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Pêssego

Pêssego

CARACTERÍSTICAS DO PÊSSEGO

O pêssego, espécie arbórea de origem chinesa e de folhas caducas, pertence a família Rosaceae. É uma frutífera exigente em tratos culturais intensivos e em cultivares adaptados ao clima local. Em São Paulo, a produção de pêssegos destina-se ao consumo in natura, com grande tendência no cultivo de cultivares precoces.

O cultivo de pêssegos para conserva, pouco estimulado nos últimos anos, poderá apresentar incremento gradual, dada a aceitação crescente do produto industrializado, sob a forma de compotas, geléias, sucos e de pêssegos secos; nesse caso, é interessante que se lance mão de cultivares de dupla finalidade.

CULTIVARES

Para mesa

Bem precoces: Flordaprince (AS), Tropical-1 e 2 (AS) e Maravilha (BS);

Precoces: Dourado-1 e 2 (AS), Douradão (AS), Aurora – 1 e 2 (AP), Jóia-1, 2, 3, 4 e 5 (BS), Ouromel – 2 e 3 (AS), Petisco-2 (AS), Centenário (AS), Delicioso Precoce (BS) e Premier (BS) (os dois últimos para regiões mais frias);

Medianos: Talismã (BP), Relíquia (BP), Alô Doçura (BP), Cristal (BP), Canário (AP), Catita (BS), Doçura (BS), Pérola de Mairinque (BP), Coral (BS) e Marli (BS) (os dois últimos para regiões mais frias);

Tardios: Biuti (AP) (dupla finalidade), Natal (BP) e Bolão (BS).

Para conserva

Precoce: Régis (AP) (dupla finalidade);

Tardios: Rei da Conserva (AP), Real (AP) e Diamante (AP). A – polpa amarela; B – polpa branca; S – caroço solto; P – caroço preso.

MUDAS E PLANTIO

Utilizar mudas enxertadas sobre cavalos de pessegueiro, propagados por sementes, de preferência do cultivar Okinawa, resistente aos nematóides de galhas. Mudas de raízes nuas: plantio em julho e agosto; em recipientes: qualquer época, de preferência na estação das águas.

ESPAÇAMENTO

6 x 4m a 7 x 5m para plantios convencionais; 4 x 2m a 5 x 3m para plantios adensados.

MUDAS NECESSÁRIAS

285 a 410 e 666 a 1.250/ha, de acordo com o espaçamento.

CONTROLE DA EROSÃO

Plantio em nível ou cortando as águas, patamares ou banquetas em terrenos declivosos, capinas em ruas alternadas; roçadeira no período das águas; cobertura morta do solo.

CALAGEM

De acordo com a análise de solo, aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 70%, distribuindo o corretivo por todo o terreno antes do plantio ou mesmo durante a exploração do pomar, incorporando-o através de aração e/ou gradagem.

ADUBAÇÃO DE PLANTIO

Aplicar, por cova, 2kg de esterco de curral, bem curtido, 1kg de calcário magnesiano, 200g de P2O5 e 60 de K2O, pelo menos 30 dias antes do plantio. Em cobertura: a partir da brotação das mudas, aplicar ao redor da planta, 60g de N, em quatro parcelas de 15g, de dois em dois meses.

Adubação de formação

Para plantios convencionais, de acordo com a análise do solo e por ano de idade, aplicar 60 a 120 g/planta de cada um dos nutrientes: N, P2O5 e K2O; o N em quatro parcelas, de dois em dois meses, a partir do início da brotação.

Adubação de produção

No pomar adulto convencional, a partir do 5º ano, dependendo da análise do solo e da produtividade, aplicar anualmente 3 t/ha de esterco de galinha, ou 15 t/ha de esterco de curral, bem curtido, e 90 a 180 kg/ha de N, 20 a 120 kg/ha de P2O5 e 30 a 150 kg/ha de K2O. Após a colheita, distribuir esterco, fósforo e potássio, na dosagem anual, em coroa larga, acompanhando a projeção da copa no solo, e, em seguida, misturá-los com a terra da superfície. Dividir o nitrogênio em quatro parcelas, aplicadas em cobertura, de dois em dois meses, a partir do início da brotação.

Observação: para plantios adensados, aplicar os adubos, no pomar em formação e no adulto, de modo similar aos plantios convencionais, reduzindo as dosagens proporcionalmente à área ocupada por planta.

IRRIGAÇÃO

Indispensável nas estiagens (por sulcos, gotejamento, em bacias ou aspersão); sua substituição parcial é feita por meio de cobertura morta, em áreas de adequado equilíbrio hídrico.

OUTROS TRATOS CULTURAIS

Capinas, podas de inverno e verão (desbrotas), desbate e ensacamento dos frutos (opcional, para proteção contra a mosca-das-frutas). Herbicidas: glyphosate, paraquat, diquat, gluphosinate de amônio, atrazine.

CONTROLE DE PRAGAS E DOENÇAS

No inverno

Calda sulfocálcica concentrada, cianamida hidrogenada (para quebra de dormência), óleo mineral e caiação do tronco;

Na vegetação

Fungicidas: mancozeb, benomyl, captan, enxofre, folpet, óleo mineral, dicloran, thiram, dithianon, dodine, quinomethionate e iprodione; bactericida: terramicina; inseticidas

Acaricidas: carbaryl, fenitrothion, ethion, tetradifon, enxofre, malathion, dimethoate, óleo mineral, formothion, trichlorfon, parathion methyl, deltamethrin, dichlorfon, azinphos, cyhexatin, phosmet, fenthion, quinomethionate e naled.

