Facebook do Portal São Francisco Twitter do Portal de Educação Curtir
Home  Plásticos Biodegradáveis - Página 9  Voltar

Plásticos Biodegradáveis

A Era dos Polímeros Biodegradáveis

Introdução

O modelo de crescimento econômico que vem sendo usado atualmente gera enormes desequilíbrios; um nível de riqueza e fartura no mundo nunca alcançado, porém, a miséria, a degradação ambiental e a poluição aumentam a cada dia. Diante desta constatação, surge a ideia do Desenvolvimento Sustentável (DS), buscando conciliar o desenvolvimento econômico com a preservação ambiental e, ainda, combater a pobreza no mundo. O desenvolvimento em harmonia é exatamente o que propõem os estudiosos em DS, que pode ser definido como “equilíbrio entre tecnologia e ambiente, relevando-se os diversos grupos sociais de uma nação e também dos diferentes países na busca da equidade e justiça social”. Para ser alcançado o DS, a proteção do ambiente tem que ser entendida como parte integrante do processo de desenvolvimento e não pode ser considerada isoladamente [1].

De acordo com o relatório da Pesquisa Nacional de Saneamento Básico (PNSB), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no ano 2000, em 24 horas o Brasil produz 230 mil toneladas de resíduo sólido [2]. Essa superprodução de lixo veio diante das mudanças de hábito entre os brasileiros.

Por exemplo: nos anos 60 e 70, os brasileiros produziam a maioria dos alimentos em casa, enquanto que nos dias atuais compra-se quase de tudo em supermercados, crescendo assim o número de embalagens plásticas, de papéis, depósitos de vidros e metais que são descartados após o uso. Essa quantidade de lixo gerada pode levar a uma série de problemas, já que o meio ambiente leva muito tempo para decompor alguns detritos provenientes de descartes industriais e domésticos.

A Composição do Resíduo Sólido Urbano (RSU) se divide em: resíduos orgânicos, que correspondem a 60% do lixo coletado; materiais recicláveis, 35% do lixo (papel, metais, vidros, plásticos, alumínio etc) e resíduos não aproveitados, 5% [3]. A reciclagem dos resíduos sólidos é fonte de empregos e uma questão muito debatida em todos os países dos cinco continentes, já que se pode obter uma série de benefícios como a melhoria na limpeza das cidades, diminuição da poluição do solo, da água, do ar e, também, evita o desmatamento.

Dentre os diversos tipos de RSU, os materiais poliméricos apresentam-se com um volume cada vez maior em sua composição. Em razão dessa crescente utilização de materiais poliméricos por químicos, engenheiros, cientistas em geral, entre outras áreas, propõe-se que vivamos a Era dos Polímeros.

Os polímeros se dividem em: os de ocorrência natural e os obtidos por alguma rota de síntese, porém os princípios científicos aplicados a eles são os mesmos [4]. O diferencial entre os polímeros se encontra na sua aplicabilidade, sejam plásticos, fibras e elastômeros ou borrachas. Na sociedade contemporânea, os polímeros vêm substituindo gradualmente os materiais convencionais em quase todos os setores da economia, não só por seu baixo custo, mas também em consequência do desenvolvimento contínuo de sua funcionalidade. Apesar do apelo visual comercialmente interessante, são as suas propriedades físicas e químicas que os fazem tecnologicamente atraentes. Todavia, são estas mesmas propriedades que os tornam vilões do meio ambiente. Os polímeros degradam-se por vários mecanismos e essa deterioração pode dar-se de forma gradual ou mais rapidamente. Em particular, os polímeros formados por hidrocarbonetos são resistentes ao ataque químico e biológico, de tal forma que isso lhes assegura longevidade mediante micro-organismos.

Dada a principal propriedade da grande maioria dos polímeros, a durabilidade, um sério problema acompanha o homem contemporâneo: a enorme quantidade de resíduos produzidos nas comunidades sociais, principalmente nos grandes centros urbanos. Esses resíduos, constituídos, em grande parte, por produtos industrializados produzidos por polímeros sintéticos, podem levar mais de uma centena de anos para se decompor, provocando graves problemas ambientais, a menos que ocorra um sério trabalho coletivo de reciclagem desses resíduos [5].

Como solução para os problemas decorrentes da poluição ambiental gerada pelo resíduo plástico, são propostas três soluções: reciclagem, incineração e uso de polímeros biodegradáveis (PBs). Várias são as publicações em periódicos nacionais e internacionais que demonstram que os diversos tipos de reciclagem e a incineração são metodologias indispensáveis para o desenvolvimento econômico e a preservação ambiental e de recursos naturais [6-9]. Contudo, essas alternativas sozinhas não atendem à necessidade mundial diante do grande volume de plásticos que é descartado diariamente. Na busca por novas soluções e como alternativa aos polímeros convencionais, os polímeros biodegradáveis têm alçado uma posição de destaque. Dessa maneira, as pesquisas em torno desses materiais também têm adquirido proporções cada vez maiores. Além do aspecto ambiental, o esgotamento inexorável da principal fonte de matéria-prima para os polímeros sintéticos – o petróleo – implica na aceleração da busca por alternativas industrialmente realizáveis.

Processo de biodegradação de polímeros

Especificamente, quando aplicada à área de polímeros, o termo degradação se aplica a qualquer mecanismo que leve a danos irreversíveis de algum tipo de propriedade.

Os polímeros podem ser degradados por vários tipos de mecanismos: fotodegradação, oxidação, termodegradação, degradação mecânica, hidrólise, biodegradação e por meio da combinação de alguns destes tipos de degradação, como foto-oxidação, oxidação térmica etc. Especificamente para biodegradação, são encontradas diversas definições, porém, na maioria das vezes não são muito claras. Neste texto será usada a definição do termo biodegradação como sendo a degradação catalisada por micro-organismos, que leva a uma fragmentação acompanhada de danos em algum tipo de propriedade, conjuntamente com a formação de dióxido de carbono, água e biomassa [10].

