1744, de forma que não se pode situar com precisão, cronologicamente, o início do povoado que teria dado origem à atual cidade, onde, segundo documentos do arquivo eclesiástico, já havia em 1736 cinco grandes igrejas.

Por provisão régia, de 4 de agosto de 1746, foram nomeados um juiz ordinário e um tabelião para Paracatu, já então arraial importante, com comércio ativo com a Bahia, através dos rios Paracatu e São Francisco, assim como, por via terrestre, com Sabará, São João del Rei e Vila Rica.

A atividade econômica dos primeiros habitantes baseava-se na extração de ouro, cujas lavras eram riquíssimas, e a tradição afirma haverem sido colhidas somente num decênio, cerca de 168 arrobas do precioso metal. A três quilômetros de Paracatu foi fundado o arraial de São Domingos, por José Rodrigues Froes e um seu irmão, do qual apenas existem uma pequena capela e algumas míseras cabanas. Outros arraias foram também fundados nos locais das respectivas lavras, conforme vestígios que ainda se encontra nos dias de hoje.

Por Alvará de 20 de outubro de 1798, foi o antigo arraial elevado à categoria de vila, verificando-se a instalação do mesmo juntamente com a Primeira Câmara, a 18 de dezembro de 1799.

Formação administrativa

Distrito criado com denominação de Paracatu do Príncipe, por alvará de 26-10-1798, e lei estadual nº 2, de 14-09-1891.

Elevado à categoria de vila com a denominação de Paracatu do Príncipe, por alvará de 20-10-1798, desmembrado de vila de Sabará. Sede na antiga vila de Paracatu do Príncipe. Instalada em 18-12-1799.

Elevado à condição de cidade com a denominação de Paracatu, pela lei provincial nº 163, de 09-03-1840.

Pela resolução de 31-05-1815, e lei estadual nº 2, de 14-09-1891, é criado o distrito de Buritis e anexado ao município de Paracatu (ex-Paracatu do Príncipe).

Pela provincial nº 239, de 30-11-1842, e lei estadual nº 2, de 14-09-1891, é criado o distrito de Guarda-Mor e anexado ao município de Paracatu.

Pela provincial nº 1627, de 06-11-1869, e lei estadual nº 2, de 14-09-1891, é criado o distrito de Lajes (ex-povoado) e anexado ao município de Paracatu.

Pela provincial nº 1993, de 13-11-1873, e lei estadual nº 2, de 14-09-1891, é criado o distrito de Rio Preto e anexado ao município de Paracatu.

Pela lei estadual nº 2, de 14-09-1891, foram criados o distritos de Formoso e Morrinhos anexados ao município de Paracatu.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído de 7 distritos: Paracatu, Buritis, Formoso, Guarda Mor, Lajes, Morrinhos e Rio Preto.

Assim permanecendo nos quadros de apuração do recenseamento geral de 1-IX-1920.

Pela lei estadual nº 843, de 07-09-1923, desmembra do município de Paracatu os distritos de Buritis, Formoso e Arinos (ex-Morrinhos), para constituir o novo município de São Romão. E ainda pela mesma lei estadual é criado o distrito de Garapuava (ex-povoado), criado cujas com terras são desmembradas do distrito de Unaí (ex-Rio Preto) e anexado ao município de Paracatu. O distrito de Rio Preto tomou o nome de Unaí.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído de 5 distritos: Paracatu, Garapuava, Guarda-Mor, Lajes e Unaí.

Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937.

Pelo decreto-lei estadual nº 148, de 17-12-1938, é criado o distrito de Vazantes com terras desmembradas do distrito de Guarda-Mor e anexado ao município de Parcatu.

No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 6 distritos: Paracatu, Garapuava, Guarda-Mor, Lajes, Unaí e Vazante.

Pelo decreto-lei estadual nº 1058, de 31-12-1943, desmembra do município de Paracatu os distritos de Unaí, Fróis (ex-Lajes) e Garapuava, para constituir o novo município de Unaí.

No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o município é constituído de 3 distritos: Paracatu, Guarda-Mor e Vazante.

