Facebook do Portal São Francisco Google+
+ circle
Home  Peixes  Voltar

Peixes



 

Reino=> Animália
Filo=>
 Cordados
Classes=>
 Chondrichthyes e Osteichthyes

CHONDRICHTHYES

Os Chondrichthyes ( chondros = cartilagem + ichthys = peixe ) tem o esqueleto cartilaginoso.

São exemplos de peixes cartilaginososos os tubarões, arraias, peixes-serra etc..

Características Gerais:

Pele coberta de pequenas escamas(placóides)
Esqueleto cartilaginoso
Coração com duas câmaras (1 aurícula e 1 ventrículo)
Respiração por meio de brânquias
Temperatura do corpo é variável
Fecundação interna, sexos separados
Habitam nos mares e são predadores;
Corpo fusiforme
Duas nadadeiras dorsais, uma caudal e dois pares de nadadeiras laterais, peitorais e pélvicas, alguns tem uma nadadeira anal
Cauda heterocerca. Ventralmente na cabeça há duas narinas e boca
Os olhos são laterais e sem pálpebras. 

A CLASSE DOS CHONDRICHTYES APRESENTA TRÊS PRINCIPAIS ORDENS:

SQUALIFORMES: Peixes cartilaginosos,corpo fusiforme, nadadeiras peitorais de tamanho médio, 5 a 7 pares de fendas branquiais, com espiráculo.
ORDEM RAJIFORMES:
Corpo achatado, nadadeiras peitorais grandes unidas ao lado da cabeça, cinco pares de fendas branquiais, um par de espiráculos.
ORDEM CHIMAERIFORMES:
Fendas branquiais cobertas por um opérculo, não apresentam espiráculo.

ASPECTOS ANATOMO-FISIOLÓGICOS DOS CHONDRICHTHYES

SISTEMA MUSCULAR: Músculos que permitem as ondulações, desenvolvendo a natação. Há músculos especializados para outros órgãos do corpo como os que movimentam as nadadeiras.
SISTEMA DIGESTIVO:
Boca ventral, várias fileiras de dentes laminares e pontiagudos, que são substituídos com freqüência. Esses dentes algumas vezes são, transformações das escamas placóides. A língua é presa ao assoalho bucal, a faringe tem de 5 a 7 pares de fendas branquiais. O esôfago conduz o alimento ao estômago, tem o intestino curto, mas, possui internamente as válvulas espirais para remover o excesso de sais. O intestino termina numa cloaca. Tem pâncreas e um fígado bilobado com vesícula biliar, não tem glândulas salivares.
CIRCULAÇÃO:
O coração é envolvido pelo pericárdio e tem o formato da letra “S”. Tem 4 cavidades: seio venoso, átrio, ventrículo e bulbo arterial de onde sai a aorta ventral. Circulação fechada.
RESPIRAÇÃO:
Branquial, 5 a 7 pares de brânquias , com fendas que se abrem para o exterior. Não há opérculo. Há um par de orifícios: os espiráculos. A água entra pela boca, banha as brânquias e sai pelas fendas e espiráculos. Quando o animal está a grande profundidade, a água entra pelo espiráculo.
EXCREÇÃO:
No embrião os rins são pronefro e no adulto mesonefro. A urina possui poucos sais, é armazenado no sangue os sais uréia e trimetilamina para equilibrar a pressão osmótica com a água do mar.
SISTEMA NERVOSO:
O encéfalo apresenta o telencéfalo liso e pouco desenvolvido,possuem lobos olfativos e ópticos e também um par de cerebelo bem desenvolvidos, existem 10 pares de nervos cranianos e nervos espinhais pares cada segmento do corpo.
SENTIDOS:
Na faringe há botões gustativos. O olfato e a visão são desenvolvidos. Possuem apenas ouvido interno com função de equilíbrio. Nas laterais do corpo, do tronco até a cauda, existe uma linha para a percepção da correnteza e pressão da água. Na cabeça existem as ampolas de Lorenzini, são como termorreceptores e eletrorreceptores,. são pequenas câmaras que contem células sensitivas ligadas a fibras nervosas, estão ligados a um pequeno cretal que se abre para o exterior através de poros. Nas arraias, existem órgãos elétricos.

CLASSE OSTEICHTHYES

CARACTERISTÍCAS GERAIS

Corpo fusiforme
Achatado lateralmente
Notocorda
Mandíbulas Gnatostomados
Escamas: atenóide, ciclóide ou ganóides
Vertebrás ósseas
Arcos branquiais: ósseos e internos brânquias
Nadadeiras peitorais e pélvicas em pares, nadadeiras dorsal, retal e caudal sem pares geralmente homocerca
Esqueleto ósseo
Bexiga natatória
Narinas em pares, com ou sem narinas internas
Brânquias cobertas por um opérculo

A maioria desses peixes da zona temperada reproduz-se no começo do verão. A maioria é ovíparos e o tempo para o desenvolvimento varia de acordo com a espécie e a temperatura da água.

PELE

A pele alem de servir como proteção, serve também para e respiração, dependendo da espécie e do estágio de desenvolvimento. O peixe tem o corpo todo coberto pela pele, até os olhos, onde é transparente.

A epiderme tem sua constituição celular e fibrosa, essas camadas, tem órgãos anexos e são eles:

CROMATÓFOROS

Localizadas na camada externa da derme, são organelas que contem pigmentos, tem função vital nos mecanismos de mimetismo e na reprodução;

ESCAMAS

Originárias da derme, existem vários tipos, os mais comuns são: ciclóides e ctenóide

GLÂNDULAS

Geralmente células mucosas, responsáveis pela secreção do muco isolante que recobre o corpo dos peixes e assim ajuda na locomoção e protege o peixe contra a entrada de bactérias, existem algumas glândulas venenosas e fazem parte da defesa do peixe, secretam toxinas venenosas;

FOTÓFOROS

Órgãos luminescentes, aparecem em formas que habitam cavernas ou em regiões abissais,m são como um fator de agrupamento, alerta ou isca.

NADADEIRAS

Responsáveis pela locomoção e equilíbrio dos peixes. Existem nadadeiras em pares que são as nadadeiras peitorais e pélvicas e também existem as nadadeiras de numero impar que são retal, caudal, dorsal e adiposa.

ORIFICIOS

Digestivos: boca, fendas brânquias , orifício retal e poro urogenital.
Órgãos dos sentidos: 
dos olhos, narinas e linha lateral.

AUDIÇÃO

Ouvidos internos, sem comunicação com o exterior, utilizam a bexiga natatória, como receptor de sons.

MUSCULATURA

Divide-se em sistema axial, eixo longitudinal do corpo cabeça, tronco, e sistema apendicular, apêndices locomotores, musculatura visceral composta por músculos lisos e cardiácos, com função involuntária.

SISTEMA RESPIRATÓRIO

Branquias e Bexiga Natatória.

As brânquias são órgãos respiratórios dos peixes, constituem-se de filamentos canelados altamente vascularizados que se apoiam em arcos cartilaginosos.
A bexiga natatória é o apêndice hidrostático dos peixes. Pode ou não estar ligada por meio de um ducto pneumático.

REPRODUÇÃO E O CICLO REPRODUTIVO

Aparelho reprodutor normalmente um par de gônadas, ovário ou testículos. Os ovários localizam-se longidutinalmente no corpo, onde se distinguem ovócitos sobre a bexiga natatória.

Os testículos são estruturas alongadas e compactas, no sentido longitudinal do corpo sobre a bexiga natatória.

Os ovócitos tem forma esférica, e dá passagem a somente um espermatozóide no ato da fecundação. Nos machos, a arte anterior dos mesonefros passa ao serviço do testículo os canais uriníferos servem para a evacuação do esperma. Nas fêmeas os ovários são independentes dos rins.

Os espermatozóides variam de forma de acordo com a espécie do peixe.

REPRODUÇÃO

Possuem todos os mecanismos de fecundação: bissexual, hermafrodita e a partenogenética.

Pode ocorrer difornismo sexual.

A reprodução nos peixes é cíclica. A idade da maturação depende muito da espécie, habito alimentar, porte, sexo ... Na reprodução o macho adquire cores mais vivas que a fêmea. Há ovos que flutuam livremente, outros são unidos por ma substância mucosa; alguns não flutuam. Os espermatozóides são lançados na água onde ocorre a fecundação, após fecundado o futuro peixe se protege através dos envoltórios do ovo e se alimenta através do vitelo.

ALIMENTAÇÃO DOS PEIXES

De acordo com os hábitos alimentares os peixes podem ser:

FITOPLANCTÓFAGOS: Se alimentam das algas do fitoplâncton.
FOOPLÂNCTÓFAGOS:
Se alimentam de zooplâncton.

PREDADORES

Se alimentam de organismo macroscópicos e se dividem em dois grupos: carnívoros alimentam-se de qualquer tipo de animal e ictiófagos se alimentam apenas de outros peixes.

ILIÓFAGOS: Se alimentam removendo o fundo do ambiente.
HERBÍVOROS:
Se alimentam de vegetais superiores. ONÍVOROS=> se alimentam de qualquer material orgânico.

TRATO DIGESTIVO

A pode ter dentes nos lábios, maxilares , cavidade bucal, e até na faringe. O esôfago e o estômago formam o intestino anterior, região do piloroonde pode ou não aparecer cecos, intestino delgado ou médio, o intestino grosso,também o orifício retal , as glândulas anexas, fígado e pâncreas.

A boca selate os alimentos, tem grande número de papilas gustativas e pode ser: inferior, terminal, subinferior e superior. Além das glândulas gástricas o fígado e o pâncreas atuam como glândulas anexas ao sistema digestivo.

SISTEMA EXCRETOR

Dos rins saem ductos que se unem e formam apenas um que termina numa vesícula urinária ou direto na cloaca.
Existem dois tipos de rins:
pronefro e mesonefro.

SISTEMA NERVOSO

O cérebro é dividido em cinco vesículas, miencéfalo, metaencéfalo, mesencéfalo, diencéfalo e telencéfalo; e medula espinhal.

O olfato é bem desenvolvido. Os olhos são uma esclerótica fibrosa, cartilaginosa e mesmo óssea sobre a qual se encontra a retina. A córnea é muito achatada.

Possui somente ouvido interno.

SISTEMA CIRCULATÓRIO

Com fluxo contínuo de sentido único. Possui um coração simples, de cavidade simples que conduz apenas o sangue venoso e apenas separa o circulatório do respiratório.

Fonte: br.geocities.com

Peixes

Anatomia do Peixe

Os peixes são organismos pertencentes ao filo Chordata (animais com corda dorsal – notocorda) e subfilo Vertebrata (animais com crânio cartilagíneo ou ósseo; com vértebras ou arcos vertebrais).

Os peixes são vertebrados aquáticos que possuem brânquias, corpo sustentado por um esqueleto interno cartilaginoso ou ósseo e cujos apêndices, quando presentes, possuem forma de nadadeiras.

Respiram primariamente pelas brânquias, locomovem-se por natação através das nadadeiras e, geralmente têm o corpo recoberto por escamas.

São ectotérmicos, isto é, a temperatura do corpo varia conforme o ambiente. Possuem simetria lateral, com exceção dos linguados.

Existem duas classes distintas de peixes: Osteichthyes (Fig. 1) ou peixes ósseos (e.g., sargos e robalos) e Chondrichthyes (Fig. 2) ou peixes cartilagíneos (tubarões, raias e quimeras).

Os peixes cartilagíneos, vulgarmente referidos pelos pescadores como “peixes-couro”, têm uma pele com escamas placóides e cinco a sete pares de brânquias em câmaras separadas.