O processo químico da biodegradação de polímeros pode ser sumarizado pelas seguintes equações:

Existem três elementos indispensáveis para o processo de biodegradação de polímeros no estado sólido.

Estes são:

Organismos: a base para o processo de biodegradação é a existência de micro-organismos com ações metabólicas apropriadas para síntese de enzimas específicas que conseguem dar início ao processo de despolimerização e mineralizam os monômeros e oligômeros formados por este processo;

Ambiente: alguns fatores são indispensáveis ao processo de biodegradação. Estes incluem temperatura, sais e umidade, sendo o último citado o mais importante;

Substrato: a estrutura do polímero influencia o processo de biodegradação. Este fator estrutural inclui os tipos de ligação química, nível de ramificação, nível de polimerização, nível de hidrofilicidade, esterioquímica, distribuição de massa molar, cristalinidade e outros aspectos morfológicos dos polímeros.

A biodegradação ocorre em dois estágios, despolimerização do plástico e a mineralização. A despolimerização ocorre por meio da quebra das ligações poliméricas por clivagem, como consequência ocorre a fragmentação do material. Durante esta fase há um aumento da área de contato entre o polímero e os micro-organismos, e em seguida inicia-se a decomposição das macromoléculas em cadeias menores. Esta etapa ocorre na superfície da amostra em razão do tamanho da cadeia polimérica e sua natureza insolúvel. Enzimas extracelulares são responsáveis pela clivagem das cadeias poliméricas. Essas enzimas podem ser endoenzimas (responsáveis pela clivagem randômica das ligações internas da cadeia do polímero) ou exoenzimas (responsáveis pela clivagem sequencial nas unidades monoméricas terminais da cadeia principal). A segunda etapa, a mineralização, ocorre quando os fragmentos oligoméricos são suficientemente pequenos para serem transportados pelo interior dos organismos onde eles são transformados em biomassa e, então, mineralizados. Com base nesse processo de mineralização, são produzidos gases (CO2, CH4, N2 e H2), água, sais minerais e novas biomassas [10].

Uma das disposições finais mais adequadas para os plásticos biodegradáveis é a sua utilização em usinas de compostagem. A compostagem é um processo biológico de decomposição de matéria orgânica que pode estar contido em restos de origem animal ou vegetal. Este processo envolve transformações extremamente complexas de natureza bioquímica, promovidas por milhões de micro-organismos do solo que têm na matéria orgânica in natura sua fonte de energia, nutrientes minerais e carbono. Por essa razão, uma pilha de composto não é apenas um monte de lixo orgânico empilhado ou acondicionado em um compartimento, é um modo de fornecer as condições adequadas aos micro-organismos para que esses degradem a matéria orgânica, tornando disponíveis os nutrientes presentes. O produto final resultante do processo de compostagem, composto ou húmus, pode ser considerado como um enriquecedor do solo.

Dentre os benefícios proporcionados pela existência dessa cobertura morta no solo, destacam-se:

Estímulo ao desenvolvimento das raízes das plantas, que se tornam mais capazes de absorver água e nutrientes do solo

Aumento da capacidade de infiltração de água, reduzindo a erosão

Mantém estáveis a temperatura e os níveis de acidez do solo (pH)

Dificulta ou impede a germinação de sementes de plantas invasoras (daninhas)

Ativa a vida do solo, favorecendo a reprodução de micro-organismos benéficos às culturas agrícolas.

Tipos de plásticos biodegradáveis

Polímeros sintéticos convencionais como polietileno (PE), polipropileno (PP), poli (cloreto de vinila) (PVC) e poli(tereftalato de etileno) (PET) permanecem inalterados, química e fisicamente, por vários anos após seu descarte [11-13]. Isto se deve ao fato de que a sua estrutura química não permite que haja uma absorção danosa da radiação UV ou que estes se degradem por outros mecanismos, nem que sofram degradação por ação enzimática via micro-organismos como bactérias, fungos e algas. Além do que, nas próprias formulações industriais há adição de aditivos foto e termoestabilizantes que retardam a degradação.

Em contraste com estes polímeros citados anteriormente, há os polímeros biodegradáveis (PBs), que dispõem de uma degradação ativada biologicamente por meio da ação enzimática. Suas cadeias poliméricas também podem ser quebradas por processos não-enzimáticos, como a hidrólise e a fotólise. Os polímeros biodegradáveis são quase sempre derivados de plantas por meio do processamento de CO2 atmosférico. As principais aplicações para PBs incluem materiais para embalagens (sacolas, papel para embrulho, recipientes para comidas, papel laminado), não-tecidos descartáveis, produtos higiênicos (fraudas descartáveis, chumaço de algodão), bens consumíveis (acessórios de mesa de fast foods, depósitos, brinquedos, aparelhos de barbear descartáveis etc.) e utensílios agrícolas (filmes para recobrimento de plantação, contêineres para germinação de sementes). Limitações em sua performance e o alto custo dos PBs são as maiores barreiras para sua aceitação como substituinte de polímeros não-biodegradáveis. A alta performance de plásticos tradicionais é o resultado de anos de pesquisa, porém, os PBs são agora de grande interesse mundial graças a problemas ambientais e apelo social. O alto custo dos PBs, comparado aos plásticos tradicionais, não é apenas por causa do valor da matéria-prima para sua síntese. Ele é atribuído, principalmente, ao baixo volume de sua produção. Este baixo volume está ligado à pequena diversidade de aplicação e dificuldade no processamento destes polímeros. Contudo, no momento em que novas e emergentes aplicações forem atribuídas aos PBs, a produção dos mesmos irá aumentar. Realmente, o grande desafio está no melhoramento do processamento e nas características do produto final que atendam às necessidades exigidas pelo mercado.

