Por serem de matéria-prima natural, os pisos de madeira podem sofrer expansão ou retração em algumas épocas do ano, dependendo das condições climáticas vigorantes, além de serem passíveis de sofrer alterações em sua tonalidade, sem que isso possa ser atribuído a defeito de fabricação.
Devido a movimentação natural da madeira deve-se deixar espaço entre o piso e a parede.
Mesmo depois de seca, a madeira continua trocando umidade com o ar; e essa mudança no seu teor de umidade ocasiona alterações dimensionais, mesmo que em ambientes internos, ou seja, podem “inchar, diminuir” e até apresentar fendilhamentos (pequenas rachaduras).
A durabilidade natural da madeira pode ser aumentada de diversas maneiras. Uma das mais eficientes é através da sua secagem, que elimina o risco do ataque de fungos e insetos, além de facilitar a colagem e a aplicação de acabamentos. Podem ainda ser utilizados produtos preservativos, ignífugos (produto que evita o fogo) e para acabamento superficial (tintas, vernizes, etc.).
A madeira depois de seca, (teor de umidade igual ou inferior à umidade de equilíbrio correspondente a sua condição de uso) dificilmente estará sujeita a defeitos, como deformações, empenamentos e rachaduras. Assim, toda madeira antes de ser beneficiada deve passar por um processo de secagem. Nunca secar após o beneficiamento, pois, dependendo do corte efetuado (tangencial ou radial), a secagem pode provocar sérias variações dimensionais.
A exposição da madeira ao ar é a forma mais simples de secagem. Todavia, deve ser empilhada e exposta de maneira adequada. Conforme as condições atmosféricas, espessura e disposição das peças, o tempo de secagem pode variar de semanas a meses.
Para uma secagem mais rápida e eficiente, pode-se colocar a madeira, antes de ser beneficiada, em secadores industriais, obtendo um resultado mais uniforme, reduzindo, assim, as tensões internas, o aparecimento de defeitos (ex: empenamento) e eliminando a necessidade de grandes pátios requeridos para secagem ao ar.
Geralmente os pisos de madeira são submetidos à secagem industrial, com ventilação forçada, aquecimento e controle de umidade relativa, buscando promover a secagem de forma rápida e uniforme, sem alterar a qualidade. São também utilizados controladores computadorizados e medidores de umidade para que o produto final atinja a umidade adequada.
Principais medidas para conservação da madeira
Utilizar somente madeira seca;
Evitar o contato direto com água da chuva e do solo;
Evitar a incidência direta do sol. Luz solar causa descoloração
da madeira.
Verificar e combater indícios de ataque de fungos e insetos;
Transporte e armazenagem
Manusear com cuidado as caixas durante o transporte;
Não colocar sobre as caixas de piso peso excessivo, galões de óleo ou outros produtos que possam danificar as caixas;
Conferir o pedido no momento do recebimento junto à transportadora;
As caixas devem ser estocadas em local seco, coberto e a uma distância mínima de 20 cm do solo;
Quando for guardar caixas abertas fechá-las bem antes do empilhamento;
No caso de piso pronto já envernizado, as peças soltas devem ser armazenadas com as faces do verniz voltadas entre si e acondicionadas de tal forma que não recebam claridade.
Antes da Instalação
Só permitir a instalação por profissionais competentes;
Guardar o material em local coberto e arejado;
Só retirar as peças da embalagem no momento da instalação, evitando assim arranhões,batidas, etc; Dependendo do teor de umidade das peças e do local da instalação pode ser necessário empilhamento prévio para aclimatação da madeira;
Abrir a caixa ou pacote por inteiro evitando arrastar as peças;
Fazer uma mesclagem das peças antes da instalação, verificando bem os diversos comprimentos e tonalidades;
Todas as peças devem ser inspecionadas antes da instalação para detecção de quaisquer problemas;
A instalação do piso deve ser feita somente após o término das outras etapas da obra e antes da instalação do rodapé;
Só iniciar a instalação quando o contrapiso estiver completamente curado (seco), limpo, nivelado (sem ondulações) e sem umidade ascendente;
No caso do contrapiso se encontrar abaixo do nível do terreno, pode ser indicado utilizar manta plástica para evitar a passagem de umidade;
O contrapiso térreo deve ser impermeabilizado;
Vidros e esquadrias devem estar colocados antes da instalação (para proteção contra chuva);
Eventuais reclamações sobre o produto devem ser efetuadas antes da instalação do mesmo;
Exigir garantia de qualidade do vendedor do produto e do serviço de instalação.
Durante a Instalação
Recomenda-se a retirada de qualquer tipo de piso existente antes da instalação.
Em caso de pisos de madeira antigos, pode ser analisada possibilidade de fixação em cima.