Os peixes ósseos têm uma pele com escamas ganóides, ciclóides ou ctenóides e quatro pares de brânquias numa cavidade comum.

Peixes
Fig.1. Anatomia externa de um peixe ósseo

Peixes
Fig.2. Anatomia externa de um peixe cartilagíneo

Fonte: ipimar-iniap.ipimar.pt

Peixes

Anatomia do Peixe

A anatomia de um peixe não é uma necessidade para um aquarista mais claro que quanto mais você saiba a respeito de um animal que vocêe deseja criar melhor este animal será criado e com certeza mais bonito ele ficará.

Esta outra ilustração e para aqueles que não conhecem as nadadeiras de um peixe com eu não conhecia.

Peixes
Principais órgãos e estruturas de um peixe

Fonte: mondoaquatico.vilabol.uol.com.br

Peixes

Adaptados exclusivamente ao ambiente aquático, os peixes compreendem cerca de 25.000 espécies, um número maior do que a soma de todas as espécies de vertebrados terrestres conhecidos.

Admite-se que os primeiros vertebrados surgiram há cerca de 500 milhões de anos nos mares e eram desprovidos de mandíbulas. Esses animais, chamados de ostracodermos, eram pequenos e viviam no fundo do mar, filtrando alimentos que se encontravam no lodo. Há cerca de 450 milhões de anos, a partir de alguns ostracodermos, surgiram os placodermos, vertebrados que possuíam mandíbulas, que permitiam a eles atuar como eficientes predadores. A lampreia descende dos antigos ostracodermos. Os peixes atuais e todos os demais vertebrados descendem dos placodermos.

Os peixes constituem a maioria dos vertebrados e todos têm, em comum, muitas características que os adaptaram à vida na água. Os peixes ancestrais não possuíam mandíbula, eram bentônicos e pertencentes à classe Agnatha. A maioria dos agnatos está extinta, mais a classe ainda é representada hoje em dia pelas lampreias e peixes-bruxa.

Com a evolução das mandíbulas e dos apêndices pares, os peixes tornam-se mais ativos e capazes de alimentarem-se de diferentes maneiras.

Os peixes mandibulados atuais estão pados em duas classes: os tubarões e raias na classe Chondrichthyes, com esqueleto cartilaginoso, e as percas e outros peixes similares da classe Osteichthyes, que possuem um esqueleto ossificado pelo menos em parte. As características distintas das classes existentes são resumidas a seguir.

CLASSIFICAÇÃO E DIVERSIDADE

Os peixes são classificados em três grandes classes:

Classe Agnatha
Classe Chondricthyes
Classe Osteichthyes

CARACTERÍSTICAS DA CLASSE AGNATHA

As mandíbulas estão ausentes. As nadadeiras pares estão ausentes na maioria das espécies, as abas peitorais estavam presentes em algum formas extintas. As espécies primitivas tinham a pele revestida por formes escamas ósseas, que foram perdidas nas atuais. As partes mais internas do esqueleto são cartilaginosas nas formas atuais e parece que nas espécies extintas elas também não eram ossificadas. O notocórdio embrionário persiste nos adultos. Um olho pineal mediano e fotossensível está presente. As espécies atuais, como a maioria das extintas, apresentam uma narina única e mediana, localizada à frente do olho pineal. Sete ou mais aberturas brânquiais estão presentes. A faringe é utilizada, na alimentação por filtração nas larvas e nos adultos das espécies que estão atualmente extintas, isto é, não são mais encontradas.

CARACTERÍSTICAS DA CLASSE CHONDRICHTHYES

As mandíbulas e as nadadeiras pares estão presentes. As escamas ósseas estão reduzidas a delgadas escamas placóides ou foram completamente perdidas. As partes mais internas do esqueleto são totalmente cartilaginosas. O olho pineal foi perdido. Eles são peixes compactos, sem pulmão ou bexiga natatória. Seus corpos são achatados no sentido ântero-central e a maioria das espécies continua com a cauda heterocerca primitiva. Suas narinas são pares. Os cinco pares de aberturas branquiais abrem-se independentemente na superfície corporal na maioria das espécies, ao contrário daquelas em que uma câmara branquial está recoberta por um opérculo. intestino é curto e a área superficial é aumentada por uma válvula espiral. Os machos possuem um clasper sobre a nadadeira pélvica, que transfere os espermatozóides para a fêmea. A fecundação é interna.

CARACTERÍSTICAS DA CLASSE OSTEICHTHYES

Em geral, as escamas ósseas estão presentes, mas as camadas superficiais primitivas de ganoína e cosmina foram perdidas na maioria das espécies atuais. As partes mais internas do esqueleto sempre apresentam alguma ossificação; na maioria das espécies, o esqueleto é completamente ossificado. O olho pineal continua presente nas espécies primitivas. Pulmões ou bexigas natatórias estão presentes, exceto em poucas espécies bentônicas, que os perderam secundariamente. Como não poderia deixar de ser nos peixes de corpos ágeis, a cauda tornou-se homocerca na maioria das espécies atuais. As aberturas branquiais se abrem numa câmara comum, coberta por um opérculo. A válvula espiral do intestino foi perdida em todas as espécies, exceto na maioria das primitivas. A área superficial é maior devido a um aumento do comprimento do intestino e cecos pilóricos. A maioria das espécies é ovípara e a fecundação é externa. Em algumas espécies vivíparas, nas quais a fecundação é interna, o órgão copulador do macho é uma parte modificada da nadadeira retal.

Os peixes estão bem adaptados à vida aquática. Eles são aerodinâmicos. Seu esqueleto não é tão pesado como o dos vertebrados terrestres. Os músculos segmentados e a cauda proporcionam o impulso para a locomoção e as nadadeiras, a estabilidade e a habilidade de manobras.

A estrutura dos órgãos dos sentidos permite a detecção de mudanças ocorridas na água. Seu coração bombeia apenas sangue venoso - através das brânquias.

Uma língua muscular está ausente. Os peixes mais primitivos, que surgiram antes do período Cambriano superior, eram ostracodermos possuidores de armaduras resistentes e pertencentes à classe Agnatha. A maioria era dulcicola e alimentava-se de sedimentos, com a boca sem mandíbulas. Eles não apresentavam nadadeiras pares bem desenvolvidas e não eram peixes muito ativos Os únicos vertebrados agnatos ainda existentes são as lampreias e peixes-bruxa da ordem Ciclostomata. Eles também não possuem mandíbulas nem apêndices pares. As mandíbulas, que surgiram primeiro nos acantódios, evoluíram de um arco visceral alargado, o arco mandibular. Ossos dérmicos podem unir-se ao arco mandibular. Os acantódios possuíam mais de dois aparelhos de apêndices pares, que eram sustentados por espinhos. Os placodermos são uma classe de peixes primitivos extintos, muitos dos quais possuíam mandíbulas semelhantes a machadinhas.

Os peixes cartilaginosos da classe Chondrichthyes caracterizam-se por possuir pequenas escamas placóides, esqueleto sem osso, ausência de pulmões ou bexiga natatória, cauda heterocerca, intestino com válvula espiral e um clásper pélvico nos machos. A fecundação é interna. Eles podem ser ovíparos ou incubar os jovens internamente, com dependência variável de vitelo ou material nutritivo. Nos tubarões e raias da subclasse Elasmobranchii, cada bolsa branquial abre-se independentemente na superfície corporal. As quimeras da subclasse Holocephali possuem uma dobra opercular que recobre as bolsas branquiais

Os tubarões são predadores: as raias são achatadas, vivendo no fundo do mar, onde alimentam-se de moluscos e crustáceos.

A maioria dos peixes atuais é óssea e pertence à classe Osteichthyes. As escamas ósseas continuam na maioria dos casos. O esqueleto interno é, em parte ou quase totalmente, ossificado. Pulmões ou uma bexiga natatória estão presentes. A cauda em geral, é homocerca. A válvula espiral foi perdida na maioria das espécies e cecos pilóricos estão presentes. As brânquias são revestidas por um opérculo. A fecundação é externa e o desenvolvimento é ovíparo na maioria. 0s peixes ósseos ancestrais viviam em água doce sujeitos a estagnação sazonal e seca. 0s pulmões provavelmente evoluíram como um órgão de respiração acessório. 0s peixes pulmonados que permaneceram dulcícolas continuam a ter pulmões. Outros tornaram-se marinhos e os pulmões transformaram-se numa bexiga natatória hidrostática. Muitos desses peixes voltaram à água doce e não perderam a bexiga natatória.

A classe Osteichthyes está dividida em três subclasses. Os Acanthodii, um grupo extinto, apresentava nadadeiras pares com uma base larga, sustentadas por espinhos simples. Os Actinopterygii (percas e espécies assemelhadas) tem nadadeiras pares em forma de abano sustentadas por raios moles. Os Sarcopterygii (peixes pulmonados e crossopterígios) possuem nadadeiras pares lobuladas, sustentadas por um eixo central, carnoso e ósseo.

A subclasse Actinopterygii está dividida em três infraclasses: Chondrostei, representada por algumas espécies consideradas relíquias (Polypterus e Acipeonser); Holostei, também representada por algumas espécies relíquias (Lepisosteus e Amia), e Teleostei, que inclui a maioria das espécies atuais.

Durante a evolução dos condóstreos, mais primitivo que os teleósteos, os pulmões transformaram-se numa bexiga natatória, a cauda heterocerca tornou-se homocerca e as escamas ganóides modificaram-se para ciclóides.

Os teleósteos, durante o curso de sua evolução, tornaram-se mais hábeis; a nadadeira s original única dividiu-se: as nadadeiras pélvicas deslocaram-se para a frente; espinhos desenvolveram-se na maioria nadadeiras; as escamas mudaram de clclóide para ctenóide e estenderam-se pelo opérculo e cabeça; a bexiga natatória perdeu a conexão com o trato digestivo e a boca tornou-se bastante protrátil. Os teleósteos sofreram uma enorme adversidade adaptativa. Os sarcopterígios são agrupados em duas ordens. Os Dipnoi (peixes pulmonados) possuem o esqueleto ossificado e placas dentárias para esmagar o alimento, constituído de crustáceos e moluscos; três espécies sobrevivem atualmente nas áreas tropicais da América do Sul, África e Austrália. Os crossopterígios têm um esqueleto bastante forte e muitos dentes cônicos. A maioria está extinta, mas o celacanto marinho ainda sobrevive.

Os vertebrados terrestres evoluíram a partir dos crossopterígios primitivos dulcícolas.

Habitats das profundezas

As águas superficiais do oceano são bem iluminadas, bem misturadas, e têm a capacidade de suportar ativamente a fotossíntese de algas. Abaixo desta zona as condições mudam drasticamente. Entre os 200 m e os 1000 m (zona mesopelágica) a luz vai-se gradualmente extinguindo e a temperatura baixa para um termoclima quase permanente entre os 4ºC e 8ºC. O nível de nutrientes, o oxigênio dissolvido e a taxa das correntes também diminui, enquanto a pressão aumenta. Abaixo dos 1000 m (zona batipelágica) as condições são mais uniformes até o fundo ser atingido (zona bentónica profunda), caracterizado pela completa escuridão, temperaturas baixas, poucos nutrientes, nível reduzido de oxigênio dissolvido e elevadas pressões. Este ambiente é o mais extenso habitat aquático na terra. Com a profundidade média dos oceanos de 4000 m, cerca de 98% da sua água é encontrada abaixo dos 100 m e 75% abaixo dos 1000 m.