O desenvolvimento dos polímeros biodegradáveis (PB’s) ainda está num estágio inicial quando comparado com a performance dos polímeros de alta longevidade. Porém, em algumas situações, as pessoas são iludidas pelos fabricantes quando estes falam deste assunto, pois a palavra biodegradável é erradamente usada em vários sentidos. Como citado anteriormente, a biodegradação depende de uma ação enzimática e não somente da quebra de ligações químicas por outros mecanismos, como acontece pela fotodegradação, os quais não são sinônimos. Dentre os polímeros biodegradáveis, pode-se citar duas classes, sendo uma a que insere os de ocorrência natural, e a outra, os produzidos por meio de sínteses. Dentro dos de ocorrência natural encontram-se o amido, a celulose, os polissacarídeos e a lignina. Dentre os PBs obtidos de sínteses, podem ser alguns derivados de poliésteres e os solúveis em água.

Mais que 1011 toneladas da biomassa são formadas, anualmente, pelo processo da fotossíntese, consistindo a maior parte de amido, celulose, outros polissacarídeos, e a lignina [14]. Estes, por sua vez, apresentam-se como os mais promissores materiais biodegradáveis graças à sua abundância natural e seu baixo custo. No caso específico da celulose, esta não possui característica de ser processada como um termoplástico. Para a obtenção de fibras e filmes, a celulose precisa ser modificada. Alguns exemplos para esses casos são os derivados da celulose obtidos por meio da acetilação – acetatos de celulose. Porém, nestas situações, o nível de acetilação não pode exceder 2,5 por unidade de repetição, senão o material deixa de ser biodegradável. Uma outra classe é a carboximetil celulose (CMC) com diferentes níveis de substituição de carboximetila. Neste caso, mais de uma substituição por unidade de repetição ocasiona perda quase completa da sua biodegradabilidade. Os polissacarídeos mais comumente encontrados na literatura de polímeros biodegradáveis são os produzidos pela fermentação microbiológica, como o caso da Xantana e da Pululana [14].

O amido é geralmente encontrado em raízes do tipo tuberosa (mandioca, batata doce, cará), caules do tipo tubérculo (batatinha), frutos e sementes (milho). O amido constitui um polímero de glicose (mais ou menos 1400 unidades de glicose) com ligação glicossídica.

O amido constitui-se de dois tipos diferentes de polissacarídeos: a amilose, com cerca de 1.000 unidades de glicose numa longa cadeia não ramificada enrolada em hélice, e a amilopectina, com cerca de 48 a 60 unidades de glicose dispostas em cadeias mais curtas e ramificadas. A razão entre a amilose e a amilopectina variará de acordo com a fonte e afetará as propriedades físicas do amido [15,16].

Em contraste com a celulose, o amido pode ser processado termoplasticamente sem a necessidade de nenhum tipo de modificação, contanto que tenha na formulação uma razoável quantidade de água. Sua biodegradabilidade se deve, principalmente, aos átomos de oxigênio presentes na cadeia principal e no anel. Algumas tentativas de obtenção de blendas à base de amido já foram feitas, principalmente com poliésteres [16,17], porém a propriedade mecânica final do produto ainda fica aquém do desejado. Esta baixa performance é devida à sua natureza hidrofílica que leva a baixa tensão interfacial entre os componentes da blenda. Alguns pesquisadores utilizam alguns tipos de compatibilizantes ou usam técnicas para modificação química do amido ou do outro componente da blenda a fim de melhorar esta tensão interfacial [18-20]. Outros pesquisadores têm preparado blendas de amido com polímeros solúveis em água [21-23]. Estas pesquisas também têm como objetivo melhorar propriedades mecânicas do amido e sua processabilidade, introduzindo na formulação alguns tipos de plastificantes, como glicerol e aminoácidos. Em se tratando de aplicabilidade, essas blendas ficam restritas a situações em que o tempo requerido para sua decomposição não seja muito grande.

A biodegradabilidade dos poliésteres está diretamente ligada à presença do grupo éster, que é facilmente hidrolisado, levando à quebra das ligações, e pela ação de enzimas do tipo esterease, que são facilmente encontradas no solo. A síntese do poli(ácido láctico) – PLA de alta massa molar foi descrita por Carothers et al em 1932. Desde 1970, copolímeros baseados em ácido láctico e ácido glicólico são utilizados em aplicações biomédicas, como, por exemplo, matriz degradável para liberação controlada de drogas. A produção biotecnológica do ácido láctico é feita pela fermentação de carboidratos, a qual também produz enantiômeros de alta pureza. A obtenção do PLA por síntese direta por meio da policondensação do ácido láctico possui as características básicas da polimerização por etapa, tendo como empecilho para obtenção de um polímero com alto peso molecular a presença de etanol e ácido acético provenientes da fermentação [14,24]. Em 1997, a empresa CargillDow começou a produzir o PLA pela polimerização via abertura de anel do lactídeo dimérico. Dependendo do lactídeo, o PLA produzido poderá ser altamente cristalino ou completamente amorfo. A alta cristalinidade se deve à estereoregularidade dos referidos lactídeos, enquanto a obtenção dos PLA amorfos ocorre em virtude da falta desta [25]. O PLA é um termoplástico rígido com temperatura de transição vítrea, Tg, em torno de 60oC, e temperatura de fusão cristalina, Tm, entre 170oC e 180oC. A inserção de pequenas quantidades de meso-lactídeo pode reduzir a estereoregularidade e produzir um material mais dúctil. Suas aplicações se igualam ao poli(tereftalato de etileno) – PET na área de contêineres e fibras para a indústria têxtil.

No Brasil, a família dos poli(hidroxialcanoatos) – PHAs tem um papel muito importante no setor de desenvolvimento de polímeros biodegradáveis. O PHB e o copolímero PHBV, mais especificamente, são polímeros produzidos no Brasil por meio de uma tecnologia desenvolvida pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT) [26]. Esta tecnologia é baseada na conversão microbiológica de bactérias do gênero alcalígenes, que consomem a sacarose proveniente da cana-de-açúcar, transformam parte dela em grânulos intracelulares – que são poliésteres (com propriedades semelhantes aos poliésteres advindos do petróleo) – e, após passarem pelo processo de extração, separação e purificação, dão origem ao biopolímero. A inserção de 25% de unidades de hidroxivalerato produz um copolímero PHBV com Tm inferior à do PHB (Tm ~ 180oC) em cerca de 45oC. Esta modificação melhora razoavelmente o processamento e as propriedades mecânicas (resistência ao impacto), as quais são um fator negativo do PHB. Porém, ainda se mantém a dificuldade em processar esse tipo de polímero, evitando que este seja utilizado em uma faixa maior de aplicabilidade.

