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Pinus

PINUS Pentaphylla, thumbergil, densiflora... (Fam. Pinaceae)

Pinus

Origem: Existem cerca de 200 espécies de pinus que vivem principalmente nas regiões frias e temperadas do hemisfério norte.

Características: Árvores de folhas perenes, verde todo o ano e em algumas espécies com uma coloração azulada.

Se caracterizam por seus frutos em forma de pinha e suas folhas em formas de acículas.

KURO MATSU (Pinus thumbergii): Pinus com duas agulhas e de crescimento vigoroso.

AKA MATSU (Pinus densiflora): Pinus com duas agulhas e de folhagem muito fina.

GOYO MATSU (Pinus parviflora): Pinus com cinco agulhas e bastante curtas.

Ambiente: Devem ficar sempre no exterior, em pleno sol. Suportam bem o frio e as geadas. Muitas espécies se adaptam também a climas mais quentes.

Rega: Deve-se deixar secar ligeiramente a pane superficial do solo do vaso entre uma rega e outra. Em ambientes muito secos durante a estação mais quente é conveniente pulverizar as folhas ao anoitecer. As raízes dos pinus não suportam os solos encharcadas nem com pouca aeração.

Adubo: São pouco exigentes com relação ao adubo, porém respondem vigorosamente nas adubações.. Para não aumentar o tamanho da folhas, deve-se adubar principalmente no final do verão, e em menor quantidade na primavera, depois que as folhas novas tenham-se aberto completamente. Os pinus preferem uma adubação orgãnica, e que não prejudique as mycorrhízas, que são fungos esbranquiçados que vivem em simbiose com suas raízes aumentando seu vigor e resistência.

Transplante: Os pinus normalmente se transplantam somente a cada 2 a 5 anos, tendo como regra que quanto mais velha e estruturada for a planta maior deverá ser o espaçamento entre um transplante e outro. Como terra tem preferência por solos bem estruturados e com uma boa drenagem, devendo-se adicionar aprox. 30% de areia média na mistura da terra. A melhor época é o final do inverno, devendo-se eliminar 1/3 das raízes. E conveniente após o
transplante regar com uma solução de VITABONSAI , ou qualquer outro estimulador de enraizamento.

Poda e pinçagem: Se podam no inverno, quando diminuem sua atividade de crescimento. Os ramos nunca devem ser podados de maneira a eliminar totalmente suas gemas e suas folhas, isto acarretaria sem dúvida nenhuma na perda deste ramo. Se queremos diminuir um ramo, devemos primeiro conseguir que se desenvolvam novas gemas de crescimento em seu interior, para então podarmos sua extremidade. Para conseguirmos esta brotação” é necessário um pinçamento contínuo das brotações terminais.

Existem dois tipos básicos de poda para os pínus: O pínçado das velas (brotos novos de forma alongada) antes de abrir as folhas (acículas) , e serve para igualar a força entre os diferentes ramos da árvore. Se executa nos meados da primavera. O outro tipo é a poda dos brotos novos, quando as folhas estão completamente desenvolvidas. Serve para estimular o crescimento de novos brotos nas partes interiores dos ramos. Este tipo de poda se realiza no
princípio do verão.

No caso dos pinus para a poda de galhos mais grossos, a poda deverá ser feita no inverno, e deixando-se sempre o toco do galho cortado junto ao tronco, para evitar a perda excessiva de seiva. Somente corrigimos o corte quando este toco esteja completamente seco. Muitas vezes esta correção se faz no ano seguinte a eliminação do galho.

Aramação: Para os galhos mais grossos poderá ser feita no início do outono, devendo permanecer até o inicio da primavera, cuidando sempre para o arame não penetrar na casca da árvore. Para brotos mais novos deverá ser feita de dezembro a fevereiro, e muitas vezes podendo permanecer até a próxima primavera.

Fonte: www.vivabonsai.com.br

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A Armilariose em Pínus no Brasil

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A armilariose é uma das doenças mais conhecidas no mundo. Esta doença é conhecida como uma podridão de raízes e pode ser encontrada em diferentes plantas hospedeiras. No caso de espécies florestais, já foi encontrada em coníferas como Abies, Araucaria, Chamaecyparis, Criptomeria, Cupressus, Juniperus, Larix, Libocedrus, Pinus, Pseudotsuga, Sequoia, Thuya, Tsuga.

Em folhosas temos Acacia, Acer, Alnus, Betula, Castanea, Fagus, Juglans, Morus, Platanus, Populus, Robinia, Quercus.

