
Dúvidas com relação a pisos laminados são muito frequentes, mesmo entre os profissionais ligados à área da construção civil. A primeira dúvida a ser esclarecida é a respeito dos pisos de madeira existentes no mercado. Existem os pisos laminados e os de madeira natural.
Pisos laminados
O piso laminado de alta pressão é fabricado a partir da impregnação do papel em resinas fenólicas e melamínicas, prensadas em alta pressão e temperatura, obtendo-se um corpo único, como a fórmica. Este tipo de piso é colado diretamente na base/ piso com adesivo de contato.
Já o piso laminado flutuante, de alta resistência, tem as mesmas propriedades e características dos pisos laminados de alta pressão, porém são aplicados sobre a base como um tapete, por isso é chamado flutuante. As réguas ou placas são coladas umas nas outras, mas não no chão. Flavia Vibiano, gerente de marketing da Eucatex, listou os prós e contras desse tipo de piso.
Prós
São confeccionados com tecnologia e características de resistência a impacto, riscos, manchas, brasa de cigarros, entre outros. Possuem design variado. Não há necessidade de outras colas ou adesivos, eles só precisam ser encaixados e podem ser instalados em quase qualquer tipo de sub-pavimento. Têm preço acessível e requerem menos mão-de-obra, pois não envolvem quebra-quebra e remoção de entulho.
O tempo de instalação é bem menor - até 40 metros quadrados num único dia, permitindo que o ambiente seja utilizado até 24 horas depois da conclusão dos trabalhos ou imediatamente após a instalação. Além disso, são hipoalergênicos. São mais resistentes a arranhões, umidade, sol, e mais fáceis de limpar e manter do que madeira natural.
Contras
A instalação não é permitida em áreas úmidas ou aquelas que tenham qualquer contato com áreas desse tipo, por exemplo, cozinhas e banheiros. Também não se pode instalar os pisos sobre áreas com condições inadequadas, ou seja, isento de areia, irregularidades acima de 3 mm, poeira, sujeira e umidade. Não podem ser polidos.
Pisos de madeira natural
Os pisos de madeira natural incluem os carpetes de madeira, o substrato de
compensado, o revestido com lâmina de madeira natural e também
os assoalhos e tacos. São feitos a partir de ripas de madeira natural,
tábuas e assoalhos, parafusadas no contrapiso ou coladas com colas
asfálticas, como os tacos. Emerson Lopes, consultor técnico
da Assoalhos São Paulo, listou os prós e contras desses tipos
de pisos.
Prós
Agregam valor ao imóvel por serem revestimentos de primeira linha. Aceitam a aplicação de diversos tipos de resinas de proteção, podendo assumir acabamento brilhante, acetinado ou fosco, de acordo com a preferência do morador. Aceitam reformas ao longo de décadas de uso, e o custo da reforma não é alto (varia de R$ 20 a R$ 45 por m²), podendo ser feita a cada oito anos.
O piso de assoalho pode ser instalado em composição com outros acabamentos, como cimento queimado, porcelanato, granito e mármore. São de fácil limpeza. Basta varrer com vassoura de pelos e passar pano úmido, dispensando a aplicação de ceras líquidas ou pastosas.
Contras
A resina de proteção e a madeira podem riscar se móveis sem feltros forem arrastados sobre o piso. Sol em excesso pode alterar o aspecto da resina de proteção. Água em excesso durante a limpeza ou por causa de um eventual vazamento hidráulico pode empenar as peças do piso.
A calafetação (massa que preenche o espaço entre uma peça e outra) pode soltar devido a movimentos naturais (contração e dilatação) da madeira. Não é a melhor opção para áreas molhadas e gordurosas, como banheiros e cozinhas.
A reforma demanda mão-de-obra e equipamento especializados para raspar o piso. O custo médio de instalação por metro quadrado é alto. No caso de tacos fica em torno de R$ 120 o m², o piso de assoalho sai, em média, por R$ 170 o m². É muito mais difícil de instalar e envolve fortes colas e adesivos.
Fonte: delas.ig.com.br

Piso de base asfáltica
Com acabamento em resinas acrílicas, é piso monolítico, construído com camada de pó de pedra compactada, camadas de britas imprimadas em asfalto e compactadas, composto asfáltico enriquecido com resinas sintéticas, regularizador da superfície, aplicação de produtos a base de resinas sintéticas selantes e quartzo moído e o acabamento mencionado, em resinas acrílicas, onde são demarcados os jogos. A textura desse piso é adequada para a prática esportiva, com excelente pique de bola, antiderrapante, pequena flexibilidade, absorvendo um pouco os choques, de baixíssima manutenção e de grande efeito estético. As disputas oficiais são feitas em pisos de 18m x 36m e 20m x 40m, mas amadoristicamente, um excelente desempenho se consegue em quadra com piso de 16m x 32m. A área de jogo mede 10,97m x 23,77m, para duplas. Esse piso é mais lento do que em tenisfast ou concreto, mas é mais rápido do que em saibro.