A síntese de poliésteres com ácido carboxílico e diol é apropriada para a obtenção de polímeros com valores de Tm acima da temperatura ambiente, temperatura essa requerida para a maioria das aplicações. Dentre eles se encontram o PET e o poli(butilenotereftalato) – PBT, porém estes não são biodegradáveis. Mantendo-se essas características e incorporando a biodegradabilidade, encontra-se o poli(butilenosuccinato) – PBS, que quando na forma de filmes possui propriedades mecânicas similares às do polietileno de baixa densidade – PEBD. Com a incorporação de ácido adípico na síntese do PBS, obtém-se o copolímero poli(butileno succinato-co-butileno adípico) – PBSA. Este copolímero apresenta uma maior biodegradabilidade quando comparado ao PBS por causa da sua menor cristalinidade [14]. O poli(e-caprolactona) – PCL é também um poliéster biodegradável bastante usado em aplicações que não exigem temperaturas muito elevadas, pois sua Tm é de aproximadamente 60oC. Este é sintetizado pela conversão química do óleo cru, seguido de polimerização por abertura de anel.

O poli (álcool vinílico) – PVA é o único polímero solúvel em água, tendo exclusivamente átomos de carbono em sua cadeia principal, e é considerado biodegradável. Um outro polímero solúvel em água é o poli(N-vinil-2-pirrolidona) – PVP, contudo poucos trabalhos se empenharam em verificar a sua biodegradabilidade. Os polímeros biodegradáveis solúveis em água são obtidos do ácido acrílico, anidrido maléico, ácido metacrílico e várias combinações desses monômeros. Porém, apenas seus oligômeros são biodegradáveis.

Atualmente, muitos grupos de pesquisa vêm se dedicando ao estudo de preparação de blendas à base de polímeros biodegradáveis [16-23, 27-29]. A atenção dada a estas pesquisas está relacionada com o melhoramento do desempenho de algumas propriedades dos polímeros, tais como processabilidade [17], propriedades mecânicas [16, 17, 19, 21, 22], propriedades térmicas [28, 29] e aumento da biodegradabilidade de um dos componentes da blenda [18, 29]. Outro campo de pesquisa que está sendo bastante explorado é a preparação de nanocompósitos poliméricos biodegradáveis [30-47]. Após décadas de desenvolvimento de fibras artificiais, como fibras de carbono e de vidro, as fibras naturais, como fibras de juta, rami, sisal etc, vêm se destacando como material de substituição das fibras artificiais.

Algumas empresas anunciam que conseguem transformar polímeros conhecidamente não-biodegradáveis, tais como PP e PE, em produtos biodegradáveis por meio da inserção de algum tipo de aditivo pró-oxidante. Alguns representantes da comunidade acadêmica mundial também têm publicado alguns artigos sobre o tema [48-53]. Esses artigos apresentam estudos relativos à presença de aditivos pró-oxidantes e/ou amido em poliolefinas, contudo, a maioria deles apenas avalia modificações em propriedades mecânicas, massa molar, aparição de novos grupos químicos, crescimento de colônia de fungos e bactérias, deixando de lado os reais testes de avaliação de biodegradabilidade, como perda de massa e emissão de CO2. Um dos únicos artigos que avaliam corretamente a biodegradabilidade desses materiais é o trabalho desenvolvido por Chiellini et al [53], que mostra o grau de mineralização e emissão de CO2 de amostra de polietileno de baixa densidade com adição de pró-oxidantes. Contudo, apenas avaliam as amostras após serem submetidas a um tratamento térmico. Em recente pesquisa, Fechine e colaboradores [54] mostraram que a adição desse tipo de aditivo no polipropileno apenas acelera o processo fotodegradativo do PP, diminuindo massa molar mais rapidamente e inserindo uma maior quantidade de novos grupos químicos na sua estrutura. A conclusão desta pesquisa leva a crer que a inserção de algum tipo de aditivo pró-oxidante pode não alterar a biodegradabilidade de um polímero dito não-biodegradável, e o uso deste aditivo deve ser seriamente monitorado e avaliado mediante normas técnicas apropriadas, como as normas da ABNT NBR 15448-1 “Embalagens plásticas biodegradáveis e/ou de fontes renováveis

Parte 1: Terminologia” e a NBR 15448-2 “Embalagens plásticas biodegradáveis e/ou de fontes renováveis

Parte 2: Biodegradação e compostagem – Requisitos e métodos de ensaio”, que avaliam a biodegradabilidade de embalagens plásticas.

Normas que qualificam a biodegradabilidade de polímeros

Vários são os institutos de normalização no campo de materiais biodegradáveis, alguns desses são: American Society for Testing and Materials – ASTM, Comité Européen de Normalisation (European Committee for Standardization) – CEN, Deutsches Institut für Normung eV – DIN, International Organization for Standardization – ISO, Japanese Institute for Standardization – JIS e Organisation for Economic Cooperation and Development – OECD. Todos eles têm proposto vários métodos de análise e acompanhamento da biodegradação dos polímeros, basicamente os ensaios de biodegradabilidade fazem com que as amostras dos polímeros em questão sejam expostas a micro-organismos por meio do uso de compostos em ambientes aeróbicos e anaeróbicos. Estes compostos, essencialmente, possuem uma série de fungos e bactérias, que produzem enzimas como lípases, invertases, lactases, entre outras que utilizam os polímeros como nutrientes.

