
Feito com material natural, sintético ou reciclado (refugo de chupeta ou pneus de carro). Resistente a abrasão e impacto, serve tanto para salas e quartos como para playground, salas de ginástica e até bordas de piscina (exceto tipos lisos de algumas marcas).
Colocação
Os três tipos devem ser aplicados em contrapiso liso, limpo e isento de umidade ou sobre outros revestimentos (com exceção da madeira). A fixação do material é específica de cada fabricante e produto. Vinil e borracha exigem cola acrílica, poliuretânica ou betuminosa diretamente na superfície. Algumas empresas preferem passar antes da cola uma mistura de PVA com cimento ou cimentado desempenado. Essa pré-camada também pode ser usada sob o linóleo, logo depois da impermeabilização (obrigatória para esse piso).
Como são muitas as formas de instalação, o ideal é se informar antes da compra. Para a média de 80 m2, planeje um dia para colocação e outro para acabamento, como rodapé e aplicação de cera industrial. Garantia: o serviço deve ser feito com mão-de-obra indicada pela revenda. Do contrário, perde-se a garantia do produto. Defeitos de fabricação têm cobertura de cinco anos (exceção: Brasibor, três anos, e Revest Vinil, seis meses). Limpeza: a cola do vinil e os materiais do linóleo não suportam água em excesso. Use vassoura de pêlo e pano bem torcido, com gotas de detergente neutro ou produto indicado pelo fabricante. A borracha aceita limpadores multiúso, detergente ou sabão em pó. Cera a cada 15 dias.
Qual é o melhor preço levando em conta custo-benefício? Sempre bate essa dúvida em quem está escolhendo os revestimentos e não fecha a compra antes de muita pesquisa. Assim como os três esportes que ilustram esta reportagem - futebol, tênis e golfe -, as opções que lotam as prateleiras atendem a todos os bolsos e gostos, do popular ao mais sofisticado. A infinidade de acabamentos, cores, desenhos e tamanhos se explica pelo fato de que o Brasil é o segundo maior consumidor mundial nesse segmento e em dois anos será vice-líder também na fabricação de cerâmicas e porcelanatos. Segundo o professor Orestes Alarcon, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), a discrepância de valores se deve principalmente ao design das peças. "Por trás dele não está só a capacidade de criação dos produtos, mas uma série de tecnologias usadas para obter determinado resultado", diz
O preço mais alto também está relacionado às camadas de esmalte que cobrem as peças e ao fato de elas serem retificadas, ou seja, terem as bordas retas, o que reduz o rejunte e valoriza o ambiente. Mas o custo não é tudo. Na compra, preste atenção no uso e na qualidade dos produtos. Em cada local, o vai-e-vem de pessoas é diferente. Por isso, o PEI (Porcelain Enamel Institute) deve ser maior em àreas de tráfego intenso. Ele mede o grau de resistência do esmalte e varia de 0 a 5. Vale checar na embalagem se a cerâmica atende às normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). A segurança na escolha aumenta quando ela traz o selo do Centro Cerâmico do Brasil (CCB) e do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro).
Por que as cerâmicas de base vermelha são mais baratas?
"Porque elas são feitas pelo processo chamado de via seca, comum nas fábricas do interior paulista, que possuem reservas de argila prontas para a queima", explica Lauro Andrade Filho, da Associação Nacional dos Fabricantes de Cerâmica para Revestimentos (Anfacer). Já no processo de via úmida, empregado por empresas do sul do Brasil, misturam-se mais tipos de argila e de elementos químicos. Isso não significa que as placas vermelhas tenham má qualidade. "Hoje, mais de 90% dos produtos nacionais seguem as normas", diz Lauro.
Até os anos 90, as cerâmicas comuns dominaram o mercado. Naquela década surgiu o porcenalato. Feito de uma mistura de argila e feldspato queimada em alta temperatura (de 1 200 °C a 1250 °C), ele tornou-se a vedete da casa por sua durabilidade e aparência. Mesmo sendo da família dos revestimentos cerâmicos, veio para concorrer com as pedras naturais, segundo os fabricantes e profissionais da área. "Resistente e com índice de absorção de água quase nulo, é composto de minerais autênticos que formam placas de coloração mais uniforme. Essa é uma vantagem sobre o granito", avalia o arquiteto paulista Benedito Toledo Jr. No entanto, o forno em sua mais alta potência também significa aumento nos gastos de produção e no valor final das peças nas prateleiras.
Porcelanatos baratos são de qualidade duvidosa?
"Não, mas seu design e acabamento são mais limitados. Se desejar uma peça brilhante, por exemplo, é preciso somar ao custo de fabricação as despesas com a etapa de polimento", explica Juan Temoche Esquivel, doutorando na área de revestimentos pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli/USP). Os porcelanatos mais econômicos, em geral, têm tamanhos menores. Segundo Juan, as placas grandes pedem uma espessura maior, reduzindo a produtividade das máquinas e encarecendo o produto.


As cerâmicas e os porcelanatos acompanham a tendência mundial que aponta para grandes formatos e para a reprodução do aspecto e toque de tecidos, fibras, pedras nobres, couro, madeira e cimento queimado. "A beleza e a perfeição valorizam as peças", lembra João Oscar Bergstron Neto, presidente da Associação Paulista das Cerâmicas de Revestimento (Aspacer). O consumidor também pagará mais se preferir os produtos de grife, que levam a assinatura de profissionais conceituados. As marcas top de linha formam seus preços considerando todos os custos, incluindo despesas relacionadas a show room com atendimento personalizado. Diante de tantas possibilidades, aposte suas fichas numa boa pesquisa, seja em lojas de materiais de construção, seja pela internet.

Optar pelo mais caro significa acertar na compra?
"A boa escolha deve seguir o projeto arquitetônico e satisfazer os desejos do usuário em termos de desempenho e estética", avalia Juan Esquivel. Seja o produto caro ou barato, a instalação e a manutenção no dia-a-dia influem na durabilidade. Prefira assentadores experientes - valem indicações de fabricantes, lojistas e conhecidos. Peças polidas se desgastam com a areia - problema evitado com um capacho na entrada do ambiente. E remova manchas de café, gordura e tinta imediatamente.
O preço mais alto também está relacionado às camadas de esmalte que cobrem as peças e ao fato de elas serem retificadas, ou seja, terem as bordas retas, o que reduz o rejunte e valoriza o ambiente. Mas o custo não é tudo. Na compra, preste atenção no uso e na qualidade dos produtos. Em cada local, o vai-e-vem de pessoas é diferente. Por isso, o PEI (Porcelain Enamel Institute) deve ser maior em àreas de tráfego intenso. Ele mede o grau de resistência do esmalte e varia de 0 a 5. Vale checar na embalagem se a cerâmica atende às normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). A segurança na escolha aumenta quando ela traz o selo do Centro Cerâmico do Brasil (CCB) e do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro).
Por que as cerâmicas de base vermelha são mais baratas?
"Porque elas são feitas pelo processo chamado de via seca, comum nas fábricas do interior paulista, que possuem reservas de argila prontas para a queima", explica Lauro Andrade Filho, da Associação Nacional dos Fabricantes de Cerâmica para Revestimentos (Anfacer). Já no processo de via úmida, empregado por empresas do sul do Brasil, misturam-se mais tipos de argila e de elementos químicos. Isso não significa que as placas vermelhas tenham má qualidade. "Hoje, mais de 90% dos produtos nacionais seguem as normas", diz Lauro.