Pela lei nº 336, de 27-12-1948, o distrito de Vazante teve sua grafia alterada para Vasante.

Em divisão territorial datada de 1-VII-1950, o município é constituído de 3 distritos: Paracatu, Guarda-Mor e Vasante (ex-Vazante).

Pela lei nº 1039, de 12-12-1953, desmembra do município de Paracatu os distritos de Vasante e Guarda Mor, para constituir o novo município de Vazante (ex-Vasante).

Em divisão territorial datada de 1-VII-1960, o município é constituído do distrito sede.

Alteração toponímica municipal

Paracatu do Príncipe para Paracatu, alterado pela lei provincial nº 163, de 09-03-1840. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.

Fonte: biblioteca.ibge.gov.br

Paracatu

Quinta maior cidade mineira, Paracatu, ou “rio bom” em tupi-guarani, se desenvolveu devido às grandes jazidas de ouro. Com a efervescência cultural do fim do século XIX, ganhou a alcunha de “Atenas mineira”. Mesmo que na época da construção de Brasília os casarios tenham sido demolidos e o calçamento original substituído, o ambiente cultural de Paracatu continua a ser uma agradável surpresa do sertão. Para conhecer mais sobre a história da cidade não deixe de visitar o Museu Histórico de Paracatu, a Igreja Nossa Senhora do Rosário, a Igreja Matriz de Santo António e o Arquivo Público, nestes locais irá conferir a arquitectura, a arte e os documentos da época áurea de Minas.

Para os que gostam de mais movimento, a cidade oferece, além dos passeios históricos, cachoeiras, grutas, além de trilha para trekking e moutain bike. Paracatu é um município ao noroeste do estado de Minas Gerais. Fica distante 482 Km de Belo Horizonte e 290 Km de Brasília. Seu nome é de origem indígena e significa “Rio Bom” ou “Rio Praticável”. O principal rio de Paracatu é o rio que dá nome ao município e que pertence à bacia do São Francisco. Sua fundação foi realizada por Carta Régia em 4 de março de 1799 para o até então antigo Arraial do Paracatu.

Uma das grandes preocupações da cidade é a preservação de seu histórico patrimônio arquitetônico. A preservação de fachadas trata-se de uma iniciativa louvável. Infelizmente, quando do registro dessas fotos (25/10/2008) foi observado um desleixo inaceitável com a Igreja Matriz de Santo Antônio onde existem algumas intervenções para preservação, bem como com a Igreja de Nossa Senhora do Rosário. Não tivemos nenhum contato com qualquer órgão oficial da cidade, o que proporcionou uma observação mais isenta, porém, não posso informar se a cidade tem ou terá qualquer incentivo dos órgãos estaduais e federais de preservação do patrimônio histórico. O Centro Histórico é muito bem sinalizado. Em 25/10/2008, infelizmente, o Centro de Atendimento ao Turista não estava funcionando. Fica situado no Largo do Rosário.

Paracatu tem outras atrações e podemos citar: Cachoeira do Desidério, Cachoeira Sete Quedas, Cachoeira do Templo, Cachoeira do Altar, Cachoeira do Teixeira, Cachoeira Deus-me-livre, Cachoeira Água Branca. Gruta de Santa Fé, Gruta do Bonsucesso, Lapa do Brocotó, entre outras, e ainda manifestações com específico calendário religioso e folclórico.

Principais Cachoeiras de Paracatu

Cachoeiras do Geraldo Júnior

Localizada na fazenda América na GO-20 a 26 Km da MG-188 em direção à barragem de Furnas. São várias quedas de água com 2, 4, 6 e 22 metros de altura. Um local especial para descanso e contato com a natureza, fonte de água preservada 100% natural, possibilidade de rapel, passeio ecológico e total harmonia com a natureza. Este aglomerado de cachoeiras se encontra em propriedade particular necessitando de autorização para visitas.

Cachoeira do Desidério

É uma bela cachoeira com 28 metros de queda dágua que forma um poço de 30 m X 40 m de largura. Águas frias e cristalinas fazem deste lugar um fabuloso oásis no cerrado.