A vastidão deste ambiente, acoplado com a provável estabilidade ao longo do tempo geológico, levou ao desenvolvimento de uma diversa e quase bizarra ictiofauna, que compreende 11% de todas as espécies de peixes conhecidos. Provavelmente os peixes mais numerosos existentes são as formas pelágicas pequenas (menos de 10 cm), principalmente os “bristlemouths” (Cyclothone). A presença de numerosos e pequenos peixes, dão a impressão de um falso fundo, quando são recebidos os impulsos de um sonar.

Diversidade e distribuição dos peixes de profundidade

O sistema moderno de classificação de seres vivos em geral e de peixes de profundidade em particular data de 1753, quando o sueco Carl Linnaeus, introduziu o seu sistema da nomenclatura binomial.

A descoberta e descrição de novas espécies tem continuado desde então, e de acordo com Cohen (1970), os peixes demersais profundos constituem 6,4% do total de peixes cartilagíneos e ósseos recentemente conhecidos, estando 1280 espécies abaixo dos 200 m.

Estes peixes ocupam áreas muito vastas, mas com condições relativamente estáveis e uniformes, sendo poucos os diferentes nichos disponíveis.

Os peixes oceânicos podem ser divididos em dois grandes grupos, devido à sua ecologia, que é refletida nas suas adaptações morfológicas, afinidades taxonômicas, assim como a sua fauna parasita. As espécies podem ser pelágicas, vivendo em águas abertas, ou demersais, vivendo no fundo (bentônicos), ou imediatamente acima do fundo do oceano (bentopelágicos).

Enquanto que formas epipelágicas são grandes e robustas, como os tubarões ou atuns, os peixes meso ou batipelágicos, são pequenos. A ictiofauna demersal, por seu lado, inclui geralmente formas de maiores dimensões e mais robustas que as pelágicas, como quimeras, tubarões, raias, enguias, tipos de salmão e bacalhau.

Em alguns grupos, só algumas espécies ou gêneros ocorrem na profundidade, existindo outros em que, famílias e ordens inteiras, estão restritas a este ambiente.

As observações feitas em peixes demersais não são em grande número, sendo muitos tratamentos e investigações feitos baseados em menos de mil amostras.

Muitas espécies foram conhecidas através de pescas de arrasto a grandes profundidades, sendo recentemente utilizados submersíveis para constatar a diversidade e abundância das espécies no seu habitat. Estas técnicas não são muito rigorosas, faltando muitos conhecimentos sobre o seu potencial e seletividade.

Em 1898, Woodward escreveu que as formas vivas ultrapassadas, que não conseguiam competir com as raças vigorosas tiveram que ocupar as águas doces, ou as águas profundas. Esta questão, de onde apareceram as formas mais adaptadas e para onde se retiraram as formas mais antigas, menos adaptadas e mais “fracas”, continua a intrigar os cientistas e a fomentar debates científicos e literatura. Cinqüenta anos mais tarde, Andriyashev (1953), considerou que a adaptação evolutiva dos peixes às profundidades, tinha sido feita por dois grupos que teriam colonizado as profundezas em diferentes alturas.

As formas antigas eram Teleósteos primitivos que teriam habitado todo a variedade de profundidades onde dominaram a fauna demersal, abissal e batipelágica de todo o Oceano. Muitos exibiam adaptações estruturais à vida a grandes profundidades como a proliferação de órgãos luminosos, e modificações nos olhos e na bexiga gasosa.

As outras formas, que ele as chamou de secundárias, seriam derivadas de diversos grupos filogenéticos, e como teriam migrado para as profundezas muito mais tarde que os anteriores, não tinham desenvolvido adaptações externas tão especializadas para aquele ambiente.

Adaptações dos peixes de profundidade

As modificações morfológicas dos peixes das profundezas são o resultado, numa perspectiva evolutiva, das pressões seletivas que este meio foi fornecendo ao longo do tempo. O conjunto de todas essas características, como a coloração, a estrutura mandibular, a musculatura, o posicionamento das barbatanas, e os olhos, fornece-nos, para cada espécie, uma expressão morfológica que define e individualiza os diferentes nichos ecológicos.

O fenômeno de adaptação evolutiva inclui em si outras particularidades que não são tão óbvias, como as diferenças entre as estruturas morfológicas. A adaptação do animal no seu tempo de vida é um desses exemplos, e de modo a se obter uma compreensão generalizada de todo o processo de adaptação é necessário o estudo de vários espécimes em diferentes estágios de vida. 

A grande maioria dos peixes que vivem nas profundezas têm um comportamento bentopelágico de modo a minimizar o gasto de energia. Nadam acima do fundo, permanecendo com uma flutuabilidade neutra devido à baixa densidade óssea e à bexiga gasosa. Mesmo espécies que vivem a mais de 5000 m de profundidade, onde a pressão excede as 500 atmosferas, conseguem secretar gases para a bexiga gasosa, através de um sistema de contracorrente que envolve glândulas altamente especializadas.

A sua zona dorsal apresenta uma coloração escura, de modo a se confundirem com o ambiente. Esta coloração tanto pode ser conferida por pigmentação preta, como por pigmentação vermelha, por ser esta uma das primeiras cores do espectro visível a se perder quando luz penetra nas águas oceânicas. Regra geral, os flancos laterais desses peixes são metalizados de modo a refletirem a luz incidente, camuflando-os de todos os ângulos visíveis.

As adaptações mais padronizadas que os peixes, tanto pelágicos como bentônicos, sofreram quando migraram para as profundezas dos oceanos tiveram haver com o gradiente vertical de intensidade de luz.

A rápida diminuição na intensidade de luz com a profundidade resultou num aperfeiçoamento, ou modificação, nos sistemas sensoriais dos peixes bentônicos das profundezas. Surpreendentemente, ao contrário dos peixes pelágicos das profundezas, não ocorreu nenhuma diminuição de complexidade e tamanho dos seus sistemas oculares. Muitos dos teleósteos das profundezas possuem mesmo grandes olhos, com diferentes adaptações, de modo a aumentar a sua sensibilidade e campo visual.

A retenção de luz funcional e substancial, a profundidades abaixo dos 1000 m, por parte dos olhos desses peixes, tem de ser em resposta ao fenômeno da bioluminescência. Muitos dos seres que coabitam nesse ambiente, incluindo invertebrados, possuem estruturas bioquímicas que lhes permitem a emissão de luz.

Um dos seus pressupostos será o uso dessas estruturas, associadas aos órgãos de visão, para reconhecimento intra e interespecífico.

Curiosidades

Entre os cavalos-marinhos, é o macho que dá a luz aos filhotes. A fêmea produz os óvulos e os coloca em um saco de incubação no abdome do macho. Lá, o macho lança os espermatozóides (fecundação externa) e os fertiliza. Nessa bolsa, os embriões se desenvolvem até o vigésimo primeiro dia, quando se dá o "parto".

Podem nascer até 450 ou 600 filhotes de cada vez. Durante o período de gestação, a fêmea visita o macho e os dois realizam rituais de comunicação que os aproximam. Nessa época, eles ficam mais brilhantes e "dançam" ao redor de uma planta marinha, agarrados pelo rabo.

O peixe é riquíssimo em proteínas e fósforo, além de outras substâncias necessárias ao nosso corpo. É um alimento extremamente saudável. Deve ser consumido por todos, desde a infância.

Desde a Pré-História, em qualquer lugar do nosso planeta, o homem vem capturando peixes para se alimentar. A pesca, a venda e a industrialização constituem um ramo muito forte da economia de diversos países como, o Japão, a Noruega, a Rússia, Portugal, peru, etc.

O Brasil possui uma indústria pesqueira em grande desenvolvimento. Mas, como tem um litoral de mais de 9.000 quilômetros, além de muitos rios - maior bacia hidrográfica do mundo -, conta com possibilidades de ser um dos maiores produtores mundiais de pescados e a garantia de alimentação de sua população

Fonte: www.biomania.com.br

Peixes

Anatomia do Peixe

Peixes
Anatomia do Peixe

Nem todos os peixes apresentam a tradicional forma em torpedo; a forma de cada espécie reflete o modo de vida e os hábitos alimentares de cada espécie. Se o peixe apresenta um corpo estreito e comprido é sinal que se trata de um nadador veloz, predador em liberdade e cujas barbatanas caudais grandes são em geral complementadas na outra extremidade por uma grande boca cheia de dentes.

Os peixes lateralmente espalmados como o Escalar (Pterophyllum sp.) habitam cursos de água pouco rápidos onde existem caniços; os peixes espalmados verticalmente vivem em geral no leito dos rios.

A posição da boca indica qual o nível de profundidade em que o peixe geralmente habita. A boca virada para cima indica que o peixe frequenta normalmente a região próxima da superfície da água; nestes peixes, a boca possui a forma ideal para apanhar os insetos que se encontram a flutuar à superfície da água. Estes peixes apresentam quase sempre uma superfície dorsal direita.

Os peixes cujas bocas estão localizadas na extremidade da cabeça, no enfiamento de uma linha imaginária que passa pelo meio do corpo, são exemplares que frequentam o nível médio de profundidade e apanham os alimentos à medida que eles vão caindo para o fundo, embora também consigam apanhar os alimentos que se encontram à superfície da água ou no fundo da água. Muitos outros peixes apresentam a boca virada para baixo; esta característica, aliada a uma superfície ventral lisa, indica que se trata de espécies que habitam no fundo da água. Mas estes peixes, cujas bocas viradas para baixo servem para raspar as algas das superfícies das rochas (e das paredes do aquário), podem não ser exclusivamente frequentadores do fundo.

Alguns peixes de fundo apresentam uma espécie de barbas à volta da boca, as quais se encontram frequentemente equipadas com papilas gustativas que permitem ao peixe localizar mais facilmente os seus alimentos.

As escamas

As escamas dos peixes oferecem-Ihe não só proteção para o corpo como também Ihe conferem um maior aerodinamismo. Uma das variações à cobertura por escamas pode ser encontrada no grupo dos Peixes-Gato (Calictídeos), cujos corpos estão cobertos com duas ou três filas de cascas ósseas sobrepostas. Alguns peixes-gato, nomeadamente os Mocoquídeos e os Pimelodídeos, são <,nus» e não estão cobertos por escamas nem por cascas ósseas.

As barbatanas

O peixe utiliza as suas barbatanas para se deslocar e manter a estabilidade e, em alguns casos, como auxiliares de postura durante o acasalamento ou no período de incubação dos ovos. As barbatanas podem apresentar-se isoladamente ou em pares. A barbatana caudal transmite a força que impele o peixe através da água, por isso é que os nadadores velozes possuem esta barbatana com uma bifurcação bastante pronunciada. O Cauda de Espada macho (Xiphophorus hellen) apresenta a parte inferior da barbatana caudal alongada.

A barbatana dorsal pode ser eréctil (como no caso dos Molinésia Velífera-Poecilia velifera, P. latipinna) e constituída normalmente por estrias duras e moles.

Algumas espécies podem apresentar duas barbatanas dorsais, mas estas não devem ser confundidas com a barbatana adiposa, uma pequena barbatana (quase sempre constituída por tecido gorduroso) encontrada em certas espécies, nomeadamente no grupo dos Caracóides, entre a barbatana dorsal principal e a barbatana caudal.

A barbatana retal é outra das barbatanas que se encontram na parte inferior do corpo do peixe, um pouco antes da barbatana caudal. Muitas vezes utilizada como estabilizador, nos machos vivíparos desenvolveu-se como órgão de reprodução. Em algumas espécies de Caracóides a barbatana retal do macho possui pequenos ganchos que se destinam a manter o casal junto durante o abraço da desova.