Dentre os métodos usados, diferentes parâmetros de medição podem ser utilizados para quantificar a biodegradabilidade das amostras, entre eles encontra-se o crescimento de colônia de fungos e bactérias (baseado na norma ASTM G-21 e G-22), consumo de O2 (ISO 14851:1999), produção de CO2 (ISO 14852:1999 e ISO 14855:1999) e perda de massa (ASTM G 160–03). Outra variável para definir o método de avaliação de biodegradabilidade que deve ser usada é o meio em que o material será avaliado. Normalmente, existe uma tendência a avaliar a biodegradabilidade dos polímeros em meio sólido, mas também existem diversas normas que fazem essa avaliação em meio líquido, como água (ISO 14851-1999, ISO 14852-1999, ISSO/DIS 14953-1999 e JIS K6951-2000), água do mar (ASTM D6691-01, D 6692-01), resíduo de sistema de tratamento de água – lodo ativado (ASTM D5271-02, JIS K6950-2000) e diretamente em lodos (ASTM D5210-92).

Diferentemente dos plásticos convencionais, os polímeros biodegradáveis quando em contato com o solo ou um composto (processo de compostagem) são mineralizados por meio da ação de micro-organismos. Algumas das normas descritas anteriormente apenas avaliam a biodegradabilidade dos polímeros, contudo, não avaliam o efeito ecotoxicológico gerado pelos produtos dessa mineralização. Os procedimentos usados para avaliar esse efeito podem ser conduzidos durante todo o processo de avaliação da biodegradabilidade, ou apenas no final do teste. Esses testes normalmente avaliam não só a qualidade final do composto gerado após o processo de compostagem (DIN 54900-1997) como também a germinação e o crescimento de plantas no solo ou no composto (ASTM D6002-1996, EN 13432-2001, OECD 208, ISO 11269-1 e 11269-2).

Vários outros tipos de testes podem ser encontrados na literatura especializada [55-63], porém, apesar da diversidade dos testes, muitas dúvidas ainda permanecem. Dependendo da aplicabilidade final do produto, um determinado teste deve ser escolhido, ou seja, a simulação da biodegradabilidade do produto deve ser feita em condições reais de uso e descarte.

Mercado mundial dos plásticos biodegradáveis

O fenômeno da evolução do mercado mundial de polímeros biodegradáveis quando comparado com os polímeros convencionais é relativamente recente. O consumo mundial de polímeros biodegradáveis tem aumentado de 14 milhões de kg em 1996 para cerca de 68 milhões de kg em 2000 [64], e vem crescendo numa taxa anual de cerca de 20%, porém ainda representa apenas 0,1% da produção mundial de plástico [65]. No início dos anos 70, a indústria iniciou o desenvolvimento dos plásticos biodegradáveis, contudo, sérios problemas de eficácia, legislação e restrição de aplicações acarretaram numa desaceleração na produção destes tipos de polímeros. Esses problemas se estenderam nos anos 80 até que as indústrias nos EUA e Europa iniciassem a produção de polímeros completamente biodegradáveis e que também apresentassem boas propriedades. Um exemplo é a ICI do Reino Unido, que em 1981 iniciou a comercialização dos polímeros BIOPOLTM (PHB e PHBV), sendo que hoje a produção desses produtos é feita pela Monsanto [65]. Um dos fatos mais importantes para o crescimento do mercado de plásticos biodegradáveis foi a criação da Cargill Dow Polymers pela Dow Chemical e Cargill nos anos 90. A Cargill iniciou sua produção com o PLA em escala semicomercial, produzindo 4.500 toneladas por planta em Minnesota nos EUA em 1994, e no final de 1997 esta produção já havia aumentado para 140 mil toneladas em Nebraska nos EUA [65].

Uma empresa de consultoria da China acredita que a produção de polímeros biodegradáveis obtidos de fontes renováveis acarretará numa redução do consumo de petróleo entre 15% e 20% em 2025, em virtude das melhorias em suas propriedades e da abertura de novos campos de aplicação, como nas áreas automotiva, medicinal e eletrônica [66].

Diferentemente do PHB, amido e PLA, os quais são derivados primariamente de matérias-primas agrícolas renováveis, no final dos anos 90 um grande número de companhias introduziu polímeros biodegradáveis derivados de matéria-prima petroquímica. Participam desta lista a DuPont’s BiomaxÒ, Eastman’s Eastar Bio copolyester e BASF’s EcoflexÒ. Estes polímeros oferecem uma melhora em propriedades e ao mesmo tempo apresentam-se com baixo custo, já que são produzidos por matéria-prima de commodity, como ácido adípico e dimetil tereftálico [65]. Porém, alguns ambientalistas não estão de acordo com essa tecnologia, porque, apesar de se produzir polímeros biodegradáveis, utiliza-se matéria-prima não-renovável.

Os Estados Unidos da América acreditam que haverá um crescimento de 10% no uso de derivados de plantas de fontes renováveis como base química para diversas utilidades até 2020, e este número aumentará para 50% em 2050 [67].

Considerações finais

O mecanismo de biodegradação, exemplos de polímeros biodegradáveis, normas que estabelecem procedimento de avaliação da biodegradabilidade e uma visão sucinta do mercado mundial de plásticos biodegradáveis foram apresentados nesse artigo. A todo o momento a comunidade mundial é vista diante de discussões sobre o uso de PBs, a fim de esclarecer se esses são a solução para a poluição ambiental e escassez de fonte de matéria-prima não-renovável. Do ponto de vista sobre a escassez de matéria-prima não-renovável, como o petróleo, sabe-se que a produção de plásticos no mundo consome apenas cerca de 4% do petróleo. Desta forma, a contínua produção de polímeros obtidos do petróleo não será a principal vilã do esgotamento dessa matéria-prima, como normalmente as pessoas acreditam. Contudo, este fato não justifica que esses polímeros sejam subaproveitados com apenas uma única utilização, desperdiçando a energia contida em todo o seu processo de obtenção (síntese) e processamento. A melhor saída para esses casos é que esses materiais sejam reciclados, retornando a comunidade na forma de produtos ou de energia.

