De todas as gemas, a pérola é considerada a mais perfeita. AO contrário de qualquer outra gema, ela não necessita de lapidação ou polimento, pois já nasce bela, pronta para ser usada. Todo o seu esplendor já pode ser visto no mesmo instante em que ela é extraída da ostra.
Como você já deve saber, a pérola é uma gema orgânica, ou seja, sua produção está ligada a um ser vivo. Basicamente ela pode ser classificada como natural ou natural cultivada.
A natural é formada pr um mecanismo de defesa da ostra conta um organismo estranho que entra dentro dela, que tanto pode ser um grão de areia, uma larva ou um parasita. Para se proteger desse intruso, ela passa a secretar uma substância particular, produzindo camadas e camadas de nácar, envolvendo por completo o ser estranho, gerando a pérola.
Ao contrário do que pensam os leigos a pérola natural cultivada é tão valiosa quanto a natural, pois elas passam por exatamente os mesmo processos. A única diferença que existe entre elas é que no caso da cultivada o homem insere o corpo estranho que formará a pérola, não esperando o acaso ou a natureza aja por conta própria.


Parasita perfurando a concha

Parasita invasor em contato com o manto, tecido de defesa da ostra

O manto parte para a defesa, dobrando-se sobre o parasita

O nócar é depositado sobre o invasor, formando uma capa protetora

Isolado o parasita continua crescendo, pois a ostra não pára de secretar o nócar
Para induzir a formação de pérolas, dá-se o seguinte processo: são produzidas pequenas esferas de madrepérolas torneadas, a partir de moluscos de água doce.
Essas esferas são recobertas com uma camada de epitélio de uma ostra perlífera sadia. São esses núcleos que vão gerar as pérolas. Entretanto, para que esse processo se concretize, o molusco deve ter de três a quatro anos de vida, pois se for muito jovem, ele não suportará a inserção do núcleo.

Os moluscos preparados são mantidos em cestos ou gaiolas plásticas e mantidos em baias presas a balsas, a uma profundidade de 2 a 6 metros.

Essas gaiolas são periodicamente retiradas da água e limpas, a fim de controlar seus inimigos naturais, como peixes, pólipos e parasitas. Mas, o seu pior inimigo é mesmo o zooplancton, que quando aparece em grandes quantidades põe em risco culturas inteiras, pois consome grande quantidade de oxigênio da água.
A temperatura da água também é importante para o cultivo das pérolas. Em uma temperatura inferior a onze graus centígrados, os moluscos podem morrer. É por esta razão que no período do inverno as colônias são transportadas para águas mais quentes.
Como você notou, o processo de formação da pérolas requer muito esforço, dedicação
e tempo.
Todo esse processo leva, no mínimo, três a quatro anos, tempo necessário para
que o núcleo possa ter se desenvolvido.
Introdução do núcleo:

Corta-se o tecido no lado da ostra

Faz-se um bolso com uma agulha

Coloca-se o núcleo dentro da bolsa

Coloca-se o núcleo na posição própria dentro da bolsa

Coloca-se um pequeno pedaço de tecido dentro do bolso com o núcleo

Cortando pedaços da ostra que produz a pérola

Os núcleos são preparados com pedaços de concha de ostras

A instalação do núcleo faz a diferença na qualidade da pérola, mesmo 1mm pode fazer a diferença

Operação de coleta das bolsas
Existem vários tipos de pérolas desde de a mais tradicional, redonda, até as que se assemelham com um grão de arroz.
Conheça abaixo as principais denominações:
Pérola South Sea
A pérola South Sea é um dos tipos mais cobiçados pelas mulheres, pois são
as maiores e mais valiosas que as demais. Cultivadas na Austrália, Indonésia
e Filipinas, geralmente elas tem acima de 10mm.

Pérola Barroca
A ostra envolve o animal ou vegetal com matéria que neutraliza a irritação.
Quando o material perlífero é depositado no corpo estranho, ele é inflado
na sua forma líquida pelos vários gases expelidos pelo animal ou vegetal em
decomposição. O material perlífero distribuído muito irregularmente
e de forma desordenada.
O material perlífero desloca-se, deixando o material orgânico já decomposto ficando em seu lugar uma cavidade. Quando as pérolas barrocas são retiradas das ostras elas passam por um processo de preenchimento das cavidades, com um cemento especial, antes de serem montadas em peças de joalheria.

Pérola Blister
Durante o processo de formação da pérola, eventualmente certos movimentos
podem expelir a gema depois de estar praticamente formada. Algumas podem cair
fora da concha e se perderam para sempre, já outras, até mesmo pelo peso,
acabam deslizando para baixo do manto. Quando isso acontece e a gema é gradualmente
recoberta por camadas de madrepérola, forma-se a pérola Blister.

Pérola Fresh Water
Muito conhecidas no Brasil, as pérolas Fresh Water são aquelas de formato
arroz. Em geral as mulheres gostam de usá-las como torses, com
vários fios retorcidos, que geram volume e brilho extra.

Pérolas Negras - Naturalmente Perfeitas
Se existe a perfeição, pode ser dizer que esse conceito está representado
na pérola negra. Considera a Rainha das Pérolase a Pérola
das Rainhas, sua tonalidade é tão fascinante que chega a ser hipnotizadora:
atrai, encanta, enfeitiça. Mágica e misteriosa, inspira designers e joalheiros
do mundo inteiro, que não se cansam de render-lhe tributos.

As pérolas negras vem dos Mares do Sul, das lagunas da Polinésia Francesa. A ostra que produz a pérola é chamada de Te Ufi. A denominação pérola negra também é usada como sinônimo para Pérola o Tahiti, embora existam outras tonalidades, que variam do cinza claro ao negro acinzentado. A de tonalidade negro profundo, encontrada nesse arquipélago, no entanto, é o mais cobiçado.
Fonte: www.ajoia.com.br