
Já antes falámos da importância do tratamento e manutenção da água da piscina, sem o qual facilmente se torna em algo repelente em vez de convidativo. O tratamento químico da água, a prevenção de algas e os filtros são, por isso mesmo, dos temas mais importantes no que diz respeito aos cuidados com a piscina.
Ora, o primeiro passo para evitar todo o tipo de problemas que pode vir a ter é a limpeza da piscina. E para isso, existe um conjunto de acessórios fundamentais.
Esta será a base de todo o trabalho. O cabo telescópico existe em diversos materiais (sobretudo alumínio e fibra de vidro, sendo este último o mais recomendado), e consiste num varão extensível, que duplica o seu tamanho base.
Assim, um varão com 2,5 metros poderá ser aumentado até 5 metros; o tamanho ideal para si dependerá do tamanho da sua piscina, mas este comprimento será suficiente para a grande maioria das piscinas domésticas.
É neste cabo que irão encaixar a maior parte dos acessórios para os diversos tipos de limpeza que terá que efetuar.
Este será, provavelmente, o instrumento que irá usar com maior frequência em todo o seu trabalho de manutenção e limpeza da piscina.
Como pode ver no mapa cronológico de tarefas a efetuar, a limpeza da superfície da água deve ser feita diariamente, e para isso, precisará da rede para folhas.
Este acessório consiste num aro em alumínio revestido a plástico ou borracha, no qual encaixa uma rede, nuns casos fixa, noutros substituível em caso de se danificar.
Esta rede pode ser de tecido, plástico, ou malha de metal inoxidável: mesmo sendo a mais cara das três, pela sua longevidade e resistência é a malha que recomendamos – trata-se de um investimento para o futuro.
A rede para folhas encaixa no cabo telescópico, e deverá usá-la para recolher a sujidade de maiores dimensões à superfície da água.
A escova explica-se por si própria: é o acessório que encaixará também no varão telescópico e que deverá usar para escovar as paredes da piscina.
Elementos como a sujidade, o calcário e até as algas acumulam-se nas paredes, e se não forem removidos poderão não só afetar definitivamente a estética da estrutura, mas também potenciar infestações.
Estas escovas são geralmente retangulares com medidas variáveis (desde 15 a 50cm). Algumas têm ainda as extremidades curvas, facilitando o uso nos cantos da piscina.
O princípio é exatamente o mesmo que dentro de casa: trata-se de aspirar a sujidade que se instalou no solo, tal como numa carpete. Existem diferentes tipos de aspiradores, entre os quais são cada vez mais populares os robots automáticos: apenas tem que os deixar fazer o seu trabalho, sem qualquer esforço da sua parte.
Por outro lado, e não menosprezando a eficácia destes robots, o trabalho manual é uma garantia de qualidade inigualável, e dado o baixo custo dos aspiradores de vácuo (contrastando com o custo considerável da alternativa automática), talvez esta não seja uma opção assim tão descabida.
Encaixando no varão telescópico, é ligado diretamente ao sistema de filtragem através de uma mangueira própria: uma ponta no próprio aspirador e a outra conetada ao skimmer. Desta forma, a sujidade aspirada será diretamente levada para o filtro, de acordo com o curso normal da água.
De modo a deslizar suavemente pelo fundo, sem provocar atrito ou mesmo riscos, os aspiradores são dotados de um conjunto de escovas (que libertam a sujidade mais resistente) ou de pequenas roldanas.
Em termos de aspeto, são bastante semelhantes às escovas de parede, mas mais flexíveis.
Uma área à qual deverá dar uma atenção especial é a linha de água, normalmente revestida de azulejos. Para os limpar irá necessitar de escova e sabão próprios, específicos para esse tipo de material: ao adquiri-los numa loja especializada, certifique-se que são apropriado para azulejos de piscinas.
A escova para azulejos aplica-se igualmente no varão, fazendo habitualmente um ângulo de 90º para minimizar o seu esforço. Ao mesmo tempo, pode também escovar diretamente, de joelhos; apesar de constituir um esforço considerável, aumenta a qualidade do trabalho.
Será importante escovar acima e abaixo da linha de água, na totalidade dos azulejos, uma vez que, com a evaporação e reposição do nível da água, este é bastante inconstante.

De todas as informações relativas à sua piscina, aquela que é de longe a mais importante é a capacidade. Nunca será demais certificar-se da capacidade exata da sua piscina, pois é ela que irá definir todos os cuidados de conservação que lhe dizem respeito, desde o tratamento básico e avançado da água, até à própria escolha de equipamento (bomba, motor e filtro), assim como a respetiva manutenção.
É frequente, sobretudo quando está em questão a aquisição de uma moradia usada com piscina, que os valores sejam arredondados, ou que essa informação não seja levada tão a sério quanto devia. Não pode dizer que a capacidade da piscina é de 45m3 ou 50m3 se a sua capacidade é de 47m3: pode parecer uma diferença insignificante, mas a habituação a que esse arredondamento irá levar fará com que, a longo prazo, sejam aplicadas quantidades erradas de químicos, ou a que seja utilizada uma bomba inadequada para a quantidade de água em questão. Tudo pequenos erros que com o tempo causarão desperdícios de materiais, de tempo e de dinheiro. Veja as coisas desta forma: um metro cúbico significa 1000 litros. Ainda lhe parece insignificante?
Em suma, deverá sempre saber qual a capacidade da sua piscina. Se não tem a certeza absoluta dos valores que estão em sua posse, ou se duvida da exatidão dos números que lhe foram fornecidos, ou mesmo que queira apenas ter a certeza, fazer os cálculos é um pequeno exercício matemático extremamente simples que não lhe irá ocupar muito tempo e poderá poupar muitos aborrecimentos.
Ainda antes de passar ao cálculo da capacidade da piscina, terá que saber qual a profundidade média. Em piscinas que não têm a mesma profundidade em toda a sua área mas cuja inclinação é regular e gradual, basta utilizar a maior e a menor profundidade (supondo que tem 0,5m na parte menos funda, e 2m na outra extremidade, a profundidade média será 1,25m).
Contudo, é frequente a inclinação da base da piscina não ser regular, sendo por exemplo (numa piscina de 10 metros) de 1m de profundidade nos primeiros 7m, e descendo depois abruptamente aos 2m de profundidade no espaço restante. Nesse caso, o melhor que poderá fazer é dividir a piscina, imaginando que se tratam de espaços distintos: estabelece um valor para uma área, e outro para a outra, realizando dois cálculos de capacidade distintos e somando o valor final.
O mais importante é que faça a medição a partir do nível da água e não do topo da piscina: como sabemos, a piscina não é enchida até ao topo, e se somar essa diferença à profundidade média, poderá resultar em erros de vários metros cúbicos (o que terá consequências graves nas quantidades de químicos que aplicar, por exemplo).
É um dos formatos mais comuns em piscinas caseiras, e também o mais fácil de calcular: basta multiplicar a largura pelo comprimento e pela profundidade média. Imaginemos que temos uma piscina quadrangular com 5 metros de lado e 1,5m de profundidade média: a sua capacidade será de 37,5m3; numa retangular com 8 metros de comprimento por 3 de largura, e uma profundidade média de 1,25m, a capacidade será de 30m3.
Para calcular a capacidade de uma piscina com formato circular, basta regressar aos tempos de escola: ainda se lembra como calcular a área de um círculo? É muito simples: diâmetro x diâmetro x profundidade média x 0,785. Este último valor é uma constante, pelo que numa piscina com 8 metros de diâmetro e 2 metros de profundidade média, a fórmula seria 8x8x2x0,785, o que nos dá uma capacidade de 100,48m3.
No que diz respeito a formatos ovais, considere o maior e o menor diâmetro, transformando a fórmula em: maior diâmetro x menor diâmetro x profundidade média x 0,785.
Com a grande diversidade de formatos que tem proliferado nos últimos tempos, torna-se difícil aplicar uma fórmula universal para o cálculo da respetiva capacidade. Na verdade, cada formato irá exigir uma adaptação específica, mas a base será sempre a que já foi referida: altura x comprimento x profundidade média.
Nestes casos terá que puxar um pouco pela cabeça, mas na maioria das vezes será possível “fraccionar” a área da piscina em diversas formas geométricas, transformando uma área irregular em diversos círculos, quadrados e retângulos. Terá apenas que calcular individualmente a área de cada uma dessas fracções, somando-as todas no final.

Neste exemplo, poderá transformar este “formato de comprimido” num retângulo e num círculo (juntando os dois meios círculos das extremidades).

Neste, o cálculo será mais simples: basta fraccionar a área total em tantas partes quanto necessário.