No caso dos polímeros biodegradáveis, incluindo os obtidos de fontes renováveis ou não, primeiramente há a necessidade de avaliar o tipo de aplicação que se pretende atender. Sacolas plásticas, materiais para sutura médica, filmes para recobrimento de plantações, materiais descartáveis no geral, são casos em que se prevê um único uso, situações concretas para utilização de PBs, principalmente aqueles obtidos de fontes renováveis. Porém, sabe-se que o processo de biodegradação depende de vários fatores, e que este só ocorrerá em situações bem específicas. Ou seja, o crescimento da produção de PBs terá que ser acompanhado pelo aumento da infraestrutura de coleta e descarte de resíduos sólidos, senão muitos dos PBs descartados nunca irão se decompor nem voltar ao ciclo de “carbono”, tornando-se vilões idênticos aos polímeros convencionais no que diz respeito à poluição ambiental e volume em aterros sanitários. Este é um fato bastante preocupante, porque a grande maioria das cidades brasileiras não possui um sistema efetivo de gerenciamento de resíduos sólidos, nem se tem à disposição um grande número de usinas de compostagem.

No início deste artigo, comentou-se sobre a Era dos Polímeros. Num momento não muito distante, poderá ser mencionado que o mundo no final do século 20 começou a ser invadido pela Era dos Polímeros Biodegradáveis, inicialmente graças ao apelo ambiental e posteriormente pelo desenvolvimento tecnológico na área de síntese e processamento desses tipos de polímeros. A população em geral, a comunidade acadêmica e as indústrias terão que se adaptar e conviver com os plásticos biodegradáveis, além de rever os conceitos relativos a eles, porque num futuro muito próximo a presença destes poderá ser não só uma saída para a diminuição do acúmulo de material plástico em lixões, mas também uma alternativa de substituição dos plásticos não-biodegradáveis obtidos por fontes não-renováveis.

