A Pintura Metafísica foi um estilo criado em 1913 por Giorgio de Chirico e que acabou popularizando-se na Itália, sendo adoptada por outros artistas, em especial Carlo Carrá e Giorgio Morandi.
Este estilo de pintura cria um impressão de mistério, através de associações pouco comuns de objetos totalmente imprevistos, explora os efeitos de luzes misteriosas, sombras sedutoras e cores ricas e profundas, de plástica despojada e escultural. Tem inspiração na Metafísica, ciência que estuda tudo quanto se manifesta de maneira sobrenatural.
A Pintura Metafísica antecipa certos aspectos do Dadaísmo, ao aproximar objetos díspares, e também do Surrealismo, ao representar um clima onírico.
Giorgio de Chirico (1888-1978) foi um pintor italiano nascido na Grécia.
Segundo ele, para que fosse verdadeiramente imortal, uma obra de arte teria que abandonar por completo os limites do humano.
Retratava nas suas obras cenários arquitetônicos, solitários, irreais e enigmáticos, onde colocava objetos heterogéneos para revelar um mundo onírico e subconsciente, perpassado de inquietações metafísicas.
Das suas composições fazem parte elementos arquitetônicos como colunas, torres, praças, monumentos neoclássicos, chaminés de fábricas etc. construindo, paradoxalmente, espaços vazios e misteriosos. As figuras humanas, quando presentes, carregam consigo forte sentimento de solidão e silêncio. São meio-homens, meio-estátuas, vistos de costas ou de muito longe. Quase não é possível entrever rostos, apenas silhuetas e sombras, projetadas pelos corpos e construções.

Giorgio de Chirico - Piazza d'Italia

Giorgio de Chirico - Ettore e Andromaca, 1917

Giorgio de Chirico
Fonte: aprendemos-mikasmi.blogspot.com
O artista mais conhecido desse movimento é Giorgio de Chirico (1888-1978), sendo características do movimento a perspectiva irreal acentuada (portas abertas; objetos no solo; manequins, sólidos); sombras projetadas; forte jogo de luz e sombra; cores reais representando figuras destituídas de alma, de sentimentos e de emoções.
O tema de suas obras são as paisagens urbanas, desertas, melancólicas e iluminadas por uma luz estranha.

O regresso do poeta
Alguns críticos viram, nesses elementos da pintura, uma oposição entre a técnica precisa com que o artista compõe a cena e a inquietação que ela desperta no espectador.
Fonte: www.coisaetal.maxiweb.com.br