A cachoeira esta em propriedade particular sendo necessário autorização para visitá-la.

Cachoeira do Ascânio

50 metros de queda dágua envoltos por uma densa vegetação tornam esta cachoeira o grande atrativo natural de Paracatu. Espaço para um bom banho energizante, relaxamento e contemplação da natureza.

O local é aberto à visitação pública.

Cachoeira do Teixeira

Com águas muito refrescantes, esta cachoeira formada pelo córrego Teixeira tem 10 metros de altura e, ao desaguar, forma uma gostosa piscina natural.

A cachoeira se encontra em propriedade particular necessitando de autorização para a visita.

Fonte: itrip.com.br

Paracatu

Paracatu foi fundada no século 18, quando os bandeirantes circulavam pela região em busca de ouro e pedras preciosas. As riquezas se foram, mas a cidade preservou o centro histórico cortado por becos e vielas que guardam singelas igrejas, como a Matriz de Santo Antônio e a de Nossa Senhora do Rosário, e casarões coloniais que abrigam espaços como a Casa da Cultura e o Museu Histórico.

"No centrinho estão construções coloniais como a Matriz de Santo Antônio e a Casa da Cultura"

Além das relíquias arquitetônicas, Paracatu oferece ainda belas paisagens naturais. Trilhas e estradas de terra conduzem a cachoeiras e grutas, além das fazendas centenárias que mantém a produção artesanal da cachaça de rapadura.

Para tirar o gosto da aguardente, belisque uma empadinha de capa fina e encerre os trabalhos com o  famoso bolo de domingo, uma receita centenária e cheia de superstição - para não dar azar, a delícia só pode ser feita nos dias de domingo.

Fonte: feriasbrasil.com.br

Paracatu

História

O interior do Brasil foi esquadrinhado pelos, pelos pecuaristas e pelos aventureiros durante todo o período colonial.

Segundo o historiador Antônio de Oliveira Mello, a região Noroeste de Minas Gerais foi visitada, conhecida e perscrutada desde o final do século XVI. Ele reuniu indícios de que as bandeiras de Domingos Luis Grau (1586-1587), Antônio Macedo (1590), Domingos Rodrigues (1596), Domingos Fernandes (1599) e Nicolau Barreto (1602-1604), palmilharam esta região.

Em 1744 os bandeirantes Felisberto Caldeira Brant e José Rodrigues Frois comunicaram à coroa o descobrimento das minas do vale do Paracatu. Existem indícios de que o arraial já havia sido fundado muitos anos antes, pois a essa época já se tem conhecimento da existência de casas de morada e igrejas no local.

Após essa descoberta, não surgiu no cenário das Gerais nenhuma nova região aurífera de importância. Portanto, “A última grande descoberta aurífera das Minas Gerais ocorreu no Vale do Rio Paracatu no início do século XVIII”.

A conquista da região vinha sendo estruturada há muitos anos. Em 1722, quando Tomás do Lago Medeiros recebeu a patente de Coronel de Paracatu, o direito de guardamoria e o privilégio de distribuição das datas de terras desta região, o ouro não havia sido descoberto, mas a região já era conhecida e havia a expectativa da descoberta de metais preciosos por ali.

Em documento datado de 1722, era exigido dele como contrapartida pelos privilégios recebidos, zelar pela boa composição do povoamento a ser estabelecido nestas paragens:

... terá grandíssimo cuidado de que na gente com que entrar na dita conquista haja toda quietação e sossego, para o que aproveitara muito não levar em sua companhia criminosos, nem malfeitores antes pessoas que vão só a ela, não por fugirem à justiça, mas por buscar a conveniência nos descobrimentos...

Os cuidados que as prováveis regiões mineradoras mereciam das cortes portuguesas indicam a importância dessa atividade para a economia da época.

