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Pinus

Cultivo do Pinus

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Espécies de Pinus são plantadas em todo mundo, e valorizadas pelas seguintes características:

a) madeira de cor clara, variando de branca a amarelada

b) madeira de fibra longa, apropriada para fabricação de papel de alta resistência para embalagens, papel de imprensa e outros tipos de papel

c) possibilidade de extração de resina, em escala comercial, em algumas espécies

d) rusticidade e tolerância, possibilitando o plantio em solos marginais para agricultura e, assim, agregar valor à terra com a produção adicional de madeira, formação de cobertura protetora do solo e reconstituição de ambiente propício à recomposição expontânea da vegetação nativa em ambientes degradados

e) valor ornamental para arborizações e paisagismo

No Brasil, os pinus vêm sendo plantados há mais de um século, tendo sido, inicialmente, introduzidos para fins ornamentais. Somente a partir de 1950 é que foram plantadas em escala comercial para produção de madeira. O principal uso deles é como fonte de matéria-prima para as indústrias de madeira serrada e laminada, chapas, resina, celulose e papel.

O estabelecimento e o manejo de florestas plantadas com pinus vem possibilitando o abastecimento de madeira que, anteriormente, era suprido com a exploração do pinheiro brasileiro. Assim, essa prática estabeleceu-se como uma importante aliada dos ecossistemas florestais nativos pois vem suprindo uma parcela cada vez maior da necessidade atual de madeira.

Espécies de Pinus vêm sendo plantadas, em escala comercial, no Brasil, há mais de 30 anos. Inicialmente, os plantios mais extensos foram estabelecidos nas Regiões Sul e Sudeste, com as espécies P. taeda para produção de matéria-prima para as indústrias de celulose e papel e P. elliottii para madeira serrada e extração de resina. 

Atualmente, com a introdução de diversas espécies, principalmente das regiões tropicais, a produção de madeira de Pinus tornou-se viável em todo o Brasil, constituindo uma importante fonte de madeira para usos gerais, englobando a fabricação de celulose e papel, lâminas e chapas de diversos tipos, madeira serrada para fins estruturais, confecção de embalagens, móveis e marcenaria em geral.  

A grande versatilidade das espécies para crescer e produzir madeira em variados tipos de ambiente, bem como a multiplicidade de usos da sua madeira possibilita a geração desse recurso natural em todo o território nacional, em substituição às madeiras de espécies nativas. O desenvolvimento da tecnologia de utilização da madeira de pínus e a ampliação das alternativas de uso tornaram essas espécies cada vez mais demandadas no setor florestal.

Em decorrência disso, vem aumentando o número de produtores, especialmente pequenos e médios proprietários rurais, interessados no plantio e manejo de Pinus, em busca de dados técnicos para plantio, manejo e viabilização do agronegócio com estas espécies.  Este trabalho foi elaborado na tentativa de suprir as informações básicas necessárias aos produtores, visando elevar a cultura de pínus como alternativa estratégica e rentável nos setores florestal e agroflorestal brasileiro.

Espécies de Pinus mais plantadas no Brasil

As espécies de Pinus que se destacaram, inicialmente, na silvicultura brasileira, foram P. elliottii e P.taeda, introduzidas dos Estados Unidos, visto que as atividades com florestas plantadas eram restritas às Regiões Sul e Sudeste. A partir dos anos 60, iniciaram-se as experimentações com espécies tropicais como P. caribaea, P.oocarpa, P. tecunumanii, P. maximinoi e P. patula possibilitando a expansão da cultura de Pinus em todo o Brasil, usando-se a espécie adequada para cada região ecológica.

A partir dos anos 80, experimentos com amostras de uma ampla variedade de procedências das espécies já conhecidas, bem como de espécies tropicais possibilitou a ampliação de opções de espécies e o potencial econômico desses Pinus em plantios comerciais. Espécies como P. maximinoi, P. chiapensis e P. greggii poderão, brevemente, ser incorporadas, operacionalmente, como produtoras de madeira, assim que estudos de produtividade e adaptação das diferentes procedências chegarem à maturidade e os povoamentos entrarem em fase de produção de sementes.

