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Pintura Metafísica

A Pintura Metafísica explora os efeitos de luzes misteriosas, sombras sedutoras e cores ricas e profundas. De plástica despojada e escultural, tem inspiração na Metafísica, ciência que estuda as manifestações do sobrenatural.

Tal pintura deve criar uma impressão de mistério, por meio de associações pouco comuns de objetos totalmente imprevistos. Para tanto são utilizadas arcadas e arquiteturas puras, idealizadas muitas vezes com a inclusão de estátuas, manequins, frutas e legumes, numa transfiguração toda especial e em perspectivas divergentes.

Criada por Giorgio De Chirico, a Pintura Metafísica faz uso dos símbolos e tem origem quando extrai uma obra do ponto mais profundo de seu ser, indo até onde tudo o que existe é silêncio e onde toda a presença se dá pela ausência. Segundo o pintor, o uso de símbolos torna a obra verdadeiramente imortal, pois abandona por completo os limites do humano.

Elementos clássicos da pintura italiana, como o espaço em perspectiva e as arquiteturas urbanas, somados à evocação de lugares, especialmente Ferrara, com suas amplas perspectivas, brancas e desertas, levariam o artista a um mergulho em sua alma que, por sua vez, o conduziria inevitavelmente a uma arte metafísica.

O caráter onírico desse universo pictórico antecipou o Surrealismo, cujo precursor seria o próprio De Chirico.

Giorgio Morandi

1890 - 1964

Pintura Metafísica

Giorgio Morandi era notável por suas naturezas-mortas, em que buscava a unidade das coisas do universo. Conferiu imobilidade e transparência de formas, recorte intimista e atmosfera de luz cinza-clara às naturezas-mortas que pintou usando como modelos frascos, garrafas, caixas e lâmpadas velhas. Pintor e gravador italiano viveu toda a vida em sua cidade natal, Bolonha, onde estudou na Academia de Belas Artes. Em 1914, foi convidado a participar da primeira exposição futurista em Florença, na qual conheceu Carlo Carrà e Umberto Boccioni.

Em visita à Bienal de Veneza, teve contato com obras de Cézanne que o impressionaram bastante. Em 1918, integra-se à Pintura Metafísica após conhecer Giorgio De Chirico, e nela permanece até 1920. Associou-se também, entre 1918 e 1921, ao grupo e à revista Valori Plastici, em Roma, fundados por Mario Brogli.

Defendeu os princípios da Pintura Metafísica e, assim como De Chirico, voltou-se contra todos os movimentos de vanguarda em favor da tradição clássica italiana. A partir de 1926, iniciou suas atividades como professor e diretor de escolas de arte nas províncias do Reggio Emilia e Modena. Em 1948, torna-se membro da Accademia di San Luca, ganha reconhecimento internacional e, em 1957, é premiado na Bienal de São Paulo.

De início, Morandi foi influenciado pelos cubistas e por Cézanne. Por meio deste, começou a apreciar o poder expressivo dos objetos, concentrando-se sobre sua plasticidade. A partir de 1918, tornou-se adepto, por um período, da Pintura Metafísica; deste vínculo, sua pintura apropriou-se de valores da luz e foi se singularizando quando ele assumiu como proposta a meditação sobre a natureza e a plasticidade dos objetos da vida real.

Fonte: www.acrilex.com.br

Pintura Metafísica

Criada entre 1910 e 1915, por Giorgio de Chirico, em Paris.

Foi uma reação ao dinamismo do Futurismo.

Chirico revela a nostalgia do antigo, exalta o sonho, valoriza o silêncio e o enigma das horas, descortina o mistério das aparições.

Um dos elementos emblemáticos desta estética é o manequim, que se situa a meio caminho entre o ser humano e o robô.

A Pintura Metafísica antecipa certos aspectos do Dadaísmo, ao aproximar objetos díspares, e também do Surrealismo, ao representar um clima onírico.

Outros artistas: Carlo Carrà e Morandi.

Brasil: Milton Dacosta

Fonte: www.portalartes.com.br

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