como funciona o PLANADOR

Em termos simples, o planador é um avião sem motor, que se mantém no ar com o auxílio das correntes de ar ascendentes. Seu desenvolvimento está ligado às primeiras experiências de vôo do homem e baseia-se nos princípios do vôo planado dos pássaros. Como não necessita de nenhum sistema artificial de propulsão, sua história é muito mais antiga que a do próprio avião, cujo motor exigiu muitos anos de pesquisa até chegar ao funcionamento ideal.

O planador precisa ser colocado no ar, como as pipas de papel, e isso pode ser feito de várias maneiras. A mais comum delas é a decolagem por reboque, na qual o planador é puxado por um avião pequeno até alcançar a altura adequada, onde poderá manter-se com o auxílio das correntes de ar. Outra forma é puxá-lo do chão mesmo, por meio de um automóvel ou camioneta. Um método mais antigo, atualmente pouco usado, consiste em arremessar o aparelho de um penhasco ou colina, por meio de um cabo elástico.

Após a decolagem, o planador não pode ser mantido permanentemente num vôo horizontal - sua linha de trajetória tende a apresentar uma descida constante e suave. Essa inclinação entre o horizonte e a trajetória de vôo é conhecida como ângulo de planagem, e, quanto menor seu valor, maior a eficiência do aparelho. Até por volta de 1955, nos os aparelhos construídos com materiais tradicionais, como a madeira e tecido, o ângulo de planagem era de aproximadamente 1:35, ou seja, para cada 35 metros percorridos, perdia-se 1 metro de altitude. Atualmente, com planadores feitos de fibra de plástico reforçado, pode-se obter um ângulo de planagem de 1:50, e velocidade muito mais altas.

Durante o vôo, o piloto do planador precisa procurar uma corrente térmica, ou outra corrente de ar que esteja se dirigindo para cima numa velocidade mais alta que a de deslocação do aparelho para a frente. Atingida a altura adequada, o piloto fixa o curso desejado e segue nessa direção, perdendo altura constantemente até encontrar nova corrente térmica, e assim por diante.

O planador tem controles semelhantes aos do avião, inclusive flapes. A maior parte dos planadores é equipada com freios aerodinâmicos, usados para limitar a velocidade máxima e auxiliar na aterrissagem em campos de pequena extensão. Alguns modelos possuem também pára-quedas na cauda, que atuam como freios na aterrissagem. Os modelos de competição apresentam uma grande variedade de instrumentos, desde indicador de velocidade do vento, bússola e altímetro, até um variômetro, que indica as velocidades ascendentes e descendentes.

Existem diversos tipos de planadores, de um ou dois lugares. Os modelos de dois lugares são normalmente empregados nos vôos de instrução e treinamento.

Fonte: br.geocities.com

como funciona o Planador

Planador é uma aeronave sem motor, mais pesada que o ar e com uma configuração aerodinâmica semelhante à de um avião, que se mantém voando graças às correntes ascendentes na atmosfera.

Um planador decola com auxílio de um avião rebocador que o deixa em uma altura adequada para vôo. O reboque é feito através de um cabo de comprimento entre 50 e 60 metros que conecta as aeronaves. Uma forma alternativa de reboque é a utilização de um guincho motorizado instalado na extremidade oposta da pista de decolagem que rapidamente recolhe o cabo de reboque, imprimindo velocidade ao planador. Mais modernamente têm sido utilizados planadores dotados de um motor para a decolagem e para evitar pouso fora de pistas. Após a decolagem e o início da subida em térmica ou colina, o motor é desligado e escamoteado num compartimento próprio de forma que a aerodinâmica do desenho original seja mantida. Nos planadores de alto desempenho existe um reservatório de água que funciona como lastro utilizado para aumentar sua massa e melhorar a penetração da aeronave. Este lastro é alijado antes do pouso.

Embora existam muitas modalidades de vôo a vela, como é conhecido o vôo de planador, a mais comum é a que utiliza as correntes ascendentes de origem convectiva para incrementar sua altitude. É chamado Vôo em Térmicas.

Existem também as seguintes modalidades:

Colina, em que o piloto utiliza o vento que vai de encontro a uma colina, subindo e elevando o planador junto com essa corrente ascendente de ar. Esse vôo é sempre realizado a barlavento da colina, pois no outro lado a corrente de ar fica descendente.

Onda estacionária, em que se alcançam altitudes muito elevadas e distâncias realmente grandes. O atual record mundial de distância de 3.009 Km foi batido nestas condições, na região dos Andes Argentinos em 2003.

Termolina, onde se misturam as térmicas geradas por bolsas de ar quente misturadas a correntes de colina.

Segunda Guerra Mundial

Durante a Segunda Guerra Mundial os planadores foram utilizados para transporte de tropas e veículos em invasões, como na batalha da Normandia; tal como no transporte de comandos, espiões, e mantimentos para dentro das linhas inimigas.

No Brasil

O Vôo em Térmicas é a modalidade mais difundida no Brasil e no mundo. É a modalidade utilizada também pelas grandes aves, como os urubus, Cegonhas, Condores, Albatroses e tantos outros, desde tempos imemoriais.

Embora não seja um esporte de massa, o vôo a vela no Brasil é mais difundido nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

Em termos meteorológicos, as melhores condições para vôos de distância no Brasil estão nas seguintes áreas: Noroeste do Rio Grande do Sul; Centro e Norte do Estado de São Paulo; Planalto Central (Formosa, no estado de Goiás); sul do Ceará, Piauí, oeste de Pernambuco e Oeste da Bahía, no Nordeste, embora praticamente não existam clubes nessas áreas do Nordeste (com exceção de Caruaru-PE). São alguns pilotos do Sudeste que constumam explorar estas áreas de tempos em tempos; lá foi batido o recorde brasileiro de distância, com mais de 1000 km voados pelo piloto Thomas Milko, do Aeroclube Politécnico de Planadores de Jundiaí. É no Estado de São Paulo que concentra-se o maior número de clubes e praticantes, e lá também foram batidos a maior quantidade de records de distância e velocidade ao longo dos anos.

O Aeroclube Politécnico de Planadores - Jundiaí é o mais antigo clube do País (fundado em 1934) e é o clube do Campeão Brasileiro de 2005, Alberto Kunath. Kunath já conquistou outros campeonatos brasileiros e foi o terceiro do Mundo de 2002, no Mundial da África do Sul. Os Aeroclubes de Bauru e de São José dos Campos também têm apresentado excelentes pilotos e produzido campeões ao longo dos últimos 50 anos. Outros clubes importantes são: Balsa Nova, PR; Planalto Central em Formosa,GO; Palmeira das Missões, RS; Blumenau, SC; Rio Claro, SP, clube do atual Campeão Brasileiro (2006), Claudio Schmidt; Tatuí, SP; Academia da Força Aérea em Pirassununga, SP; Aeroclube Mineiro de Planadores em Pará de Minas, MG; Juiz de Fora, MG, Rio Negrinho, SC, entre outros. Em Portugal é no Sul que se voa com mais regularidade, mais precisamente em Évora.

Fonte: pt.wikipedia.org