Preparo de área

Para se estabelecer um plantio de Pinus por mudas, devem ser consideradas várias situações na tomada de decisão sobre o preparo da área. Um dos fatores que mais influenciam no crescimento do Pinus é a profundidade efetiva do solo.

Mesmo sendo árvores que atingem grandes dimensões, poucas raízes são encontradas a mais de 60 cm de profundidade. Assim, se o plantio for em áreas que eram anteriormente utilizadas com cultivos agrícolas mecanizados, é recomendável preparar o solo com subsolador pois é provável que ele esteja compactado.

O mesmo procedimento deve ser adotado em áreas com solos pedregosos na superfície e com profundidade efetiva maior que 50 cm.

Em áreas previamente utilizadas com pastagem, a profundidade da subsolagem pode ser reduzida, uma vez que a compactação, decorrente de pisoteio, é superficial. Nestes casos, o mais importante é o controle das gramíneas, durante o primeiro ano do plantio.

Em áreas de plantio de segundo ciclo de Pinus, o preparo do solo será necessário somente se a colheita e a retirada da madeira tiverem sido mecanizadas pois estas operações sempre causam compactação do solo. Quanto maior o teor de umidade no solo, mais profunda e mais severa serão os efeitos desses equipamentos na compactação do solo.

Doenças

O pínus pode ser atacado por patógenos, principalmente fungos, desde a fase de viveiro até em plantios adultos. Os principais problemas de doenças em pínus são: tombamento de mudas; podridão-de-raiz; mofo-cinzento; queima de mudas por Sphaeropsis; armilariose; queima de acículas por Cylindrocladium; seca de ponteiros e morte de árvores por Sphaeropsis; ausência de micorrizas; fumagina; afogamento do coleto; enovelamento de raízes; geadas; descargas elétricas e; granizo.

Pragas

Aspectos gerais

O pínus pode ser atacado por diveras pragas, destacando-se dentre ela, as seguintes: formigas, vespa-da-madeira e pulgões.

Fonte: sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br

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Indicações para escolha de espécies de Pinus

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Nos últimos anos a utilização de Pinus na indústria madeireira brasileira tem sido crescente. As estimativas indicam que 35% do volume de madeira serrada produzida é formado de madeira desse gênero e no país existem, aproximadamente, 1,5 milhões de hectares de plantações.

Portanto, tratam-se de espécies fundamentais para o fornecimento de matéria-prima, com destaque as Regiões Sul e Sudeste (BALLARIN & PALMA, 2003). Porém, apesar da demanda, a indústria madeireira está preocupada com a progressiva diminuição da sua oferta.

O problema ainda não atinge as grandes empresas do setor afetando as pequenas, incapazes de manter vastas áreas próprias para reflorestamento (LOETZ,2003).

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O estabelecimento e o manejo de florestas plantadas com Pinus vem possibilitando o abastecimento de madeira que, anteriormente, era suprido com a exploração da araucária. Essa prática é importante para ecossistemas florestais nativos, pois vem suprindo uma parcela cada vez maior da necessidade atual de madeira (SHIMIZU & MEDRADO).

As condições de adaptação do Pinus aos solos ligeiramente ácidos, que constituem a grande maioria dos solos do país, permitiram a implantação de extensas áreas que, juntamente coma adoção de práticas silviculturais adequadas, tornam as espécies deste gênero importante fonte de matéria-prima, proveniente de florestas estabelecidas dentro dos padrões de sustentabilidade (KRONKA et all, 2005).

A floresta de Pinus é diferenciada pelo seu multi-uso porque, após o corte, sua madeira pode ser destinada à indústria laminadora, que a utiliza para fabricação de compensados; para a indústria de serrados, que a transforma em madeira beneficiada ou é convertida em móveis; para a indústria de papel e celulose; para a indústria de MDF e, mesmo o seu resíduo, tem sido aproveitado como biomassa para geração de vapor e energia (CARGNIN,2005).

