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PILHAS E BATERIAS

LIXO TÓXICO DENTRO DE CASA

As pilhas e baterias, quando descartadas em lixões ou aterros sanitários, liberam componentes tóxicos que contaminam o solo, os cursos d'água e os lençóis freáticos, afetando a flora e a

Produção de Lixo no Brasil

Segundo o IBGE são produzidas diariamente 200 mil ton. de lixo no Brasil. Tomando-se por base o seguinte:

Cidade pequena: 500 g/hab
Cidade média: 700 g/hab
Cidade grande: 1 kg/hab

Classificação dos Resíduos (CONAMA - Cons. Nacional do Meio Ambiente)

CLASSE 1 - Resíduos Perigosos: são os que apresentam periculosidade ou uma das seguintes características - inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxidade ou patogenicidade.

CLASSE 2 - Resíduos Não Inertes: são os que podem ter propriedades tais como combustibilidade, biodegradabilidade ou solubilidade em água. Os resíduos domésticos são assim classificados.

CLASSE 3 - Resíduos Inertes: são aqueles que submetidos a um contato estático ou dinâmico com a água destilada ou desionizada, à temperatura ambiente, não têm nenhum de seus componentes solubilizados em concentrações superiores aos padrões de potabilidade da água.

Destino Final dos Resíduos Sólidos

Disposição a céu aberto (LIXÃO)

96% dessas 200.000 ton. de resíduos domésticos são lançadas diariamente no meio ambiente sem nenhum cuidado especial, ou seja, terão seu destino final em algum lixão. Isto acontece em 60% das cidades do país.
A maioria dos municípios do Brasil possui áreas comprometidas por causa dessa prática. Sem nenhum controle sanitário ou ambiental o lixo acarreta graves problemas de saúde pública, relacionados com a proliferação de vetores de doenças.

Segundo o Laboratório de Engª Sanitária e Ambiental da Universidade Federal de Viçosa (UFV) de Minas Gerais, a má gestão destes resíduos é responsável por 65% das doenças no Brasil.

Aterro Sanitário (Resíduos de Classe II)

O chamado aterro simples, a curto prazo, é o mais barato. Já o aterro sanitário, acompanhado do tratamento e reciclagem, é uma das mais corretas e lucrativas formas de se resolver o problema. Exige tratamento do chorume e monitoramento permanente.

Aterro Industrial (Resíduos de Classe I)

- Maior exigência de controle ambiental
- Capas impermeabilizantes mais fortes e seguras
- Compartimentalização e dreno sentinela
- Não pode emanar gases nem produzir chorume
- Drenagem superficial da água

Fonte: www.reciclarepreciso.hpg.ig.com.br

PILHAS E BATERIAS

"Um processo físico envolve meramente uma mudança de estado da substância: se ela era líquida, passa a ser sólida ou se torna gasosa, mas não deixa de ser a mesma substância; um processo químico altera a substância, que passa a ser uma nova substância. Um processo químico é geralmente evidenciado por processos luminosos, térmicos ou elétricos."

A Eletricidade da Química tem um nome: Oxidação e Redução.

Os átomos possuem elétrons de valência, ou seja, aqueles que vão ser trocados ou compartilhados com outros átomos para a formação de compostos durante as reações químicas. Logo, esses elétrons estão mais ou menos disponíveis para serem movidos de um lado para outro. Uma experiência simples, do tipo que se pode fazer em casa, é a seguinte: tenha em mãos um copo, água sanitária ou alvejante, vinagre, tintura de iodo daquelas compradas na farmácia como anti-séptico, e qualquer peça de metal galvanizado, por exemplo preguinhos ou tachinhas; o processo de galvanização é o de se cobrir um metal com uma fina camada de zinco, para que o metal não sofra corrosão.

Coloque as tachinhas, ou o que você achar que seja galvanizado, num copo, cubra com a tintura de iodo. Essa tintura é bastante escura, de uma cor assim meio púrpura, meio violeta. De tempos em tempos pegue o copo e agite o conteúdo. Você verá que em meia hora, mais ou menos, a coloração da tintura vai mudar, ficando cada vez mais clara, mais pálida.

A próxima etapa é mais emocionante, e para observá-la melhor, precisamos de mais um copo. Com cuidado, transfira só a parte líquida do copo anterior, deixando para trás as tachinhas, ou o que você estiver utilizando. À esse novo copo contendo a tintura que perdeu a cor original, você adiciona algumas gotas de água sanitária: imediatamente a cor púrpura da solução original vai retornar. Pode acontecer ainda a formação de "caroços" coloridos no meio da sua solução, é só adicionar um pouquinho do vinagre que esses caroços vão desaparecer, e a solução vai ter a aparência da tintura original, nem mais, nem menos.

O que acontece nesse processo, a perda e a regeneração da cor da tintura, é o resultado dos elétrons de uma substância sendo transferidos para outras substâncias. A cor violeta do iodo (I2) elementar vai se perdendo à medida em que ele vai reagindo com o zinco das peças galvanizadas, formando íons iodeto, I-, que são incolores. No processo, o zinco é transformado em cátions. A reação química pode ser resumida em:

I2 + Zn = 2I- + Zn+2

E a tintura perde a cor. O alvejante possui vários ingredientes, principalmente íons hipoclorito (ClO-) que reagem com os iodetos, retransformando-os em iodo, o que restaura a cor da solução. Nesse ponto é que podem acontecer os "caroços" na solução, pois os íons Zn+2 podem ser transformados em hidróxido de zinco que é insolúvel em água, e forma um tipo de uma pasta, daí que o vinagre, que contém o ácido acético, vai solubilizar tudo:

Zn+2 + 2OH- = Zn(OH)2 (hidróxido de zinco)

Zn(OH)2 + 2CH3-CO2H à Zn+2 + 2CH3-CO2- + 2H2O

E toda a solução "parece" ter voltado ao normal. O tipo de química que aconteceu em nossa pequena experiência, com elétrons se movendo de uma substância para outra é o mesmo tipo de química que acontece com uma das coisas mais corriqueiras da nossa vida, a pilha elétrica.

Uma pilha clássica consiste de um pino de carbono (carvão poroso) imerso em uma mistura úmida de cloreto de amônia (Nh2Cl), cloreto de zinco (ZnCl2) e dióxido de manganês (MnO2). Uma peça de metal é colocada no topo do pedaço de carvão e é um dos contatos da pilha. Muito material isolante separa o carvão e sua cabeça de metal da casca da pilha, que no fundo, no fundo, não passa de um "copo", feito de zinco, que suporta todo o conteúdo. Tecnicamente falando, essa descrição corresponde à uma célula seca zinco-carbono.

A química que ocorre entre o zinco da casca da pilha e a mistura úmida, preta, do seu interior é bastante complexa, mas podemos mencionar o que acontece quando, por exemplo, colocamos a pilha numa lanterna, e ligamos o contato.

Quando a gente liga a lanterna, nós completamos um circuito. Um circuito é o caminho por onde passam os elétrons. O circuito permite aos elétrons saírem da casca de zinco (lembre-se de nossa experiência, o Zn passando a Zn+2 portanto "perdendo" elétrons), viajando até a lâmpada por uma parte do circuito que é construído dentro da lanterna - em geral uma placa metálica que serve de condutora - viaja pela lâmpada, o que causa a lâmpada se acender, voltam à pilha através do contato metálico no topo do carvão, atravessam o carvão e vão provocar reações químicas pela pasta úmida negra dentro da pilha. O que acabamos de descrever é uma corrente elétrica, ou seja, a passagem de elétrons através de um circuito. É essa eletricidade que move nossos relógios, rádios, lanternas, e o que há. Nas pilhas de lítio, nas alcalinas, de mercúrio e de outros tipos, é sempre a casca de metal que é a provedora dos elétrons. Em todos os casos, a química que acontece dentro delas é bem complicada.

Entretanto, nós podemos imaginar o tipo de reações que acontecem lá, se nós lembrarmos de nossa experiência caseira, a do zinco com o iodo:

Zn0 + I2 à

Leia-se (o zinco metálico, sem carga) + (iodo elementar, sem carga) à

Zn+2 + 2 I-

Leia-se (cátions zinco, perderam 2 elétrons cada) + (ânions iodeto, cada iodo ganhou um elétron)

E temos aí um tipo particular de reação química chamada REDOX, ou de oxidação e redução. Quando o zinco perde elétrons, dizemos que ele SE OXIDA, e o chamamos de agente redutor, pois ele vai forçar o iodo a ganhar elétrons, cujo processo a gente chama de REDUÇÃO. Pensando pelo lado contrário, o iodo ganha elétrons, SE REDUZ, daí o chamamos de agente oxidante, pois ele vai causar a oxidação do Zinco - que perde os elétrons, lembra-se? Confuso? Nem tanto. Veja:

Agente oxidante ganha elétrons e se reduz: I2 + 2e- à 2 I-

Agente redutor perde elétrons e se oxida: Zn à Zn+2 + 2e-

E é basicamente isso que acontece na pilha. A casca metálica cede elétrons ao interior quando o circuito é fechado -vai aos poucos se oxidando, enquanto que a mistura no interior da pilha vai se reduzindo. No interior da pilha carbono-zinco, a mistura cloreto de zinco/dióxido de manganês serve para "repor" o zinco gasto pela casca, e assim dar longa vida à pilha; mas os processos químicos são complicados, e a pilha finalmente perde o poder de gerar corrente elétrica, e... gasta.

A tendência dos elétrons moverem-se de um ponto a outro em um circuito, ou POTENCIAL, é medida em Volts, em homenagem a Alessandro Volta, o físico italiano que em 1800 desenvolveu a pilha de Volta, que era uma camada sucessiva de discos de prata (ou cobre), papel molhado com uma solução salina, e discos de zinco. Ligando-se a prata (ou cobre) ao zinco, fechava-se o circuito. Quanto maior a voltagem, maior a "pressão" que move os elétrons pelo circuito, ou dito de outra forma, maior a força que move um elétron de ponta a ponta dentro de um circuito. Já o Ampere, ou amp, mede a velocidade do fluxo da corrente elétrica. O nome reverencia André Marie Ampére, um físico francês contemporâneo de Volta e que também fez experimentos pioneiros com eletricidade e magnetismo. Sob condições normais, nós humanos só estaremos em perigo frente à eletricidade quando o conjunto alta voltagem e alta amperagem acontecerem ao mesmo tempo, como num raio, por exemplo, ou dentro de um equipamento elétrico, como uma televisão, ou mesmo um computador, aonde tem aquelas "partes" com selos "não mexa, não existem aqui dentro partes que possam sofrer manutenção". A voltagem das pilhas comuns é muito baixa, 1,5 Volts, para nos causar qualquer dano. Mesmo as baterias de automóvel, que podem gerar centenas de Amperes, é liberada a um potencial pequeno (12V) que não pode, em condições normais, causar nenhum dano sério. Da mesma forma, uma alta voltagem que libera um número insignificante de amperes também não causa danos. Tente arrastar os pés num carpete num dia bem seco, se carregar bem de eletricidade estática, e então toque em alguém. Vai sair faísca, você irá liberar milhares de volts, mas o choque vai ser pequeno (o susto na outra pessoa vai ser proporcionalmente grande!). A alta voltagem pode, entretanto, causar danos em equipamentos sensíveis, como destruir os dados do seu computador, estragar fitas magnéticas, e o que há.

Bom. O certo é que as pilhas funcionam porque quando fechamos o circuito, como quando ligamos o walkman, nós produzimos um caminho por onde os elétrons do agente redutor podem ser levados até o agente oxidante. O POTENCIAL com que as várias espécies se oxidam, ou se reduzem (a tendência, lembra-se?) se encontra tabelado em muitos livros. No nosso exemplo:

Zn à Zn+2 + 2e- = + 0,76 V

e

I2 + 2e- à 2 I- = + 0,54 V

E que somadas, Zn + I2 à Zn2+ + 2I- terão uma voltagem positiva de 1,30 V.

Toda a reação redox cuja voltagem é positiva ocorre espontaneamente, e dessa forma, estarão disponíveis a produzir correntes elétricas quando cada meia cela (Zn) (I2) estiver separada, e de algum modo, fechamos o circuito, o que equivale a construir uma ponte por onde podem fluir os elétrons do agente redutor até o agente oxidante.

As pilhas mais comuns encontradas no mercado, além da tradicional zinco-carbono que libera cerca de1,5 V são as alcalinas, que contém ainda hidróxido de potássio; ela libera a mesma energia, mas a sua duração é mais longa. Baterias mais especializadas, como as utilizadas em relógios por exemplo, como a de lítio, usa o litio ao invés do zinco como agente redutor e produz cerca de três volts. A pequena pilha de prata envolve a reação entre zinco e Ag2O. A pilha recarregável de níquel-cádmio envolve uma reação entre cádmio e um óxido de níquel. O problema é que o cádmio é venenoso, e essas baterias, comuns nos celulares hoje em dia, já estão se tornando em um problema de poluição ambiental e, em nenhuma circunstância, devem ser jogadas no lixo, e sim entregues à empresas de reciclagem.

Uma pilha chumbo/ácido, como a dos automóveis, gera eletricidade por uma reação química mais simples que das pilhas mencionadas. As BATERIAS têm várias qualidades, podem ser carregadas e descarregadas várias vezes, são baratas, considerando que seu tempo de vida mínimo, em condições normais de uso é de pelo menos um ano inteiro, é pequena e leve, podendo ser levada facilmente por veículos, tratores, etc.

Internamente a bateria consiste de dois tipos de placas imersas em ácido sulfúrico e água. Uma delas é uma forma esponjosa de chumbo, que serve como o anodo, o pólo da bateria que providencia os elétrons que irão viajar pelo circuito externo. A outra placa é de dióxido de chumbo, PbO2, que serve como o catodo, o polo da bateria que recebe os elétrons depois deles passearem pelo circuito externo. Como quem quer que seja que esteja fornecendo os elétrons o faz por oxidação, é esse o processo que vai acontecer no anodo, enquanto que é no catodo que se passa o processo correspondente de redução. Assim, quando se liga um carro, a bateria dá um tranco no motor através de uma combinação da oxidação do anodo de chumbo e da redução do catodo de dióxido de chumbo.

Na oxidação: Pb + H2SO4à PbSO4 + 2H+ + 2e- (+0,36V)

Na redução: PbO2 + H2SO4 + 2H+ + 2e- à PbSO4 + 2H2O (+1,68V)

Somando as duas meia celas (o nome de cada reação em separado é meia cela) nos temos a reação que acontece quando ligamos o carro. Somando as voltagens nós vemos que o potencial total é cerca de +2 V, indicando que a reação é bastante expontânea. Assim, a bateria descarrega, ligando o veículo. Aliás, a energia eletroquímica pode se esvair facilmente da bateria, quando por exemplo nos esquecemos de desligar os faróis à noite. No dia seguinte o carro não pega porque mesmo o alternador quanto o gerador, duas peças que existem no carro, geram voltagens muito baixas, que só servem para manter o veículo funcionando depois dele ter sido "ligado" pela corrente da bateria.

A grande vantagem das baterias é que elas são recarregáveis: enquanto o motor estiver rodando, seja na estrada ou simplesmente parado num farol vermelho, o gerador e o alternador estarão continuamente recarregando a bateria pelo fato de reverterem a reação redox. A corrente entra na bateria e reconverte o sulfato de chumbo e água em chumbo esponjoso, dióxido de chumbo, e ácido sulfúrico:

Recarga: 2PbSO4 + H2O à Pb + 2H2SO4 + PbO2

O potencial dessa reação é igual à soma das duas meia celas que começaram o processo, mas com sinal negativo (cerca de -2 V, ou exatamente -2,04 V). Isso implica que o processo não é expontâneo, ou seja, a bateria não pode se recarregar sozinha. Note que os potenciais das reações são sempre de cerca de 2 volts, enquanto que uma bateria comum é de 12 volts; isso significa que são necessários 6 pares Pb/PbO2 ligados em série para promover a energia total, da mesma forma que duas pilhas são encostadas, polo positivo de uma ao polo negativo de outra, para gerar juntas os 3 V necessários para alimentar uma lanterna comum.

O importante a ser sempre lembrado é que as reações de meia cela (oxidação e redução) acontecem na superfície dos eletrodos - o catodo e o anodo. Uma experiência bem simples e bonita pode ser feita em casa. Num copo, coloque uma solução de sulfato de cobre. Esse sulfato pode ser achado em lojas de jardinagem, pois é bastante utilizado como anti pragas de jardim. Nele, coloque uma tira de zinco (algo galvanizado serve, mas com o próprio zinco o efeito é mais bonito). Você verá que aos poucos pedacinhos de cobre metálico marrom vão se formar na superfície da placa de zinco, enquanto essa mesma placa vai "desaparecendo". Como a solução de sulfato de cobre é de um bonito azul, devido à presença de íons Cu+2, a formação de cobre metálico faz com que a coloração fique visivelmente menos intensa, até tornar-se incolor, quando todo os íons cobre se tornarem cobre metálico. A reação é:

Zn + Cu+2 à Zn+2 + Cu

Você poderia dividir a reação acima em meias celas, deduzir quem é o agente oxidante e quem é o redutor, e mostrar, utilizando uma tabela de potenciais de oxiredução o porquê da reação ser expontânea?

Fonte: inorgan221.iq.unesp.br

PILHAS E BATERIAS

O lixo é matéria prima fora do lugar. A reciclagem e a coleta seletiva são fatores de combate ao desperdício e à poluição. Várias doenças de origem ambiental têm seu início no descarte de plásticos, pilhas e outros produtos no meio ambiente.

Depois de muito trabalho, muita luta e empenho, aumentou a percentagem de reciclagem do papel. E só depois que as empresas passaram a pagar é que as latas de alumínio começaram a ser reaproveitadas, pelo menos em sua maior parte. Leis recentes determinam procedimentos semelhantes para o PET - o plástico duro das garrafas dos refrigerantes - que entope os rios e provoca inundações.

As pilhas e baterias são o problema mais sério: trata-se de lixo químico perigoso e persistente na cadeia alimentar. Neste caso, além das empresas que produzem e comercializam, e que têm a responsabilidade principal, todos nós também somos responsáveis. Poluímos diariamente a natureza e colocamos em risco a nossa saúde com os metais pesados das pilhas. Mas há alternativas e meios de se reverter esse processo. Mas primeiro é importante criar consciência.

O QUE SÃO PILHAS E BATERIAS

As pilhas e as baterias são uma mini usina portátil, que transforma energia química em energia elétrica. Podem se apresentar sob várias formas (cilíndricas, retangulares, botões, etc.) conforme a finalidade a que se destinam. Elas possuem determinadas substâncias químicas que, quando reagem entre si, produzem energia elétrica, ou seja, fazem funcionar o radinho, o relógio, o celular, o brinquedo, etc.

O problema é que essas substâncias químicas presentes nas pilhas e baterias são ALTAMENTE TÓXICAS, e podem fazer mal à homens e animais. Por isso, elas vêm se tornando o centro das atenções dos ecologistas e da sociedade como um todo.

Uma pilha comum contém pelo menos três metais pesados: zinco, chumbo e manganês. A pilha alcalina contém ainda o mercúrio. Além dos metais pesados, as pilhas e baterias possuem ainda elementos químicos perigosos, como o cádmio, cloreto de amônia e negro de acetileno.

As pilhas são classificadas de acordo com seus sistemas químicos, podendo haver em cada um deles mais de uma categoria. As categorias são representadas por letras, que normalmente vêm impressas nas pilhas. Além disso, as pilhas podem ser recarregáveis ou não, sendo divididas em primárias (não recarregável) e secundárias (recarregáveis).

A Tabela 1 mostra a classificação das pilhas de acordo com seus sistemas químicos e suas aplicações.

Tipos de Pilhas:
PRIMÁRIAS
Código Uso Comum
Zinco carvão
- Propósitos gerais
Alcalina de manganês
L Propósitos gerais
Lítio
C Relógios e equipamentos fotográficos
Óxido de mercúrio
N,M Aparelhos auditivos e equipamentos fotográficos
Óxido de prata
S,S Relógios eletrônicos e calculadoras
Zinco ar
A,P Aparelhos auditivos
Tipos de Pilhas:
SECUNDÁRIAS
Código Uso Comum
Níquel cádmio
(recarregável)
  Ferramentas eletroportáteis sem fio e propósitos gerais
Chumbo-ácido
(recarregável)
  Eletroportáties, brinquedos, etc.

ONDE ESTÁ O PERIGO

O perigo ocorre quando se joga uma pilha ou bateria fora, no lixo comum, pois há o risco desses metais pesados e elementos químicos perigosos entrarem na cadeia alimentar humana, causando sérios danos à saúde. Veja por que:

As duas formas mais comuns de destinação final do lixo são aterro sanitário e usina de compostagem.

A pilha, quando jogada fora no lixo comum, vai para um local chamado de aterro sanitário, que fica à céu aberto. Uma vez exposta ao sol, vento, chuva e umidade, as pilhas e baterias se oxidam e rompem o invólucro de proteção. Os metais pesados e elementos químicos perigosos saem misturados a um líquido que acaba contaminando todo o lixo ao redor, podendo atingir o lençol freático local.

Além disso, muitos aterros sanitários ficam próximos de rios e córregos, que também acabam sendo contaminados por essas substâncias químicas tóxicas. Portanto, essas substâncias químicas tóxicas chegam à cadeia alimentar humana via irrigação da agricultura ou pela ingestão da água ou alimento contaminado.

Na usina de compostagem, as pilhas são misturadas no composto orgânico que está sendo formado, girando no biodigestor por 48 horas. Algumas são amassadas e moídas, e se rompem, despejando os metais pesados por todo o composto. Na saída do tubo giratório do biodigestor há uma rede que impede a passagem das pilhas. O lixo moído é disposto em montes a céu aberto, sendo remexido semanalmente, por três meses. Neste período, ocorrem novos vazamentos e os metais pesados e outras substâncias químicas tóxicas se misturam ao composto, que será usado como adubo depois.

Existem usinas de compostagem em algumas cidades do interior de São Paulo que utilizam trituradores, aumentando substancialmente as chances de contaminação, pois todo o conteúdo da pilha mistura-se ao composto orgânico.

PENSE DUAS VEZES ANTES DE JOGAR FORA, POR AÍ, SUAS PILHAS E BATERIAS USADAS.

O MAL QUE CAUSAM

Algumas substâncias tóxicas que compõem as pilhas e seus efeitos sobre a saúde humana
Substância
Tipo de contaminação
Quantidade
Efeito
Mercúrio
Toque e inalação
Extremamente tóxico mesmo em pequenas quantidades.
Estomatites, lesões renais, afeta o cérebro e o sistema neurológico. Acumula-se no organismo.
Cádmio
Inalação e toque Altamente tóxico mesmo em pequenas quantidades. Acumula-se no organismo. Provoca disfunção renal e problemas pulmonares.
Zinco
Inalação
Só é perigoso em grandes quantidades
Problemas pulmonares.
Manganês
Inalação
É perigoso mesmo em pequenas quantidades.
Afeta o sistema neurológico, provoca gagueira irreversível e insônia.
Cloreto de Amônia
Inalação
Perigoso mesmo em pequenas quantidades.
Acumula-se no organismo e provoca asfixia.
Chumbo
Inalação e toque
Extremamente tóxico mesmo em pequenas quantidades.
Disfunção renal e anemia quando absorvido pela pele ou pulmão.

O QUE DIZ A LEI

No Brasil, não é preocupação prioritária a disposição final de pilhas e baterias usadas. A grande maioria dos brasileiros não sabe que PILHAS E BATERIAS SÃO LIXO QUÍMICO, QUE PODEM CAUSAR DANOS SÉRIOS À SAÚDE e que devem ter uma destinação final diferenciada do lixo comum.

A produção brasileira de pilhas é cerca de 670 milhões de unidades por ano, sendo basicamente de pilhas zinco-carvão e alcalinas. Porém, muitos outros tipos de pilhas entram no país através da importação de equipamentos eletrônicos (relógios, calculadoras, etc.), eletroportáteis e brinquedos. Todas, entretanto, vão parar no lixo comum.

Só em São Paulo, são descartadas 152 milhões de pilhas comuns e 40 milhões de alcalinas por ano (dados da CETESB).

No Estado do Rio de Janeiro foi sancionada a Lei 3.183, de 28 de Janeiro de 1999, de autoria do Deputado Carlos Minc, regulamentando o serviço de coleta e disposição final para pilhas e baterias, e equiparando pilhas e baterias a lixo químico.

O Conselho Nacional de Meio Ambiente (CONAMA) baixou sobre o assunto a Resolução Nº 257/99, publicada no Diário Oficial da União de 22 de julho de 1999.

A EXPERIÊNCIA DOS OUTROS:

1. Alemanha: Em 1992, enquanto não havia lei impedindo detritos perigosos junto aos outros tipos de lixo, o Ministério do Meio Ambiente já havia conseguido a retirada de componentes venenosos na fabricação de vários produtos de consumo de massa, e o compromisso por parte de lojas e revendedores, de aceitar de volta lixo doméstico considerado perigoso, inclusive pilhas. Em Berlim, existe coleta seletiva especial para resíduos perigosos.

2. Suíça: Através de método desenvolvido pelos japoneses, os suíços formaram a primeira unidade mundial de escala comercial para a reciclagem em escala comercial de pilhas velhas de uso doméstico. Em Berna, há uma usina que recupera a maior parte dos metais de uma forma comercializável e trata os líquidos e gases refugados. Um decreto aprovado pelo governo em 1986, classificando as pilhas secas como rejeito especial para o qual não havia locais adequados de diposição na Suíça, e outro de 1989, que obriga os varejistas, a receber de volta as pilhas usadas, impulsionou pesquisas para encontrar um processo ecologicamente saudável de disposição e reciclagem.

O PROCESSO

I) Primeiramente, as pilhas passam por um cuba de alto-forno, onde os componentes orgânicos são decompostos pelo calor e a maior parte do mercúrio evapora. Os gases refugados são, então, completamente queimados num incinerador a 1.000/1.200 graus centígrados. As partículas sólidas de óxido de zinco, óxido de ferro e carbono são retiradas por lavagem do gás quente, que é então refrigerado, e o mercúrio condensado. O mercúrio também é destilado da água da lavagem.

II) Os resíduos das pilhas queimadas são então depejados no forno de indução, onde os óxidos de zinco, ferro e manganês são fundidos a temperaturas entre 1.450/1.500 graus centígrados e reduzidos a suas formas metálicas.

III) Acrescenta-se carbono ao já presente em alguns eletrodos de pilhas, para atuar como agente redutor. O vapor metálico é recolhido para um condensador de zinco e os metais restantes principalmente ferro, manganês, além de uma escória inerte com aparência de vidro, são continuamente drenados.

3. São Paulo: Apesar de não estar sendo praticado, a Cetesb possue projeto para coleta seletiva de lixo doméstico perigoso que se chama, "Programa Estadual de Controle de Poluição Industrial". Ele visa além da coleta, com postos de entrega de pilhas, embalagens de spray, lâmpadas fluorescentes e frascos de remédio, o reaproveitamento dos componentes químicos destes resíduos. No caso das pilhas comuns, é possível reaproveitar pelo menos dois componentes - zinco e folha de flandres - e, nas pilhas alcalinas, mercúrio, dióxido de manganês, plástico, latão, sais de zinco e potássio.

4. Indústrias de pilhas: A "Eveready" está produzindo pilhas com menos mercúrio. Segundo Terry Telzrow, as pilhas atuais contém 0,03 mg/l, quando o padrão aceitável é 0,2 mg/l.

5. A Associação Européia dos Fabricantes de Pilhas - EUROPILE, que congrega 12 fabricantes significativos, publicou em abril de 1991 um documento de posicionamento em relação ao assunto. Nesse, a seguinte orientação dada:

1º reduzir o teor de substâncias potencialmente perigosas presentes nas pilhas até os valores mais baixos que a tecnologia possa conseguir;
2º encorajar a recuperação de substâncias perigosas contidas nas pilhas, onde a redução não é tecnicamente possível.

As pilhas que caem na segunda categoria são as de:

- óxido de mercúrio;
- níquel 1-cádmio (recarregável);
- chumbo-ácido (recarregável).

Ainda, segundo a EUROPILE

restringir a coleta e reciclagem aos três tipos de pilhas mencionados faz sentido porque esses contêm basicamente todas os materiais perigosos presentes nas pilhas;

a restrição da coleta aos tipos de pilhas mencionados melhora a eficiência da coleta, simplifica os requisitos de separação de pilhas, maximiza a recuperação, simplifica a tecnologia de recuperação de materiais e minimiza custos, além de aumentar o valor comercial dos materiais recuperados;

coletar e reciclar outros tipos de pilhas, além dos mencionados não trazem benefícios porque esses não têm quantidades significativas de materiais perigosos e os outros materiais que os compõem têm baixo valor comercial em relação ao que seria dispendido para sua recuperação. Além disto, a coleta e recuperação das pilhas, cuja reciclagem é importante e viável, seria dificultada.

As orientações da EUROPILE vêm de encontro às diretrizes traçadas pela Comunidade Européia para pilhas, que são:

pilhas alcalinas de manganês não devem conter mais que 0,025% de mercúrio;

pilhas de óxido de mercúrio, cádmio, níquel e de chumbo ácido devem ser coletadas separadamente para reciclagem ou disposição especial.

Fonte: www.minc.com.br

PILHAS E BATERIAS

Essencialmente, uma bateria é um contentor cheio de químicos que produz elétrons. Enfim, é uma máquina eletroquímica, ou seja, uma dispositivo que cria eletricidade através de reações químicas.As baterias têm dois pólos, um positivo(+) e outro negativo(-). Os elétrons correm do pólo negativo para o pólo positivo, o que quer dizer que são colhidos no pólo negativo. Se os elétrons não viajarem do pólo negativo para o pólo positivo, a reação química não ocorre. Isto significa que a eletricidade só é gerada quando os dois pólos estão em contato, num circuito fechado, tal como numa aparelhagem ou um celular ligados e que a bateria quase não se gasta se arrumada quieta numa caixa.

A Gênese das baterias

A primeira bateria foi criada em 1800 por Alessandro Volta. Para tal, Volta construiu uma pilha com camadas alternadas de zinco, cartão embebido em água salgada e prata. Este arranjo ficou conhecido como a «pilha voltaica».No século XIX, antes da invenção do gerador elétrico (que não foi aperfeiçoado antes de 1870), a célula Daniell era muito usada. A célula Daniell usava líquidos como eletrólitos (o que a tornava uma pilha molhada), e usava cobre e zinco dispostos em placas.As pilhas modernas são geralmente pilhas secas (usam sólidos como eletrólitos) e podem basear-se numa gama muito variada de químicos.Para celulares, existem três tipos comuns de baterias: as NiCd, as NiMH e as de Lítio.

NiCd

As baterias de Níquel e Cádmio(NiCd) são umas das baterias para celulares mais comuns no mercado. Nestas baterias, o pólo positivo e o pólo negativo são arrumados juntos, o pólo positivo é coberto com hidróxido de Níquel e o polo negativo é coberto de material sensível ao Cádmio. São ambos isolados por um separador.As baterias NiCd vão perdendo vida. De cada vez que são recarregadas, o período entre os carregamentos vai encurtando. A voltagem da NiCd tende a cair abruptamente, ficando descarregadas de um momento para o outro após um período considerável de utilização.

mAh

A medida standard para a capacidade de uma bateria recarregável é o mili-ampere/hora(mAh). Isto significa que, se a energia produzida por uma bateria é um mAh, terá produzido um milésimo de ampere numa hora. As baterias normais de NiCd comportam entre 500 e 650 mAh. Mas há também outros designs que permitem chegar dos 1200 aos 1500 mAh. São, no entanto, maiores, mais pesados e mais caros.

NiMH

As baterias de Níquel Metal Hídrido(NiMH), que usam hidrogênio no seu processo de produção de energia, nasceram nos anos 70 das mãos do químico Standford Ovshinsky, mas só recentemente foram redescobertas para os celulares. A invulgar tecnologia das NiMH permite o armazenamento uma maior quantidade de energia. Tipicamente, conseguem armazenar cerca de 30% mais energia que uma NiCd de idêntico tamanho, embora alguns afirmem que este número é visto muito por baixo. São também baterias que não usam metais tóxicos, de modo que são amigas do ambiente.Muitas destas baterias são feitas com metais como o Titânio, o Zircônio, o Vanádio, Níquel e Crômio e algumas empresas japonesas têm experimentado, inclusive, outros metais como o raro Lântano.Isto torna as baterias NiMH muito mais caras que as NiCd.

Lítio

As baterias à base de iões de Lítio são as baterias mais recentes a conquistarem o mercado dos celulares. Conseguem um armazenamento muito superior de energia, aumentando consideravelmente o tempo de ação dos celulares. São também muito leves, pesando cerca de metade de uma NiCd equivalente.Apesar das baterias de Lítio serem muito caras as suas vantagens levaram a que se tornem equipamento de série para muitos modelos de celulares.

Ciclos Carga/Descarga

Os ciclos carga/descarga definem a vida funcional das baterias. À medida que um bateria é carregada e descarregada, a sua capacidade sofre alterações e após um certo número de ciclos, a bateria perde a validade e não consegue completar com sucesso as reações químicas.Uma bateria NiMH normal gasta-se ao fim de 400 a 700 ciclos, enquanto que uma NiCd, se bem manuseada, pode durar vários milhares de ciclos. A General Electric testou baterias NiCd para os satélites e conseguiu baterias capazes de trabalhar durante 17 anos, num total de 70 000 ciclos. No entanto, as baterias NiCd para celulares não chegam sequer perto, já que a concentração dos químicos para adquirirem grandes capacidades de energia leva à diminuição drástica dos ciclos, que podem reduzir-se a algumas centenas.Quanto às baterias de Lítio, duram entre 300 a 500 ciclos.Por outro lado, os recarregamentos das baterias NiMH e Lítio demoram muito mais tempo do que as baterias NiCd.

Auto-descarregamento

As baterias sofrem também de um efeito de auto-descarregamento, ou seja, perdem alguma energia quando não estão sendo usadas.No geral, as baterias não conseguem conservar toda a energia que contêm. Uma bateria de NiCd pode perder cerca de 10% da energia nas primeiras 24 horas (embora continue a perdê-la apenas a 10% por mês), e as baterias de NiMH têm uma taxa de auto-descarregamento ainda maior, devido aos átomos de Hidrogênio em fuga. Porém, se o auto-descarregamento for muito alto a bateria pode estar danificada. Um dos problemas pode ser um separador danificado, o que é irreparável. Normalmente, uma bateria com uma taxa de auto-descarregamento superior a 30% ao dia deverá ser descartada.

Excesso de Carregamento

O carregamento a mais pode também ser prejudicial. As baterias devem ser carregadas apenas o necessário, especialmente as baterias de NiMH. Um carregamento de uma noite quando apenas algumas horas bastariam, pode encurtar consideravelmente a vida de uma bateria. Segundo Jerry Wiles, da Batteries Plus, «há mais baterias a falharem por excesso de carregamento do que por abusos de outra ordem qualquer.

O Futuro das Baterias

A tecnologia das baterias é uma tecnologia difícil e cara e essa é uma das razões pelas quais o preço das baterias não tem decrescido como o preço de outros componentes. O futuro das baterias poderá passar pelo uso de polímeros, ou de micro-células de metanol que aumentariam a capacidade das baterias em cerca de 50 vezes. Por outro lado, algumas entidades têm vindo a desenvolver chips capazes de diminuir consideravelmente as necessidades de energia dos celulares

Qual a diferença entre produtos originais e genéricos?

A qualidade de um acessório ou uma bateria está na procedência de seus componentes ou células internas. Baterias originais utilizam células fabricadas no Japão pois são reconhecidas por sua qualidade e durabilidade. O problema é o
preço alto pago pela "marca". Por outro lado grande parte das baterias não-originais utilizam células de baixa qualidade.

Baterias e acessórios genéricos podem danificar o aparelho?

Os produtos "genéricos" de fabricação autorizada funcionam da mesma forma que os originais e não danificam os aparelhos.

Já as baterias e acessórios de produção não autorizada (falsificados) podem causar danos ao aparelho e normalmente (ou nenhum) prazo de garantia.

Autonomia

Ao comprar uma bateria a principal dúvida que surge é em relação à sua autonomia. É comum encontrarmos uma mesma bateria com informações diferentes sobre seu tempo de conversação e de espera (stand-by). Isto ocorre porque sua duração depende de diversos fatores que impossibilitam a especificação de sua autonomia pelo tempo. O tempo de fala e espera são influenciados por fatores como volume da campainha e do fone, ativação ou não do sistema de vibração (vibra-call), sistema utilizado pelo aparelho (CDMA, TDMA ou Analógico), intensidade do sinal no local entre outros. Por isso, a melhor maneira de diferenciar as mesmas é olhando para sua capacidade de carga (mAh).

Capacidade de Carga

As baterias menores costumam ter uma capacidade de carga em torno de 500 mAh e as de maior capacidade estão em torno de 1000 mAh. Existem também baterias com capacidade extra que podem chegar aos 2000 mAh, mas estas tornam o aparelho significativamente mais pesado. Logicamente, quanto maior for a capacidade de carga, maior será o tamanho da bateria. Em relação ao tamanho e peso, as baterias de Li-Ion levam vantagem pois são menores e mais leves que as de Ni-MH com mesma capacidade de carga. Quando sua necessidade for a maior autonomia possível para o aparelho, dê preferência para as baterias de Li-Ion de maior capacidade disponíveis. A capacidade de carga deve ser informada na etiqueta da bateria ou pelo fabricante da mesma.

Qual é o tempo de vida útil da minha bateria?

As baterias têm uma vida útil aproximada de 300 ciclos de recarga, variando conforme as condições de recarga, temperatura, cuidados de preservação, etc. Para descarregar uma bateria, utilize acessórios apropriados como as bases carregadoras com opção para descarga ou, deixe a mesma no aparelho até ele "apagar".

As baterias são a "alma" do celular e as de maior tempo de stand-by (espera) e talk-time(conversação) são as de tarja azul (Lítio-Ion).

Considera-se como stand-by quando o telefone celular permanece ligado, passível de receber ou realizar chamadas.

Considera-se como talk-time quando o telefone celular está sendo utilizado em conversação. O tempo de recarga para as baterias depende do tipo de carregador utilizado e do tipo de bateria utilizada. Normalmente o manual que acompanha o aparelho informa o tempo necessário para recarga. Alguns modelos de celular consomem mais energia, sendo portanto interessante que o comprador verifique antes de comprar qual o que mais lhe interessa, considerando não só as características de estética e peso, como também em função das demais facilidades de uso que o aparelho oferece (capacidade de rediscagem automática, etc.)

Como aumentar a capacidade e a vida útil de minha bateria?

Para que sua nova bateria alcance a capacidade máxima de carga, deverá permanecer no carregador durante 20 horas nas 3 primeiras cargas, esperando que a mesma se descarregue por completo antes da carga seguinte. Não utilize carregadores rápidos (carregador automotivo e carregador de viagem) nestas primeiras cargas e posteriormente utilize-os somente quando necessários, uma vez que estes reduzem a vida útil das baterias.

Caso você só possua este tipo de carregador reduza o tempo das cargas iniciais para 6 horas. As baterias de Níquel-Metal (Ni-MH) perdem sua capacidade de carga mais rápido com a continuidade de suas recargas ("efeito memória"). Para minimizar esta perda, descarregue completamente estas baterias uma vez por semana. As baterias de Lítion-Ion (Li-Ion) não possuem "efeito memória" e por isso suas descargas podem ser feitas com menor frequencia (mensalmente). Outra vantagem das baterias de Li-Ion (também conhecidas como "tarja azul") é o fato de serem mais leves que as de Ni-MH (também conhecidas como "tarja verde").

O que acontece se eu deixar a bateria por muito tempo no recarregador?

O excesso de carga diminui a vida útil da bateria e pode causar o aquecimento da mesma.

Que tipos de bateria de telefones celulares existem hoje no mercado?

São três modelos: níquel-cádmio, usado em aparelhos analógicos; níquel-metal-hidreto; e lítio-íon.
Estes dois últimos são utilizados pelos celulares da geração digital.

Qual a próxima geração de baterias?

Os modelos mais novos são feitos com polímeros. Eles apresentam um gel em sua composição química. São menores que os modelos de lítio-íon e duram mais tempo.

Todas as baterias de telefones celulares são afetadas pelo "efeito memória"?

Não. Os únicos modelos que podem sofrer este tipo de efeito são os fabricados com o composto químico de níquel-cádmio. Estas baterias são usadas nos modelos de celulares analógicos.

Como o sistema de recarga delas não é inteligente, a bateria deve ser zerada antes de ser plugada ao carregador. Isso acontece porque, neste caso, o carregador não consegue entender que deve completar a capacidade de carga da bateria, independentemente do resíduo que restar.

Os modelos de bateria que acompanham os celulares da geração digital não sofrem esse efeito. Neste time, estão as baterias lítio-íon e níquel-metal-hidreto.

Se as baterias de telefones digitais não são afetadas pelo "efeito memória", por que os fabricantes recomendam zerá-las antes de um novo processo de recarga?

A vida útil de uma bateria é composta por um número limitado de ciclos de carga. As baterias saem de fábrica programadas para durar, em média, 500 ciclos, o que equivale a dois anos de uso, sendo que alguns modelos podem chegar a 36 meses de utilização. Por isso, toda vez que a bateria é conectada ao carregador, um ciclo está sendo eliminado. Por esta razão, os fabricantes não aconselham que a bateria seja recarregada diariamente.

O ideal é esperar a carga terminar completamente para que se inicie um novo processo.

Como o usuário deve carregar a bateria pela primeira vez?

Os fabricantes comentam que, quando um celular é vendido, os funcionários da loja costumam dar uma carga mínima na bateria. Esta quantidade é suficiente para que o aparelho seja programado de acordo com os parâmetros da operadora de telefonia celular. Ao chegar em casa, o usuário deve esperar até que a carga seja totalmente zerada. Quando o aparelho deixar de funcionar, a bateria deve ser recarregada por 24 horas seguidas. A partir daí, ele poderá usá-la normalmente. Pode, inclusive, recarregá-la todos os dias, mas assim estará esgotando mais rápido os limitados ciclos da bateria.

Além de seguir as recomendações referentes aos procedimentos de carga e descarga, que outros
cuidados devem ser tomados para prolongar a vida útil das baterias de telefones celulares?

Um das primeiras advertências dos fabricantes para os donos de telefones celulares diz respeito à procedência dos periféricos que acompanham o telefone. Este time inclui baterias e carregadores.

O ideal, na opinião dos fabricantes, é que se comprem produtos originais e se evitem os compatíveis, isto é, aqueles produzidos por outras empresas. As baterias são ainda alvo de falsificadores.

De acordo com os fabricantes, a falsificação é comum, e induz o usuário a achar que a bateria apresenta a mesma composição química do modelo original. Outra recomendação é cuidar para que as baterias e os carregadores não fiquem expostos excessivamente ao calor. Deve-se ter atenção também aos tombos.

Formadas por circuitos sensíveis, as baterias não são muito resistentes a quedas. Também é preciso evitar o contato manual com as lâminas de cobre expostas externamente nas baterias.
O contato dos dedos com estas lâminas acaba provocando a oxidação delas.

Por que o preço dos aparelhos celulares baixa a cada ano e o das baterias não diminui?

A justificativa dos fabricantes para os valores altos está baseada no desenvolvimento tecnológico.

Eles afirmam que o processo de elaboração das baterias requer muita pesquisa em tecnologia, além de envolver o uso de matéria-prima nobre. Outra explicação para o alto custo das baterias se refere à quantidade de funções que elas vêm desempenhando. Enquanto a função dos modelos analógicos se restringia ao fornecimento de energia, as baterias dos telefones digitais estão agregando funções, como a de módulo de vibração.

Todas as baterias de celulares causam danos ao meio ambiente ao serem jogadas no lixo?

Não. As únicas baterias de celulares que devem ser recolhidas por um programa específico de reciclagem são as de níquel-cádmio. O motivo é que o cádmio, assim como o mercúrio e o chumbo, é considerado um metal potencialmente nocivo ao meio-ambiente. Os demais modelos podem ser eliminados com o lixo doméstico. Os fabricantes recomendam, inclusive, que não se armazene pilhas e baterias sem metais nocivos em casa.

Mesmo depois de usadas, essas unidades podem deixar escapar compostos químicos
que causam danos quando entram em contato com mucosas.

Fonte: www.planetacelular.com.br

PILHAS E BATERIAS

RECICLAGEM

As pilhas e baterias, quando descartadas em lixões ou aterros sanitários, liberam componentes tóxicos que contaminam o solo, os cursos d'água e os lençóis freáticos, afetando a flora e a fauna das regiões circunvizinhas e o homem, pela cadeia alimentar.

Devido a seus componentes tóxicos, as pilhas podem também afetar a qualidade do produto obtido na compostagem de lixo orgânico. Além disso, sua queima em incineradores também não consiste em uma boa prática, pois seus resíduos tóxicos permanecem nas cinzas e parte deles pode volatilizar, contaminando a atmosfera.

Os componentes tóxicos encontrados nas pilhas são: cádmio, chumbo e mercúrio. Todos afetam o sistema nervoso central, o fígado, os rins e os pulmões, pois eles são bioacumulativos. O cádmio é cancerígeno, o chumbo pode provocar anemia, debilidade e paralisia parcial, e o mercúrio pode também ocasionar mutações genéticas.

Considerando os impactos negativos causados ao meio ambiente pelo descarte inadequado das pilhas e baterias usadas e a necessidade de disciplinar o descarte e o gerenciamento ambientalmente adequado (coleta, reutilização, reciclagem, tratamento ou disposição final) de pilhas e baterias usadas, a Resolução n° 257/99 do CONAMA resolve em seu artigo primeiro:

"As pilhas e baterias que contenham em suas composições chumbo, cádmio, mercúrio e seus compostos, necessário ao funcionamento de quaisquer tipos de aparelhos, veículos ou sistemas, móveis ou fixos, bem como os produtos eletroeletrônicos que os contenham integrados em sua estrutura de forma não substituível, após seu esgotamento energético, serão entregues pelos usuários aos estabelecimentos que as comercializam ou à rede de assistência técnica autorizada pelas respectivas indústrias, para repasse aos fabricantes ou importadores, para que estes adotem diretamente, ou por meio de terceiros, os procedimentos de reutilização, reciclagem, tratamento ou disposição final ambientalmente adequado".

Fonte: www.compam.com.br

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