Guilhermino J. M. Fechine

Referências bibliográficas

1. C. Cavalcanti – “Desenvolvimento e natureza: estudos para uma sociedade sustentável”, Cortez Editora, São Paulo (1995).
2. IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística: Pesquisa Nacional de Saneamento Básico, in: http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/condicaodevida/pnsb/lixo_coletado/lixo_coletado110.shtm (2000).
3. IPT - Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo, “Lixo Municipal – Manual de Gerenciamento Integrado”, São Paulo (1998).
4. Polymer Chemistry, Marcel Dekker, Inc., New York (2003).
5. D.S.Rosa; Q.S.H.Chui; R.P.Filho & J.A.M.Agnelli - Polímeros: Ciência e Tecnologia, 12, p.311 (2002).
6. A.S.Spinacé e M.A.de Paoli - Química Nova, 28, p.65 (2005).
7. F.P.La Mantia - Polymer Degradation and Stability, 42, p.213 (1993).
8. K.Fukumori; M.Matsumasa; H.Okamoto; N.Sato; Y.Suzuki & K.Takeuchi - JSAE Review, 23, p.259 (2002).
9. S.J.Huang - Journal of Macromolecular Science - Pure and Applied Chemistry, 32, p.593 (1995).
10. S.Grima; V.B.Maurel; P.Feuilloley & F.Silvestre - Journal of Polymer and the Environment, 8, p.183 (2000).
11. A.Davis and D.Sims – “Artificial Weathering”, Chapman & Hall, Andover, UK (2002).
12. J.R.White e A.Turnbull - Journal of Material Science, 29, p.584 (1994).
13. J.F.Rabek – “Polymer Photodegradation”, Chapman & Hall, London (1995).
14. S.Mecking - Angew.Chem.Int.Ed., 43, p.1078 (2004).
15. E.S.Stevens - Biocycle, 44, p.24 (2003).
16. C.Kim; K.Jung; J.Kim & J.Park - Journal of Polymer and the Environment, 12, p.179 (2004).
17. S.H.Imam; L.Chen; S.H.Gordon; R.L.Shogren; D.Weisleder & R.V.Greene - Journal of Environment Polymer Degradation, 6, p.91 (1998).
18. R.P.Singh; J.K.Pandley; D.Rutot; Ph.Degée & Ph.Dubois - Carbohydrate Research, 338, p.1759 (2003).
19. L.Belard; P.Dole & L.Avérous - Australian Journal of Chemistry, 58, p.457 (2005).
20. I.Pillin; T.Divers; J.Feller & Y.Grohens - Macromol.Symp., 222, p.233 (2005).
21. M.O.Rutiaga; L.J.Galan; L.H.Morales; S.H.Gordon; S.H.Imam; W.J.Orts; G.M.Glenn & K.A.Nino - Journal of Polymer and the Environment, 13, p.185 (2005).
22. L.Mao; S.Imam; S.Gordon; P.Cinelli & E.Chiellini - Journal of Polymer and the Environment, 8, p.205 (2000).
23. R.Jayasekara; I.Harding; I.Bowarter; G.B.Y.Christie & G.T.Lonergan - Journal of Polymer and the Environment, 11, p.49 (2003).
24. Y.Tokiwa e A.Jarerat - Biotechnology Letters, 26, p.771 (2004).
25. M.Okada - Progress in Polymer Science, 27, p.87 (2002).
26. Revista Meio Ambiente Industrial – “Bioplástico é criado a partir de matéria-prima renovável”, V.24, p.44-45 (2000).
27. T.Hirotsu; A.A.J.Ketelaars & K.Nakayama - Polymer Degradation and Stability, 68, p.311 (2000).
28. A.Tercjak; J.T.Hapaniuk & B.Masiulanis - Journal of Thermal Analysis and Calorimetry, 74, p.605 (2003).
29. D.Lesinsky; J.Fritz & R.Braun - Bioresource Technology, 96, p.197 (2005).
30. A.K.Mohanty; M.Misra & L.T.Drzal - Journal of Polymers and Environment, 10, p.19 (2002).
31. R.A.Shanks; A.Hodzic & S.Wong - Journal of Applied Polymer Science, 91, p.2114 (2004).
32. U.S.Ishiaku; O.A.Khondker; S.Baba; A.Nakai & H.Hamada - Journal of Polymer and the Environment, 13, p.151 (2005).
33. O.Kanie; H.Tanaka; A.Mayumi; T.Kitaoka & H.Wariishi - Journal of Applied Polymer Science, 96, p.861 (2005).
34. S.H.Iman; P.Cinelli; S.H.Gordon & E.Chiellini - Journal of Polymer and the Environment, 13, p.47 (2005).
35. V.P.Cyras; C.Vallo; J.M.Kenny & A.Vázquez - Journal of Composite Materials, 38, p.1387 (2004).
36. V.A.Alvarez e A.Vázquez - Journal of Composite Materials, 38, p.1165 (2004).
37. L.J.Chen e M.Wang - Biomaterials, 23, p.2631 (2002).
38. J.K.Pandey; K.R.Reddy; A.P.Kumar & R.P.Singh - Polymer Degradation and Stability, 88, p.234 (2005).
39. S.T.Lim; Y.H.Hyun; H.J.Choi & M.S.John - Chem.Mater., 14, p.1839 (2002).
40. M.A.S.A.Samir; F.Alloin & A.Dufresne - Biomacromolecules, 6, p.612 (2005).
41. R.Pucciariello; V.Villani; S.Belviso; G.Gorrasi; M.Tortora & V.Vittoria - Journal of Polymer Science: Part B: Polymer Physics, 42, p.1321 (2004).
42. S.Lee; H.Park; H.Lim; T.Kang; X.Li; W.Cho & C.Ha - Polymer, 43, p.2495 (2002).
43. M.Avella; J.J.De Vlieger; M.E.Errico; S.Fisher; P.Vacca & M.G.Volpe - Food Chemistry, 93, p.467 (2005).
44. S.Kalambur e S.H.Rizvi - Journal of Applied Polymer Science, 96, p.1072 (2005).
45. V.Krikorian e D.J.Pochan - Macromolecules, 37, p.6480 (2004).
46. Y.H.Lee; J.H.Lee; I.An; C.Kim; D.S.Lee; Y.K.Lee & J.Nam - Biomaterials, 26, p.3165 (2005).
47. Y.Someya; Y.Sugahara & M.Shibata - Journal of Applied Polymer Science, 95, p.386 (2005).
48. M.Koutny; M.Sancelme; C.Dabin; N.Pichon; A.Delort & J.Lemaire - Polymer Degradation and Stability, 91, p.1495 (2006).
49. M.Koutny; J.Lemaire & A.Delort - Chemosphere, 64, p.1243 (2006).
50. G.Scott - Polymer Degradation and Stability, 68, p.1 (2000).
51. D.M.Wiles e G.Scott - Polymer Degradation and Stability, 91, p.1581 (2006).
52. E.Chiellini; A.Corti; S.D’Antone & R.Baciu - Polymer Degradation and Stability, 91, p.2739 (2006).
53. E.Chiellini; A.Corti & G.Swift - Polymer Degradation and Stability, 81, p.341 (2003).
54. G.J.M.Fechine; D.S.Rosa; M.E.Rezende & N.R.Demarquette - Polymer Engineering and Science, 49, p.123 (2008).
55. A.Logieras; A.Copinet; G.Bureau & L.Tighzert - Polymer Degradation and Stability, 83, p.187 (2004).
56. L.Száraz e J.Beczener - International Biodeterioration & Biodegradation, 52, p.93 (2003).
57. N.T.Lotto; M.R.Calil; C.G.F.Guedes & D.S.Rosa - Materials Science & Engineering C, C 24, p.659 (2004).
58. R.Jayasehara; G.T.Lonergan; I.Harding; I.Bowater; P.Halley & G.B.Christie - Journal of Chemical Technology and Biotechnology, 76, p.411 (2001).
59. S.Grima; V.Bellon-Maurel; F.Silvestre & P.Feuilloley - Journal of Polymer and the Environment, 9, p.39 (2001).
60. R.Solaro; A.Corti & E.Chiellini - Journal of Environment Polymer Degradation, 6, p.203 (1998).
61. J.Mergaert; K.Ruffieux; C.Bourban; V.Storms; W.Wagemans; E.Wintermantel & J.Swings - Journal of Polymer and the Environment, 8, p.17 (2000).
62. E.Chiellini; A.Corti; B.Politi & R.Solaro - Journal of Polymer and the Environment, 8, p.67 (2000).
63. D.S.Rosa; M.R.Calil; C.G.F.Guedes & T.C.Rodrigues - Journal of Polymer and the Environment, 12, p.239 (2004).
64. R.A.Gross e B.Kalra - Science, 297, p.803 (2002).
65. C.Bastioli – “Handbook of biodegradable polymers”, Rapra Technology Limited, Shawbury (2005).
66. Bioplastics Market Worldwide 2007-2025, in: http://www.hkc22.com/bioplastics.html (2007).
67. A.K.Mohanty; M.Misra & L.T.Drzal - Journal of Polymers and Environment, 10, p.19 (2002).

Fonte: www.plastico.com.br

Plásticos Biodegradáveis

Plásticos Biodegradáveis - O planeta agradece!

Os plásticos, por sua resistência, flexibilidade, capacidade de receber impressão, transparência, impermeabilidade, leveza, reciclabilidade, entre outras características, é cada dia mais usado e indicado para um grande número de aplicações. São, em geral, insubstituíveis como embalagens. Um relatório feito em Viena por Gesselschaft für Umfassende Analysen of Vienna comprova a importância dos plásticos e sua contribuição para redução do consumo de energia e de emissão de gases quando comparados a outros materiais utilizados como embalagens, por exemplo, papel. Porém, estas características tornam os plásticos comuns de difícil e demorada degradação.

A maior parte são descartados de forma incorreta, não são coletados e não são reciclados, causando sérios problemas ao meio ambiente. É por isto que as mais importantes e renomadas empresas, redes de lojas e supermercados do mundo adotam o que existe de mais moderno, eficiente e principalmente seguro para o meio ambiente e a vida.