As barbatanas ventrais, ou pélvicas, apresentam-se em número par e encontram-se à frente da barbatana retal. Em muitos dos Anabantídeos (os Gouramies) essas barbatanas são filamentosas e muitas vezes são utilizadas para explorar o local em que o peixe se encontra. O Escalar também possui barbatanas ventrais finas e compridas, as quais no entanto não são tão manobráveis nem apresentam papilas gustativas. Os peixes-gato do género Corydoras utilizam as barbatanas ventrais para transportarem os ovos para o local da desova.

Em algumas espécies as barbatanas ventrais são frequentemente unidas de modo a formarem uma bolsa de sucção que prende os peixes ao leito do rio impedindo assim que sejam arrastados pela corrente da água.

As barbatanas peitorais têm a sua origem imediatamente abaixo dos opérculos. Utilizadas sobretudo para orientação dos movimentos, também estão adaptadas para outros fins. Certos peixes imitam os peixes-voadores de água salgada deslocando-se à superfície da água com as suas barbatanas peitorais bem desenvolvidas. O Gurnard de água salgada caminha no fundo do mar apoiado em «pernas» formadas por certas espinhas modificadas das barbatanas peitorais.

Muitos peixes de aquário apresentam barbatanas muito compridas e decorativas. Os criadores conseguiram, através de programas de criação específicos, que esses peixes desenvolvessem essas barbatanas; os parentes desses animais que vivem na Natureza não apresentam barbatanas iguais.

Os sentidos do peixe

O peixe possui os mesmos cinco sentidos que um ser humano - visão, tato, paladar, olfato e audição. De todos eles, os dois últimos apresentam-se bastante mais desenvolvidos do que no Homem. Muitos peixes detectam os alimentos pelo cheiro e, frequentemente, a grandes distâncias. Os orifícios nasais de um peixe não são utilizados para respirar mas apenas para cheirar. No mundo submarino não existe consenso quanto ao nível a que a audição pode chegar e quando é que começa a detecção das vibrações de baixa frequência. Isto porque os peixes estão equipados com um sexto sentido, o sistema da linha lateral. Através de orifícios existentes numa fila de escamas, o sistema nervoso do peixe permite-Ihe detectar vibrações instantâneas no meio que o rodeia. Isto alerta-o para a presença de outros peixes ou de obstáculos na sua proximidade. O Peixe-Cego (Astyanax mexicanus) adapta-se facilmente à vida no aquário, navegando exclusivamente através do seu sistema da linha lateral.

Algumas espécies de peixp6 desenvolveram auxiliares sofisticados para poderem viver em águas turvas ou em locais mal iluminados; a título de exemplo, podemos citar a capacidade de algumas dessas espécies de emitirem um pequeno campo eletromagnético. O Peixe-Gato Eléctrico (Malapterurus electricus sp.), apesar de não ter escamas, não precisa de muita proteção contra os predadores porque tem a capacidade de emitir um choque eléctrico bastante forte. Pensa-se que estes peixes também utilizam essa arma para atordoar os peixes mais pequenos.

A bexiga natatória

Uma das características exclusivas dos peixes é a existência de um órgão hidrostático de flutuação designado por bexiga natatória. Este órgão permite ao peixe colocar-se em qualquer nível da água, conferindo-Ihe automaticamente uma densidade neutra. Alguns peixes, como os tubarões marinhos, não possuem este órgão.

A cor

Além de ser um atrativo para os aquariofilistas, a cor desempenha uma função muito importante no mundo aquático. Permite identificar as espécies em geral e o sexo em particular.

Serve de camuflagem ao peixe na presença de predadores ou então constitui um indicador visual bastante claro de que uma determinada espécie pode ser venenosa. A cor pode representar um alvo falso para um possível atacante e dar indicação quanto à disposição do peixe, isto é, se ele está com medo ou se está zangado.

A cor é determinada por dois fatores - pelo reflexo da luz e pela pigmentação. Os tons prateados e iridescentes que vemos muitas vezes no flanco de muitas espécies de água doce são provocados por camadas refletoras de guanina. Esta substância é apenas um detrito que não é expelido pelos rins nem pelo corpo mas armazenado sob a pele. A cor que vemos depende do ângulo de incidência da luz e com o qual esta é refletida pelos cristais de guanina. Muitos peixes, quando iluminados por uma luz que passa através do vidro da frente do aquário apresentam uma cor diferente daquela que têm quando são iluminados a partir de cima. Isto também explica a razão pela qual a areia de cor clara normalmente confere aos peixes tonalidades mais fracas.

Os peixes que apresentam cores mais carregadas possuem células de pigmentação no corpo e algumas espécies conseguem controlar a intensidade das cores que apresentam. Podemos observar este fenômeno com facilidade nos peixes que têm o hábito de repousar na areia ou nas pedras, adquirindo então a cor do local em que se encontram pousados. Existem outros peixes que «vestem» cores nocturnas. Os populares Peixes-Lápis (Nannostomus sp.) são exemplos notáveis deste fenômeno e o aquariofilista inexperiente pode ficar admirado ao descobrir que estes peixes apresentam cores diferentes todas as manhãs. Os peixes sofrem estas alterações pela contração ou expansão das células de pigmentação (chromatophores) para intensificar ou reduzir a cor que se vê através da pele.

É muito provável que a cor do macho se intensifique durante o período de acasalamento para atrair a fêmea, e as fêmeas de algumas espécies de Ciclídeos também podem apresentar cores mais exuberantes para que as suas crias sejam capazes de as reconhecer. Podemos observar um bom exemplo disto nas espécies do género Pelvicachromis em que as fêmeas se apresentam mais coloridas do que os machos durante o período de acasalamento.

E possível intensificar as cores dos peixes dando-Ihes «alimentos intensificadores de cor». Estes alimentos contém aditivos, como o caroteno, que intensificam as cores dos peixes. O Barbo-Tigre (Barbus tetrazona) é um dos peixes que reage de forma extraordinária a este tipo de alimentos, as suas escamas adquirindo um rebordo negro que Ihe dá o aspecto de uma rede. Infelizmente, nos concursos de aquariofilia, os membros do júri detectam com facilidade estes truques e os exemplares tratados com alimentos intensificadores da cor não obtém uma boa pontuação em virtude de não apresentarem as cores naturais da sua espécie. A utilização de lâmpadas que realçam as cores dos peixes também melhoram o aspecto dos mesmos, mas os animais recuperam as suas cores naturais quando regressarem a um meio com iluminação mais natural.

Fonte: www.ncc.up.pt

Peixes

Anatomia Externa dos Peixes Ósseos

Muitas vezes, ao ler-mos um artigo sobre peixes, nos deparamos com alguns termos, que para os leigos, ficam algumas dúvidas. Assim, procuramos neste artigo trazer, da forma a mais simples possível, um apanhado sobre a anatomia externa dos peixes ósseos.

No parágrafo acima já podemos encontrar um termo que, para alguns, pode acarretar alguma dúvida: peixes ósseos, o que seria isto?

Mesmo não se tratando de anatomia externa, vamos lá:

Os peixes são, de forma bem ampla, classificados em Osteichthyes e Chondrichthyes.

Osteichthyes

São os peixes que possuem o esqueleto constituído por óssos.

Constituem a maioria dos peixes, como por exemplo: os killifishes.

Chondrichthyes

São os peixes que possuem o esqueleto constituído por cartilagem. Como exemplo temos os tubarões e arraias.

Nem todos os peixes apresentam a mesma forma, o formato básico e comum que mais conhecemos. O formato do corpo, a forma e posicionamento da boca, coloração, desenvolvimento das nadadeiras, etc. de cada espécie, nos fornece informações importantes quanto ao modo de vida, hábitos alimentares, entre outras.

Por exemplo:

Corpo estreito, achatado lateralmente e comprido, nos indica peixes de ambientes lóticos, que dependem da velocidade para caçar ou se defender de predadores.

Peixes de corpo largo, achatado dorso-ventralmente, nos indica peixes que habitam regiões próximas ao fundo do rio, lago, etc.

Boca superior, voltada para cima, indica peixes que se alimentam próximo à superfície.

Boca inferior, voltada para baixo, indica peixes cujo alimento se encontra abaixo dele, seja revirando o substrato, raspando algas em pedras, etc.

Boca frontal, indica peixes predadores.

Ambiente lótico = com correnteza, água em movimento constante.
Ambiente lêntico = sem correnteza ou pouco movimento.

Peixes
Anatomia Externa dos Peixes Ósseos

OBS: pelo fato de alguns exemplares utilizados para descrição da espécie poderem apresentar nadadeira caudal definhada, mordiscada, etc., adotou-se o tamanho standard, começando no focinho e indo até o final do pedúnculo caudal, não levando em consideração a nadadeira caudal.

As escamas

Muitas pessoas erroneamente consideram as escamas como sendo a pele dos peixes. Na realidade as escamas estão dispostas sobre a pele verdadeira. Elas constituem uma proteção a mais para os peixes e auxilia numa melhor hidrodinâmica, permitindo que o peixe "deslize" melhor pela água. Existem 4 formas de escamas, as ctenóides, ciclódes, ganóides e placóides, existem ainda peixes onde as escamas foram substituídas por placa ósseas (calictídeos) e outros que não possuem escamas (pimelodídeos).

Ctenóides: Típica dos peixes ósseos, são finas e crescem por toda vida, possuem pequenas projeções formando uma coroa de minúsculos espinhos, que conferem aos peixes uma aparência áspera.
Ciclóides:
Típica de peixes ósseos, crescem por toda vida do peixe, são lisas, não possuindo projeções.
Ganóides:
Não ocorrem em peixes brasileiros, são rômbicas, esmaltadas e brilhantes.
Placóides:
Encontradas em tubarões e arraias, possuem pequenos dentículos dérmicos voltados para trás, o que deixa sua pele áspera, com aparência de uma lixa.

Linha Lateral

Geralmente constituida de uma linha ao longo do corpo em ambos os lados. Nos ciclídeos esta linha e dividida em duas. Está situada por sob as escamas, possuindo um cretal de comunicação com o meio externo e internamente ligada ao sistema nervoso.

Possuem diversas funções, sempre relacionadas aos sentidos, tais como: detectar os movimentos e vibrações na água, auxiliando na locomoção em ambientes de pouca visibilidade e com obstáculos, permite aos peixes que nadam em cardumes efetuarem as mudanças de direção sincronicamente, detectar movimentos na água, seja de predadores ou presas, etc..

Peixes
Esquema mostrando detalhes da parte externa da linha lateral

As nadadeiras

De uma forma geral, as nadadeiras possuem a função de impulsionar o peixe e manter a estabilidade do mesmo, quando em movimento ou repouso. Alguns peixes desenvolveram outras funções, tais como utiliza-las durante a reprodução para "abanar" os ovos ou seduzir as fêmeas, outros sofreram uma adptação mais profunda e utilizam suas nadadeiras para a cópula (poecilídeos).