Descoberto o ouro, a atração exercida pela abundância com que este fluía de seus veios d’água contribuiu para o rápido crescimento do Arraial de São Luiz e Sant’Anna das Minas do Paracatu. Após período de grande crescimento, o arraial foi elevado a vila com o nome de Paracatu do Príncipe, em 1798, por um alvará de D. Maria (a louca).

A efêmera riqueza logo se dissipou e o declínio produtivo do ouro aluvial provocou a decadência econômica da vila. Dos tempos de glória, a cidade conservou duas igrejas construídas no século XVIII – tombadas pelo patrimônio histórico – que abrigam uma grande coleção de imagens sacras dos séculos XVIII e XIX.

A cidade retomou seu crescimento com base na agropecuária e viveu uma efervescência cultural no século XIX, da qual ainda hoje se orgulha. Desta época ainda existe um conjunto arquitetônico com características particulares e um interesse por todos os tipos de manifestações artísticas e culturais.

Em meados do século XX, com a construção de Brasília, a região tomou novo impulso e Paracatu beneficiou-se da sua situação às margens da BR 040. A transferência da capital federal para o interior do país já havia sido sugerida durante o período monárquico por José Bonifácio de Andrada, que apontou como ideal a localização da comarca de Paracatu. A modernidade chegou trazendo inúmeras transformações, que vão desde um incremento da economia até uma mudança de mentalidade que inclui novos valores, nova arquitetura e novo estilo de vida.

Paracatu conta hoje com uma agricultura altamente tecnificada, implantada em larga escala; com uma pecuária intensiva; uma exploração mineral das mais modernas do mundo; convivendo com uma exploração agrícola rudimentar de subsistência e uma pecuária extensiva. No campo da mineração, o antigo método do garimpo foi interditado.

A cidade se mantém como pólo irradiador de cultura, de tecnologia e de desenvolvimento dentro da região Noroeste de Minas Gerais e se orgulha de sua gente hospitaleira, laboriosa e da sua tradição artística e cultural.

Helen Ulhôa Pimentel

Aspectos Turísticos

Poucos lugares apresentam tanta diversidade quanto Paracatu. É a única cidade histórica da região Noroeste de Minas Gerais. São dois séculos de história que refletem a cultura barroca em casarios, igrejas, sobrados, becos e ruas. A diversidade ecológica também está presente nas grutas, cachoeiras, flora e fauna.

Igreja Matriz de Santo Antônio

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Igreja Matriz de Santo Antônio

Arquitetura religiosa do período setecentista. Estilo barroco-jesuítico construída em madeira e taipa sobre alicerce de pedra. A porta de verga reta, bem como as janelas rasgadas com guarda de madeira, tem folhas almofadadas.

O corpo principal da nave foi acrescida, ainda no século XVIII, de dois corpos laterais mais baixos, com porta almofadada e porta janela com guarda-corpo ao nível do segundo pavimento, possui sete altares.

O altar-mor é de arquitetura colonial e pertenceu a antiga Igreja de Sant’Anna. Os altares laterais são de épocas diferentes e os púlpitos não apresentam pintura sã em madeira natural.

A última intervenção para sustentação foi em 1988.

Festas realizadas: Santo Antônio ( padroeiro, Semana Santa e Corpus Christi ).

A Igreja Matriz de Santo Antônio é um dos belos monumentos da arquitetura colonial, que não pode deixar de ser visitado.

Igreja de Nossa Senhora do Rosário

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Igreja de Nossa Senhora do Rosário

Belo conjunto da arquitetura colonial religiosa do século XVIII, sua estrutura de madeira e taipa, repousa sobre alicerce de pedra.

No seu interior várias imagens talhadas em madeira do século XVIII, sendo que o Arco-Cruzeiro de madeira abre para a Capela-Mor, onde esculpidas e decoradas com dois nichos laterais e trono central em degraus.

É uma bela peça de talha dourada que remonta os meados do período setecentista, com as figuras de anjos, concheados e consolos barrocos, que foram roubadas e hoje recuperadas pelo IPHAN, bem como motivos florais.

A última intervenção para sustentação foi em 1988, com orientação do IPHAN.

Vale a pena conferir o ambiente colonial e os ares de dois séculos passados.