Utilizar manta de espuma e lona plástica;
Iniciar a instalação com o lado fêmea voltado para a parede, começando pelo lado mais longo da parede;
Utilizar embalagens abertas ou papelão para pisar sobre o piso já instalado;
Deixar junta de dilatação de junto a parede;
Nunca molhar ou umedecer o piso durante a colocação ou a aplicação de verniz;
A instalação do rodapé deverá ser feita somente após o término do piso e contrapiso;
Fazer a vedação com silicone em portas ou acabamentos junto a cerâmica (banheiros, cozinhas, varandas, sacadas etc.);
Após a Instalação
Móveis devem ser levantados e não arrastados. Deve-se colocar proteção nos pés dos móveis, como borracha, carpete e feltro, a fim de evitar marcas e arranhões;
Procurar efetuar limpeza apenas com vassoura de pêlos e pano levemente umidecido (cuidado com a quantidade de água);
Limpar manchas e gorduras apenas com água e sabão/detergente neutro o mais rápido possível após terem sido provocadas;
Líquidos derramados devem ser enxugados imediatamente;
Não utilizar solventes orgânicos (querosene, aguarrás etc.);
Dependendo do tipo de piso pode ser indicado ou não a utilização de ceras;
Não colocar vasos diretamente sobre o piso;
Não usar tapete nos primeiros dias após a instalação.
Colocar capacho nas entradas a fim de evitar poeira, areia ou pedregulhos dos calçados.
Em caso de mudança proteger o piso com tapetes ou papelão;
Fonte: www.anpm.org.br
TIPOS DE PISOS DE MADEIRA
As características específicas de cada um dos principais tipos de pisos de madeira encontradoms no mercado - assoalhos, carpetes, laminados, tacos e parquetes - variam bastante, apesar da semelhança entre eles após a instalação.
| . | O QUE É | INSTALAÇÃO | CARACTERÍSTICAS |
| Assoalho | Réguas de madeira maciça com comprimento, espessura e larguras variáveis. | Diretamente sobre contrapiso por barroteamento (pequenas peças de madeira embutidas no contrapiso onde as peças são fixadas). Lateralmente, as peças são encaixadas. | Durabilidade e acabamento. A colocação pode ser feita também em diagonal. É necessário, no entanto, observar se a espessura das réguas não vai colocar piso e portas em desnível. |
| Carpetes de madeira | Lâminas de madeira com base de compensado com cerca de 7mm de espessura e dimensões variáveis. | Tipo flutuante (as lâminas são assentadas sobre manta plástica e fixadas lateralmente por colagem). | Podem ser instalados sobre pisos já existentes. Podem riscar com facilidade, não sendo indicados para áreas de circulação intensa. |
| Laminados | Réguas de material composto, com cerca de 8mm de espessura, prensados e resinados, reproduzindo, na superfície, padrões de madeira. | Réguas fixadas entre si por colagem e apoiadas no piso. | Possui encaixe lateral entre as peças e pode também ser instalado sobre pisos já existentes. A aparência, por vezes, é artificial. |
| Tacos e parquetes | Tacos: pequenas placas de
madeira maciça com tamanhos variáveis. Parquetes: placas compostas por pequenos tacos rejuntados, formando mosaicos. |
Colagem sobre o contrapiso. | Atualmente, colas especiais tornaram a fixação mais resistente, diminuindo o risco das peças descolarem. |
Opção resistente para revestimento de pisos externos, este tipo de piso suporta circulação de carros e grande trânsito de pessoas, apresenta efeito rústico, prático de limpar e não é escorregadio.
Pode ser liberado para uso logo após a instalação das peças, uma vez que sua aplicação dispensa o uso de massas ou rejuntes com tempo de secagem.
O assentamento deve observar as seguintes etapas:
Demarcação e compactação do solo, utilizando-se um pilão de madeira (para pequenas áreas) ou uma placa compactadora vibratória (que pode ser alugada em empresas especializadas) para áreas maiores;
Em terrenos de solo mole, é necessária uma camada de 10 a 15cm de brita graduada (bica corrida), refazendo-se a compactação;
Colocação (obrigatória) de camada de 3 a 4cm de areia e nova compactação;
Aplainamento da superfície com uso de régua de nivelamento, após o que a área não pode mais ser pisada;
Disposição dos blocos de concreto conforme o desenho do projeto e colocação de uma camada de areia fina por cima (que será responsável pelo rejunte) e nova compactação, cuidando para que os vãos entre as peças sejam preenchidas pela areia;
O excesso de areia é eliminado por varrição.
Se desejável, é possível fazer um acabamento com selante para concreto ou verniz de poliuretano.
Fonte: www.catep.com.br