Tipos de nadadeiras

Nadaeira caudal: Transmite a força que impulsiona o peixe através da água. Peixes de ambientes lóticos possuem está nadadeira com uma bifurcação bastante pronunciada. Os de ambientes lênticos possuem nadadeiras truncadas, sem bifurcação ou pouco pronunciada e muitos possuem projeções (véu, lira, etc).
Nadadeira dorsal:
Possuem principalmente função de estabilidade, funcinando como a vela do barco, é constituída normalmente por raios duros e moles. Algumas espécies podem apresentar duas nadadeiras dorsais (percas), podem ser pouco visíveis ou ausentes (gimnotídeos).
Raios duros:
Semelhantes à agulhas, não possuem bifurcações.
Raios moles:
Possuem várias bifurcações.
Nadadeira Terminal-Retal:
É a nadadeira encontrada entre o poro urogenital dos peixes e a caudal. Geralmente utilizada como estabilizador, nos machos dos poecilídeos desenvolveu-se como órgão copulador, alguns ciclídeos possuem pequenos ocelos que estão ligados ao comportamente reprodutivo.
Nadadeiras pélvicas:
Encontram-se na região ventral à frente da nadadeira retal. Possuem função estabilizadora e orientadora dos movimentos, e em algumas espécies também são utilizadas na reprodução (coridoras).
Nadadeira peitorais:
Estão posicionadas lateralmente abaixo dos opérculos. São utilizadas principalmente para orientação dos movimentos. Possuem outras funções e adaptações para diversos fins, entre eles "andar" na terra (Calictídeos), aeração dos ovos (ciclídeos), etc.
Nadadeira adiposa:
Pequena nadadeira encontrada dorsalmente e próxima ao pedunculo caudal. É encontrada nos Caracídeos.

Peixes
Esquema dos tipos de nadadeiras

Peixes
Exemplo de peixes com nadadeira dorsal dupla

Peixes
Esquema mostrando os 2 tipos de raios das nadadeiras.

Narinas

Situada no "focinho", à frente e próximas aos olhos. Suas bolsas olfativas possuem função sensitiva para substâncias dissolvidas na água.

Olhos

Na maioria dos peixes os olhos estão situados lateralmente à cabeça, mas em algumas espécies o posicionamento pode variar. Nos peixes de hábitos alimentares próximo a superfície, os olhos podem estar posicionados mais para o alto da cabeça, o mesmo ocorrendo com alguns peixes que vivem próximo ao fundo. Os peixes não possuem pálpebras.

Opérculo

Placa situada após os olhos. Sua função é proteger a câmara branquial. Ela é facilmente identificada devido seu movimento de abrir e fechar durante a respiração.

Alguns peixes desenvolveram projeções em forma de espinhos, sendo utilizados como defesa.

Peixes
Esquema mostrando a localização das narinas, olho e opérculo.

Fonte: www.killihouse.com

Peixes

Peixes Cartilaginosos

GNATHOSTOMATA: (gr. Gnathos = Mandíbula / Stomata = Boca )

Classe Condrichthyes: (gr . Chondros = Cartilagem / Ichthys = Peixe)

Os peixes cartilaginosos são representados pelos tubarões, peixes-serras, raias e quimeras. Todos são predadores, habitando principalmente as águas marinhas.

A características que mais chamam a atenção, é o esqueleto desses animais, que é completamente cartilaginoso, o que originou o nome da classe.

Peixes
Esqueleto de peixe ósseo ao raio X

Tegumento

É semelhante ao de todos os vertebrados, sendo constituído por uma epiderme pluriestratificada e uma derme. Como anexos do tegumento, encontramos as escamas placoides. Essas escamas consiste de dentina (produzida pela célula mesodérmicas) coberta por uma camada de esmalte (produzida pela epiderme), sendo portanto de origem ectodérmica.

Esqueleto

É totalmente cartilaginoso. Enquanto que nos Cyclostomata e notocorda persistia como elemento esquelético; aqui ela é substituída por uma coluna vertebral. As grandes barbatanas, de forma triangular inserem se imediatamente atrás da cabeça, têm posição horizontal e ficam separadas uma das outras por um largo intervalo.

As barbatanas ventrais são menores, contactam uma com a outra na linha ventral e permite-nos distinguir os sexos. Entre as nadadeiras pélvicas, no macho existem dois órgãos alongados e cônicos, o Clasper que funciona como aparelho copulador.

Atrás de cada olho, ocorre uma abertura arredondada denominada espiráculo (resultante do primeiro par de fendas branquiais ). Mais para trás ocorre as cincos fendas branquiais, a forma de estreitas aberturas verticais. A água entra pela boca e sai através das fendas, cedendo uma parte do oxigênio as branquiais alojadas no interior das fendas. O orifício retal, ou mais exatamente a abertura da cloaca, é uma fenda longitudinal, situada entre as nadadeiras ventrais.

Sistema Digestivo

Inicia-se pela boca, onde ocorre fileiras transversais de dentes pontiagudos que são freqüentemente substituídos por novas fileiras de dentes da parte posterior.

Em seguida encontramos a faringe que se comunica com as câmaras branquiais, e posteriormente o estômago e intestino que termina numa cloaca.

O intestino é provido de uma válvula em espiral, denominada tiflossole que aumenta a superfície de absorção. Na união do intestino com a cloaca, existe uma glândula retal, que tem por finalidade remover excessos de sais do sangue .

Obs: Cloaca é uma abertura comum por onde são expelidos produtos dos aparelhos digestivo, urinário e reprodutor.

Sistema circulatório

Coração constituído por duas câmaras: uma aurícula e um ventrículo. O sangue sai do ventrículo e passa para um bulbo arterial, de onde vai até as brânquias, onde é oxigenado e recolhido por uma aorta que o distribui para o restante do organismo. Após oxigenar diversos tecidos, ele retorna ao coração desembocando no seio venoso que precede a aurícula.

Ps.. O coração contem apenas sangue venoso.

Sistema respiratório

É formado por um conjunto de cinco pares de brânquias. A faringe apresenta de cada lado, cinco fendas, cujas paredes são ricamente vascularizadas. Daí, a água é impulsionada para o meio exterior pelas fendas branquiais externas .

OBS. Nos peixes cartilaginosos, não ocorre bexiga natatória.

Sistema Excretor

Consiste de um par de rins, que retiram os catabólitos do celoma e do sangue. Em muitos machos, o mesmo tubo que dá saída a urina, serve também de conduto para espermatozóides, é o conduto de Wolff.

Quanto a excreção, apresentam uma importante adaptação: eles retém uma grande quantidade de uréia circulante, o que aumenta a pressão osmótica do sangue a ponto de quase iguala-la a do mar, e dessa maneira não tem os problemas que tem os peixes ósseos, pois estes gastam muita energia para manter a sua concentração interna, que é menor que a água do mar. Este é um importante exemplo de adaptação, pois se trata de uma adaptação fisiológica ás condições de vida marinha.

Sistema Reprodutor

Os sexos são separados, e a fecundação é interna, pois o macho coloca o esperma na cloaca da fêmea por meio de um órgão copulador denominado Clasper.

O aparelho reprodutor masculino é constituído por um par de testículo dos quais, partem os canais deferentes que desembocam na cloaca. Em alguns animais os canais deferentes são os mesmos que serve aos rins, e por esta razão dizemos, neste caso, de aparelho urogenital.

O aparelho reprodutor feminino, consiste de um único ovário (é o direito, pois o esquerdo se atrofia) e desse modo, dos dois ovidutos (canais de Müller) apenas um funciona, levando os ovos até a cloaca.

Algumas espécies são ovíparas, depositando cada ovo no interior de uma capsula coriácea preta, geralmente em forma de losango, tendo em cada canto, um filamento destinado a funcionar como as gavinhas das plantas, para fixar a cápsula entre as algas. Todavia, a maioria das espécies são ovovivíparas; neste caso os ovos ficam retidos no interior do corpo da fêmea, onde os filhotes se desenvolvem, nasce, já ativos. Nessas espécies, as fêmeas possuem um alargamento antes da cloaca, que funciona como um "útero", contendo os embriões durante o desenvolvimento.

Sistema Sensorial

Olfato

Se dá através das duas fossas olfativas localizadas na parte ventral do focinho.

Equilíbrio e Percepção do Som - através do ouvido (labirinto) que funcionam como órgão dos sentidos de gravidade, rotação e audição. O ouvido apresenta três canais semicirculares.

Visão

Os olhos são movidos por três pares de músculos que prendem o globo ocular na base, não há pálpebras.

Pressão hidrostática

A linha lateral, formada pela sucessão de botões sensíveis a pressão, é capaz de sentir a velocidade de correntes de água e variação de pressão sobre o corpo.

Principais Peixes Cartilaginosos do Brasil: Tubarão-branco, Cação, Peixe serra, Peixe-martelo, Raia-do-mar, Raia de água doce.

Classe Osteichthyes

A classe recebeu este nome porque é constituída de peixes cujo esqueleto é ósseo . Esses peixes estão bem adaptados a qualquer meio aquático, e por essa razão, a grande maioria dos peixes existentes atualmente tanto nos mares como nos rios, são ósseos.

Poucos grupos de animais mostra uma variedade maior de tamanho, forma, cor e mecanismo adaptativos incomuns, que os peixes ósseos. O seu tamanho varia desde alguns mm de comprimento, como é o caso de um peixe denominado gobideo ( 10mm de comp.), que vive nas Filipinas; até o esturjão russo pode atingir 6 metros de comprimento. Vive na Europa e nos Estados Unidos .

Muitos poucos são perigosos para o homem , embora a barracuda marinha, os peixes elétricos e a perigosa piranha de certos rios da América do Sul, sejam exceções.

Aspecto Externo

Os peixes apresentam o corpo fusiforme, cabeça estendendo da extremidade do focinho ate o canto posterior do opérculo, boca terminal, com maxilas e mandíbulas distintivas que apresentam dentes finos. Na região dorsal do focinho, há duas narinas (bolsas olfativas ), olhos laterais sem pálpebras, e logo atras de cada um, há uma cobertura fina das brânquias, o opérculo.

No dorso, há duas nadadeiras dorsais separadas, na ponta da cauda ocorre o nadadeira caudal, e ventralmente na cauda e nadadeira retal; todas estas são medianas.

As nadadeiras laterais ou pares são: as nadadeiras peitorais, logo atras do opérculo, e as nadadeiras pélvicas ou ventrais, ocorrem logo atrás e abaixo.

Todas as nadadeiras são sustentadas por raios que podem ser ramificadas articuladas e mole , ou então serem formadas de espinhos sólidos e calcificados. As nadadeiras servem para natação, manter o equilíbrio e a direção.

Tegumento

Nos peixes ósseos, o corpo pode estar coberto por escamas dermicas ou não, como é o caso de peixes de couro: Bagre, Mandi , Jaú e Pintado, etc.

Nos peixes com escamas, essas na verdade são placas ósseas com origem na região dermal ( ou seja, tecido que fica logo abaixo da pele ) e cobrem todo o corpo do com exceção da cabeça. Essas placas ou escamas ficam imbricadas, isto é, disposta à maneira das telhas de um telhado, e crescem durante toda a vida do peixe.

Nos flancos do corpo, nota - se uma linha mais escura, a linha lateral, que nada mais é que uma fileira de poros que comunica se com um cretal localizado sob as escamas, no qual existem células especiais por meio das quais os peixes percebem as vibrações e os movimentos da água; portanto a linha lateral é uma espécie de tato aquático que permite ao peixe orientar-se na água.

As escamas podem ser de três tipos:

1. Ctenóide - quando a parte posterior exposta apresenta vários espinhos pequenos. Ex. Tucunaré.
2. Ciclóide -
são escamas sem espinhos Ex. Tainha .
3. Ganóide -
são escamas recobertas de esmalte. Ex. Esturjão.

Coloração

Nos peixes ósseos, a coloração é bastante variada, sendo fornecida pró células pigmentadas chamadas cromatófaros.

Os pigmentos são: preto, amarela, alaranjado e vermelho.

A cor verde é resultantes dos pigmentos amarelo mais os pretos; a cor marrom é resultante dos vermelhos mais os pretos e a cor prateada é dada por cristais opacos de guanina. Com o arranjo desses pigmentos, tem- se o processo de mimetismo ou camuflagem.

A epiderme dos peixes produz um muco que facilita a movimentação da água e, é uma proteção contra a entrada de organismos causadores de doença.

