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Pinhão

Pinhão

O pinhão é característico das festas juninas do interior do Paraná, São Paulo e Minas. Por ser produto do Pinheiro do Paraná, a Araucária, que apenas vegeta em serras e zonas de inverno, guarda algum sabor regionalista, porém pela sua abundância e pela época de sua colheita (maio, junho e julho), o pinhão é fundamental nas festas juninas.

A presença do pinhão remonta a importância que tem como alimento para as primeiras populações das serras. Os bandeirantes do Vale do Paraíba, por exemplo, marcavam a saída das incursões em datas que fizessem coincidir com a passagem pela Serra da Mantiqueira, com a safra de pinhão. Assim, garantiam uma alimentação farta e de alto poder alimentício e energético. Cozido em grandes panelas ou assados na brasa, o pinhão é uma festa e a sua degustação coletiva se transforma em uma verdadeira comunhão.

Fonte: lproweb.procempa.com.br

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O pinhão é a semente do pinheiro, assim consideradas várias espécies de pinaceaes e araucariaceaes que são gimnospérmicas (cuja semente não se encerra num fruto).

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Esta pinha foi arrancada de um pinheiro, e por isso ainda contém pinhões.

O pinhão se forma dentro de uma pinha, fechada, que com o tempo vai-se abrindo, e liberta o pinhão. Nas pináceas, (como exemplo o Pinus elliotti) as sementes são dotadas de uma película como uma espécie de asa, com a qual se descola da pinha madura e lhe proporciona ser espalhada pelo vento, iniciando-se assim o processo de crescimento de um novo pinheiro.

No caso das araucárias, e notadamente da Araucaria angustifolia ou pinheiro-do-paraná, a pinha atinge proporções razoáveis constituindo-se de uma esfera compacta com diâmetro entre 15 e 20 centímetros.

Nos meses de maio e junho, no tardar do outono do hemisfério sul, as pinhas da araucária augustifólia estouram' ao sol do meio-dia, possivelmente como reflexo da dilatação havida desde a manhã fria.

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Pinhão da Auraucária angustifolia

Com o estouro estes pinhões que não são dotados de asas espalham-se num arredor de cerca de cinqüenta metros a partir da planta mãe. Mas apesar de engenhosa, esta não é a principal estratégia de disseminação desta notável planta: este pinhão mede entre cinco e oito centímetros, e tem a forma de uma cunha cuja casca recobre a massa compacta e altamente proteica da semente propriamente dita.

É aí que está a engenhosidade - além do ser humano e quase todos os animais se alimentarem desse pinhão, o serelepe e a gralha azul costumam conduzi-los a grandes distâncias e armazená-los, o que fazem enterrando grande quantidade de pinhões no solo os quais, sendo depois esquecidos acabam gerando novas árvores.

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Nesta imagem temos alguns pinhões conforme saem da pinha (cima), as cascas (esquerda) do pinhão em baixo e (à direita) a semente ainda dentro da casca).

Por seu gosto característico, o pinhão é muito apreciado no centro-sul do Brasil, especialmente São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. No Paraná é talvez a comida mais típica do estado, sendo consumido assado ou cozido. Existe até mesmo a Festa do Pinhão, em Lages (Santa Catarina), evento que reúne dezenas de milhares de pessoas de todo o país anualmente.

Embora tenha feito parte obrigatória da dieta dos índios guaranis no passado, a coleta de pinhão para consumo humano é desrecomendada e até coibida em algumas épocas e locais porque todos os animais silvestres dela necessitam como suplemento proteico para enfrentar o rigoroso inverno, sem embargos, também, de o grande consumo prejudicar a perpetuação da espécie vegetal.

O pinhão é por muitos considerado um fruto, já que é servido como aperitivo e usado em várias sobremesas.

Fonte: pt.wikipedia.org

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