Na área de papel e celulose, que só trabalha com árvores de reflorestamento, o Pinus representa 30% das plantações. Ele é importante porque contribui com as fibras longas, imprescindíveis na fabricação de papéis, que exigem maiores resistências e melhor absorção de tinta (AGROPAUTA).

No caso dos compensados, estas espécies são responsáveis por 61% do volume anual produzido. Estima-se que aproximadamente 3,15 mil empresas no Brasil utilizam Pinus nos seus processos produtivos (VITAL,2005).

O potencial silvicultural das espécies de Pinus no Brasil é um fator fundamental para a sustentação do parque industrial madeireiro, sendo as mais plantadas e industrializadas o Pinus elliottii Engelm. e P. taeda. No entanto, existem muitas outras espécies de Pinus com grande potencial de utilização, que devem ser objetos de pesquisa tecnológica (IWAKIRI et al.).

Apesar desta grande potencialidade, no Brasil poucas são as pesquisas sobre as características e a qualidade da madeira de Pinus. Os poucos estudos existentes, em geral orientados mais para o setor de papel e celulose, são de pouca aplicabilidade na indústria de transformação mecânica da madeira.

Deve-se ressaltar que algumas espécies do gênero Pinus apresentam boa adaptação ecológica em diferentes condições edafoclimáticas existentes no Brasil.

Dessa maneira conseguem reproduzir, propagar e se desenvolver naturalmente em condições de pequena competição com a vegetação local. Para contornar possíveis problemas com essa característica do gênero é importante o correto manejo e a escolha adequada da área e das espécies o que é comumente feito nas principais empresas do setor que trabalham com esse gênero.

A escolha da espécie ideal é fundamental para eficiência e eficácia do plantio, portanto deve-se levar em consideração a finalidade e aspectos gerais do local, como clima, solo, entre outros.

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Espécies de Pinus indicadas em função do uso

Arborização, parques e jardins: P. caribaea, P. elliottii, P. kesiya, P. montezumae, P. oocarpa, P. pinea, P. pseudostrobus, P. radiata, P. roxburghii, P. strobus, P. taeda, P. tecunumanii e P. virginiana

Celulose: P. caribeae, P. taeda, P. maximinoi, P. patula, P. kesiya, P. pseudostrobus, P. tecunumanii, P. virginiana, P. strobus e P. echinata

Caixotaria: P. kesiya, P. pinea e P. virginiana

Construções: P. elliottii, P. kesiya, P. palustris, P. radiata, P. sylvestris, P. taeda, P. tecunumanii e P. wallichiana

Dormentes: P. palustris e P. taeda

Estacas e moirões: P. elliottii, P. caribaea var hondurensis, P. oocarpa, P. kesiya e P. pinea

Laminação: P. taeda, P. elliottii, P. strobus, P. caribaea, P. chiapensis, P. maximinoi, P. oocarpa e P. tecunumannii

Lenha e carvão: P. caribaea var hondurensis, P. caribaea var bahamensis, P. oocarpa e P. roxburghii

Móveis: P. taeda e P. elliottii

Particulados (aglomerado, OSB, waferboard): P. taeda, P. oocarpa, P. pinea, P. palustris, P. pinaster, P. patula, P. caribaea, P. chiapensis, P. maximinoi e P. tecunumannii

Postes: P. palustris, P. pinea e P. taeda

Resina: P. taeda, P. elliottii, P. tecunumanii, P. caribaea var hondurensis, P. caribaea var bahamensis, P. pinaster, P. sylvestris, P. oocarpa, P. kesiya, P. merkusii, P. patula, P. montezumae, P. palustris, P. ponderosa, P. roxburghii, P. pseudostrobus, P. leiophylla, P. montezumae, P. hartwegii e P. echinata

Serraria: P. taeda, P. elliottii, P. palustris, P. patula, P. oocarpa, P. maximinoi, P. caribaea var hondurensis, P. caribaea var bahamensis, P.caribaea var caribaea