Piso de saibro
É executado com camada de caco de tijolos, camada de saibro e acabamento em pó de telha. É um piso lento, de muita manutenção, pois após ele concluído, é necessário rolá-lo por uns 6 meses, com rolo de 100 a 150 kg, diariamente a semanalmente, e após algumas partidas, passar um saco para regularizar o pó de telha superficial. É aconselhável construir bandejas de captação do pó nas canaletas, afim de reduzir o consumo desse material.
Piso de tenisfast
É bastante rápido, formado por camada de brita 2 para drenagem, camada de brita 1 imprimada com nata de cimento, e camada superficial de pedrisco imprimada em nata de cimento, com acabamento em tintas acrílicas. São construídos em placas, com juntas de borracha sintética. É piso drenante e em nível. Como ficam a céu aberto, a poeira que atinge a superfície acaba infiltrando-se e, com o passar do tempo, colmata a drenagem, comprometendo a absorção de águas pluviais e criando esforços que acabam provocando pequenas diferenças de cotas entre as placas. A manutenção é pequena até essa colmatação, que comumente danifica o piso exigindo outra construção.
Piso de concreto
Somente é aconselhável quando, além de se jogar tênis, deseja-se patinar, andar de bicicleta, fazer festas, etc. Esse piso é duro, flexibilidade quase nula, em placas, com juntas secas, superfície desempenada fina, lixada, regularizada com massa de cimento e pva para maior ancoragem da tinta e melhorar a textura e pintada com tintas acrílicas.
Piso em grama sintética
É executado sobre contrapiso de concreto ou asfáutico, onde se cola o tapete com as fibrilas de polipropileno de 10 a 55mm de altura e aplica-se areia de fundição compactada mistura c/ borrachade pneu moído, até que pouco menos da metade da altura das fibrilas estejam expostas. É um piso bastante caro, exigindo manutenção freqüente de redistribuição da areia e a cada trimestre, estudar reposição.
Piso de base asfáltica, tem as mesmas considerações com relação as quadras de tênis, somente que sua textura superficial é mais lisa, afim de reduzir as lesões em tombos.
Comumente, nesse tipo de quadra, demarcam jogos de futebol de salão, voleibol e basquetebol, chegando, em escolas, a demarcar também jogos de handebol. Pessoas físicas, afim de aumentar o grau de utilização das quadras que constróem em suas áreas de recreação. usam demarcar os jogos de tênis em lugar do handebol.
Essas quadras comumente medem 18m x 30m, mas encontra-se dimensões bem menores em Condomínios (12m x 20m, 14m x 27m, etc.).
Piso de concreto, executado como informado na categoria do tênis, é usado quando a finalidade é múltipla (social e esportivo).
Piso de madeira é um piso nobre, principalmente se for construído no modelo flutuante ou semiflutuante. Absorve bem os choques, é liso, durável, mas somente executado em quadras cobertas. É construído sobre um contrapiso onde se fixam barrotes de madeira e lâmina de neoprene, e sobre esses barrotes, são fixados os listones de madeira (marfim, cetim amarelo, ipê). Após, é lixado, calafetado, envernizado ou pintado com tintas poliuretânicas e demarcado. Esse piso é excelente para as disputas esportivas ou para atividades sociais. Seu preço é elevado.
Piso de borracha sintética é construído sobre contrapiso de concreto, e a borracha, com 10 ou 20mm de espessura, pode ser colada ou fixada com argamassa. Sua superfície é lixada e pintada com tintas acrílicas. É um piso macio, confortável, absorvente dos choques e antiderrapante. Ideal para utilização em play grounds de jardins de infância ou condomínios.
Pisos para outros tipos de quadras, como badminton, paddle tênis, peteca, squash, futebol society, etc.:
O badminton utiliza piso rígido ou quase rígido, como o de base asfáltica ou concreto, conforme enunciado em tênis, ou de madeira, se for coberto.
O paddle e a peteca utilizam pisos com as mesmas características do badminton.
O squash utiliza o piso de madeira no tipo semiflutuante. Essa madeira é cetim amarelo ou marfim, demarcado, sem a aplicação do verniz.

O futebol society utiliza piso de areia ou de grama sintética. O primeiro é feito com 15 a 20cm de areia media colocado sobre solo drenado. O segundo utiliza grama sintética apoiada sobre contrapiso de concreto ou de base asfáltica. A grama pode ser colada no contrapiso, caso de concreto, apoiada sobre o contrapiso de qualquer modalidade, mas com areia de fundição distribuída sobre ela, ou ter, entre a grama e o contrapiso, um amortecedor de borracha sintética.
Fonte: www.equyplan.com.br