No caso de culturas agrícolas importantes, pode parasitar maceiras, pereiras, ameixeiras e cerejeiras; citros, videiras, oliveiras, nogueiras e cerejas arbustivas. Ataca, também, plantas ornamentais como rododendro e azaléia e outros hospedeiros como mandioca, banana, palmito-juçara, batata, cenoura, nabo, ruibarbo, dália e morango.

Esta doença é causada por um fungo do gênero Armillaria, que possui ao redor de 40 espécies registradas. Estas espécies foram encontradas na América Central, Caribe, Europa, América do Norte, África, Índia, Austrália, Japão, América do Sul, Nova Zelândia e Nova Guiné. Associado ao pínus, encontramos as espécies A. mellea, A. gallica, A. obscura (= A. ostoyae) A. fuscipes, A. novaezelandiae causando podridão de raízes e morte de árvores.

As espécies registradas na América do Sul são A. griseomellea, A. novae-zelandiae, A. procera, A. puiggarii, A. sparrei, A. tigrensis e A. yungensis, sem confirmação de todas serem patogênicas.

A literatura nacional apresenta poucas informações sobre a ocorrência da podridão de raízes por Armillaria em espécies florestais. No Brasil, a doença foi constatada em espécies de Pinus, Araucaria e Eucalyptus, nos três estados da região Sul e em São Paulo, região Sudeste. Plantios com espécies tropicais de pínus não apresentaram a doença, até o presente momento. Até o momento, a doença foi constatada em Pinus elliottii var. elliottii, P. taeda e P. patula.

O primeiro registro da armilariose em pínus no Brasil foi feito em 1962, relatando o ataque de A. mellea em raízes de P. elliottii, com um ano e meio de idade, em Castro, PR e Joaçaba, SC, material doente coletado em 1961.

Posteriormente, novos registros foram feitos, em 1964, acerca do ataque a P. taeda e P. patula, em São Paulo.

Outros relatos foram feitos em P. elliottii e P. taeda, procedentes de Guarapuava, PR e Campos Novos, SC. No início da década de 90, novos registros da doença em P. elliottii chamaram a atenção pela elevada incidência em plantios localizados nos municípios de Guarapuava e Pinhão, no Estado do Paraná.

Consultorias e vistorias

realizadas nos plantios afetados consideraram as áreas como inadequadas à continuidade da cultura do pínus, inclusive sendo recomendado que tivessem outra utilização agrícola, em vista da infestação presente e da impossibilidade de aplicação de medidas de controle eficazes, naquela época.

O agente causal foi inicialmente registrado no Brasil como A. mellea, porém, especialistas em taxonomia deste gênero recomendam citar Armillaria sp., até que estudos mais conclusivos apresentem a identificação correta deste fungo.

No Brasil, as observações mais recentes sobre a incidência da armilariose mostram que o início ocorre em árvores com menos de um ano de idade, estando presente em indivíduos com mais de 20 anos. Geralmente, a doença têm sido verificada em plantas localizadas em áreas recémdesmatadas.

Sintomas e sinais da doença

Um declínio geral no vigor, amarelecimento e bronzeamento das acículas e sua posterior queda são os primeiros sintomas notados pelo observador (Figura 1A). Especialmente em pínus, pode existir um fluxo anormal de resina a partir do colo da árvore, algumas vezes estendendo-se ao solo para formar crostas de resina (Figura 1B).

A produção de cogumelos (basidiocarpos) de Armillaria spp. ocorre normalmente no outono, freqüentemente associado com estágios avançados da doença.

Os cogumelos desenvolvem-se em grupos na base de árvores vivas e no solo, acima de raízes infectadas (Figura 1C). Os basidiocarpos possuem uma estipe central sólido, amarelo ou marrom, de 8 a 25 cm de comprimento. O chapéu do cogumelo (píleo) é amarelo e pode ser marcado por escamas marrom-escuras na parte superior. A parte inferioré composta de lamelas esbranquiçadas a princípio e depois róseas, que são ligadas ao pedicelo e ao píleo. Pode existir
um anel na estipe, logo abaixo das lamelas. Os basidiosporos são hialinos, elípticos ou reniformes, medindo entre 6 a 9 ¼m.

Uma inspeção mais apurada da base da árvore revelará porções de casca e de madeira apodrecida. A diagnose é certa quando placas miceliais ou feltro brancos e rizomorfas escuras similares a cordões de sapato são encontradas sob a casca da árvore doente (Figura 1D).

Aspectos epidemiológicos

A podridão de raízes dissemina-se em dois modos: pelos basidiosporos produzidos nos basidiocarpos e pelas rizomorfas subterrâneas.

Os basidiosporos são disseminados pelo vento. Eles germinam sobre os tocos infectando os tecidos da planta e árvores mortas, mas raramente um hospedeiro vivo.