Sistema Digestivo

Apresenta as mesmas estruturas que os peixes cartilaginosos. A parte inicial do tubo digestivo, além das fenda branquiais, em certos peixes apresenta uma comunicação com bexiga natatória. As aberturas por onde são expelidos produtos do sistemas digestivo, urinário e reprodutor, são separadas . Portanto não há cloaca.

Sistema Respiratório

Ocorrem quatro pares de brânquias, que se alojam em uma cavidade branquial. Elas são cobertas e protegidas pelos opérculos que tem o formato de uma lâmina em meia lua. Cada brânquia consiste de uma dupla fileira de delgados filamentos branquiais, que contém capilares finos, onde o sangue elimina o dióxido de carbono absorve o oxigênio da água.

A maioria dos peixes ósseos possui uma bexiga natatória, que se desenvolve a partir da parte anterior do tubo digestivo, ficando ou não, em comunicação com ele. A bexiga natatória e os pulmões dos vertebrados terrestres são órgãos homólogos (mesma função e mesma origem). Os vasos sagüineos que envolvem a bexiga fazem passar gases, sobretudo oxigênio, para dentro dela, e serve em geral como órgão hidrostático para ajustar o peso especifico do peixe ao da água em diferentes profundidades.

Quando o peixe quer descer, diminui o volume da bexiga por contrações musculares; sua densidade então aumenta. Para subir, ele aumenta o volume da bexiga por descontrações musculares, diminuindo assim sua densidade.

Além da função hidrostática, em alguns peixes a bexiga natatória pode assumir as funções de um pulmão, permitindo que o animal retire o ar da atmosfera. Isto ocorre nos peixes pulmonados (dipnóicos ) cujo principal representante no Brasil, é conhecido como pirambóia. Ainda em outros peixes, a bexiga natatória pode servir para a produção de som.

Sistema Circulatório

É semelhante ao dos peixes cartilaginosos; coração com apenas duas câmaras, uma aurícula e um ventrículo que contem apenas sangue venoso.

Sistema Excretor

Os rins são do tipo mesonefro, isto é, desenvolvem-se segmentalmente um por segmento do corpo. Os ureteres que parte dos rins, confluem para uma bexiga urinaria que desemboca imediatamente atrás da abertura genital.

Os peixes eliminam substâncias nitrogenadas em formas de amônia, composto este altamente tóxico, porém rapidamente eliminado porque há sempre excesso de água.

Sistema nervoso e Sensorial

Os lobos óticos do encéfalo relativamente grandes, indicam que o peixe possui um sentido de visão bastante desenvolvido. Contudo, a visão nas profundidades médias da água, se torna grandemente reduzida em virtude da luz insuficiente. Os peixes são míopes, e provavelmente não enxergam distintamente os objetos que se encontram à distância de alguns metros.

Provavelmente, o sentido mais agudo dos peixes é o olfato. Os cientistas acreditam, atualmente que os odores dirigem os peixes para áreas de alimentação entre as plantas aquáticas. É possível também que salmão encontre a foz dos rios durante a estação de desova, pelos odores das plantas que vivem nos cursos dos rios de água doce.

Reprodução

Os peixes são de sexos separados, geralmente a fecundação é externa e o desenvolvimento é direto, porém em alguns grupos ( guaru-guaru) a fecundação é interna. A maioria colocam ovos (ovíparos), mas as percas e os guaru-guarus são ovovivíparos, isto é, logo que a fêmea produz óvulo, não há mais nenhuma ligação direta com o corpo da mãe. Os óvulos ficam mantidos dentro da fêmea numa bolsa incubadora e são aí fertilizados pelo macho. Os ovos desenvolvem e posteriormente eclodem, mas os filhotes não são liberados ao meio enquanto não completam o seu desenvolvimento.

Ao sair do corpo da mãe os filhotes são miniaturas de seus pais e, poucos minutos após, são capazes de alimentar-se e nadar normalmente.

Classificação

Classe Osteichthyes

Ordem Isospondyli

Família Clupeidae - sardinha - Sardinha
Família Osteoglossidae -
Pirarucu = Arapaima gigas
Família Engraulidae -
manjuba
Família Salmonidae -
truta = Salmo truta

Ordem Ostariophysi

Família - Characudae:

cuirimbatá = Prochilodus
dourado = Salminus
lambarí = Astianax
ferreirinha = Leporinus
piranha = Serrasalmous
pacu = Metynnis
traíra = Hoplias
neon = Cheirodon

Família Gymnotidae:

peixe-elétrico = Electrophorus electricus
tuvira = Carapus

Família Cyprinidae:

carpa = Cyprinus carpio
peixe - dourado = carassius auratus
paulistinha = Brachidonio
barbo = Barbus

Família Loricaridae - cascudo = plecostomus

Família callichthydae - coridora = corydora

Família ariidae:

jaú = Paulicea
pintado = surubim
bagre = pseudopimodolus
mandi = -
candiru = vandellia

Ordem Microcyprini

Família Poecillidae:

barrigudinho = Poecilia
peixe - mosquito = Gambusia
lebiste = Lebistes
molinesia = Mollinesia
espada = Xiphophorus

Ordem Solenichthyes

Família Syngnathidae - cavalo - marinho = Hippocampus

Ordem Percomorphi

Família Ciclidae:

acará- bandeira = Pterophillum
acará- disco = Symphysodum
acará = Geophagus
tucunaré = Cichla
apaiarí = Astronotus ocelatus
tilapia = Tilapia mossambica

Família Anabantidae:

peixe - de - barriga = Betta splendens
peixe - beijador = Helostoma
tricogáster = Trichogaster

Ordem Dipnoidea

Família lepidosirenidae - pirambóia = Lepisirem

Fonte: www.algosobre.com.br

Peixes

Sistema Respiratório dos Peixes

Todos os animais necessitam de energia para realizar as mais diversas funções vitais.

O processo comum a todos os animais é a respiração aeróbia, pelo qual, a nível celular, se realiza a transferência da energia dos alimentos para as moléculas de ATP. Por este motivo é fácil de entender a necessidade dos animais de um fluxo constante de oxigénio para as células, bem como da remoção eficiente de dióxido de carbono, um resíduo do metabolismo.

As necessidades em oxigénio, bem como a produção de dióxido de carbono, aumentam proporcionalmente com a massa corporal e atividade do animal, ao passo que as trocas gasosas variam proporcionalmente com a área de contato com o meio.

No entanto, existem vários termos associados à respiração:

Respiração externa – trocas gasosas entre o organismo e o meio externo;
Respiração média
– trocas gasosas entre o sangue e as células;
Respiração interna
– corresponde ao verdadeiro significado do termo.

O sistema respiratório é um conjunto de estruturas envolvidas nas trocas gasosas com o meio. Dessas, as estruturas onde se efetua o movimento de gases respiratórios entre os meios externo e interno designam-se superfícies respiratórias.

O movimento dos gases respiratórios, quer nas superfícies respiratórias quer a nível celular, ocorre sempre por difusão e em meio aquoso:

Difusão direta: Gases difundem-se diretamente através da superfície respiratória para as células, sem intervenção de fluido de transporte. Ocorre nos protozoários e nos insetos, por exemplo;
Difusão indireta:
Gases passam através da superfície respiratória para um fluido de transporte que estabelece a comunicação entre as células e o meio externo, como no caso dos anelídeos ou dos vertebrados. Este processo designa-se hematose.

Características das superfícies respiratórias

Apesar da grande variedade de estruturas, todas as superfícies respiratórias apresentam características comuns:

Humidade: Todas são superfícies húmidas, o que facilita a difusão dos gases dissolvidos;
Paredes finas:
Novamente para facilitar a difusão, estas superfícies são geralmente formadas por tecido epitelial pavimentoso com uma única camada de células de espessura;
Ventilação:
De modo a que novas moléculas de oxigénio sejam constantemente trazidas para contato com a superfície respiratória, a água ou ar devem ser renovados frequentemente
Vascularização:
Presente sempre que existe difusão indireta, deve ser feita por vasos de parede fina, como os capilares, para reduzir a espessura a atravessar pelos gases;

Grande área de troca

A superfície respiratória deve ser extensa, de modo a que o contato com o ar ou água seja máximo e a velocidade de difusão elevada.

Evolução dos sistemas respiratórios

A sobrevivência dos animais nos diferentes habitats implicou a evolução de estruturas especializadas nas trocas com o meio. Estas estruturas variam sobretudo com o tamanho e estrutura do corpo, história evolutiva do grupo e meio em que vivem.

Os animais que realizam trocas gasosas diretamente com o ar têm vantagem em relação aos que as realizam com a água pois esta apenas transporta 5% do oxigénio presente no mesmo volume de ar e o aumento de temperatura e salinidade ainda reduz mais essa quantidade. Acresce ainda o fato que os gases se difundem mais rapidamente no ar que na água. Assim, um animal aquático, para obter a mesma quantidade de oxigénio que um terrestre, necessita de fazer passar pelas suas superfícies respiratórias uma quantidade de água muito superior á de ar.

No entanto, viver ao ar não é só vantagens, pois os gases apenas atravessam as membranas respiratórias dissolvidos em água, pelo que estas devem ser mantidas húmidas.

Vejamos alguns exemplos de grupos animais que apresentam aspectos chave da evolução dos fenômenos respiratórios:

Cnidários

Com apenas duas camadas de células de espessura e em contato direto com a água em que vivem, bem como um metabolismo baixo pois são animais de vida fixa, a difusão direta de gases não apresenta dificuldades.

Platelmintes

Nestes animais a forma achatada proporciona uma relação área/volume elevada, logo as células podem realizar trocas diretamente com o meio por difusão direta.

Anelídeos

Neste grupo a hematose é cutânea, as trocas são realizadas através da pele humedecida pela secreção de glândulas mucosas e os gases passados para a rede de capilares subcutâneos. Esta situação ocorre também em anfíbios.

Nos anelídeos, no entanto, apenas parte do dióxido de carbono é libertado pela pele, pois parte dele é utilizado para formar carbonato de cálcio e usado para neutralizar a acidez dos alimentos durante a digestão.

Artrópodes

Típico destes animais é o sistema respiratório traqueal, fundamental para a colonização do meio terrestre, que permite uma taxa metabólica elevada.

Este sistema é formado por uma série de tubos quitinosos que se vão ramificando até ás traquíolas (que estão em contato com as células e onde se realiza uma difusão direta, através do epitélio traqueal não quitinizado) e por onde o ar circula, entrando por espiráculos na superfície do corpo. Os espiráculos podem estar permanentemente abertos ou possuir válvulas musculares e filtros.

Nos insetos menores não existe ventilação ativa mas nos maiores tal ocorre por movimentos musculares que contraem as traqueias. Grande parte do dióxido de carbono é libertado pelos tubos de Malpighi.

PEIXES

As brânquias são os órgãos respiratórios típicos do meio aquático, formadas por evaginações da parede do corpo e apresentando grande área de trocas.

Peixes
Respiração num tubarão

A sua estrutura filamentosa apenas poderia funcionar em meio aquático, que lhes fornece sustentação.

Estas estruturas podem localizar-se no exterior ou no interior do corpo, sendo as últimas as preferidas pela evolução, já que brânquias externas não só dificultam a locomoção, como facilita os danos a uma zona de epitélio sensível e delicado.

As brânquias internas estão alojadas em cavidades branquiais individuais abrindo para o exterior pelas fendas branquiais (peixes cartilagíneos) ou câmaras branquiais protegidas por opérculo e abrindo para o exterior pela fenda opercular (peixes ósseos).

Este fato não só aumenta a proteção como facilita a ventilação: a água é bombeada para a boca por ação de poderosos músculos, passa pela faringe e banha as brânquias, saindo pelas fendas branquiais ou operculares, pelo que a ventilação é contínua.

Cada brânquia é formada por um arco branquial cartilagíneo ou ósseo, que sustenta os filamentos branquiais, nele inseridos diagonalmente e contendo cada um duas arteríolas (aferente com sangue venoso e eferente com sangue arterial), separadas por uma fina rede de capilares.

Mecanismo de contracorrente

A água circula em contracorrente com o sangue desses capilares, o que permite aumentar a eficiência das trocas gasosas, pois o sangue circula sempre em direção a água fresca e plenamente oxigenada, podendo-se atingir neste uma saturação de perto de 90%. Pela mesma razão o dióxido de carbono difunde-se em sentido contrário, para a água.

Fonte: curlygirl.no.sapo.pt

Peixes

Tipos de Peixes

Piraputanga

Bricon natterery: O Piraputanga é parecido com o famoso e ameaçado Dourado, porém não tem a mesma fama de exímio predador. Essa macha, escura que poderia ser vista a sua calda, serve para confundir o ataque de seus predadores. Essa tática é utilizada por outros peixes e é conhecida como coloração disruptiva.

Lambari:

Família Caracidae: Existem no Brasil cerca de 150 espécies de lambaris todos pequenos São conhecidos também como piaba . Alimentam-se de vegetais, pequenos peixes e insetos. Representam um dos mais importantes elos na cadeia alimentar nos rios , sendo gulosamente caçado pelas grandes espécies carnívoras como o dourado, tabarana, homem entre outros. Algumas espécies são procuradas para aquários ornamentais.

Pangácio

Pangacius Sutchi: O Pangácio é um peixe exótico que ocorre naturalmente nos rios da Ásia. Sua forma diferente, principalmente da cabeça chama atenção, o que o torna interessante e curioso para exposição. Apesar de apresentarem diferentes cores, são exemplares de uma mesma espécie.

Tilapia

Sarotherodon niloticus: Vivem em águas quentes e não e muito exigente quanto ao teor de oxigênio dissolvido na água. O crescimento dos animais está relacionado principalmente com a temperatura da água e quantidade de nutrientes. Em cativeiro se reproduzem em intervalos de seis semanas a dois meses. Alimentam-se de larvas de insetos e alimentos variados

Bagre africano

Clarias sp: Também conhecido como peixe gato, tem a capacidade de respirara ar atmosférico, o que possibilita sair da água chegando a caminhar ate 500 metros a procura de alimento.Essa alta resistência tem preocupado os estudiosos, pois com a capacidade de sair da água esta ameaçando o habitah das espécies de bagre do Brasil. Alimentam-se de peixes e invertebrados.

Mero

Epinephelus itajara: Encontrado em regiões costeiras, de fundo rochoso ou areia e entrando em águas estuarianas, escondendo-se em tocas espaçosas ou lajes, pilares de construção ou embarcações afundadas. São solitários e territoliaristas. É um peixe forte e voraz, e apesar de ser preguiçoso, é rápido em ataques curto. Atigem 2,5 m de comprimento, e se alimentam de peixes.

Garoupa

Ephineus guaza: É a espécie mais comum do gênero no sudeste do Brasil, vivem em fundos rochosos até 50 metros de profundidade dentro dos estuários. Os menores são encontrados em águas rasas e com o aumento da idade vão migrando progressivamente para águas mais fundas.

Tambaqui

Colossoma macropomum: Este bonito peixe atinge 60 cm de comprimento. Alimenta-se das frutas de diversas árvores que crescem a beira dos rios da Amazônia. Na primavera quando gordo, além de ser utilizado como alimento, fornece óleo que é usado na cozinha e na iluminação pelos ribeirinhos

Corvina

Micropogonias furnieri: Este peixe atinge cerca de 60 cm e representam um dos mais importantes pescados do litoral sudeste. Vive próxima a costa, em fundos de lama e areia, alimentado-se de organismos fundo, como crustáceo, anelidios e pequenos peixes

Ermitão

Invertebrado - Crustáceo

Este interessante tem o abdômen desprotegido( sem carapaça calcaria). Dessa forma ele o protege vivendo em conchas vazias de gastrópodes(moluscos).

Quando o ermitão cresce demais sai a procura de uma concha maior, que pode ser roubada de outro ermitão.

Siri

Caliectes sp: Vive em águas salobras e salgadas, sobre fundos de areia ou lodo. Alimenta-se de animais e algas em decomposição. Durante sua vida, troca varia vezes de casca (exoesqueleto), crescendo enquanto a nova casca não endurece. A esses siris que estão entre mudas chamamos de siri mole.

Amazônia

Este tanque representa uma visão subaquática de um IGARAPE, pequeno rio que corre na Mata Amazônica. A fauna de peixes amazônicos é a maior do mundo em espécies e esse fato esta refletido aqui, nas dezenas de peixes multiformes e multicoloridos, os famosos peixinhos de aquário ou melhor ornamentais. Esses pequenos peixes já são na sua maioria criados em cativeiros, o que reduz a ameaça de extinção para muitas espécies.

Badejo

Mycteroperca rubra: Os badejos são peixes costeiros de porte médio a grande, podendo ultrapassar 1 metro de comprimento. Vivem em fundos rochosos ou arenosos, alimentando-se principalmente de peixes e crustáceos. São parentes das garoupas e como elas, escondem-se em tocas de pedras.

Café Torrado

Stegastes fucus: Esta pequena espécie é bastante comum no litoral do Brasil. Seu nome vem da cor café que o adulto apresenta. Os jovens são muito bonitos, de um azul fluorescente metálico e muito procurado pelos aquarifilistas. São muito territorialistas, mas em razão da diferenciação de dietas, jovens e adultos convivem pacificamente nos costões rochosos.

Michole

Diplectrum radiale: Tem hábitos costeiros entrando em regiões estuarianas em pronfudidades de 0 a 60 metros. Comem pequenos crustáceos e outros invertebrados. Alcançam cerca de 23 cm de comprimento.

Pirambóia

Lepidosiren paradoxa: Este verdadeiro fóssil vivo, está bastante próximo dos primeiros vertebrados a saírem da água, os anfíbios. Apresentam pulmões, respiram ar atmosférico, nadadeiras pares com disposição de patas entre outras características. Vive nas lagoas as margens dos grandes rios brasileiros. Atingem cerca de 1,5 metro de comprimento. Alimentam-se de vermes, caramujos, peixes e vegetais.

Cagados e tartarugas

A maneira como estes animais recolhem a cabeça para dentro do casco, os separam em dois grupos, se simplesmente retrair o pescoço para se defender estamos diante de uma tartaruga, mas se ao invés disso virara a cabeça escondendo-a no casco em direção a uma de suas patas estaremos diante de um cagado.

Porém o nome popular desse animais variam de região para região.

Bagre

Sciadeichthys luniscutis: Vivem em águas quentes e rasas e embocaduras de rios com as praias. Chegam a atingir 1,2 m de comprimento. Sua alimentação é composta por algas, vermes, camarões, caranguejos e peixes, utilizando seus barbilhões para localizar.

Piranha

Serrasalmus sp: A piranha é uma das diversas espécies encaradas pelo homem como muito perigosas. A elas somam-se os tubarões, as moréias, barracudas entre outras. No entanto muito o que se diz dela é muito folclore. Espécies territorialistas, são agressivas somente em ocasiões especiais. É comum hoje cinegrafistas fazerem longas filmagens subaquáticas dentro de um cardume de piranha sem serem molestados. Aparentemente o grosso de sua alimentação é composto por nadadeiras de peixes e carcaças de animais.

Pingüim de Magalhães

Spheniscus magellanicus: Um total de 17 diferentes espécies de aves marinha são conhecidas como pingüins. Todas vivem o hemisfério sul em colônias, andam eretas e tem asas modificadas para natação e mergulho. Habitam diferentes ambientes, desde de uma ilha equatorial nos Galápagos até o pólo extremo do pólo sul. Apresentam comportamentos e tamanhos diferentes podem medir de 30 cm(pingüim azul a 1 metro de altura pingüim imperador)

Mandi Pintado

Pimelodus: É uma espécie solitária, que habitam grande parte dos e lagos brasileiros e gostam de se esconder em tocas de pedras ou atrás de troncos, podendo alcançar 50 cm de comprimento. Sua alimentação é a base de larvas de insetos, crustáceos, moluscos e pequenos peixes.

Pirarara

Phractocephalus meiliopterus: Um dos grandes bagres da Amazônia, podendo alcançar cerca de 1,5 m de comprimento. Alimenta-se de peixes e tem uma velocidade de crescimento espantosa. Suas cores variadas vivas fizeram com que o os índios os chamassem de peixe arara(pira = peixe).

Pintado

Pseudoplatystoma sp: Este magnífico peixe de couro é um dos gigantes dos rios da Amazônia, alcançando 1,50 m de comprimento. Sua pesca é controla pelo IBAMA devido ao abuso cometido por pescadores inconseqüentes ou desavisados, o que põem em risco a sobrevivência dessa espécie.

Peixes Ornametais

Os peixes são provavelmente os animais que apresentam a maior variedade de forma de corpo e coloridos dos vertebrados. Isto se deve ao fato de viverem nos mais diferentes ambientes aquáticos do mundo. Alias, essa variação de habitas deve ser levada em consideração quando da montagem de um aquário comunitário, entre em contato com um aquariofilista ou leia um bom livro sobre aquários, e você perceberá que não e difícil manter peixes e plantas saudáveis e bonitos.

Kingio

Carassus Auratus: Este vem sendo criado pro japoneses e chineses a cerca de 1000 anos, a sua forma selvagem tem nadadeiras curta e cor verde olivacea, mas cruzamentos planejados vem desenvolvendo diferentes cores , nadadeiras, formas de olho e corpo.

Tartaruga Verde

Chelonia Mydas: Vivem no mar. São carnívoras até um ano de idade e depois tornam-se herbívoras. Reproduzem-se no mar e põem os ovos na praia, à noite, quando a temperatura do ar e da água já não representa perigo. A eclosão acontece de 49 a 54 dias depois, conforme a temperatura da areia e da umidade para hidratação durante a fase. Os filhotes emergem da areia procurando rapidamente o mar.

Anêmona-do-Mar

Classe Antozoa: Vivem fixas em alguma superfície, podendo rastejar lentamente ou enterrar-se com seu pé discoidal. Cobertas pela água, distendem completamente o corpo e o disco oral. Expostas na maré vazante, se retraem. Pode ser macho ou fêmea, hermafroditas ou reproduzir-se por fissão. Respiram a partir de uma corrente de água constante que percorre seu corpo. Comem invertebrados e peixes, que paralisam graças aos nematocistos e levam até a boca com tentáculos, que também eliminam os restos não-digeridos. Por outro lado, servem de alimento para peixes, caranguejos, crustáceos, moluscos, estrela-do-mar e tartarugas.

Estrela-do-Mar

Classe Asteroidea: Este magnífico peixe de couro é um dos gigantes dos rios da Amazônia, alcançando 1,50 m de comprimento. Sua pesca é controla pelo IBAMA devido ao abuso cometido por pescadores inconseqüentes ou desavisados, o que põem em risco a sobrevivência dessa espécie.

Baiacu de Espinho

Diodon hystrix: Habitantes das águas de Massachussets (EUA) a São Paulo (Brasil). Preferem os fundos rochosos ou de coral. Escondem-se durante o dia em frestas e tocas e têm hábitos noturnos. Alimentam-se de crustáceos, gastrópodes e ouriços. Reproduzem-se durante todo o ano, a fêmea é perseguida pó vários machos e empurrada para a superfície onde libera os óvulos para fecundação. Os ovos são pelágicos e flutuantes. Quando tocados, os baiacus inflam e os espinhos distendem-se ficando ponteagudos.