Museu Histórico

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Museu Histórico

O prédio que o abriga foi construído em 1903, para funcionar o Mercado Municipal de Paracatu - Ponto de distribuição e venda de produtos rurais, transportados para a zona urbana em carros de boi e em lombo de burros.

No decorrer dos anos, o imóvel foi sede de várias instituições, dentre elas a Prefeitura Municipal e a Secretaria de Educação.

A recuperação do prédio visou, além de recompor uma das construções do patrimônio Histórico de Paracatu, estabelecer no referido local o Museu Histórico de Paracatu, ponto de atração turística e guardião do rico acervo da cidade, com várias fotos antigas da cidade e dos Prefeitos que passaram.

Objetos caseiros, tanto da zona rural como da zona urbana, com artefatos antigos de rara beleza.

Arquivo Público

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Arquivo Público

O prédio conhecido como “ Sobradinho Dona Beija”, foi o primeiro prédio de alvenaria do Arraial de São Luiz e de Sant’Anna. Passou a ser sede do Arquivo Público.

Passados 250 anos de oficialização do Arraial de São Luiz e Sant’Anna, ganham abrigo e conservação de documentos que registram as etapas diversas da evolução política e social do município. Rico em documentação referente aos séculos XVII e XVIII de interesse para historiadores e pesquisadores.

Passo da Paixão e Chafariz da Traianna

Pacaratu
Passo da Paixão e Chafariz da Traianna

Tributo barroco colonial do artista plástico Fábio Ferrer à cidade de Paracatu. Homenageia em especial o período colonial do século XVIII, onde a cidade vivia a efervescência do ouro. O conjunto arquitetônico é uma obra com espírito barroco.

O chafariz da Traianna possui no alto da obra, uma mulata escrava, que a história conta, que percorria os becos despertando desejos nos fidalgos.O chafariz, com características simples, é também uma homenagem a outros chafarizes que existiam na cidade e que foram destruídos.

A data no escudo, 1798, destaca a oficialização da elevação da Vila de Paracatu do Príncipe, por Dona Maria, A Rainha da corte portuguesa.

Para completar, através de uma carranca, a bica d’água de uma antiga mina da cidade, faz borrifar na terra a benção, assim como nos tempos dos tropeiros.

O Passo da Paixão, singela capela da via sacra, homenageia a descoberta do ouro na região em 1744 época que já existia o Arraial de Sant’Anna e São Luiz, depois elevado a Vila.

No Passo, a pintura no teto em flande têmpera, gema de ovo com pigmentações, realizado por Fábio Ferrer, reluz o estilo barroco do Chafariz. A pintura da parede é da artista Maria do Céu, e as esculturas dos tocheiros em cedro são de Hugo Martins, artistas natos de Paracatu.

Nas pedras capistanos e catumbés, o tempo passou, mas deixou a marca de uma época que o próprio estilo barroco insinua e que jamais será apagado de nossa memória. “ Libertas quae será tamém”.

Manifestações Culturais e Folclóricas

Uma das principais características do paracatuense é preservar suas tradições e valores, principalmente os religiosos.

As manifestações culturais e folclóricas de Paracatu de Paracatu se misturam com a fé e o catolicismo.

Tapuiada

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Tapuiada

É uma dança de origem afro-indígena que homenageia Nossa Senhora do Amparo (padroeira dos pardos livres). É rica em passos e conta a história de congos negros e dos tapuios (índios) que habitavam Paracatu. Separados, cantam e dançam, desconfiados uns dos outros. É uma dança religiosa por causa da rivalidade das tribos.

A apresentação destaca fortemente a diferença econômica das tribos. Originalmente, os congos são ricos e usam jóias em maior quantidade. Os congos são os vencedores e as duas tribos se reconciliam mostrando devoção a Nossa Senhora do Amparo.

Folia de Reis

É uma das manifestações do folclore religioso mais antigas em Paracatu. Caminha por várias propriedades rurais em um movimento alusivo aos três reis magos.