A tecnologia d2w:

São recicláveis por todos os métodos juntamente com plásticos convencionais antes do início de sua degradação

Podem ser fabricados a partir de plásticos reciclados


Podem ser reutilizados enquanto não começarem a degradar


Podem ser destinados a compostagem após o descarte

São testados, seguros e aprovados para contato com alimentos

Não emitem Metano em sua degradação

São Degradáveis por oxidação e são biodegradáveis após a Degradação

A tecnologia do plástico d2w é baseada no uso de um aditivo combinado com uma mistura de polietileno ou resinas de polipropileno e poliestireno durante o processo padrão de produção. O processo de degradação se inicia com uma combinação de luz, calor e estresse, os quais agem como catalisadores e afetam a velocidade na qual a degradação progride. Uma vez que o processo é iniciado ele continuará mesmo em um aterro sanitário, ou se o plástico ficar preso em um galho de arvore, ou numa cerca ou até debaixo da água.


Os plásticos biodegradáveis possuem pois, no final, restará somente H2O, CO2 e biomassa em quantidades desprezíveis. Testes comprovam que tais materiais são seguros para contato direto com alimentos e não têm quaisquer efeitos nocivos e que eles, em última instância, se degradam totalmente dentro ou sobre o solo. Seja bem vindo a era dos plásticos biodegradáveis!

Fonte: permacoplasticos.com.br

Plásticos Biodegradáveis

Plástico biodegradável é a solução?

Os artigos feitos de plásticos, desde as terríveis sacolas de compras e sacos de lixo, até garrafas, canetas, copos, etc., são considerados poluidores e contaminadores de rios, lagos, oceanos e praias.

A reciclagem e a conscientização nunca serão suficientes para deter essa poluição que alcança níveis alarmantes.

A solução está na fabricação em larga escala desses materiais com plástico biodegradável e leis severas que proíbam a fabricação do plástico poluidor, principalmente as sacolas de compras e sacos de lixo.

Além de toda a praticidade e diversidade de uso que proporciona, o plástico agora pode ser ambientalmente correto. Sacolas de compras para supermercados, sacos de lixo, canetas, pratos, talheres, copos, cobertura para fraldas, vasos de plantas, garrafas e frascos em PET, além de muitos outros tipos de embalagens, podem ganhar características de degradabilidade, biodegradabilidade, compostabilidade e/ou hidrossolubilidade se produzidos a partir de aditivos inertes ou matérias primas de origem vegetal.

Felizmente já existe no Brasil uma empresa que importa com exclusividade a matéria prima para a produção do plástico degradável.

A RES Brasil e uma empresa de representação, distribuição e licenciamento industrial sediada no município de Cajamar, Estado de São Paulo.

A empresa fornece às fábricas de plásticos aditivos que, adicionados aos plásticos comuns, tornam o produto final naturalmente degradável. Portanto, a matéria prima é no mínimo 97% nacional no caso dos produtos aditivados. O aditivo representa no máximo apenas 3% do material, o que não prejudica as empresas locais.

Em outros casos, a empresa distribui a matéria prima de origem vegetal (biopolímeros) para a fabricação de artigos biodegradáveis, compostáveis. Outros produtos podem ser ainda solúveis em água. Dessa forma, são rapidamente absorvidos na natureza e m certos casos podem até servir de adubo e alimentação animal, eliminando o descarte em aterros sanitários (onde levam até 100 anos para se decompor) e deixando de poluir rios, lagos e oceanos.

Os produtos de plástico "verde", longe de ser apenas um ideal, já estão em plena fabricação no Brasil. Cerca de 600 toneladas de embalagens plásticas com este conceito já foram fabricadas e distribuídas no Brasil desde outubro de 2003.

Explicando de maneira simplificada a ação do aditivo, este reduz o tamanho e o peso das cadeias moleculares do plástico comum e fragiliza as ligações entre as moléculas de carbono e hidrogênio que formam o plástico, fazendo com que o material comece a se degradar sob condições comuns existentes no meio ambiente ao ser descartado para o lixo. Posteriormente à degradação, os pequenos fragmentos resultantes virão a ser mais facilmente digeridos pelas bactérias e fungos existentes na natureza.

O tempo de decomposição, também pode ser regulado de acordo com a finalidade do produto. Essas propriedades não alteram nenhuma das características originais e desejáveis do plástico comum.

Uma vez quebradas as ligações entre os átomos de carbono e hidrogênio existentes no plástico aditivado, estes átomos se ligarão aos átomos de oxigênio existentes na atmosfera, resultando em dióxido de carbono (CO2) e água, as mesmas substâncias que os seres vivos exalam durante a respiração .

Custos

Apesar de representar um pequeno aumento de custo em relação ao plástico comum, a versão aditivada ainda tem preço menor do que o papel, opção utilizada na confecção de sacolas por empresas que dão preferência ao material por ele ser 100% orgânico. Apesar de ecologicamente viável, o papel é mais caro porque é uma matéria prima renovável.

Com uma provável boa receptividade do mercado, em tempos "ecologicamente corretos e ambientalmente exigentes", a expectativa é que os produtos de plástico biodegradável tenham seu custo reduzido.

100% orgânico

Além do aditivo que fragiliza as moléculas do plástico comum, feitos com polietileno , polipropileno, BOPP, PET, PS, entre outros, a RES Brasil trouxe para o Brasil resinas de amido feitas principalmente de mandioca, milho ou batata (não transgênicas), que resultam em um plástico 100% orgânico.

O filme resultante se deteriora pela ação de microorganismos em contato com o solo, em contato com resíduos orgânicos e em ambientes de compostagem e de aterros sanitários, os chamados lixões, em um período de 40 a 120 dias, se transformando em um composto orgânico que pode ser usado como humus na adubação.

Outra matéria prima representada pela empresa é destinada à fabricação de plástico hidrossolúvel, à base de álcool polivinílico que se desmancha em contato com a água sem deixar resíduos tóxicos ou nocivos. A principal aplicação desse material é no envase de detergentes, desinfetantes e saponáceos em pó que podem ser jogados diretamente na máquina de lavar roupa ou louça e no vaso sanitário.

Como podemos ver, ha muitas alternativas para o uso consciente do plástico, basta que as empresas invistam nessa alternativa e que nos consumidores demos preferência por estes produtos na hora da compra.

Fonte: www.ecolnews.com.br

voltar 123456789avançar
Sobre o Portal | Politica de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal