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Período Arcaico

O Período "arcaico", assim chamado por analogia à História da Arte[1], foi uma das épocas mais brilhantes e profícuas da história da Civilização Ocidental. Mas, a despeito da redescoberta da escrita no final da Idade das Trevas, os registros de que dispomos são escassos: fragmentos literários; listas dos vencedores das Olimpíadas; listas de reis e magistrados de algumas cidades; e as tradições conservadas por autores tardios, como por exemplo Aristóteles (-384/-322). A arqueologia é, ainda, nossa maior fonte de informações.

Por volta de -750 houve um substancial aumento da população, em grande parte devido ao aumento do rendimento da atividade agrícola. Com a pressão demográfica, entre outros fatores, muitos cidadãos deixaram suas cidades de origem e fundaram numerosas apoikias, "lares distantes". Com isso, o modo de vida grego se expandiu por toda a costa do Mediterrâneo e do Mar Negro.

O desenvolvimento do comércio, impulsionado em grande parte pela retomada dos contatos com a Ásia Ocidental, e mais as numerosas guerras locais, criaram novos estratos sociais. Com o tempo, a pressão sobre a classe dominante, a dos grandes proprietários de terras, resultou em maior participação de toda a comunidade na vida política da comunidade, e a pólis, cidade-estado influenciada por modelos orientais, assumiu o formato definitivo.

Um florescimento cultural intenso acompanhou a prosperidade das póleis: mais jogos pan-helênicos; estátuas de divindades e templos monumentais em pedra para abrigá-las; os vasos de figuras negras e de figuras vermelhas; a poesia lírica; a filosofia pré-socrática, para citar apenas os exemplos mais significativos.

No final do período, porém, uma guerra entre as cidades gregas independentes e o poderoso Império Persa iria mudar, para sempre, a evolução política e cultural do mundo grego.

Notas

1. "Arcaico", termo usado para as obras artísticas criadas entre -700 e -480, reflete um julgamento estético. Os eruditos que estudaram a Arte Grega no fim do século passado acharam o estilo desse período mais "antiquado" que o estilo naturalista dos séculos -V e -IV, que eles viam como padrão de beleza. Posteriormente, os historiadores apropriaram-se dele para designar também a história grega durante os séculos anteriores às guerras greco-pérsicas (-750 a -480, para ser exato).

Fonte: greciantiga.org

Período Arcaico

A cidade-estado grega surgiu a partir da desagregação das genos, período em que ocorreu uma gradativa diferenciação social, propiciada pela divisão da sociedade em classes sociais distintas.

Nessa época, o poder político passou a ser centralizado nas mãos da aristocracia rural.

Período Arcaico
As principais cidades-Estado da Grécia Antiga, destacando Esparta, na Península do Peloponeso, e Atenas localizada na Península as Ática.

Esparta

Esparta surgiu por volta do século IX (a.C.), na fértil região da Lacônia, próximo ao litoral do mar Egeu. Em Esparta, diferentemente das outras cidades gregas, não houve transformações políticas, econômicas, sociais e culturais. Isso se deve, em parte, ao seu isolamento.

É localizada no sudeste do Peloponeso, cercada por muitas montanhas. Foi conquistada pelos Dórios, invadida pelos Aqueus e habitadas pelos povos chamados: Pelasgos.

Houve em Esparta muitas guerras para que fosse conquistado o solo, ou seja, as guerras em Esparta se deram por três motivos:

Necessidade de outras terras;
Abater o poder de um país sobre o seu;
Aumentar as tropas militares, auxiliares ou aliadas.

Assim como em Atenas, a nacionalidade de Esparta, também era permitida somente para quem fosse descendente de uma pessoa naturalizada da cidade. A educação em Espartas era visada somente para formar soldados.

Organização Política

As instituições sociopolíticas espartanas foram atribuídas a um legislador lendário, Licurgo, que teria recebido as instruções do deus Apolo. A organização do Estado Espartano era assim constituída:

a) Dois Reis (Basileus): um era o chefe militar; o outro, religioso.

b) Senado (Gerúsia): o conselho dos anciãos.

c) Assembléia do Povo (Ápela): caráter deliberativo.

d) Eforado: cinco anciãos escolhidos na Gerúsia para governar.

Organização Social

A população de Esparta dividia-se em três classes principais:

a) A camada dominante era constituída dos esparciatas ou descendentes dos primeiros conquistadores; somente eles tinham direitos políticos.

b) Em segundo, vinham os periecos (que moravam em redor da cidade) e tinham permissão de comercializar e dedicar-se à manufatura, mas não tinham direitos políticos.

c) Os hilotas, parte da população submetida a um trabalho compulsório e a um tratamento, muitas vezes, vergonhoso.

Disciplina Militar

Os cidadãos espartanos eram condenados a uma existência de privações: na maior parte de suas vidas, estavam submetidos ao serviço militar.