Os seus componentes vão entoando, acompanhados por violões, sanfonas e pandeiros, hinos religiosos. A bandeira empunhada representa o Divino Espírito Santo.

É uma das festas folclóricas mais apreciadas e esperadas pelos paracatuenses.

Dança do Pauzinho

Folclore rural característico da região do Nolasco, em Paracatu.

Depois da moagem da cana-de-açúcar, os trabalhadores se reuniam para dançar e cantar ao som da sanfona pé-de-bode.

O Grupo em número de até 12 pares, dançam em círculos girando em direções opostas.

A música mais tocada e dançada é a “ Chavinha do Baú”.

Os homens vestem calça de algodão, botina e chapéu. As mulheres com vestidos coloridos e rodados e flores nos cabelos.

Maculelê

É um bailado guerreiro de origem baiana, que se exibe em Salvador e na região do recôncavo baiano por ocasião dos festejos em honra de N. Sra. da Purificação.

Trata-se de um vestígio de dança de espadas, milenar e quase universal.

Dez ou vinte negros vestidos de camisas brancas de algodão, com lábios pintados de vermelho e um bastão de madeira em cada mão, cantam e dançam entrechocando armas. Os bastões levam o nome de esgrimas e grimas.

O vestuário pode ser alterado em seu estilo sem perda da beleza do espetáculo.

Caretada

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Caretada

A festa em homenagem a N. Sra. Do Rosário possuia um aparato bastante interessante, assim definido pelo pesquisador Oliveira Melo.

Para anunciá-la saíam os mascarados, uns oito dias antes de começar o novenário, apregoando por toda a cidade e redondeza a programação dos festejos.

Esses mascarados eram homens que se vestiam de maneira curiosa, tendo uma máscara ao rosto (daí a alcunha de mascarados) e anunciavam a Caretada, que ocorria preferencialmente aos domingos. A Caretada era realizada pelos mascarados que ficavam à porta da igreja, em número de cem pessoas ou mais, montados em garbosos cavalos, que iam a frente do cortejo anunciando o festivo préstito.

Atualmente, a Caretada ( com seis grupos distribuídos no Município), é apresentada de forma mais simples, porém conserva a riqueza de cores e sons, em uma dança que nos retrata a pureza e singeleza de uma manisfestação folclórica tradicional, que percorreu várias gerações.

O grupo de caretas se apresenta dançando e cantando acompanhados do estandarte ou imagem de N. Sra. do Rosário, por horas a fio, nas casas das famílias do lugar que lhes oferecem um agrado, farofas, quitandas, etc. Para cumprir essa romaria, os caretas varam a noite adentro, animados pela cachaça distribuída pelo comandante do grupo.

Turismo de aventura: adrenalina

A interação com a natureza se de forma muito prazerosa em Paracatu. O Município possui lindas cachoeiras e grutas que merecem ser visitadas. É possível se aventurar em esportes radicais como trekking, rapel, canyoning, mergulho, entre outros.

Cachoeira do Desidério

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Cachoeira do Desidério

Localizada na Região da Santa Bárbara, no Córrego Olhos D´Água. Possui queda d´água de aproximadamente 28 metros, caindo em um belíssimo poço de 30m x 40m de largura, constituindo um prazeroso atrativo natural. Vale a pena conhecer. Distância de 45,7 km de Paracatu, a partir do entroncamento da BR 040/MG 188, sentido Paracatu/Uberlândia (MG 188).

Cachoeira Sete Quedas

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Cachoeira Sete Quedas

Esta cachoeira fica a 400 metros acima da Cachoeira da Sereia, com queda d´água de 14 metros de altura, desaguando em sete altares, belo recanto de água cristalina. Está localizada no Córrego do Prata, região da Agromam, a 45,7 km de Paracatu, a partir do entroncamento da BR 040/MG 188, sentido Paracatu/Uberlândia (MG 188), no Córrego do Prata, região da Agromam.

