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Pitaia

Nome científico: Cereus undatus Haworth (Hylocereus guatemalensis)
Família: Cactaceae

Origem e dispersão

Nativa da América, da Martinica ou Colômbia. Está distribuída por vários países americanos nos trópicos e subtrópicos, sendo comum no México. É uma planta já cultivada pelos Maias. O seu nome principal significa fruta escamosa.

Clima e solo

Pode ser cultivada de 0 até 1.800 m acima do nível do mar, desde que as temperaturas sejam em média de 18 a 26oC, com chuvas de 1200 a 1500 mm/ano, mas se adapta também a climas mais secos.

Utilização

Seu consumo pode ser da polpa do fruto ao natural, como refresco, geléias e doces e também é utilizada em medicina caseira, como tônico cardíaco. As sementes têm efeito laxante. Além do fruto, que tem efeito em gastrites, o talo e as flores são usados para problemas renais.

CULTURA DA PITAYA - POLINIZAÇÃO

Luiz Carlos Donadio; Anoemisia Durães Sader

As flores são laterais, noturnas, com 20 a 35 cm de comprimento, brancas, completas, perfumadas ao abrir, à noite, quando são polinizadas por insetos. Contém numerosos estames, tendo sido contados acima de 800 em uma só flor, arranjados em duas fileiras, ao redor do pistilo formado por 14 a 28 estiletes de cor creme. As sépalas são de cor verde-clara. O pólen é abundante e de cor amarela.

Para que ocorra a polinização cruzada ou autopolinozação é necessário que a flor se abra, o que ocorre a noite, mas a sua abertura é precedida de várias etapas, ou seja: a partir das 12 horas há um inchamento do bulbo floral e o início da deiscência das anteras. No inicio da noite (após as 19 hs), se dá a abertura floral, com separação do perianto e das brácteas, estágio no qual as anteras já estão com sua máxima deiscência. Os lóbulos do estigma se estendem, mas como há uma separação dos estames e como há diferença de altura desses órgãos, isso dificulta a autopolinização. Nesse estágio a umidade relativa baixa e a insolação podem influir na senescência da flor, o que ocorre no início da manhã seguinte.

A polinização e fecundação são essenciais para que haja frutificação na pitaya, o que se dá durante a noite, com atração de polinizadores, como abelhas, pássaros, mamangavas e morcegos, pelo perfume do néctar da flor. Além dos citados polinizadores, pode haver autopolinização em algumas variedades ou espécies. Há espécies que são auto-incompatíveis, necessitando de outra para que haja a polinização cruzada.

Como os órgãos masculinos amadurecem primeiro, a abertura da flor pode ser feita manualmente, o que atrai as abelhas e possibilita a transferência do pólen pelas mesmas, pois é comum os citados insetos procurarem as flores, mas estas ainda estarem fechadas. A abertura natural das flores só ocorre ao anoitecer.

Se houver condições de fazer a polinização manual essa é aconselhável, pois é fácil, embora trabalhosa. Basta abrir a flor, retirar o pólen com os dedos e passar estes no estigma da outra flor.

Pitaia
A parte central ( mais grossa ) é o órgão feminino ( estigma, estilete e ovário ) os filetes amarelos laterais são a parte masculina, que contém os grãos-de-polém.

PROPAGAÇÃO DA PITAIA - Hylocereus undatus (Haw.)

Virna Braga Marques, José Darlan Ramos, Maria do Céu Monteiro da Cruz

Pitaia

A pitaia é uma espécie frutífera tropical pertencente à família Cactaceae originária da América Latina, ainda pouco conhecida no Brasil, mas existem indícios que ocorra naturalmente na Amazônia brasileira. O nome pitaia deriva do nome indígena ‘pitaya’ que quer dizer fruto de escamas.

Há grande variabilidade entre as espécies quanto ao tamanho e coloração dos frutos. Algumas espécies apresentam coloração vermelha tanto na casca quanto na polpa, outras a polpa é esbranquiçada e externamente o fruto possui coloração amarela (pitaia colombiana), e o tamanho do fruto é menor apresentando espinhos. Na H. undatus, a casca é vermelha, a polpa esbranquiçada e a fruta não possui espinhos.

A pitaia vermelha vem sendo procurada não apenas sua aparência que é muito atrativa ao consumidor, como também por suas características organolépticas, de sabor agradável e levemente adocicado, e em função disso tem se mostrado uma alternativa promissora para os produtores de frutas.

Pitaia, Pitaya

A pitaia é uma opção com boas perspectivas no cenário atual de frutas. É uma espécie que pode ser propagada facilmente, por sementes e por partes vegetativas. No entanto, quando propagada por via seminífera apresenta desuniformidade, além disso, o início da produção é tardia, comparada as plantas provenientes de estacas. A propagação por sementes é utilizada para a obtenção de variabilidade, em programas de melhoramento da espécie. Por esse método, deve-se ter os cuidados quanto à profundidade de plantio da semente, que necessita ser superficial, e a perda de vigor das sementes, na maioria das vezes, relacionada ao armazenamento, isso induz a germinação desuniforme e demorada.

A propagação para formação de pomares de pitaia, comumente, é feita pelo método assexuado, utilizando estacas (cladódios) por ser é um método simples e rápido. Podem ser utilizados segmentos de diferentes tamanhos com excelentes percentuais de enraizamento. Nas pesquisas que estão sendo desenvolvidas na Universidade Federal de Lavras, os resultados obtidos têm se mostrado satisfatórios, com altos percentuais de enraizamento, obtidos após 60 dias, para estacas com tamanhos de 5 cm a até 25 cm de segmentos de cladódios basais, medianos e apicais, sem necessidade de aplicação fitoreguladores. A vantagem de se utilizar segmentos maiores e inteiros, é que mais rapidamente a muda estará pronta para o plantio.

Pitaia, Pitaya
D1
= segmentos com dominância apical a 1 cm de profundidade
D5 = com dominância apical a 5 cm
D10 = com dominância a 10 cm
S1 = sem dominância apical a 1 cm
S5 = sem dominância apical a 5 cm
S10 = sem dominância apical a 10 cm.

Os cuidados que se deve ter é quanto ao teor de umidade do substrato e a profundidade de plantio das estacas, pois esses são os fatores que influenciam diretamente no processo de enraizamento. O excesso de umidade causa o apodrecimento da base das estacas, e a profundidades de plantio, maiores que 1 cm, retardam a formação da muda, em função do menor desenvolvimento do sistema radicular e pouco número de brotações emitidas.

Outro cuidado importante no manejo das mudas é o controle das brotações que são emitidas lateralmente, o ideal é que sejam eliminadas deixando aquelas que estejam bem localizadas no sentido vertical, pois essa prática favorece a condução das mudas em haste única, além disso, contribui para o seu rápido desenvolvimento quando forem transplantas para o local definitivo.

Fonte: www.todafruta.com.br

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