COLHEITA

Setembro a fevereiro, conforme o cultivar e a região; safras comerciais a partir do 2º ano de instalação do pomar: colheita manual de frutos no estádio de vez.

PRODUTIVIDADE NORMAL

20 a 30 t/ha de frutos, em pomares adultos racionalmente conduzidos e conforme o espaçamento.

Observações

O IAC vem dando ênfase às pesquisas que visam à obtenção de altas produções por área, através de novos sistemas de cultivo, com formação de plantas ananizantes e pomares compactos. Nesse sentido, os seguintes sistemas vêm mostrando resultados promissores: a) cultivo de pessegueiro precoces, enxertados sobre pessegueiro, em ultra-adensamento de plantio e com poda drástica anual e bienal, e b) cultivo de pessegueiros de diversas faixas de maturação, em enxertia interespecífica, tendo como porta-enxerto, clones de ameixeira e o damasqueiro-japonês (Prunus x Mume Sieb & Zucc).

Pêssego

Frutífera conhecida e cultivada 20 séculos antes de Cristo. Surgiu na China , onde dali se difundiu para outras regiões, até chegar ao Brasil por volta de 1532, através de Martin Afonso de Souza com a chegada das primeiras expedições portuguesas.

Seu cultivo comercial começou a menos de 30 no Brasil, onde destacam-se os estados do sul, São Paulo e Minas Gerais.

Muito apreciado para doces e compotas e na forma ‘in natura`. Quando comparado a outros frutos quanto ao aspecto nutricional, apresenta valores relativamente elevados de K, Mg, Vit. A, B2 e PP (niacina). Entretanto apresenta baixos valores de Ca e Vit. C. A ingestão do fruto auxilia no bom funcionamento dos órgãos digestivos, e é também indispensável para uma boa formação do corpo humano.

Família

Rosacea

Clima

Temperado

Luminosidade

Sol pleno

Porte

Até 8 metros de altura

Propagação

Enxertia

Solo

Textura areno-argilosa, relativamente férteis, bem drenados, com pH ideal numa faixa de 6,0 – 6,5 e declividade inferior a 20%.

Sistema radicular

Profundo

Adubação

De pré-plantio e durante todo o ciclo da cultura

Plantio

No inverno, em covas (60x60x60 cm), com espaçamento médio de 5x3

Principais cultivares (MG)

Diamante, premier, talismã, ouromel, tropical, aurora, el dourado.

Irrigações

Periódicas após o plantio e durante florescimento e frutificação

Poda

De formação e frutificação

Frutificação

A partir do 30 ano após o plantio, nos meses de setembro a fevereiro

Colheita

Em média 45kg por planta/ano

Pragas e doenças

Mosca-das-frutas, mariposa-oriental pulgão e conhonilha; podridão parda e ferrugem

Fonte: www.todafruta.com.br

Pêssego

Pêssego

O pêssego é uma fruta que se desenvolve melhor em regiões de temperatura baixa e por isso são mais cultivados no Rio Grande do Sul e Paraná. Arredondado ou alongado, a pele do pêssego é aveludada e tem coloração que varia entre o branco, o amarelo e o vermelho.

A polpa tem coloração amarela ou branca, é suculenta, doce e tem um aroma agradável. Em seu interior aloja-se um caroço bastante duro, que dependendo da variedade encontra-se solto ou aderente à polpa.

Os pêssegos de caroço solto tem a polpa mais macia e são de digestão mais fácil, sendo mais adequado para ser consumido ao natural. Os pêssegos de caroço aderente tem a polpa mais dura, sendo mais apropriado para o preparo de compotas.

Destaque Nutricional

O pêssego é uma fruta excelente do ponto de vista nutritivo, pois possui apresciável teor de vitaminas A, C e D e sais minerais, principalmente potássio.

Porção 100g
Kcal 43
Carboidrato 11.10
Proteina 0.7
Gordura 0.09
Colesterol 0
Fibras 1.8

Fonte: www.batuquenacozinha.oi.com.br

Pêssego

Pêssego

Nutritivo e versátil, o pêssego pode ser saboreado fresco, acrescentado a saladas de frutas ou cozido com carnes e aves. Ele também pode ser assado, grelhado ou escaldado para fazer bolos, tortas e outras sobremesas, como pêssegos em calda.

O pêssego fresco é uma fonte pouco calórica de vitaminas antioxidantes. Uma fruta de tamanho médio contém apenas 35 calorias. Ele é rico em uma fibra solúvel, a pectina, que ajuda a reduzir o colesterol sangüíneo. Os pêssegos enlatados e congelados contêm níveis mais baixos de vitaminas A e C e contêm mais calorias que os frescos.

O pêssego deve ser pesado, o que é um sinal de poupa suculenta, e deve ter um odor doce. A pele deve ser macia e com uma tonalidade amarelada ou avermelhada. Evite pêssegos machucados.

Ao comprar pêssegos verdes, coloque-os em um saco de papel e deixe-os em temperatura ambiente para apressar o amadurecimento. Guarde as frutas maduras na geladeira.

Fonte: culinaria.terra.com.br

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