Espécies de Pinus indicadas em função do clima

Equatorial: P. caribaea var hondurensis, P. caribaea var bahamensis, P.caribaea var caribaea, P. maximinoi e P. oocarpa

Tropical Brasil Central: P. caribaea var hondurensis, P. caribaea var bahamensis, P.caribaea var caribaea, P. oocarpa, P. tecunumanii, P. maximinoi, P. patula, P. montezumae, P. kesiya, P. pseudostrobus, P. wallichiana, P. taeda e P. elliottii

Tropical Zona Equatorial: P. caribaea var hondurensis, P. caribaea var bahamensis, P.caribaea var caribaea, P. maximinoi e P. oocarpa

Teperado: P. taeda, P. elliottii, P. patula, P. echinata P. montezumae, P. virginiana, P. radiata, P. kesiya, P. wallichiana, P. maximinoi, P. chiapensis, P. hartwegii, P. leiophylla, P. pinea, P.pinester, P. sylverstris, P. greggi, P. roxburghii, P. strobus, P. palustris, P. merkusii e P. ponderosa

Espécies de Pinus indicadas em função do solo

Argilosos: P. caribaea var hondurensis, P. caribaea var bahamensis, P.caribaea var caribaea, P. taeda e P. tecunumannii

Textura média: P. kesiya e P. elliottii

Arenosos: P. maximinoi, P. pinaster, P. hartwegii, P. leiophylla, P. maximinoi, P. elliottii, P. taeda, P. caribaea var hondurensis, P. caribaea var bahamensis, P.caribaea var caribaea e P. tecunumannii

Hidromórficos: P. elliottii, P. contorta, P. palustris, P. taeda, P. tecunumanii, P. chiapensis e P. caribaea var hondurensis

Distróficos: P. elliottii

Bibliografia

AGROPAUTA. PINUS: Qual o potencial dessa madeira para o Brasil. http://www.agropauta.com.br/miudos.asp?todo=id&id=67. Consultado em 19/12/2005.
BALLARIN,A.W.;PALMA,H.A.L. Propriedades de resistência e rigidez da madeira juvenil e adulta de Pinus taeda L. Rev. Árvore, vol.27 no.3 Viçosa May/June 2003
CARGNIN,O. Alternativas das florestas de pinus. Disponível em: http://www.valeverde.org.br/html/clipp2.php?id=3752&categoria=Biodiversidade. Consultado em 28/09/05.
IWAKIRI, S.; SILVA, J.R.M.; MATOSKI,S..L.S.; LEONHADT,G.; CARON,J. Produção de chapas de madeira aglomerada de cinco espécies de pinus tropicais.
LOETZ,C. Vai faltar Pinus. http://an.uol.com.br/2003/abr/19/0loe.htm. Consultado em 19/12/2005
KRONKA,F.J.N.; BERTOLANI,F.; PONCE,R.H. A cultura do Pinus no Brasil. São Paulo: Sociedade Brasileira de Silvicultura, 2005
SHIMIZU,J.Y.;MEDRADO,M.J.S. Cultivo do Pinus http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Pinus/CultivodoPinus/index.htm. Consultado em 07/01/2006.
TOMASELLI,I. A industria de painéis no Brasil e no mundo: tendências de mudanças do perfil de produção e usos. In: SEMINARIO INTERNACIONAL DE PRODUTOS SOLIDOS DE MADEIRA DE ALTA TECNOLOGIA, 1, Belo Horizonte, 1998. Anais. Belo Horizonte: SIF/UFV, 1998, p.55-64.
VITAL,B.R. Propriedades da madeira de Pinus elliottii. Revista da Madeira, nº 89 - ano 15 - abril de 2005. http://www.unesp.br/noticias/130804c.php. Consultado em 07/01/2006.
http://www.expressao.com.br/300/anuarios_eletronicos/anuario2005/conteudos/prod_florestais.htm. Consultado em 19/12/2005.

Fonte: www.ipef.br

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