Cachoeira do Templo

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Cachoeira do Templo

Belíssima cachoeira de seis metros de queda livre deságua em um poço de 8m x 6m de largura, com bom volume de água fria e cristalina. Fica a 45,7 km de Paracatu, acesso a partir do entroncamento da BR 040/MG 188, sentido Paracatu/Uberlândia (MG 188).

Cachoeira do Altar

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Cachoeira do Altar

Cachoeira com nove metros de queda que deságua em um poço de 8m x 6m de largura, com bom volume de água fria e cristalina. Constitui um verdadeiro oásis em meio à vegetação do cerrado. Fica a 45,7 km de Paracatu, acesso a partir do entroncamento da BR 040/MG 188, sentido Paracatu/Uberlândia (MG 188).

Cachoeira do Teixeira

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Cachoeira do Teixeira

Linda cachoeira de 10 metros de queda que deságua em um poço de 40m x 70m de largura, com excelente volume de água fria e cristalina Localizada a 54,6 km de Paracatu, acesso a partir do entroncamento da BR 040/MG 188, sentido Paracatu/Uberlândia (MG 188).

Cachoeira Deus-me-livre

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Cachoeira Deus-me-livre

Entre a Região do Ribeirão e Carapinas, localizada no Ribeirão São Pedro, possui um bom volume de água com duas quedas d´água. O primeiro estágio com oito metros de altura e o segundo estágio com mais ou menos 35 metros em queda suave. Distância de 53 km de Paracatu, a partir do trevo da BR 040, sentido Paracatu/Brasília (BR 040).

Cachoeira Água Branca

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Cachoeira Água Branca

Localizada na Região Vão do Gomes/Bandeirinha, no Córrego do Barreirinho, a cachoeira possui mais ou menos 15 metros de altura, caindo em belo poço de 15m x 15m de largura, com uma profundidade de dois metros. Na saída do poço encontra-se o Rasgão de Mestre Campos, antigo aqueduto construído pelo português Mestre Campos para levar água até a cidade de Paracatu, no século XVIII. Distância de 19,9 km de Paracatu, a partir do trevo do Posto Portal de Minas, sentido Paracatu/Brasília (BR 040).

Gruta de Santa Fé

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Gruta de Santa Fé

Esta gruta possui dezenas de estalagtites e estalagmites, fazendo desenhos de raro encanto. É de formação calcária com vários salões e diversas reentrâncias, com pequenas poças d´água. Existem também pinturas repestres e hieróglifos sem conhecimento de data. A entrada da gruta é feita pelas raízes de uma gameleira, grudadas em uma rocha, que abre naturalmente uma fenda, onde passa apenas uma pessoa agachada. O teto do primeiro salão desabou com a ação do tempo, proporcionando um espetáculo magnífico com a entrada dos raios da luz solar. Localiza-se na região da Aldeia a 50 km de Paracatu a partir do entroncamento da BR 040/MG 188, sentido Paracatu/Unaí (MG 188).

Gruta do Bonsucesso

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Gruta do Bonsucesso

Gruta de formação calcária, situada no Maciço do Bonsucesso, possui duas entradas dando uma beleza indescritível. É uma gruta profunda, com ou menos quatro salões formados por estalagtites e estalagmites. Tem, ainda, uma enorme boca com 250 metros de profundidade vertical, indo terminar em um rio subterrâneo. É uma gruta ideal para turismo de aventura onde os aventureiros poderão praticar o rapel. Localiza-se na região de Santa Rita, a 22 km de Paracatu, a partir do entroncamento da BR 040/MG 188, sentido Paracatu/Unaí, chegando até a ponte de Santa Rita, entrar a direita até o local.

Lapa do Brocotó

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Lapa do Brocotó

Lapa de formação calcária com um único salão. Interessante que nos maciços existem várias grutas com algumas apenas entrando pelo lado esquerdo e saindo por baixo da pedreira pelo lado direito. Um local bastante interessante para visitação. Localiza-se na região do Córrego Rico, a 25 km de Paracatu, a partir da BR 040, sentido Paracatu/BH, chegando até na ponte do Córrego Rico, entrar a direita mais 4 km até o local.

Fonte: paracatu.mg.gov.br

 

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