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Peste Negra



Peste Negra

A Peste Negra é uma das doenças mais fatais e perigosas que existe.

A Peste negra ou peste pneumônica é uma infecção pulmonar causada pela bactéria, Yersínia pestis.

A grande maioria dos indivíduos contaminados e não tratados morre nas 48 horas que sucedem o início dos sintomas.

A doença é transmitida ao ser humano através das pulgas dos ratos-pretos, ratazanas, coelhos, marmotas, esquilos ou outros roedores.

Os surtos de peste bubônica têm origem em determinados focos geográficos onde a bactéria permanece de forma endêmica, como no Himalaia e na região dos Grandes Lagos Africanos.

As restantes populações de roedores infectados hoje existentes terão sido apenas contaminadas em períodos históricos.

Transmissão

A peste nos humanos é causada pelo contato com roedores infectados.

As pulgas dos roedores recolhem a bactéria do sangue dos animais infectados, e quando estes morrem, procuram novos hóspedes.

Entretanto a bactéria multiplica-se no intestino da pulga.

Cães, gatos e seres humanos podem ser infectados, quando a pulga liberta bactérias na pele da vítima.

A Y. Pestis entra então na linfa através de feridas ou micro abrasões na pele, como a da picada da pulga.

Outra forma de infecção é por inalação de gotas de líquido de espirros ou tosse de indivíduo doente.

A bactéria entra por pequenas quebras invisíveis da integridade da pele.

Daí espalha-se para os gânglios linfáticos, onde se multiplica.

Sintomas

Após no máximo sete dias, em 90% dos casos surge febre alta, mal estar e os bulbos, que são protuberâncias azuladas na pele.

São na verdade apenas gânglios linfáticos hemorrágicos e inchados devido à infecção. A cor azul-esverdeada advém da degeneração da hemoglobina.

O surgimento dos bulbos corresponde a uma taxa média de sobrevivência que pode ser tão baixa como 25% se não for tratada.

As bactérias invadem então a corrente sanguínea, onde se multiplicam.

As hemorragias para a pele formam manchas escuras, de onde vem o nome de peste negra.

Do sangue podem invadir qualquer órgão, sendo comum a infecção do pulmão.

A peste pneumônica pode ser um desenvolvimento da peste bubônica ou uma inalação direta de gotas infecciosas expelidas por outro doente.

Há tosse com expectoração sanguinolenta e purulenta altamente infecciosa.

A peste inalada tem menor período de incubação (2-3 dias) e é logo de início pulmonar, sem bulbos.

Após surgimento dos sintomas pulmonares a peste não tratada é mortal em 100% dos casos.

Mesmo se tratada com antibióticos, exceto se na fase inicial, a peste tem ainda uma mortalidade de 15%.

Diagnóstico

O diagnóstico é feito por recolha de amostras de líquido dos bulbos, pus ou sangue e cultura em meios de nutrientes para observação ao microscópio e análise bioquímica.

Prevenção

Evitar o contato com roedores e erradicá-los das áreas de habitação é a única proteção eficaz.

O vinagre foi utilizado na Idade Média, já que as pulgas e as ratazanas evitam o seu cheiro.

Contato de indivíduos infectados ainda hoje são postos em quarentena durante seis dias

Fonte: www.sempretops.com

Peste Negra

Europa - 1347

A doença introduzira-se na Europa através do porto Siciliano de Messina: os marinheiros de navios chegados da Ásia haviam contraído a moléstia durante a viagem.

A peste propagou-se rapidamente pela cidade e os mortos eram enterrados em vala comum. Não havia tempo para chora-los.

O mal desconhecido alastrava-se com rapidez e não escolhia suas vítimas.

Os manuais de medicina da época não mencionavam nada que recordasse outros males semelhantes àquela epidemia.

Levantavam-se hipóteses: sábios franceses acreditavam que a doença era provocada pelos terremotos que estavam abalando vastos territórios no Extremo Oriente.

Para eles, essas conturbações na crosta terrestre estariam contaminando o ar.

Enormes fogueiras foram acesas por toda a Europa, com o intuito de purificar a atmosfera.

Tudo inútil: a peste continuava a dizimar milhares de pessoas todos os dias.

Os marinheiros que sobreviveram à peste foram expulsos da cidade, mas isso não impediu que toda a Europa sofresse os efeitos da terrível praga.

Não se tratava de ira divina, como muitos pregavam, mas as péssimas condições de higiene do final da Idade Média.

Os autores são unânimes em afirmar que a Europa, no século XIV, era terreno propício à disseminação de epidemias: as cidades eram superpovoadas.

No século anterior, grandes contigentes humanos tinham-se deslocado para os centros urbanos, onde se processava intensa reativação das atividades econômicas, amortecidas desde a queda do Império Romano (século V).

Nas cidades onde a densidade populacional era maior, três pequenos cômodos serviam, em média, de morada para cerca de dezesseis pessoas.

Com ruas estreitas e tortuosas, essas cidades eram cercadas por altos muros, que serviam de proteção contra ataques de ladrões e bandos famintos que viviam nos campos.

As condições sanitárias eram precárias e só algumas cidades possuíam esgoto subterrâneo.

O hábito do banho não era generalizado entre as populações dessa época e os detritos das casas e das pequenas oficinas artesanais eram atirados às ruas e não havia serviço de coleta do lixo ali amontoado.

Essa situação, evidentemente, favorecia a proliferação de ratos e pulgas.

Um bacilo chamado Pasteurella pestis foi o causador da terrível moléstia.

A bactéria é transmitida pelas pulgas aos roedores, mas pode contaminar outros animais, inclusive o homem.

A peste manifestou-se, de início, com a morte repentina de um grande número de ratos em Messina. Os moradores estranharam o fato, mas só avaliaram o perigo a que estavam expostos quando a doença já contaminara a população.

Um pequeno tumor na perna ou no braço, do tamanho de uma lentilha, era a marca prenunciadora da morte rápida. Em menos de três dias, a pequena ferida espalhava-se pelo corpo da pessoa contaminada. Quando o doente passava a vomitar sangue, era sinal de que a bactéria penetrara os aparelhos digestivo e respiratório. A vítima falecia em poucas horas.

O perigo da contaminação levou populações inteiras a abandonar as cidades em direção ao campo.

Entre os fugitivos, porém, havia centenas de pessoas que já portavam o mal.

Dessa forma, a doença se propagou entre as populações camponesas.

Poucos anos depois, cerca de 25 milhões de pessoas tinham sido dizimadas pela doença.

Milhares de camponeses deixaram a lavoura e passaram a viver como nômades, vagando por diferentes países da Europa.

A catástrofe não tardou a afetar todo o sistema de produção de bens.

A falta de alimentos permitiu que muitos comerciantes fizessem fortuna com a especulação enquanto a miséria aumentava.

Bandos de famintos lançaram ao saque e o terror vigorou nas cidades. O desespero fazia o povo buscar refúgio na religião e estranhos profetas viajavam de cidade em cidade arrastando atrás de si multidões de peregrinos.

Para os historiadores, a peste negra foi um dos fatores que impulsionaram os levantes camponeses da época e que culminaram, como na Inglaterra, com a própria desagregação do sistema feudal.

Fonte: www.geocities.com

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