Possivelmente, podem atacar árvores vivas através de ferimentos abertos na base ou sobre as raízes expostas ao ar.

O principal método de infecção em árvores vivas é por rizomorfas subterrâneas (Figura 1E). Estas estruturas são similares àquelas rizomorfas subcorticais escuras encontradas em conjunção com as placas miceliais brancas sob a casca de árvores doentes. As rizomorfas consistem de uma camada central de hifas hialinas arranjadas em linhas longitudinais, recobertas por uma camada externa escura composta de tecido fúngico compacto. O tamanho destes filamentos miceliais varia de 1 a 3 mm, em diâmetro. Elas crescem através do solo, usualmente próximo à superfície.

Quando a ponta da rizomorfa entra em contato com uma raiz viva, esta penetra pela casca por uma combinação de meios mecânicos e químicos. As hifas da rizomorfa penetram então pela casca interna e na madeira do novo hospedeiro.

Os fungos causadores de podridão de raízes podem infectar mais facilmente as árvore sadias, através de porções da árvore danificadas próximo ou logo abaixo do nível do solo em decorrência da ação de forças naturais.

Estas injúrias podem resultar de condições naturais como uma estação muito úmida ou a fricção de árvores durante ventos fortes; pois ambas as situações matam as pontas das raízes. Alguns danos são decorrentes da ação de insetos xilófagos, criando portas de entradas ideais para fungos apodrecedores.

Ferimentos decorrentes do contato das raízes da planta hospedeira com rochas ou outras raízes permitem aos fungos entrarem através da casca danificada. A enxertia natural entre raízes, usualmente entre árvores da mesma espécie, fornece uma interrupção na casca e portas de entrada aos fungos. O pisoteio pelo
gado e outros animais pode danificar as raízes expostas e criar oportunidades para a infecção de árvores sadias.

Parece existir uma relação entre as condições dos sítios florestais e a incidência da podridão de raízes. A infecção de Abies balsamea e Picea mariana por A. obscura, no Canadá, tende a ser maior em sítios em topografia mais elevada e sobre solos de textura leve com baixa umidade do solo. P. mariana em sítios de topografia mais baixa apresenta pouca incidência de armilariose.

Estudos recentes do crescimento micelial do fungo Armillaria sp. obtido de árvores doentes em plantios de P. elliottii revelaram que existe uma faixa de temperaturaótima para o desenvolvimento, entre 15 e 25 °C, que proporcionou as maiores taxas de crescimento. O fungo desenvolveu-se bem entre 5 e 25 °C, com queda acentuada no crescimento acima de 30 °C.

Tais dados revelam a preferência por temperaturas mais amenas, típicas da região Sul do Brasil.

Preparo de solo e manejo versus armilariose

A exposição das raízes infectadas ao sol, durante a preparação da área para plantio, causa o secamento do material infectado e reduz grandemente o potencial de inóculo no solo. Medidas sanitárias aplicadas durante as operações de preparo do solo e de desbaste reduzem o potencial para novas infecções. A remoção da maior quantidade possível de material morto é um meio efetivo de reduzir a podridão de raízes por Armillaria em coníferas.

Existe um risco pequeno de disseminação da doença por meio do transporte de fragmentos de raízes infectadas entre talhões, no tráfego de tratores, correntões e grades.

Todo material vegetal produzido pela destoca da mata anterior deve ser queimado, para garantir a eliminação do patógeno das áreas de plantio.

Os tocos remanescentes da retirada de árvores nativas hospedeiras e aquelas dos desbastes são pontos ideais para a colonização de Armillaria. Uma vez colonizados tornam-se em fontes de inóculo para a doença. O envenenamento de tocos recém-cortados com produtos químicos pode ser uma medida de controle interessante, a exemplo do que foi feito com outro patógeno de raízes, o fungo Heterobasidion annosum. Outro aspecto levantado no manejo é o fato de que o controle químico ou mecânico de plantas invasoras para eliminar a competição em talhões pode multiplicar a fonte de inóculo.

Plantas arbustivas e pequenas árvores invasoras, mortas por herbicida, podem ser infectadas por Armillaria e aumentar o número de focos, no plantio.

A possibilidade de podridão de raízes afetar as árvores é maior, onde maquinário pesado é empregado para realizar as operações de manejo e exploração. Os erros do operador e descuidos podem resultar em danos às raízes, próximo ao nível do solo. Estes ferimentos criam portas de entrada para fungos apodrecedores. Danos ocorrem durante a derrubada de árvores em operações de desbaste, seja na base ou nas raízes mais superficiais, durante a queda das árvores. Outra possibilidade de danos às raízes ocorre com a entrada de maquinário agrícola para a retirada das toras.

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