A educação masculina era dedicada ao serviço militar, que começava aos sete anos, quando os homens eram submetidos a açoite, a fim de enrijecê-los para os deveres da guerra. Entre os vinte e os sessenta anos, os homens estavam a serviço do Estado, que regulava minuciosamente a vida de seus cidadãos: além da educação dos jovens, preocupava-se com o casamento, obrigatório para os celibatários (lei Atímica).

As mulheres espartanas eram preparadas fisicamente para se tornar mães de espartanos sadios. Praticavam ginástica e participavam de jogos esportivos. Gozavam de maior liberdade que as demais mulheres do mundo grego, o que se explica pela freqüente ausência do homem e pela necessidade de administrar o patrimônio familiar.

Organização Econômica

A organização econômica de Esparta visava garantir a eficiência militar e a supremacia dos esparciatas. As melhores terras (também os hilotas que trabalhavam e sustentavam toda a sociedade) eram propriedades do Estado.

Política Externa

Com relação à política externa, no fim do século VI a.C., Esparta dominou quase todo o Peloponeso, formando, juntamente com Corinto, Mégara, Égina e outras, a Liga do Peloponeso. Essa aliança militar, da qual não participava Argos, sua arqui-rival, transformou-se em um instrumento de dominação espartana.

Atenas

Atenas formou-se a partir de uma miscigenação entre os jônios e os primeiros habitantes da Ática, no século VIII a.C. Estava situada na península Ática, cidade jônica.

Para ser considerado Ateniense era necessário ser filhos de pai e mãe ateniense, ou seja, quem não tinha descendência ateniense poderia usar do que a cidade oferecia, mas não poderia ter total naturalidade (ateniense).

Organização primitiva de Atenas

A primeira forma de governo ateniense foi a monarquia. Nessa época, Atenas era governada por um rei (Basileus), com plenos poderes de sumo-sacerdote, juiz e chefe militar, auxiliado por um Conselho de Anciãos (Areópago). Havia também uma Assembléia do Povo.

A sociedade era dividida em classes sociais:

a) os eupátridas eram os aristocratas;

b) os geomores eram formados pelos pequenos proprietários rurais;

c) os demiurgos eram os pequenos artesãos;

d) os estrangeiros (metecos), considerados livres e sem direitos políticos;

e) os escravos adquiridos por meio de guerras, de comércio e por dívida constituíam a base de toda a produção econômica.

Em meados do século VIII a.C., a monarquia começou a se deteriorar em função da concentração das terras nas mãos dos eupátridas, o que lhes garantia maior poder. Nesse período, a monarquia foi substituída pela oligarquia, chamada de Arcontado, que era constituído por nove arcontes eleitos pela aristocracia territorial e escravista. Num primeiro momento, o mandato dos arcontes durava dez anos; depois, foi reduzido para um ano.

As principais funções do arcontado eram: Epônimo, função de administrador; Basileus, função religiosa; Polemarca, função militar; e o Tesmoteta, função de juiz.

As Reformas de Drácon e Sólon

As leis, nessa época, eram consuetudinárias (costumeiras) e eram aplicadas pelo Conselho dos Anciãos. Levantaram-se gritos de desespero oriundos do povo e ameaças de revolução, colocando em risco o poder político dos eupátridas. Surgiu, dessa forma, o código de leis escritas draconianas (elaboradas por Drácon).

Sólon foi eleito arconte em 594 a.C., com a ajuda dos comerciantes e artesãos ricos que lhe concederam poderes para realizar reformas, entre as quais destacam-se:

a) a criação do Conselho dos Quatrocentos (Bulé), responsável pela elaboração das leis, com admissão dos membros da classe média;

b) criação de um supremo tribunal de recursos (Tribunal dos Heliastas), aberto a todos os cidadãos e eleito por sufrágio universal masculino;

c) proibição da escravidão por dívida;

d) instituição de uma nova cunhagem de moedas (Drácman).

A Tirania

Em 560 a.C., Psístrato foi eleito com a ajuda do povo e do exército. Justificando a fama de déspota benevolente, protegeu a cultura, reduziu o poder da aristocracia e elevou o padrão de vida dos atenienses da classe média. Seu sucessor, Hípias, foi um opressor vingativo.

A Democracia Ateniense

Clístenes foi eleito arconte, após a derrubada de Hiparco, com a ajuda das massas.

Governou Atenas de 508 a 502 a.C. Suas principais reformas foram:

a) Criou a Democracia (governo do povo).

b) Aumentou o número de cidadãos.

c) Criou o Conselho dos Quinhentos, cujos membros eram escolhidos por sorteio.

d) Aumentou a autoridade da Assembléia do Povo;

e) Instituiu o Ostracismo, pelo qual o cidadão considerado perigoso ao Estado era exilado por dez anos, sem o confisco de bens.

Fonte: www.colegioweb.com.br

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