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Paul Poiret

Filho de um comerciante de tecidos. Deu os primeiros passos no mundo da moda no ateliê de um fabricante de guarda-chuvas. Desenhando esboços de roupas femininas nas horas vagas, acabou por vender alguns deles a Madeleine Cheruit, quando ela ainda estava na Maison Raudnitz Soeurs.

Em 1896 começou a trabalhar com alta costura, no salão de Jacques Doucet, um dos costureiros mais famosos do final do século 19, respeitado pela qualidade dos tecidos que utilizava em suas criações, e pelo seu esmerado acabamento. Quatro anos mais tarde, passou para o ateliê de Charles Worth, então considerado o maior nome da moda de Paris. Em 1904 abriu sua própria maison, tendo como seu padrinho o amigo Doucet, que enviou a ele uma cliente famosa, a atriz Réjane.

Poiret criava sua própria agenda de festas, onde o maior brilho ficava por conta das roupas que as convidadas usavam. Na verdade, na época, quem não vestisse um autêntico Poiret era considerada fora de moda, assim seu ateliê era o endereço certo para encontrar todas as mulheres mais elegantes da Europa, sem contar as ricas norte-americanas que iam passar o verão em Deauville, no norte da França, ou na Côte d’Azur, ao sul. Se as roupas que Poiret criava eram de estilo simples, solto, sem ornamentos em excesso, exatamente o posto do que se usara até então, suas festas eram um exagero de luxo. A influência de Poiret era total. Ao mesmo tempo em que lançava turbantes e calças de odalisca, inspiradas na moda do oriente que ganhava adeptos, criava objetos para decoração, desenhados por jovens que Poiret recrutava nas fábricas dos bairros de Paris e às quais ensinava a arte do esboço e da estamparia - assim nasceu a famosa École Martine. Pela mesma época, ele lançou uma série de perfumes com nomes como Ah, Noite da China, Fruto Proibido, Flor Estranha.

Em 1912, depois de ter criado a saia entravada, mais justa no tornozelo, e a saia abajur, cuja bainha era feita com arame, para formar um círculo em torno do corpo, Poiret excursionou pela Europa e, no ano seguinte, pelos Estados Unidos, com um grupo de modelos, o que não era hábito entre os estilistas. Em 1914, pouco antes do começo da 1ª Guerra Mundial, ajudou a fundar o Sindicato de Defesa da Alta Costura Francesa e, com a guerra, fechou seu salão para alistar-se no exército francês, só voltando às suas atividades com o fim do conflito.

A simplicidade das linhas de suas roupas havia sido abandonada pela maioria das casas de alta costura, que agora tinham no comando jovens mulheres como Jeanne Lanvin e Madame Vionnet. Suas festas continuaram - só que agora eram pagas - e ele ainda era o personagem mais célebre de Paris. Assim Poiret entrou pela década de 20, presente a todos os acontecimentos sociais importantes da cidade - em um baile, chegou vestido de Nabucodonosor, em um carro puxado por cem jovens nuas. O mundo, porém, mudara, as mulheres descobriam outras atividades, além de participar de festas: elas praticavam esportes, trabalhavam. As roupas criadas por Poiret não tinham mais lugar numa época em que a pressa passava a ser uma constante. Assim, aos 50 anos, ele encerrou seu reinado, cedendo espaço ao novo estilo implantado por Coco Chanel e sua ‘moda pobre’, na definição de Poiret. Mas dele ficaram, para sempre, as provas de um talento único, que soube unir moda e arte, captando como ninguém a essência dos sonhos de sua época.

Fonte: www.informefashionbrasil.terra.com.br

Paul Poiret

Paul Poiret

Segundo a maioria dos historiadores, Paul Poiret foi responsável por libertar a mulher do espartilho e ampliar a forma de suas roupas, dando assim mais liberdade aos movimentos femininos.

Muitos de seus modelos tinham inspiração nos quimonos japoneses.

Foi também o responsável pelo corte império e pela fusão da arte com o mundo da moda. Poiret chamou diversos nomes da arte em voga na época para que criassem estampas exclusivas a seus modelos.

A partir dele, a profissão de costureiro, ainda que timidamente, ganhou novo status, passando a ser quem cria uma moda e não apenas quem reproduz uma roupa.

Foi visionário ao criar o perfume “Rosine”, ligando-o assim à sua maison e ao seu nome, objetos de decoração, acessórios, entre outros.

Compreendeu a ligação entre roupa e perfume, fazendo com que esses fossem uma extensão um do outro, o que mais tarde, no final do século XX seria uma estratégia usada pelos estilistas da alta costura para manter financeiramente suas maisons.

Paul Poiret

Fonte: coisasdemariablog.blogspot.com

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