Moréia

Família muraenidae: Vivem entre as rochas da região litorânea ou em recifes, mas algumas espécies são encontradas em águas fundas sobre a areia. Durante o dia escondem-se em buracos e fendas ou entre a vegetação marinha e saem à noite para comer. Territorialistas e agressivas, quando molestadas, estão prontas para morder. Alimentam-se de peixes, polvos, e atacam vorazmente invertebrados bentônicos. São comuns peixes com 1 m , mas podem chegar a 3,5 m.

Pacu

Família Caracidae: Habitam os rios dos estados do Mato Grosso, Mato Grosso do sul e Paraná, do Paraguai e da Prata. Peixes de corpo ovolado e estreito. Onívoros, com tendência a herbívoros, sua alimentação é rica em carboidratos, pois comem frutas e vegetais das margens dos rios. Ao 5 anos, chegam à fase reprodutiva, quando, no mês de setembro, passam a ser carnívoros, alimentando-se de pequenos crustáceos, insetos e peixes mortos, pois precisam de proteínas para os gônadas, seus órgãos reprodutores.

Tubarão-Lixa

Gynglymostoma cirratum: Habitantes dos mares tropicais e subtropicais das costas americanas, do Atlântico da Carolina do Sul do Estado de são Paulo. São peixes de esqueleto cartilaginoso, com escamas especiais que lhe dão o nome de lixa. Atingem 4,5m de comprimento e diferem dos outros cações por um barbilhão carnoso curto na margem de casa abertura nasal. Têm hábitos sedentários, sendo encontrados imóveis sobre fundos arenosos de águas rasas. Apesar de não serem agressivos, não devem ser perturbados, pois sua pele é muito áspera e seus milhares de pequenos dentes fazem bastante estrago. Alimentam-se de crustáceos, ouriços, lulas e peixes pequenos. A série de dentes é trocada a cada a cada 28 dias, dependendo da temperatura da água (nas regiões mais frias ocorre a cada 50 dias). Os machos tem uma nadadeira modificada chamada clásper, com função de fecundar internamente a fêmea - tipo de fecundação rara nos peixes em geral. A fêmea chega a reproduzir de cada vez, 20 filhotes que nascem com menos de 30 cm. Os jovens apresentam machas negras espalhadas pelo corpo, que desaparecem com o crescimento.

Lagosta

Palinurus sp: Vivem nas água do litoral do Brasil até Santa Catarina e são habitantes das fendas de rochas e corais. Ficam à entrada de sua toca, A espera de estímulos o para capturar seu alimento. Carnívoras, agarram qualquer presa que passe a seu alcance ou saem para captura-la, a fêmea cola seus ovos aos pés abdominais, para protege-los até que atinjam uma fase larval mais evoluída.atingem 50cm de carapaça. Devido ao excelente sabor de sua carne, A lagosta é pescado em larga escala no litoral dos estados do Nordeste.

Fonte: www.santos.sp.gov.br

Peixes

Divisão dos Peixes

Os peixes formam o grupo de vertebrados mais numeroso e mais diversificado, superando a cifra de 40.000 espécies viventes.

Estes estão divididos da seguinte maneira:

50 Agnatha: Que hoje compreendem os Petromyzontoidea (lampréias) e os Myxinoidea (feiticeiras)
515 à 550:
Chondrichthyes (tubarões e raias)
20.000:
Ostheichthyes (peixes ósseos), hoje divididos em Actinopterygii (peixes com nadadeiras raiadas, que são a maioria das espécies), os Actinistia (celacanto) e os Dipnoi (peixes pulmonados, como a pirambóia). Estes dois últimos (Actinistia e Dipnoi) compreendem, na classificação tradicional, os Sarcopterygii, peixes com as nadadeiras carnosas.

Os primeiros peixes, representados pelos já extintos ostracodermos, peixes Agnatha (sem mandíbulas) surgiram, provavelmente no Cambriano. Acredita-se que os dois grupos atuais mais importantes, Chondrichthyes e Osteichthyes, surgiram no final do Devoniano e final do Siluriano respectivamente.

Os peixes apresentam tamanhos e formas variados como o tubarão-baleia, o maior peixe conhecido, o gobião das Ilhas Filipinas com cerca de oito milímetros de comprimento, e os peixes de aspectos incomuns, como o cavalo-marinho e o peixe-morcego. A maioria das espécies de peixes são marinhas, embora existam muitas espécies de agua-doce. Os peixes toleram grandes variações de temperatura, sendo que algumas espécies podem sobreviver em fontes termais de 42° C enquanto outras podem viver em ambientes com temperaturas próximas a da congelação.

Crânio e Nadadeiras

Nos Agnatha, lampréias e feiticeiras, o crânio é cartilaginoso. A boca é circular e sugadora, formada por um disco de sucção que pode ou não apresentar estruturas semelhantes a dentes.

Os Chondrichthyes e Ostheichthyes apresentam mandíbulas, maxilas superior e inferior, que se formam a partir do primeiro arco branquial ou mandibular. A maxila superior é conhecida como cartilagem palatoquadrada e a maxila inferior, como cartilagem de Meckel. Nos tubarões e nas raias a maxila superior está frouxamente ligada ao crânio e é sustentada na sua porção posterior por um elemento do segundo arco, ou arco hiomandibular.

Nos Osteichthyes, existe um grau de ossificação muito variável. Nos esturjões, por exemplo, o condocrânio apresenta-se muito pouco ossificado, já nos peixes ósseos superiores, os ossos dérmicos são muito numerosos e formam uma couraça em volta do crânio. Neste grupo muitas partes do condocrânio foram substituídas por numerosos ossos nas regiões ótica e occipital.

O osso dental, que possui dentes, ocupa a superfície anterior e dorsal da mandíbula. A cabeça da cartilagem de Meckel pode ser substituída pelo osso articular que faz a articulação com o quadrado.

Peixes
Nadadeiras dos peixes

A maioria dos peixes apresenta nadadeiras peitorais e pélvicas pares, bem como, nadadeiras caudal e medianas ímpares. As nadadeiras caudais, apresentam quatro formas mais comuns, como mostra a figura abaixo.

A nadadeira protocerca é típica dos ciclóstomos, e a dificerca, ocorre nos dipnóicos. Nestes dois tipos de nadadeira o esqueleto axial estende-se quase até a extremidade. A nadadeira heterocerca é encontrada nos esturjões e nos tubarões. Nesta forma a extremidade posterior do esqueleto axial termina num grande lobo dorsal, abaixo do qual existe um pequeno lobo ventral. Finalmente, temos a nadadeira homocerca, onde os raios são distais ao esqueleto axial e os lobos dorsal e ventral são simétricos. Esta forma é típica da maioria dos peixes ósseos.

Nos peixes Sarcopterygii (hoje separados em Actnistia e Dipnoi) as nadadeiras são do tipo carnosas. Esta característica estava presente nos Acnistia primitivos e hoje permanece na única espécie vivente deste grupo, o celacanto. Segundo estudos de anatomia comparativa, análise filogenética, bem como demais métodos comparativos, acredita-se que este grupo seria antepassado dos primeiros tetrápodos.

Como mostra a figura abaixo, podemos ver que certos elementos ósseos da nadadeira peitoral dos crossopterígeos sâo muito semelhantes aos respectivos elementos ósseos dos membros dos tetrápodos, indicando uma possível homologia.

Peixes

Em A temos a representação da nadadeira peitoral de um Actinistia ou Crossopterygii (celacanto), e em B, temos a representação do membro anterior de um anfíbio fóssil primitivo. Pode-se perceber a semelhança de certos componentes ósseos (h, úmero; r, rádio e u, úlna) entre os dois grupos, corroborando uma hipótese de parentesco entre os dois grupos.

Sistema Circulatório

O sistema circulatório dos peixes, com exceção dos dipnóicos, é simples; apenas o sangue não-oxigenado passa pelo coração, sendo depois bombeado para as brânquias, onde é oxigenado e distribuído para o corpo. O coração possui quatro câmaras, mas apenas duas delas, o átrio e o ventrículo correspondem às quatro câmaras dos vertebrados superiores.

Sistema Respiratório

A respiração dos peixes é feita pelas brânquias internas que se desenvolvem a partir de uma série de evaginações da faringe. A água entra pela boca passa pelas fendas branquiais, onde o oxigênio é captado, e sai para o ambiente externo.

Sistema Excretor

O sistema excretor dos peixes, como dos outros vertebrados, regula o conteúdo de água do corpo, mantém o equilíbrio salino adequado e elimina os resíduos nitrogenados resultantes do metabolismo protéico no caso a amônia (Nh2). O rim funcional dos peixes é do tipo mesonéfrico, formado por uma série de túbulos renais.

Cada túbulo é enrolado, tanto na porção proximal como na distal, e dirige-se para um ducto coletor longitudinal comum, o ducto arquinéfrico, que se comunica com o meio exterior pela cloaca. A porção proximal de cada túbulo termina na cápsula de Bowman que contém um enovelamento vascular do sistema circulatório, chamado de glomérulo. A cápsula e o glomérulo juntos formam o corpúsculo renal por onde passam a água os sais e produtos de excreção, da corrente sangüínea para fora do corpo.

Sistema Nervoso

No sistema nervoso dos peixes o telencéfalo tem função olfativa. Os hemisférios cerebrais são pouco desenvolvidos e são formados por uma massa ganglionar basal chamada corpo estriado e por uma fina camada epitelial, dorsal, conhecida como palio, o qual nos vertebrados superiores irá formar o cérebro (massa cinzenta). O diencéfalo nos peixes origina o tálamo, o centro de relés para impulsos olfativos e visuais. Do diencéfalo surgem duas estruturas medianas; anteriormente surge o corpo parietal, e na região posterior, o corpo pineal. Nos ciclóstomos existem as duas estruturas, enquanto que na maioria dos peixes ocorre somente o corpo pineal.

O mesencéfalo dos peixes é o centro de coordenação nervosa. Esta estrutura desenvolve a partir da região dorsal dois lobos ópticos. O metencéfalo da origem ao cerebelo, o centro de coordenação muscular, sendo mais desenvolvido nos tubarões, peixes de movimentos muito rápidos. O mielencéfalo forma o bulbo do encéfalo, que, em todos os vertebrados está relacionado com os centros de atividades vitais, como a respiração, batimento cardíaco e metabolismo. Nos peixes esta região é o centro do sistema da linha lateral e do ouvido interno. Da mesma maneira que os anfíbios os peixes possuem 10 nervos cranianos.

Reprodução

Quanto ao aspecto reprodutivo dos peixes, sabemos que os Ciclóstomos (Petromyzontoidea e Myxinoidea), são hermafroditas, caso raro entre os vertebrados e mesmo entre os peixes modernos, onde 13 famílias dos Actinopterygii (peixes ósseos), apresentam esta condição. Os peixes cartilaginosos e os peixes ósseos apresentam gônadas pares, sendo os sexos separados. A fecundação na maioria dos peixes é externa. Nos Chondrichthyes (tubarões e raias) a fecundação é interna. O macho apresenta um órgão copulador na parte interna de cada nadadeira pélvica, denominado de clásper, que é sulcado medianamente. Quando estes são colocados juntos, formam um ducto em continuação com a cloaca, por onde saem as células germinativas.

Fonte: www.biocomputer.vilabol.uol.com.br

Sobre o Portal | Política de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal