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Pimenta

Tipos mais comuns de pimenta

Pimenta

O que a pimenta tem...

Pimenta é um termo popularmente utilizado para designar uma série de espécies de condimentos com sabor picante, cujo grau pode variar de quase nulo (pimentão) a muito forte (malagueta). De origem tropical, podem ser provenientes da Ásia ou da América Central, dependendo da espécie. Além de ingrediente indispensável nas culinárias por todo o mundo, a pimenta já teve outras funções ao longo dos séculos: foi utilizada como oferenda aos deuses e até mesmo como moeda. Durante a Idade Média, seu principal objetivo era disfarçar a falta de frescor dos alimentos, principalmente das carnes curadas. No campo da saúde, porém, há muitas informações controversas com relação aos benefícios que a pimenta pode causar. Várias das propriedades que lhe são popularmente atribuídas ainda não foram comprovadas cientificamente. A seguir, conheça algumas informações sobre as pimentas vermelha e preta e saiba quais efeitos cada uma delas pode causar ao organismo.

Pimenta vermelha

Pimenta

Inclui as espécies jalapeño, dedo-de-moça, malagueta, caiena, bode, páprica e até mesmo o pimentão. O ardor depende da concentração da substância capsaicina, presente no interior da baga. Para obter uma pimenta menos ardida, basta retirar essas partes. A capsaicina é antioxidante, ou seja, combate o envelhecimento celular. Estudos também indicam seu poder termogênico. Isso quer dizer que ela eleva o gasto calórico e ajuda no emagrecimento. Além disso, a pimenta é rica em betacaroteno e em vitamina C, outros potentes antioxidantes. Acredita-se popularmente que, devido ao seu ardor, esse condimento contribua para o surgimento de úlceras. Mas estudos mostram que a capsaicina ajuda na produção de uma secreção que protege o revestimento do estômago da gastrite e das úlceras. A capsaicina também neutraliza a produção de uma substância causadora da dor. Por isso, pesquisam-se cremes, anestésicos e remédios para enxaqueca à base dela.

Pimenta-preta

A partir da planta "Piper nigrum" são fabricados três tipos de pimenta: preta (ou do reino), verde e branca. A pimenta-preta, um dos condimentos mais usados em todo o mundo, é feita da baga inteira e madura, enquanto que a verde é feita com a baga imatura. A branca, por sua vez, é produzida a partir das sementes. Essas variedades de pimenta são ricas em piperina, a qual alguns estudos associam a uma melhora da digestão. Também está relacionada à ação antioxidante. Apesar da associação popular, a pimenta-preta não causa hemorróidas, mas pode desencadear crise, por irritar os vasos sanguíneos da região do reto.

Fonte: mdemulher.abril.com.br

Pimenta

Conheça diferentes tipos de pimenta e seus benefícios

Pimenta

A pimenta é o nome comum dado a vários tipos de condimentos culinários de sabor picante. cujo grau pode variar de quase nulo (pimentão) a muito forte (malagueta).

Além de ingrediente indispensável nas culinárias por todo o mundo, a pimenta já teve outras funções ao longo dos séculos: foi utilizada como oferenda aos deuses e até mesmo como moeda. Durante a Idade Média, seu principal objetivo era disfarçar a falta de frescor dos alimentos, principalmente das carnes curadas.

No campo da saúde, porém, há muitas informações controversas com relação aos benefícios que a pimenta pode causar. Várias das propriedades que lhe são popularmente atribuídas ainda não foram comprovadas cientificamente. Foram criados muitos mitos sobre as pimentas dizendo que elas faziam mal a saúde, principalmente que elas eram responsáveis por gastrites, úlceras, hemorróidas entre outros males. Esse é um assunto delicado e que divide opiniões. A única certeza que se tem é que pessoas que já possuam algumas doenças no sistema digestivo devam evitar a pimenta, pois ela pode agredir ainda mais as mucosas.

Pimenta

Mas já foi comprovado em vários estudos que as pimentas possuem propriedades que são benéficas para a saúde, pois tem uma substância chamada capsaicina que é rica em vitamina A (combate radicais livres, formação dos ossos e pele, funções da retina), B1 (atua no metabolismo energético dos açúcares), vitamina B2 (atua no metabolismo de enzimas, proteção no sistema nervoso), vitamina C (atua no fortalecimento de sistema imunológico, combate radicais livres e aumenta a absorção do ferro pelo intestino), vitamina E (antioxidante) e vitamina PP (também conhecida como niacina, é responsável pela manutenção da pele, proteção do fígado, regulação da taxa de colesterol no sangue), além de possuir propriedades analgésicas e energéticas, favorece a redução de coágulos no sangue (devido à função vasodilatadora), estimula a produção de endorfina no cérebro (sensação de bem estar), é antioxidante, antiinflamatório e anticancerígeno. Outras funções desse alimento é que são bactericidas podendo proteger o sistema digestivo, combate tensões musculares e ajudar no tratamento de reumatismos articulares. Alguns estudos recentes garantem que pode ser utilizada no tratamento da obesidade porque reduz a vontade de comer devido à indução da termogênese (efeito de transformar parte das calorias dos alimentos em calor). Temos que lembrar que esses benefícios estão presentes nas pimentas vermelhas e outras (ex: tabasco, habanero, jalapeño, etc.) que são frutos de árvores do gênero Capsicum. Na pimenta do reino (preta ou branca) elas possuem piperina, que ainda não possui nenhum estudo comprovando seu benefício.

Pimenta

A pimenta traz sim benefícios à saúde, mas como todo alimento funcional deve ser ingerido com cautela e moderadamente, estudando todo histórico de saúde do paciente. Por isso procure sempre um médico e/ou nutricionista para maiores esclarecimentos.

Curiosidades

As principais responsáveis pela ardência da pimenta são as sementes e a placenta, no interior da planta. Caso queira que fique menos picante, utilize somente a casca. Quando comemos um prato muito ardido, a primeira coisa que fazemos é tomar um copo d'água. É errado. Pode não parecer, mas a água acentua a sensação de ardência. O melhor são os derivados do leite, porque possui caseína, uma substância que retira a capsaicina dos receptores nervosos localizados na boca. Por isso, alguns pratos da culinária indiana são acompanhados de molho de iogurte.

Cada espécie de pimenta tem um grau de ardência, que é medido de forma simplificada numa escala de 0 a 10. A Marupi, encontrada na Amazônia, é uma das mais ardidas entre as nativas do Brasil, atingindo o grau nove na escala. A pimenta mais ardida do mundo é a Red Savina Habanero que atingiu o grau +10 na escala!!

A pimenta é um alimento termogênico . O metabolismo funcionando a todo vapor já ajuda o organismo a queimar mais calorias, mas a prova definitiva de que você deveria apimentar suas receitas é que 6 gramas de pimenta queimam até 45 calorias - ou seja, ajudam a emagrecer. Tem mais: ao estimular o sistema nervoso, provocam a liberação de catecolaminas (noradrenalina e adrenalina), o que reduz o apetite e a ingestão de calorias, proteínas e gorduras na refeição seguinte. Por quebrar os nutrientes dos alimentos e absorvê-los, a capsaicina faz com que tal sistema abasteça-se nos depósitos gordurosos, aumentando a queima calórica. Também produz endorfinas, reduzindo assim a ansiedade alimentar.

Pimenta

Entre outros benefícios, a pimenta impede a coagulação do sangue e, portanto, evita tromboses, contendo vitamina E e chegando a ter seis vezes mais vitamina C do que a laranja. Ela também reduz o risco de doenças como o câncer, a catarata, o mal de Alzheimer e até o diabetes. Pesquisa científica também elevou o status da pimenta de simples tempero para poderoso aliado no auxílio da saúde e prevenção à depressão e outros males que afetam o humor e a disposição dos seres humanos.

Sabores

O sabor da pimenta é principalmente encontrado na parte mais externa da planta, muito pouco na parte interna e nada nas sementes. O que a torna um condimento, é seu pigmento chamado carotenóide, responsável pela cor característica delas. A cor é um dos elementos mais importantes na composição de um prato. Poucas comidas são mais estimulantes visualmente que um prato com pimentas suculentas de várias cores, vermelha, verde, amarela, marron, laranja e púrpura.

A coloração do fruto muda com a maturação, pode ir do verde até uma centena e diferentes tons, mas principalmente o vermelho. Cores fortes sempre estão ligados a sabores fortes. Considerada a mais forte que existe, a variedade Habanero é uma das mais aromáticas e tem um sabor inigualável. As agradáveis sensações que temos ao comer um prato bem temperado vêm de percepções distintas sempre relacionadas ao sabor e cheiro.

As pimentas que mais provocam a queima de calorias na digestão:

Habanero Malagueta Caiena Cambuci e cumari Jalapeno

Pimenta-preta

Pimenta
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Também conhecida como pimenta-redonda e, no Brasil, como pimenta-do-Reino, é uma das mais antigas especiarias conhecidas. Os seus grãos, secos e moídos, são bastante utilizados na culinária de diversos países. Tem um sabor forte, levemente picante, proveniente de um composto químico chamado piperina. Por essa razão foi utilizada desde a Idade Média para disfarçar o sabor dos alimentos em via de decomposição. A pimenta-preta, um dos condimentos mais usados em todo o mundo, é feita da baga inteira e madura, enquanto que a verde é feita com a baga imatura.

A branca, por sua vez, é produzida a partir das sementes:

Essas variedades de pimenta são ricas em piperina, a qual alguns estudos associam a uma melhora da digestão. Também está relacionada à ação antioxidante. Apesar da associação popular, a pimenta-preta não causa hemorróidas, mas pode desencadear crise, por irritar os vasos sanguíneos da região do reto.

Pimenta vermelha

Pimenta
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Inclui as espécies jalapeño, dedo-de-moça, malagueta, caiena, bode, páprica e até mesmo o pimentão. O ardor depende da concentração da substância capsaicina, presente no interior da baga.

Para obter uma pimenta menos ardida, basta retirar essas partes:

A capsaicina é antioxidante, ou seja, combate o envelhecimento celular. Estudos também indicam seu poder termogênico.

Isso quer dizer que ela eleva o gasto calórico e ajuda no emagrecimento. Além disso, a pimenta é rica em betacaroteno e em vitamina C, outros potentes antioxidantes.

Acredita-se popularmente que, devido ao seu ardor, esse condimento contribua para o surgimento de úlceras. Mas estudos mostram que a capsaicina ajuda na produção de uma secreção que protege o revestimento do estômago da gastrite e das úlceras.

A capsaicina também neutraliza a produção de uma substância causadora da dor. Por isso, pesquisam-se cremes, anestésicos e remédios para enxaqueca à base dela.

Pimentão

Pimenta

Verde, vermelho ou amarelo, que tipo de pimentão escolher?

Conhecer algumas características do alimento pode ajudar na hora da compra. O verde seria vermelho ou amarelo se não fosse colhido com 120 dias - seus companheiros esperam 150 dias.

Grande ou pequeno é sempre um pimentão imaturo.

Em relação ao beta-caroteno, precursor da vitamina A no organismo e antioxidante, o vermelho ganha com larga vantagem, pois tem, em cada 100 gramas, 2.379 microgramas dessa substância que combate os radicais livres, contra 198 no verde e 120 no amarelo.

O amarelo é campeão em vitamina C. Em 100 gramas, encontram-se cerca de 330 miligramas desse nutriente.

A mesma porção do vermelho oferece somente 180 miligramas e do verde, mal chega a 150 miligramas. O vermelho e o amarelo acumularam carboidratos com a idade, por isso são levemente adocicados.

O verde tem um gosto mais ácido.

Todos são alimentos muito leves, mas o verde é ainda mais. Esse tipo tem apenas 16 calorias em cada 100 gramas, contra 26 do vermelho e 27 do amarelo.

Porém existem outras variedades bastante exóticas, como o branco, roxo, azulado, preto e laranja.

Apimente seu cardapioFáceis de preparar, estes molhos fazem um bem danado à saúde.

Molho de pimenta-malagueta para salada

2 tomates médios sem casca e sem sementes
2 pimentas-malagueta
1 cebola média
6 ramos de salsa
2 colheres (sopa) de suco de limão
2 colheres (sopa) de vinagre
Sal a gosto

Modo de preparo

Bata tudo no liquidificador até obter um molho homogêneo.

Molho de pimenta-caiena para legumes cozidos

1/2 maço médio de agrião
1/2 xícara (chá) de iogurte natural
2 colheres (sopa) de azeite de oliva
1 colher (chá) de pimenta-caiena em pó
1 colher (chá) de sal

Modo de preparo

Ponha no liquidificador as folhas e os talos mais macios do agrião e os demais ingredientes. Bata até ficar cremoso. Junte o agrião com o iogurte, o azeite de oliva a pimenta e o sal. Bata novamente.

Geléia de pimenta-cumari e melão

1 quilo de polpa de melão tipo pele de sapo
5 colheres (sopa) de pimenta-cumari fresca
5 colheres (sopa) de azeite de oliva
1 xícara (chá) de açúcar

Modo de preparo

Depois de bater todos os ingredientes no liquidificador, coloque-os numa panela, leve ao fogo e cozinhe por 35 minutos ou até encorpar, mexendo de vez em quando. A geléia deve ser guardada na geladeira, em vidro previamente esterilizado. Ideal para carne assada.

Fonte: mrpeppersartori.no.comunidades.net

Pimenta

Pimenta

 

Pimenta Vermelha

O que são as pimentas?

Ervas, especiarias, vegetais, condimentos, decoração? É tudo isso. Depois do sal, é o condimento mais utilizado no mundo e encontrado em quase todos os lugares atualmente. Aquele sabor picante muito apreciado em pratos de todo o mundo faz das pimentas um condimento especial.

São nativas da América do Sul, Central. Tem-se registro da existência do uso de pimenta-de-cheiro há 4000 anos na América Central, possivelmente o primeiro aditivo alimentar das antigas civilizações do México e América Central. Sua origem exata é controversa alguns pesquisadores acreditam que ela surgiram na Bacia Amazônica, enquanto outras afirmam que elas se originaram na América Central ou México.

Além da pimenta-do-reino, especiaria de origem asiática, as que mais se popularizaram foram as pimentas vermelhas, nome dado genericamente a vários tipos de pimenta do gênero Capsicum, o mesmo dos pimentões.

No Brasil são produzidas algumas dezenas de variedades dessas pimentas. Até o começo dos anos 90, o Brasil era o primeiro produtor e consumidor mundial de pimentas. Hoje, no entanto, o país perdeu diversas posições no ranking, ficando atrás do México – atualmente o maior mercado produtor e consumidor de pimentas do mundo -, da Índia, da Tailândia e de alguns países africanos. Os indianos e chineses consomem, em média, 5 gramas de pimentas por dia, contra 2 gramas consumidos diariamente no Brasil.

A plantação de pimentas é uma atividade adequada a agricultura familiar pois geralmente é cultivada em 0,5 a 6 hectares por produtor.

Pimenta

Características Botânicas da Pimenta Vermelha

As pimentas pertencem ao gênero Capsicum, da mesma família da batata, tabaco, petúnia entre outras. Ao longo dos anos as plantas foram sendo domesticadas e sua cor, sabor tamanho e forma foram se modificando pela seleção humana. Sua ardência, única no reino vegetal, resulta da presença de um grupo de alcalóides específicos. Existem mais de vinte e cinco espécies conhecidas. A maneira mais correta de identificação são pelas flores e não pelo fruto. Seu nome varia muito em cada lugar onde é cultivada e a mesma planta pode receber vários nomes. Uma mesma planta pode sofrer alterações de acordo com o local, ensolação, temperatura e umidade em que é plantada.

Planta arbustiva com caule resistente e perene, atingindo 1,20 m de altura, com ampla ramificação lateral. As folhas são alternas, sem estípulas, de forma variada. As flores geralmente actinomorfas (com um só plano de simetria), ovário súpero, bicarpelar. Normalmente autopolinizada, porém a polinização cruzada também ocorre quando são plantadas duas cultivares muito próximas (FILGUEIRA,2000).

Pimenta

Classificação Botânica

Ordem: SCROPHULARIALES Família: Solanaceae Gênero: Capsicum

Pimenta

Espécies

Capsicum baccatum

Dedo-de-moça, chifre-de-veado-cambuci e sertãozinho.

Capsicum frutescens

Malagueta.

Capsicum chinense

Cheiro, murici.

Capsicum praetermissum

Cumari

Capsicum annuum

Cv. Agronômico11.

Agrotecnologia

Pimenta

Clima e época de plantio

As pimenteiras são exigentes em calor e intolerantes ao frio. Por isso devem ser semeadas no início da primavera (setembro-outubro). Em regiões de baixa altitude com inverno suave é possível o plantio ao longo do ano. O fotoperíodo curto favorece o crescimento porém a planta é neutra em termos de florescimento (FILGUEIRA,2000).

Solos e adubação

Preferência a solos areno-argilosos férteis, profundos, ricos em matéria orgânica e com pH 5,5 a 6,8.

O adubo deve ser aplicado no sulco de transplante das mudas. Para solos de fertilidade mediana ou baixa, e na falta de dados experimentais regionais, sugere-se a aplicação de seguintes teores (kg/ha) de macronutrientes: N:40, P2O5: 350-600 e K2O:120-180. Devido ao período de colheita prolongado e levada produtividade é necessário complementar com adubações de cobertura contendo N e K, pois trata-se também de uma cultura perene permanecendo no campo por mais de um ano.

Implantação da cultura

A semeadura em bandeja alveolada, deve-se transplantar as mudas com o torrão quando as plantas estiverem com 7-8 cm de altura e 4-5 folhas definitivas. O espaçamento é 130-150 cm, entre linhas e 80-100 cm entre plantas.

Tratos culturais

A irrigação deve ser feita durante o outono - inverno. Entretanto a drenagem deve ser assegurada para evitar a podridão-do-colo. As capinas devem ser realizadas cuidando para não ferir as raízes.

Anomalias fisiológicas

É a queda de flores e frutinhos devido a ação de baixa temperaturas, um fator limitante à cultura da pimenteira.

Controle fitossanitário

Podridão-do-colo: causado pelo fungo de solo Phytophthora capsici. Caracteriza-se pela podridão escura do colo da planta. O controle é feito usando sementes sadias e controlando a irrigação e drenagem, efetuar rotação e usar fungicidas sistêmicos após o transplante.

Mosaico Y

Causado por diferentes estirpes do vírus PVY. Único controle é o uso de variedades resistentes e controle dos insetos vetores auxilia a prevenção a essa virose.

Aspectos Nutricionais e Organolépticos

Pimentas não são apenas boas mas também nutritivas. Elas contém mais vitamina A que qualquer outra planta e são excelente fonte de vitamina C e B. Elas possuem também quantidade significante de magnésio, ferro e aminoácidos.

As pimentas aumentam a taxa metabólica do organismo e este efeito térmico faz com que aproximadamente 6 gramas de pimenta queimem cerca de 45 calorias. Mas as pessoas não comem pimenta pelas vitaminas ou minerais mas pela sua ardência e todas, inclusive as ornamentais, são comestíveis.

O componente do sabor é encontrado na parte mais externa da planta, muito pouco internamente e nada nas sementes. Cor e sabor caminham lado a lado e o "condimento" parece estar associado com o pigmento carotenóide. Cores e sabores fortes estão intimamente ligados. Pimentas vermelho vivo são superiores em sabor que as verdes. A variedade Habanero é uma das mais aromáticas e seu sabor inigualável. É considerada a mais forte que existe. Sabor e cheiro são percepções distintas que adicionam agradável sensação quando comemos.

A cor é em elemento importante na composição de um prato. Poucas comidas são mais estimulantes que um prato com pimentas vermelha, amarela, verde, marrom, laranja e púrpura.

Toda pimenta muda de cor de acordo com sua maturação, indo do verde para outra matiz, principalmente o vermelho.

Principais Estados Produtores

Pimenta

Destacam-se os estados da regiões Nordeste (Ceará, Pernambuco e Bahia), Sudeste (São Paulo), Norte (Amazonas e Pará) e alguma produção na região Centro-oeste.

Em certas regiões do Ceará, a atividade industrial caracteriza-se pela predominância de pequenos estabelecimentos. A maioria opera em beneficiamento ou processamento de produtos oriundos da agricultura, com é o caso da Serra da Ibiapaba.

No Rio Grande do Sul , o plantio concentra-se na região de Pelotas, mais precisamente Turuçu e entorno (São Lourenço), num total de 120 ha. A produtividade chega a 14 t de frutos frescos/ha .

Produção e Produtividade

Apesar de muitos cultivos serem feitos de maneira rudimentar, é um mercado que movimenta valores em torno de 80 milhões de reais ano, incluindo o consumo interno e as exportações. Apenas a comercialização de sementes é responsável por um mercado de 3 milhões de reais/ano.

As pimentas vermelhas respondem pelo terceiro lugar em produção e consumo de hortaliças para tempero no Brasil, atrás apenas do alho e da cebola. Sua área cultivada é de 12.000 hectares, de acordo com dados do livro "Capsicum – Pimentas e Pimentões no Brasil", do pesquisador Franscisco Reifshneider, lançado recentemente pela Embrapa.

A produtividade é de 7 a 10 toneladas por hectare, e estima-se uma produção anual superior a 100.000 toneladas (MURAYAMA,1973).

Pimenta

Existe no Brasil uma bolsa de mercadorias especializada em pimentas e outros condimentos. É a "Brazilian Peppertrade Board", uma espécie de "bolsa de valores"eletrônica, cujos lances e negócios são feitos pela "internet " (http://www.peppertrade.com.br/). É um tipo de negócio restrito a pessoas jurídicas que atuam com comércio ou indústria dos setores alimentício, de especiarias ou aditivos e cosméticos.

Desde 1998 a Agropecuária Avaí 956, instalada em São Gonçalo do Amarante (CE), vem trabalhando na produção e beneficiamento da polpa de pimenta malagueta , da variedade Tabasco, destinada a exportação para o mercado norte-americano. No ano de 2001, as exportações devem totalizar 437 toneladas e, para 2002, a empresa estima enviar cerca de 875 toneladas para os Estados Unidos. As lavouras utilizam 3 pessoas por hectare durante 7 meses e recebem US$ 0,50 por kg. O produtor fatura R$ 10.000,00 por hectare.

A Embrapa Agroindústria Tropical está realizando pesquisas para obtenção de genótipos adaptados às condições do estado do Ceará, e melhorar as características como elevar a produtividade em 10%, padronizar a cor e o teor de capsaicina, e produzir polpa de qualidade superior, isto em três anos.

Variedades para Industrialização

Pimenta

Malagueta (Capsicum frutescens)

Arbusto medindo de 0,90 a 1,20 m, bem esgalhado e caule tortuoso. Frutos de coloração vermelha, 15 a 35 mm de comprimento e 5mm de diâmetro transversal. Possui cachos com três a cinco frutos voltados para cima. A Malagueta é um cultivar muito popular aqui no Brasil. Essa variedade é muito utilizada na fabricação de molho de pimenta.

Chifre-de-veado

Também conhecida como dedo-de-moça, arbusto com 1 metro de altura e caule tortuoso, frutos de coloração vermelha medindo 75 mm de comprimento e 15 mm de diâmetro transversal, sendo curtos e afilados.

Comum

Arbusto com mais de 1 m de altura, com caule não tortuoso. Os frutos são maiores que a variedade Chifre-de-veado, vermelhos, eretos ou pendentes e ,às vezes com a extremidade curva.

Cumari

Arbusto de menor porte que os anteriores, com 0,70 a 0,80 m de altura e internódios curtos. Os frutos são vermelhos, ovais, arredondados ou periformes, com menos de 1 cm de diâmetro.

Sertãozinho

É uma pimenta doce, são frutos grandes e alongados e vermelhos.

Principais Produtos Alimentícios Derivados da Matéria-Prima

Pimenta

Consumo in natura

Polpa de pimenta

Geléia de pimenta

Molho de pimenta

Margarita

Tempero em pó

Sal temperado - Pimenta

Pimenta desidratada

Pimenta em conserva

Bibliografia

FILGUEIRA, F.R. Novo manual de olericultura: agrotecnologia moderna na produção e comercialização de hortaliças. Viçosa: UFV, 2000. 402p.: il. MURAYAMA, S. Horticultura. 2a ed. Campinas, Instituto Campineiro de Ensino Agrícola, 1973. 322p.: il. VICENTE, A.M., CENZANO, I., VICENTE, J. M. Manual de Indústria dos Alimentos. São Paulo, 1996. 599p. GIACOMETTI, D.C. Ervas Condimentares e Especiarias. São Paulo: Editota Nobel, 1989. Como Fazer Molho de Pimenta. NUTEC - Fundação Núcleo de Tecnologia Industrial. CNPq/IBICT FINEP SEBRAE CNI/Dampi. 2. ed., Brasília, 1994. FRANCO, G. Tabela de Composição Química dos Alimentos. 9. ed., São Paulo: Editora Atheneu, 1997.

Fonte: www.peppertrade.com.br

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